3º Domingo do Advento

17 de Dezembro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Subirei Alegre, M. Carneiro, NRMS 87

cf. Filip 4, 4.5

Antífona de entrada: Alegrai-vos sempre no Senhor. Exultai de alegria: o Senhor está perto.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

As pessoas procuram a alegria na vida como um bem indispensável. Fundaram até, há pouco, a sociedade do riso, como terapia para as doenças psíquicas, como forma de libertação de pesos que trazem na alma.

A alegria que Deus nos promete e para a qual nos convida é muito mais profunda. Brota do íntimo do nosso coração e tem a sua origem na fidelidade ao Senhor.

Para que a vivamos intensamente nos convida o Senhor na Liturgia da Palavra deste 3º Domingo do Advento.

 

O verdadeiro inimigo da alegria é o pecado e a falta de generosidade para com Deus. Os nossos primeiros pais ficaram mergulhados na tristeza, depois da queda original; e o jovem rico do Evangelho retirou-se triste de ao pé de Jesus, por não ter sido capaz de responder com generosidade à Sua chamada para uma vida feliz.

Reconheçamos humildemente que também nós temos fugido da verdadeira alegria, pelos nossos pecados e infidelidades, e peçamos humildemente perdão ao Senhor.

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que vedes o vosso povo esperar fielmente o Natal do Senhor, fazei-nos chegar às solenidades da nossa salvação e celebrá-las com renovada alegria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Sofonias conclui o seu livro com um canto de exultação pela restauração de Israel, prometida e esperada.

Espera-nos uma alegria nunca experimentada, se nos deixarmos guiar pelo Senhor e a Ele nos convertermos de todo o coração.

 

 

Sofonias 3, 14-18a

14Clama jubilosamente, filha de Sião; solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. 15O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Rei de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal. 16Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos. 17O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa, 18acomo nos dias de festa».

 

Magnífico hino de júbilo a Sião, um cântico de esperança de salvação dirigido ao «resto» (cf. v. 13) que pela sua fidelidade sobreviverá às tremendas calamidades que o profeta anuncia. Uma leitura cristã (lectio divina) do belíssimo texto enquadra-se às mil maravilhas nesta quadra litúrgica; por um lado, condiz com o tom de alegria deste Domingo, por outro, faz pensar nas palavras de Gabriel à Virgem Maria (cf. Lc 1, 28.30.48); daí que condiz bem com este texto a tradução da saudação angélica «avé!» por «alegra-te!».

«Filha de Sião», «Filha de Jerusalém», forma poética de se dirigir aos habitantes da cidade, e mesmo a todos os israelitas (como aqui sucede). A Igreja é o novo «Israel de Deus», «o monte Sião» (cf. Gal 4, 26; 6, 16; Hbr 12, 22; Apoc 14, 1; 21).

«Sião» (etimologicamente lugar seco) era a cidadela da capital, Jerusalém. Inicialmente designava a fortaleza conquistada por David aos jebuseus, a colina oriental de Jerusalém (Ofel), que começou a ser chamada «cidade de David», para onde este transladou a arca da aliança. Quando Salomão construiu o Templo, a Norte de Sião, e para lá levou a arca, também se começou a dar a esse lugar o nome de Sião. Depois veio a designar o conjunto da cidade de Jerusalém, ou todos os seus habitantes e mesmo todo o povo de Israel. Na tradição cristã, veio a dar-se uma confusão acerca da localização topográfica do monte Sião, ao situá-lo no Cenáculo, na colina ocidental da cidade alta. Esta confusão parece ter origem em que o Cenáculo foi considerado a sede da primitiva Igreja de Jerusalém, o novo «monte Sião», segundo Hbr 12, 22 e Apoc 14, 1. A Arqueologia esclarece estes locais.

 

Salmo Responsorial      Is 12, 2-3.4bcd.5-6 (R. 6)

 

Monição: Mesmo nos dias de opressão mais cruel, o Povo de Deus continuou a acreditar numa salvação futura.

Não se tratava dum optimismo infantil, mas de uma confiança inabalável no Senhor.

Procuremos exprimir estes sentimentos, fazendo nossa a oração de Isaías.

 

 

Refrão:         Exultai de alegria,

                      porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

Ou:                Povo do Senhor, exulta e canta de alegria.

 

Deus é o meu Salvador,

Tenho confiança e nada temo.

O Senhor é a minha força e o meu louvor.

Ele é a minha salvação.

 

Tirareis água com alegria das fontes da salvação.

Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome;

anunciai aos povos a grandeza das suas obras,

proclamai a todos que o seu nome é santo.

 

Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,

anunciai-as em toda a terra.

Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião,

porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.         

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo faz um solene convite à verdadeira alegria aos cristãos da Igreja de Filipos. Esta alegria nasce da comunhão com Deus e com os irmãos e ninguém no-la pode arrebatar.

Acolhamos em nosso coração este convite que vem de Deus: Meus irmãos: Alegrai-vos sempre no Senhor (…) Seja de todos conhecida a vossa tolerância. Esta alegria tem uma razão de ser: O Senhor está próximo.

 

 

Filipenses 4, 4-7

Irmãos: 4Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. 5Seja de todos conhecida a vossa bondade. O Senhor está próximo. 6Não vos inquieteis com coisa alguma; mas em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e acções de graças. 7E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.

 

A carta é um escrito da prisão, num tom muito familiar e predominantemente exortatório, incitando a perseverar na vida cristã, apresentada como um desporto sobrenatural (3, 13-16). Ela tem aqui o «seu ponto culminante» (H. Schlier)

4 «Alegrai-vos sempre no Senhor». A alegria é uma nota típica desta epístola (cf. 1, 3.18.25; 2, 2.17.18.28-29; 3, 1; 4, 1.10) e da vida do cristão. É uma virtude para viver «sempre», pois não tem o seu fundamento em nada de efémero, mas «no Senhor», na certeza de que Deus é Pai providente, que «está próximo» – «no meio de ti» (cf. 1ª leitura); é uma alegria sobrenatural. A leitura, que fornece o mote do canto de entrada, deu origem à designação deste 3.º Domingo do Advento como Domingo Gaudete, com manifestações de alegria pela proximidade da vinda de Cristo: flores no altar, paramentos cor de rosa…

 

Aclamação ao Evangelho          Is 61, 1 (cf. Lc 4, 18)

 

Monição: O Evangelho é sempre uma mensagem de alegria, embora, por vezes, em razão das suas exigências, nos pareça, à primeira vista, inimigo dela.

Abracemos. De coração agradecido, a alegria que nos traz a mensagem de Jesus.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

O Espírito do Senhor está sobre mim:

enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 3, 10-18

Naquele tempo, 10as multidões perguntavam a João Baptista: «Que devemos fazer?» 11Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». 12Vieram também alguns publicanos para serem baptizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?» 13João respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos foi prescrito». 14Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?» Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». 15Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, 16ele tomou a palavra e disse a todos: «Eu baptizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. 17Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga». 18Assim, com estas e muitas outras exortações, João anunciava ao povo a Boa Nova».

 

Continuamos hoje a ouvir a pregação daquele que veio a preparar os caminhos do Senhor, a sua vinda. A sua pregação tinha provocado uma forte sacudidela nas consciências, por isso temos hoje, num trecho exclusivo de S. Lucas, uma repetida pergunta, muito do seu gosto: «Que devemos fazer?» (vv. 10.12.14; cf. Lc 10, 25; 18, 18; Act 2, 37; 22, 10). A conversão (pregada pelo Baptista) leva sempre a atitudes concretas de mudança de vida, vida nova que implica interrogar-se sobre deveres morais que se têm de cumprir, recorrendo a quem possa esclarecer a nossa consciência, uma vez que para actuar bem não basta actuar com «consciência certa, ou segura», mas é preciso actuar com «consciência verdadeira» (de acordo com a lei moral objectiva). Nesta formação da consciência para actuar segundo a vontade de Deus, devem-se ter muito em conta os deveres profissionais e do próprio estado, como é o caso aqui dos empregados do fisco (publicanos), dos soldados…

16 «Baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo». Os exegetas, em geral, pensam que João profetiza o Sacramento do Baptismo – que dá o Espírito Santo e que purifica – embora alguns, tendo em conta o contexto – «a pá» de joeirar, «limpar a eira, recolher o trigo, queimar a palha» (cf. Mt 13, 42) – pensem que o Baptista não sai da perspectiva vétero-testamentária e que toma o baptismo em sentido figurado: seria o juízo escatológico anunciado pelos profetas, que o Messias levaria a cabo com a sua vinda no fim dos tempos. João Baptista, numa perspectiva do A.T., uniria a primeira à segunda vinda do Messias, a primeira em que veio como Salvador e a segunda em que virá como Juiz. Uma coisa é certa: João reconhece a insuficiência e o carácter transitório do seu baptismo, que não podia dar o Espírito Santo prometido em abundância para os dias do Messias, nem purificar a fundo as consciências. Por outro lado, na linguagem de Lucas parece haver uma alusão ao Pentecostes (cf. Act 1, 5; 2, 3-4).

 

Sugestões para a homilia

 

– Exortação à alegria

Falsas alegrias

A verdadeira alegria

Confiança ilimitada em Deus

Conformidade com a vontade divina

– Remover os obstáculos à alegria que o Senhor nos oferece

Humildade

Tolerância

Oração e súplica

Desinstalar-se

Desprendimento

Justiça nos negócios e trabalhos.

 

A promessa da vinda do Redentor do Povo de Deus e, com Ele, a restauração do esplendor perdido, alimentou a esperança dos Israelitas através das mais duras provações da história.

O cativeiro de Babilónia foi um tempo de purificação, não apenas para as vidas dos desterrados, mas ainda uma ocasião providencial para a purificação da esperança no Messias. Ele não seria apenas o Rei de Israel, mas de todo o mundo. Abrem-se à universalidade da salvação enviada por Deus.

Exortação à alegria

O profeta Sofonias conclui o seu livro com um canto de exultação, porque se aproxima o tempo da restauração esperada. Vai acabar o exílio, regressarão e novo a Jerusalém, e o Senhor virá.

Todas as vezes que o Senhor intervém nas nossas vidas, fá-lo para infundir em nós a verdadeira alegria.

 

Falsas alegrias. Muitas vezes sonhamos com ela, não como Deus a quer e no-la dá, mas como a idealizamos e, por isso, não a alcançamos, porque não existe:

– Uma vida sem problemas nem dificuldades, ou seja, sem cruz. O esforço para vencermos as dificuldades faz-nos crescer interiormente.

A satisfação de todos os nossos desejos e caprichos. Os nossos sentidos são cegos e pedem-nos caprichos que destruiriam a saúde, a vida e nos tornariam infelizes. A embriaguez dos sentidos leva ao descaminho total.

– Uma situação em que todos os outros se submetem aos nossos gostos e retiram do nosso caminho qualquer limitação. Como cada um se integra num grupo, numa comunidade, ao fazerem todos a mesma exigência, cairíamos numa situação sem saída.

 

A verdadeira alegria. A verdadeira alegria lança as raízes no Amor de Deus sobre todas as coisas, que se manifesta num desejo constante de fazer a Sua Santíssima Vontade e de recomeçar todas as vezes que for necessário.

«O Senhor (…) vai encher-se de júbilo e renovar-te no Seu amor

 

Confiança ilimitada em Deus. A insegurança torna-nos infelizes e impede-nos de estar alegres. Quando, porém, nos apoiamos na nossa filiação divina, nada poderá perturbar-nos nesta caminhada para o Céu.

Encontraram junto ao coração de Santa Teresa de Ávila um papel que nos desvenda o segredo da sua alegria, no meio de tantas dificuldades que teve de enfrentar: «Nada de perturbe, nada te amedronte. Se deus está contigo, nada falta. Deus só, basta

 

Conformidade com a vontade divina. Esta confiança ilimitada no Senhor, a certeza de que Ele nos ama e fará por nós o melhor, de tal modo que até os nossos erros e pecados, se lhes entregarmos, transformar-se-ão em riqueza interior para nós, faz com que nenhuma onde de tristeza ou de preocupação nos possa submergir.

Tudo se converte num bem para aqueles que amam o Senhor, exclamava S. Paulo.

Remover os obstáculos à alegria que o Senhor nos oferece

Somos chamados a ser testemunhas da verdadeira alegria, neste mundo cheio de sombras em que vivemos. A nossa alegria pode ser um dos sinais – testemunho – para a verdadeira evangelização.

 

Humildade. Perdemos, muitas vezes, a alegria, por falta de humildade. Julgamo-nos mais do que somos, e ficamos tristes porque não nos dão a importância que julgávamos ter.

João Baptista quer ser apenas a voz que clama no deserto, a avisar as pessoas para que se preparem para a vinda do Senhor. «Eu não sou digno de Lhe desatar as correias das sandálias».

 

Tolerância. Muitas vezes, estamos mais atentos às faltas e defeitos dos outros do que à nossa vida. Além disso, cada um deve seguir livremente o seu caminho.

No seio das famílias, dos ambientes de trabalho e das comunidades, passamos maus bocados e andamos tristes porque somos intolerantes para com os outros. Isto mesmo aconselhava S. João no deserto. «Não useis de violência com ninguém, nem denuncieis injustamente».

 

Oração e súplica. Habituemo-nos a procurar na oração humilde e recolhida o apoio de que precisamos quando as preocupações nos invadem. Os momentos passados diante do Sacrário ou no silêncio do nosso quarto, contando ao Senhor o que nos preocupa, é o suficiente para nos restituir a paz.

 

Desinstalar-se. Pode acontecer que teimemos em nos aferrarmos aos nossos caprichos e comodidades. Se, ocasionalmente, ou as próprias circunstâncias da vida nos obrigam a qualquer movimento, reagimos mal e difundimos o mau ambiente à nossa volta.

Não deixa de ser impressionante que esta multidão de que fala o Evangelho tenha deixado a relativa comodidade das suas casas, para irem escutar João Baptismo num ambiente do deserto escaldante e, para ouvir uma doutrina exigente.

 

Desprendimento. Criamos necessidades artificiais e ficamos de mau humor quando nos recusam esses caprichos. Dia o Precursor: «Quem tem duas túnicas reparta com aquele que não tem. E quem tem mantimentos proceda da mesma forma

 

Justiça nos negócios e no trabalho. Há pessoas que vivem num permanente descontentamento porque julgam que nunca se lhes reconhece o mérito que têm e a recompensa que merecem. Aos soldados em serviço aconselhava: «Contentai-vos com o vosso soldo

 

A Celebração da Eucaristia em cada Domingo é uma escola da verdadeira alegria: aprofundamos nela o conhecimento da vontade de Deus e recebemos a força de Deus para enfrentar as dificuldades diárias.

Invocamos Nossa Senhora como causa da nossa alegria, porque nos deu Jesus, Príncipe da Paz. Mas também sabemos que vivia numa conformidade perfeita com a vontade de Deus, apesar de ter de enfrentar, muitas vezes, situações difíceis.

 

Fala o Santo Padre

 

1. «Alegrai-vos sempre no Senhor... O Senhor está perto!» (Fl 4, 4-5).

Com estas palavras do apóstolo Paulo a Liturgia convida-nos à alegria. É o terceiro domingo do Advento, chamado precisamente por isto domingo «Gaudete». São as palavras com as quais o Servo de Deus, o Papa Paulo VI, quis intitular, em 1975, a sua memorável Exortação apostólica sobre a alegria cristã, «Gaudete in Domino!».

2. O Advento é tempo de alegria, porque faz reviver a expectativa do acontecimento mais jubiloso na história: o nascimento do Filho de Deus da Virgem Maria.

Saber que Deus não está longe, mas perto, que não é indiferente, mas compassivo, que não é alheio, mas Pai misericordioso que nos segue amorosamente no respeito da nossa liberdade: tudo isto é motivo de uma alegria profunda que as vicissitudes alternas do dia-a-dia não podem cancelar.

3. Uma característica inconfundível da alegria cristã é que ela pode conviver com o sofrimento, porque se baseia totalmente no amor. De facto, o Senhor que está tão «próximo» de nós, a ponto de se fazer homem, vem infundir-nos a sua alegria, a alegria de amar. Só assim se compreende a alegria serena dos mártires também no meio das provas, o sorriso dos santos da caridade diante de quem se encontra no sofrimento: um sorriso que não ofende, mas conforta.

«Alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor está contigo» (Lc 1, 28). O anúncio do Anjo a Maria é um convite à alegria. Peçamos à Virgem Santa o dom da alegria cristã.

Papa João Paulo II, Angelus, 14 de Dezembro de 2003

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Peçamos ao Senhor com toda a confiança

Que nos ajude a preparar a vinda do Seu Filho

Com a verdadeira alegria dos filhos de Deus,

e oremos com fé e amor: Dai-nos, Senhor, a verdadeira alegria!

 

1. Pelos que procuram a alegria pelos falsos caminhos,

para que o Senhor os ensine e ajude e encontrá-la

no coração manso e humilde de Jesus Cristo,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, a verdadeira alegria!

 

2. Por todos os que passam tribulações na vida

e se encontram desorientados e oprimidos,

para que aprendam a confiar as suas preocupações

ao Coração sempre disponível do Bom Pastor,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, a verdadeira alegria!

 

3. Pelos jovens das nossas comunidades

que se deixam tentar pelas falsas alegrias,

para encontrem na fidelidade a Jesus Cristo

a alegria e a paz que tanto procuram,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, a verdadeira alegria!

 

4. Pelos casais em que entrou a doença da desunião,

e infidelidade ao amor jurado no casamento,

para que reconheçam e procurem a reconciliação

como princípio duma nova etapa da vida de família,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, a verdadeira alegria!

 

5. Pelos doentes, moribundos e abandonados

a quem recusam todo o conforto de que precisam,

para que vejam neles Jesus Cristo na Cruz

agradecendo tudo o que fizermos por Ele,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, a verdadeira alegria!

 

6. Pelas almas dos nossos fiéis defuntos

que se preparam para uma alegria que não tem fim

para que o Senhor, na Sua infinita misericórdia.

os acolha quanto antes na glória do Céu,

oremos, irmãos.

 

Dai-nos, Senhor, a verdadeira alegria!

 

Senhor, que sois a verdadeira alegria e felicidade

De todos os que peregrinamos nesta vida:

ensinai-nos a seguir-Vos com fidelidade e Amor,

para conVosco nos alegrarmos na eternidade

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo. 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Espirito de Deus Repousou, Az. Oliveira, NRMS 58

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício se renove sempre na vossa Igreja, de modo que a celebração do mistério por Vós instituído realize em nós plenamente a obra da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou II p. 455 [588-700]

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da Paz

 

A Paz é inseparável da verdadeira alegria e Jesus Cristo é profetizado como o Príncipe da Paz.

Se queremos viver na Paz e na alegria, temos de as procurar no Seu Coração Divino.

Com este propósito de viver na Sua Paz,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Neste momento em que nos preparamos para receber o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, a liturgia repete-nos as Suas palavras: «Dizei aos desanimados, coragem, não temais! Eis que vem o nosso Deus para nos salvar.»

Agradeçamos estas palavras que nos animam, e procuremos recebê-l’O com fé, pureza, Amor e devoção.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, Eu Creio que sois Cristo, F. Silva, NRMS 67

cf. Is 35, 4

Antífona da comunhão: Dizei aos desanimados: Tende coragem e não temais. Eis o nosso Deus que vem salvar-nos.

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, pela vossa bondade, que este divino sacramento nos livre do pecado e nos prepare para as festas que se aproximam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O sacerdote não nos despede até ao próximo Domingo, como se tudo tivesse acabado.

Envia-nos solenemente para o meio dos nossos irmãos para, com o testemunho pessoal de vida no trabalho, na família e no convívio humano anunciemos que Jesus Cristo vive e a todos quer tornar alegres e felizes.

 

Cântico final: Não Demoreis, ó Salvador, F. Borda, NRMS 31

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

feira, 18-XII: Testemunhas próximas do nascimento de Jesus: S. José.

Jer. 23, 5-8 / Mt. 1, 18-25

Dias virão em que farei surgir para David um rebento justo. Será um verdadeiro rei e agirá com sabedoria.

Estamos a aproximar do Natal e, nestes últimos oito dias, vamos estar com aqueles que conviveram mais perto com Jesus. E o primeiro é S. José, filho de David, que recebe a mensagem do Anjo e lhe comunica o nascimento de Jesus (cf. Ev.).

Imitemos esta ‘testemunha silenciosa’ (cf. João Paulo II), que vai meditando em todos os acontecimentos que rodeiam o nascimento de Jesus, pelo que é um verdadeiro Mestre da vida espiritual. Além disso, ao conhecer os planos de Deus, integra-se perfeitamente neles.

 

feira, 19-XII: Testemunhas próximas do nascimento de Jesus: J. Baptista.

Jz. 13, 2-7. 24-25 / Lc. 1, 5-25

Sua esposa era estéril e não tinha filhos. O Anjo do Senhor apareceu a essa mulher e disse-lhe: hás-de conceber e terás um filho.

Um Anjo do Senhor aparece à esposa de Manoá, que era estéril, e anuncia-lhe o nascimento de um filho (Sansão) (cf. Leit.). O mesmo vai acontecer com Isabel, esposa de Zacarias e parente de Nossa Senhora, que daria à luz João Baptista (cf. Ev.).

O Anjo Gabriel deu a conhecer a Zacarias a missão de seu filho João Baptista: «Irá à frente do Senhor… para preparar ao Senhor um povo bem disposto» (Ev.). Procuremos melhorar as nossas disposições para recebermos bem o Messias: «com alegria, vigilantes na oração e celebrando os seus louvores» (Prefácio II do Advento).

 

feira, 20-XII: Testemunhas próximas do nascimento de Jesus: Nossa Senhora.

Is. 7, 10-14 / Lc. 1, 26-38

Há-de a Virgem conceber e dar à luz um filho, a quem porá o nome de ‘Emanuel’.

Já no Proto-Evangelho (no livro do Génesis) se anunciava a escolha de Nossa Senhora. Isaías diz como se realizará o nascimento do Messias, que está prestes a realizar-se, à espera do sim de Nossa Senhora (cf. Ev.).

Deus Pai quis que a aceitação de Nossa Senhora precedesse a Encarnação, para que, assim como uma mulher (Eva) contribuiu para a morte, também outra mulher (Nª Senhora) contribuísse para a vida (cf. CIC, 488). Assim começa Nossa Senhora o seu Advento. Procuremos imitá-la, respondendo mais vezes sim ao que Deus nos pede.

 

feira, 21-XII: Testemunhas próximas do nascimento de Jesus: Nossa Senhora.

Cant. 2, 8-14 / Lc. 1, 39-45

O Senhor teu Deus está no meio de ti, como herói que te vem salvar… exultará de alegria por causa de ti, como em dia de festa.

O Messias já está no meio de nós (cf. Leit.). Cheia de alegria, porque leva no seu seio o Verbo Encarnado, Nossa Senhora dirige-se a casa de Isabel, que a recebe com grandes louvores: «bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre» (Ev.).

Assim vive Nossa Senhora o seu Advento. Procuremos vivê-lo na sua companhia, como o mesmo espírito de serviço e entrega aos outros como Ela viveu. E repitamos-lhe as palavras do Anjo e de S. Isabel, rezando bem cada Ave-Maria e a oração do ‘Anjo do Senhor’.

 

feira, 22-XII: Testemunhas próximas do nascimento de Cristo: Nossa Senhora.

1 Sam. 1, 24-28 / Lc 1, 46-56

O meu coração se alegra no Senhor, meu Salvador.

Ana leva o seu filho Samuel ao Templo para servir o Senhor (cf. Leit.) e o seu coração exulta de alegria (cf. S. Resp.). O mesmo acontece com Nossa Senhora, que leva o Messias no seu ventre: «A minha alma enaltece ao Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador» (Ev.).

O Magnificat é uma manifestação do que vai dentro de Nossa Senhora neste seu Advento: louvor, humildade, gratidão pelas coisas grandes que Ele fez. Procuremos imitá-la agradecendo ao Senhor ter vindo até nós e todos os benefícios que recebemos d’Ele.

 

Sábado, 23-XII: testemunhas próximas do nascimento de Jesus: J. Baptista.

Mal. 3, 1-4. 23-24 / Lc. 1, 57-66

Vou enviar um mensageiro, para desimpedir o caminho diante de mim.

A profecia de Malaquias diz respeito à missão de Elias e de João Baptista: preparar o caminho do Senhor (cf. Leit.).

Estas missões estão intimamente ligadas: João termina o ciclo dos Profetas, inaugurado por Elias; João precede Jesus com o espírito e o poder de Elias. Mas João é o precursor imediato do Senhor O mais importante da nossa vida, bem como para João, é manifestar Cristo nas nossas acções, fruto da nossa identificação com Ele, e também nas nossas palavras, mostrando aos outros o caminho do Senhor.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:                     Fernando Silva

Nota Exegética:                       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                            Duarte Nuno Rocha

 


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