2º Domingo do Advento

10 de Dezembro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor Virá no Esplendor, Az. Oliveira, NRMS 64

cf. Is 30, 19.30

Antífona de entrada: Povo de Sião: eis o Senhor que vem salvar os homens. O Senhor fará ouvir a sua voz majestosa na alegria dos vossos corações.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Hoje somos convidados a preparar com alegria os caminhos do Senhor, caminhos de libertação de vícios e pecados, para irmos ao encontro de Cristo que veio há dois mil anos e que vem com as graças próprias do Natal que se aproxima. Examinemos a nossa consciência para descobrir que montes de soberba precisamos de abater e que vales de vazio de fé e de boas obras precisamos de preencher. Arrependidos, confessemos que somos pecadores.

 

Oração colecta: Concedei, Deus omnipotente e misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo, mas que a sabedoria do alto nos leve a participar no esplendor da sua glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Lá de longe, no exílio, o profeta saúda jubiloso a cidade de Jerusalém; anuncia a sua restauração e o regresso dos cativos numa linguagem poética que evoca os tempos messiânicos.

 

Baruc 5, 1-9

1Jerusalém, deixa a tua veste de luto e aflição e reveste para sempre a beleza da glória que vem de Deus. 2Cobre-te com o manto da justiça que vem de Deus e coloca sobre a cabeça o diadema da glória do Eterno. 3Deus vai mostrar o teu esplendor a toda a criatura que há debaixo do céu; 4Deus te dará para sempre este nome: «Paz da justiça e glória da piedade». 5Levanta-te, Jerusalém, sobe ao alto e olha para o Oriente: vê os teus filhos reunidos desde o Poente ao Nascente, por ordem do Deus Santo, felizes por Deus Se ter lembrado deles. 6Tinham-te deixado, caminhando a pé, levados pelos inimigos; mas agora é Deus que os reconduz a ti, trazidos em triunfo, como filhos de reis. 7Deus decidiu abater todos os altos montes e as colinas seculares e encher os vales, para se aplanar a terra, a fim de que Israel possa caminhar em segurança, na glória de Deus. 8Também os bosques e todas as árvores aromáticas darão sombra a Israel, por ordem de Deus, 9porque Deus conduzirá Israel na alegria, à luz da sua glória, com a misericórdia e a justiça que d’Ele procedem.

 

O autor apresenta-se como estando no exílio de Babilónia; felicita jubilosamente Jerusalém, ao mesmo tempo que anuncia a sua restauração e o regresso dos cativos, com uma linguagem de sabor escatológico e messiânico, à maneira de Isaías, de quem retoma as ideias e as próprias expressões poéticas, como se pode ver: v. 1 – Is 52, 1; v, 2 – Is 61, 10; v. 7 – Is 40, 3.4; v. 8 – Is 41, 19; v. 9 – Is 40, 10-11; 42, 16; 52, 12. Também são notáveis as semelhanças com a literatura sapiencial (cf. Salm 126), o que leva a situar a obra entre os livros proféticos e os sapienciais. A Jerusalém descida dos Céu de Apoc 21, 1-4 tem grande semelhança com o texto da nossa leitura. O autor e a data do escrito continuam a ser discutidos.

4 «Paz da justiça e glória da piedade» são hebraísmos (genitivos de qualidade) que correspondem à nossa maneira de dizer: paz justa e piedade gloriosa.

7   «Aplanar a terra», abatendo «montes» e preenchendo «vales» é uma grandiosa imagem com que, à maneira isaiana (cf. Is 40, 3-5), dramatiza a preparação do caminho do regresso de Babilónia, vista como um novo Êxodo. O Baptista, no Evangelho de hoje, apela para o sentido messiânico da imagem: a vinda do exílio prefigura a salvação definitiva. No fundo, temos sempre a teologia do deserto; assim como a libertação da escravidão do Egipto se deu através do deserto, assim também será a libertação do cativeiro e também a salvação messiânica.

 

Salmo Responsorial      Sl 125 (126), 1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R.3)

 

Monição: O salmo é um dos 15 salmos de peregrinação. Este celebra a alegria do regresso dos sofrimentos do cativeiro. Com a vinda de Cristo à nossa vida, também a tristeza se converterá em alegria.

 

Refrão:         Grandes maravilhas fez por nós o Senhor:

                      por isso exultamos de alegria.

 

Ou:                O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo.

 

Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião,

parecia-nos viver um sonho.

Da nossa boca brotavam expressões de alegria

e de nossos lábios cânticos de júbilo.

 

Diziam então os pagãos:

«O Senhor fez por eles grandes coisas».

Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,

estamos exultantes de alegria.

 

Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,

como as torrentes do deserto.

Os que semeiam em lágrimas

recolhem com alegria.

 

À ida, vão a chorar,

levando as sementes;

à volta, vêm a cantar,

trazendo os molhos de espigas.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Como o Apóstolo Paulo, também nós temos plena confiança em que Deus levará a bom termo a obra de salvação quem em cada um de nós Ele começou.

 

Filipenses 1, 4-6.8-11

Irmãos: 4Em todas as minhas orações, peço sempre com alegria por todos vós, 5recordando-me da parte que tomastes na causa do Evangelho, desde o primeiro dia até ao presente. 6Tenho plena confiança de que Aquele que começou em vós tão boa obra há-de levá-la a bom termo até ao dia de Cristo Jesus. 8Deus é testemunha de que vos amo a todos no coração de Cristo Jesus. 9Por isso Lhe peço que a vossa caridade cresça cada vez mais em ciência e discernimento, 10para que possais distinguir o que é melhor e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, 11na plenitude dos frutos de justiça que se obtêm por Jesus Cristo, para louvor e glória de Deus.

 

A leitura é tirada do início da Carta aos fiéis de Filipos, a primeira cidade europeia onde Paulo tinha fundado uma comunidade florescente. Temos aqui uma das dimensões da espiritualidade do Advento: a preparação de modo efectivo e progressivo (vv. 9-11) com frutos de santidade – «na plenitude dos frutos de justiça» – para «o dia de Cristo», isto é, o da sua segunda vinda, o seu advento escatológico, que pode dar-se a todo o momento. Os primeiros cristãos de tal maneira viviam numa forte tensão para ele, que o consideravam  iminente. S Paulo quer que a espera da vinda de Cristo sirva de estímulo para crescer no amor de Deus – «que a vossa caridade cresça cada vez mais» –, de modo que saibam discernir «o que é melhor» (v. 10), para o porem em prática.

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 3, 4.6

 

Monição: Disponhamo-nos a aceitar o convite do Baptista a preparar os caminhos do Senhor que vem com a graça do Natal. Aclamemos a salvação de Deus que Jesus nos traz.

 

Aleluia

 

Cântico: F. Silva, NRMS 35

 

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas

e toda a criatura verá a salvação de Deus.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 3, 1-6

1No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, 2no pontificado de Anás e Caifás, foi dirigida a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. 3E ele percorreu toda a zona do rio Jordão, pregando um baptismo de penitência para a remissão dos pecados, 4como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 5Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; 6e toda a criatura verá a salvação de Deus’».

 

1 «No décimo quinto ano de Tibério»: Lucas, um talento de historiador, não se limita a apresentar a substância da mensagem de salvação. Ele quer que fique bem claro que não se trata duma mensagem fora do tempo, de uma ideia como os mitos; é uma mensagem situada no tempo e no espaço em que se desenvolve a história humana. É assim que nos deixa um dado de excepcional valor para sincronizar os acontecimentos salvíficos com os sucessos da história profana, a saber, ao ano 15 do reinado do imperador romano Tibério, aduzindo também outros cinco dados que, mais do que a cronologia, visam descrever-nos o ambiente político da época (vv. 1-2).

A pregação do Baptista teve início, pois, no ano 27-28 da nossa era. Com efeito, Tibério começou propriamente a reinar só com a morte de Augusto em 19 de Agosto de 767 a. U. c.. Ora, segundo a contagem síria que adoptaria S. Lucas, em 1 de Outubro – o início do ano – já se começava a contar o 2º ano de Tibério; isto leva a pensar que o 15.º ano do reinado de Tibério vem a ser o ano 781 de Roma, o que corresponde ao ano 27-28 da nossa era cristã.

«Pôncio Pilatos» foi governador ou procurador (na inscrição de Cesareia chama-se præfectus) da Judeia, Samaria e Idumeia desde o ano 26 a 36. «Herodes» é o Antipas, filho de Herodes o Grande, com o simples título de tetrarca na Galileia; foi quem mandou degolar João Baptista na fortaleza de Maqueronte, tendo reinado de 4 a. C, a 39 d. C, ano em que foi destituído e exilado para as Gálias por Calígula; «Filipe», filho de Cleópatra de Jerusalém (distinto do seu meio irmão Herodes Filipe casado com Herodíades), foi quem reconstruiu Panias com o nome de Cesareia de Filipe e Betsaida com o nome de Júlia; veio a casar com Salomé, filha de Herodíades e Herdes Filipe.

2 José «Caifás» presidiu ao Sinédrio, como sumo sacerdote de 18 a 36 da nossa era, após a deposição pelos romanos, no ano 15, de seu sogro «Anás», que continuou a manter grande influência político-religiosa (cf. Jo 18, 12-24). A discrição e respeito com que o IV Evangelho fala de Caifás leva alguns a imaginarem que se terá feito cristão, o que falta provar.

4-6 «Preparai o caminho do Senhor…» A longa citação do início da segunda parte de Isaías, o Dêutero-Isaías (Is 40, 3-5), é aplicada pelo Baptista a si próprio (cf. Jo 1, 23). Esta passagem isaiana contempla, num primeiro plano, o «regresso triunfal» dos deportados de Babilónia, uma figura dos tempos messiânicos, em que «toda a criatura verá a salvação de Deus». S. Lucas, o único evangelista a dar-nos a citação completa de Isaías, em que inclui o v. 5, pretende sublinhar a universalidade da salvação trazida por Cristo. A imagem de «endireitar os caminhos» provém do costume de ajeitar os caminhos, em geral escabrosos, por onde vai passar um soberano; presta-se muito bem a indicar a purificação das consciências para receberem a Cristo.

 

Sugestões para a homilia

 

·          A ilusão das coisas efémeras deve ceder lugar à verdade dum «Natal Feliz».

·          A alegria de estar «juntos pelo coração».

·          Condição fundamental para que o Natal de Jesus seja o nosso: a conversão de vida.

 

Já começamos a ouvir nas ondas da rádio os votos de Natal Feliz. Queremos acreditar na sinceridade desses votos, apesar de virem embrulhados em campanhas publicitárias, que, afinal, de uma forma ou de outra, nos querem convencer de que seremos felizes se comprarmos isto ou aquilo, nesta ou naquela loja… É a tal «felicidade» de consumir, de gastar, tão efémera e tão superficial que tem mais de desencanto do que de satisfação gratificante…

Encontraremos nas leituras deste Segundo Domingo do Advento, algumas pistas capazes de nos conduzirem a um Natal de autêntica e perene felicidade:

 

Antes de mais, é preciso esperar a felicidade e acreditar nela.

É de entusiasmar a perspectiva que o profeta Baruc nos apresenta na 1.ª leitura: «Levanta-te, Jerusalém, vê os teus filhos», reunidos de toda a parte, «felizes por Deus se ter lembrado deles». «Tinham-te deixado, caminhando a pé, levados pelos inimigos. Mas agora é Deus que os reconduz a ti, trazidos em triunfo, como filhos de reis.»

Esta alegria sim, esta alegria do regresso, do reencontro.

Nesta nossa terra, ainda hoje, quantos e quantos, regressam aos seus lares de origem, vindos de longe, trazendo com alegria os seus presentes, o fruto do seu labor, para repartir, para conviver, para sentir como é bom estar juntos, juntos pelo coração!

 

Na segunda leitura, tirada da carta de São Paulo aos Filipenses, poderemos ver que esta felicidade só se consegue com a colaboração de todos.

Paulo lembra, «com saudades», diz ele, aquela comunidade de Filipos, onde reinava a caridade e era constante a ajuda dada à causa do Evangelho. E o Apóstolo reza para que – diz ele – «a vossa caridade cresça cada vez em ciência e discernimento» com um perfeito sentido das realidades.

São assim as comunidades, as famílias, em que é palpável a ajuda de todos, em que todos contribuem para o bem estar geral.

Não há dúvida de que, famílias assim, comunidades assim, tem necessariamente que deixar saudades!

 

No Evangelho – e situando os factos com rigor cronológico e precisão geográfica – S. Lucas fala-nos da pregação de João Baptista.

Ele vem preparar a comunidade de Israel para o encontro jubiloso com o Senhor, para a alegria da libertação há tanto tempo esperada.

Mas, a primeira exigência que apresenta, é a conversão da vida, é o arrependimento do passado, é o deixar os caminhos tortuosos e tomar o caminho direito, o rumo certo…

E aqui temos a condição fundamental para que o Natal de Jesus seja o nosso: a conversão, a mudança do mal para o bem! Será preciso encher os buracos, os buracos das nossas deficiências, da falta de solidez da nossa fé, da nossa ignorância culpável, da nossa preguiça. E também é urgente abater montes e outeiros: o orgulho que nos cega, a nossa vaidade balofa, a nossa teimosia gratuita, o egoísmo que nos impele de partilhar seja o que for… É preciso todo este trabalho.

João põe ao alcance de todos a água simbólica, que exprime o desejo e o empenhamento «em ordem à remissão dos pecados.»

Não haverá Natal Feliz, se tudo continuar na mesma, se nos mantivermos teimosamente agarrados às nossas posições, se não encontrarmos caminhos novos de compreensão e entendimento: Vamos! Coragem! Mãos à obra! Está na hora! O Senhor está perto!

 

Fala o Santo Padre

 

1. «Preparai o caminho do Senhor, endireitai as Suas veredas!» (Lc 3, 4).

Neste segundo Domingo do Advento ressoa com vigor este convite de São João Baptista. Brado profético que continua a repercutir-se nos séculos.

Também o sentimos nesta nossa época, enquanto a humanidade prossegue o seu caminho na história. Aos homens do terceiro milénio, em busca de serenidade e de paz, ele indica o caminho que é preciso percorrer.

2. Toda a liturgia do Advento faz eco ao Precursor, convidando-nos a ir ao encontro de Cristo que nos vem salvar. Preparamo-nos a reevocar o seu nascimento ocorrido há cerca de dois mil anos; renovamos a nossa fé no seu advento glorioso no final dos tempos. Predispomo-nos, ao mesmo tempo, a reconhecer que ele está no meio de nós: de facto, Ele visita-nos também nas pessoas e nos acontecimentos quotidianos.

3. Nosso modelo e guia neste itinerário espiritual típico do Advento é Maria, aquela que é muito mais bem-aventurada porque acreditou em Cristo e porque o gerou fisicamente (cf. Santo Agostinho, Serm., 25, 7:  PL 46, 937). Nela, preservada imaculada de qualquer pecado e repleta de graça, Deus encontrou a «terra fértil», na qual depositou a semente da nova humanidade.

Ajude-nos a Virgem Imaculada, que nos dispomos a celebrar amanhã, a preparar bem «o caminho do Senhor» em nós próprios e no mundo.

Papa João Paulo II, Angelus, 7 de Dezembro de 2003

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos caríssimos: Peçamos ao Senhor que a voz de João Baptista

desperte em nós o desejo de percorrer, com alegria,

os caminhos de conversão e vida em Cristo,

dizendo (ou: cantando), com humildade:

 

R. Vinde, Senhor Jesus.

Ou: Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Vinde, Senhor, e salvai-nos.

 

1.  Pelo Papa, pelos bispos, presbíteros e diáconos,

e por aqueles que nos desertos deste mundo

continuam a anunciar a vinda do Senhor,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos povos que não conhecem o Evangelho,

pelos homens e mulheres que lhe são fiéis

e pelos pobres, oprimidos e despojados,

oremos, irmãos.

 

3.   Pelos que reconhecem em Jesus o seu caminho,

e por todos os que pedem ao Senhor

que abata os montes, alteie os vales e aplane a terra,

oremos, irmãos.

 

4.   Pelos homens e mulheres sem lar nem pão

e por aqueles que, em qualquer parte do mundo,

são deportados, violentados ou suprimidos,

oremos, irmãos.

 

5.   Por todos os membros da nossa comunidade (paroquial),

pelos que andam frios na fé, preocupados ou vacilantes

e pelos que cantam as maravilhas do Senhor,

oremos, irmãos.

 

Senhor, nosso Deus, que começastes em nós a boa obra da conversão aos valores

do Evangelho, dai-nos a força e a coragem de a prosseguirmos até ao fim, com alegria.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Quando Virá Senhor o Dia, NRMS 39

 

Oração sobre as oblatas: Olhai benignamente, Senhor, para as nossas humildes ofertas e orações e, como diante de Vós não temos méritos, ajudai-nos com a vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio I do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

 

Santo: M. Luis, NCT n.º 297

 

Monição da Comunhão

 

«O Senhor está perto», tão perto que agora o posso receber na minha morada. «Preparai o caminho do Senhor» para que Ele entre e se sinta bem.

 

Cântico da Comunhão: Desce o Orvalho Sobre a Terra, M. Simões, NRMS 64

Bar 5, 5; 4, 36

Antífona da comunhão: Levanta-te, Jerusalém, sobe às alturas e vê a alegria que vem do teu Deus.

 

Cântico de acção de graças: Velai sobre nós (Antífona), J. Santos, NRMS 40

 

Oração depois da comunhão: Saciados com o alimento espiritual, humildemente Vos pedimos, Senhor, que, pela participação neste sacramento, nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra e a amar os bens do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos caminhar a sério para um Natal Feliz, estimulados não simplesmente pela propaganda comercial, mas pela Palavra de Deus que meditámos e pela força que o Senhor nos comunica na Eucaristia.

 

Cântico final: Exultai de Alegria e Cantai, F. Silva, NRMS 87

 

 

Homilias Feriais

 

2ª SEMANA

 

feira, 11-XII: As maravilhas da actuação do Messias.

Is. 35, 4-7 / Lc. 5, 17-26

Alegrem-se o deserto e o descampado, rejubile e floresça a planície árida, cubra-se de flores como o narciso.

A vinda do Messias proporcionará acontecimentos extraordinários (cf. Leit.). Jesus cura um paralítico e perdoa-lhe os pecados. Os assistentes comentaram: «Vimos hoje maravilhas» (Ev.).

Jesus quer perdoar os nossos pecados e, para isso, instituiu o sacramento da Penitência. Abeiremo-nos mais vezes desta fonte de misericórdia e levemos os nossos amigos e conhecidos até Jesus. Ele também quer curar as nossas paralisias: pouca oração, pouca ajuda na vida familiar e no local de trabalho, etc.

 

feira, 12-XII: Não fugir do Messias, Bom Pastor.

Is. 40, 1-11 / Mt. 18, 12-14

Olhai que o Senhor vai chegar com poder… É como o Bom Pastor que apascenta o seu rebanho.

O Messias que há-de vir será o Bom Pastor, que cuida de todas as ovelhas do seu rebanho (cf. Leit). Uma das tarefas de Jesus é procurar a ovelha que anda tresmalhada (cf. Ev.), de modo que ninguém se perca.

Porque somos pecadores, afastamo-nos muitas vezes do bom caminho. O Senhor vem à nossa procura. Procuremos não ser mais fugitivos naquilo que nos custa mais: a confissão, a oração, o defeito mais importante, a ajuda ao próximo, etc. É agora a altura de uma nova aproximação, de uma reconciliação, de uma conversão.

 

feira, 13-XII: O Messias vem robustecer-nos.

Is. 40, 25-31 / Mt. 11, 25-30

Os que esperam no Senhor recuperam as forças… Correm sem se fatigarem, caminham sem se cansarem.

O Messias promete dar novas forças a quem anda exausto e robustecer aquele que fraqueja (cf. Leit.). Como nos esquecemos de recorrer ao Senhor, Jesus convida-nos a ir ter com Ele: «Vinde a mim todos os que vos afadigais» (Ev.).

Quantas vezes andamos com algum peso na consciência e, ao recebermos o perdão, ficamos aliviados! Quantas vezes o sofrimento e a dor nos pesam e, ao aproximar-nos da cruz de Cristo, ficamos melhor! Não deixemos de fazê-lo sempre, porque o Senhor nos promete novas forças. Procuremos ser também o bom samaritano daqueles com quem convivemos, aliviando os seus sofrimentos.

 

feira, 14-XII: Novas forças para o combate.

Is. 41, 13-20 / Mt. 11, 11-15

Eu venho socorrer-te, diz o Senhor… Irás bater e triturar os montes, reduzir as colinas a palha.

O Messias vem trazer-nos as forças necessárias para ultrapassarmos os obstáculos que se nos apresentarem: os montes, as colinas, etc. (cf. Leit.). E esta fortaleza é igualmente necessária para alcançarmos o reino dos Céus (cf. Ev.).

A virtude da fortaleza, de que João Baptista deu um belo testemunho (cf. Ev.), ajuda-nos a enfrentar com coragem as dificuldades, a rejeitar as tentações, a superar os obstáculos, a vencer o medo, a ter paciência nos momentos difíceis, a não desistir dos nossos propósitos de aperfeiçoamento…

 

feira, 15-XII: Felicidade e acolhimento do Messias.

Is. 48, 17-19 / Mt. 11, 16-19

Se tivesses atendido às minhas ordens, o teu bem-estar seria como um rio, e a tua prosperidade, como as ondas do mar.

A nossa felicidade vai estar ligada ao modo como acolhermos a palavra do Messias (cf. Leit.). Mas infelizmente não tiveram bom acolhimento nem João Baptista nem o próprio Jesus (cf. Ev.).

E agora como será o nosso acolhimento? Preparemo-nos para aceitar melhor os seus ensinamentos, para ter uma fé e confiança mais plena no Senhor, para apreciar os tesouros de bondade e ternura que derrama sobre nós (cf. CIC, 2086). Não imitemos os comportamentos dos ímpios nem os seus conselhos (cf. S. Resp.).

 

Sábado, 16-XII: O fogo que traz o Messias.

Sir. 48, 1-4. 9-11 / Mt. 17, 10-13

Como tu brilhaste, Elias, pelos teus prodígios!... Foste preparado em ordem ao futuro.

Elias foi preparado por Deus em ordem à vinda do Messias (cf. Leit.). Jesus reconhece a missão deste profeta: «É certo que Elias havia de restaurar todas as coisas (mas) não quiseram reconhecê-lo» (Ev.).

Elias não só apareceu como um fogo (cf. Leit.), como também, pela sua oração, fez descer o fogo do céu sobre o sacrifício do monte Carmelo, figura do fogo do Espírito Santo (cf. CIC, 696). Jesus vem trazer igualmente fogo à terra (cf. Lc. 12, 49). Ele quer atear este fogo para que abandonemos uma vida tíbia, cheia de negligências e desleixos.

 

 

 

 

 

 

Celebração:             Geraldo Morujão

Homilia:                            Abel Figueiral (adaptação da rádio por GM)

Nota Exegética:           Geraldo Morujão

Homilias Feriais:          Nuno Romão

Sugestão Musical:    Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial