Nosso Senhor Jesus Cristo Rei

26 de Novembro de 2006

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Glória a Jesus Cristo, Az. Oliveira, NRMS 92

Ap 5, 12; 1, 6

Antífona de entrada: O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder e a riqueza, a sabedoria, a honra e o louvor. Glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A solenidade de hoje, último Domingo do ano litúrgico, surge como síntese de todos os mistérios de Jesus Cristo, comemorados durante o ano. Hoje olhamos para Jesus, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Esta festa foi criada por Pio XI em 1925. Na nossa sociedade são poucas as monarquias. Quando falamos de reis pensamos em poder, riqueza, luxo. Que Rei é Jesus e que reinado nos apresenta?

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que no vosso amado Filho, Rei do universo, quisestes instaurar todas as coisas, concedei propício que todas as criaturas, libertas da escravidão, sirvam a vossa majestade e Vos glorifiquem eternamente. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A profecia de Daniel prevê a aparição de Jesus «entre as nuvens do céu, cheio de poder e majestade. Todos os povos o hão-de servir!» Deus constituí-O Senhor de toda a criação. Conferindo-lhe um poder que jamais terá fim! «O seu domínio é eterno, não passará jamais!»

 

Daniel 7, 13-14

13Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. 14Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino não será destruído.

 

A leitura é tirada da 2ª parte do livro de Daniel, a parte profética (7 – 12). O contexto é a descrição, em estilo apocalíptico, do julgamento divino, com três quadros: a apresentação do Juiz, Deus, (vv. 9-10); a destruição do reino inimigo (vv. 11-12); e o estabelecimento do reino de Deus, donde são tirados os vv. 13-14, em forma poética, que correspondem à leitura de hoje.

13 «Alguém semelhante a um filho de homem». Os exegetas, partindo da análise do contexto (vv. 18.22-27), dizem que o sentido literal directo desta expressão visa não um indivíduo singular, mas o povo dos «santos do Altíssimo» (v. 18). Contudo, como sucede frequentemente, o que é dito em geral acerca de todo o povo entende-se, de um modo eminente (sentido eminente), como referido a uma personagem singular, nomeadamente o chefe do povo, neste caso o próprio Messias. O judaísmo assim o entendeu, (como também as palavras de Jesus em Mt 24, 30; 26, 64); discute-se, porém, se «Filho do Homem» é um verdadeiro título cristológico (assim parece em Lc 1, 32-33; Mt 8, 20; 24, 30; 26, 64; Apoc 1, 7; 14, 14), ou uma maneira discreta de Jesus se referir a si mesmo (uma figura chamada asteísmo: filho do homem equivalendo a este homem); uma coisa, porém, é certa: este não era um título com que Jesus fosse tratado nem pelo povo da Palestina, nem pela Igreja primitiva; a expressão aparece sempre nos lábios de Jesus; fora dos Evangelhos, só se encontra em Act 7, 56 e em Apoc 1, 13; 14, 14. Os que a entendem como um título cristológico sublinham o seu carácter simultaneamente humilde e glorioso, humano e divino. De qualquer modo, diante de Caifás Jesus cita esta passagem de Daniel referindo-a a si (cf. 26, 24).

«O Ancião venerável» (à letra, «o antigo em dias»): é uma forma antropomórfica de falar de Deus eterno (cf. 36, 26; Salm 102 (101), 25-26; Is 41, 4).

 

Salmo Responsorial      Sl 92 (93), 1ab.1c-2.5 (R. 1a)

 

Monição: Cantemos a realeza de Jesus Cristo, o alfa e o ómega, aquele que é e sempre foi, princípio e fim de todas as coisas.

 

Refrão:         O Senhor é rei num trono de luz.

 

O Senhor é rei,

revestiu-Se de majestade,

revestiu-Se e cingiu-Se de poder.

 

Firmou o universo, que não vacilará.

É firme o vosso trono desde sempre,

Vós existis desde toda a eternidade.

 

Os vossos testemunhos são dignos de toda a fé,

a santidade habita na vossa casa

por todo o sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Jesus Cristo, aquele que é e que há-de vir, o Senhor do universo! O Verbo encarnado veio para nos salvar. Contemplemos na majestade do Senhor do universo o infinito amor de Jesus crucificado. «Pelo seu sangue libertou-nos dos nossos pecados.»

 

Apocalipse 1, 5-8

5Jesus Cristo é a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra. Aquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado 6e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amen. 7Ei-l'O que vem entre as nuvens, e todos os olhos O verão, mesmo aqueles que O trespassaram; e por sua causa hão-de lamentar-se todas as tribos da terra. Sim. Amen. 8«Eu sou o Alfa e o Ómega», diz o Senhor Deus, «Aquele que é, que era e que há-de vir, o Senhor do Universo».

 

Estes breves versículos fazem parte da saudação inicial do autor, uma saudação enviada da parte do Deus uno e trino, particularmente de Jesus Cristo. Ao referir-se a Cristo, apresenta-o numa rica síntese, como hoje se diz, who is who, quem é Ele, e o que Ele fez por nós. Ele é o Senhor da História! Logo de início fica bem vincado o colorido litúrgico da obra, levando-nos a sentir na terra o ecoar das aclamações celestes a Cristo morto e ressuscitado; logo de início temos dois «Amen» (vv. 6.7), a resposta litúrgica que continua a ecoar na Igreja orante e celebrante.

5-7 «Testemunha fiel» da verdade de Deus: Jesus é testemunha – mártir (assim se diz em grego) – por antonomásia, uma vez que pela verdade se deixou matar (cf. Jo 18, 37; 1 Tim 6, 13). «O primogénito dos mortos» (cf. Col 1, 18), com efeito, antes de Cristo ninguém ressus­citou para não tornar a morrer. O Aquinatense explica que, pela sua Ressurreição, Jesus é a causa meritória e exemplar e causa eficiente instrumental da nossa própria ressurreição (cf. 1 Cor 15, 2a-23). Esta expressão implica uma imagem curiosa em que a morada dos mortos – o Xeol – é considerada corno uma mulher grávida e a ressurreição corno um parto (cf. 4 Esdr 4, 3342). «O Soberano dos reis da Terra», com uma realeza que é própria de Yahwéh (cf. os Salmos reais), com quem Jesus se identifica enquanto Deus. Parece haver nesta expressão uma certa réplica de protesto em face do imperador romano que se arrogava uma soberania universal e absoluta. «Fez de nós um reino de sacerdotes para Deus», isto é para Lhe dar glória e louvor, como se vê adiante em 5, 9-10; vejam-se os lugares paralelos de Ex 19, 6 e de 1 Pe 2, 5.9 (cf. Vaticano II, LG 10). «Ei-lo que vem sobre as nuvens...» Cf.leitura (Dan 7, 13) e Zac 12, 10.14; Jo 19, 37; Mt 24, 30.

8 «Eu sou o Alfa e o Ómega». Com a referência à primeira e última letra do alfabeto grego, o autor quer dizer que Deus tudo abarca no tempo (o passado, o presente e o futuro) e no espaço (Senhor do Universo – pantokrátor). Este título é igualmente dado a Cristo em Apoc 22, 13.

 

Aclamação ao Evangelho          Mc 11, 9.10

 

Monição: O Evangelista S. João apresenta a realeza de Jesus Cristo em oposição ao poder político terreno. A realeza de Jesus manifesta-se no contexto amoroso da sua Paixão. Um rei que nos ama ao ponto de morrer por nós. Por isso nos diz que «o seu reino não é deste mundo!»

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Bendito o que vem em nome do Senhor,

bendito o reino do nosso pai David.

 

 

Evangelho

 

São João 18, 33b-37

Naquele tempo, 33bdisse Pilatos a Jesus: «Tu és o Rei dos judeus?» 34Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?» 35Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?» 36Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui». 37Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és Rei?» Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».

 

A leitura de hoje deixa claro em que consiste a realeza de Jesus, na maneira como se comporta em face da acusação feita à autoridade imperial. As razões para as autoridades judaicas eliminarem Jesus eram de natureza religiosa, mas Ele é denunciado ao prefeito romano – a quem não interessavam as questões de natureza religiosa –, como um conspirador político: «rei dos judeus». Jesus responde a Pilatos com uma pergunta: «É por ti que o dizes, ou foram outros…?» (v. 34), o que não é um subterfúgio, mas um meio de esclarecer bem qual o ponto de vista para falar de Si como rei. A resposta de Pilatos – «Mas serei eu judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim» (v. 35) – mostra como ele apenas se interessa por questões de natureza política, não pretendendo imiscuir-se em questões de natureza religiosa («serei eu judeu?»). Mas Jesus, que não podia negar a sua realeza, distancia-se igualmente da perspectiva nacionalista judaica, afirmando o carácter transcen­den­te da sua realeza (cf. Rom 14, 17), o que punha a sua missão ao abrigo de qualquer suspeita: «o meu reino não é deste mundo» (v. 36); visa manifestar a verdade e está ao serviço dela (v. 37). E a prova cabal de que o seu reino não é terreno é que não tinha homens armados a lutar por Ele: então, «os meus guardas lutariam…» (v. 36). O reinado de Deus implica uma submissão, mas esta não colide com qualquer autoridade humana, nem rebaixa o homem na sua dignidade, pois é entrar no âmbito da verdade, é submeter-se à Verdade, que é Jesus-Deus, e «a Verdade liberta» (Jo 8, 32). O reinado universal de Cristo é um «reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz» (prefácio da Missa).

 

Sugestões para a homilia

 

O seu domínio é eterno

Libertou-nos pelo seu sangue

O seu reino não é deste mundo

O seu domínio é eterno

No passado Domingo, Jesus anunciou a sua vinda gloriosa, no fim dos tempos, «com grande poder e glória.» Fala-nos dos Santos Anjos que reunirão os eleitos, vindos dos quatro pontos da terra. Hoje a primeira leitura reaviva a nossa fé, lembrando-nos que Jesus aparecerá entre as nuvens do Céu revestido de poder e majestade para julgar o mundo. «Todos os povos, nações  e línguas O hão-de servir! O seu domínio é eterno, não passará jamais!»

No Credo, continuamos a repetir esta afirmação bíblica. «O seu reino jamais terá fim!» Que consolação! Temos a certeza de sermos cidadãos deste reino de Jesus? Vivemos na terra como cidadãos do reino dos Céus? Sabemos que o reino de Jesus não é deste mundo, mas se inicia aqui? Temos trabalhado na construção deste reino?

Pelo seu sangue libertou-nos

O regresso triunfal de Jesus Cristo profetizado na página bíblica de Daniel é também o tema da leitura do Apocalipse de S. João. Todos conhecemos esta expressão. «Jesus Cristo o Alfa e o Ómega! Aquele que era e que há-de vir! O Senhor do Universo! Ei-lo que vem entre as nuvens. Todos O verão! Mesmo aqueles que o trespassaram!»

Esta imagem de Cristo glorioso deu coragem aos cristãos perseguidos pelos imperadores romanos. Como ela dilata a nossa esperança e aumenta a nossa fé! Jesus é o Verbo encarnado que veio salvar os homens, morrendo crucificado. Ele é o Rei dos reis, mas é sobretudo «Aquele que nos ama e nos libertou do pecado pelo seu sangue!» Deste modo, à visão gloriosa de Jesus, Senhor do Universo, devemos juntar a imagem amorosa de Jesus Crucificado, pedindo a nossa correspondência e a nossa gratidão. Temos consciência de que «Ele fez de nós um reino de Sacerdotes para Deus seu Pai?» Somos testemunhas da sua «glória e do seu poder?»

O meu reino não é deste mundo

Rei dos reis e Senhor dos senhores escolheu o caminho do Calvário para nos libertar da escravidão. Pelo seu sangue lavou-nos dos nossos pecados. Pela Cruz estendeu a sua realeza até aos confins da terra. Prometeu: «quando eu for elevado da cruz atrairei todos a mim!»

Qual o preço que Jesus pagou para sermos cidadãos do seu reino? S Pedro dizia aos primeiros cristãos: «vede que não fostes adquiridos pelo preço de prata ou de ouro, mas pelo preciosíssimo sangue de Jesus!»

Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo!

Pilatos pergunta: «Então, Tu és Rei?» Jesus responde: «Sim! Sou rei, como dizes, mas o meu reino não é deste mundo!» O reino de Jesus não se confunde com as realezas terrenas. Jesus sempre evitou este título real, nos momentos de entusiasmo em que as multidões queriam aclamá-Lo como Rei de Israel. Agora que vai ser condenado à morte, Ele próprio confessa a sua realeza, mas acrescenta: «O meu reino não é deste mundo!». A realeza de Cristo não está em função do poder temporal, político ou económico. O prefácio da missa fala de um domínio espiritual que consiste em anunciar a verdade, a justiça e a paz.

Impressiona saber que a realeza de Cristo está ligada à sua Paixão e morte de cruz. Bem sabemos que a Cruz é o trono real para o corpo chagado de Jesus. Bem sabemos que os braços de Jesus, nosso Rei, estão sempre abertos para nos receber. Para que Jesus reine sobre nós é preciso deixarmo-nos atrair pelo seu amor. Rezemos para que Jesus seja o Rei e o centro de todos os corações! «Olhemos para aquele que por nós foi trespassado!»

 

Fala o Santo Padre

 

O Reino de Cristo é dom oferecido aos homens de todos os tempos,

para que todo o que nele acredita «não morra, mas tenha a vida eterna».

 

Caros irmãos e irmãs

 

Hoje, último domingo do Ano litúrgico, celebra-se a solenidade de Cristo Rei do universo. Desde o anúncio do seu nascimento, o Filho unigénito do Pai, que nasceu da Virgem Maria, é definido «rei» no sentido messiânico, ou seja, herdeiro do trono de David, segundo as promessas dos profetas, para um reino que não terá fim (cf. Lc 1, 32-33). A realeza de Cristo permaneceu totalmente escondida, até aos seus trinta anos, transcorridos numa existência comum em Nazaré. Depois, durante a vida pública, Jesus inaugurou o novo Reino, que «não é deste mundo» (Jo 18, 36) e no final realizou-o plenamente com a sua morte e ressurreição. Ao aparecer ressuscitado aos Apóstolos, disse: «Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra» (Mt 28, 18): esta autoridade brota do amor, que Deus manifestou plenamente no sacrifício do seu Filho. O Reino de Cristo é dom oferecido aos homens de todos os tempos, para que todo aquele que acredita no Verbo encarnado «não morra, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16). Por isso, precisamente no último Livro da Bíblia, o Apocalipse, Ele proclama: «Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim» (Ap 22, 13).

«Cristo Alfa e Ómega», assim se intitula o parágrafo que conclui a primeira parte da Constituição pastoral Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, promulgada há quarenta anos. Naquela bela página, que retoma algumas palavras do servo de Deus Papa Paulo VI, lemos: «O Senhor é o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização, o centro do género humano, a alegria de todos os corações e a plenitude das suas aspirações». E assim continua: «Vivificados e reunidos no seu Espírito, caminhamos em direcção à perfeição final da história humana, que corresponde plenamente ao seu desígnio de amor: 'recapitular todas as coisas em Cristo, tanto as do céu como as da terra' (Ef 1, 10)» (Gaudium et spes, 45). À luz da centralidade de Cristo, a Gaudium et spes interpreta a condição do homem contemporâneo, a sua vocação e dignidade, assim como os âmbitos da sua vida: a família, a cultura, a economia, a política e a comunidade internacional. Esta é a missão da Igreja ontem, hoje e sempre: anunciar e dar testemunho de Cristo, para que o homem, todo o homem, possa realizar plenamente a sua vocação.

A Virgem Maria, que Deus associou de modo singular à realeza do seu Filho, nos conceda acolhê-lo como Senhor da nossa vida, para cooperar fielmente no advento do seu Reino de amor, de justiça e de paz.

 

Bento XVI, Vaticano,20 de Novembro de 2005

 

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Pai

e imploremos a sua bênção para toda a humanidade

 

 Senhor venha a nós o vosso reino

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus:

para que, olhando para Jesus Cristo, a testemunha fiel,

continue a dilatar o seu reino de amor e de paz

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações:

para que promulguem leis justas

que respeitem os direitos de Deus e dos Homens,

oremos, irmãos.

 

........

 

Deus, nosso Pai,

Vós fizestes de vosso Filho o Rei do universo,

Que manifesta o seu poder no amor e no perdão,

Estendei o seu reinado àqueles que choram por não serem respeitados e amados.

Pedimos por Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Todas as nações recebeu em herança, M. Faria, NRMS 3 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, este sacrifício da reconciliação humana e, pelos méritos de Cristo vosso Filho, concedei a todos os povos o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

Cristo, Sacerdote e Rei do universo

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.

Com o óleo da alegria consagrastes Sacerdote eterno e Rei do universo o vosso Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para que, oferecendo-Se no altar da cruz, como vítima de reconciliação, consumasse o mistério da redenção humana e, submetendo ao seu poder todas as criaturas, oferecesse à vossa infinita majestade um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de Justiça, de amor e de paz.

Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Jesus Cristo, Rei dos reis, vinde habitar e reinar no meu coração. Aceitai a minha súplica contínua e constante: Sagrado coração de Jesus venha a nós o vosso Reino!

 

Cântico da Comunhão: Se escutais a Cristo Rei, M. Carneiro, NRMS 92

Sl 28, 10-11

Antífona da Comunhão: O Senhor está sentado como Rei eterno; O Senhor abençoará o seu povo na paz.

 

Cântico de acção de graças: Povos batei palmas, C. Silva, NRMS 48

 

Oração depois da Comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da imortalidade, fazei que, obedecendo com santa alegria aos mandamentos de Cristo, Rei do universo, mereçamos viver para sempre com Ele no reino celeste. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Somos convidados a converter-nos, a mudar o nosso coração a fim de acolher a Boa Nova do Reino de Jesus: reino de verdade e de Vida, de santidade e de graça, de justiça, amor e de paz!

 

Cântico final: Aleluia! Glória a Deus, F. da Silva, NRMS 92

 

 

Homilias Feriais

 

34ª SEMANA

 

feira, 27-XI: Vida eterna e desprendimento.

Ap. 14, 1-3. 4-5 / Lc. 21, 1-4

Viu também uma viúva pobrezinha deitar lá duas moedas… Esta viúva pobre deitou mais que todos.

Quem quiser ser discípulo de Jesus deve viver o desprendimento dos bens materiais: «São eles (os bem-aventurados) que seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá» (Leit.).

Mas esse desprendimento é também necessário para entrar no reino dos Céus: «Pouco antes da sua paixão, deu-lhes o exemplo da viúva pobre de Jerusalém que, da sua penúria, deu tudo o que tinha para viver (cf. Ev.). O preceito do desapego das riquezas é obrigatório para entrar no reino dos Céus» (CIC, 2544).

 

feira, 28-XI: Vitória do reino de Cristo.

Ap. 14, 14-19 / Lc. 21, 5-11

Mestre, porque será tudo isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?

Jesus profetiza a destruição do magnífico Templo de Jerusalém, orgulho dos judeus (cf. Ev.). Mas também se refere ao fim dos tempos. Quando acontecerá? «Mete a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar; a seara da terra está madura» (Leit.).

O Reino de Cristo ainda não está acabado. «É ainda atacado pelos poderes do mal, embora estes já tenham sido radicalmente vencidos pela Páscoa de Cristo… Por este motivo, os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia, para que se apresse o regresso de Cristo, dizendo-lhe: ‘Vinde Senhor Jesus!’» (CIC, 761).

 

feira, 29-XI: Firmeza nas tribulações.

Ap. 15, 1-4 / Lc. 21, 12-19

Deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, para vos entregarem às sinagogas e ás prisões.

«Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na terra (cf. Ev.), porá a descoberto o ‘mistério da iniquidade’» (CIC, 675).

No meio dos obstáculos e dificuldades havemos de esforçar-nos por nos mantermos firmes. Esta fidelidade é possível porque se apoia em Deus. Pela nossa parte, procuremos viver a fidelidade nas pequenas coisas de cada dia; recomeçar quando nos desviamos no caminho; retirar os obstáculos que impedem o caminhar para Deus.

 

feira, 30-XI: S. André: Vocação e missão.

Rom. 10, 9-18 / Mt. 4, 18-22

…quando viu dois irmãos, Simão, que é chamado Pedro, e seu irmão André. Eles deixaram logo as redes e seguiram-no.

S. André foi dos primeiros a ouvir o chamamento do Senhor e a segui-lo (cf. Ev.). Todos recebemos a vocação cristã que, ao longo da vida, se vai concretizando em novos apelos do Senhor: para melhorar a nossa vida espiritual, a vida familiar, o trabalho, a caridade para com o próximo. É preciso levar à prática esses apelos do Senhor.

Segundo uma tradição, S. André pregou o Evangelho na Grécia e morreu na Acaia, crucificado numa cruz em forma de X. Depois da vocação, vem o cumprimento da missão: «A voz deles propagou-se por toda a terra, e as suas palavras, até aos confins do mundo» (Leit.).

 

feira, 1-XII: Juízo final: Apelo à conversão.

Ap. 20, 1-4. 11- 21, 2 / Lc. 21, 29-33

Nessa altura verão o Filho do homem vir numa nuvem com grande poder e glória.

A consumação do reino far-se-á através de uma vitória de Deus sobre a manifestação do mal. Esse triunfo terá a forma de um juízo final: «Abriram-se os livros… e os mortos forma julgados pelos dados escritos nos livros, de acordo com as suas obras.» (Leit.).

«A mensagem do juízo final é um apelo à conversão, enquanto Deus dá ainda aos homens o tempo favorável, o tempo de salvação» (CIC, 1041). A verdadeira conversão manifesta-se na conduta: melhorar o trabalho, a vida familiar, orientar as tarefas de modo a agradar a Deus…

 

Sábado, 2-XII: Condições para poder viver para sempre com Cristo.

Ap. 22, 1-7 / Lc. 21, 34-36

O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos irão prestar-lhes culto: hão-de vê-lo frente a frente.

S. João refere-se à visão do Céu (cf. Leit.). «Os que morrem na graça e na amizade de Deus e estiverem perfeitamente purificados viverão para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o verão tal como Ele é, face a face (cf. Leit.)» (CIC, 1023).

Para preenchermos estas condições temos que lutar nesta vida. Esta vigilância estende-se ao campo da oração: «Velai e orai em todo o tempo» (Ev.); à mortificação: lutando contra a «intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:             Geraldo Morujão

Homilias Feriais:            Nuno Romão

Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha


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