33º Domingo Comum

19 de Novembro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Jer 29, 11.12.14

Antífona de entrada: Os meus pensamentos são de paz e não de desgraça, diz o Senhor. Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor, e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Encaminhamo-nos para o fim do Ano Litúrgico e a Palavra de Deus que a Santa Igreja nos propõe para este Domingo fala-nos do fim dos tempos. As imagens do universo a estremecer não são para nos aterrar, mas para vincar o ensinamento central da Palavra de Deus, que não é deprimente e catastrófica (como por vezes se entendeu), mas que constitui um veemente apelo à esperança e à vigilância: «o Filho do homem está perto; tomai cuidado, vigiai!»

Por outro lado, não podemos deixar de considerar que tudo acaba neste mundo e que o que importa é ter garantido o encontro com o Senhor. Não nos deve preocupar o fim do mundo – que será antes a sua renovação –, mas sim o fim da nossa vida, que virá «numa hora que ninguém conhece». Disponhamos a nossa alma para acolher o Senhor.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de encontrar sempre a alegria no vosso serviço, porque é uma felicidade duradoira e profunda ser fiel ao autor de todos os bens. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A partir da «angústia» das guerras daquela época, o autor sagrado, leva-nos a dar o salto para os tempos finais e decisivos, em que a salvação virá de Deus, com a mediação de Miguel, o anjo protector do povo de Israel.

 

Daniel 12, 1-3

1Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande chefe dos Anjos, que protege os filhos do teu povo. Será um tempo de angústia, como não terá havido até então, desde que existem nações. Mas nesse tempo, virá a salvação para o teu povo, para aqueles que estiverem inscritos no livro de Deus. 2Muitos dos que dormem no pó da terra acordarão, uns para a vida eterna, outros para a vergonha e o horror eterno. 3Os sábios resplandecerão como a luz do firmamento e os que tiverem ensinado a muitos o caminho da justiça brilharão como estrelas por toda a eternidade.

 

O texto, seleccionado em função do discurso escatológico do Evangelho, é tirado da segunda parte do livro de Daniel (7, 1 – 12, 13), que consta de quatro visões. Estamos no desenlace final das guerras que se seguem à última visão: após a derrota de Antíoco IV Epífanes, «então chegará o fim e não haverá ninguém que lhe preste auxílio» (11, 45). A partir da «angústia» das guerras da época, o autor, à maneira do estilo apocalíptico, leva-nos a dar o salto para os tempos finais e decisivos, dos quais a situação presente não é mais do que um prenúncio e um prelúdio: a salvação final virá de Deus, trazida pela mediação de Miguel, o anjo protector do povo de Israel, «o grande chefe dos Anjos», uma figura que também aparece em Dan 10, 13.20-21 e em Apoc 12, 7-9; o seu nome hebreu, «mi-ka-El», significa «quem como Deus?»; de patrono do antigo povo de Deus, passou a patrono da Igreja, o novo Israel de Deus, que lhe presta especial culto.

A salvação aparece como reservada «para aqueles que estiverem inscritos no livro de Deus», isto é, para aqueles que permaneceram fiéis a Deus. O autor sagrado situa-nos numa perspectiva nova, que representa um grande avanço relativamente à pregação dos profetas, que, ao falarem de ressurreição, visavam uma ressurreição colectiva do povo, a sua restauração (cf. Is 26, 19; Ez 37); o livro dos Macabeus também fala duma ressurreição individual, que não é a pura imortalidade helénica, mas limita-se a referi-la ao caso dos mártires (2 Mac 7, 9-14.29; 12, 43-44). Dan 12, 2 fala de uma ressurreição com duas sortes opostas e definitivas: para «uns será para a vida eterna», para outros será «para a vergonha e o horror eterno» (cf. Jo 5, 29; Mt 25, 34.41.46).

 

Salmo Responsorial      Sl 15 (16), 5.8.9-10.11 (R. 1)

 

Monição: O Salmo que vamos entoar é um grito de confiança no Senhor, em todas as circunstâncias, suceda o que suceder.

 

Refrão:         Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio.

 

Ou:                Guardai-me, Senhor, porque esperei em Vós.

 

Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,

está nas vossas mãos o meu destino.

O Senhor está sempre na minha presença,

com Ele a meu lado não vacilarei.

 

Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta

e até o meu corpo descansa tranquilo.

Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos,

nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.

 

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,

alegria plena em vossa presença,

delícias eternas à vossa direita.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O texto do capítulo 10 de Hebreus fala da perfeição e da eficácia do sacrifício de Cristo, Sumo Sacerdote. Como ensina João Paulo II, «este sacrifício é tão decisivo para a salvação do género humano que Jesus realizou-o, e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes», a Eucaristia em que estamos a participar.

 

Hebreus 10, 11-14.18

11Todo o sacerdote da antiga aliança se apresenta cada dia para exercer o seu ministério e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca poderão perdoar os pecados. 12Cristo, ao contrário, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-Se para sempre à direita de Deus, 13esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo dos seus pés. 14Porque, com uma única oblação, Ele tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica. 15Onde há remissão dos pecados, já não há necessidade de oblação pelo pecado.

 

O texto é extraído da 1ª parte do capítulo 10 da Hebreus, onde se faz uma recapitulação do discurso sobre o sacerdócio de Cristo, em concreto, no que diz respeito à perfeição e eficácia do seu sacrifício (vv. 1-18).

11-14 «Cristo, ao contrário, (...) sentou-se para sempre». Esta expressão procede do Salmo 110 (109), 1; e o gesto de sentado aparece em contraposição com o gesto dos sacerdotes da Antiga Lei, que, de pé, «cada dia», oficiavam no Templo, denunciando assim a sua própria insuficiência. Mas Cristo, consumada a sua obra salvadora de uma vez para sempre, «tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício», pôde sentar-se como quem já cumpriu a sua missão, aguardando que os frutos do seu sacrifício cheguem a todos e que os seus inimigos, que resistem a beneficiar da Redenção, sejam definitivamente sepultados no seu próprio fracasso (notar como são os inimigos a cair vencidos sob os pés de Cristo, não é Ele a desencadear um ataque avassalador). A superioridade e perfeição do sacerdócio de Cristo – sacerdote eterno – está patente em não precisar de oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios rituais (v. 11); assim, «tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica» (v. 14).

18 A exposição doutrinal fecha-se com uma frase que diz tudo: «Onde há remissão dos pecados, já não há necessidade de oblação pelo pecado», isto é, caducou o culto levítico. É em vão que alguns se apoiaram aqui, como os protestantes, para negar o carácter sacrificial da Santa Missa, pois esta não é algo que se soma ao sacrifício da Cruz, constituindo mais outro sacrifício; ela é um sacrifício relativo, que torna presente e aplica o mesmo e único sacrifício do Calvário. Com efeito, como ensina João Paulo II, «este sacrifício é tão decisivo para a salvação do género humano que Jesus realizou-o e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes» (Ecclesia de Eucharistia, 11).

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 21, 36

 

Monição: Escutemos a Palavra de Cristo, que, recorrendo a imagens empolgantes, nos adverte, da seriedade da nossa vida neste mundo. Este não é definitivo, mas uma passagem para um mundo novo. Aclamemos a sua Palavra.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Vigiai e orai em todo o tempo,

para poderdes comparecer diante do Filho do homem.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 13, 24-32

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24«Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; 25as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas. 26Então, hão-de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória. 27Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu. 28Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. 29Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta. 30Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. 31Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. 32Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai».

 

Temos, a terminar o ano litúrgico, uma parte final do chamado discurso escatológico (sobre o fim dos tempos), ou apocalíptico (de revelação de coisas ocultas), comum aos três Sinópticos. É um discurso algo enigmático, o que ajuda a pôr em evidência o seu ensinamento central, que não é deprimente e catastrófico (como por vezes se entendeu), mas de apelo à esperança e à vigilância: «o Filho do homem está perto» (v. 29); «tomai cuidado, vigiai!» (v. 33; cf. vv. 9.23.35.37).

24 «Depois de uma grande aflição», isto é, a que antes foi descrita (vv. 14-20): a ruína de Jerusalém (figura do fim do mundo), ou mais provavelmente o aparecimento de falsos messias e falsos profetas (vv. 21-23).

24-25 «Sol…, Lua…, estrelas…, forças do Céu...» Jesus, servindo-se dum estilo corrente na época, o apocalíptico, apresenta o próprio cosmos a estremecer perante o Supremo Juiz; as convulsões cósmicas eram um artifício para anunciar uma próxima e decisiva intervenção de Deus, o Senhor do Universo (cf. Joel 2, 10; 3, 3-4).

26 «O Filho do homem vir sobre as nuvens», numa alusão ao célebre texto de Daniel 7, 13. A imagem das nuvens exprime admiravelmente a majestade divina de Jesus: Ele aparecerá à vista de todos como Deus que é. Com efeito, no A. T. Deus revela-se no claro-escuro das nuvens (estas ocultam-no e revelam-no), as quais também constituem como que o seu carro (Is 19, 1; Salmo 104 (103), 3) e a sua tenda (2 Sam 22-12; Salmo 18 (17), 12).

28-31 «Aprendei…». Os discípulos de Jesus, imbuídos das ideias judaicas do tempo, estavam incapacitados para distinguir duas realidades distintas de que Jesus lhes acabava de falar: a destruição de Jerusalém (vv. 5-20) e o fim do mundo (vv. 21-27), uma vez que, sendo Jerusalém a capital messiânica de todo o mundo (cf. Is 2, 2-5), esta seria tão indestrutível como o próprio reino messiânico. Por isso, Jesus sente necessidade de ser ainda mais explícito: «não passará esta geração sem que tudo isto aconteça», a saber, o que se refere à destruição de Jerusalém; e é ainda mais enérgico ao acrescentar: «passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão» De facto, não tardou que estalasse a guerra judaica contra os Romanos, 26 anos depois, quando o procurador Floro exigiu uma grande soma tirada do próprio tesouro do Templo. Nero encarregou Vespasiano de esmagar a rebelião; mais tarde, o seu filho Tito, após cinco meses de heróica resistência judaica, conquista Jerusalém, nos finais de Agosto do ano 70. Segundo conta Flávio José, Tito queria poupar o santuário da destruição, mas quando o viu a arder, não podendo dominar o incêndio, mandou que fosse totalmente arrasado, não tendo ficado até hoje pedra sobre pedra (cf. Mc 13, 2); as muralhas que hoje restam não são as do Templo, mas as dos muros que cercavam o adro exterior (átrio dos gentios).

32 «Esse dia e essa hora ninguém os conhece... nem o Filho». Passagem que se refere ao fim do mundo; já nos profetas habitualmente era designado deste modo: «aquele dia». Em Is 8, 9; Jer 4, 23-26; Ez 32, 7-8; Joel 2, 1.11; 4, 15-16; Ag 2, 6; etc., este dia é o momento histórico da intervenção de Deus a favor do seu povo, em que salvará os que lhe são fiéis e castigará os que se lhe opõem; sobretudo a partir de Daniel (9, 26; 11, 27; 12-13), este «dia» passa a designar o fim do mundo precedido de uns tempos finais. Mas como é possível que Jesus não conheça este momento? Não parece correcto dizer que Jesus o ignorava enquanto homem, uma vez que não podia ignorar o que se relacionava com a sua missão de Salvador e Juiz. A afirmação de Cristo, porém, justifica-se pelo facto de se tratar de um conhecimento que não fazia parte daquele conjunto de coisas que tinha missão de revelar: era como se não conhecesse esse dia e hora.

 

Sugestões para a homilia

 

·          Com estrondo ou sem estrondo, a verdade é que tudo passa. Só Deus não passa; e a sua Palavra é a que julga toda a História…

·          O poder do Juiz Divino é o poder da Cruz e a Sua glória é a glória do amor! Ele ofereceu mesmo a Sua vida em sacrifício para o perdão dos pecados.

·          Viremos as costas a falsos alarmismos apocalípticos das seitas milenaristas, e voltemo-nos para o Senhor que está perto, «mesmo à porta» de quem O espera e invoca com fé.

 

Com o aproximar do fim do ano litúrgico este é o penúltimo domingo – a Liturgia da Palavra chama a vossa atenção para o fim, sobretudo para o fim da História, para o culminar da obra redentora de Cristo, numa palavra, para o «Dia do Senhor»! Eu queria evitar, deliberadamente a vulgarizada expressão – fim do mundo. É que não vejo maneira de a harmonizar com aquilo que o Senhor chama «regeneração», ou com os «novos céus» e «nova terra» da perspectiva do Apóstolo S. João.

É verdade que o anúncio do fim «destes tempos, que são os últimos» se pode apresentar com duas tonalidades diferentes, diria quase antagónicas: por um lado, chamam-lhe «apocalípticos», anunciadores de catástrofes, de desgraças, de choro e ranger de dentes; por outro lado, os semeadores de esperança, os construtores do futuro.

A Palavra para este domingo não foge a esta espécie de ambiguidade: na primeira leitura e no Evangelho fala-se de angústias, tribulações, fenómenos aterrorizadores, desordem nos astros, Sol que se apaga, Lua que não brilha mais, Céus e Terra que passam… E até a segunda leitura nos vem falar dos pecados dos homens que nunca podem ser destruídos, apesar de os sacerdotes da Antiga Aliança multiplicarem todos os dias os mesmos sacrifícios…

 

Mas não faltam sinais positivos de alegria, autênticos projectores de luz, de optimismo, de esperança… Já na primeira leitura, o profeta Daniel faz alusão ao despertar daqueles que «dormem no pó» e aos sábios e prudentes, que brilharão como o esplendor do firmamento», e proclama que este é o tempo de salvação para o povo do Senhor. E no Evangelho, por entre as ruínas e escombros de um mundo que desaba, o Senhor introduz uma nota de ternura e esperança: uma figueira de ramos tenros e folhas a brotar, anunciando já o esplendor do Verão que se aproxima. E, a corroborar tudo isto, uma palavra definitiva: «O Céu e a Terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar».

Muitas palavras se têm dito e continuarão a dizer, sobretudo em nossos dias… Nunca se falou tanto, nunca tantos falaram, nunca como hoje as palavras foram tão espalhadas aos quatro ventos… Palavras solenes, ruidosas, arrogantes, avassaladoras, «definitivas»… tudo passará, pois Deus é quem tem a última palavra. E essa «Palavra que não passa» é a que julga a História…

Sim, porque o julgamento virá: «Verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória». Mas não esqueçamos que o poder do Juiz Divino é o poder da Cruz e a Sua glória é a «glória do amor»! Na verdade – e voltamos à segunda leitura – o Juiz é Aquele único Sacerdote que ofereceu pelos pecados um único sacrifício: um Juiz, perito no sofrimento dos homens, perito no perdão dos homens, que Ele obteve à custa do próprio sangue.

 

E aqui estamos nós, diante da Palavra deste Domingo, perante a alternativa de escolher uma de duas perspectivas, contrastantes.

Trata-se de «Boa Nova», ou de anúncio de desgraça?

Deveremos enfileirar com os «apocalípticos», aterrorizados com os «fim do mundo» e de tal maneira obcecados que, ignorando o aviso do Senhor – «o dia e a hora ninguém o sabe» –, marcam datas precisas para o grande acontecimento, datas que o calendário vai sucessivamente desmentindo? Todos conhecemos o afã de algumas seitas; não deixam de tentar assustar-nos com o «fim dos tempos»…

Não será bem preferível colocar-nos ao lado dos discípulos, que o Senhor convida à paciência, à vigilância ao compromisso, à seriedade das decisões, mas sem frenesim, sem violências, sem alarmismos histéricos?

Não será melhor assumir as nossas responsabilidades perante as tarefas de cada dia, do que ficar paralisados, a tremer de medo?

O Senhor está perto Ele está «à porta».

E a Sua palavra – a palavra que não passa – garante-me que eu sou chamado a viver, e a viver em plenitude, e que o mundo novo está já presente no meu coração.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

Cheios de fé e entusiasmo,

elevemos a nossa oração a Deus nosso Pai, dizendo:

Ouvi, Senhor, a oração do vosso Povo.

 

1.  Peçamos ao Senhor,

pelo Santo Padre, pelos nossos Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que com a sua vida

sejam modelo de entusiasmo, optimismo e esperança.

 

2.  Roguemos pelos catequistas, missionários,

e todas as pessoas empenhadas na difusão da Boa Nova,

para que sejam a alegria do mundo e apresentem Jesus Cristo

como verdadeiro sentido para a vida.

 

3.  Rezemos por todas as pessoas que se encontram angustiadas,

em situação de desespero ou privação,

para que o Senhor não os deixe cair em desânimo.

 

4.  Imploremos a Deus, nosso Pai,

que nos ajude a interpretar os sinais dos tempos,

a fim de sermos luz

que espalha a claridade dos verdadeiros valores.

 

5.  Solicitemos ao Senhor

o dom do discernimento e da concórdia,

para levarmos a paz a todos com quem convivemos.

 

6.  Peçamos a Deus

que acolha no Seu Reino glorioso

todos os nossos irmãos que já deixaram esta vida terrena.

 

Ouvi, Senhor, as nossas preces e dignai-Vos atender os nossos pedidos,

por intermédio de Jesus Cristo nosso Senhor, que é Deus convosco,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós Vos oferecemos, B. Salgado, NRMS (II)

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, que os dons oferecidos para glória do vosso nome nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente e nos alcancem a posse da felicidade eterna. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Se estamos devidamente preparados, vamos comungar, isto é cimentar a nossa união com Cristo realmente presente na Hóstia santa. O banquete da Eucaristia representa, prepara e antecipa mesmo o banquete do Reino dos Céus, em que veremos a Deus face a face, sem o véu dos sinais sacramentais.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Sl 72, 28

Antífona da Comunhão: A minha alegria é estar junto de Deus, buscar no Senhor o meu refúgio.

Ou:   

Mc 11, 23.24

Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Louvai ao senhor, louvai, J. Santos, NRMS 37

 

Oração depois da Comunhão: Depois de recebermos estes dons sagrados, humildemente Vos pedimos, Senhor: o sacramento que o vosso Filho nos mandou celebrar em sua memória aumente sempre a nossa caridade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos começar mais uma semana com a alma renovada, dispostos a anunciar a alegria da salvação, sem ceder ao pessimismo, nem ao catastrofismo, bem seguros de que «passará o Céu e a Terra», mas as palavras de Jesus «não passarão».

 

Cântico final: Com a benção do Pai, J. Santos, NRMS 38

 

 

Homilias Feriais

 

33ª SEMANA

 

feira, 20-XI: Ver com amor, para corrigir

Ap. 1, 1-4 / Lc. 18, 35-43

Que queres que eu faça? Ele respondeu-lhe: Que veja, Senhor!

Ao passar Jesus perto de Jericó, um cego pede-lhe que o cure. O Senhor louva a fé do cego: «Pois vê, que a tua fé te salvou» (Ev.). «Os sinais realizados por Jesus… convidam a crer n’Ele. Aos que se lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem (cf. Ev.)» (CIC, 548).

Procuremos também ver, descobrir, o que não está bem no campo do amor: «Tenho contra ti que deixaste perder a tua caridade primitiva» (Leit.). Como está o nosso empenho pelas coisas de Deus? E no trabalho e na vida familiar? Não deixemos esmorecer esses amores.

 

feira, 21-XI: Apresentação de Nossa Senhora: Da família de Deus.

Zac. 2, 14-17 / Mt. 12, 46-50

Aí está minha mãe e meus irmãos, pois todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Hoje celebramos a dedicação (entrega) de Nossa Senhora a Deus, de acordo com uma antiga tradição. Um bom dia para nos alegrarmos com Ela: «Ela foi, por graça, concebida sem mancha do pecado. Como a mais humilde das criaturas, a mais capaz de acolher o dom inefável do Omnipotente. É a justo título que o Anjo Gabriel a saúda como ‘filha de Sião’: Ave (= Alegra-te) (cf. Leit.)» CIC, 722).

Queremos igualmente pôr a nossa vida ao serviço do Senhor, para pertencermos à família de Deus: «Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai…» (Ev.).

 

feira, 22-XI: S. Cecília: A transformação do mundo.

Ap. 4, 1-11 / Lc. 19, 11-28

Muito bem, excelente servidor! Porque foste fiel em muito pouco, receberás o governo de dez cidades.

À entrada para a vida eterna, prestaremos contas a Deus dos talentos recebidos (cf. Ev.).

Um dos talentos será o esforço que fizemos para transformar o mundo: «Anunciar a morte do Senhor, até que Ele venha, inclui para os que participam na Eucaristia o compromisso de transformarem a vida… É precisamente este fruto de transformação da existência e o empenho de transformar o mundo segundo o Evangelho, que fazem brilhar a tensão escatológica da celebração eucarística e de toda a vida cristã» (J. Paulo II). Santa Cecília ajudou a essa transformação pelo seu martírio e como exemplo perfeito de mulher cristã.

 

feira, 23-XI: S. Clemente I: Fidelidade e apostasia.

Ap. 5, 1-10 / Lc. 19, 41-44

Ao ver a cidade (de Jerusalém), chorou à vista dela e disse: Se tu soubesses… os meios de alcançar a paz!

«Jesus recorda o martírio dos profetas que tinham sido entregues à morte em Jerusalém… Quando já avista Jerusalém, chora sobre ela, e exprime uma vez mais o desejo do seu coração: ‘Se neste dia, tu também soubesses… (Ev.)» (CIC, 558). A dor de Jesus é uma consequência da falta de correspondência de muitos habitantes da cidade de Jerusalém.

Na cidade de Roma muitos cristãos apostataram durante as perseguições. O exemplo do papa S. Clemente I, terceiro sucessor, de S. Pedro, arrastou muitos a manterem-se fiéis ao Senhor.

 

feira, 24-XI:S. André Dung-Lac: O projecto de Deus para mim.

Ap. 10, 8-11 / Lc. 19, 45-48

Vai buscar o livro aberto… Pega nele e devora-o.

O livro aberto «contém o plano criador e salvador de Deus, o seu projecto detalhado sobre a realidade inteira, sobre as pessoas, as coisas, os acontecimentos» (J. Paulo II). Trata-se de saber qual o projecto que Deus tem para cada um de nós, que inclui tudo o que nos acontece.

«Pega nele devora-o» (Leit.). Devemos assimilar bem o que Deus tem para nos dizer e, depois, levá-lo à prática. Só assim poderemos depois comunicá-lo aos outros.

 

Sábado, 25-XI: S. Catarina de Alexandria: O segredo da ressurreição dos corpos.

Ap. 11, 11-12 / Lc. 20, 27-40

E não se trata de um Deus de mortos, mas de vivos, porque, para Ele, todos vivem.

Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos e, para apoiar o seu ponto de vista, puseram este caso ao Senhor. Jesus resolve o problema, reafirmando a ressurreição e as propriedades dos corpos ressuscitados (cf. Ev.).

A Eucaristia é também o segredo da ressurreição: «Na Eucaristia recebemos a garantia também da ressurreição do corpo no fim do mundo: ‘Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu ressuscitá-lo-ei no último dia!... Pela Eucaristia, assinala-se, por assim dizer, o ‘segredo’ da ressurreição» (J. Paulo II).

 

 

 

 

 

 

Celebração:                               Geraldo Morujão

Homilia:                                    Abel Figueiral (adaptação da rádio por GM)

Nota Exegética:                          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                        Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha

 


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