32º Domingo Comum

12 de Novembro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha súplica, F. Santos, NCT 213

Sl 87, 3

Antífona de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha oração, inclinai o ouvido ao meu clamor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A mensagem cristã traz-nos um convite estimulante: ver as pessoas e as coisas, a partir da situação em que se encontram e dar-lhes o justo valor. É o gesto da viúva pobre que Jesus aprecia e a censura dirigida aos escribas pela presunção. É a partilha abnegada e confiante da viúva de Sarepta com Elias. É a entrega de Cristo pela felicidade de todos.

 

Oração colecta: Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O episódio da viúva de Sarepta, contado no livro dos Reis, não é senão uma lição que Deus dá ao povo rebelde e infiel. É que o Senhor recompensa sempre em dobro a generosidade daqueles que lhe são fiéis.

 

1 Reis 17,10-16

Naqueles dias, 10o profeta Elias pôs-se a caminho e foi a Sarepta. Ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha. Chamou-a e disse-lhe: «Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber». 11Quando ela ia a buscar a água, Elias chamou-a e disse: «Por favor, traz-me também um pedaço de pão». 12Mas ela respondeu: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho. Depois comeremos e esperaremos a morte». 13Elias disse-lhe: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois prepararás o resto para ti e teu filho. 14Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: 'Não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra'». 15A mulher foi e fez como Elias lhe mandara; e comeram ele, ela e seu filho. 16Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite, como o Senhor prometera pela boca de Elias.

 

Mais uma vez a leitura foi escolhida em função da viúva do Evangelho de hoje, cuja generosidade é louvada pelo Senhor, a maravilhosa generosidade dos pobres a dar lições a todos.

10 «Sarepta». Cidade fenícia, a 15 Km a Sul de Sídon, onde havia fabricação de vidro e um porto marítimo. Para ali se tinha dirigido o profeta Elias, no início da sua vocação profética, por ordem divina, para escapar à perseguição real. «Elias» é um nome que significa «o meu Deus é Yahwéh». Profeta orador, não escritor, ficou como tendo sido o maior dos profetas, o grande lutador pela causa de Yahwéh. Foi quem evitou que no reino do Norte a religião da Aliança tivesse sido extinta com a feroz perseguição da pagã Jezabel, filha do rei de Tiro, a qual dominou o seu marido, o rei Acab. «Uma viúva», admirável pela sua fé e generosidade, embora estrangeira.

 

Salmo Responsorial      Sl 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1 ou Aleluia)

 

Monição: Porque experimentamos na nossa vida, a abundância da misericórdia de Deus, deixemos os nossos corações louvar o Senhor.

 

Refrão:         Ó minha alma, louva o Senhor.

 

Ou:                Aleluia.

 

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

 

O Senhor ilumina os olhos do cego,

o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos.

 

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

 

O Senhor reina eternamente;

o teu Deus, ó Sião,

é rei por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A Epístola aos Hebreus recorda-nos que a salvação não é algo de estático e realizado. Embora a grande transformação no destino da humanidade já tenha sido operada em Cristo, importa tornar presente para todos os efeitos do seu mistério redentor.

 

Hebreus 9, 24-28

24Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. 25E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário, com sangue alheio; 26nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. 27E, como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento, 28assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.

 

O autor sagrado, depois de se ter referido ao sacrifício da antiga aliança no Sinai (vv. 18-23), enaltece a superioridade do sacrifício de Cristo, com que sela a nova e definitiva aliança.

24 «O próprio Céu» é aqui considerado como o verdadeiro santuário onde Cristo Sacerdote está sempre a interceder por nós, «em nosso favor» (aplicando-nos os frutos do seu sacrifício). O santuário de Jerusalém (especialmente o Santo dos Santos) não passa duma «figura do verdadeiro», o Céu. É interessante notar como ao longo da epístola se fala do santuário de Jerusalém como de algo que ainda existe e cujo esplendoroso culto pode fascinar os judeus convertidos (talvez muitos até da classe sacerdotal: cf. Act 6, 7) a abandonarem a fé perante as dificuldades e perseguições. Se o templo já tivesse sido destruído, o hagiógrafo teria à disposição o melhor argumento a seu favor para demonstrar a superioridade do sacerdócio de Jesus. Daqui se pode concluir que o escrito é anterior ao ano 70.

25-26 «Diversas vezes: uma só vez». Mais uma vez se fala do contraste entre os sacrifícios do Dia da Expiação, repetidos todos os anos, e o de Cristo, oferecido de uma vez para sempre por ser capaz de destruir o pecado, e não «com sangue alheio», como no culto judaico, mas com o seu próprio sangue!

27 «Depois vem o julgamento». O contexto parece sugerir que se trata do juízo final; mas a existência do chamado juízo particular, após morte, pertence à doutrina católica da chamada «escatologia intermédia» (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 1021-1022).

 

Aclamação ao Evangelho          Mt 5, 3

 

Monição: o Evangelho revela-nos uma vez mais que enquanto os homens olham as aparências, Deus vê os corações. Por isso, a esmola da viúva pobre sendo modesta no seu valor foi grande no seu significado.

 

Aleluia

 

Cântico: S. Marques, NRMS 73-74

 

Bem-aventurados os pobres em espírito,

porque deles é o reino dos Céus.

 

 

Evangelho *

 

Nota de rodapé

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

*Forma longa: São Marcos 12, 38-44                  Forma breve: São Marcos 12, 41-44

Naquele tempo, 38Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, 39de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. 40Devoram as casas das viúvas com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa».

[41Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas. 42Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. 43Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. 44Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver»].

 

O texto de hoje na sua forma longa põe em contraste a ostentação e a ganância dos escribas (vv. 38-40) com a generosidade duma anónima pobre viúva (v. 42).

41 «Arca do tesouro». No Templo reconstruído por Herodes, o Grande, os cofres das ofertas ficavam no átrio das mulheres para onde se entrava do adro dos gentios através da Porta Formosa. Havia na parede 13 frestas por onde eram depositadas as ofertas, segundo os diversos destinos, sendo uma delas para as esmolas de devoção voluntária. Como era um sacerdote a colocar as esmolas na devida fresta era fácil observar quanto dava cada pessoa.

42 «Duas pequenas moedas», o texto original diz que eram dois leptos, o nome grego da moeda mais pequena; S. Marcos, que escreve para cristãos de Roma, dá imediatamente o seu valor cambial em moeda romana: aquelas duas moedas perfaziam «um quadrante» (3 gramas de bronze). Como também S. Lucas, ele acentua a extraordinária generosidade da viúva ao dizer que dá duas moedas, pois bem podia ter dado só uma, mas deu as duas; «ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver»!

 

Sugestões para a homilia

 

1. «O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10).

2. «Desde esse dia, nem a panela da farinha se esgotou» (1 Re 17, 16)

3. «Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros» (Mc 12, 42)

4. «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7)

1. «O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10).

A Palavra de Deus, neste Domingo, leva-nos a abordar um tema delicado, a questão do dinheiro. Sei que é assunto muito delicado e que muitos preferem ser evasivos sobre tal matéria. Todavia, sabemos que a fé implica com toda a nossa vida e, por isso, é oportuno ter uma perspectiva evangélica acerca do uso dos bens materiais.

Ter fé não é como ir comprar um detergente ao supermercado e usá-lo só quando se precisa. A fé quando é verdadeira, quando é autêntica, mexe com todos os aspectos da vida: costumes, hábitos, maneiras de encarar o mundo e a vida, e também deve ser uma luz a orientar a dimensão material da nossa vida. Um cristão sério deve estar bem formado sobre a maneira como adquire e gasta os seus bens. É que nem todas as maneiras de ganhar e gastar o dinheiro correspondem à vontade de Deus. E muitas vezes a abundância de bens tem o seu preço. Quando não é acompanhada de uma fé bem formada, leva as pessoas a instalarem-se na vida e torna-as insensíveis para as necessidades dos outros.

S. Paulo dizia: «O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10). E Jesus contou aquele episódio de um homem rico que dizia para si mesmo: «‘Possuis um bom depósito para muitos anos; descansa, come e bebe, alegra-te!’ Mas Deus disse-lhe: ‘Louco! Nesta mesma noite vais ter que devolver a tua vida. E as coisas que amontoaste, para quem vão ficar?» (Lc 12, 19-20). Jesus comentava: «Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo mas não é rico diante de Deus» (Lc 12, 21).

Nós mesmos somos testemunhas de como, por vezes, a solidariedade vai desaparecendo à medida que melhora o nível de vida das pessoas. Isto significa que temos de dominar o progresso e o nosso próprio dinheiro, e não nos deixarmos dominar por ele. Tal só acontecerá quando nos deixarmos conquistar por Deus.

2. «Desde esse dia, nem a panela da farinha se esgotou» (1 Re 17, 16)

As leituras da Missa falam-nos precisamente de duas pessoas que se deixaram conquistar por Deus e por isso não eram escravas do seu dinheiro. Na primeira leitura, ouvimos o profeta Elias a pedir alimento a uma viúva. Esta viúva era pobre e tinha apenas um pouco de farinha e azeite para preparar a sua última refeição. Depois só lhe restava aguardar a morte pois já não tinha esperança de sobreviver. Contudo, confiante nas palavras do profeta, ofereceu as últimas provisões que lhe restavam. E Deus gostou do gesto desta mulher. Diz-nos a primeira leitura que «desde esse dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite» (1 Reis 17, 16).

Não custa nada apregoar que temos fé, que nos fiamos em Deus quando tudo nos corre bem e nada nos falta. Viver da fé há-de ser um contínuo arriscar-se, não por insensatez, mas por amor confiante, sabendo de que Deus é o melhor dos pais e não desampara nunca os Seus filhos.

3. «Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros» (Mc 12, 42)

Também o Evangelho nos fala de uma viúva que se aproxima da caixa das esmolas e lança a única moeda que tinha. É tão insignificante o seu valor, que ela cora ao pensar que alguém pode ver a quantia que ofertou. Que diriam os outros, se vissem o gesto desta mulher?

Se os homens olham às aparências, Deus vê os corações. Na verdade, Jesus estava atento e viu aquela viúva dar a sua oferta. Mas descobriu nessa quantia, humanamente insignificante, um verdadeiro tesouro. Perante Deus, as coisas não valem pela sua grandeza física, pelo seu valor material, mas pelo amor com que as fazemos, e esta mulher pôs na sua dádiva todo o amor porque deu a última moeda que possuía e que, por certo, lhe terá feito tanta falta.

A generosidade da viúva mereceu um elogio da parte de Jesus: «Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver» (Mc 12, 42-44).

4. «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7)

Caros irmãos, Jesus deseja que os seus discípulos, todos nós, sejamos assim generosos. Contudo, a generosidade não é fruto de cálculos humanos, mas da docilidade ao Espírito Santo. Só na medida em que escutarmos a voz do Espírito é que saberemos como agir para agradar ao Senhor. Que a nossa vida cristã seja pautada pela generosidade da viúva do Evangelho que, embora dando pouco, deu mais que os ricos, porque deu o que tinha e lhe fazia falta, e mais... deu com amor.

A esta gratuidade, como expressão da fé na generosidade divina, que retribui na medida do dom do coração (1 Rs 17,14-16; Mc 12,43; cf. 2 Cor 9, 6-13), acrescente-se o exemplo do próprio Jesus que pagava o tributo, embora fosse o Filho do Senhor do templo (Mt 17,24-27).

Aos que fazem da sua vida um acto contínuo de misericórdia e generosidade, Jesus disse: «Dai e ser-vos-á dado» (Lc 6,38) e S. Paulo acrescenta: «Cada um dê como dispôs no seu coração, sem pena nem constrangimento, pois ‘Deus ama quem dá com alegria’» (2 Cor 9,6-7).

Contemplemos, por fim, a Virgem Santíssima, Ela que nos deu tudo, nos ofertou o melhor de todos os tesouros: o seu Filho, Jesus Cristo, em cujo nome professamos a nossa fé.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus todo-poderoso,

e imploremos a misericórdia d’Aquele

que não deseja a morte do pecador,

mas antes que se converta e viva.

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus:

para que, fiel ao mandamento de Cristo,

continue firme no ensino da doutrina Sagrada e certa de que é depositária,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações:

para que promulguem leis justas

que respeitem os direitos de Deus e dos Homens,

a começar pelo direito à vida e à família una, indissolúvel e fecunda,

oremos, irmãos.

 

........

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai, fazei-nos encontrar em Jesus Cristo

a fonte da água viva onde a nossa sede de justiça e santidade

se possa saciar em plenitude.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A minha alma tem sede, M. Carneiro, NRMS 40

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, com benevolência para o sacrifício que Vos apresentamos, a fim de participarmos com sincera piedade no memorial da paixão do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Preparemo-nos para receber na comunhão Aquele que, na Sua infinita generosidade, deu tudo e deu-Se a si mesmo.

 

Cântico da Comunhão: Nesta santa Eucaristia, H. Faria, NRMS 103-104

Sl 22, 1-2

Antífona da Comunhão: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

Ou:   

Lc 24, 35

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

 

Cântico de acção de graças: A toda a hora bendirei o Senhor, M. Valença, NRMS 60

 

Oração depois da Comunhão: Nós Vos damos graças, Senhor, pelo alimento celeste que recebemos e imploramos da vossa misericórdia que, pela acção do Espírito Santo, perseverem na vossa graça os que receberam a força do alto. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Os ricos orgulhosos dão do poder e de seus privilégios que sabem muito bem cultivar como os escribas (vv.38-40). Os pobres e humildes dão de sua penúria. Tudo. Por isso, são os pobres, representados pela viúva, que introduzem o tema dos tempos escatológicos ou do Fim (13, 1-37). Diante do juízo de Deus que abala as estruturas do mundo, o homem só pode contar com o recurso da fé, expressa em generosidade ou na entrega de si mesmo aos outros.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

32ª SEMANA

 

feira, 13-XI: Ajudar os outros a chegarem ao Céu.

Tit. 1, 1-9 / Lc. 17, 1-6

Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.

No caminho para a vida eterna, somos responsáveis pela felicidade dos outros, ajudando-os, por exemplo, a corrigir os seus defeitos: «Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o», e a perdoar sem medida: «Não há limite nem medida para este perdão essencialmente divino (cf. Ev.)» (CIC, 2845).

S. Paulo assinala algumas virtudes daquele que pode ajudar o próximo: «deve ser irrepreensível, não pode ser arrogante, nem colérico… Deve ser hospitaleiro, amigo do bem, ponderado, justo, piedoso, puro, aplicado à fiel exposição do ensino tradicional» (Leit.).

 

feira, 14-XI: A morte dos justos.

Tit. 2, 1-8. 11-14 / Lc. 17, 7-10

depois de feitas todas as coisas que vos foram ordenadas, dizei: somos servos inúteis; só fizemos o que devíamos fazer.

A morte, aparentemente, é uma desgraça mas, de facto, é uma amiga, a chave da felicidade plena, a que possibilita a mudança de casa, pois «a vida não é tirada, mas transformada» (Prefácio de defuntos).

Os que já estão na casa de Deus, os justos, são os servos inúteis (cf. Ev.): os que fizeram apenas o que deveriam fazer, procurando cumprir os seus deveres quotidianos para com Deus e com o próximo; que procuraram oferecer a Deus tudo o que fizeram; que sofreram e ofereceram muitos sacrifícios…

 

feira, 15-XI: S. Alberto Magno: Agradecimentos vários.

Tit. 3, 1-7 / Lc. 17, 11-19

Mas não ficaram limpos os dez?... Não se encontrou quem voltasse, para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?

Dos dez leprosos curados só um volta para agradecer e dar glória a Deus pelo dom recebido (cf. Ev.).

Não nos esqueçamos de agradecer a Deus tantos dons que recebemos. Em primeiro lugar, a cura das nossas feridas pelo sacramento da Penitência; depois, as graças recebidas na Santa Missa, pelo derramamento do sangue do Senhor. E também aquelas que indica S. Paulo: o amor de Cristo por nós, que nos salvou; o banho de regeneração e renovação do Espírito Santo (cf. Leit.). Demos graças também por S. Alberto Magno que conciliou a sabedoria humana com a divina (cf. Oração).

 

feira, 16-XI: S. Gertrudes: Onde está o Reino de Deus?

Flm 7-20 / Lc. 17, 20-25

O Reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá está aqui ou acolá, pois o Reino de Deus já está no meio de vós.

«O Reino de Deus está diante de nós. Aproximou-se no Verbo encarnado, foi anunciado através de todo o evangelho, veio na morte e ressurreição de Cristo. O Reino de Deus vem desde a santa Ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O Reino virá na glória, quando Cristo o entregar a seu Pai» (CIC, 2816).

O Reino de Deus já está na Eucaristia. A Comunhão é uma antecipação da glória do Céu. A Liturgia é uma participação da Liturgia celeste. O Reino de Deus estava também no coração de S. Gertrudes: «Senhor, que preparastes uma digna morada no coração de S. Gertrudes…» (Oração).

 

feira, 17-XI: S. Isabel da Hungria: A entrega aos outros e a vida eterna.

2 Jo. 1, 4-9 / Lc. 17, 26-37

Quem procurar preservar a vida há-de perdê-la, e quem a perder há-de conservá-la.

Estas palavras de Cristo, relativas à sua segunda vinda, aplicam-se especialmente à sua entrega plena no Calvário: Jesus morre na Cruz, oferecendo-se ao Pai, entregando-se para nos dar a vida.

A nossa preparação para a vida eterna (cf. Ev.), exige igualmente de nós uma vida de entrega: «E agora…vou fazer-te um pedido… tenhamos amor uns aos outros» (Leit.). Encontraremos diariamente muitas oportunidades de viver este amor ao nosso próximo na família, no trabalho, etc. «Concedei-nos por S. Isabel da Hungria a graça de servirmos com caridade sem limites os poderes atribulados».

 

Sábado, 18-XI: Dedicação Das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo.

Act. 28, 11-16. 30-31 / Mt. 14, 22-33

O barco já se afastara da terra por muitos estádios e era açoitado pelas ondas, por o vento ser contrário.

Celebramos o aniversário de Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo. Temos uma boa oportunidade para meditarmos sobre a Igreja, apoiada sobre o fundamento destes dois principais Apóstolos.

«A Igreja… só na glória celeste alcançará a sua realização acabada, aquando do regresso glorioso de Cristo. Até esse dia, a Igreja avança na sua peregrinação por entre as perseguições do mundo e das consolações de Deus» (CIC, 769). Foi o que aconteceu ao barco onde seguiam Pedro e os outros discípulos. Deus também nos ajudará nas dificuldades.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:             Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                        Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha

 


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