Solenidade do Pentecostes

Missa do Dia

30 de Maio de 2004



RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Vinde Espírito Divino, M. Borda, NRMS 35

Sab 1, 7

Antífona de entrada: O Espírito do Senhor encheu a terra inteira; Ele, que abrange o universo, conhece toda a palavra. Aleluia.


Ou

Rom 5, 5; 8, 11

O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que habita em nós. Aleluia.


Diz-se o Glória.


Introdução ao espírito da Celebração


«Fez-se ouvir então subitamente, lá do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam». Assim começa a narração do Pentecostes nos Actos dos Apóstolos.

Deus surpreende-nos sempre sobre o momento e o modo com que intervém na história humana, para nos enriquecer de dons.

Celebremos com alegria a vinda do Espírito Santo no Cenáculo e peçamos que desça também abundantemente sobre cada um de nós.


Preparemo-nos para esta celebração festiva reconhecendo os nossos pecados e pedindo deles humildemente perdão.


Oração colecta: Deus do universo, que no mistério do Pentecostes santificais a Igreja dispersa entre todos os povos e nações, derramai sobre a terra os dons do Espírito Santo, de modo que também hoje se renovem nos corações dos fiéis os prodígios realizados nos primórdios da pregação do Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: S. Lucas conta-nos, com toda a simplicidade, a vinda do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos, reunidos em oração no Cenáculo.

Cheio do Amor de Deus, Pedro apressa-se a dar testemunho da divindade de Cristo às muitas pessoas que tinham acorrido ali, convidando-as à conversão.


Actos dos Apóstolos 2, 1-11

1Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. 3Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. 4Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem. 5Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu. 6Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua. 7Atónitos e maravilhados, diziam: «Não são todos galileus os que estão a falar? 8Então, como é que os ouve cada um de nós falar na sua própria língua? 9Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia, vizinha de Cirene, colonos de Roma, 11tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus».


1 «Pentecostes» significa, em grego, quinquagésimo (dia depois da Páscoa). Os Judeus chamavam-lhe festa das Semanas (em hebraico, xevuôth, 7 semanas depois da Páscoa). Era uma festa em que se ofereciam a Deus as primícias das colheitas, num gesto de acção de graças. Mais tarde, os rabinos também lhe deram o sentido da comemoração da promulgação da Lei no Sinai.

3 «Línguas de fogo que se iam dividindo». O fogo toma esta forma talvez para significar o dom das línguas. Esta nova divisão das línguas tem a finalidade de unir os homens numa mesma fé e não de os separar com aquela divisão das línguas de que se fala no Génesis (11, 1-9).

4 «Começaram a falar outras línguas». Jesus tinha anunciado este prodígio, até então desconhecido (cf. Mc 16, 17). Trata-se de um fenómeno sobrenatural, não do simples fenómeno de exaltação. No entanto, não há total acordo entre os exegetas para explicar o milagre das línguas do Pentecostes. A explicação mais habitual é que os Apóstolos falaram então verdadeiros idiomas novos (cf. Mc 16, 17), mas em Actos não se fala de línguas novas (kainais), como em Marcos, mas de línguas diferentes (cf. v. 4: hetérais). Alguns dizem que o milagre estava nos ouvintes que ouviam na própria língua das terras donde vinham (v. 8) aquilo que os Apóstolos diziam em aramaico. Outros, especialmente nos nossos dias, põe este milagre em relação com o dom das línguas, ou glossolalia, carisma de que se fala em 1 Cor 14, 2-33: seria um tipo de oração extática, especialmente de louvor, em que se articulavam sons ininteligíveis (algo parecido com aquele fenómeno místico a que Santa Teresa de Jesus chama «embriaguez espiritual, júbilo místico»); sendo assim, o que aconteceu de particular no dia do Pentecostes, foi que não era preciso um intérprete (como em 1 Cor 14, 27-28) para que os ouvintes entendessem o que diziam os Apóstolos: os ouvintes de boa fé receberam o dom de interpretar o que os Apóstolos diziam, ao passo que os mal dispostos diziam que eles estavam ébrios (v. 13). De qualquer modo, em Actos nunca se diz que a pregação de Pedro (cf. vv. 14-36) foi em línguas; o discurso aparece como posterior a este fenómeno referido no v. 4.

9-11 Temos aqui uma vasta referência às diversas procedências dos judeus da diáspora: uns teriam mesmo vindo em peregrinação, outros seriam emigrantes que se tinham fixado na Palestina. De qualquer modo, esta enumeração bastante exaustiva e ordenada (a partir do Oriente para Ocidente) põe em evidência a universalidade da Igreja, que é católica logo ao nascer, destinada a todos os homens de todas as procedências, manifestando-se esta catolicidade na capacidade que todos têm para captar e aderir à pregação apostólica. Por outro lado, também a unidade da Igreja se deixa ver na única mensagem e no único Baptismo que todos recebem; como se lê na 2.ª leitura de hoje, (v. 13) «a todos nos foi dado beber um único Espírito».


Salmo Responsorial Sl 103 (104), 1ab.24ac.29bc-30.31.34 (R. 30 ou Aleluia)


Monição: A Liturgia convida-nos a entoar, neste momento, um hino formosíssimo ao Criador.

Seguindo o esquema da Criação, o autor sagrado vai enriquecendo o texto com belas imagens. Oremos cheios de confiança: Mandai, Senhor, o Vosso Espírito e renovai a terra.


Refrão: Enviai, Senhor, o vosso Espírito

e renovai a face da terra.


Ou: Mandai, Senhor o vosso Espírito,

e renovai a terra.


Ou: Aleluia.


Bendiz, ó minha alma, o Senhor.

Senhor, meu Deus, como sois grande!

Como são grandes, Senhor, as vossas obras!

A terra está cheia das vossas criaturas.


Se lhes tirais o alento, morrem

e voltam ao pó donde vieram.

Se mandais o vosso Espírito, retomam a vida

e renovais a face da terra.


Glória a Deus para sempre!

Rejubile o Senhor nas suas obras.

Grato Lhe seja o meu canto

e eu terei alegria no Senhor.


Segunda Leitura


Monição: Na primeira carta aos fiéis de Corinto, S. Paulo sintetiza a riqueza da nossa vocação cristã: fomos baptizados num mesmo Espírito, para formarmos um só Corpo.

Procuremos agora viver na unidade, de acordo com a nossa vocação divina.


1 Coríntios 12, 3b-7.12-13

Irmãos: 3bNinguém pode dizer «Jesus é o Senhor», a não ser pela acção do Espírito Santo. 4De facto, há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo. 5Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 6Há diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. 7Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum. 12Assim como o corpo é um só e tem muitos membros e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede com Cristo. 13Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos baptizados num só Espírito, para constituirmos um só Corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito.


O contexto em que fala S. Paulo aos Coríntios é o de certa confusão que reinava na comunidade acerca dos carismas, em especial os de linguagem. Para começar avança com um critério de discernimento: que quem fala o faça de acordo com a verdadeira fé: «Jesus é o Senhor» é a confissão de fé na divindade de Jesus. Senhor equivale a Yahwéh na tradução grega dos LXX para o nome divino. Um acto de fé não se pode fazer só pelas próprias forças, é fruto da graça do Espírito Santo, que pelos seus dons, especialmente o do entendimento e o da sabedoria aperfeiçoam essa mesma fé.

4-5 Pertence à essência da vida da Igreja haver sempre, diversidade de dons espirituais (carismas), ministérios e operações. Estas três designações referem-se fundamentalmente aos mesmos dons de Deus em favor da edificação da Igreja, mas cada um destes três nomes foca um aspecto: a sua gratuidade, a sua utilidade e a sua manifestação do poder actuante de Deus. S Paulo apropria cada um destes aspectos a cada uma das três Pessoas divinas. Toda esta diversidade e variedade de dons procede da unidade divina e concorre para que a unidade a Igreja – um só Corpo (v. 13) – seja mais rica. O Concílio Vaticano II – L.G. 12 – recorda normas práticas acerca destes carismas, ou dons que Deus concede aos fiéis para «renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja, para o bem comum» (v. 7). E diz que os dons extraordinários não se devem pedir temerariamente, nem deles se devem esperar, com presunção, os frutos das obras apostólicas; e o juízo acerca da sua autenticidade e recto uso, pertence àqueles que presidem na Igreja, a quem compete de modo especial não extinguir o Espírito, mas julgar e conservar o que é bom (cf. 1 Tes 5, 12.19-21). Não se pode opor o carismático ao jerárquico: a vida da Igreja, que se expande pelos carismas, tem que se manter na esfera da verdade, garantida pela Jerarquia, a fim de que seja verdadeira vida, e não mera excrescência doentia e anormal, porventura um princípio de auto-destruição.

12 «Assim como o corpo...». A comparação não é original, mas da literatura profana. S. Paulo adapta-a maravilhosamente à Igreja, concebida como um corpo onde não pode haver rivalidades e divisão: «um só corpo». Aqui está latente a doutrina do Corpo Místico explanada em Colossenses e Efésios, mas ainda não se considera de facto a Igreja universal, o Corpo de Cristo, apenas se considera que os cristãos de Corinto são um organismo – um corpo – dependente de Cristo e com a mesma vida de Cristo (v. 27).

13 «E a todos nos foi dado beber um único Espírito». Os exegetas, tendo em conta que no v. anterior já se tinha falado do Baptismo, pensam em geral haver aqui uma referência ao Sacramento da Confirmação, pois então estes Sacramentos se costumavam receber juntos (cf. Act 19, 5-6).


Sequência


A sequência é uma oração ao Espírito Santo, recebida da tradição, na qual cantamos os louvores da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.


Aclamação ao Evangelho


Monição: Mais uma vez, antes de ouvirmos proclamar o evangelho, pedimos humildemente a vinda do Espírito Santo, para que tome conta da nossa vida e, por ela, renove a face da terra.


Aleluia


Vinde, Espírito Santo,

enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.


Cântico: M. Faria, NRMS 87



Evangelho


São João 20, 19-23

19Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». 20Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. 21Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». 22Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: 23àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos».


Este texto foi escolhido por nele se falar também de uma comunicação do Espírito Santo, esta no dia de Páscoa, e que permite à Igreja o exercício de uma das principais concretizações da sua missão salvífica: o perdão dos pecados por meio do Sacramento da Reconciliação. (Ver atrás os comentários feitos para o 2.º Domingo da Páscoa). Aqui limitamo-nos a citar um belo texto da Declaração Ecuménica das Igrejas Cristãs (Upsala 1968), baseada num conhecido texto patrístico: «Sem o Espírito Santo, Deus fica longe; Cristo pertence ao passado, o Evangelho é letra morta; a Igreja, mais uma organização; a autoridade, um domínio; a missão, uma propaganda; o culto, uma evocação; o agir cristão, uma moral de escravos. Mas, com o Espírito Santo, o cosmos eleva-se e geme na infância do Reino; Cristo ressuscita e é alento de vida; a Igreja é comunhão trinitária; e a autoridade, serviço libertador; a missão é Pentecostes; e o culto, memorial e antecipação; o agir humano torna-se realidade divina».


Sugestões para a homilia


Uma invasão do Amor de Deus

Os frutos do Amor de Deus em nós

A paz como dom do Espírito Santo


Uma invasão do Amor de Deus


A primeira invasão do Amor de Deus, pelo mistério da Encarnação, se passou no silêncio de Nazaré. A inauguração da Igreja e a sua apresentação ao mundo, na manhã do Pentecostes, fez-se com a maior solenidade possível, em Jerusalém, com um ruído for a do vulgar, que atraiu para junto do cenáculo a multidão que se encontrava na Cidade Santa, para celebrar o Pentecostes.

Acontece precisamente este desencadear da ofensiva de Deus no mundo, por uma revolução e Amor, quando parecia aos olhos dos homens que tudo acabara no calvário, na tarde de Sexta-Feira Santa.

Deus escolhe como sinal da vinda da terceira Pessoa da Santíssima Trindade, do prometido do Pai, as línguas de fogo, como que a simbolizar a realidade que viria a acontecer. Na verdade, o fogo

Ilumina. E com essa luz ajuda-nos a ver as maravilhas da Criação, precavermo-nos dos perigos e a descobrir o que está contra os planos de Deus – em nós e no mundo – e que é urgente rectificar.

Ao mesmo tempo, a luz traz a alegria. Não somos capazes de imaginar uma festa às escuras, porque só pode existir em comunhão de pessoas, em partilha de sentimentos.

Aquece. O egoísmo que nos domina faz tremer de frio. A falta de confiança em Deus leva ao desânimo, à falta de esperança, e entorpece a nossa caminhada para a santidade e a acção apostólica.

Purifica, tal como o fogo liberta o ouro de todas as impurezas, tornando-o mais belo.

Funde os diversos elementos num só, sem que cada um deles abdique da sua entidade. Da união nasce a força, a eficácia da acção apostólica.


Os frutos do Amor de Deus em nós


Toda a Igreja – tal como a comunidade de Corinto – é governada pelo Espírito Santo, na medida em que O deixarmos operar em nós.

Daí que a permanência e actuação da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade em nós exige-nos determinadas condições:

a) Permanecer em oração. Ninguém pode exclamar «Jesus é o Senhor», a não ser sob a Sua acção.

Assim fizeram Maria Santíssima, os Apóstolos e os discípulos no Cenáculo.

O que acontece é um sinal profético: Deus será louvado em todas as línguas da terra. Todos são chamados à Igreja, porque ela tem por vocação ser Mãe de todos os povos.

b) Em unidade com a Igreja. Fomos chamados à salvação dentro de uma família, na qual crescemos até à entrada na eternidade.

No Cenáculo dá-se precisamente o contrário do que aconteceu junto da Torre de Babel: em vez da divisão, a unidade, para uma empresa comum. Todos os presentes ouvem Pedro falar na sua própria língua.

Nesta Igreja há uma grande diversidade de dons, para serviço de toda a comunidade. Ninguém vive para si, mas para os outros, sobretudo para os que estão mais afastados do Amor de Deus.

c) Dando a Nossa Senhora o lugar que lhe pertence. A presença silenciosa de Maria anima todas e todos os que ali estão a perseverar, implorando a vinda do Espírito Santo, em obediência à recomendação de Jesus.

Sem uma devoção profunda a Nossa Senhora não há calor nem perseverança no caminho da santidade.


O Espírito Santo, dom do Pai


É pelo Espírito Santo que Jesus opera na Igreja até à consumação dos séculos, servindo-se de homens frágeis.

Anuncia a Boa Nova com uma eficácia que as palavras humanas não possuem. Enquanto o sacerdote fala – às vezes sem notável eloquência – o Espírito Santo segreda a cada pessoa o que Deus lhe pede.

Perdoa os pecados. Os que se interrogam quando Jesus cura o paralítico têm razão: «Quem pode perdoar pecados a não ser Deus?»

Cristo serve-Se da visibilidade do sacerdote para desligar os laços que prendiam aquela pessoa aos caminhos do pecado.

Consagra o pão e o vinho, transubstanciando-o no Seu corpo e Sangue, para que nos possamos alimentar com Ele.

Deste modo, pela força do Espírito, Jesus continua actuante na Igreja, multiplicando a Sua Presença e Acção, pelo ministério dos homens.

E como se tudo isto não bastasse, o Espírito Santo fez de nós Sua morada, desde o momento do Baptismo. Podemos falar com Ele na intimidade, em qualquer momento ou lugar, com a certeza de que nos escuta e atende.

Em união com Maria, façamos o propósito de crescer, sem limites, na intimidade com o Espírito Santo, deixando que Ele nos conduza à santidade.



Oração Universal


(A mesma da Missa da Vigília)



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: O Espírito de Deus Repousou, Az. Oliveira, NRMS 58


Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor nosso Deus, que o Espírito Santo, segundo a promessa do vosso Filho, nos revele plenamente o mistério deste sacrifício e nos faça conhecer toda a verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.



Prefácio


O mistério do Pentecostes


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.


V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.


Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.

Hoje manifestastes a plenitude do mistério pascal e sobre os filhos de adopção, unidos em comunhão admirável ao vosso Filho Unigénito, derramastes o Espírito Santo, que no princípio da Igreja nascente revelou o conhecimento de Deus a todos os povos da terra e uniu a diversidade das línguas na profissão duma só fé.

Por isso, na plenitude da alegria pascal, exultam os homens por toda a terra e com os Anjos e os Santos proclamam a vossa glória, cantando numa só voz:


Santo, Santo, Santo.



No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.


Santo: Santo III, H. Faria, NRMS 103 104


Saudação da Paz


Não teríamos a verdadeira paz, se não vivêssemos em unidade com os nossos irmãos. Que nada nos afaste ou separe deles.

Manifestemos estes sentimentos pelo gesto de paz que estabeleceu a liturgia:


Saudai-vos na paz de Cristo!


Monição da Comunhão


Mais uma vez, depois de nos ter servido na Mesa da Palavra, o Senhor convida-nos para o banquete da Eucaristia, onde recebemos o próprio Jesus..

Procuremos fazê-lo com a pureza, Amor e devoção com que O recebia Nossa Senhora, na sua vida terrena.


Cântico da Comunhão: Se Alguém Tem Sede, M. Carneiro, NRMS 82-83

Actos 2, 4:11

Antífona da comunhão: Todos ficaram cheios do Espírito Santo e proclamavam as maravilhas de Deus. Aleluia.


Cântico de acção de graças: O Amor de Deus Repousa em Mim, M. Luis, NCT 388


Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que concedeis com abundância à vossa Igreja os dons sagrados, conservai nela a graça que lhe destes, para que floresça sempre em nós o dom do Espírito Santo, e o alimento espiritual que recebemos nos faça progredir no caminho da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.




Ritos Finais


Monição final


Deus chamou-nos a esta Eucaristia para nos enviar ao encontro dos nossos irmãos, dando testemunho de que Jesus Cristo vive.

Que a nossa Missa se prolongue por toda a semana, na família, no trabalho, na convivência fraterna com os nossos semelhantes.

Assim viveremos a vida de Deus.


Cântico final: Ide por Todo o Mundo, M. Faria, NRMS 23


Na despedida do povo, o diácono ou o próprio sacerdote diz:


Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. Aleluia. Aleluia.


O povo responde:


Graças a Deus. Aleluia. Aleluia.



Terminado o Tempo Pascal, convém levar o círio pascal para o baptistério e conservá-lo aí com a devida reverência, para que, na celebração do Baptismo, se acenda na sua chama a vela dos baptizados.


Nos lugares em que há o costume de afluírem em grande número os fiéis para assistirem à Missa na segunda ou também na terça-feira depois do Pentecostes, pode dizer-se a Missa do Domingo de Pentecostes ou a Missa votiva do Espírito Santo (p.1260).








Celebração e Homilia: Fernando Silva

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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