aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

VISEU

 

BEATIFICAÇÃO DE

MADRE RITA AMADA DE JESUS

 

A diocese de Viseu viveu no domingo 28 de Maio um dia especial. Uma filha da terra, Madre Rita Amada de Jesus, foi elevada aos altares como Beata, numa celebração presidida por D. José Saraiva Martins, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, também ele natural daquela região.

 

Na homilia da celebração – contou com milhares de pessoas no adro da Sé –, D. José Saraiva Martins disse que a nova beata viveu num período extremamente difícil, devido à situação da Europa e à conjuntura interna do nosso país.

Madre Rita Amada de Jesus (1848-1913) foi uma dessas expressões «da vida, da cultura, da laboriosidade e religiosidade da gente portuguesa». Depois de instalar colégios em várias dioceses da pátria, Madre Rita viu o seu Instituto passar para além das fronteiras. Hoje, a obra está também implantada no Brasil, Angola, Bolívia, Paraguai e Moçambique – disse o Cardeal.

Pelo seu lado, no início da Eucaristia, D. António Marto recordou que Madre Rita cresceu num ambiente familiar profundamente cristão e piedoso, o que «suscitou nela o desejo de imitar os santos penitentes». Procurou constantemente a conversão dos costumes e foi notável a sua acção «na libertação da mulher - com a colaboração da sua família – da chaga social da prostituição» – realçou o prelado. Mesmo com ameaças não esmoreceu e aos 29 anos, em 1877, conseguiu entrar no convento das Irmãs da Caridade, na cidade do Porto. Descobriu, posteriormente, que o seu destino passava pela «educação das crianças pobres e abandonadas para as livrar da miséria e do perigo da corrupção».

Vencendo «enormes oposições de ordem política e grandes dificuldades económicas», a 24 de Setembro de 1880 fundou, em Gumiei, um colégio frequentado por 50 meninas que «seria a base do Instituto das Irmãs de Jesus, Maria e José». Como não tinha grandes frutos monetários recorreu, muitas vezes, ao peditório nas aldeias vizinhas. Foi chamada com frequência às autoridades civis «que pretendiam a todo o custo sufocar a obra» – descreveu. Depois de várias diligências, Madre Rita conseguiu de Leão XIII a aprovação canónica do Instituto a 10 de Maio de 1902.

Com a implantação da República em 1910, Madre Rita teve de refugiar-se na sua terra natal (Ribafeita) e posteriormente conseguiu enviar algumas irmãs para o Brasil, onde continuaram o carisma da fundadora.

Desgastada por tantas tribulações, Madre Rita faleceu a 6 de Janeiro de 1913. Hoje, através do rito de Beatificação, «esta mulher do povo, cheia de intimidade com Deus e que foi uma mulher profética» passa a ter honras nos altares. .

 

VISEU

 

NOVO BISPO,

D. ILÍDIO LEANDRO

 

Bento XVI nomeou como novo Bispo de Viseu o Pe. Ilídio Pinto Leandro, actualmente pároco de São Salvador e presidente do Secretariado Diocesano do Clero.

 

D. Ilídio Leandro foi escolhido pelo Papa como sucessor de D. António Marto, que, depois de dois anos à frente da diocese, transitou para a diocese de Leiria-Fátima no passado dia 25 de Junho.

D. Ilídio Pinto Leandro nasceu a 4 de Dezembro de 1950, em Rio de Mel, distrito e diocese de Viseu. Terminados os estudos em Filosofia e Teologia, no Seminário Maior de Viseu, recebeu a ordenação sacerdotal a 25 de Dezembro de 1973, na Catedral de Viseu.

Posteriormente, foi prefeito do Seminário Menor (1974-75), prefeito do Seminário Maior (1975-82) e pároco da Torredeita (1983-89).

Em 1989 foi para Itália frequentar os Cursos de Teologia Moral na Universidade Pontifícia Alfonsiana, onde obteve o grau de Licenciatura. Em 1992 foi nomeado professor de Moral no Seminário Maior de Viseu e presidente do Secretariado Nacional da Pastoral Juvenil, até 1998.

Foi pároco de Canas do Senhorim de 1998 a 2005, ano em que foi nomeado pároco de São Salvador, em Viseu, e simultaneamente presidente do Secretariado Diocesano do Clero e director espiritual dos Seminários Maior e Menor de Viseu.

D. António Marto nomeara-o Cónego a 2 de Fevereiro de 2006.

Celebração Litúrgica deseja ao novo Bispo de Viseu um episcopado fecundo.

 

 

FÁTIMA

 

EVANGELIZAÇÃO

ATRAVÉS DA INTERNET

 

A Igreja Católica em Portugal deve estar pronta a percorrer novas estradas, mesmo as virtuais, para dar a conhecer o Evangelho nos nossos dias. Esta é uma das grandes conclusões das Jornadas Pastorais da Conferência Episcopal Portuguesa, este ano subordinadas ao tema «Deus na Rede, novas tecnologias e evangelização», que reuniram os Bispos de 19 a 22 de Junho.

 

Para o presidente da CEP, D. Jorge Ortiga, esta é uma área que merece atenção especial, inserida no programa do organismo episcopal para este triénio ligado à transmissão da fé. Nesse sentido, explica, as Jornadas, como espaço de reflexão, abordaram em 2006 «o novo mundo» dos media.

A relação entre as novas tecnologias e a evangelização, o impacto global da Internet, experiências de formação e acompanhamento espiritual através dos novos suportes tecnológicos, a profusão do religioso no espaço virtual e a comunidade eclesial em Portugal, foram alguns dos assuntos em destaque.

Para D. Jorge Ortiga, foi importante «ter princípios de orientação e recolher algumas sugestões», adiantando que a partir daqui é preciso perceber qual a incidência desta iniciativa na vida das nossas dioceses e da própria Conferência Episcopal Portuguesa.

«Pessoalmente, entendo que esta foi uma iniciativa muito importante, por nos colocar neste novo areópago, quase a obrigar-nos a intensificar o nosso caminho sobre estas novas estradas», apontou, considerando consolador o facto de haver já várias formas de presença católica na Internet.

 

 

LISBOA

 

UCP ADAPTA-SE AO

PROCESSO DE BOLONHA

 

A Universidade Católica Portuguesa espera aprovação do Governo para arrancar já em Setembro com a alteração dos curricula, para os adaptar ao processo de Bolonha.

 

Em entrevista publicada em «Notícias» da Faculdade de Teologia da UCP, a Prof.ª Luísa Leal de Faria, Vice-Reitora da UCP, explica que «o Processo de Bolonha pretende criar condições para qualificar mais depressa as pessoas no mercado de trabalho. Além disso, é importante que haja correspondência entre as diferentes formações, para poderem ser reconhecidas em todos os países da União Europeia».

Em consequência, «os cursos devem ser mais curtos, mais práticos, mais centrados nos alunos e menos nas aulas teóricas. Continuam a existir aulas presenciais, mas o acompanhamento deve ser muito mais próximo e a avaliação mais contínua. Trata-se de uma verdadeira mudança de paradigma».

Assim, «o primeiro ciclo do ensino superior, ou licenciatura, durará apenas três anos, seguindo-se o segundo ciclo, ou mestrado, com dois anos, e o terceiro ciclo, o doutoramento, com três anos». Quer dizer que «os cursos vão ser ministrados de uma maneira completamente diferente».

Este novo formato «permite que os alunos se formem mais depressa e integrem o mercado de trabalho mais cedo. O segundo ciclo pode funcionar como formação ao longo da vida», como cursos de aprofundamento ou especialização.

Na UCP vai haver «acções de formação para os professores, para que aprendam que têm de haver mais contacto com os alunos», informa a Vice-Reitora.

Na Faculdade de Teologia, o curso de Teologia «vai continuara ser feito em cinco anos, por longa tradição e exigência da Santa Sé». Este primeiro ciclo será um mestrado integrado. O ciclo de doutoramento é organizado por etapas: uma etapa curricular obrigatória, de quatro semestres (120 créditos); e uma etapa de elaboração e defesa da dissertação doutoral (de 180 créditos no mínimo).

Por sua vez, o curso de Ciências Religiosas terá um primeiro ciclo de três anos, e um segundo com dois, como todos os outros.

 

 

LEIRIA

 

TOMADA DE POSSE

DO NOVO BISPO

 

O novo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, foi calorosamente recebido pelos fiéis na tomada de posse da Diocese, que decorreu na Sé de Leiria no passado domingo 25 de Junho. Vinte e cinco bispos e mais de 150 sacerdotes, entre os quais um representante do Núncio apostólico, quiseram estar presentes nesta passagem de testemunho.

 

«Tu foste considerado perfeitamente idóneo para acolher esta família de fiéis», dizia a Carta apostólica da nomeação pontifícia, lida durante a cerimónia. Na missiva, Bento XVI exorta o novo prelado da diocese de Leiria-Fátim a pedir a protecção da Virgem de Fátima para o seu trabalho, «da qual serás especial fiel».

D. António Marto quer continuar o trabalho do seu antecessor, D. Serafim Ferreira e Silva, e definir novas prioridades para a Diocese, de forma a enfrentar a mutação civilizacional pela qual o mundo está a passar.

«É preciso ir aos fundamentos da Fé e descobrir Jesus Cristo e não reduzir a Fé a um conjunto de preceitos, de obrigações, de proibições», disse na homilia subordinada ao tema «Descobrir a beleza e a alegria da Fé».

«Vivemos uma época cheia de paradoxos, aos quais é preciso prestar atenção. Nunca houve tanto desejo de espiritualidade e interesse pela religião; por outro lado, há muito individualismo, consumismo e materialismo. Nunca houve tantos meios de comunicação e, contudo, as pessoas têm necessidade de falar, de se encontrar», frisou.

«Maria, Mãe da Igreja, sustenta a fé eclesial nos momentos de dificuldade e de provação. A Ela peço que guie os meus passos na minha missão de confirmar os irmãos na fé», concluiu.

D. Serafim Ferreira e Silva passa a Bispo emérito da diocese e fixa residência na Casa Nossa Senhora do Carmo, em Fátima.

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VILA REAL

 

BISPO MOSTRA

VERTENTE POÉTICA

 

Sempre cultivou a vertente poética, mas no ano das suas Bodas de prata episcopais, o Bispo de Vila Real, D. Joaquim Gonçalves, mostrou esta faceta com a oratória «Travessia». Um texto marcadamente épico e musicado pelo Pe. Joaquim dos Santos.

 

«Já fiz várias letras: o hino da diocese, hino do seminário (musicado pelo Pe. Cartageno) e o hino da beatificação de Bartolomeu dos Mártires» – disse D. Joaquim Gonçalves. Para além disso, «tenho alguns textos poéticos guardado em arquivo».

Nas horas vagas ou então nos dias de férias, o prelado de Vila Real arranja sempre «um pretexto para escrever». Em relação à «Oratória» – género musical para solistas, coro e orquestra, normalmente de carácter religioso –, D. Joaquim Gonçalves salienta que é um «texto longo – com quatro quadros – que foram musicados e dão dois concertos de uma hora cada um. Foi escrito na altura das bodas de diamante da diocese, em 1997».

Quando a escreveu, não existiam condições para a sua execução. Agora nas suas Bodas de prata episcopais e nas Bodas de diamante do Seminário diocesano, «achei oportuno a sua execução». A estreia foi no passado mês de Maio, no Teatro de Vila Real, agora anda a percorrer alguns dos concelhos daquela diocese transmontana.

Baseada no livro do Êxodo e aplicada em analogia ao Povo e às Terras de Trás-os-Montes e Alto Douro, existe também uma «segunda leitura oblíqua que é a sociedade actual com esta cultura da pós-modernidade que levanta problemas. Está lá tudo referido» – realça.

 

 

LISBOA

 

«PROCRIAÇÃO MEDICAMENTE ASSISTIDA»

 

A Conferência Episcopal Portuguesa vai publicar uma Instrução pastoral sobre a temática da «Procriação Medicamente Assistida», indicando que comportamentos devem assumir os cristãos perante esta situação.

 

No passado dia 11 de Julho, o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva promulgou a lei sobre a «Procriação Medicamente Assistida» (PMA) – eufemismo da «fecundação artificial» –, aprovada em Maio pelo PS, PCP, Bloco de Esquerda e oito deputados do PSD. A nova lei destina-se a casais heterossexuais, maiores de 18 anos, e contempla técnicas como a doação de espermatozóides, ovócitos e embriões de dadores anónimos, abrindo também as portas à investigação com embriões excedentários (resultantes de tratamentos de infertilidade).

A Lei proíbe a maternidade de substituição e a clonagem com fins reprodutivos, mas não deixa de fora o chamado diagnóstico pré-implantatório, ou seja, a selecção dos embriões mais viáveis, com a eliminação dos restantes.

Em Janeiro deste ano, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) tinha publicado uma nota sobre a PMA, na qual apontava uma série de «limites» à Lei que regularia essa prática no nosso país. «Este método deve atender ao direito da criança que irá nascer, como fim em si mesma e não resultado de um direito paterno ou materno sem limites», apontava a CEP.

O documento dos Bispos, dirigido aos governantes, mostrava-se contrário à criação de embriões humanos excedentários e não admitia o uso de embriões humanos para manipulação ou experimentação. A reprodução heteróloga, o diagnóstico pré-implantatório com fins eugénicos ou selectivos e a clonagem humana eram outros pontos de divergência.

A CEP lembrava que o embrião é «uma vida humana dotada de dignidade», pelo que os Bispos consideravam que as técnicas usadas deviam evitar a existência de embriões excedentários, «mesmo destinados a uma segunda gravidez do casal».

«De nenhum modo estes embriões sejam utilizados para a investigação, enquanto vivos», referia o documento.

Algumas das outras ideias defendidas pelos Bispos, como a proibição das chamadas «barrigas de aluguer» e da utilização destas técnicas por pares homossexuais, estão acolhidas na nova Lei.

 

 

FÁTIMA

 

DEFESA DA VIDA

E DO MATRIMÓNIO

 

A defesa da vida e do matrimónio marcaram a Peregrinação Internacional aniversária de Julho, no Santuário de Fátima, presidida pelo Cardeal James Stafford, Penitenciário-Mor da Santa Sé.

 

O encontro de 13 de Julho foi subordinado ao tema «Crescei e multiplicai-vos», prosseguindo a reflexão sobre o tema anual proposto pelo Santuário de Fátima aos peregrinos para 2006: «Guardar castidade». Os peregrinos de Fátima rezaram pelos que são vítimas do aborto ou da eutanásia e rejeitaram qualquer tipo de contracepção.

O Cardeal Stafford sublinhou, na sua homilia, que «a espiritualidade do homem e da mulher casados significa que ambos vivem de acordo com o Espírito Santo». Esta vida conjugal de acordo com o Espírito fundamenta-se, disse, «no mistério do Verbo Encarnado, Jesus Cristo, o Esposo da Igreja». O Cardeal norte-americano explicou aos peregrinos que «a realização concreta deste mistério encontra-se, por exemplo, no matrimónio do primeiro casal a ser beatificado pela Igreja: Luigi e Maria Quattrochi».

«Para o homem e a mulher que se unem em matrimónio cristão, as implicações são claras: ambos devem empenhar-se em transfigurar aquilo que ao princípio é primariamente um amor de apego físico, o eros, naquela espécie de amor que reconhece ser agarrado por e transformado no agape de Deus, aquele amor que se esvazia de si mesmo para receber o outro», frisou, lembrando que esta união é indissolúvel.

Na noite de 12 de Julho, o Cardeal recordou que «a pureza está intimamente associada à dignidade do corpo humano». Antes, em entrevista aos Serviços de comunicação social do Santuário, denunciara que «o imperativo da secularização (no tema da castidade) é afirmar que a Igreja quer o sofrimento e a repressão, mas a Igreja insiste que é baseada na ressurreição do corpo que a castidade deve ser pensada. Só nas comunidades de fé se acredita que a ressurreição é possível pela pureza, pela castidade, pelo respeito pela pessoa humana».

 

 

LISBOA

 

APRECIAÇÃO POSITIVA DO PROJECTO

DA NOVA LEI DA IMIGRAÇÃO

 

As Organizações Católicas para a Imigração esperam alterações no anteprojecto de lei relativo à entrada, permanência, saída e afastamento dos imigrantes no nosso país. Num momento em que se discute a chamada «Lei da Imigração», o Fórum destas organizações (FORCIM) promoveu no dia 29 de Junho passado, em Lisboa, uma audição pública alargada.

 

As entidades presentes manifestaram receios relativamente a eventuais dificuldades na entrada de trabalhadores, contestando a actual redacção do artigo 59º: apesar de se acabar com a exigência de que um imigrante entre no país já com contrato de trabalho assinado, o documento prevê uma bolsa anual com as oportunidades de emprego disponíveis, passando o Instituto de Emprego e Formação Profissional a ter uma bolsa de emprego on-line para as divulgar. Esta regulamentação da entrada no nosso país foi mesmo considerada «um mar burocrático completamente absurdo».

A nova Lei da Imigração estabelece igualmente um novo regime de vistos para a imigração temporária e para a transferência de trabalhadores no âmbito de empresas de países da Organização Mundial do Comércio. Os menores nascidos em Portugal e que frequentem o primeiro ciclo do ensino básico vão poder obter uma Autorização de Residência, bem como os seus pais. Vítimas de tráfico de pessoas, filhos de imigrantes legais que tenham atingido a maioridade e residentes no país desde os 10 anos e estudantes que pretendam permanecer em Portugal vão também poder ter este título.

Entre as outras medidas, conta-se a vontade de melhorar o apoio ao regresso voluntário de estrangeiros ao seu país de origem, a criminalização do casamento por conveniência, a substituição da prisão preventiva de ilegais por detenção em centros de imigrantes, o agravamento das coimas para empregadores que empreguem imigrantes ilegais e, em destaque, a facilitação do reagrupamento familiar, com a decisão nesta matéria a ter de ser tomada em seis meses, no máximo.

Para as organizações católicas, o anteprojecto é, na sua generalidade, avaliado de forma positiva, apesar de persistirem dúvidas em pontos determinados e, sobretudo, temerem que a regulamentação não respeite por completo a filosofia da lei.

Ao Estado pede-se que não ignore as associações e movimentos que estão mais próximas da realidade dos imigrantes e, por outro lado, que assuma as suas responsabilidades na «fabricação» de irregulares.

O FORCIM tem defendido, ao longo dos últimos meses, a necessidade de profundas mudanças na Lei da imigração no nosso país, pedindo uma maior atenção para as condições de vida em que se encontram as populações imigrantes. O Fórum é constituído pelas seguintes organizações: Caritas Portuguesa; Capelania dos Imigrantes Ucranianos; Capelania dos Imigrantes Africanos; Centro Padre Alves Correia; Comissão Justiça e Paz da Conferência dos Religiosos Portugueses; Fundação Ajuda à Igreja que Sofre; Liga Operária Católica – Movimento de Trabalhadores Cristãos; Obra Católica Portuguesa de Migrações; Rede Hispano-Lusa das Mulheres Vítimas de Tráfico; Serviço Jesuíta aos Refugiados.

 

 

FÁTIMA

 

CONGRESSO TEOLÓGICO

«FIGURAS DO ANJO REVISITADAS»

 

O Santuário de Fátima celebra em 2006-07 os 90 anos das Aparições do Anjo e de Nossa Senhora do Rosário aos três Pastorinhos de Fátima. No âmbito das iniciativas que visam o estudo da Mensagem de Fátima, ocupa um especial destaque o Congresso Teológico Internacional, de 10 a 12 de Outubro de 2006, sobre «Figuras do Anjo revisitadas».

 

Este Congresso, a propósito da celebração do 90.º aniversário das aparições do Anjo em Fátima, pretende inspirar-se nessa efeméride para repensar, em registo das ciências humanas, da arte e da teologia, o possível significado actual da referência a figuras angélicas. Para isso, partirá de um debate filosófico, sociológico e artístico sobre formas contemporâneas de referência aos Anjos, para depois debater as abordagens dessas figuras ao longo da história do Cristianismo, no sentido de propor uma releitura actualizada da questão, abrindo pistas de recuperação da presença angélica na vida pessoal e cultural, assim como de interpretação, especificamente, do Anjo de Fátima.


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