19º Domingo Comum

13 de Agosto de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Salmo 73, 20.19.22.23

Antífona de entrada: Lembrai-Vos, Senhor, da vossa aliança, não esqueçais para sempre a vida dos vossos fiéis. Levantai-Vos, Senhor, defendei a vossa causa, escutai a voz daqueles que Vos procuram.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Missa é o memorial do Senhor naquela tríplice dimensão do memorial bíblico. Transporta-nos ao grande acontecimento da última Ceia. Torna presente esta realidade actualizando a presença da pessoa de Cristo e do seu sacrifício. É também o memorial do tempo futuro que aponta para a vinda do Senhor: em cada Eucaristia proclamamos a morte do Senhor até que Ele venha (1 Cor 11, 26). A Missa, sacramento da Páscoa de Cristo, é o Senhor que passa para nos arrastar na torrente do seu amor.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, a quem podemos chamar nosso Pai, fazei crescer o espírito filial em nossos corações para merecermos entrar um dia na posse da herança prometida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Como Elias também nós nos sentimos tantas vezes atingidos pelo desânimo e pessimismo. É então que precisamos de tomar consciência de que Deus está connosco para nos ajudar a vencer.

 

1 Reis 19, 4-8

Naqueles dias, 4Elias entrou no deserto e andou o dia inteiro. Depois sentou-se debaixo de um junípero e, desejando a morte, exclamou: «Já basta, Senhor. Tirai-me a vida, porque não sou melhor que meus pais». 5Deitou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Nisto, um Anjo do Senhor tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come». 6Ele olhou e viu à sua cabeceira um pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água. Comeu e bebeu e tornou a deitar-se. 7O Anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come, porque ainda tens um longo caminho a percorrer». 8Elias levantou-se, comeu e bebeu. Depois, fortalecido com aquele alimento, caminhou durante quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, Horeb.

 

A leitura é extraída do chamado ciclo de Elias, na parte final do Livro 1º dos Reis. Jezabel, a esposa pagã do rei Acab, patrocinadora do culto de Baal no reino do Norte, obriga ao exílio o profeta Elias, depois de este ter exterminado os sacerdotes Baal, que colaboravam com a rainha na destruição da religião de Yahwéh. Na leitura, o profeta aparece-nos totalmente desalentado na sua fuga a caminho do Horeb (provavelmente, outro nome do Sinai), onde pensava refugiar-se, esperando alguma comunicação divina (vv. 9-14), que lhe garantisse a continuidade da Aliança e a preservação da religião javista, naquele mesmo monte onde Deus comunicara com Moisés, por isso se chama «monte de Deus» (v. 8). É bastante clara a alusão à viagem de Israel, perseguido pelo faraó, através do deserto até ao Sinai. Este «pão cozido nas brasas»subcinericius panis – é considerado uma figura da Sagrada Eucaristia: «confortados com a sua força, podem os cristãos, depois do caminho desta peregrinação cheia de misérias, chegar à pátria celestial» (Concílio de Trento, DzS 1649).

 

Salmo Responsorial      Sl 33 (34), 2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 9a)

 

Monição: O cristão deve estar sempre disposto para bendizer o Senhor e proclamar a Sua grandeza.

 

Refrão:         Saboreai e vede como o senhor é bom!

                     

Bendigo o Senhor a cada momento;

o Seu louvor está sempre na minha boca.

Deus é a minha glória.

Que os humildes O escutem e se alegrem.

 

Comigo proclamai a grandeza do Senhor,

juntos exaltemos o Seu nome.

Busquei a Deus, e Ele ouviu-me,

livrou-me da minha ansiedade.

 

Contemplai-O e ficareis radiantes;

o vosso rosto não ficará confundido.

Um pobre gritou e foi atendido,

foi salvo de todas as angústias.

 

O anjo do Senhor está velando

sobre todos os Seus fiéis para os salvar.

Provai e vede como o Senhor é bom,

ditoso o que n'Ele se refugia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Nas dificuldades da vida não nos deixemos arrastar pela cólera, o insulto nem qualquer palavra menos correcta. Sejamos bondosos e compassivos uns para com os outros.

 

Efésios 4, 30 – 5, 2

Irmãos: 30Não contristeis o Espírito Santo de Deus, que vos assinalou para o dia da redenção. 31Seja eliminado do meio de vós tudo o que é azedume, irritação, cólera, insulto, maledicência e toda a espécie de maldade. 32Sede bondosos e compassivos uns para com os outros e perdoai-vos mutuamente, como Deus também vos perdoou em Cristo. 1Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados. 2Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e Se entregou por nós, oferecendo-Se como vítima agradável a Deus.

 

Continuamos a ter como 2ª leitura, desde o XV Domingo comum deste ano B, textos respigados da Epístola aos Efésios. Na sequência do Domingo anterior, continua a exortação a um novo modo de vida cristã e à prática das virtudes.

30 «Não contristeis o Espírito Santo». O cristão é pertença de Deus, trazendo na sua alma a marca dessa pertença (carácter baptismal), que o destina a glorificar a Deus e à glória celeste, «para o dia da redenção». O Espírito Santo é o vínculo da unidade dos cristãos dentro do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja (cf. vv. 4-5), por isso qualquer pecado que ensombre a unidade e a santidade deste Corpo, magoa-O e entristece-O. Os vícios que no contexto são fustigados são os contrários à caridade e à castidade.

5, 1 «Procurai imitar a Deus, como filhos...» É próprio dum filho parecer-se com o pai, possuir os seus modos, as suas qualidades. É fácil de descobrir a alusão às próprias palavras do Senhor: «sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste» (Mt 5, 48; cf. 1 Cor 11, 1; 1 Tes 1, 6).

2 «Oferecendo-se como vítima...» A tradução, embora não literal, ajuda a tornar mais explícito um sentido que geralmente os exegetas querem ver na associação dos dois termos cultuais – «oferta e sacrifício de agradável odor» (proforá e thysía) – numa referência à dupla função de Jesus, como sacerdote e como vítima. Este é um dos textos clássicos para falar da Morte de Cristo como um verdadeiro sacrifício.

 

Aclamação ao Evangelho          Jo 6, 51

 

Monição: Avivando a fé na Divindade de Cristo e aderindo à Sua Palavra de salvação cantemos:

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Eu sou o pão vivo que desceu do Céu, diz o Senhor;

Quem comer deste pão viverá eternamente.

 

 

Evangelho

 

São João 6, 41-51

Naquele tempo, 41os judeus murmuravam de Jesus, por Ele ter dito: «Eu sou o pão que desceu do Céu». 42E diziam: «Não é Ele Jesus, o filho de José? Não conhecemos o seu pai e a sua mãe? Como é que Ele diz agora: 'Eu desci do Céu'43Jesus respondeu-lhes: «Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. 45Está escrito no livro dos Profetas: 'Serão todos instruídos por Deus'. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. 46Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. 50Mas este pão é o que desce do Céu para que não morra quem dele comer. 51Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. 52Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo».

 

Continuamos com o discurso do pão da vida, na forma dialogada característica do IV Evangelho. A selecção litúrgica, preocupada de pôr em evidência o sentido eucarístico do discurso, incluiu os vv. 51-52, em que a Eucaristia é claramente referida, passando mesmo da designação de «pão da vida» para «pão vivo», a saber, de Jesus (Palavra de Deus), em quem é preciso crer (o pão da vida, a verdade que dá o sentido da vida), para Jesus Eucaristia, que é preciso receber (o pão vivo). Com estes dois versículos também irá começar a leitura do Evangelho do próximo Domingo.

41 «Os judeus». A designação tem em S. João uma conotação habitualmente negativa, pois refere aqueles contemporâneos incrédulos que deliberadamente rejeitaram Jesus como o Messias, sobretudo os guias do povo (daí a tradução que alguns adoptam: dirigentes judeus ou autoridades judaicas). Também aparece com sentido étnico-religioso (Jo 2, 6.13; 3, 1; 5, 1; 6, 11,54; 19, 42) e até com o sentido de Povo da Aliança (Israel) em 4, 22. Como este Evangelho se destina a cristãos vindos do paganismo, justifica-se uma tal generalização, mas está fora de dúvida que a designação joanina não envolve qualquer tipo de ódio racial, hostilidade religiosa ou intolerância.

44 «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai… o não atrair». Vir a Jesus é crer nele e segui-lo; ora isto é algo que supera uma simples atitude de atracção humana, é algo divino, é uma graça, um dom sobrenatural. Com efeito, quem se aproximasse de Jesus sem a graça da fé não seria capaz de ver mais do que um homem, ou até um profeta singular, mas não poderia reconhecer o próprio Deus incarnado e não entenderia as suas palavras, como aquela gente que procurava Jesus, de forma egoísta e interesseira, sem aderir à sua palavra. E por isso «murmuravam» (v. 41).

52 «É a minha Carne». A clareza das palavras de Jesus é o fundamento da certeza e da firmeza da fé da Igreja, que o Magistério sempre tem proclamado sem ambiguidades: «Realizada a transubstanciação, as espécies do pão e do vinho adquirem sem dúvida um novo significado e um novo fim, dado que já não são o pão e a bebida correntes, mas são o sinal duma coisa sagrada, sinal dum alimento espiritual; adquirem, porém, um novo significado e um novo fim enquanto contêm uma realidade, que com razão denominamos ontológica porque, sob as ditas espécies, já não existe o que havia antes, mas uma coisa completamente diversa; e isto é assim não unicamente em virtude do juízo da fé da Igreja, mas em razão da própria realidade objectiva, uma vez que, convertida a substância ou natureza do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo, já não fica nada do pão e do vinho, mas somente as espécies: sob elas Cristo, todo integralmente está presente na sua realidade física, mesmo corporalmente, embora não do mesmo modo como os corpos estão num lugar» (Paulo VI, encíclica Mysterium Fidei).

 

Sugestões para a homilia

 

Um lutador solitário

Não estamos sós

Ânimo na luta

Um lutador solitário

O Profeta Elias é um campeão da Fé monoteísta que lutou contra a idolatria do povo e a corrupção dos poderosos. Sofre agora o ódio do rei Acab e da sua esposa Jezabel, adoradores dos ídolos. Tem que fugir para o deserto, onde o espera o sol, a fadiga, a sede e a fome.

Rechaçado por todos, vem-lhe a tentação de abandonar a sua missão. É tal a sua situação, que, sentado junto de um arbusto ao fim do dia, diz ao Senhor: Basta, tirai-me a vida, que eu não sou melhor do que meus pais.

Elias não havia assumido a missão de profeta por sua livre iniciativa. Foi Deus que o chamou. E agora Ele vem em sua ajuda. Envia-lhe pão e água para retemperar as suas forças e prosseguir viagem. O profeta toma a oferta e caminha quarenta dias e quarenta noites até ao monte Horeb.

Não estamos sós

Quantos cristãos, hoje, se encontram numa situação bastante parecida à de Elias.

São aqueles pais que, apesar do bom exemplo que deram aos seus filhos, observam que estes abandonaram a prática religiosa e, sem serem maus, tornaram-se indiferentes, deixaram-se ir na onda.

São os casais que são generosos na transmissão da vida e fiéis aos compromissos que assumiram diante de Deus. Mas, precisamente pela sua fidelidade, são considerados desfasados e até inimigos da liberdade e do progresso.

São os educadores que se esforçam por inculcar nos seus alunos, respeitando a sua liberdade, os valores próprios do humanismo cristão, porém encontram nos educandos a indiferença, o desdém e até a recusa.

São os sacerdotes a observarem que a maioria dos que participam na Missa do domingo são pessoas de idade adulta.

Perante estes casos surge a tentação do desalento, do «nada há a fazer».

Ânimo na luta

Deus quer a nossa fidelidade. Ele será a nossa ajuda, como o foi para Elias, para São Paulo e para todos os que recorreram a Ele e pediram o seu auxílio.

Procurai o alimento que permanece para a vida eterna; quem comer deste pão viverá eternamente (Evangelho).

A Eucaristia de hoje dá-nos coragem e alegria para continuar a luta. A ajuda, o alimento que Deus nos dá, é a sua Palavra com que se robustece a nossa fé e esperança; o Corpo eucarístico de Cristo, com o qual faz crescer o nosso amor e reconforta a nossa fraqueza.

Essa alegria, que começa agora, chegará à sua plenitude na Comunhão.

O cristão é, por vocação, apologista do optimismo. Sei em quem acredito, repete com São Paulo.

 

 

Oração Universal

 

Oremos, Irmãos, a Deus Pai por Jesus Cristo

que no seu infinito amor quer iluminar

e salvar todos os homens.

 

1.  Pelo Santo Padre, Vigário de Cristo na terra:

para que anuncie com coragem, por todo o mundo,

as verdades da Fé e as exigências da moral cristã,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos nossos governantes:

para que nos governem na justiça e na verdade

à luz da palavra de Deus,

oremos, irmãos.

 

3.  Por todo o Povo de Deus:

para que tome cada vez mais consciência

dos problemas provocados pelas migrações,

a fim de lhes dar uma resposta pronta e eficaz,

oremos, irmãos.

 

4.  Pela famílias emigrantes,

que sofrem toda a espécie de dificuldades e provocações:

para que sintam o conforto de Deus

e a justiça e a compreensão dos homens,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos jovens emigrantes:

para que fora da sua terra encontrem o apoio de que precisam

para o seu desenvolvimento social, humano e cristão,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos membros da nossa paróquia

e de todas as comunidades portuguesas espalhados pelo mundo:

para que saibam sempre dar testemunho da sua fé,

oremos, irmãos.

 

7.  Por todos os fiéis defuntos,

que morreram na esperança da ressurreição:

para que descansem na paz de Cristo,

oremos, irmãos.

 

Pai de bondade, atendei as súplicas do vosso povo aqui reunido

e concedei a todos nós,

aos nossos emigrantes, seus familiares e amigos,

a graça de nos conservarmos fiéis à vossa vontade e unidos na caridade.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo…

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Apresentamos Senhor, H. Faria, NRMS 103-104

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons que Vós mesmo concedestes à vossa Igreja e transformai-os, com o vosso poder, em sacramento da nossa salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

Jesus é «o Pão vivo que desceu do Céu». Ao recebermos esta comunhão sintamo-nos mais unidos a todos os nossos irmãos emigrantes e mais responsáveis pela sua sorte.

 

Cântico da Comunhão: O Pão de Deus, J. Santos, NRMS 62

Salmo 147, 12.14

Antífona da comunhão: Louva, Jerusalém, o Senhor, que te saciou com a flor da farinha.

 

Ou

Jo 6, 52

O pão que Eu vos darei, diz o Senhor, é a minha carne pela vida do mundo.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Senhor, que a comunhão do vosso sacramento nos salve e nos confirme na luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Tendo partilhado da mesma Palavra e alimentados com o mesmo Pão da Vida, somos convidados a dar testemunho da nossa união fraterna. Saibamos partilhar os problemas dos homens e contribuir com o nosso esforço para ajudar a resolvê-los.

 

Cântico final: Nós vamos com o Senhor, H. Faria, NRMS 103-104

 

Homilia FeriaL

 

19ª SEMANA

 

feira, 14-VIII: S. Maximiliano Kolbe: Dar a vida por amor de Deus.

Ez. 1, 2-5. 24-28 / Mt. 17, 22-27

(Jesus): O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens… E os discípulos ficaram profundamente consternados.

Os discípulos não entenderam esta afirmação de Jesus (cf. Ev.). Mas é por amor que Ele entrega a sua vida.

«Na sua morte de cruz, cumpre-se aquele virar-se de Deus contra si próprio, com o qual Ele se entrega para levantar o ser humano e salvá-lo – o amor na sua forma mais radical» («Deus é Amor», 12). A Santa Missa é uma das maiores manifestações de amor de Deus para connosco. Entreguemos-lhe um pouco da nossa vida. S. Maximiliano Kolbe ofereceu a sua vida em holocausto de caridade para salvar a vida de um condenado nos campos de Auschwitz.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Armando Barreto Marques

Nota Exegética:    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:     Nuno Romão

Sugestão Musical:              Duarte Nuno Rocha


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