6º Domingo da Páscoa

16 de Maio de 2004



RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Deus Vive na Sua Morada Santa, F. dos Santos, NRMS 38

cf. Is 48, 20

Antífona de entrada: Anunciai com brados de alegria, proclamai aos confins da terra: O Senhor libertou o seu povo. Aleluia.


Diz-se o Glória.


Introdução ao espírito da Celebração


O Senhor veio ao mundo para salvar a humanidade. Deu a vida por nós. Ressuscitou glorioso. Nós queremos viver a Sua Doutrina. Por isso aqui estamos reunidos para O escutar, para O adorar.


Oração colecta: Concedei-nos, Deus omnipotente, a graça de viver dignamente estes dias de alegria em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: A Igreja recebe com alegria todos aqueles que em qualquer parte do mundo decidem entregar as suas vidas a Jesus Cristo.


Actos dos Apóstolos 15, 1-2.22-29

Naqueles dias, 1alguns homens que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos de Antioquia: «Se não receberdes a circuncisão, segundo a Lei de Moisés, não podereis salvar-vos». 2Isto provocou muita agitação e uma discussão intensa que Paulo e Barnabé tiveram com eles. Então decidiram que Paulo e Barnabé e mais alguns discípulos subissem a Jerusalém para tratarem dessa questão com os Apóstolos e os anciãos. 22Os Apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja, decidiram escolher alguns irmãos e mandá-los a Antioquia com Barnabé e Paulo. Eram Judas, a quem chamavam Barsabás, e Silas, homens de autoridade entre os irmãos. 23Mandaram por eles esta carta: «Os Apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia. 24Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras, 25resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo, 26homens que expuseram a sua vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. 27Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões. 28O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis: 29abster-vos da carne imolada aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem, evitando tudo isso. Adeus».


O nosso texto limita-se a referir a «discussão intensa» e mesmo «muita agitação» (v. 2) levantada por alguns cristãos vindos do judaísmo, do grupo dos chamados judaizantes, que defendiam a necessidade das práticas judaicas, incluindo a própria circuncisão. A questão motivou a reunião do Sínodo de Jerusalém, presidido pelo próprio Pedro. A leitura, porém, suprime tudo o que se refere ao desenrolar do Concílio dos Apóstolos (vv. 6-21), referindo apenas a embaixada a Antioquia da Síria com decreto apostólico final. A questão era especialmente grave, pois estava em causa tanto a catolicidade da Igreja, como a sua unidade: se para se ser cristão fosse preciso judaizar, o cristianismo teria, ao fim e ao cabo, de se confinar ao círculo restrito, internacionalmente mal visto, dos judeus com os seus prosélitos; se na Igreja se transigisse com a existência de dois tipos de cristãos, os circuncidados e o incircuncisos, seria inevitável um cristianismo classista e dividido, pois uns seriam os cristãos de primeira (os da circuncisão), e outros, em esmagadora maioria, os cristãos de segunda (os do prepúcio). O Sínodo de Jerusalém não teve dificuldade, assistido pelo Espírito Santo (cf. v. 28), em velar decididamente pela catolicidade e pela unidade da Igreja; com efeito, uma questão destas, aparentemente disciplinar, tinha raízes dogmáticas profundas e enormes consequências pastorais.

28-29 «Nenhuma obrigação além destas». Descartada totalmente a necessidade de judaizar para ser um cristão perfeito, o Concílio, no entanto, aprovou as chamadas «cláusulas de Tiago», medidas disciplinares restritas ao tempo e lugares em que fosse conveniente facilitar a boa conivência entre os cristãos vindos do judaísmo com os cristãos vindos directamente da gentilidade: estes deveriam abster-se de «carne imolada aos ídolos» e depois vendidas ao público, bem corno de comer «sangue» e de «carnes sufocadas» (entenda-se, de animais estrangulados e não sangrados), uma vez que se tratava duma coisa altamente abominável para os judeus, pois o sangue era a vida, pertença exclusiva de Deus (cf. Gn 9, 4; Lv 17, 14). Também ficavam proibidos certos casamentos com determinados impedimentos legais que faziam com que as relações matrimoniais fossem consideradas «porneia», isto é, «relações imorais», ao serem tidas por incestuosas e ilícitas, devido a certos graus de parentesco (cf. Lv 18, 6-18); esta é a interpretação mais plausível e mais habitual; não parece que neste caso «poneia» designe a prostituição. Note-se que este decreto, que data dos anos 49-50, não chegou a vigorar em Corinto (cf. 1 Cor 8 – 10), cidade evangelizada por S. Paulo pelo ano 50-51.


Salmo Responsorial Sl 66 (67), 2-3.5.6.8 (R. 4 ou Aleluia)


Monição: Nós adoramos o Senhor e queremos louvá-l’O pelos povos de toda a Terra.


Refrão: Louvado sejais, Senhor,

pelos povos de toda a terra.


Ou: Aleluia.


Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,

resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

Na terra se conhecerão os vossos caminhos

e entre os povos a vossa salvação.


Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra.


Os povos Vos louvem, ó Deus,

todos os povos Vos louvem.

Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu louvor aos confins da terra.


Segunda Leitura


Monição: Os anjos intercedem por nós para que, sendo bons cristãos, tornemos mais bela a Igreja.


Apocalipse 21, 10-14.22-23

10Um Anjo transportou-me em espírito ao cimo de uma alta montanha e mostrou-me a cidade santa de Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, 11resplandecente da glória de Deus. O seu esplendor era como o de uma pedra preciosíssima, como uma pedra de jaspe cristalino. 12Tinha uma grande e alta muralha, com doze portas e, junto delas, doze Anjos; tinha também nomes gravados, os nomes das doze tribos dos filhos de Israel: 13três portas a nascente, três portas ao norte, três portas ao sul e três portas a poente. 14A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes e neles doze nomes: os dos doze Apóstolos do Cordeiro. 22Na cidade não vi nenhum templo, porque o seu templo é o Senhor Deus omnipotente e o Cordeiro. 23A cidade não precisa da luz do sol nem da lua, porque a glória de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro.


A parte final do Apocalipse, apresenta-nos, em linguagem figurada, o triunfo definitivo da Esposa do Cordeiro, a Igreja. A visão dos vv. 10-14 utiliza a linguagem de Ezequiel com que se refere a Jerusalém e ao Templo restaurados (Ez 40 – 42), mas com a particularidade de se tratar duma realidade «que descia do Céu», pondo assim em relevo a iniciativa divina. Os nomes das 12 tribos de Israel unidos aos dos 12 Apóstolos como a novidade da Igreja de Cristo está na continuidade do antigo Povo de Deus. Apraz registar aqui os comentários espirituais de Santo Agostinho:

10 «A montanha é Cristo. A Igreja é a cidade santa edificada na montanha; é a esposa do Cordeiro. Foi edificada na montanha, quando foi conduzida aos ombros do pastor, como foi conduzida ao redil a própria ovelha (cf. Lc 15, 5)». 12 «As doze portas e os doze Anjos são os Apóstolos e os Profetas, segundo o que está escrito (Ef 2, 20). Isto está de harmonia também com o que o Senhor disse a Pedro (Mt 16,18). (...) Diz-se que os Apóstolos são portas que, com a sua doutrina, abrem a porta da vida eterna».

13 «Porque a cidade descrita é a Igreja difundida por todo o orbe, mencionam-se três portas em cada uma das quatro partes do mundo, pois na Igreja, nas quatro partes do mundo, anuncia-se o mistério da Trindade».

22 «Na cidade não vi nenhum templo»: «assim é, porque em Deus está a Igreja, e na Igreja está Deus», «porque o seu templo é o Senhor» (cf. Jo 2, 19-22; 4, 23-24).

23 «Não precisa da luz do Sol». «A Igreja não é orientada pela luz, nem pelos elementos do mundo; é conduzida por Cristo, o eterno Sol, por entre as trevas do mundo (cf. Jo 8, 12; 1, 9)».


Aclamação ao Evangelho Jo 14, 23


Monição: Quando amamos a Deus de verdade, vivemos em paz porque somos templos da Santíssima Trindade.


Aleluia


Se alguém Me ama, guardará a minha palavra.

Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada.


Cântico: F. da Silva, NRMS 35



Evangelho


São João 14, 23-29

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 23«Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. 24Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. 25Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. 26Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. 27Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. 29Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis»


Estas palavras de Jesus pertencem à resposta à pergunta de Judas: «Porque Te hás-de manifestar a nós, e não Te manifestarás ao mundo?» (v. 22). Poderia parecer uma evasiva de Jesus, pois nega-se a fazer uma demonstração inequívoca e esmagadora do seu poder à humanidade hostil a Deus (o mundo), como esperavam os judeus e desejam os crentes em geral. Jesus insiste no que acabava de dizer (vv. 19-21): Ele manifesta-se já, mas individualmente, às almas bem dispostas, a quem Lhe tem amor, através de uma presença íntima e reconfortante. O Antigo Testamento já tinha falado da «morada» de Deus no meio do seu povo (cf. Ex 29, 45; Lv 26, 11; Ez 37, 26-27), mas Jesus fala duma inabitação distinta, perfeitamente individualizada de forma permanente e única, diferente da ubiquidade divina, na alma de cada fiel. É também neste sentido, de uma presença de Deus em cada cristão, que S. Paulo fala em 1 Cor 6, 19 e Rom 8, 11. O Antigo Testamento tinha falado da morada de Deus no meio do seu povo (cf. Ex 29, 45; Lv 26, 11; Ez 37, 26-27).

26 «Paráclito», em grego, paraklêtós era o advogado de defesa e, por extensão, o protector. A tradução latina – Consolador – é deficiente. «Que o Pai enviará em meu nome», quer dizer: «por vontade de Jesus, como seu representante e a pedido seu; cf. Jo 14, 16» (Wikenhauser). A passagem deixa ver claramente a distinção real das Três Pessoas da SS. Trindade.

27 «Deixo-vos a paz, dou-Vos a minha paz. Não vo-la dou corno a dá o mundo…». Era corrente desejar a paz como saudação ou despedida. Mas Jesus não se limita a desejá-la, Ele mesmo a paz ao seus! E uma paz que não é a que o mundo oferece ou anela, uma paz que é sinónimo de prosperidade ou segurança terrena. A paz que Jesus deixa de forma permanente nos seus é a paz de se saberem filhos de Deus (cf. Jo 1, 12), salvos por Ele, e que lhes dá confiança e afasta todo o medo e perturbação (cf. Jo 14, 1; 16, 33).

28 «O Pai é maior do que Eu». Esta expressão foi o célebre cavalo de batalha da heresia ariana. Jesus não considera aqui a sua natureza divina: como homem, é de facto inferior ao Pai. Com efeito, Jesus está a falar da sua ida para o Pai, e é em razão da sua natureza humana que vai para o Pai. No entanto, Santo Agostinho, ao longo da sua célebre obra «De Trinitate» diz que esta expressão também insinua a geração eterna: «nativitas ostenditur»; e Santo Hilário de Poitiers precisa: «est enim Pater maior Filio, sed ut Pater Filio, generatione, non genere» (PL 9, 801).


Sugestões para a homilia



O Senhor fundou a Igreja


Ao longo dos séculos Deus foi preparando o Povo Eleito para a vinda do Messias Redentor.

Jesus veio ao mundo há dois mil anos. Muitos não O receberam. Mas houve pessoas que se dedicaram inteiramente a Ele. Dessas quis escolher doze, os doze Apóstolos e com eles fundou a Igreja. A Igreja una, santa, católica e apostólica.

Os Apóstolos partiram ao encontro dos povos, convidando-os para Cristo, para a Sua Igreja. Graças a eles e aos seus sucessores, também nós hoje somos a Igreja de Cristo (1ª leitura).

Como estamos agradecidos ao Senhor por ser tão nosso amigo! Ele não precisava de nós mas convidou-nos para o Seu Reino. Por isso nós O louvamos com os crentes e pelos povos de toda a terra! (Salmo Responsorial).

Procedendo assim, estamos a ser bons cristãos, seguimos o caminho da perfeição e santidade, tornando a Igreja mais acolhedora e bela (2ª leitura).

Se cumprirmos bem os nossos deveres em casa, na escola, na profissão, na sociedade e se vivermos unidos ao Senhor, os que não acreditam começarão a reflectir e talvez se juntem a nós porque uma luz diferente ilumina a nossa vida.


O Senhor está sempre connosco


Não esqueçamos a recomendação do Senhor: «Quem Me ama guardará a Minha Palavra e Meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14, 23).

O Senhor ama-nos tanto que deu a vida por nós pregado na Cruz. Sabendo que somos pecadores, deixou-nos o Sacramento da Penitência para nos perdoar sempre.

Vem ao nosso encontro na Sagrada Comunhão, oferecendo-nos todas as graças de que necessitamos para cumprirmos a missão que nos confiou durante a vida terrena.

Aos desanimados apresenta o exemplo dos santos que viveram no nosso mundo, conseguindo superar as dificuldades surgidas no amor a Deus e ao próximo.

Aos que vacilam aponta a perseverança dos anjos que se mantiveram sempre fiéis a Deus, ajudando os homens a vencer as seduções do demónio para jamais se separarem d’Ele.

O Senhor deu-nos como Mãe a Sua própria Mãe, a Virgem Santa Maria. Nossa Senhora está presente na Igreja e no Mundo para nos apontar o caminho, para nos defender dos perigos, para nos acompanhar na vida, para estar junto de nós na hora da morte, para com Ela sermos eternamente felizes no Céu.


Fala o Santo Padre


1. «O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, Esse ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito» (Jo 14, 26).

É a grande promessa feita por Jesus, durante a Última Ceia. Ao aproximar-se o momento da Cruz, Ele tranquiliza os apóstolos, dizendo-lhes que não ficarão sozinhos: o Espírito Santo, o Paráclito, estará com eles e ampará-los-á na grande missão de anunciar o Evangelho ao mundo inteiro.

Na língua original grega, a palavra Paráclito indica aquele que se põe ao lado, para proteger e amparar o próprio assistido. Jesus volta para o Pai, mas prossegue a sua obra de ensinamento e de animação dos seus discípulos mediante o dom do Espírito.

Em que consiste a missão do Espírito Santo prometido? Como ouvimos há pouco no texto de João, é o próprio Jesus quem a indica: «Esse ensinar-nos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito» (Jo 14, 26). Jesus já comunicou tudo o que pretendia confiar aos apóstolos: com ele, Verbo encarnado, a revelação é completa. O Espírito fará «recordar», isto é, compreender plenamente e pôr em prática de maneira concreta os ensinamentos de Jesus. É precisamente isto que se verifica ainda hoje na Igreja. Como afirma o Concílio Ecuménico Vaticano II, guiada e amparada pela luz e pela força do Espírito Santo, «a Igreja, no decorrer dos séculos, tende continuamente para a plenitude da verdade divina, até que nela se cumpram as palavras de Deus» (Dei Verbum, 8). […]

5. «Um dos sete anjos... mostrou-me a Cidade santa, Jerusalém, que descia do Céu, de junto de Deus, resplandecendo da glória de Deus» (Ap 21, 10). A visão de Jerusalém celeste, descrita pelo Apocalipse com cores vivas, mostra-nos a meta para a qual tendem a Igreja e toda a humanidade. É a meta da comunhão plena e definitiva dos homens com Deus. Olhando para ela, os crentes empenham-se a viver o Evangelho e contribuem ao mesmo tempo para a construção de uma cidade terrena de acordo com o coração de Deus.

Maria, que veneramos neste mês de Maio e a quem rezamos com especial devoção como nossa Mãe celeste, proteja sempre a vossa comunidade e toda a Diocese de Roma. Ela, a primeira que recebeu no seu seio virginal o Verbo divino, nos ajude a viver cada vez mais em conformidade com o seu Filho, solícitos no anúncio fiel da palavra do Evangelho e no seu testemunho com a coerência da vida. Amen!

João Paulo II, na Paróquia Romana de Sta. Edith Stein, 20 de Maio de 2001


Oração Universal


Oremos a Deus Todo-Poderoso

que no Seu amor

quer iluminar e salvar todos os homens,

dizendo confiadamente:

Atendei, Senhor, a nossa prece.


1. Pela Santa Igreja

para que acolha com alegria

todos aqueles que são chamados pelo Senhor,

oremos, irmãos.


2. Pelos povos de toda a Terra

para que afastem discórdias e conflitos

a fim de viverem em amor e paz,

oremos, irmãos.


3. Pelas famílias

para que os pais se sintam felizes com os filhos

e os esposos se amem como nos ama o Senhor,

oremos, irmãos.


4. Pelas crianças e pelos jovens

para que preparem bem o seu futuro

e assim tornem o mundo melhor,

oremos, irmãos.


5. Pelos doentes e por todos os que sofrem

para que ofereçam as suas vidas ao Senhor

que morreu na Cruz pela salvação da humanidade,

oremos, irmãos.


6. Pelos familiares e amigos falecidos

para que, purificados de suas faltas,

alcancem a felicidade eterna no Céu

onde os esperamos encontrar um dia,

oremos, irmãos.


Deus, Pai de misericórdia,

ouvi as súplicas dos Vossos filhos

e fazei que, por intercessão da Virgem Santa Maria,

Vos dediquemos a nossa vida ao serviço do próximo.

Por N.S.J.C. Vosso Filho que é Deus Convosco na unidade do Espírito Santo.



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: Senhor, Fazei de Mim um Instrumento, F. da Silva, NRMS 6(II)


Oração sobre as oblatas: Subam à vossa presença, Senhor, as nossas orações e as nossas ofertas, de modo que, purificados pela vossa graça, possamos participar dignamente nos sacramentos da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor.


Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473


Santo: F. da Silva, NRMS 38


Monição da Comunhão


Já nos saudámos na paz de Cristo. Agora, se estamos devidamente preparados, recebamo-l’O na Comunhão e alcançaremos as graças necessárias para jamais nos separarmos d’Ele.


Cântico da Comunhão: Formamos um Só Corpo, C. Silva, NCT 265

cf. Jo 14, 15-16

Antífona da comunhão: Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando, diz o Senhor. Eu pedirei ao Pai e Ele vos dará o Espírito Santo, que permanecerá convosco para sempre. Aleluia.


Cântico de acção de graças: Louvai o Senhor, Louvai, J. Santos, NRMS 37


Oração depois da comunhão: Senhor Deus todo-poderoso, que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna, multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal e infundi em nós a força do alimento que nos salva. Por Nosso Senhor.



Ritos Finais


Monição final


O Senhor veio ao nosso encontro para nos tornar felizes e firmes na fé. Com a bênção maternal de Maria Santíssima procuremos anunciá-l’O ao Mundo.


Cântico final: Ide por Todo o Mundo, M. Luis, NCT 355



Homilias Feriais


6ª SEMANA


2ª feira, 17-V: O contributo da mulher

Act 16, 11-15 / Jo 15, 26- 16, 4

Sentámo-nos e começámos a falar às mulheres que se tinham reunido. Certa mulher, chamada Lídia...começou a escutar.

A mulher tem um contributo específico para servir o Evangelho da esperança. Que espera a Igreja dela?: «Há aspectos da sociedade europeia contemporânea que constituem um desafio para a capacidade tenaz e desinteressada que as mulheres têm de acolher, partilhar e gerar no amor» (INE, 42).

A mentalidade técnica e científica «deixa na sombra a função dos sentimentos, na carência da generosidade, no frequente receio de dar vida a novas criaturas... É neste contexto que a Igreja espera das mulheres o contributo vivificante duma nova onda de esperança« (id., ibid.). Com a ajuda da Mãe de Deus, o modelo de mulher perfeita.


3ª feira, 18-V: A verdade da família

Act 16, 22-34 / Jo 16, 5-11

(O carcereiro) logo que recebeu o baptismo, juntamente com todos os seus... encheu-se de alegria com toda a família.

Neste dia de aniversário do Papa João Paulo II rezemos muito pela sua pessoa e intenções e agradeçamos tudo o que nos tem ensinado sobre a família.

Naqueles tempos (cf. Leit.) as famílias eram pequenas ilhas de vida cristã num mundo descrente (cf. CIC, 1655), «(Agora) de facto, não poucos factores culturais, sociais e políticos concorrem para desencadear uma crise cada vez mais evidente da família... Impõe-se redescobrir a verdade da família, enquanto íntima comunhão de vida e amor, aberta à geração de novas pessoas; e também a dignidade da ‘igreja doméstica’...» (INE, 90). Que a Sagrada Família ajude nesta tarefa.


4ª feira, 19-V: Jesus, um desconhecido?

Act 17, 15.22- 18, 1 / Jo 16, 12-15

Ao olhar para os vossos monumentos sagrados, até encontrei um altar com esta inscrição: Ao Deus desconhecido.

Desde sempre o homem procurou traduzir a sua procura de Deus através de sinais sensíveis (neste caso, uma estátua: cf. Leit.). Por isso bem se pode chamar ao homem um ser religioso (cf. 1.º mandamento, que é também de lei natural).

Mas o Deus desconhecido tornou-se nosso conhecido: «Jesus Cristo é o Senhor; só há salvação nele, e em mais ninguém. A fonte de esperança para a Europa e para o mundo inteiro é Cristo» (INE, 18). Procuremos conhecê-lo cada dia melhor, por exemplo, através da consideração dos mistérios do Santo Rosário, vendo-o com o olhar de Maria.


5ª feira, 20-V: Rogações: Uso correcto dos bens da terra

Act 18, 1-8 / Jo 16, 16-20

Paulo foi procurá-los, por ser do mesmo ofício... Tinham a profissão de fabricantes de tendas.

Neste dia das Rogações procuremos elevar até Deus as nossas preces para que Ele nos ajude a levar à prática o seu projecto sobre a criação. Por vezes não usamos correctamente os bens da terra: «De facto, faltando à sua missão de cultivar a terra com sabedoria e amor, o homem tem em muitas regiões devastado bosques e planuras, poluído as águas, tornando irrespirável o ar...» (INE, 89).

Devemos pois empenhar-nos de «modo novo num correcto uso dos bens da terra, estimulando uma atenção tal que... defende a qualidade de vida das pessoas, preparando para as gerações futuras um ambiente mis harmonioso com o projecto do Criador» (id., ibid.).


6ª feira, 21-V: O verdadeiro sentido da vida

Act 18, 9-18 / Jo 16, 20-23

Haveis de chorar e de lamentar-vos, o passo que o mundo se há-de alegrar... mas a vossa tristeza tornar-se-á alegria.

Estas palavras do Senhor são sempre actuais. Com efeito, às vezes, parece-nos que aqueles que nada querem com a religião se divertem, gozam a vida, têm prosperidade nos negócios (mesmo à custa de algumas desonestidades), enquanto nós, que procuramos seguir o Senhor, não temos tanto sucesso.

Mas Jesus é a nossa esperança que nos mostra «como o verdadeiro sentido da vida do homem não está confinado ao horizonte terreno, mas abre-se para a eternidade» (INE, 21). É igualmente este o sentido das bem-aventuranças. Recorramos a Santa Maria, Esperança nossa.


Sábado, 22-V: Oração pessoal: a respiração do cristão..

Act 18, 23- 28 / Jo 16, 23-28

O que pedirdes ao Pai, Ele vo-lo dará em meu nome... Pedi e recebereis, para a vossa alegria ser completa.

Não há dúvida que «a oração dominical (o Pai nosso) é verdadeiramente o resumo de todo o Evangelho... Cada um pode, portanto, dirigir ao Céu diversas orações segundo as suas necessidades, mas começando sempre pela oração do Senhor» (CIC, 2761).

É sempre bom que «as famílias sejam incitadas a reservar espaço para a oração feita em comum» (INE, 78). No entanto, «nunca seja transcurada a oração pessoal, que é de algum modo a respiração do cristão...descubra-se também a sua ligação com a oração litúrgica» (Id., ibid.). Que Maria, a Mestra de oração, nos ajude a pedir o que é necessário.







Celebração e Homilia: Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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