5º Domingo da Páscoa

9 de Maio de 2004



RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Exultai de alegria, cantai hinos a Deus, F. da Silva, NRMS 97

Salmo 97, 1-2

Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas: aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.


Diz-se o Glória


Introdução ao espírito da Celebração


Jesus reúne a Sua Igreja em cada domingo à volta do altar pelo ministério dos sacerdotes. Através deles torna-Se presente no Seu Corpo e Sangue, como na última Ceia.

Vem renovar a nossa fé, a nossa esperança e o nossos amor.


Comecemos este encontro com Ele, reconhecendo humildemente os nossos pecados.


Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: Esta leitura dos Actos dos Apóstolos refere a primeira viagem missionária de S. Paulo e S. Barnabé. Já no regresso, animam os convertidos e estabelecem sacerdotes em cada comunidade.


Actos dos Apóstolos 14, 21b-27

Naqueles dias, 21bPaulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia. 22Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque – diziam eles – temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus». 23Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado. 24Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília; 25depois, anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia. 26De lá embarcaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar. 27À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.


Paulo e Barnabé percorrem agora, em sentido inverso, desde o ponto extremo da 1ª viagem missionária, isto é, desde Derbe, na Licaónia, as cidades que tinham evangelizado na Ásia Menor, com o fim de confirmar na fé e organizar as comunidades cristãs aí fundadas. Não faltou a designação de «anciãos», que não eram meros chefes corno os havia nas comunidades judaicas da diáspora, mas sim homens que desempenhavam o ministério sagrado em virtude do sacramento da Ordem, recebido com a imposição das mãos e «orações».

25 «Perga»: Cf. nota 14 do passado domingo. «Atalia», actual cidade turca Adalia, era um porto da Panfília.

26 «Antioquia», entenda-se, da Síria, donde tinham saído.

27 «O que Deus fizera»: Paulo e Barnabé atribuem a Deus a conversão dos pagãos, pois Deus tinha-se servido deles como de instrumentos fiéis e dóceis.


Salmo Responsorial Sl 144, 8-13ab (R. 1 ou Aleluia)


Monição: Vamos com o salmo 144 louvar o Senhor pela Sua misericórdia e pelo Seu poder.


Refrão: Louvarei para sempre o vosso nome,

Senhor, meu Deus e meu Rei.


Ou: Aleluia.


O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.


Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem a glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos.


Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,

a glória e o esplendor do vosso reino.

O vosso reino é um reino eterno,

o vosso domínio estende-se por todas as gerações.


Segunda Leitura


Monição: Esta visão do Apocalipse anima-nos a pensar na maravilha que nos espera no céu. No meio das dificuldades da vida pensemos na meta para onde corremos, a nova Jerusalém, onde veremos a Deus como Ele é.


Apocalipse 21, 1-5a

1Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia. 2Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. 3Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». 5aDisse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».


O livro do Apocalipse culmina com a instauração de um mundo renovado (Apoc 21 – 22).

1 «Um novo Céu e uma nova Terra» é o modo de designar todo o Universo novo, isto é, renovado (como indica o adjectivo grego). Esta renovação visa, sem dúvida, o aspecto moral; uma renovação que visa primariamente, a supressão do pecado. Não parece estar excluída também uma renovação física, sobretudo tendo em conta o que se diz em 2 Pe 3, 10-13 e Rom 8, 19-22. A expressão é tirada de Is 65, 17; 66, 22. O que se passará, em concreto, com o Universo no fim dos tempos continua sendo um mistério (cf. Gaudium et Spes, nº 139). De qualquer modo, a renovação de que se fala é de ordem sobrenatural e misteriosa e não fruto dum simples processo evolutivo natural.

2-3 «A Jerusalém nova» é uma imagem da Igreja, a Esposa do Cordeiro (vv. 9-10), «noiva adornada para o seu esposo». Também S. Paulo chama a Igreja «a Jerusalém lá do alto, que é nossa Mãe» (Gal 4, 26). Também é frequente, na Tradição cristã, inclusive na Liturgia, como sucede no dia 13 de Maio, acomodar esta simbologia a Nossa Senhora, a Esposa do Espírito Santo, Mãe e modelo da Igreja. Veja-se também 2 Cor 11, 2; Ef 5, 25; Mt 22, 1; 25, 1; Jo 3, 29. A Igreja aparece-nos aqui na sua fase definitiva e final, celeste e triunfante, mas, desde já, ela é a verdadeira «a morada de Deus com os homens»: esta presença única de Deus inicia-se com a Incarnação e é consumada no Céu.


Aclamação ao Evangelho Jo 13, 34


Monição: Ao despedir-se dos Apóstolos na Última Ceia Jesus fala da Sua morte e da Sua glorificação E deixa-lhes o mandamento novo. Vamos estar atentos ao que nos diz.


Aleluia


Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:

amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.


Cântico: Ressuscitou com Cristo, C. Silva, NCT 187



Evangelho


São João 13, 31-33a.34-35

31Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem 32e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. 33aMeus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. 34Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. 35Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».


A saída de Judas da Ceia para concretizar a prisão de Jesus, dando início à sua Paixão, aparece como o início da sua glorificação. É que a Paixão e a Morte do Senhor não é urna derrota, mas é uma vitória sobre o demónio e o pecado. Por outro lado, se temos em conta que o verbo glorificar, sobretudo na forma médio-passiva, como é este o caso, tem um sentido manifestativo, em vez de «agora foi glorificado…» poderia traduzir-se: «agora é que se revela a glória…» (cf. Jo 12, 23; 17, 1-5). Sendo assim, o texto indica que na Paixão-Morte-Ressurreição se mostra a glória de Cristo, ao dar, por meio da sua morte, a vida eterna e o Espírito Santo aos que crêem.

34-35 A lei do amor fraterno não era uma novidade (cf. Lv 19, 18), mas Jesus dá-lhe um sentido e uma medida nova, que não é apenas a medida dum coração humano, mas a do coração de Cristo – «como Eu vos amei» –, que entrega a sua vida pela redenção de todos (cf. 1 Jo 4, 9-11); segundo conta Tertuliano (Apolog. 39), os primeiros cristãos tomaram tão a sério estas palavras do Senhor, que os pagãos exclamavam admirados: «vede como eles se amam!» (cf. Jo 15, 12.13.17; 1 Jo 2, 8; Mt 22, 39; Jo 17, 23; Act 4, 32). Por outro lado, «o mandamento novo» sugere a Nova Aliança, pois então a Lei e a Aliança se consideravam duas noções paralelas; aqui Jesus actua não como um simples intermediário de Deus, à maneira de Moisés, mas com uma autoridade própria e em seu nome próprio, ao dizer: «Eu dou-vos um mandamento…».


Sugestões para a homilia


A nova Jerusalém

Estabeleceram anciãos

Mandamento novo


A nova Jerusalém


Em Fátima, na primeira aparição, a Virgem falou do Céu aos pastorinhos. Disse à Lúcia que Lhe perguntava: donde é vocemecê ? – Eu sou do Céu.

E a menina pergunta: – E eu vou para o Céu? – Sim, tu vais para o Céu. – E a Jacinta ? – Também. – E o Francisco ? – Também mas tem de rezar muitos terços.

Os miúdos ficaram cheios de alegria e a esperança do Céu encheu-os de ânsias de amar mais a Jesus e de salvar muitas almas.

Hoje as pessoas sonham tantas vezes com um céu cá terra !. E, como não é possível encontrá-lo nas riquezas, nos prazeres, nas comodidades, desesperam e a vida não tem sentido para elas.

A Santa Igreja convida-nos, hoje, a olhar para esses novos céus e nova terra que nos esperam e onde veremos a Deus face a face. E onde não haverá dor nem lágrimas, mas a alegria plena que sonhamos. Para que nos animemos a amar a Deus e ser santos.

Na medida em que lutamos e avivamos a nossa esperança, antecipamos de algum modo o Céu neste mundo. Como o pequenito todo contente porque a mãe lhe prometeu um brinquedo que ele muito deseja. Os santos foram na terra as pessoas mais felizes. Apesar dos sofrimentos e perseguições. «Porque temos de sofrer muitas tribulações para entrar no Reino de Deus» (1ª leit. )

O Apóstolo João fala da nova Jerusalém, vestida como noiva para o Seu Esposo. Essa imagem da Igreja de Deus há-de animar-nos a contemplar com fé e com amor a Esposa de Cristo, que é una, santa, católica e apostólica. É assim que nos aparece nas visões do Apocalipse. Há uma semana falava-nos da imensa multidão de todos os povos e línguas, vestidos de túnicas brancas. Noutro lugar diz: «A muralha da cidade tinha doze fundamentos e neles os doze nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro» (Apoc 21, 14)

Nós somos as pedras vivas nesta cidade santa em que Deus «habitará com os homens». A Igreja não é constituída apenas por santos, como afirmaram alguns dos reformadores protestantes. Também nós, pecadores, somos acolhidos por ela e nela recebemos a graça santificante, que nos faz santos e a abundância de graças actuais que nos ajudam a atingir a santidade plena a que somos chamados.

Jesus deixou nela os meios de santificação :a Sua doutrina, os sacramentos, o governo dos Apóstolos e seus sucessores que nos guiam com segurança para o Céu. Através dela continua a derramar sobre nós a Suas graças. A Igreja é sacramento de salvação, lembrou o Concílio Vaticano II. Ela é Cristo continuado cá na terra até ao fim dos tempos.


Estabeleceram anciãos


A Igreja constrói – se cá na terra com a pregação da Palavra de Deus. Jesus enviou os Apóstolos por todo o mundo a proclamar o Evangelho. S. Paulo e S. Barnabé – diz-nos a leitura dos Actos dos Apóstolos –realizaram a sua primeira viagem missionária, impulsionados pelo Espírito Santo. Fundaram várias comunidades cristãos em várias cidades com aqueles que acreditaram e se baptizaram.

Era preciso alguém que celebrasse para eles a Eucaristia, os guiasse na fé e os governasse. S. Paulo e S. Barnabé escolheram entre os homens dessas comunidades os que mereciam mais confiança e ordenaram-nos sacerdotes. «Estabeleceram anciãos em cada igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum e encomendaram-nos ao Senhor em quem tinham acreditado» (1ª leit. ).

Na carta a Timóteo S. Paulo faz, mais tarde, as necessárias recomendações para a escolha desses sacerdotes, que receberam o nome de anciãos ou presbíteros. Algumas vezes são chamados também bispos. O Apóstolo diz-lhe : «É necessário que o bispo seja irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, prudente, de bom trato, hospitaleiro, capaz de ensinar, não dado ao vinho, nem desordeiro, mas moderado, não litigioso , desapegado do dinheiro, que saiba governar bem a sua casa, que mantenha seus filhos na submissão, com toda a dignidade… Importa também que tenha boa reputação entre aqueles que estão fora para que não caia no descrédito e nos laços do diabo» (1 Tim 3, 2-7 ).

Os Apóstolos escolhiam pais de família para sacerdotes nas várias comunidades. Com o andar dos tempos muitos desses homens procuravam viver exclusivamente para essa missão, como fizeram os Apóstolos, que deixaram tudo, inclusivamente a família, para seguir a Jesus. O celibato apostólico surgiu quase espontaneamente, impulsionado pelo Espírito Santo, para estarem disponíveis para o ministério pastoral. É significativo que é num concílio provincial em Espanha (Elvira ), por volta de 305, que aparece a primeira vez o celibato como condição para a ordenação sacerdotal. Significa que já era o habitual na vida da Igreja, pois um concílio particular não poderia arrogar-se o inovar e exigir mudanças desse género na vida da Igreja.

Para a ordenação sacerdotal os Apóstolos e os seus sucessores e cooperadores impunham as mãos sobre aqueles homens e administravam-lhes desse modo o sacramento da Ordem. Por ele lhes comunicavam os poderes recebidos de Jesus :de celebrar a Eucaristia, de perdoar os pecados e de administrar os outros sacramentos e também o poder de ensinar a Palavra de Deus e de governar os fiéis. S. Paulo diz a Timóteo «Não te apresses a impor as mãos a ninguém “ (1 Tim 5, 22)

«Pelo Sacramento da Ordem o sacerdote torna-se capaz para emprestar a Nosso Senhor a voz e as mãos, todo o seu ser, é Jesus Cristo que na Santa Missa, com as palavras da consagração, muda a substância do pão e do vinho no Seu Corpo, Sua Alma, o Seu Sangue e a Sua Divindade. Nisto se fundamenta a incomparável dignidade do sacerdote. Uma grandeza emprestada, compatível com a minha pequenez» (S. JOSEMARÍA ESCRIVÁ, Hom. Sacerdote para a eternidade).

Só o bispo, sucessor dos Apóstolos, pode impor as mãos, comunicar os poderes divinos de Cristo entregues aos Apóstolos. Alguns auto-proclamam-se bispos, como vemos em muitas seitas. Como se fosse possível apoderar-se dos poderes de Jesus.

A Igreja precisa de sacerdotes em todos os tempos. E todos temos de promover as vocações sacerdotais e ver Cristo por detrás de cada sacerdote, mesmo que, por hipótese, não fosse nada exemplar.

E agradecer a Jesus ter deixado na Sua Igreja o sacramento da Ordem. Sem ele não haveria Eucaristia nem perdão dos pecados.


Mandamento novo


A Igreja é a Família de Deus cá na terra. Pelo baptismo tornamo-nos irmãos, porque verdadeiramente filhos de Deus. Antes de morrer, Jesus deixa à Sua Igreja o mandamento novo do amor. «Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos :se vos amardes uns aos outros» (Ev. )

É necessário que os cristãos de hoje voltem a viver como os primeiros cristãos: «A multidão dos que criam tinha um só coração e uma só alma e nenhum dizia ser sua coisa alguma daquelas que possuía, mas entre eles tudo era comum» (Act 6, 32 ).

Na medida em que procuramos viver a sério a nossa fé e encher-nos da graça, que nos vem de Jesus, aumenta também o amor dentro da própria Igreja. o Livro dos Actos faz outro resumo da vida dos primeiros cristãos: «perseveravam na doutrina dos Apóstolos, na união fraterna, na fracção do pão e nas orações…. Todos os que acreditavam estavam unidos e punham tudo em comum» (Act 2, 42).

O mundo vem sendo sacudido pelos crimes abomináveis do terrorismo. Muitas pessoas vivem assustadas. Algum desse terrorismo apoia-se em fundamentalismos religiosos. O Papa João Paulo I contava numa alocução o martírio das dezasseis carmelitas de Compiègne, guilhotinadas pela Revolução Francesa e beatificadas por S. Pio X. «No processo ouviu-se a condenação: 'à morte por fanatismo!' E uma das religiosas, com grande simplicidade perguntou: –Senhor Juiz, por favor que quer dizer fanatismo?

E o juiz respondeu: –'é a vossa estúpida pertença à religião'. Ela dirigindo-se às outras religiosas disse: –Irmãs, ouvistes: condenam-nos pela nossas adesão à fé: Que felicidade morrer por Jesus Cristo!»

Fizeram-nas sair da prisão da Consiergerie e obrigaram-nas a subir para uma carroça. Durante o caminho entoavam cânticos religiosos. Ao chegar ao palco da guilhotina umas atrás das outras foram-se ajoelhando diante da prioresa e renovavam o voto de obediência.

Depois entoaram o Veni Creator. Mas o cântico ia-se tornando cada vez mais débil à medida que a cabeça das pobres religiosas caíam uma atrás da outra, debaixo da guilhotina. Ficou a prioresa, Madre Teresa de Santo Agostinho. E as suas últimas palavras foram: «O amor será sempre vitorioso; o amor é omnipotente». Eis a palavra certa: não é a violência que pode tudo, mas sim o amor. (JOÃO PAULO I, Alocução 24-9-78).

Que a Virgem nos ensine a valentia do amor e fortaleça a Igreja de Cristo e os seus sacerdotes.


Fala o Santo Padre


1. «É por isto que todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35).

O Evangelho deste quinto domingo do Tempo pascal conduz-nos de novo à intimidade do Cenáculo. Ali Cristo, durante a última Ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia e o Sacerdócio da Nova Aliança, deixando aos seus o «novo mandamento» do amor. […]


2. «Agora foi glorificado o Filho do Homem e Deus foi glorificado n'Ele» (Jo 13, 31).

Enquanto a Liturgia nos exorta a permanecer no Cenáculo em contemplação espiritual, voltamos a escutar o Evangelista João que, sempre atento às manifestações do coração de Cristo, repete as palavras que Ele pronunciou depois que Judas Iscariotes se afastou. Jesus fala da Sua glória, daquela glória que o Pai e o Filho se oferecem reciprocamente no mistério pascal.

João Paulo II, Vaticano, 13 de Maio de 2001


Oração Universal


Unidos a Jesus, Celebrante principal desta missa,

e com toda a Igreja peçamos ao Pai:


1. Pela Santa Igreja, para que se renove,

pela graça, na esperança e no amor em todos os seus filhos,

oremos ao Senhor.


2. Pelo Santo Padre, para que o Senhor o encha de alegrias,

de fortaleza e sabedoria, no serviço à Igreja,

oremos ao Senhor.


3. Pelos bispos e sacerdotes,

para que se entreguem generosamente,

servindo alegremente a Deus e todas as almas,

oremos ao Senhor.


4. Por todos os cristãos,

para que lutem mais a sério pela santidade,

empregando com diligência os meios tão abundantes ao seu dispor

e apoiados numa terna devoção à Virgem Santa Maria,

oremos ao Senhor.


5. Para que todos nos entusiasmemos a imitar Nossa Senhora

nas tarefas humildes de cada dia,

vivendo uma vida de amizade com Jesus a nosso lado,

oremos ao Senhor.


6. Por todos os que andam afastados de Deus,

para que o Senhor os converta e os atraia ao Seu amor,

por intercessão de Virgem Maria,

oremos ao Senhor.


7. Por todos os que se encontram no Purgatório,

para que o Senhor os purifique e lhes conceda a felicidade do Céu,

oremos ao Senhor.


Senhor, que nos chamastes à vida nova em Cristo, aumentai em nós a fé e o amor,

para que levemos uma vida de santidade e cheguemos todos à glória do Céu.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: Senhor, nós vos oferecemos, B. Salgado, NRMS 5 (II)


Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício, nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem, concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade, dêmos testemunho dela na prática das boas obras. Por Nosso Senhor.


Prefácio pascal: p. 469[602-714]ou 470-473


Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51


Monição da Comunhão


Pelo ministério dos sacerdotes o Senhor torna-Se presente no altar e dá-nos a comer o verdadeiro pão do Céu. Peçamos-Lhe por eles.


Cântico da Comunhão: Amai como Eu Vos Amei, J. Santos, NRMS 87

Jo 15, 1.5

Antífona da comunhão: Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, dá fruto abundante. Aleluia.


Cântico de acção de graças: Senhor, fazei de mim um instrumento, F. da Silva, NRMS 6 (II)


Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.



Ritos Finais


Monição final


Agradeçamos a Jesus o Sacramento da Ordem e ter-nos deixado a Sua Igreja para nos comunicar tão abundantemente a Sua graça.


Cântico final: Jesus venceu a morte, M. Carneiro, NRMS 109



Homilias Feriais


5ª SEMANA


2ª feira, 10-V: Reavivar a fé na S. Trindade.

Act 14, 5-18 / Jo 14, 21-26

Meu Pai amá-lo-á; nós viremos a ele e faremos deles a nossa morada.

Jesus revela-nos um extraordinário mistério do amor de Deus para connosco: aqui na terra já somos habitados pela Santíssima Trindade (cf. Ev.)

É preciso «reavivar nos cristãos da Europa a fé na Santíssima Trindade, bem sabendo que uma tal fé é prenúncio de autêntica esperança para o continente» (INE, 19). Por um lado, recordando que muitos pontos da civilização europeia têm as suas raízes últimas na fé trinitária. E, por outra, porque ela (a fé trinitária) contém uma força espiritual, cultural e ética, para a solução de algumas grandes questões actuais (cf. id., ibid.). Maria foi concebida para ser uma digna morada do Filho de Deus.


3ª feira, 11-V: A derrota do Príncipe deste mundo

Act 14, 19-28 / Jo 14, 27-31

(Paulo e Barnabé) acrescentaram: Através de muitas tribulações é que temos de entrar no reino de Deus.

Paulo tinha acabado de ser apedrejado e deram-no como morto: mais uma tribulação do Apóstolo. Faz parte da actuação do ‘Príncipe deste mundo’ (cf. Ev.). Ele nada pode contra Cristo mas persegue-nos a cada um de nós: «Nesta luta, uma coisa é certa: o grande dragão (o Diabo), já foi derrotado, foi precipitado na terra, juntamente com os seus anjos. Venceram-no Cristo, Deus feito homem, com a sua morte e ressurreição, e os mártires pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho. E, mesmo se o dragão continuar com a sua hostilidade, não há que temer, porque a sua derrota já se deu (INE, 122). Também ele nada pode contra a Virgem Imaculada.


4ª feira, 12-V: Procura da união com Cristo

Act 15, 1-6 / Jo 15, 1-8

Permanecei em mim e eu permanecerei em vós.

Também hoje Cristo está presente, vive e actua na sua Igreja. Está presente na Sagrada Escritura, que fala dele em todas as suas páginas; está presente, de modo verdadeiramente único, sob as espécies eucarísticas; está presente nas outras acções litúrgicas da Igreja; está presente no mundo ainda de outros modos, especialmente nos discípulos, fiéis ao duplo mandamento da caridade (cf. INE, 22).

Também nós nos temos que estar presentes em cada uma destas facetas, para recebermos a ‘seiva divina’. Quem está sempre presente é Nossa Senhora, a Virgem Santíssima.







Celebração e Homilia: Celestino Correia R. Ferreira

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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