4º Domingo da Páscoa

DIa MUndial De oração pelas vocações

7 de Maio de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ressuscitou o Bom Pastor, J. Santos, NRMS 57

Salmo 32, 5-6

Antífona de entrada: A bondade do Senhor encheu a terra, a palavra do Senhor criou os céus. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Este 4º Domingo de Páscoa é chamado do Bom Pastor, porque todos os anos temos um trecho do Evangelho do Bom Pastor tirado do capítulo 10º de S. João. É também este o dia mundial de oração pelas vocações. «Dar-vos-ei pastores…» A promessa do Senhor não falha, mas Ele conta com a nossa colaboração. Em particular, faltam-nos sacerdotes. Reconheçamos que a culpa é de todos nós e ponhamos o que falta da nossa parte. Com a nossa oração, respondamos ao apelo de Jesus: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2).

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, conduzi-nos à posse das alegrias celestes, para que o pequenino rebanho dos vossos fiéis chegue um dia à glória do reino onde já Se encontra o seu poderoso Pastor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Ouçamos um trecho do discurso de S. Pedro perante o mesmo Sinédrio que condenou Jesus à morte. Pedro proclama que não há possibilidade de salvação fora de Jesus, mesmo para aqueles que não O conhecem.

 

Actos dos Apóstolos 4, 8-12

Naqueles dias, 8Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e anciãos, 9já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e o modo como ele foi curado, 10ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se encontra perfeitamente curado na vossa presença. 11Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que veio a tornar-se pedra angular. 12E em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos».

 

Temos aqui a resposta de Pedro aos chefes judeus que o interrogaram acerca do milagre da cura do coxo de nascença, que mendigava junto à porta chamada Formosa, que dava para o recinto das mulheres, no Templo.

11 «Jesus é a pedra desprezada (...) pedra angular». É uma alusão ao Salmo 117 (118), de acordo com os LXX. Em Mt 21, 42-44, Jesus aplica a Si o texto do Salmo, cujo sentido mais profundo é messiânico, mesmo que o Salmista não pensasse em mais do que no pequenino povo de Israel, desprezado por todos, mas um povo donde viria a salvação através do Messias (sentido típico).

12 «Não há salvação em nenhum outro (nome)», isto é, em nenhuma outra pessoa. O próprio nome de Jesus Iexúah –, escolhido por Deus, significa: Yahwéh é Salvação. Mesmo aqueles que se salvaram antes de Cristo vir à terra, puderam chegar à salvação pelos méritos de Jesus. Toda a graça depois do primeiro pecado chega ao homem pela mediação da Cristo.

 

 

Salmo Responsorial    Sl 117 (118), 1 e 8-9.21-23.26.28cd.29 (R. 22)

 

Monição: Façamos nosso o cântico de acção de graças do Salmo 117 (118), e felicitemos a Cristo, vencedor da morte, que se tornou a pedra angular do novo Povo de Deus.

 

Refrão:         A pedra que os construtores rejeitaram

                      tornou-se pedra angular.

 

Ou:                Aleluia

 

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

porque é eterna a sua misericórdia.

Mais vale refugiar-se no Senhor,

do que fiar-se nos homens.

Mais vale refugiar-se no Senhor,

do que fiar-se nos poderosos.

 

Eu Vos darei graças porque me ouvistes

e fostes o meu Salvador.

A pedra que os construtores rejeitaram

tornou-se pedra angular.

Tudo isto veio do Senhor:

é admirável aos nossos olhos.

 

Bendito o que vem em nome do Senhor,

da casa do Senhor nós vos bendizemos.

Vós sois o meu Deus: eu vos darei graças.

Vós sois o meu Deus: eu Vos exaltarei.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

porque é eterna a sua misericórdia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Escutemos como S. João nos fala do amor que Deus nos tem, a ponto de fazer de nós seus filhos adoptivos.

 

1 São João 3, 1-2

Caríssimos: 1Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele. 2Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é.

 

No coração da 1ª Carta de João está o apelo a viver como filhos de Deus (cap.3); a uma tão grande dignidade e a tão grande dom não se pode ficar indiferente, é forçoso romper de ver com o pecado (vv. 3-10) e corresponder com obras de amor (vv. 11-24).

1 «E somo-lo de facto». Não se diz apenas que somos chamados filhos de Deus, o que bastaria para um semita entender para quem o ser chamado (por Deus) equivalia a ser. Trata-se dum realidade sobrenatural fundamental, mas que o mundo sem fé não pode captar nem apreciar.

2 «Seremos semelhantes a Deus, porque O veremos...». Há quem pretenda ver nesta expressão a referência a uma ideia corrente na religião helenística, segundo a qual o conhecimento de Deus diviniza aqueles que chegam a alcançá-lo. A Teologia explicita que «agora» a filiação divina já nos capacita para a glória do Céu, não se tratando de algo meramente legal e extrínseco, à maneira da adopção humana de um filho; trata-se de algo sobrenatural, que implica uma participação da natureza divina (cf. 2 Pe 1, 4). «O veremos tal como Ele é», isto é, não apenas indirectamente através das suas obras, mas contemplando-o face a face (cf. 1 Cor 13, 12).

 

Aclamação ao Evangelho          Jo 10, 14

 

Monição: Aclamemos a Cristo, o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Eu sou o bom pastor, diz o Senhor:

conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

 

 

Evangelho

 

São João 10, 11-18

Naquele tempo, disse Jesus: 11«Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. 12O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. 13O mercenário não se preocupa com as ovelhas. 14Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me, 15Do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. 16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. 17Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. 18Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai».

 

Todos os anos no 4º Domingo de Páscoa – o Domingo do Bom Pastor, dia mundial de oração pelas vocações –, a leitura evangélica é tirada do capítulo 10º de S. João. No ano passado, ano A, leram-se os primeiros dez versículos, onde aparecia a parábola do pastor e do ladrão; este ano temos, na sua sequência, a parábola do pastor (bom) e do mercenário, as únicas parábolas que aparecem em todo o 4.° Evangelho, se bem que se trata antes de uma alegoria, em que os seus elementos não são mero adorno, mas se revestem de significado. Para a sua compreensão devem ter-se presentes os costumes da época; durante o dia, os vários rebanhos pertencentes a distintos donos – os pastores – dispersavam-se pelas escassas pastagens da região; ao cair da noite, todos os rebanhos recolhiam a um recinto comum fechado por uma sebe ou um muro baixo – o redil – em pleno descampado, onde eram defendidos das feras e dos ladrões por um guarda – o porteiro –, que podia ser contratado – um mercenário – pelos donos; de manhã, cada pastor voltava e, da porta do recinto, chamava as suas próprias ovelhas, que já conheciam o seu grito habitual e o seguiam a caminho das pastagens; os ladrões não entravam pela porta vigiada, mas saltavam pela vedação, pois o seu objectivo não era apascentar, mas dizimar os rebanhos, roubar e matar.

11-18 «Eu sou o Bom Pastor»: a descrição da figura do Bom Pastor não é original, mas decalcada em Ezequiel 34, 1-31 e 37, 16ss; a novidade está em dar a vida pelas suas ovelhas (vv. 11 e 15). Assim, Jesus aparece a revelar-se como Deus incarnado, dando cumprimento ao anúncio profético: Eu próprio cuidarei do meu rebanho e velarei por ele (cf. Ez 34, 11.12-13.15.16.20.22.31); Deus aparece frequentemente na Escritura como o Pastor de Israel (cf. Gn 49, 24; Salm 23; 78, 52; 80, 2; Is 40, 11; Jer 31, 10…). Jesus como o Bom Pastor é uma das mais comovedoras revelações do Novo Testamento (cf. Mt 18, 12-14; Lc 15, 4-7; 1 Pe 2, 25; 5, 4...).

12 «O mercenário». A propósito desta figura, pergunta e responde Santo Agostinho: «Quem é o mercenário? É aquele que vê vir o lobo e foge. Aquele que busca a sua glória, não a glória de Cristo; aquele que não se atreve, com liberdade de espírito, a reprovar (o procedimento de) os pecadores (...) Tu calas, não reprovas: tu és mercenário, pois viste vir o lobo e fugiste (...) porque te calaste; e calaste-te, porque tiveste medo».

16 «Tenho ainda outras ovelhas». São certamente os gentios, não os judeus da diáspora. Também a elas se dirige a missão de Jesus através dos seus mensageiros que há-de enviar a todo o mundo (cf. Mt 28, 19-20). Estes enviados – lembrar que é hoje o dia mundial de oração pelas vocações – permitirão que se venha a constituir um só rebanho: a Igreja universal (católica) que congregue todos os redimidos dos quais Jesus é o Senhor, o único Pastor.

 

Sugestões para a homilia

 

         Não há salvação senão em Jesus, Pastor que é o Salvador.

         Também todos nós, ovelhas de Cristo, temos de ser bons pastores para socorrer quantos necessitam da nossa ajuda.

         Precisamos de bons pastores na Igreja: é imperioso seguir o chamamento do Senhor a uma entrega total ao serviço do Reino de Deus; todos temos de apoiar aqueles que Deus chama.

 

«Eu sou o Bom Pastor»

É com esta afirmação clara, frontal, que o Senhor se nos apresenta hoje, logo no início do Evangelho deste quarto domingo da Páscoa.

Desde os tempos do Êxodo, e sobretudo no Exílio, Israel costumava invocar o Senhor como «Pastor». Recordemos o salmo: «Pastor de Israel escutai, vós que conduzis José como um rebanho» (Sal. 22). Os dirigentes políticos e religiosos do Povo também se assumiram como «pastores», mas, muitas vezes, gananciosos, egoístas, dizimadores do rebanho, vivendo à custa das ovelhas. São bem conhecidos os impropérios do profeta Ezequiel contra tais pastores. O mesmo profeta anuncia que o próprio Deus, o Pastor de Israel, será quem virá cuidar do seu rebanho e velar por ele; assim realizará todo o desígnio de salvação que tem para com o seu povo.

E aqui o temos hoje, tentando fazer chegar até ao fundo do nosso coração todo o excesso de amor com que quer juntar-nos, apesar das nossas diferenças, numa comunidade em cuja construção Ele funciona como «pedra angular». Assim O designa Pedro na 1.ª leitura, que continua a do passado domingo, e na qual Príncipe dos Apóstolo, a propósito da cura do aleijado na Porta Formosa do Templo, se esforça por persuadir os circunstantes de que «não há qualquer outra possibilidade de salvação» a não ser no Nome, isto é, na Pessoa do Senhor Jesus e pelo seu poder. E a «salvação» não é qualquer coisa de abstracto, de subtil, ou apenas algo do «fim dos tempos»: a salvação está ali bem concretizada, bem explícita, bem «acontecimento», na pessoa daquele que era um aleijado, mas que agora, isto é, depois do encontro com o poder de Jesus Cristo, está ali, bem firme sobre os seus pés, para espanto e maravilha de todos os presentes.

Assim como Pedro socorreu o pobre coxo, tenhamos também nós a preocupação de descobrir as implicações sociais da libertação que Cristo nos trouxe – por outras palavras – a autêntica dimensão da doutrina social da Igreja. Suponho que uma leitura atenta do livro dos Actos dos Apóstolos – que aliás vimos fazendo nestes domingos da Páscoa – nos fará descobrir muita coisa, ao mostrar-nos como a Igreja responde às carências da comunidade. Lembremos também aqui a partilha espontânea dos bens, o pôr tudo em comum, a vivência do amor no quotidiano. Isso mesmo: vivência do Amor, no quotidiano. Assim foi a resposta da Igreja dos Apóstolos. E não pode ser outra a resposta da Igreja dos nossos dias. Aliás, não seria Igreja de Cristo, rebanho do Bom Pastor.

Neste dia mundial de oração pela vocações, não podemos deixar de lembrar que, hoje, esta presença do Bom Pastor passa pela presença daqueles a quem ele chama para O acompanharem nas tarefas da redenção: «Vinde comigo: farei de vós pescadores de homens!»

Se temos consciência de que Ele nos chama, avancemos com coragem, com entusiasmo.

E – todos – ajudemos com a nossa oração, com a nossa simpatia, com o devido apreço, a decisão daqueles que se puseram a caminho com o Senhor, para a grande aventura do Reino de Deus!

 

 

Fala o Santo Padre

 

«O Pastor, que conhece as ovelhas uma por uma, está disposto a dar a vida por elas.»

1. «Eu sou o Bom Pastor» (Jo 10, 11).

Na página evangélica, que a liturgia de hoje nos propõe, Jesus define-se a si mesmo como o Bom Pastor que oferece a vida pelo seu rebanho.

O mercenário, que não sente as ovelhas como suas, perante as dificuldades e os perigos abandona-as e foge. Ao contrário, o pastor, que conhece as ovelhas uma por uma, estabelece com elas uma relação de familiaridade tão profunda, que está disposto a dar a vida por elas.

Exemplo sublime de dedicação amorosa, Jesus convida os seus discípulos, sobretudo os sacerdotes, a seguir o seu exemplo. Chama cada presbítero a ser bom pastor do rebanho que a Providência lhe confia.[…]

5. Caríssimos Irmãos e Irmãs, o sacerdote, chamado de modo especial a tender para a santidade, é para todo o povo cristão a testemunha do amor e da alegria de Cristo. A exemplo do Bom Pastor, ele ajuda os crentes a seguir Cristo, retribuindo o seu amor. Estai próximos dos vossos sacerdotes; acompanhai-os com a oração constante e pedi ao Senhor com insistência que nunca faltem operários para a sua messe.

João Paulo II, Vaticano, 11 de Maio de 2003

 

Oração Universal

 

(extraída do livro da Oração dos Fiéis para este domingo, ou melhor, uma própria para pedir vocações)

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tomai, Senhor, e recebei, J. santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que em todo o tempo possamos alegrar-nos com estes mistérios pascais, de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção seja para nós causa de alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

 

Cântico da Comunhão: Senhor, nada somos sem Ti, F. da Silva, NRMS 84

 

Antífona da comunhão: Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1 (II)

 

Oração depois da comunhão: Deus, nosso Bom Pastor, olhai benignamente para o vosso rebanho e conduzi às pastagens eternas as ovelhas que remistes com o precioso Sangue do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Participar na Missa é comprometer-se a participar na missão de Cristo, Bom Pastor. Vamos viver toda a semana com espírito de missão, anunciar o Evangelho da salvação com a palavra e com a vida.

 

Cântico final: Seguros e fortes, F. da Silva, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

feira, 8-V: Os cuidados e os pedidos do Bom Pastor.

Act. 11, 1-8 / Jo. 10, 1-10

Ele (o pastor) chama as suas ovelhas pelos nomes e leva-as para fora…Caminha à sua frente e as ovelhas seguem-no.

Deus chama cada um de nós pelo seu nome. E o nosso nome é sagrado aos olhos de Deus (cf. CIC, 2158). Ao chamar-nos pelo nosso nome, convida-nos a uma maior intimidade com Ele, confere-nos mais graças, compromete-se a ajudar-nos como seus filhos muito amados.

Procura igualmente o que é melhor para nós, mesmo que nos pareça o contrário, para o seguirmos. Assim fez com Simão Pedro através de um êxtase. Pedro negou-se e o Senhor manifestou-lhe a sua vontade (cf. Leit.). Como bons filhos procuremos dizer-lhe: seja feita a vossa vontade, ainda que eu não perceba bem porquê. Mas acredito que tudo é para meu bem.

 

feira, 9-V: A recuperação da dignidade na sociedade.

Act. 11, 19-26 / Jo, 10, 22-30

A mão do Senhor estava com eles e foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.

Depois de Jerusalém passaram a Antioquia, onde os discípulos passaram a chamar-se cristãos (cf. Leit.). No tempo dos primeiros cristãos deu-se uma rápida expansão da Igreja e assim há-de continuar. Contamos sempre com a ajuda do Senhor: «Dou-lhes a vida eterna; jamais hão-de perecer, e ninguém as há-de arrebatar da minha mão» (Ev.).

Temos que continuar a levar a luz de Cristo a todas a pessoas como fizeram os primeiros cristãos. Temos um dever de despertar os que estão acomodados, de aproximá-los da luz de Cristo, de procurar que na sociedade se recupere a dignidade humana nos campos em que se degradou.

 

feira, 10-V: Importância decisiva da oração.

Act. 12, 24- 13, 5 / Jo. 12, 44-50

Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.

Por este relato se vê que a Igreja é uma comunidade que reza. Ao rezar, escuta aquilo que o Espírito Santo lhe diz (cf. Leit.); celebra o culto do Senhor (cf. Leit.).

Cada um de nós faz parte desta mesma comunidade. É na oração que descobriremos a presença do Senhor; que receberemos a luz, para que não haja trevas na nossa vida (cf. Ev.); que receberemos as palavras do Senhor, como vindas do Pai (cf. Ev.); que escutaremos o Espírito Santo, para que nos oriente sobre o que devemos fazer (cf. Leit.); que nos decidiremos a anunciar a palavra de Deus aos outros (cf. Leit.).

 

feira, 11-V: Urgência da evangelização.

Act. 13, 13-25 / Jo. 13, 16-20

Quem receber aquele que eu enviar é a mim que recebe; e quem me receber, recebe aquele que me enviou.

Jesus é enviado pelo Pai. A seguir escolhe os Apóstolos, que serão os seus enviados (apostoloi, em grego). É assim que actuam Paulo e seus companheiros na sinagoga, ao fazerem um resumo da história da salvação (cf. Leit.).

Todos devemos sentir-nos enviados. Que o Senhor suscite em nós esta urgência da evangelização, que vá contrariando a tarefa da paganização dos inimigos de Deus. O mandato final da Missa é um dever de propagar o Evangelho e de animar cristãmente a sociedade.

 

feira, 12-V:Como chegar à casa do Pai

Act. 13, 26-33 / Jo. 14, 1-6

Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?

A Boa Nova apresenta uma extraordinária novidade, referida também por S. Paulo: Jesus, o Filho unigénito recuperou para nós a filiação divina adoptiva: «Tu és meu filho, eu hoje e gerei» (Leit. e S. Resp.).

Só com as nossas forças não conseguiríamos chegar à casa do Pai (cf. Ev), isto é, à vida eterna em Deus. Mas Cristo é para nós um sinal de esperança: «Ninguém vai ao Pai senão por mim» (Ev.). Apresenta-se como «Caminho, Verdade e Vida» (Ev.). Caminho: é o exemplo do que devemos fazer; Verdade: é o que encontramos nos seus ensinamentos; Vida: a vida sobrenatural.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Nota Exegética:           Geraldo Morujão

Homilia:                                               Abel Figueiral (adaptação da Rádio por G. M.)

Homilias Feriais:                        Nuno Romão

Sugestão Musical:                     Duarte Nuno Rocha

 


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