3º Domingo da Páscoa

30 de Abril de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhor trazei-nos a paz, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Salmo 65, 1-2

Antífona de entrada: Aclamai a Deus, terra inteira, cantai a glória do seu nome, celebrai os seus louvores. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

«Jesus ressuscitou dos mortos e nós somos testemunhas disso». Também nós como os primeiros Apóstolos vamos aqui e agora fazer a experiência dum encontro pessoal com Jesus Ressuscitado, que nos diz: «Sou Eu mesmo! Tocai-me e vede». E deixemo-nos nós tocar por Ele e converter-nos-emos a sério.

 

Oração colecta: Exulte sempre o vosso povo, Senhor, com a renovada juventude da alma, de modo que, alegrando-se agora por se ver restituído à glória da adopção divina, aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Escutemos o testemunho do Apóstolo Pedro e aprendamos dele a lição de coragem e de clareza em confessar a fé em Jesus ressuscitado.

 

 

Actos dos Apóstolos 3, 13-15.17-19

Naqueles dias, Pedro disse ao povo: 13«O Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, o Deus de nossos pais, glorificou o seu Servo Jesus, que vós entregastes e negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a soltá-l’O. 14Negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação dum assassino; 15matastes o autor da vida, mas Deus ressuscitou-O dos mortos, e nós somos testemunhas disso. 17Agora, irmãos, eu sei que agistes por ignorância, como também os vossos chefes. 18Foi assim que Deus cumpriu o que de antemão tinha anunciado pela boca de todos os Profetas: que o seu Messias havia de padecer. 19Portanto, arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados».

 

A leitura é extraída do segundo discurso de Pedro em Actos, após a cura do coxo que mendigava na Porta Formosa do Templo. O discurso obedece ao molde kerigmático do primeiro anúncio aos judeus, mas, na perspectiva de Lucas, visa também os seus leitores e também continua a falar-nos a nós.

13 «O seu Servo Jesus». O termo original grego é ambíguo – «pais» –, e tanto pode significar filho, como servo. A nossa tradução preferiu «servo» pela referência que parece haver a Jesus que cumpre a figura messiânica do Servo de Yahwéh (cf. Is 42 – 53). Trata-se de um título cristológico de sabor primitivo, que se enquadra bem num discurso a ouvintes judeus.

15 «Autor». É mais outro título cristológico, raro no N. T. (em grego, arkhêgós; assim também em 5, 31; cf. Hebr 2, 10; 12, 2). Jesus não é apenas o chefe que conduz à vida, mas é quem comunica a vida aos que nele crêem. O paradoxo é impressionante: matar o Autor da vida, uma vez que Jesus é Deus. Nas traduções, como a primitiva litúrgica, «príncipe da Vida», deixa-se ver mais claramente o contraste estabelecido com «assassino» (v 14), isto é, aquele que tira a vida.

«E nós somos testemunhas disso» (da ressurreição). A Ressurreição de Jesus é um facto real que se comprova por testemunhas altissimamente verídicas! É certo que não é um simples facto histórico natural que tenha entrado no âmbito duma observação experimental comum, pois Jesus só Se manifestou ressuscitado quando quis, como quis e a quem quis e com um corpo glorioso (não como um cadáver reanimado); isto, porém, em nada diminui o valor histórico da sua ressurreição. É um facto sobrenatural, mas um facto, embora não encaixe em acanhadas perspectivas historicistas.

 

Salmo Responsorial    Sl 4, 2.4.7.9 (R. 7a)

 

Monição: Que sempre brilhe sobre nós a luz serena do rosto glorioso de Jesus e então gozaremos a cada instante da sua paz e felicidade.

 

Refrão:         erguei, senhor, sobre nós a luz do vosso rosto.

                     

 

Escutai-me quando Vos invoco,

Ó Deu, meu defensor.

Vós que na tribulação me pusestes a salvo,

por piedade ouvi a minha oração.

 

Sabei que o Senhor me fez maravilhas.

Ele me ouve quando eu O chamo.

 

Há quem diga: «quem nos dará a felicidade?»

Fazei brilhar sobre nós a luz do Vosso rosto!

 

Em paz me deito e adormeço.

Só Vós, Senhor, me fazeis viver tranquilo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Escutemos os apelos do Apóstolo S. João, que como ninguém experimentou o que é o amor de Deus.

 

1 São João 2, 1-5a

Meus filhos, 1escrevo-vos isto, para que não pequeis. Mas se alguém pecar, nós temos Jesus Cristo, o Justo, como advogado junto do Pai. 2Ele é a vítima de propiciação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro. 3E nós sabemos que O conhecemos, se guardamos os seus mandamentos. 4Aquele que diz conhecê-l’O e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. 5aMas se alguém guardar a sua palavra, nesse o amor de Deus é perfeito.

 

Nestes domingos pascais continuamos a ler extractos da 1ª Carta de S. João. Prestam-se a apelar para os ensinamentos da encíclica de Bento XVI, Deus caritas est. Não presidiu à selecção litúrgica dos textos joaninos a ideia de pôr em evidência a estrutura da obra e todo o seu maravilhoso conteúdo, por isso algumas palavras-chave, como «comunhão», «vida eterna» e «luz/trevas» não chegam a aparecer nos versículos respigados para estes domingos. A escolha parece privilegiar as noções de «cumprir os mandamentos», «amor fraterno», «nascer de Deus», «filiação divina», «libertação do pecado», «conhecer/saber» , «verdade», «permanecer em…»

1 «Mas, se alguém pecar…». Se bem que «todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado (...) não peca, mas o Filho de Deus o guarda, e o maligno não o apanha» (1 Jo 3, 9; 5, 18), a verdade é que a pecabilidade não está excluída devido à nossa limitada liberdade. Mas, se alguém pecar, que não desespere da sua desgraçada situação, pois Jesus – como vítima de expiação – dá-nos a possibilidade de obter o perdão, «se confessamos os nossos pecados» (1, 9). Estas afirmações aparentemente contraditórias (confrontar 1, 8 – 2, 1; 3, 3; 5, 16-17 com 3, 6.9; 5, 18) não são um obstáculo para a unidade da Carta (negada por Bultmann), pois a contradição é apenas aparente, devendo-se ao estilo semítico do autor que gosta de afirmações absolutas e contundentes, sem se preocupar de as matizar devidamente; assim, «o cristão não pode pecar», corresponde a: «o cristão não deve pecar». De qualquer maneira, há autores que consideram que, assim como sucedeu no IV Evangelho, pode ter havido uma redacção sucessiva com a intervenção de um redactor final, discípulo e continuador fiel do Apóstolo (tendo em conta o pronome plural nós joanino), assim também poderia ter acontecido com esta epístola.

1-2 «Jesus Cristo, o Justo, como advogado… vítima de expiação…»: a insistência em que Jesus é justo (cf. 1, 9: justo e fiel) facilita compreender como Ele pode libertar do pecado os pecadores. Ele é intercessor perante Deus (paráklêtos, advogado, conselheiro, um termo exclusivo da tradição joanina: cf. Jo 14, 16), na linha da teologia desenvolvida na Epístola aos Hebreus (Hebr 9 – 10), onde Cristo aparece à direita de Deus, continuando a purificar-nos com o seu sangue derramado como num sacrifício expiatório oferecido pelos pecados (cf. Hebr 9, 14-28). Vítima de expiação corresponde à linguagem sacrificial do AT (cf. Ex 29, 36-37) e apresenta a morte de Jesus como um sacrifício voluntário, revelador do seu imenso amor (cf. 1 Jo 4, 19; Rom 3, 25; 5, 8-9; 2 Cor 5, 19; Ef 2, 4-5; Apoc 5, 9).

4 «Aquele que diz: Eu conheço-o, mas não guarda…». Esta linguagem parece ser uma crítica aos gnósticos que se ufanavam de possuir um conhecimento superior de Deus, que garantia a salvação e eximia do pecado, sem cuidar de «guardar os seus mandamentos»; quem assim fala é «mentiroso e a verdade não está nele».

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 24, 32

 

Monição: Aclamemos a Palavra de Deus e deixemos que também a nós Jesus nos abra o entendimento para compreendermos as Escrituras.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Senhor Jesus, abri-nos as Escrituras,

falai-nos e inflamai o nosso coração.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 24, 35-48

Naquele tempo, 35os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. 36Enquanto diziam isto, Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». 37Espantados e cheios de medo, julgavam ver um espírito. 38Disse-lhes Jesus: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? 39Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo; tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho». 40Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41E como eles, na sua alegria e admiração, não queriam ainda acreditar, perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa para comer?» 42Deram-Lhe uma posta de peixe assado, 43que Ele tomou e começou a comer diante deles. 44Depois disse-lhes: «Foram estas as palavras que vos dirigi, quando ainda estava convosco: ‘Tem de se cumprir tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’». 45Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras 46e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, 47e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sois as testemunhas de todas estas coisas».

 

O trecho evangélico de hoje contém uma primeira parte (vv. 35-43), que poderíamos chamar demonstrativa do facto da Ressurreição, centrada na afirmação de Jesus «Sou Eu mesmo (em pessoa)» (v. 39), e outra mais catequética (vv. 44-48): «Depois disse-lhes…».

35-43 A aparição aqui descrita corresponde à do Evangelho do Domingo passado, descrita em S. João (Jo 20, 19-23), mas a verdade é que nós temos dificuldade em estabelecer uma cronologia exacta das aparições, pois não era essa a preocupação dos evangelistas; o que acima de tudo lhes interessava a eles (e aos crentes) era mostrar que Jesus apareceu realmente aos seus, isto é, se deixou ver, muito cedo, logo a partir do terceiro dia, e não a todo o povo, mas às testemunhas anteriormente designadas por Deus (Act 10, 41). No referido relato paralelo, João fixou-se sobretudo no dom do Espírito Santa em ordem à absolvição dos pecados; Lucas fixa-se na dificuldade que os Onze – Tomé especialmente (cf Jo 20, 24-29) – tiveram em acreditar na Ressurreição, apesar dos testemunhos que já havia naquele momento. Em ambos os Evangelistas se refere o pormenor surpreendente da entrada de Jesus com as portas fechadas: «apresentou-Se no meio deles» (v. 36), mas aqui também se mostra Jesus a tomar alimento, uma forma gráfica de pôr em evidência que não se tratava de uma alucinação, mas de verdadeiros encontros pessoais. Lucas, como bom observador psicológico, gosta de sublinhar o que não podiam deixar de ser os sentimentos de uns discípulos que, tendo admirado e amado apaixonadamente o Mestre, vieram a abandoná-lo e a negá-lo miseravelmente; como podiam eles enfrentar-se com um encontro destes tão inesperado, sem experimentarem umas emoções extraordinariamente fortes, estonteantes e contraditórias? Por isso, Lucas não se limita a referir o sentimento de alegria, como João, mas fala de que ficaram «espantados e cheios de medo» (v. 37), «perturbados» (v. 38), e dominados por um misto de alegria, admiração e dúvida (cf. v. 41).

44-48 Estes vv. constituem uma densa síntese catequética, em se salientam elementos básicos da pregação primitiva, centrados no cumprimentos das Escrituras, a desembocar na missão universal dos discípulos «a todas as nações» (v. 47), em ordem a pregar «o arrependimento e o perdão dos pecados». Note-se o valor dado ao testemunho – «vós sois as testemunhas» – dos discípulos (v. 48): «o homem contemporâneo crê mais nas testemunhas do que nos mestres; crê mais na experiência do que na doutrina; na vida e nas acções, do que em teorias. O testemunho de vida cristã é a primeira e insubstituível forma de missão» (João Paulo II). E, para que o crente alcance uma correcta compreensão das Escrituras, é preciso que o Senhor lhe abra o entendimento (cf. v. 45).

 

Sugestões para a homilia

 

         A Páscoa é uma realidade actual e permanente.

         Como ao coxo de nascença é-nos oferecida a possibilidade de nos libertarmos do pecado e de todos os empecilhos que nos impedem de caminhar para Deus.

         A Páscoa compromete-nos a testemunhar com a nossa vida que Jesus está vivo.

 

Este é o Terceiro Domingo da Páscoa, que na reforma litúrgica deixou de se chamar o Segundo Domingo depois da Páscoa. Assim fica mais clara a realidade de que a Páscoa é um acontecimento que não se isola no tempo, mas permanece, continua, e cuja celebração se retoma em cada domingo do ano e, sobremaneira, nestes cinquenta dias até ao Pentecostes, que constituem o assim chamado Tempo Pascal.

É útil, de vez em quando, atentar nestes pormenores, pois eles nos ajudam ao correcto entendimento do sentido das celebrações.

Vamos então aproximar-nos da Palavra que hoje nos é servida nas leituras da missa.

A primeira leitura, normalmente, é tirada do Antigo Testamento, porém, nestes domingos da Páscoa, ela vem do Novo, do livro dos Actos dos Apóstolos, o relato dos primeiros dias da Igreja – de como os primeiros crentes receberam dos Apóstolos a Boa Nova de Cristo Ressuscitado e a Igreja começou a existir – no esplendor magnífico que têm sempre as coisas novinhas em folha.

Então, a primeira leitura de hoje contém uma fala do apóstolo Pedro a povo que se juntara ali na porta Formosa do Templo, maravilhados todos com a cura instantânea de um coxo de nascença, operada «em nome de Jesus Cristo de Nazaré».

E a explicação é só uma: «Vós destes a morte ao príncipe da Vida. Mas Deus ressuscitou-O dos mortos, e nós somos testemunhas disso».

E a partir daqui, Pedro oferece a todos a possibilidade de, como aquele coxo, se libertarem e entrarem no projecto salvador de Cristo: «Arrependei-vos pois e convertei-vos, para que os vossos pecados vos sejam perdoados.»

É esta a mensagem que na liturgia de hoje a Igreja actualiza perante todos nós, porque todos nós, em maior ou menor medida, precisamos de ser salvos.

E o Salvador de todos continua a ser o mesmo – Cristo morto e ressuscitado!

Gostaria de chamar a atenção para a importância que Pedro dá ao facto de ele e os outros Apóstolos serem testemunhas da ressurreição do Senhor: «Deus ressuscitou-O dos mortos, e nós somos testemunhas disso». Até porque, como vemos no Evangelho deste domingo, depois de aparecer aos Apóstolos, de lhes dissipar todas as dúvidas, de lhes dar o seu corpo a palpar, pois não era um fantasma, como eles julgavam, depois de ter comido à vista deles, depois de lhes ter aberto o entendimento para que entendessem as Escrituras, o Senhor remata: «Vós sois testemunhas de tudo isto».

Aqui está, caríssimos irmãos, a tarefa que incumbe hoje a todos nós: Testemunhar Jesus ressuscitado. Proclamar, sobretudo com a nossa vida, que Ele está vivo!

Mostrar, no nosso ambiente, que o amor d’Ele, palpita nos nossos corações, e aparece bem manifesto,

na nossa solicitude com os mais débeis e mais carenciados,

no espírito de partilha de todos os bens, como víamos no Evangelho do passado domingo,

no nosso acolhimento fraterno a quem quer que seja,

na permanente atitude de reconciliação, com o perdão sempre pronto e generoso,

na alegria de viver.

Sentimo-nos comprometidos neste anúncio jubiloso?

Somos verdadeiramente «testemunhas de tudo isto»?

 

 

Fala o Santo Padre

 

«Sê também hoje testemunha de Jesus Cristo ressuscitado!»

1. «Sede testemunhas da minha ressurreição» (cf. Lc 24, 46-48), diz Jesus aos seus Apóstolos na narração do Evangelho há pouco proclamado. Missão difícil e exigente, confiada a homens que, contudo, não se atrevem a mostrar-se em público, porque têm medo de ser reconhecidos como discípulos do Nazareno. Não obstante isso, a primeira leitura apresentou-nos Pedro que, uma vez recebido o Espírito Santo no Pentecostes, tem a coragem de proclamar diante do povo a ressurreição de Jesus e de exortar ao arrependimento e à conversão.

Desde então a Igreja, com a força do Espírito Santo, continua a proclamar esta extraordinária boa nova a todos os homens de todos os tempos. E o Sucessor de Pedro, repete-vos: sê também hoje testemunha de Jesus Cristo ressuscitado! […]

6. «Abriu-lhes o espírito à compreensão das Escrituras» (Lc 24, 45). Cristo ressuscitado ilumina os Apóstolos para que o seu anúncio possa ser compreendido e se transmita na sua integridade a todas as gerações; para que o homem, ouvindo creia, crendo espere, e esperando ame (cf. Santo Agostinho, De catechizandis rudibus, 4, 8). Ao anunciar Jesus Cristo ressuscitado, a Igreja deseja anunciar a todos os homens um caminho de esperança e acompanhá-los ao encontro com Cristo. […]

João Paulo II, Espanha, 4 de Maio de 2003

 

Oração Universal

 

(extraída do livro da Oração dos Fiéis para este domingo)

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai ao Senhor nosso Deus, M. Simões, NRMS 38

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa. Vós que lhe destes tão grande felicidade, fazei-a tomar parte na alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

 

Cântico da Comunhão: O Pão de Deus, J. santos, NRMS 62

Lc 24, 46-47

Antífona da comunhão: Cristo tinha de sofrer a morte e ressuscitar ao terceiro dia, para ser proclamado, em seu nome, o arrependimento e o perdão dos pecados. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Louvai ao Senhor, com tudo, M. Simões, NRMS 2 (I)

 

Oração depois da comunhão: Olhai com bondade, Senhor para o vosso povo e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne aqueles que renovastes com os sacramentos de vida eterna. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Como Jesus se apresentou no meio dos discípulos, estando as portas fechadas, também nós nos vamos apresentar sempre como uma presença de Jesus. Vivamos a cada momento da fé, sem medo de ver como tantas portas se fecham a Cristo. Onde o laicismo e hedonismo fecham uma porta à vida cristã, vamos aí abrir outra. Secundemos os apelos do servo de Deus João Paulo II: «Abri, escancarai, as portas a Cristo».

 

 

Cântico final: Somos testemunhas, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

feira, 1-V: S. José Operário: Colaboração na obra da criação e da Redenção.

Gen. 1, 26- 2, 3 / Mt. 13, 54-58 (pp)

De onde lhe vem tamanha sabedoria e tais milagres? Não é ele filho do carpinteiro?

Ao celebrar a memória de S. José Operário, a Igreja quer que nos debrucemos sobre os valores tão elevados do trabalho.

O trabalho é uma participação na obra da criação: «Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a» (Leit.). Pensemos nesta colaboração com Deus, lembrando que tudo o que Ele fez era ‘muito bom’ (cf. Leit.). Além disso, o trabalho tem um valor redentor: ao trabalhar, santificamo-nos, desenvolvendo as nossas virtudes; santificamos a sociedade, ajudando os outros; unimo-nos a Deus oferecendo-lhe as nossas obras.

 

feira, 2-V: S. Atanásio: A vida num ambiente paganizado.

Act. 7, 51- 8, 1 / Jo. 6, 30-35

Depois, atiraram-se a ele (Estêvão) todos juntos, lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo.

Este ataque a Estêvão (cf. Leit.), por manifestar publicamente a sua fé, reveste-se de grande actualidade. Os cristãos têm dificuldade em viver a sua fé num ambiente paganizado; são impedidos de defenderem os seus valores; assistem à divinização do homem, que quer ocupar o lugar de Deus…

S. Atanásio (século IV) foi o grande defensor da divindade de Cristo num ambiente hostil, que o levou muitas vezes ao exílio. Que nos sirva de exemplo de firmeza na fé. Essa firmeza vem-nos do Pão da vida (cf. Ev.), que nos diviniza, que nos transforma n’Ele.

 

feira, 3-V: S. Filipe e S. Tiago: A Jesus por Maria.

1 Cor. 15, 1-8 / Jo. 14, 6-14

(Jesus): Há tanto tempo que estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai.

«Toda a vida de Jesus é revelação do Pai: as suas palavras e actos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar. Jesus pode dizer: ‘Quem me vê, vê o Pai’» (CIC, 516). E chegaremos à contemplação de Cristo através de Nossa Senhora. Procuremos rezar e meditar bem nos mistérios do Rosário neste mês de Maio.

Aproximar-nos-emos igualmente de Cristo através do Evangelho: «Recordo-vos o Evangelho que vos anunciei» (Leit.). Os Apóstolos Filipe e Tiago foram fiéis ao Evangelho e procuraram transmiti-lo. Filipe evangelizou a Frigia (Ásia Menor) e Tiago foi o primeiro bispo de Jerusalém.

 

feira, 4-V: Os alimentos da vida divina.

Act. 8, 26-40 / Jo. 6, 44-5

Eu sou o Pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente.

Para conservarmos a saúde e ganharmos novas forças precisamos tomar alimentos. Para alcançarmos a vida eterna precisamos igualmente tomar os alimentos adequados.

O eunuco pede a Filipe o Baptismo (cf. Leit.) e assim recebe uma vida nova: a vida divina. Esta precisa, para o seu desenvolvimento, do alimento da palavra de Deus: «Quem acredita possui a vida eterna» (Ev.); e do Pão da vida: «Quem comer deste pão viverá eternamente» (Ev.). Conservemos a palavra de Deus no nosso interior como fez Nª Senhora.

 

feira, 5-V: Uma comunhão misteriosa e real.

Act. 9, 31-42 / Jo. 6, 52-59

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.

A Comunhão aumenta a união com Cristo. Com efeito, o seu fruto principal é esta união com Cristo (cf. Ev.). Jesus quer associar a sua vida à nossa de um modo novo: é uma comunhão misteriosa e real entre o seu próprio Corpo e o nosso.

Mas a Comunhão também tem como efeito a unidade do Corpo Místico. Esta foi uma das verdades fundamentais descoberta por S. Paulo, no momento da sua conversão: «Saulo, por que me persegues?» (Leit.). Podemos ser uma grande ajuda para os outros, vivendo com fidelidade os compromissos da nossa vocação cristã, rezando mais vezes por todos, pedindo a conversão dos pecadores…

 

Sábado, 6-V: Pautas de comportamento.

Act. 11, 1-18 / Jo. 6, 60-69

As palavras que eu vos disse são espírito e vida. Mas, entre vós, há alguns que não acreditam.

Muitos acreditaram e se converteram ao Senhor, quando presenciaram os dois milagres realizados por Pedro (cf. Leit.). Mas o mistério do amor da Eucaristia origina alguns problemas (cf. Ev.).

Quando Jesus anunciou a sua paixão, quando se referiu à Eucaristia, os discípulos escandalizaram-se. O Senhor também nos pergunta: «Também vos quereis ir embora?» (Ev.). Temos que procurar responder, como S. Pedro: «Tu tens palavras de vida eterna». As palavras de Jesus hão-de ser um programa para a nossa vida, umas orientações para o nosso comportamento.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Nota Exegética:           Geraldo Morujão

Homilia:                                   Abel Figueiral (adaptação da Rádio por G. M.)

Homilias Feriais:                        Nuno Romão

Sugestão Musical:                    Duarte Nuno Rocha

 


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