DA SANTA SÉ

 

 

ESCOLAS DA PAZ

Papa num encontro com 6000 participantes rumo ao Dia Mundial da Criança.

No dia 19 de abril, o Papa Francisco recebeu, na Sala Paulo VI, seis mil estudantes, professores e diretores das Escolas da Paz.

A iniciativa foi uma etapa, rumo à caminhada ao Dia Mundial da Criança a 25 e 28 de maio, na cidade de Roma.

Formar uma nova geração de construtores e promotores da paz é o objetivo desta iniciativa.

Com os estudantes, estiveram professores universitários, administradores locais, e representantes da sociedade civil, signatários do “Pacto de Assis”.

O encontro dos estudantes com o Papa, fez parte do programa de educação cívica, chamado “Transformemos o futuro. Pela paz, com zelo”.

Dois dias antes teve lugar a apresentação à imprensa, o resultado dos trabalhos de pesquisa já realizados pelos estudantes das escolas da Rede Nacional das Escolas da Paz.

 

TIMOR-LESTE

Papa vai visitar Timor-Leste de 9 a 11 de setembro

O Vaticano anunciou a 12 de abril, que o Papa visitará de 9 a 11 de setembro, Timor-Leste, numa viagem a vários países da Asia.

Aceitando convite dos Chefes de Estado e autoridades eclesiásticas o Papa Francisco vai visitar, numa Viagem Apostólica, a Indonésia, Papua-Nona Guiné, Timor-Leste e Singapura, de 2 a 13 de setembro.

A nota emitida pela Sala de Imprensa do Vaticano, informava que oportunamente seria divulgado o programa daquela que será a mais longa viagem mais longa do atual pontificado.

A viagem foi anunciada em Díli numa conferência /de imprensa com o arcebispo local e primeiro cardeal timorense, D. Virgílio do Carmo da Silva, juntamente com o núncio apostólico em Timor, D. Marco Sprizzi.

O governo timorense emitiu uma nota de congratulação pela confirmação oficial da aguardada visita apostólica de Sua Santidade, o Papa Francisco. Os dois responsáveis consideram esta visita um evento histórico para o povo timorense, agradecendo aos responsáveis políticos e à equipa de preparação, toda a colaboração prestada.

 

ARMAS NUCLEARES

Imoralidade no uso de armas nucleares.

O observador permanente da Santa Sé, junto às Nações Unidas, em Nova York, lembrou à Comissão de Desarmamento da ONU, que o Papa Francisco, lembrou repetidamente que o uso e a posse de armas nucleares, são imorais.

O apelo foi feito para “universalizar” os Tratados sobre a questão e avançar em direção a um mundo livre de tais armas e recuperar os ambientes afetados por seu uso e testes.

Num mundo em que os conflitos continuam a “se acirrar”, é fundamental rejeitar a “retórica cada vez mais ameaçadora”, sobre o uso de armas nucleares, como “repugnante e inaceitável em todas as circunstâncias”. Foi o que ressaltou o arcebispo Gabriele Caccia, observador permanente da Santa Sé, nas Nações Unidas. Por ocasião da abertura do grupo de trabalho sobre armas nucleares na Comissão de Desarmamento em Nova York, durante a 78ª sessão da Assembleia Geral da ONU.

Num momento “crítico” como o atual, o núncio apostólico, observou como o progresso feito até agora no desarmamento e na não-proliferação “atómica”, estagnou e, em alguns casos está “revertendo”. Nesse contexto “é ainda mais vital”, um compromisso global com o diálogo, “único meio pelo qual se pode chegar a um consenso sobre as recomendações para alcançar o objetivo do desarmamento nuclear e a não-proliferação de armas nucleares.

Lembrando que o Papa Francisco repetidamente refere que, o uso e a posse destas armas é imoral, enquanto é estudado e redigido um texto sobre a prevenção, de crimes contra a humanidade, D. Gabriele Caccio, lembrou a obrigação dos Estados garantir que suas leis, nacionais criminalizem tais crimes.

 

SÍNODO

Encontro de párocos no Vaticano

Num encontro internacional, reuniram-se no Vaticano de 29 de abril a 2 de maio, mais de 200 párocos, num encontro, que teve por tema, “Como ser uma Igreja local, sinodal em missão”.

Promovida pela Secretaria do Sínodo dos Bispos, teve lugar na Fraterna Domus, em Sacrofano, nos arredores de Roma, concluído este encontro com uma audiência com o Papa Francisco, no Vaticano.

D. Luís Marin de Saint Martin, subsecretário do Sínodo e coordenador do encontro, em nota enviada à Agência Ecclesia esclareceu que a iniciativa “de escuta, oração e discernimento”, procura responder “às indicações dos participantes” na primeira sessão da XVI Assembleia Geral Ordinário do Sínodo dos Bispos, que “sugeriram uma maior escuta da voz dos párocos”.

A conferência Episcopal Portuguesa nomeou, como participantes o Padre Sérgio Leal, da Diocese do Porto e o Padre Adelino Guarda, da Diocese de Leiria-Fátima.

O Vaticano apontou como objetivo do encontro internacional “escutar e valorizar a experiência sinodal” nas suas paróquias e dioceses”.

 

VATICANO

Documento denuncia ideologia do género

O Dicastério para a Doutrina da Fé, publicado no dia 8 de abril, reforçou as críticas à “ideologia do género”, que acusa de propor “uma sociedade sem diferenças de sexo” e esvaziar a “base antropológica da família”,

A Igreja evidencia os intensos pontos críticos da ideologia “gender”, refere a declaração doutrinal.

Por ocasião do 75º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos, o Papa questionava as “tentativas realizadas nas últimas décadas para introduzir novos direitos”, referindo “colonizações ideológicas”.

Entre elas, a ideologia do género, é extremamente perigosa porque elimina as diferenças na pretensão de tornar todos iguais.

“A vida humana, como dom de Deus, deve ser acolhida com gratidão e ser colocada ao serviço do bem”. Não o aceitar é cair na tentação de se fazer deus e entrar em concorrência com o verdadeiro Deus do amor.

É inaceitável que algumas ideologias tentem impor-se como pensamento único que determine a educação das crianças.

O documento aborda o tema da “mudança de sexo”, considerando que qualquer intervenção neste campo se “arrisca a ameaçar a dignidade única que a pessoa recebeu no momento da conceção” Isto não significa excluir a possibilidade de uma pessoa portadora de anomalia dos genitais, já evidente no nascimento ou que se manifeste posteriormente, possa vir a receber assistência médica.

O documento doutrinal, é fruto de cinco anos de trabalho, passa em revista o magistério papal das últimas décadas sobre temas que vão da guerra à pobreza, da violência contra migrantes ou contra as mulheres, do aborto à maternidade de substituição à eutanásia, abordando a ideologia do género e a dignidade da pessoa com deficiência.

O Vaticano rejeita toda a discriminação ou violência.

 


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