Santíssimo Corpo e Sangue e Cristo

30 de Maio de 2024

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor alimentou-nos – C. Silva, NRMS, 60 

Salmo 80,17

Antífona de entrada: O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha e saciou-o com o mel do rochedo.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje, em toda a Igreja Católica, a solenidade do Corpo e Sangue de Jesus Cristo.

Pretende a Igreja prestar publicamente ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia um testemunho público de Fé e de Amor na Presença Real, por ter querido ficar connosco, agradecer-Lhe o ter ficado junto de nós, para ser nosso Alimento, Companheiro e Confidente de todas as horas; e desagravá-l’O dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com os homens ingratos Lhe retribuem esta Presença de Amor.

 

Acto penitencial

 

Peçamos humildemente perdão ao Senhor do modo como O temos tratado na Santíssima Eucaristia: as nossas faltas de respeito diante do Sacrário, sem ajoelhar e falando profanamente como se ninguém mais estivesse no templo; as nossas comunhões sacramentais frias e distraídas; e a nossa falta de esquecimento e de Amor para com o Santíssimo Sacramento.

Prometamos, contando com a Sua ajuda, vivermos com mais fé e mais amor na presença do Santíssimo Sacramento do Altar.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A do Ordinário da Missa)

 

•   Confessemos os nossos pecados...

•  Senhor, tende piedade de nós...

•   Glória a Deus nas alturas...

 

Oração colecta: Senhor Jesus Cristo, que neste admirável sacramento nos deixastes o memorial da vossa paixão, concedei-nos a graça de venerar de tal modo os mistérios do vosso Corpo e Sangue que sintamos continuamente os frutos da vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Moisés, em plena peregrinação do deserto, comunicou ao Povo de Deus tudo o que o Senhor Lhe tinha dito no Sinai e pediu-lhe o compromisso de fidelidade.

Como eles, também nós queremos responder ao Senhor, lembrando a Aliança de Amor do nosso Batismo: Faremos tudo o que o Senhor quer.

 

Êxodo 24,3-8

Naqueles dias, 3Moisés veio comunicar ao povo todas as palavras do Senhor e todas as suas leis. O povo inteiro respondeu numa só voz: «Faremos tudo o que o Senhor ordenou». 4Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. No dia seguinte, levantou-se muito cedo, construiu um altar no sopé do monte e ergueu doze pedras pelas doze tribos de Israel. 5Depois mandou que alguns jovens israelitas oferecessem holocaustos e imolassem novilhos, como sacrifícios pacíficos ao Senhor. 6Moisés recolheu metade do sangue, deitou-o em vasilhas e derramou a outra metade sobre o altar. 7Depois, tomou o Livro da Aliança e leu-o em voz alta ao povo, que respondeu: «Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos». 8Então, Moisés tomou o sangue e aspergiu com ele o povo, dizendo: «Este é o sangue da aliança que o Senhor firmou convosco, mediante todas estas palavras».

 

Este texto refere a ratificação da antiga Aliança, por mediação de Moisés, entre dois protagonistas, Deus e o povo de Israel. O rito é descrito com dois elementos, a saber: um (vv. 3a. e 7), a leitura das cláusulas postas por Deus – «as palavras do Senhor» (debarim: ou Decálogo, cf. Ex 20) e «as leis (mixpatim: ou Código da Aliança, cf. Ex 21 – 22) –, com a correspondente aceitação pela parte do povo – «nós o poremos em prática» (vv. 3b e 7). O outro elemento é o sacrifício para selar a Aliança (vv. 4b-6). É interessante notar como a descrição deste sacrifício conserva uns traços muito primitivos, pois quem imola os animais não são sacerdotes, mas «alguns jovens» (v. 5), num altar construído ad hoc e tendo à volta doze estelas (v.4). Os ritos de sangue eram correntes entre os povos nómadas daqueles tempos, mas, para o povo de Israel, este rito encerra um significado particular. Com efeito, o sangue é a vida (cf. Gn 9,4) e a vida é pertença só de Deus, por isso ele só deve ser derramado sobre o altar, ou ser usado para ungir pessoas consagradas a Deus (cf. Ex 29,19-21); ao dizer-se que Moisés «aspergiu com ele o povo» todo (v. 8), deixa-se ver que esta aliança não apenas vincula o povo às cláusulas, para obedecer às leis de Deus, mas sobretudo que este povo fica a pertencer a Deus, como um povo santo, que Lhe é consagrado, um povo sacerdotal (cf. Ex 19,3-6). O sangue derramado em partes iguais – «metade sobre o altar» (v. 6), que representa a Deus, e a outra «metade» sobre o povo (v. 8) – mostra os laços estreitos da comunhão de vida que a aliança cria entre Deus e o povo, num impressionante simbolismo. Uma tal união e aliança é a prefiguração da nova, universal e definitiva aliança, aquela que unirá para sempre, de modo sobrenatural, o homem com Deus, através do sangue de Cristo (cf. Mt 26,28; Heb 9,11.28: 2.ª leitura de hoje)

 

Salmo Responsorial Sl 115 (116), 12-13.15.16bc.17-18 (R. 13)

 

Monição: Perante a exposição feita por Moisés, em nome de Deus, ao Povo da Aliança, o Espírito Santo convida-nos a rezar um salmo no qual prometemos ao Senhor a nossa fidelidade.

Como agradecerei ao Senhor tudo quanto Ele me deu? Elevarei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor.

 

Refrão:    Tomarei o cálice da salvação

                e invocarei o nome do Senhor.

 

Ou:          Elevarei o cálice da salvação,

                invocando o nome do Senhor.

 

Como agradecerei ao Senhor

tudo quanto Ele me deu?

Elevarei o cálice da salvação,

invocando o nome do Senhor.

 

É preciosa aos olhos do Senhor

a morte dos seus fiéis.

Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva:

quebrastes as minhas cadeias.

 

Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor,

invocando, Senhor, o vosso nome.

Cumprirei as minhas promessas ao Senhor,

na presença de todo o povo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na Antiga Aliança, os sacerdotes sentiam a necessidade de oferecer continuamente sacrifícios ao Senhor e estes eram insuficientes.

O Autor da Carta aos Hebreus diz-nos que Jesus Cristo se ofereceu uma só vez ao Pai, no Calvário, resgatando-nos de uma vez para sempre.

 

Hebreus 9,11-15

Irmãos: 11Cristo veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Atravessou o tabernáculo maior e mais perfeito, que não foi feito por mãos humanas, nem pertence a este mundo, 12e entrou de uma vez para sempre no Santuário. Não derramou sangue de cabritos e novilhos, mas o seu próprio Sangue, e alcançou-nos uma redenção eterna. 13Na verdade, se o sangue de cabritos e de toiros e a cinza de vitela, aspergidos sobre os que estão impuros, os santificam em ordem à pureza legal, 14quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno Se ofereceu a Deus como vítima sem mancha, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! 15Por isso, Ele é mediador de uma nova aliança, para que, intervindo a sua morte para remissão das transgressões cometidas durante a primeira aliança, os que são chamados recebam a herança eterna prometida.

 

Cristo é apresentado como Sumo Sacerdote, numa alusão aos ritos judaicos do Dia da Expiação (Yom Kipur), em que só o sumo sacerdote entrava na parte mais sagrada do santuário, o Santo dos Santos. Ele «atravessou o tabernáculo maior e mais perfeito» (v. 11), isto é, segundo a interpretação feita pela tradução, o Santuário do Céu, aonde subiu e onde continua a exercer a sua mediação salvífica.

12-15 O sacrifício de Cristo, com a oferta do seu próprio sangue, isto é, da sua vida imolada, tem uma eficácia infinitamente superior à dos sacrifícios antigos que não obtinham mais do que uma pureza legal e exterior.

14 «Quanto mais o sangue de Cristo… pelo espírito eterno». É em virtude da sua natureza divina que o seu sacrifício tem um valor infinito, que não apenas supera os sacrifícios oferecidos no templo de Jerusalém, mas os torna obsoletos.

 

Aclamação ao Evangelho   Jo 6, 51

 

Monição: Jesus Cristo prometeu e cumpriu dar-nos o Seu corpo e Sangue como Alimento da nossa vida sobrenatural.

Aclamemos o Evangelho que vai proclamar para nós esta consoladora verdade e manifestemos ao Senhor a nossa gratidão pela Sua entrega a nós.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – C. Silva, OC, pg 534

 

Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor.

Quem comer deste pão viverá eternamente.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 14,12-16.22-26

12No primeiro dia dos Ázimos, em que se imolava o cordeiro pascal, os discípulos perguntaram a Jesus: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?» 13Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes: «Ide à cidade. Virá ao vosso encontro um homem com uma bilha de água. 14Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: «O Mestre pergunta: Onde está a sala, em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?» 15Ele vos mostrará uma grande sala no andar superior, alcatifada e pronta. Preparai-nos lá o que é preciso». 16Os discípulos partiram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa. 22Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção e partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: «Tomai: isto é o meu Corpo». 23Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos beberam dele. 24Disse Jesus: «Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens. 25Em verdade vos digo: Não voltarei a beber do fruto da videira, até ao dia em que beberei do vinho novo no reino de Deus». 26Cantaram os salmos e saíram para o Monte das Oliveiras.

 

Estamos no relato evangélico da última Ceia de Jesus, segundo Marcos. Tratando-se duma Ceia Pascal, é deveras impressionante que nenhum evangelista relate a comida do cordeiro, o elemento central da ceia judaica. É que todo o interesse se centra nas palavras e nos gestos de Jesus. Aqui tudo é diferente, porque o cordeiro é Ele próprio.

13-14 O pormenor aqui relatado mostra como Jesus tinha tudo previsto cuidadosamente e parece até indiciar que Ele quereria ocultar a Judas o local da Ceia para evitar a consumação da traição neste momento.

15 «Uma grande sala no andar superior, alcatifada e pronta». Estes pormenores, que não aparecem nos outros evangelistas podem denunciar, de acordo com a tradição, que o Cenáculo era propriedade de Maria de Jerusalém, a mãe de Marcos, o próprio evangelista que no-los relata.

22 «Isto é o meu Corpo». A expressão de Jesus é categórica e terminante, com exactamente as mesmas palavras nos quatro relatos paralelos que há no Novo Testamento; não deixa lugar a mal entendidos. Não diz: aqui está o meu Corpo, nem isto é o símbolo do meu Corpo, mas sim: isto é o Meu Corpo, como se dissesse: «este pão já não é pão, mas é o Meu Corpo», isto é, «sou Eu mesmo». Todas as tentativas de entender estas palavras num sentido simbólico fazem violência ao texto; com efeito, «ser» no sentido de «ser como», «significar», só se verifica quando do contexto se possa depreender que se trata duma comparação, o que não se dá aqui, pois não se vê facilmente como o pão seja como o Corpo de Jesus, ou como o signifique. Por outro lado, Jesus, com a palavra «isto» não se refere à acção de partir o pão, pois não pronuncia estas palavras enquanto parte o pão, mas depois de o ter partido; por isso, não tem sentido dizer que com a fracção do pão o Senhor queria representar o despedaçar do seu Corpo por uma morte violenta. E Jesus não podia querer dizer uma tal coisa; se o tivesse querido dizer, teria de o explicitar, uma vez que o gesto de partir o pão era, afinal, um gesto usual do chefe da mesa, em todas as refeições, e ninguém lhe podia descobrir outro sentido; por outro lado, o gesto de beber o cálice muito menos condizia com esse tal suposto sentido. Os Apóstolos entenderam as palavras no seu verdadeiro realismo (cf. Jo 6,51-58). Assim as entende e prega S. Paulo (1Cor 11) e a Igreja Católica assistida indefectivelmente por Cristo e pelo Espírito Santo. O mistério eucarístico é tão transcendente que não podia passar pela cabeça humana sequer sonhá-lo (cf. a Encíclica de S. João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia). Assim fala São Justino a meados do século II: «Não é pão ou vinho comum o que recebemos. Com efeito, do mesmo modo como Jesus Cristo, nosso Salvador, se fez homem pela Palavra de Deus e assumiu a carne e o sangue para a nossa salvação, também nos foi ensinado que o alimento sobre o qual foi pronunciado a acção de graças com as mesmas palavras de Cristo e, depois de transformado, nutre nossa carne e nosso sangue, é a própria carne e o sangue de Jesus que se incarnou».

 

Sugestões para a homilia

 

• A Eucaristia, Sacrifício da Nova Aliança

• Domingo, a Páscoa Semanal

 

1. A Eucaristia, Sacrifício da Nova Aliança

 

A Santíssima Eucaristia foi instituída por Jesus, no Cenáculo, na noite de Quinta Feira Santa.

A Celebração do Mistério Pascal do Senhor, com a Sua Paixão, Morte e Ressurreição, com o recolhimento e silêncio devidos, não permitiam aos fiéis da Igreja manifestar festivamente a sua fé na Presença Real e a gratidão pela instituição do Santíssimo Sacramento. Impunha-se um profundo recolhimento próprio do Tríduo Pascal.

No século XIII a Igreja instituiu a festa do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, com manifestações públicas de fé e de amor a Jesus Cristo na Eucaristia.

A Nova Aliança. «Naqueles dias, Moisés veio comunicar ao povo todas as palavras do Senhor e todas as suas leis. O povo inteiro respondeu numa só voz: «Faremos tudo o que o Senhor ordenou». Moisés escreveu todas as palavras do Senhor

Deus fez uma Aliança com o Seu Povo Eleito, no sopé do Monte Sinai.  O Senhor acolheria Israel como Povo da Sua eleição, protegendo-o e defendendo-o; alimentando-o e guiando-o, até à Terra da Promissão. Fez chover sobre eles o maná, matou-lhes a sede, fazendo jorrar a água de uma rocha, valeu-lhes, quando as serpentes picavam e matavam muitos deles e armou os seus braços para resistir e vencer os inimigos que tentavam impedir a sua peregrinação.

Pela sua parte, o Povo de Israel comprometia-se a adorar e servir o único Deus e a cumprir os Seus Mandamentos que lhe tinham sido entregues, por Moisés, no Monte Sinai.

Tudo isto era uma figura do que viria a acontecer nos Novos Tempos. O Pai fez connosco, em Jesus Cristo, pelo único Sacrifício do Calvário uma Nova e Eterna Aliança de Amor. Por ela, o Pai assumia-nos como Seus filhos em Jesus Cristo e a exercer a Sua paternidade divina connosco, com generosidade infinita, abrangendo-nos no mesmo Amor com que amava a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade que assumiu a Natureza humana.

Pela nossa parte, manifestaríamos o nosso desejo de aceitar esta Aliança pelo Batismo e nele assumíamos o compromisso de amar e servir o nosso único Deus e cumprir os Seus Mandamentos.

No fim desta caminhada, na fidelidade, pelo deserto da vida, espera-nos a Terra da Promissão para sempre, no Paraíso.

À semelhança do que o Povo Israelita prometia, na presença de Moisés, nós queremos agradecer ao Senhor a nossa aliança de Amor do Batismo que nos tornou membros do Corpo de Jesus Cristo e agradecer-lhe a instituição da Santíssima Eucaristia, como único Sacrifício constantemente renovado, mas não repetido; e o maná da Eucaristia que todos os dias temos à nossa disposição.

O único Sacrifício. «No dia seguinte, levantou-se muito cedo, construiu um altar no sopé do monte e ergueu doze pedras pelas doze tribos de Israel. Depois mandou que alguns jovens israelitas oferecessem holocaustos e imolassem novilhos, como sacrifícios pacíficos ao Senhor. Moisés recolheu metade do sangue, deitou-o em vasilhas e derramou a outra metade sobre o altar

O homem sente a necessidade de adorar a Deus, oferecendo-Lhe sacrifícios, como reconhecimento do seu único Deus e Senhor, para Lhe agradecer o dom da vida, o desagravar dos seus pecados e pedir as Suas graças.

Deus recusou sempre os sacrifícios humanos. Experimentou a fidelidade e confiança de Abraão mandando-lhe imolar, em sacrifício, Isac, o filho da Promessa, mas, no último momento, um anjo segurou a mão de Abraão que se levantara para o imolar, no Monte Horeb.

Por isso, os hebreus ofereciam animais e produtos da terra e queimavam incenso e repetiam estes sacrifícios muitas vezes.

Durante muitos séculos, Israel ofereceu ao Senhor sacrifícios de animais e de produtos da terra, em adoração e ação de graças ao único Deus, em reparação pelos seus pecados e implorando as Suas bênçãos.

Estes sacrifícios, porém, eram provisórios e figura dos novos tempos nos quais Jesus Cristo inauguraria uma definitiva e eterna Aliança.

Deus aceitou um único sacrifício humano: o de Jesus Cristo, Seu Filho Unigénito, na Cruz do Calvário e antecipado misteriosamente na noite de Quinta Feira Santa, no Cenáculo.

Este único Sacrifício é continuamente renovado em todos os tempos e lugares, quando é celebrada a santa Missa. Não se trata de uma repetição deste Sacrifício, mas da sua atualização, isto, é, torna-se presente, como se estivéssemos no Calvário.

O Espírito Santo capacitou o sacerdote, pela imposição das mãos do Bispo, na ordenação sacerdotal, para tornar Cristo presente e de modo visível, “emprestando-Lhe” a sua voz, as mãos, os gestos e toda a visibilidade. É Jesus Cristo, verdadeiramente, quem celebra a santa Missa em todos os lugares da terra. Ela é o verdadeiro e único Sacrifício aceite pelo Pai, porque torna presente – renova – sem o repetir, o Sacrifício da Cruz.

Sem qualquer exagero, podemos dizer que Jesus Cristo esteve presente no lugar onde foi celebrada a Eucaristia, pela atuação do sacerdote, além da presença Sacramental.

Eucaristia e vida. «Depois, tomou o Livro da Aliança e leu-o em voz alta ao povo, que respondeu: “Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos». Então, Moisés tomou o sangue e aspergiu com ele o povo, dizendo: «Este é o sangue da aliança que o Senhor firmou convosco, mediante todas estas palavras”»

Moisés pediu ao Povo de Deus, depois do Sacrifício oferecido ao Altíssimo, um compromisso de vida.

Deus quer a oferta das nossas vidas, como sacrifício agradável, em união com o Sacrifício de Jesus Cristo, pelo cuidado em fazer a Sua vontade. Esta oferta não pode ser separada da obediência à Lei de Deus. Temos necessidade de tomar o Livro da Aliança, muitas vezes, para renovarmos o nosso compromisso de fidelidade ao Batismo.

A vontade de Deus abraça toda a nossa vida, porque Deus tem um plano de amor para ela: o cuidado da nossa vida, o cuidado da natureza, da família e observância dos Mandamentos.

Em cada Missa na qual participamos havemos de responder como os hebreus, na presença de Moisés: «Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos

Deus não quer os nossos bens, mas o nosso coração e a nossa vontade, como preparação para a comunhão eterna com a Santíssima Trindade, no Céu.

O dinheiro e outras ofertas que deixamos no ofertório da Missa ou nas caixas das esmolas, Deus não fica com ele, mas fá-lo reverter para nós: tornando possível construir os templos, comprar as alfaias de culto, garantir luz, som e outras exigências nas nossas celebrações e serviço de caridade.

Muitos cristãos perderam o gosto e o hábito de participar na missa dominical – queixam-se – porque não lhes diz nada. É verdade, porque eles também não levam nada para ofertar. A sua vida, possivelmente, cada dia está mais longe de Deus: não rezam, não amam os irmãos, nem cumprem os outros mandamentos. A Missa separada da vida não tem sentido, a não ser quando vamos pedir a graça de nos convertermos.

 

2. Domingo, a Páscoa Semanal

 

A celebração da Páscoa judaica, lembrando a libertação dos hebreus da escravidão do Egito, era celebrada por todas as famílias de Israel, com uma solenidade única.

A Eucaristia, Páscoa da Nova Lei. «No primeiro dia dos Ázimos, em que se imolava o cordeiro pascal, os discípulos perguntaram a Jesus: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?”»

Jesus celebrava todos os anos a Páscoa com os Doze Apóstolos, fazendo deles a Sua Família.

Era preciso encontrar um lugar espaçoso onde coubessem todos: os Apóstolos, as santas mulheres que preparavam a Ceia Pascal, entre as quais se encontraria Nossa Senhora, e mais alguns discípulos. Além disso era preciso adquirir cordeiros para imolar e comer na ceia, além de ervas amargas e outras coisas que a tradição judaica ditava.

Desta vez, a Páscoa vai ser nova, porque nela será renovada a Aliança com o Pai, em Jesus Cristo, Cordeiro sem mancha.

Jesus Cristo deseja celebrar a nossa Páscoa semanal em cada domingo, e manda-nos preparar tudo: o nosso coração e a alma em estado de graça; com o desejo de nos imolarmos com o Divino Cordeiro, em sacrifício ao eterno Pai.

A celebração da Páscoa semanal, em cada domingo, deve ser bem preparada. Procuremos ler as três leituras que vão ser proclamadas e preparemo-nos também, não apenas com um modo de vestir solene e digno, mas também no nosso interior. Que vou oferecer ao Senhor, em união com Ele que Se imola sobre o altar?

Estes Apóstolos dão um bom exemplo do sentido de responsabilidade na vida da Igreja. Uma forma de clericalismo consiste em estarmos à espera de que o sacerdote faça tudo, e criticamo-lo, se a celebração não decorre como quereríamos.

Felizmente, vão aparecendo cada vez mais ministérios na Liturgia, desde o ministério de limpar o templo e adorná-lo com flores; do canto; de leitor, de ministro extraordinário da comunhão, de acólito e de recolha do contributo dos fiéis, para o depor junto do altar.

A Igreja, como qualquer família normal, é um jardim de ministérios. Ai da mãe de família onde tudo está ao seu cargo. Quando todos fazemos algo para a comunidade, há mais alegria e menos queixas daquilo que possa estar menos bem.

Os ministérios não são promoções sociais dentro da Igreja, nem títulos de glória. São serviços que cada um de nós presta, com humildade e simplicidade.

Servindo a comunidade, estamos a servir o próprio Jesus e a proceder como estes Apóstolos que se adiantaram a perguntar o que era preciso.

A dignidade do culto eucarístico. «Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes: “Ide à cidade. Virá ao vosso encontro um homem com uma bilha de água. Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: ‘O Mestre pergunta: Onde está a sala, em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos?’ Ele vos mostrará uma grande sala no andar superior, alcatifada e pronta. Preparai-nos lá o que é preciso”. Os discípulos partiram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa.»

Jesus não diz aos Apóstolos que batam à porta de uma casa concreta. Usa uma espécie de código, para ocultar a Judas o lugar, pois ele tinha já feito o contrato para entregar o Mestre e Jesus não queria ser perturbado durante a celebração da Ceia, com a instituição da Santíssima Eucaristia.

Se de todas as casas de Jerusalém, iam pessoas à fonte recolher água, como poderia Judas adivinhar quem era o homem e ao serviço de quem estava, para localizar o lugar da Ceia?

A primeira lição que Jesus nos dá é de que as nossas celebrações devem ser feitas num ambiente de paz e recolhimento, num lugar pouco ou nada ruidoso, para que os participantes nelas possam acolher a Palavra de Deus e fazer oração. A própria música deve enquadrar-se neste ambiente, sem destoar da dignidade da celebração.

Jesus escolhe para a Ceia uma sala grande, espaçosa, onde as pessoas possam estar como em família. Na sala haveria mesas e divãs nos quais as pessoas se reclinavam, sobre o lado esquerdo, apoiando a cabeça sobre a palma da mão esquerda, enquanto a mão direita recolhia os alimentos e os levava à boca.

Foi porque estavam reclinados, conforme era uso, que a pecadora pôde chegar junto de Jesus e ungir-Lhe os pés e a cabeça quando estava num banquete para o qual fora convidado. Se estivesse sentado, como fazemos hoje, não conseguiria aproximar-se dos Seus pés.

Devemos cuidar, com espírito de dignidade, o lugar da celebração, procurando o bom gosto e alfaias dignas, mas sem ornamentos que distraiam os participantes durante a celebração: arranjos espalhafatosos, luzes que se acendem e apagam, ou um movimento agitado das pessoas que têm de atuar.

Jesus escolhe uma sala no andar de cima, isto é, onde evitaria o ruído da rua, para permitir o recolhimento.

Devemos olhar com frequência os lugares e ambientes das nossas celebrações, como se fosse a primeira vez que ali entramos, para ir melhorando tudo, na medida do possível.

É Jesus quem celebra cada Eucaristia. «Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção e partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: “Tomai: isto é o meu Corpo”. Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos beberam dele. Disse Jesus: «Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens

Jesus institui nesta Ceia o Sacramento da Eucaristia e antecipou misteriosamente no Cenáculo aquilo que ia acontecer no Calvário, na tarde de Sexta Feira Santa. Na Última Ceia, com a consagração do pão e do vinho, Jesus antecipou misteriosamente a morte que se iria dar na Cruz. No Cenáculo e no Calvário e em cada Missa, encontramos o mesmo Sacerdote, a mesma Vítima imaculada e o mesmo Sacrifício.

Ao sermos integrados no Corpo Místico de Cristo, tornamo-nos, em cada Missa, sacerdotes e vítimas em união com Ele. O Batismo torna-nos, por esta incorporação em Cristo, participantes do Seu sacerdócio real. Participamos no munus profético, real e sacerdotal de Cristo.

Sabendo que a Sua vida mortal neste mundo estava limitada no tempo e no espaço, Jesus instituiu neste mesmo momento o sacerdócio ministerial, um dos sete Sacramentos da Igreja, tornando possível que Jesus consagre o pão e o vinho em todos os tempos e lugares da terra.

O sacerdócio ministerial foi instituído para a Eucaristia; e todos os outros ministérios que exerce, bem como os sacramentos que administra, têm como centro o Corpo e O Sangue do Senhor. Como regra, onde não há sacerdote, não há Eucaristia.

Quando ouvimos as palavras “isto é o meu Corpo...”; “este é o cálice do meu Sangue” já sabemos que não está ali o corpo e o sangue daquele sacerdote, mas o de Jesus Cristo.

Não é temerário pensar que Maria, com as santas mulheres e demais discípulos presentes no Cenáculo, além dos Apóstolos, se aproximou também a comungar. Que Ela nos ensine e ajude a estimar devidamente o tesouro da Santíssima Eucaristia e abençoe os sacerdotes que A tornam possível.

 

Fala o Santo Padre

 

«A Eucaristia cura porque une a Jesus: faz-nos assimilar o seu modo de viver, a sua capacidade de se partir a si mesmo e de se entregar aos irmãos, de responder ao mal com o bem.

Dá-nos a coragem de sair de nós próprios e de nos debruçarmos com amor sobre as fragilidades dos outros. Como Deus faz em relação a nós.»

Hoje, na Itália e noutros países, celebra-se a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo. O Evangelho apresenta-nos a narração da Última Ceia (Mc 14, 12-16, 22-26). As palavras e os gestos do Senhor tocam o nosso coração: Ele toma o pão nas suas mãos, pronuncia a bênção, parte-o e dá-o aos discípulos, dizendo: «Tomai, isto é o meu corpo» (v. 22).

É assim, com simplicidade, que Jesus nos concede o maior sacramento. O seu é um gesto humilde de doação, um gesto de partilha. No ápice da sua vida, não distribui pão em abundância para alimentar as multidões, mas parte-se a si mesmo na ceia pascal com os discípulos. Deste modo, Jesus mostra-nos que a meta da vida consiste em doar-se, que o mais importante é servir. E hoje encontramos a grandeza de Deus num pedacinho de Pão, numa fragilidade que transborda de amor e de partilha. Fragilidade é precisamente a palavra que eu gostaria de frisar. Jesus torna-se frágil como o pão que se parte e se esmigalha. Mas é precisamente na sua fragilidade que está a sua força. Na Eucaristia, a fragilidade é força: força do amor que se faz pequeno para ser acolhido e não temido; força do amor que se parte e se divide para alimentar e dar vida; força do amor que se fragmenta para reunir todos nós em unidade.

E há outra força que sobressai na fragilidade da Eucaristia: a força de amar quem erra. Na noite em que é traído Jesus dá-nos o Pão da vida. Concede-nos o maior dom enquanto sente no coração o abismo mais profundo: o discípulo que come com Ele, que se serve do mesmo prato, atraiçoa-o. E a traição é a maior dor para quem ama. E o que faz Jesus? Reage ao mal com um bem maior. Responde ao “não” de Judas com o “sim” da misericórdia. Não castiga o pecador, mas dá a vida por ele, paga por ele. Quando recebemos a Eucaristia, Jesus faz o mesmo em relação a nós: conhece-nos, sabe que somos pecadores e sabe que cometemos muitos erros, mas não renuncia a unir a sua vida à nossa. Sabe que precisamos disto, pois a Eucaristia não é a recompensa dos santos, não, é o Pão dos pecadores. É por isso que nos exorta: “Não tenhais medo! Tomai e comei!”.

Cada vez que recebemos o Pão de vida, Jesus dá um novo sentido às nossas fragilidades. Recorda-nos que aos seus olhos somos mais preciosos do que pensamos. Diz-nos que se sente feliz quando partilhamos com Ele as nossas fragilidades. Repete-nos que a sua misericórdia não teme as nossas misérias. A misericórdia de Jesus não tem medo das nossas misérias. E acima de tudo, cura-nos amorosamente daquelas fragilidades que não podemos curar sozinhos. Quais fragilidades? Pensemos. A de nutrir ressentimento para com aqueles que nos fizeram mal, não a podemos curar sozinhos; a de nos distanciarmos dos outros e nos isolarmos em nós mesmos, não a podemos curar sozinhos; a de nos comiserarmos e de nos queixarmos sem encontrar a paz, também não a podemos curar sozinhos. É Ele que nos cura com a sua presença, com o seu Pão, com a Eucaristia. A Eucaristia é remédio eficaz contra estes fechamentos. Com efeito, o Pão da vida cura a rigidez, transformando-a em docilidade. A Eucaristia cura porque une a Jesus: faz-nos assimilar o seu modo de viver, a sua capacidade de se partir a si mesmo e de se entregar aos irmãos, de responder ao mal com o bem. Dá-nos a coragem de sair de nós próprios e de nos debruçarmos com amor sobre as fragilidades dos outros. Como Deus faz em relação a nós. Esta é a lógica da Eucaristia: recebemos Jesus que nos ama e cura as nossas fragilidades para amar os outros e para os ajudar nas suas fragilidades. E isto, durante a vida inteira. Hoje, na Liturgia das Horas, recitamos um hino: quatro versos que são o resumo de toda a vida de Jesus. Dizem-nos que, ao nascer, Jesus se fez companheiro de viagem na vida; depois, na ceia, entregou-se como alimento; em seguida, na cruz, na sua morte, fez-se “preço”, pagou por nós; e agora, reinando nos Céus, é a nossa recompensa que vamos buscar, aquela que nos espera.

Que a Santa Virgem, em quem Deus se fez carne, nos ajude a receber com coração grato o dom da Eucaristia e a fazer também da nossa vida uma dádiva. Que a Eucaristia faça de nós um dom para os outros.

Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 6 de junho de 2021

[Multimídia]

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Elevemos a nossa oração comum a Deus Pai,

para que o Corpo e o Sangue de Cristo

sejam o penhor da salvação do mundo inteiro.

Oremos (cantando), cheios de fé:

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

1. Pelas Igrejas de todo o mundo,

que celebram o mistério da Eucaristia

em memória de Jesus, como Ele mandou fazer,

oremos cheios de fé.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

2. Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos da Igreja,

que distribuem aos fiéis o pão do Céu,

e pelos cristãos que o recebem e dele vivem,

    oremos cheios de fé.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

3. Pelos povos que não têm os bens de que precisam,

pelas organizações que socorrem os mais pobres

e pelos responsáveis pela economia mundial,

oremos cheios de fé.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

4. Por aqueles que receberam a graça de compreender

que o homem não vive só de pão,

mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus,

    oremos cheios de fé.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

5. Pelos fiéis que se alimentam do pão da vida,

    pelas crianças que o recebem a primeira vez

    e pelos agonizantes que o comungam como Viático,

    oremos cheios de fé.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

6. Pelos fiéis que nunca recebem o Pão da Vida,

    pelos que O recebem com a alma em pecado

    e pelos que comungam sem devoção,

    oremos cheios de fé.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

Senhor, nosso Deus,

que nos reunistes para celebrarmos a Ceia de Jesus,

dai pão em abundância aos que o não têm

e fazei sentir aos cristãos mais fome

do pão vivo que desceu do Céu.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Em cada celebração da Santa Missa, participamos em duas Mesas; a da Palavra na qual somos iluminados pela luz da fé e a da Eucaristia.

Em cada celebração, o próprio Jesus renova o prodígio da Última Ceia, transubstanciando o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue.

 

Cântico do ofertório: Ó verdadeiro Corpo do Senhor – C. Silva, NRMS, 42

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, à vossa Igreja o dom da unidade e da paz, que estas oferendas misticamente simbolizam. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio da Eucaristia: p. 1254 [658-770]

 

Santo: A. Cartageno – COM, pg 189

 

Saudação da Paz

 

A Santíssima Eucaristia é a fonte da verdadeira paz, porque é a fonte inesgotável do verdadeiro amor de Deus a cada um de nós.

Toda a paz que não é alicerçada neste Amor, não subsiste, porque é uma paz somente feita de aparências, como um muro sem alicerce.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Como os Apóstolos no Cenáculo, na noite de Quinta Feira Santa, também nós temos a oportunidade de receber o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor.

Aproximemo-nos com toda a reverência e peçamos à nossa Mãe que nos alcance a graça de comungarmos como Ela recebeu o Corpo do Seu Filho na Comunhão.

 

Cântico da Comunhão: O Corpo de Jesus é Alimento – A. Cartageno, NRMS, 60

Jo 6, 57

Antífona da comunhão: Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Devotamente eu Te adoro – J. Santos, NRMS, 77-79

 

Oração depois da comunhão: Concedei-nos, Senhor Jesus Cristo, a participação eterna da vossa divindade, que é prefigurada nesta comunhão do vosso precioso Corpo e Sangue. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Renovemos a nossa fé na Santíssima Eucaristia, procurando aprofundar os nossos conhecimentos doutrinais sobre a Presença Real.

 

Cântico final: O vosso Corpo é o Pão – J. Santos, NRMS, 77-79

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Fernando Silva

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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