Solenidade da Santíssima Trindade

26 de Maio de 2024

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ao Senhor do Universo – J. F. Silva, NRMS, 8

 

Antífona de entrada: Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho Unigénito, bendito o Espírito Santo, pela sua infinita misericórdia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste Domingo, em que solenizamos de um modo particular a Santíssima Trindade, vamos ter oportunidade de reflectir no Deus que a Bíblia nos apresenta e que não tem os rostos que muitas vezes Lhe atribuímos. Ele é um Deus próximo do homem, o Deus connosco, que Se interessa pelos nossos problemas e intervém para nos conduzir à vida consigo.

É Deus «família», aberta a todos nós. É nessa «família» que somos incluídos pela «força» da Ressurreição de Cristo. Por isso, poderemos chamar a Deus: «Abba, Pai!».

Já tomamos consciência deste facto?

Pensemos no modo como temos correspondido a esta graça ou a ela temos falhado e preparemo-nos convenientemente para participar nesta Sagrada Eucaristia.

 

Oração colecta: Deus Pai, que revelastes aos homens o vosso admirável mistério, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade, concedei-nos que, na profissão da verdadeira fé, reconheçamos a glória da eterna Trindade e adoremos a Unidade na sua omnipotência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Este texto foi escrito para animar os israelitas escravos na Babilónia. Convida-os a repensar a sua história passada e as maravilhas operadas pelo Senhor a seu favor e a dizer-lhes que, como então, Deus em breve os libertará.

 

Deuteronómio 4,32-34.39-40

Moisés falou ao povo, dizendo: 32«Interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra. Dum extremo ao outro dos céus, sucedeu alguma vez coisa tão prodigiosa? Ouviu-se porventura palavra semelhante? 33Que povo escutou como tu a voz de Deus a falar do meio do fogo e continuou a viver? 34Qual foi o deus que formou para si uma nação no seio de outra nação, por meio de provas, sinais, prodígios e combates, com mão forte e braço estendido, juntamente com tremendas maravilhas, como fez por vós o Senhor vosso Deus no Egipto, diante dos vossos olhos? 39Considera hoje e medita em teu coração que o Senhor é o único Deus, no alto dos céus e cá em baixo na terra, e não há outro. 40Cumprirás as suas leis e os seus mandamentos, que hoje te prescrevo, para seres feliz, tu e os teus filhos depois de ti, e tenhas longa vida na terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre».

 

Terá presidido à escolha deste texto para este dia, a preocupação de, por um lado, pôr em evidência que o mistério da Trindade divina em nada fere a sua indivisível unidade: «o Senhor é o único Deus… e não há outro» (v. 39), e, por outro, abrir-nos para a consideração de que Deus não é um mero princípio explicativo do que existe, uma força cega, mas um ser pessoal – «o Senhor teu Deus» – um pai providente, que fez pelo seu povo «tremendas maravilhas» (v. 34). A leitura é tirada da 2ª parte do 1.° discurso de Moisés, nas estepes de Moab, que aqui atinge o seu ponto culminante ao exaltar, em estilo oratório e comovente, o incomparável amor de Deus para com o seu Povo. Mas Ele não aparece como um Deus cool (fiche), para quem tudo está sempre bem, pelo contrário, como um verdadeiro pai, que quer ver os seus filhos felizes, por isso lhes recorda como é indispensável «cumprir as suas leis e os seus mandamentos» (v. 40). Esta é uma daquelas passagens, fervorosas e ardentes, que vieram a moldar a alma do piedoso israelita.

 

Salmo Responsorial Sl 32 (33), 4-5.6.9.18.19.20.22 (R. 12b)

 

Monição: No salmo que iremos recitar afirmamos que Deus corresponde, com todo o seu amor, à esperança daqueles que n’Ele se abandonam.

 

Refrão:    Feliz o povo que o Senhor escolheu para sua herança.

               

A palavra do Senhor é recta,

da fidelidade nascem as suas obras.

Ele ama a justiça e a rectidão:

a terra está cheia da bondade do Senhor.

 

A palavra do Senhor criou os céus,

o sopro da sua boca os adornou.

Ele disse e tudo foi feito,

Ele mandou e tudo foi criado.

 

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,

para os que esperam na sua bondade,

para libertar da morte as suas almas

e os alimentar no tempo da fome.

 

A nossa alma espera o Senhor:

Ele é o nosso amparo e protector.

Venha sobre nós a vossa bondade,

porque em Vós esperamos, Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Não servimos a Deus para termos um prémio ou por receio de um castigo, mas porque somos seus filhos. Segundo o testemunho dado pelo Espírito somos herdeiros e participantes com Cristo da Sua glória.

 

Romanos 8,14-17

Irmãos: 14Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 15Vós não recebestes um espírito de escravidão para recair no temor, mas o Espírito de adopção filial, pelo qual exclamamos: «Abba, Pai». 16O próprio Espírito dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus. 17Se somos filhos, também somos herdeiros, herdeiros de Deus e herdeiros com Cristo; se sofrermos com Ele, também com Ele seremos glorificados.

 

Esta belíssima passagem põe em relação com as três Pessoas divinas a nossa vida cristã, que é uma vida trinitária. Pela obra redentora de «Cristo» – o Filho (v. 17) –, recebemos o «Espírito Santo» que se une ao nosso espírito (v. 16) e que nos põe em relação com o «Pai», levando-nos a bradar: «Abbá, ó Pai!» (v. 15). Esta filiação adoptiva, põe-nos em relação com cada uma das Pessoas divinas. Tem-se discutido muito sobre o sentido desta repetição: Abbá, ó Pai!; parece não se tratar de uma simples tradução do próprio termo arameu usado pelo Senhor, mas antes de uma filial explosão de piedosa ternura para com Deus – Pai Nosso! –, uma espécie de jaculatória pessoal, correspondente à exclamação: «ó Pai, Tu que és Pai!» (M. J. Lagrange).

 

Aclamação ao Evangelho   cf. Ap 1, 8

 

Monição: Deus é o Senhor da História: assim como agiu no passado como Deus Pai, se manifestou em Jesus Cristo em tempo memorável por meio do Filho, continua a agir no presente por intermédio do Espírito Santo e assim agirá no futuro, quando se manifestar como «tudo em todos».

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – M. Faria, NRMS, 16

 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,

ao Deus que é, que era e que há-de vir.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 28,16-20

16Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. 17Quando O viram, adoraram-n'O; mas alguns ainda duvidaram. 18Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. 19Ide e fazei discípulos de todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».

 

Estamos perante o final, sóbrio mas solene, de Mateus, que condensa todo o seu Evangelho num tríptico deveras paradigmático. Assim, temos: no v. 18 Jesus ressuscitado, como o Pantokrátor – «todo o poder me foi dado no Céu e na Terra!» –; no v. 17, temos a Igreja nascente que O reconhece como Senhor, apesar da vacilação de alguns – «adoraram-no, mas alguns ainda duvidaram» –; nos vv. 19-20 está a sua Igreja em missão – «ide… até ao fim dos tempos». Ao mesmo tempo, o Evangelista introduz-nos numa visão holística e cósmica da história da salvação centrada em Cristo (cf. Ef 1,10.23; 3,9; Filp 3,21; Col 1,16.17.18.20; 3,11), projectada para todo o Universo na abrangência dos quatro pontos cardeais, através do recurso à quádrupla repetição da palavra todo:» todo o poder» (v. 18), «todas as nações» (v. 19), «tudo o que vos mandei» (v. 20a), «todos os dias» (v. 20b), que a tradução litúrgica traduziu por «sempre», empobrecendo assim a força expressiva do texto.  

16 «O monte que Jesus lhes indicara», na Galileia, mas sem mais precisão. Há quem queira ver esta aparição como a referida por S. Paulo a mais de 500 irmãos (1Cor 15,6).

19-20 «Baptizando… em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo». Em nome de não significa em vez de, mas, tendo em conta o sentido dinâmico da preposição grega eis, trata-se de ser baptizado para Deus; tenha-se em conta que o nome não é um simples apelativo, mas um hebraísmo que designa o próprio ser de alguém. Sendo assim, as palavras da forma do Baptismo sugerem a substância cristã deste Sacramento, a saber, ficar radicalmente dedicado para Deus, a fim de, em todas as circunstâncias da vida, Lhe dar glória (é o chamado sacerdócio baptismal comum de todos os fiéis: LG 10; cf. 1Pe 2,4-10). A fórmula encerra a referência mais explícita ao mistério da própria vida de Deus, o mistério da SS. Trindade: a unidade de natureza é sugerida pelo singular – em nome, não nos nomes –, e a distinção de hipóstases (não se trata de pessoas como indivíduos ou realidades separadas e autónomas!), pela indicação de cada uma delas como realmente distintas, pois para cada uma se usa o artigo grego: «em nome de o Pai e de o Filho e de o Espírito Santo». Por outro lado, a proposição de parece corresponder à tradução de um genitivo epexegético (à maneira dum aposto), o que nos leva a entender a fórmula assim: baptizando… para (dedicar a) Deus, que é Pai e Filho e Espírito Santo.

20 «Eu estou convosco, todos os dias, até ao fim dos tempos». Podemos ver todo o Evangelho de Mateus marcado por uma inclusão: Mt 1,23 – «Deus connosco» – e Mt 28,20 – «estou sempre convosco» –. Jesus garante a assistência contínua e a indefectibilidade à sua Igreja. A História da Igreja é a melhor confirmação destas palavras de Jesus; mas Ele não prometeu que não haveria crises na sua Igreja – as provocadas quer por perseguições, quer pelo mau comportamento dos seus filhos –, mas sim que todas estas seriam seguramente superadas.

 

Sugestões para a homilia

 

Deus não está longe de nós

É uma «família» aberta a todos os homens

E ensina-nos a chamar-Lhe «Abba, Pai»!

Deus não está longe de nós

No nosso coração fomos criando falsas imagens de Deus que não correspondem ao Deus que nos foi manifestado por Seu Filho Jesus Cristo. As leituras deste domingo ajudam-nos a purificar o nosso coração dessas falsas imagens.

O trecho da primeira leitura, extraído do Livro do Deuteronómio, foi escrito para acalentar os israelitas que estavam presos e escravizados na Babilónia. Destinava-se a apoiar a sua esperança de salvação. Nele, como ouvimos, o autor convida-os a reconsiderar a história dos seus antepassados, repleta de maravilhas operadas pelo Senhor em favor do Seu povo. Recorda-lhes que em todo o mundo jamais se ouviu dizer que algum deus tenha actuado com tal poder para libertar o seu povo como o fizera Javé por Israel.

Sabendo como foram amados e auxiliados por Deus, que ficou tão contristado pelos problemas e sofrimentos dos homens, os prisioneiros israelitas não poderão desanimar, pois o Senhor de novo virá para os libertar da escravidão em que se encontram. Deus não é um ente distante, mas um Deus próximo, amigo e protector que Se interessa pelos seus problemas e intervém em seu favor. Por isso, é motivo de alegria, de paz e tranquilidade para aqueles que acreditam n’Ele.

No meio dos contratempos e problemas da vida também nós devemos aprender que Deus nunca nos deixa sós ou desamparados. Por vezes somos tentados a depor a nossa confiança «noutros deuses» que nos parecem mais razoáveis, que não nos obrigam a mudar o coração, que nos possibilitam conservar ressentimento, ser maus, injustos, vingativos, corruptos ou desonestos.

Porém, há só um Deus que nos dá a vida e a felicidade e esse Deus é uma «família» aberta a todos os homens de boa vontade.

É uma família aberta a todos os homens

A «família» de Deus, a Trindade, está sempre aberta para acolher os seus novos filhos. O Pai quer que o Seu amor chegue a todas as criaturas.

Jesus, diz-nos no Evangelho, que o Pai Lhe concedeu todo o «poder» no céu e na terra e que nada escapa ao «domínio» que o Pai Lhe conferiu. Este «domínio» não se identifica com prepotência, mas consiste num serviço que se reconhece com a força de salvar, de levar a Deus todos os homens. E Ele comunica aos seus discípulos esse «poder» que o Pai Lhe deu. Os discípulos terão de ser o prolongamento de Cristo no mundo, para conduzir todos à redenção, ensinando e baptizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, com a garantia de que continuaria com eles até ao fim dos tempos. Depois da Ressurreição declara solenemente que será para sempre o «Deus-connosco», nessa Trindade.

No seu ensinamento diz-nos que Deus não é um Deus sozinho, mas uma «família», modelo de unidade e de comunhão de pessoas. Esta «família» de Deus, a Trindade, é a imagem perfeita da harmonia, da plena integração, da total realização, que acontece na abertura do encontro em diálogo de amor com as outras pessoas. Esta unidade de todos na paz da «casa» do Pai realizar-se-á plenamente quando todos os homens, por intermédio dos Seus discípulos, receberem a Boa Nova da salvação, pela Ressurreição de Cristo.

E ensina-nos de que, como família, temos a graça de poder chamar a Deus: «Abba, Pai!»

E ensina-nos a chamar-Lhe «Abba, Pai»!

Não somos já meras criaturas, não somos servos que ajudam o patrão na esperança de conseguir um prémio ou no receio de receber um castigo. Somos filhos que alcançaram d’Ele a mesma vida. O Espírito que nos foi comunicado leva-nos a gritar a Deus, cheios de confiança e alegria: «Abba, Pai!».

A religião dos castigos, do receio, dos méritos, a religião de quem reza a um Deus distante que não sente dentro de si, é inconciliável com a profissão de fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Estaremos nós repletos da presença deste Deus no mundo, especialmente ante quem sofre, quem erra, para quem é pobre? Confiamos que Ele não nos abandona? Acreditamos que o «poder» dado a Jesus e por Ele comunicado através do Espírito Santo acabará por levar todos os homens à salvação?

Então, mantenhamo-nos fiéis ao baptismo que recebemos em nome da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, para difundirmos no mundo este amor de Deus por todos os homens.

 

Fala o Santo Padre

 

«Deus, não obstante seja um e único, não é solidão, mas comunhão entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Pois o amor é essencialmente dom de si, e na sua realidade original e infinita é Pai que se entrega, gerando o Filho que, por sua vez, se entrega ao Pai, e o seu amor recíproco é o Espírito Santo, vínculo da sua unidade»

Nesta festa celebramos Deus: o mistério de um único Deus. E este Deus é o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Três Pessoas, mas Deus é um só! O Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito é Deus. Mas não são três deuses: é um Deus em três Pessoas. Trata-se de um mistério que nos foi revelado por Jesus Cristo: a Santíssima Trindade. Hoje paramos para celebrar este mistério, pois as Pessoas não são adjetivação de Deus, não. São Pessoas reais, diversas, diferentes; não são - como disse aquele filósofo - “emanações de Deus”, não, não! São pessoas. Há o Pai, a quem rezo com o Pai-Nosso; há o Filho, que me concedeu a redenção, a justificação; há o Espírito Santo, que habita em nós e na Igreja. E isto fala ao nosso coração, porque o encontramos encerrado naquela expressão de São João, que resume toda a Revelação: «Deus é amor» (1 Jo 4, 8.16). O Pai é amor, o Filho é amor, o Espírito Santo é amor. E na medida em que é amor, Deus, não obstante seja um e único, não é solidão, mas comunhão entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Pois o amor é essencialmente dom de si, e na sua realidade original e infinita é Pai que se entrega, gerando o Filho que, por sua vez, se entrega ao Pai, e o seu amor recíproco é o Espírito Santo, vínculo da sua unidade. Não é fácil compreender, mas pode-se viver este mistério, todos nós podemos, pode-se vivê-lo em grande medida!

Este mistério da Trindade foi-nos revelado pelo próprio Jesus. Ele fez-nos conhecer o rosto de Deus como Pai misericordioso; apresentou-se a Si mesmo, verdadeiro homem, como Filho de Deus e Verbo do Pai, Salvador que dá a sua vida por nós; e falou do Espírito Santo que procede do Pai e do Filho, Espírito da Verdade, Espírito Paráclito - no domingo passado falamos sobre esta palavra “Paráclito” - ou seja, Consolador e Advogado. E quando Jesus apareceu aos Apóstolos, depois da ressurreição, Jesus enviou-os para evangelizar «todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28,19).

Portanto, a festa de hoje faz-nos contemplar este maravilhoso mistério de amor e de luz, do qual derivamos e para o qual se orienta o nosso caminho terrestre.

No anúncio do Evangelho e em todas as formas da missão cristã, não se pode prescindir desta unidade à qual Jesus chama, entre nós, seguindo a unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo: não se pode prescindir desta unidade. A beleza do Evangelho deve ser vivida – a unidade - e testemunhada na concórdia entre nós, que somos tão diferentes! E ouso dizer que esta unidade é essencial para o cristão: não se trata de uma atitude, de um modo de dizer, não, é essencial, pois é a unidade que nasce do amor, da misericórdia de Deus, da justificação de Jesus Cristo e da presença do Espírito Santo no nosso coração.

Na sua simplicidade e humildade, Maria Santíssima reflete a Beleza de Deus, Uno e Trino, pois aceitou plenamente Jesus na sua vida. Que Ela sustente a nossa fé e nos torne adoradores de Deus e servidores dos irmãos.

Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 30 de maio de 2021

[Multimídia]

 

 

Oração Universal

 

Irmãos,

ao Deus uno e trino,

Pai, Filho e Espírito Santo,

elevemos as nossas orações,

dizendo:

 

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

 

1. Deus Pai, todo-poderoso e eterno,

conservai na unidade do amor e da verdade

o Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

 

2. Jesus Cristo, Filho de Deus,

concedei-nos o vosso Espírito Consolador,

como o fizestes com os vossos apóstolos

reunidos no Cenáculo,

 

3. Divino Espírito Santo,

concedei-nos os vossos frutos:

caridade, alegria, paz, paciência, benignidade

e bondade,

 

4. Pai de bondade, enviai aos nossos corações

o vosso Espírito de amor,

a fim de clamarmos com alegria: Abba, Pai,

 

5. Cristo, que nos concedestes

o Espírito Consolador que procede do Pai,

fazei-nos vossas testemunhas

diante dos homens,

 

6. Pai Santo, fazei que todos reconheçam

que Vós, Pai, Filho e Espírito Santo

sois um só Deus e «família» unida

que vive na fé e na caridade,

 

Pai Santo,

que vos revelastes aos homens

como família de verdade,

em Jesus Cristo Ressuscitado

e no Espírito de santidade,

concedei que reconheçamos com fé

a glória da eterna Trindade.

Por nosso Senhor Jesus Cristo...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Com os benditos Anjos, M. Faria, NRMS, 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, os dons sobre os quais invocamos o vosso santo nome e, por este divino sacramento, fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Prefácio

 

O mistério da Santíssima Trindade

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito santo, sois um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza. Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória, nós o acreditamos também, sem diferença alguma, do vosso Filho e do Espírito Santo. Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade, adoramos as três Pessoas distintas, a sua essência única e a sua igual majestade.

Por isso Vos louvam os Anjos e os Arcanjos, os Querubins e os Serafins, que Vos aclamam sem cessar, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. Silva, NRMS, 14

 

Monição da Comunhão

 

Através da comunhão com Cristo ressuscitado, ajudai-nos, Senhor, a sermos testemunho vivo do imenso amor que nos dedicais como família trinitária próxima de nós e atenta a todas as nossas necessidades, problemas e dificuldades.

 

Cântico da Comunhão: Glória ao Pai que nos criou – C. Sila, OC, pg128

cf. Gal 4, 6

Antífona da comunhão: Porque somos filhos de Deus, Ele enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abba, Pai.

 

Cântico de acção de graças: Louvor e Glória a Vos para sempre – M. Faria NRMS, 21

 

Oração depois da comunhão: Ao professarmos a nossa fé na Trindade Santíssima e na sua indivisível Unidade, concedei-nos, Senhor nosso Deus, que a participação neste divino sacramento nos alcance a saúde do corpo e da alma. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Seremos imagem da «família» de Deus, a Trindade, sempre que vivermos em harmonia e na abertura do encontro em diálogo de amor com as outras pessoas. Saibamos testemunhar esta Boa Nova da salvação como discípulos fiéis a Deus Pai, Seu Filho Jesus e ao amor do Espírito Santo.

 

Cântico final: Com a bênção do Pai, – J. Santos, NRMS, 38

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

8ª SEMANA

 

2ª Feira, 27-V: O valor da fé e da riqueza.

1 Ped 1, 3-9 / Mc 10, 17-27

A fé tem muito mais valor do que o oiro (Leit.). Foi esta luz da fé que faltou ao homem rico, quando o Senhor lhe pediu para deixar tudo e segui-lo (Ev.).

O homem rico, embora vivesse bem os mandamentos da Lei de Deus, desde a sua juventude, não foi capaz de viver uma conversão em relação aos bens materiais, e partiu triste (Ev.). Todos precisamos ter presente esta avaliação das coisas, pessoas e acontecimentos, feita pelo próprio Senhor. Por exemplo, o tempo dedicado a Deus nunca é uma perda de tempo e o mesmo se pode dizer das obras de misericórdia, etc.

 

3ª Feira, 28-V: A generosidade de Deus e a nossa.

1 Ped, 1, 10-16 / Mc 10, 28-31

Não há ninguém que tenha deixado casa, irmãs, que não receba agora, no tempo actual, cem vezes mais e, no tempo que há-de vir, a vida eterna.

Um dos caminhos para a vida eterna é a generosidade no desprendimento: fazer com que Cristo seja o centro de toda a vida cristã. A união com Ele há-de prevalecer sobre todas as coisas, quer se trate de laços familiares, sociais, etc. (Ev.).

Outro caminho é a aceitação dos sofrimentos, «pois o Espírito predisse-lhes os sofrimentos reservados a Cristo e as glórias que haveriam de seguir-se a esses sofrimentos» (Leit.). Deus paga com muito maior generosidade as nossas ofertas: cem vezes mais na vida actual e a glória da vida eterna (Ev.).

 

4ª Feira, 29-V: Partilhar o cálice com o Senhor.

1 Ped 1, 18-25 / Mc 10, 32-45

Não sabeis o que estais a pedir! Podeis beber o cálice que eu hei-de beber?

Para obter um lugar na vida eterna é preciso partilhar primeiro o cálice do Senhor (Ev.), isto é, participar da sua paixão, morte e ressurreição. A nossa resposta há-de ser igualmente: Podemos! Com os nossos sofrimentos completamos, de certo modo, o que falta à Paixão de Cristo (Col 1, 24). Aprendamos a oferecer ao Senhor as contrariedades, as enfermidades, a dor, todas as nossas acções.

Além disso, precisamos amar intensamente os nossos irmãos, do íntimo do nosso coração, e acreditar na palavra de Deus, que permanece eternamente.

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           António E. Portela

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial