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OS CAMINHOS DE DEUS

 

 

 

 

 

 

Hugo de Azevedo

 

 

 

Quando os restos dos mártires franciscanos passaram por Coimbra, tendo provocado grande emoção e conversões das populações do Sul, o coração do jovem crúzio vibrou de santa inveja. Também ele desejava morrer de amor por Cristo na terra dos infiéis africanos. Ambição tão forte, que pediu e obteve a saída da sua Ordem, que obteve ao fim de seis meses; e pôde seguir o novo chamamento divino.

Ei-lo já em terra de martírio, preparado, com um seu companheiro, para ser a próxima vítima, que também converteria muitas almas quando o seu corpo chagado voltasse a Portugal! O que não aconteceu por um motivo… ridículo! Adoeceu, não pôde pregar, ninguém deu por ele…

Que fazer, senão embarcar de novo para a sua terra, enfraquecido de alma e de corpo, e coberto de ridículo!?

Se não fosse por piedade divina, que o levou para Itália. Nosso Senhor teve pena dele, aceitou o seu amor desgarrado e levou-o para junto de Francisco, seu Mestre. E ali estava ele, um sábio, escutando o Santo, mais um de tantos… Até que S. Francisco nele reparou: era, de facto, um sábio! Uma bênção para a sua Ordem!

Como são os caminhos do Senhor! E quantos santos que só no Céu, pela graça de Deus, descobriremos!


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