7º Domingo da Páscoa

12 de Maio de 2024

 

Esta Celebração destina-se aos locais onde a solenidade da Ascensão se celebra na quinta-feira da Semana VI do Tempo Pascal.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Caminhamos na alegria – NRMS, 8

Salmo 26, 7-9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Diz-me o coração: «Procurai a sua face». A vossa face, Senhor, eu procuro; não escondais de mim o vosso rosto. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Após a Ascensão de Jesus ao Céu, os Apóstolos, reuniram-se no cenáculo com a Virgem Maria, Mãe de Jesus, preparando-se para receber o Espírito Santo prometido: “Não vos afasteis de Jerusalém até serdes revestidos da força do alto.” No próximo Domingo celebramos a festa do Pentecostes. São Lucas diz que o Espírito Santo desceu visivelmente, em forma de línguas de fogo, sobre os Apóstolos e “todos ficaram cheios do Espírito Santo.

Na segunda leitura, São João revela-nos a verdadeira identidade do nosso Deus. “Deus é amor.”  Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e nós permanecemos n’ Ele.

No Evangelho, escutamos a Oração sacerdotal de Jesus, pedindo pelos Apóstolos: “Pai santo guarda no teu nome aqueles que me deste para que tenham em si mesmos a plenitude da alegria. Eu consagro-me por eles para que também eles sejam consagrados na verdade.”

 

Oração colecta: Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo e fazei que, assim como acreditamos que o Salvador do género humano está convosco na glória, assim também sintamos que, segundo a sua promessa, está connosco até ao fim dos tempos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: “Senhor, indicai-nos qual destes dois (Matias e Barsabás) escolhestes para ocupar o lugar que Judas abandonou. A sorte caiu em Matias.”

São Pedro, chefe do Colégio Apostólico, interpretando o que estava escrito no Livro dos Salmos, tomou a iniciativa: “É necessário escolher de entre nós alguém dos que andaram connosco todo o tempo que Jesus passou no meio de nós, até ao dia em que foi elevado ao Céu para que se torne connosco testemunha da sua Ressurreição.” Actos 1,15-17.20-26

 

Actos dos Apóstolos 1,15-17.20a.20c-26

15Naqueles dias, estavam reunidas cerca de cento e vinte pessoas. Pedro levantou-se no meio dos irmãos e disse: 16«Irmãos, era necessário que se cumprisse o que o Espírito Santo anunciou na Escritura, pela boca de David, a respeito de Judas, que foi o guia dos que prenderam Jesus. 17Na verdade, era um dos nossos e foi-lhe atribuída uma parte neste ministério. 20aEstá escrito no Livro dos Salmos: 20c'Receba outro o seu cargo'. 21É necessário, portanto, que de entre os homens que estiveram connosco durante todo o tempo que o Senhor Jesus viveu no meio de nós, 22desde o baptismo de João até ao dia em que do meio de nós foi elevado ao Céu, um deles se torne connosco testemunha da sua ressurreição. 23Apresentaram dois: José, chamado Barsabás, de sobrenome Justo, e Matias. 24E oraram nestes termos: 'Senhor, que conheceis o coração de todos os homens, indicai-nos qual destes dois escolhestes 25para ocupar, no ministério apostólico, o lugar que Judas abandonou, a fim de ir para o seu lugar'. 26Deitaram sortes sobre eles e a sorte caiu em Matias que foi agregado aos onze Apóstolos.»

 

O relato da eleição de Matias para o lugar de Judas põe em relevo características importantes da constituição da Igreja de Cristo. Refazer o número doze dos Apóstolos mostra-se extraordinariamente importante para que se perceba que a Igreja é o novo povo de Deus, assente não em doze tribos, mas num colégio de doze homens eleitos por Deus. Por outro lado, deixa-se ver como Pedro é o chefe do Colégio Apostólico, ao tomar uma iniciativa tão importante: «Pedro levantou-se no meio dos irmãos» (v. 15). É de notar como Lucas dá importância à figura de Pedro na sua obra, pois este aparece sempre como figura central dos episódios em que intervém juntamente com os outros Apóstolos ou com os discípulos (cf. Act 2,14.37; 3,3-26; 4,8.19; 5,2-9.29; 8,14.20…); é ele quem primeiramente admite os gentios na Igreja (Act 10 – 11) e quem no Sínodo dos Apóstolos intervém primeiramente, como quem marca o rumo a tomar (Act 15,6-11).

21-22 «Testemunha da Ressurreição» de Jesus era uma condição essencial para os candidatos ao lugar de Judas, pois era isto o que mais garantia podia dar ao testemunho que o Apóstolo tinha a dar.

 

Salmo Responsorial Sl 102 (103), 1-2.3-4.8.10.12-13 (R. 8a)

 

Monição: “Bendiz, ó minha alma o Senhor.” Este salmo de louvor fala do perdão e das provas de amor de Deus para connosco. “Bendiz ó minha alma o Senhor e não esqueças nenhum dos seus benefícios. Como o Oriente dista do Ocidente, assim Ele afasta de nós os nossos pecados. ”

 

Refrão:    O Senhor é clemente e cheio de compaixão.

 

Ou:          Senhor, sois um Deus clemente e compassivo.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

 

Ele perdoa todos os teus pecados

e cura as tuas enfermidades;

salva da morte a tua vida

e coroa-te de graça e misericórdia.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade;

não nos tratou segundo os nossos pecados,

nem nos castigou segundo as nossas culpas.

 

Como o Oriente dista do Ocidente,

assim Ele afasta de nós os nossos pecados;

como um pai se compadece dos seus filhos,

assim o Senhor Se compadece dos que O temem.

 

Segunda Leitura

 

Monição: “Deus é amor.”

Este é o fundamento do nosso amor: “Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito.” São João dá testemunho do amor de Deus, alicerçado na própria experiência: Nós conhecemos o amor de Deus e acreditamos no seu amor.

 

1 São João 4, 11-16

Caríssimos: 11Se Deus nos amou tanto, também nós devemos amar-nos uns aos outros. 12A Deus ninguém jamais O viu. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e em nós o seu amor é perfeito. 13Nisto conhecemos que estamos n’Ele e Ele em nós: porque nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus. 16Nós conhecemos o amor de Deus por nós e acreditamos no seu amor. Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.

 

(Veja-se o comentário feito atrás para esta mesma leitura alternativa do 6º Domingo de Páscoa)

 

 

Aclamação ao Evangelho  

 

Monição: “Não vos deixarei órfãos.”

Antes de subir ao Céu, Jesus tranquiliza os seus discípulos: “Virei de novo e alegrar-se-á o vosso coração.” “Pai, que eles tenham em si mesmos a plenitude da alegria.” João 14,18.17,13

 

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (I)

 

Não vos deixarei órfãos, diz o Senhor:

vou partir mas virei de novo e alegrar-se-á o vosso coração.

 

 

Evangelho

 

São João 17, 11b-19

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: 11b«Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para que sejam um, como Nós. 12Quando Eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que Me deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição; e assim se cumpriu a Escritura. 13Mas agora vou para Ti; e digo isto no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da minha alegria. 14Dei-lhes a tua palavra e o mundo odiou-os, por não serem do mundo, como Eu não sou do mundo. 15Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. 16Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo. 17Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade. Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. 18Eu consagro-Me por eles, para que também eles sejam consagrados na verdade».

 

(Veja-se o comentário feito acima para esta mesma leitura alternativa do 6º Domingo de Páscoa)

 

 

Sugestões para a homilia

 

Deus é Amor. Nós conhecemos o amor de Deus e acreditamos no seu amor.

Que todos sejam um, como Eu e Tu somos um.

 

Deus é Amor.

Deus prova assim o seu amor: amou tanto o mundo que nos deu o seu próprio Filho, não para condenar, mas salvar. “Enviou-nos o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.” Jesus Cristo amou-nos e purificou-nos dos nossos pecados pelo seu sangue. Tinha ensinado que a maior prova de amor consiste em dar a vida por aqueles a quem amamos. Deu-nos o exemplo para que O imitemos. Se Deus nos amou assim, também devemos amar-nos uns aos outros. São João ensina: “Quem ama permanece em Deus e Deus permanece nele. Nós conhecemos o amor de Deus e acreditamos no seu amor.” Os Apóstolos foram testemunhas da pregação do divino Mestre e dos milagres que realizou. Foram testemunhas da Sua Paixão, da Sua morte e Ressurreição gloriosa. Não podiam ficar calados.

Nos três primeiros Domingos da Páscoa os Evangelhos descreveram as aparições de Jesus ressuscitado. Os Apóstolos podiam falar da sua experiência maravilhosa: “Nós vimos o Senhor Jesus ressuscitado! Nós comemos e bebemos com Ele, depois de ressuscitar dos mortos.”  Jesus ressuscitado, manifestou-se de vários modos. Na tarde do primeiro dia, estavam os Apóstolos reunidos no cenáculo. Jesus apareceu no meio deles e com toda a familiaridade disse-lhes: “A paz esteja convosco. Vede as minhas mãos e os meus pés. Tocai-me e vede.” Ao verem o Senhor, ficaram cheios de alegria. Mais tarde, com a força do Espírito Santo, anunciaram às autoridades judaicas: “Nós não podemos calar o que vimos e ouvimos. Saiba com absoluta certeza toda a casa de Israel: Esse Jesus que vós crucificastes, ressuscitou e foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos.”  Diz um hino da Liturgia das horas: Testemunhas da Verdade não podeis ficar calada. Ide proclamar bem alto o Senhor ressuscitado. Ressoem as vossas vozes, gritai aos confins da terra, a vida já vale a pena, pois Cristo venceu a morte.

 

Que todos sejam um, como Eu e Tu somos um.

Jesus, por tês vezes, anunciou aos discípulos a sua paixão, morte e ressurreição. Assim os foi preparando para a sua despedida. “Anuncio-vos todas estas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.” (João 10,27. 15,11) Jesus conforta os discípulos e fortalece-os para os acontecimentos dolorosos da paixão, que se avizinha. Como um pai cheio de ternura, Jesus junta os seus Apóstolos ao seu redor e falou-lhes assim: “Filhinhos, já é por pouco tempo que estou convosco. Dou-vos um mandamento novo. Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.” (João 13,34) “Deixo-vos a paz. Dou-vos a minha paz. Tende confiança, Eu venci o mundo.”[1]  Finalmente, prometeu-lhes a assistência do Espírito Santo. “Eu pedirei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco. O Espírito Santo vos ensinará e vos recordará tudo quanto vos disse. (João 14,15.26. 16,7.13-15)

 

 Ao longo de vários capítulos (13-17), São João narra o discurso da despedida, que termina com a Oração Sacerdotal. Depois de ter confortado os Apóstolos, Jesus reza a seu eterno Pai. “Pai chegou a hora. Pai santo consagra-os na verdade. Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de acreditar por meio da sua palavra. Que todos sejam um, como Eu e Tu somos um.”

Jesus ofereceu a Sua vida pela unidade dos seus discípulos. Todos os anos, de 18 a 25 de Janeiro, a Igreja celebra o oitavário de oração pela unidade dos cristãos. Ainda hoje a voz de Jesus nos estimula a rezar pela unidade dos cristãos, para que haja uma só Igreja: “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor.” [2]

 

Fala o Santo Padre

 

«Jesus foi para o céu: o primeiro homem diante do Pai.

Partiu com as feridas, que foram o preço da nossa salvação, e reza por nós.

E depois envia-nos o Espírito Santo, promete-nos o Espírito Santo, para irmos e evangelizarmos.

Eis o motivo da alegria de hoje, da alegria deste dia da Ascensão.»

 

Hoje, na Itália e noutros países, celebra-se a solenidade da Ascensão do Senhor. A página evangélica (Mc 16, 15-20) - a conclusão do Evangelho de Marcos - apresenta-nos o último encontro do Ressuscitado com os discípulos antes de ascender à direita do Pai. Normalmente, como sabemos, as cenas de despedida são tristes, causando a quantos permanecem um sentimento de perda, de abandono; mas nada disto acontece com os discípulos. Apesar da separação do Senhor, eles não se mostram desolados, mas, pelo contrário, alegres e prontos a partir como missionários pelo mundo.

Por que não ficam tristes os discípulos? Por que devemos também nós regozijar-nos ao ver Jesus subir ao céu?

A Ascensão completa a missão de Jesus entre nós. Com efeito, se foi por nós que Jesus desceu do céu, é sempre por nós que Ele sobe. Depois de ter descido à nossa humanidade e de a ter redimido - Deus, o Filho de Deus, desce e faz-se homem, assume a nossa humanidade e redime-a - agora Ele sobe ao céu, levando consigo a nossa carne. É o primeiro homem que entra no céu, pois Jesus é homem, verdadeiro homem, é Deus, verdadeiro Deus; a nossa carne está no céu e isto dá-nos alegria.

À direita do Pai encontra-se agora um corpo humano, pela primeira vez, o corpo de Jesus, e neste mistério cada um de nós contempla o seu destino futuro. Não se trata de forma alguma de abandono, Jesus permanece para sempre com os discípulos, connosco. Permanece na oração, pois como homem reza ao Pai, e como Deus, homem e Deus, mostra-lhe as feridas, as chagas com as quais nos redimiu. A oração de Jesus está ali, com a nossa carne: é um de nós, Deus homem, e reza por nós. E isto deve dar-nos segurança, aliás alegria, uma grande alegria!

E o segundo motivo de alegria é a promessa de Jesus. Ele disse-nos: «Enviar-vos-ei o Espírito Santo». E ali, com o Espírito Santo, dá-se aquele mandamento que Ele faz precisamente na despedida: «Ide pelo mundo, anunciai o Evangelho!». E é a força do Espírito Santo que nos leva pelo mundo para anunciar o Evangelho. É o Espírito Santo daquele dia, que Jesus prometeu, e nove dias depois veio na festa de Pentecostes. Foi precisamente o Espírito Santo que tornou possível que todos nós sejamos assim hoje. Uma grande alegria! Jesus foi para o céu: o primeiro homem diante do Pai. Partiu com as feridas, que foram o preço da nossa salvação, e reza por nós. E depois envia-nos o Espírito Santo, promete-nos o Espírito Santo, para irmos e evangelizarmos. Eis o motivo da alegria de hoje, da alegria deste dia da Ascensão.

Irmãos e irmãs, nesta festa da Ascensão, enquanto contemplamos o Céu, para onde Cristo ascendeu e está sentado à direita do Pai, peçamos a Maria, Rainha do Céu, que nos ajude a ser testemunhas corajosas do Ressuscitado no mundo, nas situações concretas da vida.

 

Papa Francisco, Regina Caeli, Praça São Pedro, 16 de maio de 2021

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

Jesus pede-nos hoje, no Evangelho: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei!”

Supliquemos cheios de confiança:

 

Cristo ressuscitado, ouvi-nos!

 

1. Pela Igreja que caminha com os homens,

Para que os ensine a amarem-se uns aos outros

na alegria de Jesus ressuscitado, oremos, irmãos.

 

2.    Por aqueles que proclamam o Evangelho

e procuram levá-lo a toda a parte,

para que cresça o número dos que os escutam, oremos, irmãos.

 

3.    Pelos que sofrem tribulações,

para que Deus enxugue as lágrimas dos seus olhos

e lhes mostre a sua misericórdia, oremos, irmãos.

 

4.    Pelos pais cristãos e pelos seus filhos,

para que acreditem em Jesus, aceitem o seu Mandamento

 e se amem uns aos outros na verdade, oremos, irmãos.

 

5.    Por todos nós aqui reunidos em assembleia,  

para que a Ceia do Senhor que celebramos

nos recorde que sem Ele nada podemos fazer, oremos, irmãos.

 

 

Senhor nosso Deus, que glorificastes o Vosso Filho,

Ressuscitando-o de entre os mortos e o coroaste de glória,

sentando-O à Vossa direita, fazei-nos cumprir o que Ele nos mandou,

para nos tornarmos seus discípulos.

Ele que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo,

por todos os séculos dos séculos. Ámen.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Honra Glória e Louvor – J. F. Silva, NRMS, 1 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 38

 

Monição da Comunhão

 

“Empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito. Há uma só esperança na vida a que fomos chamados.” Efésios 4,3-4

Nesta comunhão, rezemos: “Que todos sejam um, ó Pai, como Eu e Tu somos um.” (João 17, 21)

 

Cântico da Comunhão: Habitarei para sempre – C. Silva, OC, pg 134

cf. Jo 17, 22

Antífona da comunhão: Eu Vos peço, ó Pai: assim como Nós somos um, também eles sejam consumados na unidade. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Louvai ao Senhor – M. Simões, NRMS, 2 (I)

 

Oração depois da comunhão: Ouvi-nos, Deus nosso salvador, e, por estes sagrados mistérios, confirmai a nossa esperança de que todo o Corpo da Igreja alcançará um dia o mistério de glória inaugurado em Cristo, sua Cabeça. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Estamos a viver um ano dedicado à oração. A oração é como um grito que sai do coração de quem crê e confia em Deus. A oração é um bem incomparável, porque nos põe em comunhão íntima com Deus. Assim como os nossos olhos corporais são iluminados ao receber a luz, assim também a alma que se eleva para Deus é iluminada pela sua luz inefável. A oração é luz da alma, verdadeiro conhecimento de Deus, mediação entre Deus e os homens. Por meio da oração, a alma é elevada até aos Céus e une-se ao Senhor num abraço inefável; como criança que, chorando, chama por sua mãe, a alma deseja o leite divino, pede que sejam ouvidos os seus apelos e recebe dons superiores a tudo o que é natural e visível.

A oração é venerável mensageira que nos leva à presença de Deus, alegra a alma e tranquiliza o coração. A oração é desejo de Deus, piedade inefável, que não provém dos homens, mas da graça divina, como diz São Paulo: Não sabemos o que devemos pedir em nossas orações, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. (Das homilias de São João Crisóstomo, bispo)

 O Santo Padre, abriu oficialmente o Ano de Oração, no Domingo da Palavra de Deus, a 21 de Janeiro 2024. Anunciou que os próximos meses levar-nos-ão à abertura da Porta Santa, com a qual iniciaremos o Jubileu de 2025: “Peço-vos que intensifiqueis a vossa oração, a fim de nos prepararmos para viver bem este acontecimento de graça e experimentar a força da esperança de Deus. Este ano 2024, será um ano dedicado a redescobrir o grande valor e a necessidade absoluta da oração na vida pessoal e na vida da Igreja.”

 

Cântico final: Com profundo amor – M. Faria, NRMS, 2 (I)

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           José Roque

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 



[1] João 14, 27.16,33

[2] João 10, 16


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