A  abrir

A intimidade com Deus

 

 

 

 

 

 

 

Hugo de Azevedo

 

 

 

 

A vinda do Espírito Santo produz e impele à intimidade com Deus. À oração. Vale a pena seguir o exemplo e os conselhos dos Santos, como os de S. João Clímaco no seu «Diálogo com Deus»: «A oração é o apoio do mundo e a reconciliação com o Senhor (…) propiciação dos nossos pecados, defesa da tentação (…) Reza com toda a simplicidade, até com uma só expressão, como fizeram o publicano e o filho pródigo que se dirigiram a Deus misericordioso (…) Não te empenhes em cuidar minuciosamente das palavras que deves usar na oração. A miúde, os simples balbucios dos meninos aplacam o Pai que está no Céu (cfr. Mt 6, 9). Não busques muitas palavras (Mt 6, 7) porque isso provoca a dissipação da mente. Com uma pequena frase, o publicano agradou ao Senhor (Lc 18, 3)… Quando a certa altura há uma palavra que te agrada e leva à compunção, permanece aí; então se unirá à tua oração o teu Anjo da guarda…» («A Escada do Paraíso», esc. XXVIII, 188- 190)

E quantas vezes a oração não terá sequer palavras nem ideias, como podem ser tanto ou mais expressivos do que as palavras o sorriso dos que se amam, ou as lágrimas de compaixão!

Essa á a nossa principal missão na Igreja e no mundo: rezar. Principal, não única, evidentemente. Mas as próprias atividades litúrgicas valem mais por si mesmas do que pela nossa devoção, e as de serviço ao próximo, mais pelo que as motiva do que por elas mesmas.

 


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