DO PAÍS

 

 

AÇORES – promoção de excluídos

Projeto desenvolvido pela cooperativa Kairos, procura a promoção das pessoas mais excluídas.

No dia 6 de dezembro, o bispo de Angra, visitou pela primeira vez a cooperativa Kairos, em Ponta Delgada, tendo enaltecido o trabalho que desenvolvem com a incubação de iniciativas de Economia Solidária, focada na pessoa.

“Quando as respostas sociais colocam a pessoa no centro, há sempre formas inovadoras de garantir a sua formação e inclusão” defendeu D. Armando Esteves, que elogiou a “capacidade criativa” e as “formas muito atualizadas” de resposta aos problemas concretos das pessoas, considerando-as quase individualmente, segundo informou o portal diocesano Igreja Açores.

A missão da cooperativa passa por ativar as pessoas de forma a serem elas, os protagonistas da sua própria valorização, trilhando o caminho da autonomia, qualidade de vida e felicidade.

O projeto, nasceu em 3 de novembro de 1995, por iniciativa da Associação dos Centros Sociais e Paroquiais da Ilha de S. Miguel.

D. Armando Esteves afirmou na sua intervenção, ter ido para aprender, tendo destacado três aspetos notáveis: a alegria de todos os técnicos e monitores, com o trabalho que desenvolvem e o gosto que revelam por pertencer a este projeto; a felicidade dos utentes que se sentem considerados e integrados nesta grande família e a atenção dada à inovação.

O Bispo de Angra percorreu também o espaço formativo Perkursos, que procura dar ferramentas e desenvolver competências bem como promover a reabilitação juvenil.

A Perkursos desenvolve trabalho a três níveis: escolar. relacional e em contexto de trabalho.

Presentemente, são 80, os jovens que recebem competências a nível de 6º, 9º e 12º ano, no âmbito do programa Reativar Escolar.

 

 

IGREJA – congresso eucarístico

Congresso Eucarístico em Braga, quer ser sinal de esperança sem deixar ninguém de fora

Em conferência de imprensa, do dia 15 de janeiro, D. José Cordeiro, arcebispo de Braga, anunciou que o Congresso Eucarístico Nacional (CEN), que vai decorrer na cidade, de 31 de maio a 2 de junho, quer ser “um sinal de esperança”, para a Igreja e a sociedade, aberto a todos.

“Queremos que esta partilha do pão, alimente a esperança e – nos vários outros momentos culturais, espirituais, pastorais – seja de facto este sinal de esperança, que a Igreja presente em Portugal, quer oferecer â Igreja e ao mundo de hoje, não deixando ninguém de fora”, referiu D. José Cordeiro.

O V Congresso Eucarístico Nacional, com o tema «Partilhar o pão, alimentar a Esperança. Reconheceram-n’O ao partir o pão’», foi apresentado no Hotel João Paulo II no Sameiro – Braga, na tarde do dia 15 de janeiro,

“É um momento de pausa, em que toda a Igreja presente em Portugal centra naquilo que é essencial, a Eucaristia. E por ser Páscoa semanal, seja ainda mais evidente”. Por reflexões, por celebrações, por peregrinação, no nosso caso, queremos que a centralidade da Eucaristia e do domingo, como a Páscoa semanal. Seja ainda mais saliente”, assinalou o arcebispo primaz.

“Não queremos que seja apenas comemorativo, mas queremos que seja projetivo, no sentido de abrir ao futuro, porque a eucaristia é o coração do coração da Igreja. E a Igreja não vive sem a Eucaristia. Sem a Eucaristia não há Igreja”, observou D. José Cordeiro.

O Arcebispo de Braga desejou que o V CEN, seja um momento de grande celebração, mas sobretudo de grande fecundidade para a Igreja”, segundo o dinamismo que aconteceu na Jornada Mundial da Juventude 2023 e lançamento do Jubileu de 2025.

 

 

IGREJA – deficiência visual

Comunidade Católica com Deficiência Visual (CCDV), atenta às dificuldades dos cegos.

A Comunidade Católica com Deficiência Visual, no âmbito do Dia Mundial do Braille (4 de janeiro) promoveu uma tertúlia online, que teve lugar a partir das 21 h do dia 7 de janeiro.

A iniciativa, que teve por objetivo fazer “refletir com toda a Igreja e sociedade civil sobre a importância que o Braille deve ter na vida da Igreja”, designadamente na evangelização das pessoas com deficiência visual, teve por tema: «Braille, uma porta para o serviço»

A iniciativa contou com o apoio do Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência, da Conferência Episcopal Portuguesa.

A CCDV surgiu no final de 2021, é uma iniciativa integrada no Serviço Pastoral à Pessoa com Deficiência, da CEP, em conjunto com a Federação Internacional de Cegos Católicos (FIDACA).

Esta comunidade tem como objetivo, realizar, promover e apoiar atividades dirigidas a pessoas com deficiência visual, bem como a ações dirigidas aos agentes pastorais.

A Comunidade Católica com Deficiência Visual, é aberta a todos aqueles que “queiram partilhar a sua fé” e reúne numa periocidade mensal em formato online.

 

 

Patriarcado

Patriarca de Lisboa alertou para os «efeitos devastadores» da ausência de Deus na sociedade.

No dia 3 de dezembro, o patriarca de Lisboa, presidiu no Mosteiro dos Jerónimos, à ordenação de cinco diáconos.

Na homilia, alertou para os efeitos devastadores da “ausência de Deus” na vida pessoal e na sociedade.

“Desde já vos exorto a fazer-vos próximos daqueles e daquelas que não sentem, ou já não pressentem Deus, nas suas vidas. Atualmente são uma imensidão, particularmente entre os jovens, mas também entre os pobres, ou entre os que descreem da sua ação redentora no mundo”, referiu D. Rui Valério.

Sublinhou que para muitos irmãos e irmãs, a experiência que tem de Deus. é a sua ausência, do seu afastamento, do seu silêncio.

“Assistir passivamente â privação de Deus, da Vida dos pobres, ficar na praia a ver mulheres e homens, distanciarem-se dele, perderem o sentido da sua presença nas suas vidas, não só é uma traição a Cristo e ao seu Evangelho, mas é ser cúmplice do mais atroz esvaziamento do ser humano, que é ficar privado da bênção de um horizonte de esperança que só a comunhão com o Pai, pode dar”, prosseguiu.

«Procurai compreender que a ausência do Senhor, não produz no ser humano apenas um sentimento de solidão, também o priva de qualquer esperança e mergulha multidões de pessoas numa noite existencial onde tudo parece absurdo e nada aparenta fazer sentido,»

Dos cinco diáconos ordenados, três, são diáconos permanentes.

 

 

 

JMJ – oportunidades

D. Américo Aguiar alertou para a necessidade de não deixar morrer a oportunidade oferecida pela JMJ Lisboa 2023.

Na habitual entrevista semanal concedida conjuntamente à Agência Ecclesia e Renascença, o presidente da Fundação da JMJ 2023, disse que o encontro da JMJ e a visita a Portugal do Papa Francisco, são oportunidade de valorização não só desta geração como das seguintes.

D. Américo Aguiar, falava no contexto do 38º Dia Mundial da Juventude, que a Igreja Católica celebrou no Dia de Cristo Rei, três meses depois do encontro mundial de Lisboa em que participaram mais de milhão e meio de jovens.

O Cardeal recordou que o Papa Francisco deixou os jovens portugueses “no topo de uma onda”, após quatro anos de preparação, e agora “cada um no seu território”, tenta continuar e não perder o entusiasmo inicial.

Referiu que boas iniciativas, tem chegado, referindo “uma espécie de caminhada sinodal” a nascer em algumas dioceses portuguesas.

 

 

Opus Dei

Gabinete de imprensa do Opus Dei, em Portugal tem nova responsável

Dora Isabel Rosa, é a nova responsável pelo gabinete de imprensa do Opus Dei, em Portugal, segundo informação enviada pela Prelatura, no dia 28 de novembro, à Agência Eclesia.

A diretora, licenciada em Sociologia, trabalhou em várias rádios e pertence ao Opus Dei, desde 2011.

“Embora trabalhe em comunicação há cerca de 30 anos, este projeto representa para mim um grande desafio porque se trata de uma comunicação muito particular, já que, tem como objetivo, ajudar as pessoas a comunicarem as coisas de Deus aos homens, numa sociedade que nem sempre está aberta a essa mensagem” -referiu Dora Isabel Rosa no comunicado enviado.

O anterior responsável, Pedro Gil, mantém-se no gabinete como subdiretor.

 

 

JMJ – manter viva a chama da JMJ

Paróquia de Santa Isabel – Lisboa pretende manter viva a chama da JMJ Lisboa, 2023

Em comunicado de 27 de dezembro, enviado à Agência Ecclesia, a Paróquia de Santa Isabel, em Lisboa, informou a realização de quatro encontros a realizar nos dias 04, 11, 18 e 25 de janeiro de 2024, às 21.30 h no Auditório da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa.

Tem por tema: «Empreendedores de sonhos, construtores da paz».

Conta, na primeira sessão com D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa, em diálogo com Maria João Avillez, sobre «O encontro com Jesus. Uma história de vida. “Manter viva a chama da JMJ”».

«Num mundo em guerra, como falar da Reconciliação e da Paz?», é o tema escolhido para a sessão do dia 11 de janeiro, orientada por Mónica Dias e José Tomaz Castello Branco, em diálogo com Jorge Wemans.

No dia 18 de janeiro, o tema «Cuidar da Casa Comum: sociedade, justiça, bem», contará com o diálogo ente Maria Lúcia Amaral e Sofia Câmara.

Termina o ciclo no dia 25 de janeiro com o tema: «Partilhar o Pão, alimentar a Esperança. O caminho sinodal», e conta com a intervenção de Octávio Carmo e António Marujo em diálogo com Inês Costa Pereira.

 

 

Apelo a uma “nova cultura”

Patriarca de Lisboa apelou a uma “cultura de cooperação e inclusão” na sociedade portuguesa

O Patriarca de Lisboa, apelou na Missa de Natal, à construção de uma “cultura de cooperação e inclusão”, na sociedade portuguesa, apontando ao novo ciclo político que se vai viver em 2024-

“Vivemos hoje culturalmente a atrocidade da bipolarização, que impõe a obrigatoriedade da provocação, do confronto inconciliável, que apenas gera divisão e é incapaz de fomentar uma cultura de cooperação e inclusão de que tanto necessita o nosso país, particularmente num momento tão decisivo como o que estamos a viver”, referiu D. Rui Valério, na Eucaristia a que presidiu na Sé de Lisboa.

D. Rui Valério destacou que a celebração do nascimento de Jesus convida todos a “receber a nova vida divina”, e a “dar a própria vida por amor, a fim de que outros vivam”, unindo todos na “construção de dias mais verdadeiros e solidários”.

Convidou a encontrar em todo o menino, em todo o irmão pobre e em todo o vulnerável, um brilho de luz da noite de “ontem” que se repete “hoje” e sempre que nos aproximamos de Deus e nos submetemos a Ele, encontrando o Seu amor quando amamos os outros.

A homilia destacou ainda a importância de um “horizonte transcendente”, para dar sentido à existência: “Tanto o homem da era digital como o da pré-história, só em Deus encontra caminhos para superar a finitude e assegurar a sua precária aventura terreste”, acrescentou.

E convidou: “Não tenhais medo da força do amor, que o Menino quer infundir a todos, para ser, finalmente, o amor, o critério e a medida da aproximação aos outros, à existência e a todas as criaturas”.

 

 

Seminário Maior de Setúbal, lançou campanha para apadrinhamento de estudos.

O Seminário Maior de S. Paulo, em Almada, lançou uma campanha para apresentar os seminaristas da Diocese de Setúbal, promovendo o apadrinhamento dos estudos, de cada um, na sequência da Semana de Oração pelos Seminários.

Na publicação do Seminário nas redes sociais, foi tornada pública a iniciativa, convidando os leitores a conhecer os candidatos ao sacerdócio, a orar por eles, e a apoiar diretamente a jornada dos seus estudos.

Com o mote “Ser Igreja também passa por ti”, a campanha foi divulgada ao longo da Semana de Oração pelos Seminários, entre 5 e 12 de novembro no facebook do Seminário e nas redes sociais da Diocese de Setúbal.

“Quando olho para um padre, aprecio o sentido de missão. Aquele querer levar o Evangelho a todos os cantos do mundo, a todos os povos”, referiu a mensagem de filipe Castro de 18 anos, que entrou este ano para o Seminário e se encontra no ano propedêutico, como informou o Seminário.

Outros testemunhos foram partilhados, num processo que pretendeu envolver toda a comunidade diocesana, porque cada católico tem a graça e a responsabilidade de zelar pelas vocações, como referiu o Seminário na apresentação do projeto.

No dia 10 de novembro os jovens de Setúbal reuniram-se no Seminário de Almada para uma vigília de oração

 

 

POLÍTICA – petição ao PR

Escolas Católicas pediram ao Presidente da República que impeça publicação de diploma de autodeterminação

A Associação Portuguesa de Escolas Católicas apresentou em 10 de janeiro ao Presidente da República, o pedido de não promulgação do Projeto de Lei nº 332/XV que prevê a autodeterminação nos estabelecimentos de ensino.

“Ao abrigo desta ideologia, legitimam-se verdadeiros atentados à dignidade humana e ao normal crescimento durante a infância e adolescência, fase da construção da identidade, permitindo-se precocemente intervenções cirúrgicas invasoras e humanamente limitadoras, medicação com efeitos irreversíveis, como bloqueadores da puberdade, num experimentalismo de consequências imprevisíveis “, refere a nota enviada à Agência Ecclesia.

O PL nº 332/XV, aprovado a 15 de dezembro de 2023, pela Assembleia da República, estabelece o “quadro jurídico para a emissão das medidas administrativas” que as escolas devem adotar para efeitos de implementação da Lei nº387/2018, a qual estabelece o direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género e o direito à proteção das caraterísticas sexuais de cada pessoa.”.

A Associação Portuguesa de Escolas Católicas, manifestou a mais viva oposição ao projeto de lei, em causa, acusando os deputados de promoção da chamada Ideologia de Género.

“No essencial esta ideologia vem desligar o sexo, (condição biológica) do género (assumido como socialmente construído) fazendo apologeticamente sobrepor o segundo, ao primeiro.”, esclarece a nota, enviada à imprensa.

Em Portugal existem 117 escolas católicas, frequentadas por quase 70 mil alunos do pré escolar ao ensino secundário, apoiados por cerca de 8 mil educadores docentes e não docentes.

 

 

SOCIEDADE – amizade e evangelização

«Um missionário no Oeste» testemunho de um trabalho pastoral centrado na amizade

O padre Joaquim Batalha, do Patriarcado de Lisboa, apresentou no dia 6 de novembro o seu livro “Um missionário no Oeste”, onde relata episódios da sua vida, centrada “no cultivo da amizade” com os seus paroquianos.

“Tenho muitos amigos e, desde muito cedo, a minha vida tem sido a cultivar a amizade, mas especialmente desde que sou padre”, disse à Agência Ecclesia, o sacerdote com 85 anos de idade, que está há mais de três décadas em paróquias da Lourinhã.

A obra, apresentada por D. Manuel Clemente, na Casa do Oeste (Ribamar – Lourinhã), pretende “motivar a esperança”, porque os tempos atuais “são muito difíceis, visto que a guerra domina as atenções, sublinhou o padre Joaquim Batalha, nascido em 1938, na Achada, concelho de Mafra.

O sacerdote, norteia a sua vida nos verbos: «Ver – Julgar – Agir», porque a vida só faz sentido quando se reflete e atua.”

O patriarca emérito de Lisboa, D. Manuel Clemente apresentou a obra “Um missionário no Oeste” e considera que o autor absorveu o essencial do Concílio Vaticano II, que era transformar a Igreja num instrumento de comunhão e união das pessoas”.

Com uma atenção “permanente no lado rural do oeste”, do Patriarcado de Lisboa, o padre Joaquim Batalha, foi “um agricultor com os agricultores” e um “pescador com os pescadores”, disse D. Manuel Clemente, à Agência Ecclesia.

No ambiente familiar, o sacerdote começou por aprender a arte de oleiro, ofício que abandonou ao entrar no seminário. Hoje considera-se mais “agricultor e pescador “, pelo envolvimento pastoral com os homens da terra e do mar.

Ao celebrar os 25 e os 50 anos do Concílio Vaticano II, envolveu as comunidades a estudar “deste grande acontecimento da Igreja”.

“O Concílio teve sempre uma grande importância na minha vida,” sublinhou o padre Joaquim Batalha. 

 


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