DO MUNDO

 

 

ÁFRICA – libertação de padre no Mali

Padre libertado ao fim de 371 dias de cativeiro

No dia 26 de novembro a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, noticiou a libertação de um sacerdote alemão, de 66 anos, que desenvolvia há cerca de três décadas trabalho ao nível de diálogo inter-religioso.

O sacerdote alemão, Hans Joachim Lohre, da Sociedade dos Missionários da África, lecionava no Instituto de Educação Cristã e foi junto desse estabelecimento de ensino, que foi sequestrado.

A notícia da libertação deste sacerdote, também conhecido por Padre Ha-Jo, foi confirmada por um funcionário da arquidiocese e por um funcionário do governo interino do Mali, não tendo sido dados pormenores sobre o estado de saúde do sacerdote, nem sobre as condições da sua libertação.

De acordo com a agência Fides que refere fontes diplomáticas e de segurança, o sacerdote terá sido raptado por elementos do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, ligado à Al Qaeda.

O sequestro do sacerdote foi visto como um sinal da deterioração das condições de vida da comunidade cristã naquele país africano, fruto da atuação violenta de diversos grupos jihadistas que operam com relativa impunidade na região de Sahel, uma vasta zona que inclui países como o Mali, Níger ou Burquina Faso.

 

 

IGREJA – Dicastério para os Leigos

Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, promove reflexão pastoral

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, terminou no final de dezembro de 2023, um podcast que desenvolveu em cinco episódios, para apoiar a reflexão sobre os temas relacionados como a “promoção da vida” e o apostolado dos leigos.

“Trata-se de um projeto simples e eficaz, disponibilizado para os bispos, agentes de pastoral e todos os que costumam pedir-nos ferramentas e contribuições para enriquecer a reflexão sobre os temas da promoção da vida e do apostolado dos fieis leigos, do cuidado pastoral dos jovens, da família e da sua missão para a proteção e apoio da vida humana”, disse o secretário do Dicastério, Gleison de Paula Souza, numa informação enviada à Agência Ecclesia.

O primeiro episódio, divulgado em conjunto com a Mensagem do Papa, para o III Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, centrou-se na necessidade de uma nova aliança entre jovens e idosos, com o objetivo de construir uma sociedade fraterna de encontro e diálogo.

O segundo podcast quis apresentar o IYAB – International Youth Advisory Body – um Conselho Consultivo Internacional da Juventude que apoia o Dicastério convidando os jovens a manifestarem-se na construção de uma Igreja sinodal.

O terceiro episódio apresentou o documento “Itinerários catecumenais, para a Vida Matrimonial”, e o quarto centrou-se no apostolado dos leigos.

O quinto apresentou «Chaves para a Bioética» e é um manual prático e atualizado para responder a questões que os jovens enfrentam diariamente dos desafios causados pelo progresso científico e tecnológico, focando respostas claras, simples mas completas sobre questões de bioética e moral para ajudar os jovens a compreender a beleza e a unicidade de cada vida humana.

O último episódio vai focar-se na forma como o Dicastério acompanha as associações de fieis, movimentos eclesiais e novas comunidades.

Os episódios estão disponíveis em italiano e inglês a partir do sítio da internet do Dicastério, mas também no canal oficial do Youtube e na plataforma Spotify

 

 

VATICANO – migrações

Papa Francisco considera as migrações como “sinal dos tempos”

Numa publicação online, por ocasião do Dia Internacional dos Migrantes, o Papa Francisco afirmou que “as migrações são um sinal dos tempos, no qual está em jogo a civilização”.

E acrescentou: “está também em jogo a fidelidade a Jesus”, sublinhando: “Era forasteiro e Me acolhestes”.

O Papa acrescentou que “é preciso um amor feito de proximidade, ternura e compaixão”. “Como o amor de Deus por nós”.

“No Dia Internacional do Migrante, salientamos a necessidade urgente de uma governação segura da migração, assente na solidariedade, na parceria e no respeito pelos direitos humanos.”, assinalou o secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, na sua mensagem para o Dia Internacional do Migrante.

O Dia Internacional do Migrante, ou (Dia Internacional das Migrações), foi instituído no ano 2000, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas e é celebrado anualmente a 18 de dezembro.

A Igreja Católica celebra anualmente o seu Dia Mundial do Migrante e do Refugiado desde 2019, no último domingo de setembro. A data foi celebrada pela primeira vez a 21 de fevereiro de 1915.

A mensagem do Papa para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2023, - a 109ªedição – teve por tema: “Livres para escolher migrar ou permanecer”.

 

 

VATICANO – bispo para S. Tomé

Papa nomeou novo bispo para São Tomé e Príncipe

O Papa Francisco nomeou em 9 de janeiro de 2024, D. João de Ceita Nazaré, de 50 anos, como novo bispo da diocese de São Tomé e Príncipe.

O bispo agora nomeado era membro do clero desta diocese lusófona e desempenhava até agora, funções de vigário-geral e Pároco da Catedral de Nossa Senhora das Graças, em São Tomé.

“Fica marcado na Igreja de São Tomé e Príncipe como o primeiro bispo nativo a conduzir os destinos da Diocese, depois de cinco séculos da presença do cristianismo”, como refere a nota divulgada pela diocese.

D. José de Ceita Nazaré, nasceu a 22 de agosto de 1973, em Trindade (São Tomé), tendo frequentado o Seminário Maior em Lisboa, formou-se em teologia na Universidade Católica Portuguesa e em Literatura Portuguesa, no Instituto Politécnico de Bragança.

Foi ordenado padre a 4 de agosto de 2006, em São Tomé.

A Diocese de São Tomé e Príncipe encontrava-se vacante desde Julho de 2022, quando o Papa aceitou a renúncia de D. Manuel António dos Santos, religioso português que tinha sido nomeado para esta missão em 2007.

D. António Pedro Bengui, bispo auxiliar de Luanda, Angola, desempenhou, desde então, as funções de Administrador Apostólico.

 

VATICANO - compromisso de católicos

Papa alerta contra o discurso de ódio na internet

Teve início no dia 24 de novembro. Em Verona – Itália a 13ª edição do Festival de Doutrina Social da Igreja.

Numa mensagem dirigida a organizadores e participantes o Papa Francisco pediu “que ninguém seja promotor de uma comunicação de descarte através da difusão de mensagens de ódio e da distorção da realidade na internet”.

A iniciativa teve por tema “socialmente livres” tendo o Papa pedido que a presença no mundo digital promova a “liberdade”, promovendo uma “comunhão de pessoas livres”.

“A comunicação atinge a sua plenitude na doação de si ao outro. Nesta relação de reciprocidade, desenvolve-se a teia da liberdade”, precisou o Papa.

Os três dias de Festival contaram com a participação de profissionais, empresários, professores e leigos, empenhados em “traduzir concretamente os ensinamentos do Evangelho na sociedade”.

 

 

VATICANO – nomeação pontifícia

Núncio Zaleweski foi nomeado representante pontifício residente no Vietname.

O arcebispo polonês de 60 anos também é núncio em Singapura.

Em julho passado, por ocasião da visita do presidente vietnamita, Vo Van Thuong, ao Vaticano foi assinado o Acordo sobre o Status do representante pontifício residente.

O Acordo, assinado em 27 de julho passado entre a Santa Sé e o governo da República Socialista do Vietname, ficou estabelecido com a nomeação do representante residente.

Durante as conversas entre o representante vietnamita e o Papa Francisco e, posteriormente com o secretário do Estado Vaticano, cardeal Pietro Parollin, segundo um comunicado conjunto, as duas partes expressaram grande apresso pelo progresso significativo nas relações bilaterais e pelas contribuições positivas feitas até agora pela comunidade católica no país.

Numa carta, enviada aos católicos deste país asiático no passado mês de setembro, o Papa Francisco, exortou a viverem como bons cristãos e bons cidadãos, dando testemunho de amor a Deus, sem distinção de religião, raça ou cultura.

 

VATICANO – Precariedade laboral

Papa Francisco alertou para a precariedade laboral, sobretudo nas camadas jovens.

A Associação Cristã de Trabalhadores Italianos (ACLI), promoveu no início de dezembro, em Roma, um encontro destinado aos participantes do “Labor Dì, um canteiro de obras para gerar trabalho”. O Papa na mensagem enviada aos participantes, alertou para a os contratos a prazo, trabalhos de curta duração que impedem o planeamento da vida.

Referiu também os baixos rendimentos e a baixa proteção que comparou a paredes de um labirinto, do qual não se consegue encontrar saída.

Os jovens precisam de ser ajudados a vencer esta precariedade e o sentimento de vazio, tirando-os das areias movediças da insegurança.

O evento envolveu cerca de 1200 estudantes de 20 escolas e 45 organizações empresariais.

O Papa, que se mostrou preocupado com a “sensação de vazio”, que gera desorientação e desmobilização, além de causar amargura e um sentimento de derrota.

Alertou ainda para o mau aproveitamento de recursos, muitas vezes mal utilizados que acabam por gerar “pressão constante, ritmos forçados, stress que provoca ansiedade, espaço relacional cada vez mais sacrificado em nome do lucro a todo o custo.

Abordou ainda um trabalho desumanizado, em que as tecnologias modernas como a inteligência artificial e a robótica ameaçam substituir a presença do homem.

Alertou por último para a “preocupante falta de segurança no trabalho, que ainda se verifica.

 

 

VATICANO – diplomacia

Papa apela a uma diplomacia que promova uma coexistência pacífica e o desenvolvimento humano dos povos.

No dia 7 de dezembro, o Papa Francisco, recebeu em audiência uma comissão composta por seis novos embaixadores que representam o Kuwait, Nova Zelândia, Malawi, Guiné e Chade, junto da Santa Sé. Durante o discurso o Papa, destacou a importância de uma “reconfiguração da diplomacia multilateral” e de “negociações em escala internacional”, especialmente num momento marcado por uma multiplicação de conflitos armados. O Pontífice referiu-se a essa situação como “uma terceira guerra mundial em pedaços”.

“À luz do escopo global dos conflitos atuais”, afirmou o Papa: “a comunidade internacional, vê-se obrigada a enfrentar, por meio dos instrumentos pacíficos da diplomacia, o desafio de buscar soluções abrangentes para as graves injustiças que tantas vezes os causam”

O Papa citando a Laudate Deum, sugeriu uma diplomacia capaz de fornecer respostas concretas aos problemas emergentes e conceber mecanismos globais capazes de lidar com as mudanças ambientais, sanitárias, culturais e sociais atualmente em curso.

«O nobre e paciente trabalho diplomático, ao qual vocês se dedicam, não deve buscar apenas prevenir e resolver conflitos, mas também consolidar a coexistência pacífica e o desenvolvimento humano dos povos, promovendo o respeito à dignidade humana, defendendo os direitos inalienáveis de cada homem, mulher e criança, além de promover modelos de desenvolvimento económico e humano, integral.».

Ao referir-se aos elementos primordiais do trabalho diplomático, o Papa destacou a gestão das mudanças climáticas, tema da sua intervenção na Cop28, em Dubai, apresentada pelo cardeal Pietro Parolin.

Lembrou que o futuro de todos, depende do presente que escolhemos. Terminou pedindo: “Rezemos para que os homens das nações se unam e tomem medidas concretas para entregar às gerações futuras, um mundo mais parecido com o jardim fértil que o Criador confiou aos nossos cuidados e administração”.

 


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