DA SANTA SÉ

 

 

IGREJA – papel da Universidade

Igreja percebida nas boas ações dos seus membros

Dirigindo-se aos representantes da Universidade Católica de Múrcia (Espanha), que recebeu em audiência no Vaticano, no dia 4 de janeiro, o Papa Francisco pediu que continuassem a trabalhar a partir do coração da Igreja, para levar Jesus Cristo a cada pessoa que se aproxima das suas salas de aula, das suas vidas, para os tornar capazes de aceitar Deus e dar testemunho d’Ele em qualquer esfera, construindo uma sociedade fraterna onde a Igreja seja percebida nas boas ações de seus membros.

Tudo o que o cristão faz como membro da Igreja, que é nossa mãe, deve ser missionário, evangelizador, e, justamente por isso, deve estar ligado intimamente à realidade humana, às questões profundas do homem, deve ser “profundamente existencial”.

Foi o que disse o Papa ao receber mais de 600 membros da Universidade Católica de Múrcia, por ocasião dos 25 anos da sua fundação.

Na breve saudação aos presentes, o Papa manifestou a sua alegria por recebê-los, ressaltando este importante aniversário da instituição educacional e o recente falecimento de seu fundador José Luis Mendonza Perez que foi recordado por seu bispo como um irmão, um crente, uma testemunha do amor de Deus, que quis passar fazendo o bem.

O Santo Padre considerou que a “essas palavras bonitas”, podia acrescentar que ninguém é perfeito, mas somos todos capazes de amar.

«Que Jesus Cristo os abençoe e que a Virgem da Misericórdia os proteja» concluiu o Pontífice, pedindo como faz habitualmente, que rezassem por ele.

 

 

SOCIEDADE – Educação

Papa Francisco pediu aos pais para não desistirem de educarem com valores e testemunho

O Papa Francisco recebeu no dia 11 de novembro, no Vaticano, os participantes da Assembleia-Geral e da Conferência da Associação Europeia de Pais. Pediu para não desistirem da educação com valores, posta em causa pelo “subjetivismo ético e pelo materialismo prático”.

“A dignidade da pessoa humana, embora constantemente afirmada, por vezes não é respeitada. Os pais apercebem-se rapidamente de que os seus filhos estão imersos neste ambiente cultural. O que eles absorvem dos meios de comunicação social, está muitas vezes em contradição com o que até, há umas décadas era considerado «normal», mas que já não é. Não é tarefa fácil, pois trata-se de valores que só podem ser transmitidos pelo testemunho da vida”, afirmou o Papa na sua intervenção.

O Papa encorajou os educadores a procurar o “direito” de criar e educar “em liberdade, sem se verem constrangidos em qualquer esfera, particularmente na da escolaridade, a aceitarem programas educativos contrários às suas crenças e valores”, que afirmou constituir “um desafio muito grande na atualidade”.

Abordou também o trabalho que a Igreja desenvolve com o «Pacto Global para a Educação», para que, com outras instituições se envolvam em compromissos por um mundo diferente, na promoção do diálogo entre culturas, da paz, e da ecologia integral.

Anunciou a criação de um «Pacto sobre a Família», com atores culturais, académicos, institucionais e pastorais, para uma atenção maior à família, nas suas relações homem e mulher, pais e filhos, irmãos e irmãs com o objetivo de superar algumas «ruturas» que atualmente enfraquecem o mundo da educação: a rutura entre educação e transcendência, a rutura nas relações interpessoais, e a rutura que afasta a sociedade das famílias, criando desigualdades e novas formas de pobreza.

O Papa enalteceu também as redes de apoio para os pais, facilitadoras de partilha de experiências, evitando o desânimo e o desencorajamento. Uma boa educação, permite que os jovens se sintam melhor preparados e não se sintam abandonados e desencorajados.

“Educar os filhos é ensinar-lhes o que significa ser plenamente humano. A cultura que nos rodeia pode mudar mas as necessidades do coração humano permanecem as mesmas, e acabamos por ver que isso, é verdade, mesmo na vida das crianças. Este deve ser sempre o nosso ponto de partida”, convidou.

 

 

VATICANO – delegação da JMJ

Papa recebeu delegação da JMJ Lisboa 2023.

O Papa Francisco, recebeu, no dia 30 de novembro, uma delegação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) lisboa 2023, a quem agradeceu o esforço que permitiram fazer deste encontro “um núcleo de evangelização forte, de alegria e de expressão juvenil”.

“Trouxe do encontro de Lisboa, uma emoção muito grande e lembro, também as pessoas simples”, disse o Papa, falando de uma forma espontânea com os participantes.

A audiência contou com a presença de centenas de pessoas, entre voluntários, parceiros empresariais, e responsáveis da Igreja e das entidades públicas envolvidas na organização da JMJ 2023.

O Papa disse ter ainda consigo, o rosário que lhe foi oferecido por uma senhora de 106 anos, Maria da Conceição Brito Mendonça, nascida no dia das Aparições de Fátima, a 13 de maio de 1917, e recordou o encontro com Edna Rodrigues, jovem com uma doença terminal que “tinha oferecido a vida pelas jornadas, pensando que ia morrer antes”.

Recordou também os filhos de uma peregrina francesa, que faleceu durante a sua estadia na capital portuguesa.

O Papa prestou homenagem ao trabalho de muitas pessoas e agradeceu particularmente ao presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. Américo Aguiar, um “cardeal especial, um pouco enfant terrible, mas muito bom”, concluiu.

“Recordo tanta gente simples, tanta! Também me lembro dos pasteis, são muito bons”, acrescentou, provocando uma gargalhada da assembleia.

Devido ao estado de saúde, afetada por uma infeção pulmonar, o Papa entregou o texto preparado, a monsenhor Ferreira da Costa, sacerdote português que trabalha na Secretaria de Estado do Vaticano, que o leu.

«Começo por renovar a minha gratidão e a da Igreja inteira, concretamente dos jovens. Foi-vos confiada a realização daquele encontro mundial. E vós fortes, com o auxílio de muitos, e uma graça extraordinária de Deus, não nos desiludistes.

Continuai a sonhar juntos. Continuai a envolver, em ondas sucessivas, novos companheiros sonhadores de uma sociedade feita por todos e no respeito de cada um. , Vou repetindo e fico contente por ver que muitos já me fazem eco: todos, todos, todos», apelou.

 

VATICANO – a mulher na Igreja

A Igreja precisa do olhar feminino para comunicar

O prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Rufini, encontrou-se com religiosas vindas da América Latina, Ásia, África e Europa, no início do mês de dezembro, durante o estágio de três meses que faziam na Rádio Vaticano.

“A Igreja precisa do olhar feminino sobre a realidade, para comunicar melhor”, disse o prefeito para o Dicastério da Comunicação do Vaticano, Dr. Paolo Rufini, no encontro que teve com as religiosas, em estágio, no dia 6 de dezembro.

Durante o encontro, foi feita uma experiência de sinodalidade, por meio da partilha, da escuta e da comunhão recíprocas.

Rufini falou dos fundamentos do Projeto Pentecostes que envolve religiosas de todo o mundo, no âmbito do Dicastério para a Comunicação. Enfatizou que “as irmãs podem ajudar a Igreja a construir uma rede de consagradas que se ocupe da comunicação e que ajude o Dicastério a comunicar e olhar a realidade, também a partir da visão feminina”.

Ressaltou também que, com este projeto que envolve tantas Irmãs, de todo o mundo, o Dicastério está semeando comunhão na Igreja, e comunhão da Igreja com o mundo. Isto favorece outrossim, na vocação religiosa, a dimensão fundamentai, do anúncio da Boa Nova do Evangelho ao mundo, não como coisa estranha, mas como algo que nos pertence e nos ajuda a viver melhor no mundo e a construir um mundo melhor.

Participaram no encontro um grupo de mulheres que participam na coordenação do projeto e trabalham no Dicastério para a Comunicação: Natasha Goverka, Sílvia Grechi e Kaja Kazakevicius.

 

VATICANO – divisões ideológicas

O Papa alertou para as divisões ideológicas na Igreja

No dia da Epifania o Papa Francisco alertou para divisões ideológicas na Igreja.

“Em vez de nos dividirmos com base nas nossas ideias, somos chamados a colocar Deus no centro, longe das ideologias eclesiásticas”, disse o Papa na homilia da Missa, celebrada no dia 6 de janeiro, na Basílica de S. Pedro. Usando a imagem da estrela que seguindo o relato evangélico, conduziu os sábios do oriente ao encontro com Jesus em Belém, desafiou os católicos a abrir frestas de luz, nas densas trevas que envolvem muitas situações sociais.

“Que o caminho da fé não se reduza a um conjunto de práticas religiosas ou a um hábito exterior, mas se torne um fogo que arde dentro de nós e nos faz tornar apaixonados, indagadores do rosto do Senhor e testemunhas do seu Evangelho”, apelou.

“O Deus que nos vem visitar, não O encontramos permanecendo firmes numa bela teoria religiosa, mas somente pondo-nos a caminho, procurando os sinais da sua presença nas realidades quotidianas, mas sobretudo encontrando e tocando a carne dos irmãos, sustentou.

Citando Bento XVI, o Papa Francisco convidou a superar a busca de “bens e consolações mundanas que hoje existem e amanhã desaparecem”

Os Magos, precisou, “tem os olhos apontados para o céu, os pés a caminho, na terra, o coração prostrado em adoração”.

Convidou a que os imitemos.

 

 

VATICANO - maçonaria

Doutrina da Fé reitera proibição de adesão de católicos à maçonaria

O Dicastério para a Doutrina da Fé, reiterou numa nota divulgada online, no dia 15 de novembro, a proibição de os católicos aderirem à maçonaria, respondendo a uma questão de D. Julito Cortes, bispo de Dumanguete, nas Filipinas.

“A filiação ativa de um fiel na maçonaria é proibida devido à irreconciliabilidade entre a doutrina católica e a maçonaria, refere o texto, assinado pelo prefeito do organismo da Cúria Romana, cardeal Victor Fernández com a aprovação do Papa Francisco.”

A questão levantada pelo Bispo das Filipinas, manifesta “preocupação com a situação da sua diocese devido ao aumento contínuo de fieis filiados na maçonaria”, pedindo sugestões para “lidar adequadamente com esta realidade do ponto de vista pastoral levando em conta também as implicações doutrinárias”.

A Santa Sé, decidiu também implicar a Conferência Episcopal das Filipinas “notificando que seria necessário implementar uma estratégia coordenada entre cada bispo”.

A nota reitera também a declaração da então Congregação para a Doutrina da Fé de 1983, sobre este tema.

“Aqueles que formar e conscientemente estão inscritos em lojas maçónicas e abraçaram os princípios maçónicos, enquadram-se nas disposições da declaração, acima mencionada. Essas medidas também se aplicam a eventuais eclesiásticos inscritos na maçonaria”, realçou o Cardeal Fernández.

O Vaticano propôs aos bispos filipinos que “realizem uma catequese popular em todas as paróquias, sobre as razões da inconciliabilidade entre a fé católica e a maçonaria.

 

 

VATICANO - no dia mundial dos pobres

Papa almoçou com 1200 pessoas no Dia Mundial dos Pobres

No dia 19 de novembro, o Papa Francisco, almoçou com mais de 1200 pessoas, no Vaticano, para assinalar o VII Dia Mundial dos Pobres.

Este evento que teve o apoio de rede de hotéis, foi servido no Auditório Paulo VI e participado por carenciados e voluntários de instituições sócio caritativas que os apoiam.

Depois da Missa que o Papa celebrou na Basílica de S. Pedro, foram acolhidos no auditório com as mesas decoradas com flores brancas e amarelas.

O almoço foi organizado pelo Dicastério para o Serviço da Caridade e oferecido este ano pelos Hotéis Hilton.

O Papa Francisco abençoou e agradeceu, a todos os que tornaram possível a refeição.

«Não desvieis o olhar dos pobres», foi o tema da sétima edição do “Dia Mundial dos Pobres”, celebrado no penúltimo domingo do Ano Litúrgico, com uma Missa em que o Papa denunciou o “escândalo” da pobreza.

Na mensagem para este dia, o Papa advertiu que é muito fácil cair na retórica quando se fala de pobres. “Tentação insidiosa é também parar nas estatísticas e nos números. Os pobres são pessoas, tem rosto, uma história, coração e alma. São irmãos e irmãs com os seus valores e defeitos, como todos, e é importante estabelecer uma relação pessoal com cada um deles.», escreveu o Papa.

 

VATICANO – com o Corpo diplomático

“Trabalhar pela paz” – apelo do Papa Francisco ao corpo diplomático, acreditado junto da Santa Sé

“Trabalhar pela paz. Uma palavra tão frágil, que ao mesmo tempo se revela exigente e densa de significado. A ela quero dedicar a nossa reflexão de hoje, num momento histórico em que a mesma está cada vez mais ameaçada, fragilizada e parcialmente perdida. Aliás é dever da Santa Sé no seio da comunidade internacional, ser voz profética e apelo à consciência”, disse o Papa no costumado encontro com os embaixadores no início de um novo ano.

O Papa Francisco começou por citar o discurso proferido por Pio XII, perto do fim da II Guerra Mundial, quando a humanidade sentia o impulso para uma “profunda renovação”. Impulso que parece ter-se esgotado com a terceira guerra feita aos pedaços.

Começou por citar a guerra entre Israel e a Palestina, renovando o apelo ao cessar-fogo, à “solução de dois estados” e um estatuto especial garantido internacionalmente para a Cidade de Jerusalém.

Recordou que as guerras hodiernas não se combatem somente entre soldados e os civis acabam por ser envolvidos. Agrava o sofrimento a violação do direito internacional humanitário.

Se as guerras existem, devem-se à enorme disponibilidade de armas. “Quantas vidas se poderiam salvar com os recursos atualmente destinados aos armamentos?” – acrescentou o Pontífice.

Sugeriu que se investisse numa verdadeira segurança global e renovou a proposta de constituir um Fundo mundial para o desenvolvimento sustentável de todo o planeta. Reiterou mais uma vez a condenação ao fabrico e posse de armas nucleares.

Citou outras regiões em conflito: Ucrânia, Líbano, Síria, Mianmar, Azerbaijão, Arménia, Chifre da África, República Democrática do Congo, Venezuela e Guiana.

Quanto ao continente americano, o Papa manifestou a sua preocupação com os fenômenos de polarização que minam as instituições democráticas e comprometem a harmonia social e enfraquecem as instituições democráticas, como vem decorrendo no Peru. Mencionou a Nicarágua onde uma crise provoca “amargas consequências para toda a sociedade e para a Igreja Católica”. Esclareceu que a Santa Sé não cessa de convidar a um diálogo diplomático respeitoso, pelo bem dos católicos e de toda a população.

Também causam guerras a fome, a exploração dos recursos naturais e a exploração das pessoas, assim como as catástrofes naturais e ambientais. A esse ponto aprofundou o tema da crise climática e a desflorestação da Amazónia.

A paz exige o respeito pelos direitos humanos, a começar pela vida humana do nascituro, ainda no ventre da mãe. Definiu como deprimente a prática das “barrigas de aluguer”.

Lamentou as tentativas para introduzir novos direitos como a teoria do “gender”.

O caminho da paz passa também pelo diálogo político e social e lembrou que se pratica sobretudo em tempo de eleições, muitas a ter lugar em 2024.

O Papa recordou todas as viagens pastorais do último ano. Por fim anunciou o Jubileu com início no Natal de 2024, como “um tempo de justiça em que os pecados são perdoados, a reconciliação permite superar a injustiça e a terra repousa…”

 


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