5.º Domingo Comum

4 de Fevereiro de 2024

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra – Az. Oliveira, NRMS, 48

Salmo 94, 6-7

Antífona de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, adoremos o Senhor que nos criou. O Senhor é o nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vimos ao encontro de Jesus para nos enchermos da Sua graça e escutarmos a Sua Palavra.

 

Oração colecta: Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Job queixa-se a Deus dos seus sofrimentos. Que também nós saibamos refugiar-nos na oração quando o sofrimento nos bater à porta. 

 

Job 7, 1-4.6-7

1Job tomou a palavra, dizendo: «Não vive o homem sobre a terra como um soldado? Não são os seus dias como os de um mercenário? 2Como o escravo que suspira pela sombra e o trabalhador que espera pelo seu salário, 3assim eu recebi em herança meses de desilusão e couberam-me em sorte noites de amargura. 4Se me deito, digo: ‘Quando é que me levanto?’ Se me levanto: ‘Quando chegará a noite?’ e agito-me angustiado até ao crepúsculo. 6Os meus dias passam mais velozes que uma lançadeira de tear e desvanecem-se sem esperança. 7Recordai-Vos que a minha vida não passa de um sopro e que os meus olhos nunca mais verão a felicidade».

 

Temos aqui um precioso texto do livro de Job, livro que não só põe dramaticamente o problema da dor, mas também a descreve de modo patético e com alto valor literário, como este dorido lamento na presente leitura.

1 «Vive… como um soldado». Uma outra tradução possível é a de S. Jerónimo seguida pela Nova Vulgata, mais expressiva, como a da recente tradução da Difusora Bíblica: «A vida do homem sobre a terra, não é uma vida de luta?» De facto, a palavra hebraica «tsabá» tanto pode significar serviço militar, como guerra ou luta. A tradução escolhida parece empobrecer o texto, pois nós hoje entendemos por vida de soldado uma coisa mais suave e pacífica do que então se entendia, ao passo que naquela época implicava grande sacrifício e grandes riscos.

 

Salmo Responsorial Salmo 146 (147), 1-2.3-4.5-6 (R. cf. 3a ou Aleluia)

 

Monição: No salmo louvamos ao Senhor que conforta os humildes.

 

Refrão:    Louvai o Senhor, que salva os corações atribulados.

Ou:          Aleluia.

 

Louvai o Senhor, porque é bom cantar,

é agradável e justo celebrar o seu louvor.

O Senhor edificou Jerusalém,

congregou os dispersos de Israel.

 

Sarou os corações dilacerados

e ligou as suas feridas.

Fixou o número das estrelas

e deu a cada uma o seu nome.

 

Grande é o nosso Deus e todo-poderoso,

é sem limites a sua sabedoria.

O Senhor conforta os humildes

e abate os ímpios até ao chão.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S.Paulo lembra-nos o seu trabalho de evangelização, com grande esforço e disponibilidade. É um exemplo para imitarmos.

 

1 Coríntios 9, 16-19.22-23

Irmãos: 16Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho! 17Se o fizesse por minha iniciativa, teria direito a recompensa. Mas, como não o faço por minha iniciativa, desempenho apenas um cargo que me está confiado. 18Em que consiste, então, a minha recompensa? Em anunciar gratuitamente o Evangelho, sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere. 19Livre como sou em relação a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior número possível. 22Com os fracos tornei-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo. 23E tudo faço por causa do Evangelho, para me tornar participante dos seus bens.

 

A leitura insere-se no contexto da questão da legitimidade de comer carnes sacrificadas aos ídolos e vendidas no mercado (1Cor 8, 1 – 10, 33); S. Paulo insiste na liberdade de espírito, que não se opõe à renúncia a legítimos direitos, dando o seu exemplo de prescindir de receber estipêndio pelo seu trabalho apostólico; no exercício da sua missão, ele não reivindica direitos, mas apenas considera o ingente dever de evangelizar, que o leva a exclamar: «ai de mim se não anunciar o Evangelho!», seguindo à risca o ensinamento de Jesus – «somos servos inúteis: fizemos apenas o que devíamos fazer» (Lc 17,10).

22-23 O zelo do Apóstolo fica patente em expressões lapidares, um lema para todos os apóstolos de todos os tempos: «tudo faço por causa do Evangelho». E de que maneira? Sendo «tudo para todos».

 

Aclamação ao Evangelho   Mt 8, 17

 

Monição: Jesus continua a ensinar-nos com a Sua pregação e o Seu exemplo. Vamos escutá-LO.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – Az. Oliveira, NRMS, 36

 

Cristo suportou as nossas enfermidades

e tomou sobre Si as nossas dores.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 29-39

Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. 31Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. 32Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos 33e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. 34Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. 35De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. 36Simão e os companheiros foram à procura d’Ele 37e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». 38Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». 39E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.

 

Na primeira parte da leitura temos a cura da sogra de Simão, entenda-se Pedro, na sua terra, Cafarnaúm (vv. 30-31), uma cidade completamente destruída e hoje despovoada, que guarda as ruínas da casa de Pedro, sobre as quais se construiu recentemente uma bela igreja suspensa em forma de barco. Nunca se fala nos Evangelhos da mulher de Pedro, o que faz pensar que era viúvo; de qualquer modo, Pedro e os Apóstolos deixaram tudo para seguirem a Jesus. O celibato dos ministros da Igreja procede da genuína tradição apostólica, que se manteve íntegra na Igreja latina (ver estudo exaustivo de C. COCHINI, Origines apostoliques du célibat sacerdotal, Ed. Lethielleux, Paris-Namur 1981) .

31 «A febre deixou-a», isto é, foi curada imediatamente duma doença física; outra interpretação carece de base textual.

34 «Não deixava que os demónios falassem». A atitude de Jesus corresponde ao chamado segredo messiânico, muito sublinhado nos Sinópticos, mas mais insistentemente em Marcos. O facto de Jesus contrariar a publicidade não revela apenas a sua humildade, mas sobretudo o cuidado para que a sua missão não viesse a ser interpretada como um messianismo terreno; assim evita de raiz a agitação popular à sua volta. Também se pode ver uma certa intencionalidade teológica de Marcos ao insistir tanto no segredo messiânico, se consideramos que a estrutura do seu Evangelho referente ao ministério na Galileia aparece dividida em duas grandes partes à volta do tema da incompreensão e cegueira: na 1ª parte, a dos homens (1, 14 – 8, 30), na 2ª, a dos discípulos (8,31 – 10,52). É possível que a insistência no segredo correspondesse à intencionalidade teológica do redactor Marcos ao pôr em relevo a incompreensão acerca da pessoa e missão de Jesus, mas sem viciar em nada o valor do relato, como pretendia o crítico protestante alemão W. Wrede no princípio do sec. XX.

35 «Retirou-se para um sítio ermo e aí começou a orar». Teoricamente Jesus não teria necessidade de se retirar para estar em diálogo com o Pai, mas os Evangelhos não se cansam de anotar os «retiros» de Jesus para orar (Lucas é quem mais sublinha esta atitude); estamos perante uma referência necessária para todos os seus seguidores, ao anunciarem o Evangelho. São João Paulo II confidenciava: «a oração é para mim a primeira tarefa e é como o primeiro anúncio; é a primeira condição do meu serviço à Igreja e ao mundo» (alocução em 7/10/79).

 

Sugestões para a homilia

 

Trouxeram-lhe todos os doentes

 Retirou-se para um sítio ermo

Ai de mim se não evangelizar

 

 

Trouxeram-lhe todos os doentes

 

Em Cafarnaúm Jesus cura a sogra de Pedro e acolhe uma multidão de doentes. Jesus mostra o Seu poder e o seu amor pelos que sofrem.

Ele continua a comunicar aos homens a Sua graça sobretudo através dos sacramentos. Ele é o Filho de Deus, cheio de graça e de verdade E da Sua plenitude todos nós recebemos (Jo, 1,14-17).

Para fazer chegar a Sua graça a todos os homens, instituiu os sacramentos. Em cada um deles põe à nossa disposição a abundância da Sua graça. No baptismo infundiu em nós a vida divina, tornando-nos filhos de Deus e herdeiros do Céu. Por ele nascemos para uma vida nova, participando da natureza divina, como lembra S.Pedro. (2 Ped.1,4)

Jesus quer alimentar esta vida divina. Para isso deixou o sacramento da Eucaristia. Ficou Ele próprio como alimento. “Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente” (Jo 6,51). Na última ceia mudou o pão no Seu corpo, dizendo: Tomai e comei. Isto é o Meu Corpo (Mc 14,22).

Para curar os nossos pecados que afectam a vida divina em nossa alma deixou o sacramento do perdão:  No domingo de Páscoa disse aos Apóstolos: Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados. (Jo 20, 23)

Jesus queria que esta vida divina crescesse e se fortalecesse em nossa alma. Para isso nos deu o Espírito Santo na confirmação.

 Deu poderes aos Apóstolos e seus continuadores para torná-Lo presente através do Sacramento da Ordem. Por eles continua a ensinar-nos e a santificar-nos nos sacramentos.

Deixou ainda um sacramento para os doentes, para os confortar e animar na doença.

Finalmente quis abençoar o amor humano e encher de graças os que constituem um lar para transmitir a vida.

Temos de agradecer a Jesus esta abundância de meios de santificação. Por eles continuamos a receber da Sua plenitude graça sobre graça (Jo 1,17)

 

 

 Retirou-se para um sítio ermo

 

Jesus ensina-nos a apoiar a nossa vida na oração. Vemos como se retira de manhã muito cedo para um lugar solitário. Ensina-nos a importância da oração e o modo de a situar em nossa vida de cada dia. Não a deixar para mais tarde mas fazê-la quando estamos ainda frescos e escolher ambientes adaptados para podermos falar a sós com Deus.

Na oração bem feita encontramos a graça de Deus e recebemos luzes para vermos o caminho e para fazer a vontade de Deus e ganhar forças para a realizar.

A oração é como a respiração da alma. Nela o cristão renova a vida da graça e retoma as forças e a coragem para enfrentar os problemas do dia a dia.

Nela encontra a solução para todas as complicações que lhe aparecem. Na primeira leitura Job exclamava: Não vive o homem sobre a terra como um soldado? Há uma luta que temos de travar todos os dias Apoiados na ajuda e no carinho do nosso Pai Deus podemos sair sempre vencedores.

 

 

Ai de mim se não evangelizar

 

S.Paulo na segunda leitura fala do seu ministério de Apóstolo que ele vive com uma dedicação generosa. Ai de mim se não anunciar o Evangelho. De todos me fiz escravo para ganhar o maior número possível.

Como cristãos temos de sentir a urgência de comunicar aos outros as riquezas que recebemos. Temos de empregar todos os meios para levar os outros a Jesus. Antes de mais pelo nosso exemplo e pela nossa amizade. Depois, com a nossa palavra e a nossa oração e mortificação. Jesus disse: vim trazer fogo à terra e que quero eu senão que se ateie? (Lc 12,49)

Jesus mandou aos Apóstolos: Ide por todo o mundo pregai o Evangelho a todas as criaturas (Mc 16.15). Ele conta connosco para esta missão. Assim fizeram os primeiros cristãos apesar das perseguições.

Que a Virgem nos anime a viver de verdade a nossa fé e o nosso amor a Jesus.

 

Fala o Santo Padre

 

«Desde o início Jesus mostra a sua predileção pelas pessoas que sofrem no corpo e no espírito.

Cuidar dos doentes de todos os tipos é parte integrante da missão da Igreja, tal como o era da missão de Jesus.

E esta missão consiste em levar a ternura de Deus à humanidade que sofre.»

De novo na praça! O Evangelho de hoje (cf. Mc 1, 29-39) apresenta a cura, por parte de Jesus, da sogra de Pedro e depois de muitos outros doentes e de pessoas que sofrem, que o rodeiam. A da sogra de Pedro é a primeira cura de ordem física narrada por Marcos: a mulher estava de cama com febre; a atitude e o gesto de Jesus em relação a ela são emblemáticos: «Aproximando-se dela, tomou-a pela mão e levantou-a» (v. 31), observa o Evangelista. Há muita docilidade neste gesto simples, que parece quase natural: «A febre deixou-a e ela pôs-se a servi-los» (ibidem). O poder curativo de Jesus não encontra resistência alguma; e a pessoa curada retoma a sua vida normal, pensando imediatamente nos outros e não em si mesma - e isto é significativo, é sinal de verdadeira “saúde”!

Aquele dia era um sábado. O povo da aldeia espera o pôr do sol e, depois de cumprir a obrigação do descanso, sai e traz a Jesus todos os doentes e os endemoninhados. E Ele cura-os, mas proíbe que os demónios revelem que Ele é Cristo (cf. vv. 32-34). Portanto, desde o início Jesus mostra a sua predileção pelas pessoas que sofrem no corpo e no espírito: é uma predileção de Jesus, aproximar-se das pessoas que sofrem tanto no corpo como no espírito. É a predileção do Pai, que ele encarna e manifesta com obras e palavras. Os seus discípulos foram testemunhas oculares disto, viram-no e depois testemunharam-no. Mas Jesus não queria que eles fossem meros espectadores da sua missão: envolveu-os, enviou-os, deu-lhes também o poder de curar os doentes e expulsar os demónios (cf. Mt 10, 1; Mc 6, 7). E isto continuou sem interrupção na vida da Igreja, até hoje. E isto é importante. Para a Igreja, cuidar dos doentes de todos os tipos não é uma “atividade opcional”, não! Não é algo acessório, não! Cuidar dos doentes de todos os tipos é parte integrante da missão da Igreja, tal como o era da missão de Jesus. E esta missão consiste em levar a ternura de Deus à humanidade que sofre. Isto ser-nos-á recordado daqui a poucos dias, a 11 de fevereiro, pelo Dia Mundial do Doente.

[...] A voz de Job, que ressoa na Liturgia de hoje, volta a ser a intérprete da nossa condição humana, tão elevada em dignidade - a nossa condição humana, altíssima em dignidade - e, ao mesmo tempo, tão frágil! Diante desta realidade, brota sempre no coração a interrogação: “porquê?”.

E a esta pergunta Jesus, Verbo Encarnado, responde não com uma explicação - a isto, porque somos tão elevados na dignidade e tão frágeis na condição, Jesus não responde com uma explicação - mas com uma presença de amor que se inclina, que toma pela mão e levanta, como fez com a sogra de Pedro (cf. Mc 1, 31). Inclinar-se para levantar o outro. Não esqueçamos que o único modo lícito de olhar para uma pessoa de cima para baixo é quando estendemos a mão para a ajudar a levantar-se. O único! E foi esta a missão que Jesus confiou à Igreja. O Filho de Deus manifesta o seu Senhorio não “de cima para baixo”, não à distância, mas debruçando-se, estendendo a mão; manifesta o seu Senhorio na proximidade, na ternura e na compaixão. Proximidade, ternura e compaixão são o estilo de Deus. Deus faz-se próximo, e fá-lo com ternura e compaixão. Quantas vezes lemos no Evangelho, diante de um problema de saúde ou de qualquer problema: “Teve compaixão”. A compaixão de Jesus, a proximidade de Deus em Jesus é o estilo de Deus. O Evangelho de hoje recorda-nos também que esta compaixão mergulha as raízes na relação íntima com o Pai. Porquê? Antes da aurora e depois do pôr do sol, Jesus afastava-se e ficava a sós para rezar (cf. v. 35). Disto hauria forças para cumprir o seu ministério, pregando e curando.

Que a Santa Virgem nos ajude a deixar-nos curar por Jesus - todos nós precisamos sempre disto - para que, por nossa vez, possamos ser testemunhas da ternura curativa de Deus!

Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 7 de fevereiro de 2021

 

Oração Universal

 

Jesus fala-nos e reza connosco em cada missa. Um dos fins da Eucaristia é pedir. Na oração universal apresentamos com Jesus ao Pai as necessidades de todos os homens. Vamos fazê-lo cheios de fé e confiança, dizendo: Convertei, Senhor, os nossos corações.

 

1-Pela Santa Igreja Católica,

para que todos vejam nela a Cristo presente entre os homens,

que nos convida a conhecer e amar a Deus cada dia mais, oremos ao Senhor

Convertei, Senhor, os nossos corações.

 

2-Pelo Santo Padre,

para que seja instrumento dócil do Espírito Santo na condução do Rebanho de Cristo

e todos vejam nele a Jesus, oremos ao Senhor.

Convertei, Senhor, os nossos corações.

 

3-Pelos bispos e sacerdotes,

para que se gastem generosamente ao serviço das almas

e todos saibam acolhê-los com fé e visão sobrenatural, oremos ao Senhor.

Convertei, Senhor, os nossos corações.

 

4-Por todos os cristãos,

para que rezem e trabalhem pela união de todos na única Igreja de Cristo, oremos ao Senhor.

Convertei, Senhor, os nossos corações.

 

5-Para que aumentem em toda a Igreja as vocações de entrega total ao Senhor

e os casados saibam viver o matrimónio como caminho de santidade, oremos ao Senhor.

Convertei, Senhor, os nossos corações.

 

6-Pelos jovens de todo o mundo e sobretudo da nossa comunidade paroquial para que,

seguindo a Jesus, se deixem guiar pelo Seu Espírito para renovarem o mundo, oremos ao Senhor.

Convertei, Senhor, os nossos corações.

 

7-Para que todos os cristãos procurem com mais fé e assiduidade o Sacramento da Confissão,

onde o Espírito Santo renova os corações pelo perdão de Deus, oremos ao Senhor.

Convertei, Senhor, os nossos corações.

 

Senhor, que nos encheis da Vossa graça em Cristo, presente na Eucaristia,

fazei-nos viver da vida nova em Cristo.

Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Aceitai, Senhor, a nossa alegria – M. Carneiro, NRMS, 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para auxílio da nossa fraqueza concedei que eles se tornem para nós sacramento de vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 14

 

Monição da Comunhão

 

Jesus veio até nós nesta missa. Saibamos acolhê-Lo na comunhão com a fé, a humildade e o amor de Nossa Senhora.

 

Cântico da Comunhão: Brilhe a vossa luz diante dos homens – M. Simões, NRMS, 63

Salmo 106, 8-9

Antífona da comunhão: Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia, pelos seus prodígios em favor dos homens, porque Ele deu de beber aos que tinham sede e saciou os que tinham fome.

 

Ou

Mt 5, 5-6

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

 

Cântico de acção de graças: Dêmos graças ao Senhor – A. Cartageno, CEC II, (pg 27)

 

Oração depois da comunhão: Deus de bondade, que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice, concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo, dêmos fruto abundante para a salvação do mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Queremos guardar a palavra de Jesus e guiar por ela todo o nosso viver. Servindo alegremente a Deus e aos outros à nossa volta.

 

Cântico final: Eu quero viver na tua alegria – H. Faria, NRMS, 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

2 ª Feira, 5-II: Descobrir a presença do Senhor.

1 Re 8, 1-7. 9-13 / Mc 6, 53-56

Transportaram a Arca do Senhor e a Tenda da reunião com todas as alfaias sagradas.

A Arca da Aliança e a Tenda da reunião eram um sinal da presença de Deus no meio do seu povo (Leit.). A nuvem revela o Deus vivo e salvador, mas velando a transcendência da sua glória. De modo semelhante, a presença de Jesus em qualquer lugar atraía as multidões, que lhe levavam os seus doentes (Ev.).

Procuremos descobrir esta presença de Deus no Sacrário de cada igreja por onde habitualmente passamos, nos nossos irmãos e familiares, nas pessoas e acontecimentos de cada dia, nos locais de trabalho, onde Ele se encontra como que escondido.

 

3ª Feira, 6-II: O desagrado de Deus por certas tradições.

1 Re 8, 22-23. 27-30 / Mc 7, 1-13

Oxalá estejam abertos, dia e noite, os vossos olhos sobre esta Casa, sobre este lugar, do qual dissestes: Aí estará o meu nome.

Salomão levou a cabo a construção do Templo de Jerusalém. A oração da dedicação do Templo apoia-se na promessa de Deus e na sua Aliança, na presença activa do seu nome no meio do seu povo... O rei levanta então as mãos para o Céu e suplica ao Senhor para que todas as nações saibam que Ele é o único Deus e o coração do seu povo lhe pertença todo (CIC, 2580).

Mas o coração do povo nem sempre pertenceu inteiramente a Deus, faltando com frequência à Aliança estabelecida. Jesus, com autoridade divina, desaprova certas 'tradições humanas' dos fariseus, que anulam a própria palavra de Deus (Ev.).

 

4ª Feira, 7-II: As Cinco Chagas do Senhor.

Is 53, 1-10 / Jo 19, 28-37 ou Jo 20, 24-29

 O castigo que nos salva caíu sobre Ele e, por causa das suas Chagas, é que fomos curados.

A Festa das Cinco Chagas do Senhor, isto é, das feridas que recebeu na Cruz, recorda-nos que Ele sofreu este castigo por causa das nossas faltas. A morte redentora de Jesus deu cunprimento sobretudo à profecia do servo sofredor (Leit.). Jesus apresentou o sentido da sua vida e da sua morte à luz do servo sofredor.

Aceitemos o convite do Senhor para nos aproximarmos das suas Chagas tal como fez Tomé (Ev.). Este curou as suas dúvidas com um acto de fé e um acto de profunda contrição. A nossa oportunidade consiste em aproveitar o momento da Comunhão Sacramental.

 

5ª Feira, 8-II: O coração inteiro para Deus.

1 Re 11, 4-13 / Mc 7, 24-30

Quando Salomão envelheceu, as suas mulheres desviaram-lhe o coração para outros deuses e o seu coração deixou de pertencer inteiramente ao Senhor.

Salomão perdeu todos os dons que o Senhor lhe tinha concedido e desviou-o para outros deuses (Leit.). Pelo contrário, a mulher cananeia era pagã e conseguiu convencer Jesus a curar a sua filha, manifestando toda a confiança em Deus (Ev.).

Se descuidamos a nossa fé podemos cair na idolatria. Esta tem lugar quando o homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus. Se o nosso coração não pertence inteiramente ao Senhor, precisamos descobrir os motivos dos nossos desvios: a preguiça, a sensualidade, o comodismo, o apego excessivo aos bens materiais, etc. E, depois, tentar corrigi-los.

 

6ª Feira, 9-II: A importância dos sinais sensíveis.

1 Re 11, 29-32; 12, 19 / Mc 7, 31-37

Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos e, com saliva, tocou-lhe a língua.

Aías dividiu a sua capa em 12 partes e deu só 10 a Jeroboão, o que simbolizava o rompimento com a casa de David (Leit.).

O Senhor Jesus, na sua pregação, serve-se muitas vezes dos sinais da criação para dar a conhecer os mistérios do reino de Deus. Realiza as suas curas ou sublinha a sua pregação com sinais materiais ou gestos simbólicos (Ev.). Procuremos dar mais conteúdos aos sinais, com que nos deparamos habitualmente: o sinal da Cruz, o crucifixo, os gestos rituais na Missa, as genuflexões diante do Sacrário, etc.

 

Sábado, 10-II: Adoração a Deus na Eucaristia.

1 Re 12, 16-32; 13, 33-34 / Mc 8, 1-10

Jeroboão mandou fazer dois bezerros de oiro e disse: Israel, aqui estão os teus deuses, que te fizeram sair da terra do Egipto.

Volta a repetir-se a cena do bezerro de oiro do tempo de Moisés, mas agora com Jeroboão (Leit.). Os bezerros são apontados como causa da saída do Egipto, e retira-se essa proeza a Deus. Jesus tem pena de uma grande multidão que o seguia e realiza uma multiplicação dos pães (Ev.).

Na Eucaristia adoramos a Deus presente sob as espécies sacramentais, e é bom que manifestemos essa adoração de alguma maneira. Uma genuflexão ao passar diante do Sacrário, um sinal de adoração quando o recebemos na Comunhão (genuflexão ou inclinação de cabeça), uns momentos de oração junto do Sacrário, etc.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Celestino Correia

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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