Apresentação do Senhor

2 de Fevereiro de 2024

Festa

 

BÊNÇÃO E PROCISSÃO DAS VELAS

 

Primeira forma: Procissão

 

1.       À hora marcada, reúnem-se os fiéis numa igreja secundária ou noutro local apropriado, fora da igreja para a qual se dirigirá a procissão. Os fiéis têm nas mãos as velas apagadas.

 

2.       O sacerdote aproxima-se, acompanhado dos ministros, revestido com paramentos brancos como para a Missa. Em vez da casula pode levar o pluvial, que deporá no fim da procissão.

 

3.       Enquanto se acendem as velas, canta-se a antífona: o Senhor virá com poder e iluminará os olhos dos seus servos, Aleluia, ou outro cântico apropriado.

 

4.       O sacerdote saúda a assembleia como habitualmente e em seguida faz uma breve admonição para exortar os fiéis a celebrarem activa e conscientemente este rito festivo. Para isso, pode dizer estas palavras ou outras semelhantes:

 

Caríssimos irmãos:

Celebrámos com muita alegria, há quarenta dias, a solenidade do Natal do Senhor.

Hoje é o santo dia em que Jesus foi apresentado no templo por Maria e José. Exteriormente cumpria as prescrições da lei, mas na realidade vinha ao encontro do seu povo fiel.

Aqueles dois santos velhos, Simeão e Ana, tinham vindo ao templo sob a inspiração do Espírito Santo; iluminados pelo Espírito, reconheceram o Senhor e anunciavam-no a todos com entusiasmo.

Também nós, aqui reunidos pelo Espírito Santo, caminhemos para a casa do Senhor ao encontro de Cristo. Aí O encontraremos e O reconheceremos na fracção do pão, enquanto aguardamos a sua vinda gloriosa.

 

5.      Terminada a admonição, o sacerdote procede à bênção das velas, dizendo de mãos juntas:

 

Oremos:

Senhor nosso Deus, fonte e origem de toda a luz, que neste dia mostrastes ao Santo velho Simeão a luz que veio para se revelar às nações, humildemente Vos suplicamos: santificai com a vossa bênção estas velas e ouvi a oração do vosso povo que se reuniu para as levar solenemente em honra do vosso nome, de modo que, seguindo sempre o caminho da virtude, chegue um dia à luz que jamais se extingue. Por Nosso Senhor...

 

Ou então:

 

Oremos:

Senhor Deus, fonte e origem da luz eterna, infundi no coração dos fiéis a claridade da luz que não tem ocaso, para que todos nós, iluminados no vosso templo santo pelo esplendor destas luzes, mereçamos chegar um dia à luz da vossa glória. Por Nosso Senhor...

 

E asperge as velas com água benta sem dizer nada.

 

6.      Seguidamente, o sacerdote recebe a vela que está preparada para ele e dá início à procissão, dizendo:

 

Caminhemos em paz ao encontro de Cristo.

 

7.      Durante a procissão, canta-se a seguinte antífona com o respectivo cântico, ou outro cântico apropriado:

 

 

Antífona: Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

Agora, Senhor, segundo a vossa palavra,

deixareis ir em paz o vosso servo.

 

Antífona: Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

Os meus olhos viram a salvação

que oferecestes a todos os povos.

 

Antífona: Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

8.      Ao entrar a procissão na igreja, canta-se a antífona de entrada da Missa. O sacerdote, depois de chegar ao altar, faz a devida reverência e, se parecer oportuno, incensa-o. Depois vai para a sua sede; ali, depõe o pluvial (se foi usado na procissão) e veste a casula.

 

Segue-se o canto do Glória, depois do qual, como de costume, diz a Oração Colecta. A Missa continua na forma habitual.

 

 

Segunda forma: Entrada Solene

 

9.           Os fiéis reúnem-se na igreja com as velas na mão. O sacerdote, revestido de paramentos brancos, acompanhado dos ministros e de uma representação da assembleia, dirige-se para o lugar mais conveniente, à porta da igreja ou dentro dela, onde ao menos uma grande parte dos fiéis possa ver facilmente o rito e participar nele.

 

10.         Quando o sacerdote tiver chegado ao lugar destinado para a bênção das velas, acendem-se as velas, enquanto se canta a antífona O Senhor virá com poder, ou outro cântico apropriado.

 

11.         Em seguida, o sacerdote, depois da saudação e da admonição, procede à bênção das velas, como acima se indica (nn. 4-5). Segue-se a procissão em direcção ao altar, durante a qual se canta a antífona própria ou um cântico apropriado (nn. 6-7). Para a Missa, observe-se o que está indicado no n. 8.

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Recordamos, ó Deus – C. Silva, OC, pg 222

Salmo 47, 10-11

Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Hoje, no templo do Senhor, somos convidados a acolher o Senhor do templo! Ele vem ao nosso encontro, na simplicidade de criança. Como Se abandonou nas mãos de Maria e de José, também hoje quer abandonar-Se em nossas mãos, entregar-Se a nós na Eucaristia! Acolhamo-l’O, de ouvidos atentos à sua Palavra e de coração aberto à sua presença real na Eucaristia!

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, humildemente Vos suplicamos que, assim como o vosso Filho Unigénito foi neste dia apresentado no templo, revestido da natureza humana, assim também, de alma purificada, nos apresentemos diante de Vós. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Malaquias exorta os crentes a estar vigilantes para o dia do Senhor. Só nessa vigilância estaremos preparados para O acolher no seu dia. Ele vem para inflamar de fogo os nossos corações e para nos purificar de toda a falta de amor a Deus e ao próximo!

 

Malaquias 3, 1-4

2Assim fala o Senhor Deus: «Vou enviar o meu mensageiro, para preparar o caminho diante de Mim. Imediatamente entrará no seu templo o Senhor a quem buscais, o Anjo da Aliança por quem suspirais. Ele aí vem – diz o Senhor do Universo –. 2Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda, quem resistirá quando Ele aparecer? Ele é como o fogo do fundidor e como a lixívia dos lavandeiros. 3Sentar-Se-á para fundir e purificar: purificará os filhos de Levi, como se purifica o ouro e a prata, e eles serão para o Senhor os que apresentam a oblação segundo a justiça. 4Então a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora.

 

A leitura é um pequeno extracto da passagem (2,17 – 3,5) relativa aos tempos escatológicos – o dia do Senhor –, em que se dará uma radical purificação do sacerdócio («os filhos de Levi», v. 3). A ária do Messias de Händel, But who may abide seguida do coro destaca genialmente esta vinda para purificar.

1 «O mensageiro» e o «Anjo da Aliança». Este texto, que poderia ter várias interpretações no original, vem a ser decodificado no Novo Testamento. Em Mc 1,2; 11,10; 7,27, «o mensageiro» é Elias como a figura do Baptista. Por outro lado, «o Senhor», «o Anjo da Aliança por quem suspirais», é Jesus (Lc 2,22-40), cuja Apresentação no Templo hoje festejamos; a Liturgia também dá a Cristo o titulo de Santo Anjo (cânone romano). Tenha-se em conta que, por vezes, no Antigo Testamento, se designa com o nome de Anjo o próprio Deus que se manifesta: assim em Gn 16,7.13 e Ex 3,2, etc. Nestes casos, «anjo» não tem o sentido corrente de enviado de Deus, mas o de presença ou manifestação visível de Deus.

 

 

Salmo Responsorial Salmo 23 (24), 7.8.9.10 (R. 10b)

 

Monição: Somos convidados a aclamar com entusiasmo o Senhor do Universo que visita o Seu Povo.

 

Refrão:    O Senhor do Universo é o Rei da glória.

 

Levantai, ó portas, os vossos umbrais,

alteai-vos, pórticos antigos,

e entrará o Rei da glória.

 

Quem é esse Rei da glória?

O Senhor forte e poderoso,

o Senhor poderoso nas batalhas.

 

Levantai, ó portas, os vossos umbrais,

alteai-vos, pórticos antigos,

e entrará o Rei da glória.

 

Quem é esse Rei da glória?

O Senhor dos Exércitos,

é Ele o Rei da glória.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A Carta aos Hebreus apresenta-nos Jesus como um de nós, sem deixar de ser Deus. Mas na sua misericórdia, assumiu a nossa condição sofredora, para nos libertar precisamente através do próprio sofrimento!

 

Hebreus 2,14-18

14Uma vez que os filhos dos homens têm o mesmo sangue e a mesma carne, também Jesus participou igualmente da mesma natureza, para destruir, pela sua morte, aquele que tinha poder sobre a morte, isto é, o diabo, 15e libertar aqueles que estavam a vida inteira sujeitos à escravidão, pelo temor da morte. 16Porque Ele não veio em auxílio dos Anjos, mas dos descendentes de Abraão. 17Por isso devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos, para ser um sumo sacerdote misericordioso e fiel no serviço de Deus, e assim expiar os pecados do povo. 18De facto, porque Ele próprio foi provado pelo sofrimento, pode socorrer aqueles que sofrem provação.

 

Este trecho de Hebreus – para ser lido nos anos em que a festa coincide com um domingo – foi escolhido tendo em vista que em Jesus se cumpre plenamente o anúncio de Malaquias (cf. 1ª leitura) de uma renovação radical do sacerdócio, com a instituição da nova aliança com o seu sangue, tendo já entrado de uma vez para sempre no santuário (8,1-2), figurado no Templo. A apresentação de Jesus no Templo tem um profundo significado simbólico.

18 Aqui está uma ideia em que se insiste na Epístola aos Hebreus: Jesus Cristo, sujeitando-se à provação e padecendo, tomando sobre Si todas as nossas fraquezas, excepto o pecado (4,15), está em condições de nos prestar ajuda a nós que sofremos as mesmas contrariedades. É este um extraordinário motivo de confiança em Jesus Cristo, na sua ajuda omnipotente, na sua mediação em que concilia a misericórdia para connosco com a fidelidade para com o Pai, na sua missão de expiar os pecados do povo (v. 17).

 

 

Aclamação ao Evangelho    Lc 2, 32

 

Monição: Maria e José apresentam o Menino Jesus ao Pai celeste. Ouvem palavras que os deixam admirados e, talvez, perplexos, especialmente a profecia de uma espada, que haveria de trespassar o coração da Virgem Mãe!

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. Berthier, COM, (pg 112)

 

Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

 

Evangelho *

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Lucas 2, 22-40     Forma breve: São Lucas 2, 22-32

22Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, 23como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», 24e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. 25Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava nele. 26O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor 27e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, 28Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: 29«Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, 30porque os meus olhos viram a vossa salvação, 31que pusestes ao alcance de todos os povos: 32luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».

[33O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição – 35e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». 36Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada 37e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. 38Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. 40Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.]

 

A ida de Maria a Jerusalém para cumprir a lei da purificação das parturientes (Lv 12) serve de ocasião para que José e Maria procedam a um gesto que não estava propriamente prescrito pela Lei. Apresentar ali o Menino ao Senhor, é um gesto de oferta que mostra que Ele não lhes pertence e que se sentem meros depositários dum tesoiro de infinito valor. Pode também ver-se o sentido de imitação do gesto de Ana, mãe de Samuel (1Sam 1,11.22-28). Mas se a lei não preceituava a «apresentação», obrigava ao resgate do primogénito varão (não pertencente à tribo de Levi). Segundo Ex 13, o primogénito animal devia ser oferecido em sacrifício, ao passo que o primogénito humano devia ser resgatado, tudo isto em reconhecimento pelos primogénitos dos israelitas não terem sido sacrificados juntamente com os dos egípcios. O preço do resgate eram 5 siclos do santuário. Cada siclo de prata, no padrão do santuário, constava de vinte grãos com o peso total de 11,4 gramas. S. Lucas não fala deste resgate de 57 gramas de prata, que podia ser pago a qualquer sacerdote em qualquer parte da nação judaica; o evangelista apenas faz uma referência genérica ao cumprimento da Lei (v. 23; cf. Ex 13,2.12-13).

24 A lei da purificação atingia toda a parturiente, a qual contraía impureza legal durante 7 dias, se dava à luz um rapaz, (Ex 12,28, mas a jurisprudência judaica já tinha acrescentado mais 33 dias, um total de 40) e durante 14 dias, se tinha uma menina (tinha subido na época para 80 dias). No fim desse tempo, devia ser declarada pura mediante a oferta no templo duma rês menor (podia ser um cordeiro) e duma pomba ou rola. Quando a mãe não dispunha de meios para oferecer uma rês menor, podia oferecer um par de pombas ou rolas, como aqui se refere.

Tenha-se em conta que a «impureza legal ou ritual» não incluía a noção de pecado, ou de impureza moral. De modo particular todas as coisas relativas à transmissão da vida, mesmo no caso de serem moralmente boas, como a maternidade e o uso legítimo do matrimónio, ou moralmente indiferentes, como a menstruação e a polução nocturna, tornavam a pessoa impura, isto é, inapta para o culto de Deus Santo. A razão disto estava no carácter sagrado da vida e da sua transmissão. Parece que tudo isto implicava alguma perda de vitalidade, que devia ser reparada mediante certos ritos, para de novo poder entrar em comunhão com Deus, a plenitude e a fonte da vida. Estas leis tinham uma finalidade eminentemente didáctica: o povo de Israel era um povo santo, especialmente dedicado a Deus e ao seu culto, e em comunhão com Ele (cf. Ex 19,5-6; Lv 19,2). Todas as normas de pureza ritual faziam-no tomar constantemente consciência das suas relações particularíssimas com Deus e do sentido cultual da sua vida diária. A verdade é que a frequência e abundância dos ritos nem sempre foi alicerçada num coração dedicado a Deus, tendo degenerado no formalismo religioso tão denunciado pelos profetas e por Jesus Cristo (cf. Is 29,13; Mt 15,7-9).

Em face disto, o rito da Purificação de Maria, não pressupõe a aparência sequer de qualquer imperfeição moral ou legal da parte da SSª Virgem, como se poderia pensar. O gesto de Maria aparece como uma singular lição de naturalidade, de obediência e de pureza, cumprindo uma lei a que não estava sujeita, por ser a aeiparthénos, a sempre Virgem; Maria, a tão privilegiada, não quer para si um regime de excepção e privilégio.

25 «Simeão», de quem não temos mais notícias (em parte nenhuma se diz que era velho), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotes), mas o verdadeiro Salvador – «a consolação de Israel». Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27). Há quem o considere filho do grande rabino Hillel e pai do célebre Gamaliel I (Vacari; cf. Act 5,34; 22,3), mas sem provas convincentes.

33 A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1,26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal.

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual» (de que «se levantem»), ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem (de que «muitos caiam»).

36-37 Põe-se em relevo a longa viuvez de Ana, como algo digno de veneração.

38 Não se afasta do Templo: hipérbole para indicar a frequência diária.

39 Este v. corresponde a Mt 2,23, mas Lucas não relata a fuga para o Egipto.

40 A Teologia explicita que «o Menino crescia», não só na manifestação da sabedoria, mas também no conhecimento experimental.

 

 

Sugestões para a homilia

 

«Uma espada trespassará a tua alma».

 

1.   Simeão profetiza a Maria a experiência dolorosa da cruz de seu Filho Jesus.

As dores de parto, de que ela foi preservada pela sua virgindade, não lhe serão poupadas na hora da cruz. Nessa hora, a sua maternidade estender-se-á a todos os crentes. Nessas dores de parto, junto à cruz de seu Filho, Maria dá à luz o Homem Novo, iluminado pela fé e renovado pelo mistério pascal de Cristo.

 

2.   Esta maternidade luminosa de Maria só foi possível pela sua íntima participação na obra redentora de Cristo, seu Filho. A espada que lhe trespassou a alma foi a sua participação no sofrimento redentor de Jesus Cristo.

Assim, Ela tornou-se para nós não só Mãe, mas também Mestra. Mestra, porque nos ensina a participar da cruz libertadora de Cristo. Mãe, porque nos ajuda e nos ampara nessa travessia dolorosa do calvário.

 

3.   Com Maria, todos os crentes são convidados a participar do mistério pascal de Jesus, que é mistério de amor! Participando neste mistério, o sofrimento torna-se ocasião de crescimento na fé e no amor a Jesus. «De facto, porque Ele próprio foi provado pelo sofrimento, pode socorrer aqueles que sofrem provação»; «Ele é como o fogo do fundidor e como a lixívia dos lavandeiros. Sentar-Se-á para fundir e purificar».

 

4.   Que a Virgem Maria, Senhora da Luz, nos ajude a acolher Jesus que vem ao nosso encontro com a cruz, em cada provação da vida. E que em cada encontro com Jesus na cruz possamos vislumbrar com esperança a luz do amor, à qual nos conduz o caminho do calvário.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

Elevemos a Deus a nossa oração

pelo bem estar e alegria da humanidade

que Jesus Cristo nos veio trazer com a Sua presença,

dizendo:

 

     R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

1.    Pela Santa Igreja, Mãe e Mestra da verdade,

Para que pela vida dos seus fieis

e o ministério dos seus sacerdotes,

faça brilhar diante dos homens a luz de Jesus Cristo,

oremos irmãos,

 

     R. Ouvi Senhor, a nossa oração.

 

2.    Pelos pais e mães de família

para que saibam oferecer a Deus o dom dos filhos,

colaborando generosamente

na maravilhosa obra da Criação,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

3.    Pelos especialmente consagrados ao Senhor,

para que correspondam sempre

com toda a generosidade e alegria

à vocação que Deus lhes concedeu,

oremos, irmãos

 

R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

4.    Pelos nossos governantes

para que Deus lhes dê o dom da sabedoria,

da prudência, do desapego e da verdade,

e sempre nos orientem com leis conforme à nossa fé,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

5.    Por todos nós aqui reunidos em nome do Senhor,

para que iluminados pela luz da fé,

anunciemos ao mundo o único e verdadeiro

Salvador da humanidade,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

6.    Para que aqueles que nos precederam na Fé

e se purificam ainda no Purgatório,

sejam acolhidos na luz da glória,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

Senhor, que entre as vocações da vossa Igreja

nos recordais as vocações dos consagrados,

dai-lhes a graça de uma fidelidade alegre e amorosa,

para que servindo-Vos com generosidade,

vos anunciem com suas vidas.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Pão da vida eterna prometido – B. Salgado, C. T.

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que na vossa bondade quisestes que o vosso Filho Unigénito Se oferecesse a Vós como Cordeiro sem mancha pela vida do mundo, fazei que Vos seja agradável a oblação da vossa Igreja em festa. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

Cristo, luz das nações

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte. Hoje o vosso Filho, eterno como Vós, é apresentado no templo e proclamado pelo Espírito Santo glória de Israel e luz das nações. Por isso, vamos com alegria ao encontro do Salvador e com os Anjos e os Santos proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: A. Cartageno – ENPL, 15

 

Monição da Comunhão

 

Que a comunhão do Corpo e Sangue de Cristo nos ilumine na fé, na esperança e no amor, para atravessarmos firmes a cruz, como Maria, rumo à Pátria eterna!

 

Cântico da Comunhão: Os meus olhos viram – C. Silva, OC, pg 204

Lc 2, 30-31

Antífona da comunhão: Os meus olhos viram a salvação que oferecestes a todos os povos.

 

Cântico de acção de graças: Senhor Tu és a luz – J. F. Silva, NRMS, 6

 

Oração depois da comunhão: Deus de bondade, que respondestes à esperança do Santo Simeão, confirmai em nós a obra da vossa graça: assim como lhe destes a alegria de receber em seus braços, antes de morrer, a Cristo vosso Filho, concedei que também nós, fortalecidos por estes sacramentos, caminhemos ao encontro do Senhor e alcancemos a vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Tendo participado no sacrifício do calvário e no banquete das núpcias do Cordeiro, em que Cristo, morto e ressuscitado, Se torna nossa luz, sejamos também reflexos luminosos do seu amor, como a Virgem Maria, anunciando ao mundo, com a nossa vida, a alegria do amor de Deus!

 

Cântico final: Nossa Senhora da Luz – M. Faria, SP

 

 

 

 

 

 

 

 

Homilia FeriaL

 

Sábado, 3-II: O ofício do Bom Pastor

1 Re 3, 4-13 / Mc 6, 30-34

Jesus encheu-se de compaixão por aquele gente, porque eram como ovelhas sem pastor.

Para que as pessoas não se perdessem no seu caminho, Jesus dedica imenso tempo a instrui-los (Ev.). E, mais tarde, derramará o seu Sangue, para que tivessem vida. Salomão, para poder governar bem o seu povo pede ao Senhor o que é mais importante: um coração inteligente, que pudesse ajudar a discernir o bem do mal (Leit.),

Pelo Sangue que derramou na Cruz, Cristo é o grande Pastor. Ao meditarmos nesta sua entrega, procuremos cumprir sempre a sua vontade. E deixemos também que Ele nos instrua com a sua Palavra (Ev.)

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:            Tiago Varanda

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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