4.º Domingo Comum

28 de Janeiro de 2024

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhor, nosso Deus, salvai-nos – Az. Oliveira, NRMS, 134

Sl 105, 47

Antífona de entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, e reuni-nos de todas as nações, para dar graças ao vosso santo nome e nos alegrarmos no vosso louvor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

P. Neste domingo acompanhamos Jesus que entra, num sábado, na sinagoga e ali ensina com a autoridade que lhe vem da Sua coerência de vida! A sua palavra é eficaz e os seus gestos eloquentes. Jesus é o que diz. Ele faz ao dizer. Ele fala ao fazer. Ele enfrenta e afronta o mal pela sua raiz e liberta-nos do pecado que nos divide.

No fulgor da luz deste Deus Santo, reconheçamos a nossa face negra, as sombrias regiões dos nossos pecados, sobretudo os de incoerência e de desobediência à Palavra de Deus.

 

 

Kyrie

 

P. Porque nem sempre fazemos o que dizemos, nem cumprimos o que mandamos, Senhor, tende piedade de nós!

R. Senhor, tende piedade de nós!

 

P. Porque abusamos da nossa autoridade e impomos aos outros aquilo que não escolhemos para nós, Cristo, tende piedade de nós! 

R. Cristo, tende piedade de nós! 

 

P. Porque nem sempre escutamos a voz do Senhor, na Sua Palavra e na palavra daqueles que nos guiam no caminho da fé, Senhor, tende piedade de nós! 

R. Senhor, tende piedade de nós! 

 

oração colecta: Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Na transmissão da fé cristã, o testemunho faz parte essencial do anúncio. Por isso, ao leitor, ao catequista, aos pais, aos educadores cristãos, soam e ressoam estas palavras de advertência: “Crê o que lês, ensina o que crês, vive o que ensinas”. Só assim a tua palavra será escutada!

 

Deuteronómio 18, 15-20

Moisés falou ao povo, dizendo: 15«O Senhor teu Deus fará surgir no meio de ti, de entre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deveis escutar. 16Foi isto mesmo que pediste ao Senhor teu Deus no Horeb, no dia da assembleia: 'Não ouvirei jamais a voz do Senhor meu Deus, nem verei este grande fogo, para não morrer'. 17O Senhor disse-me: 'Eles têm razão; 18farei surgir para eles, do meio dos seus irmãos, um profeta como tu. Porei as minhas palavras na sua boca e ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar. 19Se alguém não escutar as minhas palavras que esse profeta disser em meu nome, Eu próprio lhe pedirei contas. 20Mas se um profeta tiver a ousadia de dizer em meu nome o que não lhe mandei, ou de falar em nome de outros deuses, tal profeta morrerá'».

 

Estamos perante um texto verdadeiramente institucional do profetismo em Israel. Moisés não é simplesmente o libertador da escravidão do Egipto e o legislador e organizador do povo, mas é tido como o primeiro e o modelo de todos os profetas (cf. Dt 34,10). O contexto dos vv. 19-22 deixa ver que profeta tem aqui um sentido colectivo; alude-se à permanência do carisma profético ao longo da história do povo. Mas também se pode incluir aqui o próprio Messias, como reconhecia a tradição judaica no tempo de Jesus, concretamente os manuscritos de Qumrã (1QS 9). O v. 18 é citado textualmente no discurso de Pedro no Templo (Act 3,20-23), e em S. João Jesus é chamado «o Profeta» (Jo 6,14; 7,40; cf. 1,21.45). Jesus cumpre esta profecia de modo eminente.

 

Salmo Responsorial Sl 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8)

 

Monição: O salmista convida-nos a exultar de alegria no Senhor, abrindo os nossos corações para escutar e acolher a Sua Palavra.

 

Refrão:     Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,

                 não fecheis os vossos corações.

 

Vinde, exultemos de alegria no Senhor,

aclamemos a Deus, nosso Salvador.

Vamos à sua presença e dêmos graças,

ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

 

Vinde, prostremo-nos em terra,

adoremos o Senhor que nos criou;

pois Ele é o nosso Deus

e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

 

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:

«Não endureçais os vossos corações,

como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,

onde vossos pais Me tentaram e provocaram,

apesar de terem visto as minhas obras».

 

Segunda Leitura

 

Monição: A segunda leitura convida os crentes a repensarem as suas prioridades e a não deixarem que as realidades transitórias sejam impeditivas de um verdadeiro compromisso com o serviço de Deus e dos irmãos.

 

1 Coríntios 7, 32-35

Irmãos: 32Não queria que andásseis preocupados. Quem não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, com o modo de agradar ao Senhor. 33Mas aquele que se casou preocupa-se com as coisas do mundo, com a maneira de agradar à esposa, 34e encontra-se dividido. Da mesma forma, a mulher solteira e a virgem preocupam-se com os interesses do Senhor, para serem santas de corpo e espírito. Mas a mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo, com a forma de agradar ao marido. 35Digo isto no vosso próprio interesse e não para vos armar uma cilada. Tenho em vista o que mais convém e vos pode unir ao Senhor sem desvios.

 

Na continuação do texto do passado Domingo, S. Paulo continua a fazer a apologia do celibato por amor do Senhor. Aqui recorre a outro argumento a favor: «aquele que se casou… encontra-se dividido» (v. 34). Mesmo que a pessoa casada ame o seu cônjuge por amor de Deus, com um amor recto e puro, sem mistura de egoísmo, a verdade é que nela se produz uma inevitável divisão afectiva, para além do facto de não dispor de tanto tempo para dedicar só a Deus. S. Paulo louva e encarece o celibato por amor do Reino, mas sem o impor (cfr. vv-25-26.38.40). O Magistério da Igreja definiu solenemente a superioridade do celibato apostólico sobre o matrimónio, mas isto não quer dizer que os casados não estejam chamados igualmente à santidade, nem que não possam vir a ser até mais santos do que muitos que vivem o celibato apostólico; o que sucede é que estes arrancam de um escalão mais elevado rumo à santidade – a entrega dum coração indiviso –, embora possa suceder que não cheguem tão alto como muitos casados podem chegar. Convém sublinhar que este ensinamento paulino é original, e está ao arrepio da mentalidade da época, nada tendo que ver com o desprezo pelo corpo, pela mulher e pelo matrimónio, próprio do maniqueísmo posterior; a mentalidade da época era avessa à continência e até à castidade em geral; o celibato praticado pelo insignificante grupo dos essénios era um fenómeno isolado e sem qualquer impacto. O apreço de Paulo pela santidade do matrimónio leva-o a propô-lo como imagem da união entre Cristo e a Igreja (cf. 2Cor 11,2; Ef 5,21-33).

 

Aclamação ao Evangelho    Mt 4, 16

 

Monição: O Evangelho mostra como Jesus, o Filho de Deus, cumprindo o projeto libertador do Pai, pela sua Palavra e pela sua ação, renova e transforma em homens livres todos aqueles que vivem prisioneiros do egoísmo, do pecado e da morte.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (II)

 

O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz;

para aqueles que habitavam na sombria região da morte uma luz se levantou.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 21-28

21Jesus chegou a Cafarnaúm e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, 22todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. 23Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: 24«Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». 25Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». 26O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. 27Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!» 28E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

 

O final do texto da leitura evangélica de hoje (v. 27) põe em evidência dois aspectos notáveis: a autoridade de Jesus e o seu poder sobre os demónios. Jesus ensina uma «nova doutrina» – é a novidade do Evangelho – e «com que autoridade!». Não era «como os escribas» (v. 22); de facto, estes limitavam-se a repetir as lições que procediam da tradição rabínica, a lei oral atribuída a Moisés. Jesus não é um repetidor, ainda que frequentemente recorra aos ensinamentos dos mestres de Israel (cf. Strack-Billerbeck); nunca os cita e as suas palavras sempre estão iluminadas por um espírito novo. Nunca apela para os mestres rabínicos e, quando apela para Moisés, atreve-se a acrescentar: «Eu, porém, digo-vos», aludindo à sua novidade e superioridade.

O outro aspecto é o poder sobre os demónios. Que o demónio existe não se pode pôr em dúvida. Que as doenças eram então atribuídas ao demónio também é verdade. Que todas as vezes que Jesus cura um endemoninhado, o que faz é simplesmente curar algum tipo de doença psíquica era o que em 1779 escrevia o protestante J. S. Semler e alguns hoje repetem, sem que o possam provar. Recentemente a Igreja católica publicou o ritual dos exorcismos, onde aparecem orações que qualquer pessoa pode rezar para se livrar do demónio e onde estão os exorcismos propriamente ditos que só se podem fazer com autorização da autoridade diocesana e só depois de esgotados todos os recursos humanos de ciência médica.

24-25 «Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus» Não é uma confissão de fé do demónio, mas um expediente para captar o favor de Jesus, que o Evangelista regista para mostrar quem é Jesus. «Cala-te e sai desse homem» é a forma original que Jesus emprega para expulsar demónios, ao invés dos exorcistas tradicionais, que se serviam de várias técnicas complicadas e demoradas; a palavra de Jesus encerra um poder divino, pois para Deus basta dizer, para que se faça o que Ele quer (cf. Gen 1).

 

Sugestões para a homilia

 

No Evangelho de Marcos, somos chamados a contemplar um acontecimento notável na vida de Jesus e de Seus discípulos. Este episódio revela-nos a autoridade divina de Jesus e o impacto profundo que Ele exerce sobre aqueles que O ouvem. A passagem que lemos relata a visita de Jesus à sinagoga em Cafarnaum, e o que se desenrolou ali encerra uma lição de inestimável valor para todos nós.

Imediatamente após a entrada na sinagoga, Jesus inicia o ensinamento, sendo de assinalar que as pessoas que O escutam ficam profundamente impressionadas com a Sua pregação. Tal impressão deriva da autoridade singular com que Ele se exprime. Os mestres da lei da época costumavam apoiar o seu ensinamento em autoridades e tradições antigas, recorrendo a citações para fundamentar as suas palavras. Por contraste, Jesus fala com autoridade intrínseca, uma autoridade de origem divina. Ele não carece de citações ou referências, pois Ele é a própria fonte da verdade.

Essa autoridade que emana de Jesus distingue o Seu ensinamento e a Sua mensagem de tudo o que as pessoas haviam ouvido até então. Esta distinção suscita uma pergunta crucial que deve guiar as nossas vidas: como reagimos à autoridade de Jesus no presente? Estamos dispostos a ouvir e a seguir as Suas palavras, ou preferimos apegar-nos às nossas próprias ideias e tradições?

A reação das pessoas na sinagoga de Cafarnaum é digna de registo. Um homem possuído por um espírito impuro estava presente e reconheceu a autoridade de Jesus. Este não resistiu a Jesus, mas antes se submeteu à Sua autoridade. Este episódio lembra-nos que, perante Jesus, todas as forças do mal, todas as impurezas, todas as trevas se subjugam. Nada pode resistir à Sua autoridade.

No entanto, é relevante assinalar que as pessoas presentes não compreendem integralmente o que está a ocorrer. Elas estão perplexas e questionam: “O que é isto? Um ensino novo com autoridade!” Elas admiram-se, mas ainda não apreendem plenamente a identidade de Jesus.

Hoje, enquanto cristãos, somos igualmente instados a reconhecer a autoridade de Jesus nas nossas vidas. Ele não é apenas um grande mestre, mas o Filho de Deus, o nosso Salvador. Ele possui autoridade sobre todos os domínios das nossas existências: nossos pensamentos, nossas ações, nossos relacionamentos, nossos desafios e nossos temores. Ele é a resposta às questões mais profundas dos nossos corações.

Por vezes, podemos sentir-nos perplexos, tal como as pessoas na sinagoga de Cafarnaum, face à grandiosidade de Cristo. Todavia, é fundamental que, como discípulos de Jesus, continuemos a buscar a compreensão da Sua autoridade e a aprofundar a nossa fé Nele. Como São Paulo nos insta na sua carta aos Coríntios, “Procurai a caridade” (1 Coríntios 14:1), sendo que a maior manifestação dessa caridade consiste em obedecer à autoridade de Jesus Cristo nas nossas vidas.

No fundo, a Palavra convoca-nos a refletir sobre a autoridade de Jesus nas nossas vidas. Ele é o Mestre dotado de autoridade divina, e a nossa resposta a Ele deve ser marcada pela fé, submissão e amor. Possamos nós reconhecer a Sua autoridade, tal como o homem possuído pelo espírito impuro fez, e permitir que Ele reine nos nossos corações. Que o Senhor nos conceda a graça de sermos verdadeiros discípulos de Cristo que escutam e seguem a Sua Palavra.

 

Fala o Santo Padre

 

«Sempre, não vos esqueçais, trazei um pequeno Evangelho no bolso, para o lerdes ao longo do dia,

para ouvirdes essa palavra importante de Jesus. E depois, [...] peçamos a Jesus:

'Jesus, tu és o profeta, o Filho de Deus, aquele que nos foi prometido para nos curar. Cura-me!'»

A passagem do Evangelho de hoje (cf. Mc 1, 21-28) relata um dia típico no ministério de Jesus; em particular, trata-se de um sábado, dia dedicado ao descanso e à oração; o povo ia à sinagoga. Na sinagoga de Cafarnaum, Jesus lê e comenta as Escrituras. Os presentes são atraídos pela forma como ele fala; eles ficam muito admirados porque demonstra uma autoridade diferente da dos escribas (v. 22). Além disso, Jesus revela-se poderoso também em obras. De facto, um homem na sinagoga vira-se contra ele, interrogando-o como Enviado de Deus; Ele reconhece o espírito maligno, ordena-lhe que saia daquele homem, e assim expulsa-o (vv. 23-26).

Aqui vemos os dois elementos caraterísticos da ação de Jesus: a pregação e a obra taumatúrgica de cura: prega e cura. Ambos os aspetos são frisados na passagem do evangelista Marcos, mas o mais evidenciado é a pregação; o exorcismo é apresentado como uma confirmação da sua singular “autoridade” e do seu ensinamento. Jesus prega com a própria autoridade, como alguém que possui uma doutrina que extrai de si mesmo, e não como os escribas que repetiam tradições e leis recebidas. Repetiam palavras, palavras, só palavras - como cantava a grande Mina -. Eram assim: só palavras. Ao contrário, em Jesus, a palavra tem autoridade, Jesus tem autoridade. E isto toca o coração.  O ensino de Jesus tem a mesma autoridade de Deus que fala; de facto, com um único comando, ele liberta facilmente o possuído pelo maligno e cura-o. Porquê? Porque a Sua palavra realiza o que Ele diz. Porque Ele é o profeta definitivo. Mas porque digo isto, que Ele é o profeta definitivo? Recordemos a promessa de Moisés. Moisés diz: «O Senhor, teu Deus, te suscitará dentre os teus irmãos um profeta como eu: é a ele que devereis ouvir» (cf. Dt 18, 15). Moisés anuncia Jesus como o profeta definitivo. Por esta razão [Jesus] fala não com autoridade humana, mas com autoridade divina, porque tem o poder de ser o profeta definitivo, ou seja, o Filho de Deus que nos salva, que nos cura a todos.

O segundo aspeto, o das curas, mostra que a pregação de Cristo tem como objetivo derrotar o mal presente no homem e no mundo. A sua palavra aponta diretamente contra o reino de Satanás, coloca-o em crise e fá-lo retroceder, obriga-o a deixar o mundo. Aquele possuído - aquele homem possuído, obcecado - alcançado pelo comando do Senhor, é libertado e transformado numa nova pessoa. Além disso, a pregação de Jesus pertence a uma lógica oposta à do mundo e do maligno: as suas palavras revelam-se como a viragem de uma ordem errada das coisas. Com efeito, o demónio presente no homem possuído grita quando Jesus se aproxima: «Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder?» (v. 24). Estas expressões indicam a total estranheza entre Jesus e Satanás: estão em planos completamente diferentes; não há nada em comum entre eles; são um o oposto do outro. Jesus, com autoridade, que atrai as pessoas com a sua credibilidade, e também o profeta que liberta, o profeta prometido que é o Filho de Deus que cura. Ouvimos as palavras de Jesus que têm autoridade? Sempre, não vos esqueçais, trazei um pequeno Evangelho no bolso ou na bolsa, para o lerdes ao longo do dia, para ouvirdes essa palavra importante de Jesus. E depois, todos temos problemas, todos temos pecados, todos temos doenças espirituais. Peçamos a Jesus: “Jesus, tu és o profeta, o Filho de Deus, aquele que nos foi prometido para nos curar. Cura-me!” Pedir a Jesus a cura dos nossos pecados, dos nossos males.

A Virgem Maria guardou sempre no seu coração as palavras e os gestos de Jesus, e seguiu-o com total disponibilidade e fidelidade. Que ela nos ajude também a ouvi-lo e a segui-lo, a experimentar nas nossas vidas os sinais da sua salvação.

Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 31 de janeiro de 2021

 

Oração Universal

 

P. Conscientes das nossas divisões e fraquezas, pedimos ao Senhor que venha em nosso auxílio e nos liberte do pecado, dizendo a cada prece:

 

R. Senhor, livrai-nos de todo o mal!

 

1.  Pela Santa Igreja: para que a autoridade que recebe do alto se afirme na capacidade de descer e de se aproximar dos que estão no abismo da pobreza, da solidão e da tristeza. Oremos. R.

 

2.  Pelos que governam: para que a sua autoridade política seja firmada pela coerência da palavra e pelo serviço ao bem comum. Oremos. R.

 

3.  Pelo nosso pároco, pelos leitores e catequistas, pelos pais e padrinhos e por quantos exercem o ministério profético: para que sejam mestres e testemunhas vivas da Palavra que anunciam. Oremos. R.

 

4.  Por todos nós: para que a nossa fé professada e celebrada seja sempre vivida e testemunhada, no meio do nosso mundo. Oremos. R.

 

P. Ó Deus da liberdade, da vida e do amor, concedei aos Vossos fiéis a graça de Vos escutarem, amarem. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório:  Aceitai, Senhor, a nossa humilde oferta – M. Faria, NRMS, 7 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Apresentamos, Senhor, ao vosso altar os dons do vosso povo santo; aceitai-os benignamente e fazei deles o sacramento da nossa redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Monição da Comunhão

 

O Evangelho de hoje garante-nos, porém, que Deus não desistiu da humanidade, que Ele não Se conforma com o facto de os homens trilharem caminhos de escravidão, e que insiste em oferecer a todos a vida plena. É o que celebramos e recebemos em cada Eucaristia.

 

Cântico da Comunhão: Aproximai-vos do Senhor – F. Silva, NRMS, 115

Sl 30, 17-18

Antífona da Comunhão: Fazei brilhar sobre mim o vosso rosto, salvai-me, Senhor, pela vossa bondade e não serei confundido por Vos ter invocado.

Ou:    Mt 5, 3-4

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra prometida.

 

Cântico de acção de graças: A toda a hora bendirei o Senhor – M. Valença, NRMS, 60 .

 

Oração depois da Comunhão: Fortalecidos pelo sacramento da nossa redenção, nós Vos suplicamos, Senhor, que, por este auxílio de salvação eterna, cresça sempre no mundo a verdadeira fé. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O “Reino de Deus” instalou-se no mundo. Jesus, cumprindo o projeto libertador de Deus, pela sua Palavra e pela sua ação, renova e transforma em homens livres todos aqueles que vivem prisioneiros do egoísmo, do pecado e da morte. Sejamos nós a concretização deste projeto de Jesus para o nosso tempo.

 

Cântico final: A vida só tem sentido – H. Faria, NRMS, 103-104

 

 

Homilias Feriais

 

 

4ª SEMANA

 

2ª feira, 29-I: A fé e os males humanos.

2 Sam 15, 13-14. 30;  16, 5-13 / Mc 5, 1-20

Narraram o que havia sucedido ao possesso e o que se passara com os porcos. Começaram então a pedir a Jesus que se retirasse do seu território.

Os gerasenos pedem a Jesus que se retire do seu território porque, para salvar dois homens, tinham morrido dois mil porcos (Ev.). Pelo contrário, o rei David aceita todas as pedradas e insultos que lhe são dirigidos, como permitidos por Deus :«Deixa-o amaldiçoar, foi o Senhor quem lho ordenou» (Leit.). O mesmo fará Jesus na Cruz, com as maldições recebidas.

É muito frequente que a lógica de Deus não coincida com a dos homens. Só a fé nos ajudará a descobrir a mão de Deus, por detrás do que chamamos males humanos. Aproveitemos os males humanos para sermos mais felizes aqui na terra e na vida eterna.

 

3ª Feira, 30-I: Cristo toca-nos para nos curar.

2 Sam 18, 9-10. 14. 24-25. 30; 19, 4 / Mc 5, 21-43

Pois dizia consigo: se eu, ao menos, lhe tocar nas vestes, ficarei curada.

A oração dirigida a Jesus por esta mulher, foi por Ele atendida durante o seu ministério público. Ele tanto atendia a oração expressa em palavaras, como a de Jairo; ou a feita em silêncio, como a da hemorroissa (Ev.). E continua sempre a responder à oração, quando é feita com fé: «Minha filha, foi  a tua fé que te salvou».

O Senhor também nos 'toca', através dos sacramentos, especialmente na Eucaristia e na Penitência. Utiliza estes meios para nos curar das nossas feridas, através do ministério dos sacerdotes, que são seus instrumentos.

 

4ª Feira, 31-I: A contrição e a penitência.

2 Sam 24, 2. 8-17 / Mc 6. 1-6

Jesus não podia fazer ali qualquer milagre. Estava admirado com a falta de fé daquela gente.

Jesus entristece-se com a falta de fé dos seus conterrâneos (Ev.). Tambem David, por falta de confiança no Senhor, quis saber com quantos guerreiros podia contar para ganhar os seus combates (Leit.). Mas acabou por reconhecer a sua falta, pediu perdão ao Senhor e aceitou qualquer penitência que lhe fosse imposta.

David aparece pois como um modelo de arrependimento. Quando ofendermos o Senhor não deixemos de recorrer à contrição, que é uma dor de alma e uma detestação do pecado cometido, com o propósito de emenda de não voltar a pecar no futuro.

 

5ª Feira, 1-II: Uma nova visão da doença e dos doentes.

1 Re 2, 1-4. 10-12 / Mc 6, 7-13

Os Apóstolos partiram e pregaram que era preciso cada um arrepender-se. Expulsavam muitos demónios, ungiam com óleo muitos doentes e curavam-nos.

Ao seguirem Jesus, os Apóstolos adquirem uma nova dimensão da doença e dos doentes. Jesus associa-os à sua vida pobre e servidora. E fá-los participar do seu ministério de compaixão e de cura.

O rei David, ao ver aproximar-se o dia da sua morte, quis deixar um testamento a seu flho (Leit.). Não deixemos de ajudar aqueles que padecem graves enfermidades ou estão moribundos, animando-os a receberem a Unção dos Enfermos, insinuada nesta passagem: «ungiam com óleo numerosos doentes» (Ev.).

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:            Nuno Westwood

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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