3.º Domingo Comum

Domingo da palavra de Deus

21 de Janeiro de 2024

 

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo – F. Santos, BML, 75-76 

Salmo 95, 1.6

Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e poder na sua presença, esplendor e majestade no seu templo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus começa, desde os primeiros passos da Sua Vida Pública, a chamar homens para O ouvir e seguir.

São estes os dois aspetos da nossa vocação cristã, recebida no Batismo: seguir Jesus Cristo momento a momento, pelos caminhos da vida – santidade pessoal – e a missão de pescadores de homens – apostolado pessoal. Os dois chamamentos recebidos no Batismo são como as duas asas com que havemos de voar até ao Céu.

Ao contar-nos os primeiros passos de Jesus na Vida Pública, neste 3.º Domingo do Tempo Comum, o Evangelho recorda-nos esta dupla vocação que recebemos com a nossa filiação divina.

 

Acto penitencial

 

Quando olhamos com humildade para a nossa vida cristã, reconhecemos, iluminados pelo Espírito Santo, que entendemos e vivemos mal a vocação do nosso Batismo. Contentamo-nos com um conhecimento e seguimento superficial de Jesus Cristo e numa total indiferença pela vida dos nossos irmãos.

Imploramos a misericórdia do Senhor, para que nos ilumine, e nos dê força para nos convertermos sinceramente.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C do Ordinário da Missa)

 

•   Senhor Jesus: Contentamo-nos com um conhecimento superficial da doutrina,

     e a nossa vida cristã é também superficial, sem entusiasmo e amor por Cristo.

     Senhor, misericórdia.

 

     Senhor, misericórdia.

 

•  Cristo: Olhamos com indiferença cruel as pessoas que vivem ao nosso lado,

     e nunca as animamos, pela palavra e exemplo, a viver generosamente a fé.

     Cristo, misericórdia.

 

     Cristo, misericórdia.

 

•   Senhor Jesus: Habituamo-nos a uma vida rotineira, sem amor e, generosidade,

     cumprindo os deveres religiosos sem alegria na vida e sem espírito e fé viva.

     Senhor, misericórdia.

 

     Senhor, misericórdia.

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Jonas foi enviado por Deus à cidade de Nínive, para lhe anunciar que estava eminente sobre ela um grande castigo, se os seus habitantes não mudassem de vida.

A grande cidade, a começar pelo rei, acolheu com docilidade esta mensagem de salvação e o Senhor perdoou os seus pecados.

 

Jonas 3, 1-5.10

1A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas nos seguintes termos: 2«Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e apregoa nela a mensagem que Eu te direi». 3Jonas levantou-se e foi a Nínive, conforme a palavra do Senhor. Nínive era uma grande cidade aos olhos de Deus; levava três dias a atravessar. 4Jonas entrou na cidade, caminhou durante um dia e começou a pregar nestes termos: «Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída». 5Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, proclamaram um jejum e revestiram-se de saco, desde o maior ao mais pequeno. 10Quando Deus viu as suas obras e como se convertiam do seu mau caminho, desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou. 

 

O pequeno livro de Jonas é uma grande parábola em acção, para mostrar como Deus quer usar de misericórdia para com todo e qualquer pecador, mesmo estranho ao povo judeu, com a condição de que este se arrependa; para grandes males, grandes remédios, como é o caso do recurso a ameaças, que são uma pedagogia divina: «Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída» (v. 10). É deveras curioso, singular e significativo, que um livro situado no cânone dos Profetas não registe mais do que esta frase da pregação de Jonas. A verdade é que o ensinamento da obra não reside em palavras pregadas, mas nos factos relatados. A grande lição do livro está aqui: Deus tem misericórdia de todos os pecadores e quer que todos se salvem (cf. 1Tim 2,4), mesmo os mais afastados e rebeldes, de quem Nínive, a capital da antiga Assíria, ficou como uma figura emblemática. Este Jonas faz a figura do «filho bom» – mas realmente o mau – da parábola do filho pródigo.

Tudo leva a crer que este livro é uma fina sátira contra a personagem central, um fictício profeta Jonas, que nada tem a ver com a figura histórica do profeta deste nome no séc. VIII (cf. 2Re 14,25-27). O facto de haver uma coincidência no nome – Jonas, filho de Amitai – levou a que a tradição judaica viesse a colocar a obra no grupo dos escritos proféticos. A verdade é que não se considera como uma obra histórica, mas sapiencial, como já S. Jerónimo gostava de imaginar. O Jonas deste livro inspirado materializa a mentalidade da dita habdaláh («separação»), que se difundiu após a reforma de Esdras e Neemias, uma mentalidade fechada e hostil a todo o estrangeiro. Esta maneira de pensar nacionalista e exclusivista é posta a ridículo na figura de Jonas; a obra tem, pois, um carácter de sátira. Com efeito, na primeira parte do livro (Jon 1 – 2) ele nega-se a ir a Nínive (não vá ela converter-se!) e na segunda (Jon 3 – 4), quando, após a sua pregação, a cidade se converte, ele entra em furor contra Deus, porque Ele se mostrou misericordioso perdoando à cidade arrependida.

 

Salmo Responsorial Salmo 24 (25), 4bc-5ab.6-7bc.8-9 (R. 4a)

 

Monição: A Liturgia da Igreja convida-nos a entoar um salmo no qual pedimos humildemente ao Senhor que nos ensine os Seus caminhos.

Façamos dele a nossa oração, pedindo: Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos, ensinai-me as vossas veredas. Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me.,

 

Refrão:    Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos.

 

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,

ensinai-me as vossas veredas.

Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,

porque Vós sois Deus, meu Salvador.

 

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias

e das vossas graças, que são eternas.

Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,

por causa da vossa bondade, Senhor.

 

O Senhor é bom e recto,

ensina o caminho aos pecadores.

Orienta os humildes na justiça

e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na sua primeira Carta que escreve aos fiéis da Igreja de Corinto, S. Paulo exorta-os a aproveitarem o tempo de salvação.

O tempo é breve, também para cada um de nós, e os dias que o Senhor nos concede para nos santificarmos, não voltarão jamais.

 

1 Coríntios 7, 29-31

29O que tenho a dizer-vos, irmãos, é que o tempo é breve. Doravante, os que têm esposas procedam como se as não tivessem; 30os que choram, como se não chorassem; os que andam alegres, como se não andassem; os que compram, como se não possuíssem; 31os que utilizam este mundo, como se realmente não o utilizassem. De facto, o cenário deste mundo é passageiro.

 

O Apóstolo, no capítulo 7 da 1ª aos Coríntios, responde à pergunta que lhe tinha sido feita sobre a virgindade e o celibato. Pensa-se que a pergunta provinha de alguns que consideravam as relações matrimoniais como algo mau ou impróprio para um cristão. S. Paulo, depois de expor a doutrina sobre a legitimidade e indissolubilidade do matrimónio (vv. 1-16), recomenda que cada um siga a vocação a que foi chamado (vv. 17-24), passando a fazer a apologia do celibato e a dar razões da excelência da virgindade (vv. 25-38). Desta parte é que são extraídos os 3 versículos da leitura. S. Paulo tira partido da consideração da brevidade desta vida – «o tempo é breve!» –, para que, na hora de se tomar uma decisão, ninguém se deixe levar pelo apego às coisas passageiras e efémeras. Outras motivações são apresentadas a seguir, que pertencem à leitura do próximo Domingo.

 

Aclamação ao Evangelho    Mc 1, 15

 

Monição: As palavras que Jesus dirige aos Seus ouvintes, ao iniciar a Sua Vida pública são, como todas as outras, para nós também.

Guardemo-las no coração e aclamemo-las com os nossos lábios, levando-as, depois, pela vida e pela palavra, aos que vivem connosco.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. F. Silva, NRMS,46

 

Está próximo o reino de Deus;

arrependei-vos e acreditai no Evangelho.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 14-20

14Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo: 15«Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho». 16Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 17Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens». 18Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. 19Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; 20e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus.

 

Começamos neste Domingo a leitura seguida e respigada do Evangelista do Ano B, S. Marcos. E tudo começa com o início da pregação de Jesus na «Galileia», a zona norte da Palestina, politicamente separada da Judeia, onde Jesus tinha mais liberdade de movimentos para a sua pregação, por estar mais ao abrigo da oposição das autoridades judaicas de Jerusalém (cf. Jo 4,1-3).

14-15 «Depois de João ter sido preso», à letra, «entregue». Mais do que uma nota cronológica, parece que S. Marcos visa uma precisão teológica; com efeito, abre-se agora uma nova etapa da história da salvação. Às promessas de salvação vai seguir-se agora o seu cumprimento em Jesus – «cumpriu-se o tempo» anunciado. O v. 15 é como uma espécie de sumário ou síntese, diríamos, o «programa», do Evangelho de Jesus: o «Reino de Deus» está a chegar, e isto exige uma conversão interior, a metánoia, isto é, uma renovação do entendimento e da vontade – «arrependei-vos» – e uma atitude de fé – «acreditai no Evangelho».

16-20 Embora socialmente Jesus apareça a pregar em público com um mestre entre tantos outros que então havia, Marcos, desde o início, quer deixar bem claro que Jesus não é mais um rabi, em cuja escola qualquer candidato que o deseje se pode inscrever como discípulo, mas que, pelo contrario, é Jesus quem escolhe quem quer, chamando com autoridade; por isso a resposta é pronta, o que merece ser bem sublinhado: «e eles deixaram logo…» – tudo, as redes, o barco, o pai… – «e seguiram Jesus».

 

Sugestões para a homilia

 

• Proclamemos a misericórdia

• Seguir Jesus Cristo

 

1. Proclamemos a misericórdia

 

O livro de Jonas é um texto profético do Antigo Testamento. Narra-nos a história de um profeta que é enviado por Deus para chamar a grande cidade de Nínive – levava três dias a atravessar – à conversão, porque as coisas não andavam nada bem por ali.

Uma figura contestária no Antigo Testamento. «A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas nos seguintes termos: “Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e apregoa nela a mensagem que Eu te direi”.»

Jonas é o tipo de profeta que resiste à vontade de Deus, mas acaba por se render e receber uma lição sobre a misericórdia de Deus.

Enviado a esta cidade, tenta resistir à vontade de Deus, fugindo num barco. O Senhor tem um modo de o fazer obedecer. Levanta-se uma tempestade furiosa e, quando deitam sortes, a ver quem será o culpado daquela tempestade, Jonas aparece como o culpado daquela tribulação e, por isso, atirado ao mar. Deus salva-o miraculosamente, depois de ele ter prometido cumprir o encargo que lhe fora confiado.

Jonas vai a Nínive mas, em vez de anunciar a misericórdia divina, condicionada pela conversão, proclama o castigo de uma justiça sem apelo. Depois, retira-se para uma colina fronteiriça para assistir ao espetáculo de ver a destruição de uma cidade infiel.

Os ninivitas, porém, tomaram a sério a mensagem, fizeram penitência e Deus perdoou-lhes. Jonas, zangado, acha que foi desacreditado como profeta e pede a Deus a morte, colocando-se com a cabeça exposta ao sol. O Senhor tem pena dele e faz crescer um arbusto que o defende da luz e calor do astro rei. O profeta faz, então, o propósito de permanecer ali naquele lugar turístico mas um verme rói a raiz da planta e ela seca.

E quando Jonas fica, uma vez mais contrariado, o Senhor dá-lhe uma lição final. Ele, que nada tinha feito por aquela planta, fica triste por ela ter secado. E Deus não havia de ter pena de que todo aquele povo perecesse?

Proclamar a misericórdia. «Jonas levantou-se e foi a Nínive, conforme a palavra do Senhor. Nínive era uma grande cidade aos olhos de Deus; levava três dias a atravessar. Jonas entrou na cidade, caminhou durante um dia e começou a pregar nestes termos: “Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída”.»

Jonas anuncia um castigo eminente e sem apelo. Na sua mensagem há apenas o anúncio da destruição da cidade dentro de quarenta dias. Não abre uma porta de esperança da conversão, para evitar a catástrofe. E não era isto o que Deus queria, nem quer.

Não faltam destes profetas da desgraça, na Igreja em que vivemos. Pessoas aparentemente piedosas, passam o tempo a alimentar desejos de um grande castigo que destrua os maus e dê um prémio aos bons. É claro que estes consideram-se no grupo dos bons.

Não anunciam a necessidade de conversão, dando o exemplo e ajudando as pessoas a procurá-la, mas no castigo. Baseiam as suas afirmações em visões e mensagens particulares.

O nosso Deus não é o deus do medo, mas do Amor; não da vingança, mas da misericórdia; não do castigo inevitável, mas do apelo à conversão.

Ao fim de tudo, estes corações que anunciam desgraças inevitáveis não estão convertidos. Não amam as pessoas que se afastaram de Deus – só Ele conhece os motivos – mas desejam contemplar o espetáculo da sua punição severa.

O caminho que o Senhor nos indica é o do anúncio da Sua misericórdia que oferece ajuda para a conversão pessoal.  «Há mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de penitência.»

A cada um de nós pergunta o Senhor: Que tenho feito, para que as pessoas deixem de ofender a Deus e O amem? Rezo pela sua conversão e dou-lhes bom testemunho de vida? Podem contar com a minha amizade incondicional e desinteressada em todas as horas?

Proclamemos a misericórdia do Senhor e não os castigos e animemos as pessoas a refugiar-se nela, reencontrando, assim, a alegria batismal.

O Senhor não nos colocou nesta vida para subirmos ao alto do monte e daí contemplar a destruição da cidade dos homens, mas a trabalhar para a sua conversão.

Acolhamos a misericórdia. «Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, proclamaram um jejum e revestiram-se de saco, desde o maior ao mais pequeno. Quando Deus viu as suas obras e como se convertiam do seu mau caminho, desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou

Todos, nesta grande cidade, desde o rei até ao mais humilde vassalo, tomaram a sério a mensagem que Deus lhes enviava pelo profeta Jonas. Arrependeram-se e fizeram penitência dos pecados.

Mais uma vez acontece o que estava profetizado: Deus não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e vida. (cf Ezequiel 18, 21-32). A alegria de Deus é perdoar.

A nossa maior dificuldade para nos convertermos é a convicção, fruto da miopia causada pela soberba, de que não precisamos de conversão. Quando ouvimos o apelo do Espirito Santo à necessidade de nos convertermos, pensamos logo que ela não se destina a nós, mas aos grandes pecadores.

Um dos grandes perigos para a Igreja é o fariseismo dons “bons.” A mensagem de Deus nunca chega ao seu íntimo, porque fazem como aquele que se mete debaixo do chuveiro para tomar banho revestido com um impermeável.

Temos necessidade de pedir ao Senhor um coração humilhado e contrito (cfr. Salmo 50, 17). Uma das devoções que precisamos de exercitar é a dos atos de contrição. Deus quer que a nossa vida se alicerce na rocha firme da verdade, do que somos diante d’Ele.

O Espírito Santo quis que em nossos dias fosse lembrada a misericórdia divina, uma verdade de sempre e muito oportuna para o homem de hoje que vive sem horizontes de esperança. Refugiemo-nos nela e anunciemo-la às pessoas que vivem desorientadas com a sua vida. Ajudemo-las a implorar, connosco: Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos.

 

2. Seguir Jesus Cristo

 

Depois da prisão de S. João Batista, às ordens de Herodes Antipas, Jesus começou a percorrer as terras da Judeia e a anunciar a Boa Nova da Salvação.

Converter-se a acreditar. «Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo: “Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”.»

Quando começa a anunciar a grande notícia da Salvação, Jesus ensina-nos o caminho para a alcançar: arrependimento e conversão.

Para nos convertermos, fazemos na vida espiritual como quando nos enganamos no caminho: damos meia volta e seguimos em sentido oposto ao que vínhamos a caminhar. Voltamos as costas ao lugar para onde caminhávamos e retomamos a marcha em direção certa.

Somente fazemos isto quando nos convencemos de que nos tínhamos enganado no caminho. Na verdade, andamos à procura da paz, da alegria e da felicidade e fazemo-lo instintivamente, quase sem pensar. Acontece, porém, que procuramos tudo isto em sentido errado.

Encontramos aqui a primeira dificuldade, porque nos custa os olhos da cara aceitar que nos enganamos na escolha. Fazemo-lo com facilidade em coisas de pouca importância, porque o engano não nos deixa ficar mal. Quando, porém, ser trata de coisas fundamentais, importantes, teimamos em que temos razão.

O Pai da mentira e Fonte do ódio quer desorientar-nos e leva-nos a matar a sede da felicidade, da alegria e da paz em fontes envenenadas, que não só não resolvem o nosso problema, antes o aumentam.

Santo Agostinho exprime esta realidade nas Confissões: “Fizestes-mos para Vós Senhor, e o nosso coração anda inquieto até que repousa em vós.”

Como procurar, depois, uma nova orientação? Fiando-se em alguém que nos merece confiança. Entra neste momento o papel da fé. É pela pregação, pela doutrina, pelo anúncio da Boa Nova da alegria do Evangelho que nos vem a luz da fé para nos guiar.

Não basta o sentimento, o entusiasmo momentâneo para seguir a Jesus Cristo. É indispensável a formação doutrinal contínua. São muitas as pessoas que abandonam a fé, depois de a terem vivido durante bastante tempo, assumindo formas de vida em que se colocam de costas voltadas para Deus, a caminhar em sentido contrário ao da verdadeira felicidade, talvez porque lhes faltou renovação doutrinal.

Sabemos que isto não explica tudo, porque o coração humano é um mistério nunca desvendável. Mas a luz da formação doutrinal deve acompanhar-nos durante a vida toda, como a luz que nos alumia os passos. Nunca a podemos dispensar.

Seguir Jesus Cristo. «Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: “Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens”. Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O

Que força divina tinham o olhar e a voz de Jesus, para levar estes jovens, cheios de sonhos para a vida, a largar tudo – a profissão, a família e a vida rotineira e tranquila –, para os levar a meterem-se numa aventura desconhecida que não conheciam ainda bem?

 São chamados a seguir Jesus, não apenas para frequentar uma escola da fé, mas para continuarem a sua profissão, agora com novo sentido: pescadores de homens.

Deus chama todas as pessoas, pelo Batismo, a segui-l’O – à santidade pessoal – e a serem pescadores de homens – ao apostolado pessoal – desprendendo-se de tudo o que lhes tolhe os movimentos e a generosidade.

Há muitos caminhos vocacionais na Igreja, mas todos se resumem nisto. Não podemos olhar a vida de apostolado como integrada por um grupo de profissionais do apostolado, enquanto os outros se desinteressam completamente dele.

Ser cristão não consiste em seguir um ideal atraente, umas doutrinas cheias de beleza, mas uma Pessoa: Jesus Cristo, tal como fizeram os primeiros Doze.

Para O seguirmos, temos de O conhecer, pelo Evangelho e livros de formação que nos falam d’Ele.

Mas esta diligência mão dispensa o trato pessoal, pela oração. O nosso conhecimento de Jesus deve levar-nos a amá-l’O, até ao enamoramento da nossa vida por Ele. É pelo diálogo frequente e íntimo que duas pessoas se conhecem e amam cada vez mais.

Nunca poderemos dar por terminada a frequência desta escola para O conhecer e amar, porque Ele é a Verdade infinita. Há sempre mais um detalhe que nos encanta, quando O vamos conhecendo neste trato de intimidade.

Deus continua a chamar. «Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus

S. Marcos refere-nos também o chamamento de dois irmãos a quem Jesus dará o apelido de “filhos do trovão”, por causa do seu temperamento impetuoso. S. Tiago morreu na perseguição de Herodes, em Jerusalém; e S. João foi o amigo fiel que modificou completamente o seu feitio para se tornar um modelo de Amor, se manteve fiel ao lado de Jesus, na Paixão; e recebeu como herança, em nome de todos nós, a Santíssima Virgem como Mãe.

Por esta insistência no chamamento, o Espírito Santo parece querer insinuar-nos que Deus continua a chamar e fá-lo em todos os momentos e oportunidades. O dever de chamar em todos os momentos seguidores de Cristo não é ditado pela falta de vocações, num determinado momento histórico, mas é vocação do cristão em todas as épocas.

Este chamamento não se limita a um despertar inicial para um caminho, mas a chamar sempre os que estão ao nosso lado, com uma palavra amiga que encoraje as pessoas a seguir a Cristo, de tal modo que a tarefa do apostolado nunca está terminada, também com aquelas pessoas que ajudamos a começar um caminho novo. Somos uma Família solidária.

Temos de fazê-lo sem adiamentos, como parte integrante do nosso dia. Aquele ou aquela que podemos ajudar hoje, agora, talvez não o possamos ajudar logo ou amanhã. Vale a penas recordar a advertência de S. Paulo aos fiéis da Igreja de Corinto: «O que tenho a dizer-vos, irmãos, é que o tempo é breve.»

Nada nos dispensa de abraçar esta urgência: «os que têm esposas procedam como se as não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que andam alegres, como se não andassem; os que compram, como se não possuíssem; os que utilizam este mundo, como se realmente não o utilizassem. De facto, o cenário deste mundo é passageiro

Que a Mãe de Jesus e nossa Mãe nos ajude a compreender e a trazer para o nosso dia a dia a urgência apostólica.

 

Fala o Santo Padre

 

«Nisto consiste a conversão, mudar a mentalidade - e mudar a nossa vida: já não seguindo os modelos do mundo,

mas os de Deus, que é Jesus. O pecado da mundanidade que é como o ar, permeia tudo,

trouxe uma mentalidade que tende à afirmação de si mesmo contra os outros e também contra Deus.»

O trecho do Evangelho deste domingo (cf. Mc 1, 14-20) mostra-nos, por assim dizer, a «passagem do testemunho» de João Batista para Jesus. João foi o seu precursor, preparou-lhe o terreno e o caminho: então Jesus pode começar a sua missão e anunciar a salvação já presente; a salvação era Ele. A sua pregação é resumida nestas palavras: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho» (v. 15). Simplesmente! Jesus não usava meias-palavras. É uma mensagem que nos convida a refletir sobre dois temas essenciais: o tempo e a conversão.

Neste texto do evangelista Marcos, o tempo deve ser entendido como a duração da história da salvação realizada por Deus; portanto, o tempo “cumprido” é aquele em que esta ação salvífica atinge o seu ápice, a plena realização: é o momento histórico em que Deus enviou o seu Filho ao mundo e o seu Reino se tornou mais “próximo” do que nunca. O tempo da salvação cumpriu-se porque veio Jesus. Contudo, a salvação não é automática; a salvação é um dom de amor e, como tal, oferecido à liberdade humana. Quando falamos de amor, falamos sempre de liberdade: um amor sem liberdade não é amor; pode ser interesse, pode ser receio, muitas coisas, mas o amor é sempre livre, e sendo livre requer uma resposta livre: exige a nossa conversão. Ou seja, trata-se de mudar a nossa mentalidade - nisto consiste a conversão, mudar a mentalidade - e mudar a nossa vida: já não seguindo os modelos do mundo, mas os de Deus, que é Jesus, seguindo Jesus, como Jesus fez e como Jesus nos ensinou. Trata-se de uma mudança decisiva de visão e atitude. Com efeito, o pecado, especialmente o pecado da mundanidade que é como o ar, permeia tudo, e trouxe uma mentalidade que tende à afirmação de si mesmo contra os outros e também contra Deus. Isto é curioso... Qual é a tua identidade? Muitas vezes ouvimos dizer que se exprime a própria identidade em termos de “contra”. É difícil expressar a própria identidade no espírito do mundo em termos positivos e salvíficos: é contra si mesmo, contra os outros e contra Deus. E para esta finalidade não hesita - a mentalidade do pecado, a mentalidade do mundo - em usar o engano e a violência. Engano e violência. Vejamos o que acontece com o engano e a violência: ganância, desejo de poder e não de serviço, guerras, exploração de pessoas... Esta é a mentalidade do engano que certamente tem a sua origem no pai do engano, o grande mentiroso, o diabo. Ele é o pai da mentira, Jesus defini-o assim.

A mensagem de Jesus opõe-se a tudo isto, convidando-nos a reconhecer a nossa necessidade de Deus e da sua graça; a ter uma atitude equilibrada em relação aos bens terrenos; a sermos acolhedores e humildes para com todos; a conhecer-nos e a realizar-nos no encontro e no serviço aos outros. Para cada um de nós, o tempo em que podemos acolher a redenção é breve: é a duração da nossa vida neste mundo. É breve! Talvez pareça longo... Lembro-me que fui administrar os Sacramentos, a Unção dos enfermos a um idoso muito bom, muito bondoso, e naquele momento, antes de receber a Eucaristia e a Unção dos enfermos, disse-me esta frase: “A minha vida passou voando”, como se dissesse: acreditei que era eterna, mas... “a minha vida passou voando”. É assim que nós, idosos, sentimos que a vida voa. Acaba! E a vida é um dom do amor infinito de Deus, mas é também um tempo de verificação do nosso amor por Ele. Portanto, cada momento, cada instante da nossa existência é um tempo precioso para amar a Deus e para amar o próximo, e assim entrar na vida eterna.

A história da nossa vida segue dois ritmos: um é mensurável, constituído por horas, dias e anos; o outro é composto pelas fases do nosso desenvolvimento: nascimento, infância, adolescência, maturidade, velhice e morte. Cada vez, cada fase tem o seu valor e pode ser um momento privilegiado de encontro com o Senhor. A fé ajuda-nos a descobrir o significado espiritual destes tempos: cada um deles contém uma particular chamada do Senhor, à qual podemos dar uma resposta positiva ou negativa. No Evangelho vemos como Simão, André, Tiago e João responderam: eram homens maduros, tinham o seu trabalho de pescadores, tinham uma vida familiar... No entanto, quando Jesus passou e os chamou, «eles, no mesmo instante, deixaram as redes e seguiram-no» (Mc 1, 18).

Queridos irmãos e irmãs, prestemos atenção e não deixemos Jesus passar sem o receber. Santo Agostinho dizia: “Tenho medo de Deus, quando Ele passa”. Medo do quê? De não o reconhecer, de não o ver, de não o acolher.

Que a Virgem Maria nos ajude a viver cada dia, cada momento como tempo de salvação, em que o Senhor passa e nos chama a segui-lo, cada um segundo a própria vida. E nos ajude a converter a mentalidade do mundo, a das fantasias do mundo, que são fogos de artifício, para a do amor e do serviço.

Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 24 de janeiro de 2021

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Para que a nossa resposta ao Evangelho de Jesus

seja digna de tão grande chamamento,

dirijamos ao Pai a nossa oração.

Oremos (cantando), com alegria:

 

     Senhor, nós temos confiança em Vós.

 

1. Pelo Santo Padre, pelos Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que, seguindo o caminho da fé,

irradiem confiança, alegria e disponibilidade,

oremos com alegria.

 

     Senhor, nós temos confiança em Vós.

 

2. Pelos jovens da nossa Diocese

     que sentem o chamamento de Jesus,

     para que escutem a sua voz e O sigam,

     oremos com alegria.

 

     Senhor, nós temos confiança em Vós.

 

3. Pelos responsáveis das nações em todo o mundo,

     para que descubram no Evangelho de Cristo

     o alicerce firme da justiça e da paz,

     oremos com alegria.

 

     Senhor, nós temos confiança em Vós.

 

4. Pelos que se entregam ao serviço dos mais pobres,

     para que o Senhor lhes dê o seu Espírito

     e a perseverança nas dificuldades,

     oremos com alegria.

 

     Senhor, nós temos confiança em Vós.

 

5. Por nós que participamos nesta celebração,

     para que tenhamos o desejo de viver na graça de Deus

      e de a ela voltar, se a viermos a perder,

     oremos com alegria.

 

     Senhor, nós temos confiança em Vós.

 

6. Pela unidade de todos os que acreditam em Cristo,

     para que edifiquem no verdadeiro Amor de Deus,

     de modo que haja um só rebanho e um só Pastor,

     oremos com alegria.

 

     Senhor, nós temos confiança em Vós.

 

Senhor, que, pela boca do vosso Filho,

dissestes que o tempo se cumpriu

e está próximo o reino de Deus,

dai-nos um coração que saiba responder

às surpresas inesperadas do Evangelho.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

A Liturgia da Palavra proclama, para nós, a misericórdia do Pai que Ele nos envia por Jesus Cristo.

Esta misericórdia de Deus para connosco manifesta-se, sobretudo, na Eucaristia que o próprio Jesus Cristo, no altar, pelo ministério do sacerdote, está a preparar para nós.

 

Cântico do ofertório: Fiz de ti a luz das nações — Carlos Silva, OC, pg 357

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, e santificai os nossos dons, a fim de que se tornem para nós fonte de salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: C. Silva - OC (pg 537)

 

Saudação da Paz

 

Ser pescador de homens é ser mensageiro da paz entre todas as pessoas de boa vontade, porque consiste em tornar-se mensageiro do Amor.

Jesus Cristo veio trazer o fogo do Amor à terra, para acabar com todos os incêndios de ódio entre os homens.

 

Monição da Comunhão

 

Jesus Cristo, presente na Santíssima Eucaristia, sob as aparências do pão e do vinho, continua a chamar cada um de nós.

Ele veio para nos dar a vida em abundância e para pegar a todos os corações um incêndio de Amor.

 

Cântico da Comunhão: Voltai-vos para o Senhor – S. Marques, NRMS, 58

Salmo 33, 6

Antífona da comunhão: Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados, o vosso rosto não será confundido.

 

Ou

Jo 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, Tu és a Luz – Az. Oliveira, NRMS, 6

 

Oração depois da comunhão: Deus omnipotente, nós Vos pedimos que, tendo sido vivificados pela vossa graça, nos alegremos sempre nestes dons sagrados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Como há dois mil anos, Jesus Cristo passa ao nosso lado e lança-nos o convite: Vem e segue-Me! Acolhamos o Seu convite que nos tornar felizes.

 

Cântico final: Cantai ao Senhor um cântico novo – Az. Oliveira, NRMS, 48

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

2ª Feira, 22-I: Vitória sobre o pai da divisão.

2 Sam 5, 1-7. 10 / Mc 3, 22-30

Portanto, se Satanás se levantou contra si próprio e se dividiu, não pode subsistir, vai acabar.

Satanás, o pai da mentira, esteve na origem da entrada no mundo do pecado e da morte. Só pela sua derrota definitiva é que toda a criação ficará livre do pecado e da morte.

Jesus enfrentou o demónio quando foi tentado no deserto. E a sua vitória antecipa a vitória da Paixão. Jesus, o Príncipe da vida, pela sua morte, reduz à impotência o Diabo, e libertou quantos, por meio da morte, se encontravam sujeitos à servidão durante a vida inteira. Portanto, a unidade dos cristãos será alcançada se conseguirmos vencer os factores de divisão que separam de Cristo.

 

3ª Feira, 23-I: A vontade de Deus, fonte de união.

2 Sam 6, 12-15. 17-19 / Mc 3, 31-35

Quem fizer a vontade de Deus é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Jesus revela a existência de uma 'nova família', que tem como fonte de união o cumprimento da vontade de Deus (Ev.), e que figura na oração própria dos filhos de Deus, o Pai nosso. E Ele próprio nos deu exemplo: «Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade».

A Arca da Aliança congregava à sua volta todo o povo de Deus (Leit.). É vontade de Deus que haja uma só Igreja, que foi fundada por Cristo. Contribueremos para a unidade se nos esforçarmos por fazer sempre aquilo que agrada a Deus: o cumprimento dos deveres diários para com Deus, a família, a sociedade, etc.

 

4ª Feira, 24-I: Quando Deus nos fala...

2 Sam 7, 4-17 / Mc 4, 1-20

Não entendeis esta parábola? O que o semeador semeia é a palavra.

Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra igualmente o seu alimento e a sua força, porque não recebe nela uma palavra humana, mas o que é na realidade: a palavra de Deus (Ev.), Nos Livros sagrados, com efeito, o Pai que está nos Céus vem amorosamente ao encontro dos seus filhos, a conversar com eles.

Deus é o Pai que nos fala, que conversa connosco. Assim fez com David: enviou-lhe uma extensa mensagem através do profeta Natã (Leit.) Essa mensagem levou-o ao arrependimento para voltar de novo à comunhão com Deus. É o que pedimos para a unidade dos cristãos.

 

5ª Feira, 25-I: Conversão de S. Paulo.

Act 22, 3-16 / Mc 16, 15-18

Que hei-de fazer, Senhor?  E o Senhor respondeu-me: Levanta-te e vai a Damasco e lá te dirão tudo o que foi determinado.

O encontro de Saulo com Jesus, quando ia a caminho de Damasco, representa uma mudança completa da sua vida. A graça de Deus condu-lo à conversão e imediatamente pergunta: «Que hei-de fazer, Senhor?» (Leit.)

Para a união dos cristãos é necessária a conversão pessoal, que consiste em melhorar em pequenas coisas na piedade, no trabalho, na vida familiar. E esta conversão será decisiva para a expansão da Igreja, que alcançará os povos pagãos, segundo o mandato de Cristo: «Ide por todo o mundo e proclamai a Boa Nova» (Ev.).

 

6ª Feira, 26-I: S. Timóteo e Tito.

2 Tim 1, 1-8 ou Tit 1, 1-5 (próprios) / Lc 10, 1-9 (aprop.)

Ide, e olhai que vos mando em missão como cordeiros para o meio de lobos.

Timóteo e Tito foram dois discípulos e colaboradores de S. Paulo. Tiveram a seu cargo as igrejas de Éfeso e Creta.

No cumprimento da sua missão também encontraram o cenário profetizado por Cristo: «como cordeiros no meio de lobos» (Ev.). Para ajudá-los, S. Paulo escreve desde Roma, na prisão, estas cartas Pastorais, recomendando-lhes como cuidar dos pastores e dos fiéis, para se manterem firmes na fé, etc. Nós encontramos esta agressividade no ambiente, mas não devemos ter receio de dar bom testemunho (Leit.).

 

Sábado, 27-I: A inveja, a humildade e a fé.

2 Sam 12, 1-7, 10-17 / Mc 4, 26-34

Apoderou-se da ovelha do pobre e mandou-a preparar para o seu hóspede.

Quando o profeta Natã quis estimular o arrependimento do rei David, contou-lhe esta história do pobre  que só possuía uma ovelha, e do rico, que tinha inveja dele e acabou por lhe roubar a ovelha (Leit.) A inveja pode levar aos maiores crimes, pois foi pela inveja do demónio que a morte entrou no mndo.

A inveja nasce quase sempre do orgulho. Para o vencer precisamos ser muito humildes. E também a virtude da fé, pela qual nos apoiamos muito mais em Deus do que em nós próprios: «Como é que não tendes fé? » (Ev.).

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:            Fernando Silva

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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