Santa Maria Mãe de Deus

D. M. da Paz

01 de Janeiro de 2024

Na Oitava do Natal do Senhor

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Gloriosa Mãe de Deus – M. Carneiro, NRMS, 33-34|

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Ou:  cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Na oitava de Natal, a Igreja recorda o papel de Nossa Senhora e da Sagrada Família, que juntamente com os Pastores contemplam os mistérios e as promessas de Deus que se cumprem. Acompanhando-os nestes dias, aprendamos a reconhecer Deus que nos visita.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes aos homens a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus quer sempre proferir uma palavra de bênção sobre nós. Hoje fê-l’O por meio do nascimento do Seu filho.

 

Números 6, 22-27

22O Senhor disse a Moisés: 23«Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: 24‘O Senhor te abençoe e te proteja. 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. 26O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».

 

24-26 Esta é uma bênção própria da liturgia judaica, ainda hoje usada. É tripla e crescente: com três palavras a primeira; com 5 palavras a segunda e com 7 palavras a terceira (no original hebraico). A tríplice invocação do Senhor, faz-nos lembrar a bênção da Igreja, em nome das Três Pessoas da SS. Trindade.

Quando, ao começar o ano civil, nos saudamos desejando Ano Novo feliz, aqui temos as felicitações, isto é, as bênçãos que o Senhor – e a Igreja – nos endereça.

 

 

Salmo Responsorial Salmo 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R. 2a)

 

Monição: A redenção começa com o nascimento de Jesus. Com o Seu nascimento, cantamos as Suas misericórdias em favor do Seu povo.

 

Refrão:    Deus Se compadeça de nós

e nos dê a sua bênção.

 

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,

resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

Na terra se conhecerão os seus caminhos

e entre os povos a sua salvação.

 

Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra.

 

Os povos Vos louvem, ó Deus,

todos os povos Vos louvem.

Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu temor aos confins da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo quer-nos recordar que este é o tempo da salvação e que por isso mesmo, com toda a segurança precisamos de implorar e trabalhar pela nossa salvação.

 

Gálatas 4, 4-7

Irmãos: 4Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, 5para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abbá! Pai!». 7Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus.

 

O texto escolhido para hoje corresponde à única vez que S. Paulo, em todas as suas cartas, menciona directamente a Virgem Maria. Não deixa de ser interessante a alusão à Mãe de Jesus, sem mencionar o pai, o que parece insinuar a maternidade virginal de Maria.

5 Segundo o pensamento paulino, Cristo, sofrendo e morrendo, satisfaz as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador; assim «resgatou os que estavam sujeitos à Lei» e mereceu-nos vir a ser filhos adoptivos de Deus. O Natal é a festa do nascimento do Filho de Deus e também a da nossa filiação divina.

6 «Abbá». Porque somos realmente filhos de Deus, podemos dirigirmo-nos a Ele com a confiança de filhos pequenos e chamar-Lhe, à maneira das criancinhas: «Papá». «Abbá» é o diminutivo carinhoso com que ainda hoje, em Israel, os filhos chamam pelo pai (abbá). S. Paulo, escrevendo em grego e para destinatários que na maior parte não sabiam hebraico (daí o cuidado de traduzir a palavra), parece querer manter a mesma expressão carinhosa e familiar com que Jesus se dirigia ao Pai, a qual teria causado um grande impacto nos próprios discípulos, porque jamais um judeu se tinha atrevido a invocar a Deus desta maneira; esta é a razão pela qual a tradição não deixou perder esta tão significativa palavra original de Jesus.

 

Aclamação ao Evangelho    Hebr 1, 1-2

 

Monição: Jesus nasce para nós. Todo o Evangelho recorda-nos hoje as atitudes que podemos e devemos ter cada dia ao aproximarmo-nos do altar do Senhor. Acolhimento e protecção como a Sagrada Família; estupefacção e escuta como os Pastores.

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, pg 114

 

Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.

Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 16-21

Naquele tempo, 16os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. 21Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.

 

Texto na maior parte coincidente com o do Evangelho da Missa da Aurora do dia de Natal (ver notas supra).

21 Repetidas vezes se insiste em que o nome de Jesus é um nome designado por Deus: o nome, etimologicamente, significa aquilo que Jesus é na realidade, «Yahwéh que salva».

 

 

Sugestões para a homilia

 

Na oitava de Natal, a graça de Deus manifesta-se de forma particular: nestes dias brilha para nós o Menino de Jesus no Seu santo nascimento. É este o grande anúncio do Natal, o Emanuel nasceu, Deus está a cumprir as suas promessas e por isso começam a manifestar-se os dias da salvação.

A grande graça do tempo do Natal e de todo o período de chamada vida oculta do Senhor é exactamente esta: habitar com Jesus, contemplá-l’O. E é de facto o que contemplamos nesta grande solenidade: Santa Maria e São José que guardam o Menino, mas também os Pastores que prontamente se apressam para O buscar.

Que grande dor, que grande tristeza porque tantas vezes não te encontramos, meu Jesus.

Mas perguntamo-nos: porque é que isto é sinal de tão grande bênção? Porque precisamos de assim contemplar Jesus? Sabemos que a proximidade com as coisas santas nos fará mais santos, se as soubermos imitar. Todo o mistério da vida oculta de Jesus compreende-se exactamente aí, ver como Jesus viveu divinamente a sua condição humana, para d’Ele aprendermos também.

No entanto, embora Deus esteja connosco, é somente um bebé, um ser indefeso e necessitado de cuidados. Justamente, perguntamo-nos como é que as promessas de Deus se podem cumprir, quando a expressão do amor e do poder de Deus é tão frágil e tão necessitada de cuidados?

Cumpre-se porque começamos a agir divinamente. Este agir não parte somente do que vemos e procuramos imitar, começa sempre na escuta. Se olharmos à história do Povo de Israel e aos episódios do Natal, esta realidade é abundante. Os 10 Mandamentos assim começam: escuta Israel. Na Sagrada Família o mesmo encontramos com Nossa Senhora que escuta o convite do Arcanjo São Gabriel, São José que escuta os divinos conselhos em sonhos, os Pastores que escutam os exércitos celestes a cantar a glória de Deus.

Assim, podemos compreender este tempo como uma oportunidade para nos voltarmos para Deus, para que vivendo na Sua santa presença, sejamos transformados, sejamos filhos de Deus e com a Virgem Maria objecto da contínua bênção de Deus.

 

 

Fala o Santo Padre

 

«A paz está na vida: não é apenas a ausência de guerra [...].

Essa paz tão desejada e sempre ameaçada pela violência, pelo egoísmo e pela maldade,

torna-se possível e alcançável se eu a considerar uma tarefa que me foi atribuída por Deus.»

Comecemos o novo ano colocando-nos sob o olhar materno e amoroso de Maria Santíssima, que a liturgia celebra hoje como Mãe de Deus. Assim, retomamos o nosso percurso pelas veredas do tempo, confiando as nossas angústias e os nossos tormentos àquela que tudo pode. Maria olha para nós com ternura materna tal como olhava para o seu Filho Jesus. E se olharmos para o presépio [virou-se para o presépio montado na sala], vemos que Jesus não está no berço, e dizem-me que Nossa Senhora disse: “Deixai-me pegar um pouco ao colo este meu filho?” E Nossa Senhora faz assim connosco: ela quer estreitar-nos nos seus braços, para nos proteger como protegeu e amou o seu Filho. O olhar tranquilizador e consolador da Santíssima Virgem é um encorajamento para assegurar que este tempo, que nos foi dado pelo Senhor, seja dedicado ao nosso crescimento humano e espiritual, a fim de que seja um tempo para eliminar o ódio e as divisões - existem muitas -  um tempo para nos sentirmos mais irmãos, um tempo para construir e não para destruir, cuidando uns dos outros e da criação. Um tempo para fazer crescer, um tempo de paz.

É precisamente para cuidar do próximo e da criação que o tema do Dia Mundial da Paz, que hoje celebramos, é dedicado: A cultura do cuidado como percurso de paz. Os dolorosos acontecimentos que marcaram o caminho da humanidade no ano passado, especialmente a pandemia, ensinam-nos que é necessário interessar-se pelos problemas dos outros e partilhar as suas preocupações. Esta atitude representa o caminho que conduz à paz, pois favorece a construção de uma sociedade baseada em relações de fraternidade. Cada um de nós, homens e mulheres desta época, é chamado a realizar a paz: cada um de nós, não sejamos indiferentes a isto. Somos todos chamados a realizar a paz e a concretizá-la todos os dias e em todos os ambientes da vida, estendendo a mão ao irmão necessitado de uma palavra de conforto, de um gesto de ternura, de ajuda solidária. E isto, para nós, é uma tarefa dada por Deus. O Senhor atribui-nos a tarefa de sermos construtores de paz.

E a paz pode ser construída se começarmos a estar em paz connosco - em paz no interior, nos nossos corações - e com aqueles que nos rodeiam, removendo os obstáculos que nos impedem de cuidar dos necessitados e dos indigentes. Trata-se de desenvolver uma mentalidade e uma cultura de “cuidado”, para derrotar a indiferença, para derrotar o descarte e a rivalidade - indiferença, descarte, rivalidade - que infelizmente prevalecem. Remover estas atitudes. E assim a paz não é apenas a ausência de guerra. A paz nunca é asséptica, não, não há paz do quirofano [espanhol: “sala de operações”]. A paz está na vida: não é apenas a ausência de guerra, mas é a vida rica de significado, estabelecida e vivida em realização pessoal e em partilha fraterna com os outros. Então essa paz tão desejada e sempre ameaçada pela violência, pelo egoísmo e pela maldade, que aquela paz ameaçada se torna possível e alcançável se eu a considerar uma tarefa que me foi atribuída por Deus.

A Virgem Maria, que deu à luz o «Príncipe da Paz» (Is 9, 6) e que o estreita tão ternamente nos seus braços, obtenha para nós do céu o bem precioso da paz, que não pode ser plenamente perseguido apenas pelos esforços humanos. O esforço humano por si só não é suficiente, porque a paz é sobretudo um dom, um dom de Deus; deve ser implorada com oração incessante, sustentada por um diálogo paciente e respeitoso, construída através de uma cooperação aberta à verdade e à justiça e sempre atenta às legítimas aspirações dos indivíduos e dos povos. A minha esperança é que a paz reine no coração das pessoas e das famílias; nos locais de trabalho e de lazer; nas comunidades e nações. Nas famílias, no trabalho, nas nações: paz, paz. Chegou o momento de pensarmos que a vida hoje em dia é governada por guerras, por inimizades, por tantas coisas que destroem... Queremos a paz. E ela é um dom.

No limiar deste início, a todos apresento os meus cordiais votos de um 2021 feliz e sereno. Que cada um de nós procure assegurar que seja um ano de solidariedade fraterna e de paz para todos; um ano cheio de confiança e esperança, que confiamos à proteção de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.

Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 1 de janeiro de 2021

 

Oração Universal

 

Caríssimos fiéis:

No dia em que proclamamos solenemente

a Virgem Santa Maria como Mãe de Deus,

invoquemos a sua intercessão,

dizendo, confiadamente:

 

R: Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

Ou: Sancta Maria, ora pro nobis.

 

1. Pela santa Igreja católica e apostólica,

para que, a exemplo da Virgem Mãe de Deus,

guarde e medite as palavras que escutou,

com Maria, oremos ao Senhor.

 

2. Pelos homens e pelos povos de toda a terra,

para que Deus os proteja e abençoe,

vele por eles e lhes conceda a sua paz,

com Maria, oremos ao Senhor.

 

3. Pelos pais e mães cristãos de todo o mundo,

para que acolham o dom da vida como bênção

e ensinem a seus filhos o amor de Deus,

com Maria, oremos ao Senhor.

 

4. Pelas crianças que não têm pai nem mãe,

para que Deus lhes ponha em seus caminhos

quem as acolha com verdadeiro amor,

com Maria, oremos ao Senhor.

 

5. Por todos nós e pela nossa comunidade (paroquial),

para que, ao longo de todo este ano,

o amor de Deus possa crescer em nossas vidas,

com Maria, oremos ao Senhor.

 

6. Pela nossa comunidade (paroquial),

para que ponha toda a sua glória

na Cruz de Cristo, o Redentor,

oremos, irmãos.

 

Senhor, nosso Deus,

acolhei das mãos de Maria, Virgem e Mãe,

as orações cheias de fé do vosso povo

e dai-nos a graça de crescer, no Espírito Santo,

até à plenitude da vida em Cristo.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Ó Maria, sois a Mãe de Jesus – J. Santos, NRMS, 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que dais origem a todos os bens e os levais à sua plenitude, nós Vos pedimos, nesta solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça, tenhamos também a alegria de receber os seus frutos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na maternidade] p. 486 [644-756]

 

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: C. Silva  – COM, (pg 195)

 

Monição da Comunhão

 

Jesus que nasceu, continua a dar no Sacrifício do Altar, para criar em nós as disposições necessárias para o reconhecermos e recebermos. Peçamos a graça de que celebrando o Seu santo nascimento, se renovem em nós as disposições para o acolhermos em cada dia.

 

Cântico da Comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje – A. Cartageno, CEC (I)

Hebr 13, 8

Antífona da comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

 

Cântico de acção de graças: Magnificat – Terreiro Nascimento, CT

 

Oração depois da comunhão: Recebemos com alegria os vossos sacramentos nesta solenidade em que proclamamos a Virgem Santa Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja: fazei que esta comunhão nos ajude a crescer para a vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Terminada a oitava de Natal, somos convidados a contemplar a maravilha do nascimento do Senhor durante 40 dias até à Festa da Apresentação do Senhor. Que os vários episódios do Natal nos ajudem a reconhecer Jesus em cada dia da nossa vida.

 

Cântico final: O Povo de Deus te aclama – M. Carneiro, NRMS, 33-34

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO DO NATAL ATÉ À EPIFANIA

 

3ª Feira, 2-I: Endireitar os caminhos do Senhor.

1 Jo 22-28 /Jo 1, 19-20

João declarou: Eu sou a voz de quem brada no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor.

João Baptista anuncia a proximidade do aparecimento do Messias, pedindo: «Endireitai os caminhos do Senhor»(Ev.).

Mas  há muitos que se afastam do Senhor: são o Anticristo (Leit.) todos aqueles que querem ser os senhores da vida e da morte, que decidem quem deve nascer e quem deve morrer, esquecendo que a vida é sagrada e a Deus pertence. E também aqueles que se põem no lugar de Deus, fazento tudo, ou quase tudo, como se Deus não existisse. O Apóstolo aconselha-nos: E agora, permanecei em Cristo.

 

4ª Feira, 3-I: Santíssimo Nome de Jesus.

1 Jo 2, 29- 3, 6 / Jo 1, 29-36

João Baptista viu Jesus, que lhe vinha ao encontro, e exclamou: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Celebramos a memória do Santíssimo Nome de Jesus, que lhe foi imposto no momento da circuncisão.

João Baptista mostrou que Jesus é «o Cordeiro pascal», símbolo da Redenção de Israel na 1ª Páscoa. E S. João: «Bem sabeis que Jesus se manifestou, para tirar os pecados» (Leit.). No Nome de Jesus está a esperança do perdão, a esperança da indulgência. Ele concede o perdão dos pecados, renova os costumes. Todos os que têm devoção a este nome, encontram a glória da salvação (S. Bernardino de Sena, que difundiu esta devoção).

 

5ª feira, 4-I: Modo de vencer o demónio.

1 Jo 3, 7-10 / Jo 1, 35-42

João Baptista olhou para Jesus que passava, e disse: Eis o Cordeiro de Deus.

João Baptista assinala Jesus como o Cordeiro de Deus a dois dos seus discípulos. O Cordeiro de Deus era o símbolo da redenção de Israel na 1ª Páscoa. Agora passará a ser o Redentor do novo povo de Deus.

Foi para destruir as obras do demónio que apareceu o Filho de Deus (Leit.). Dessas obras a mais grave em consequências foi a mentirosa sedução que induziu o homem a desobedecer a Deus. Apoiemo-nos, pois, muito no Senhor nos combates diários e resistamos às tentações de desobediência a Deus.

 

6ª feira, 5-I: Encontros com Jesus e vida nova.

1 Jo 3, 11-21 / Jo 1, 43-51

Filipe: Acabámos de encontrar Aquele de quem Moisés e os profetas escreveram na Lei: É Jesus de Nazaré.

Os encontros de Jesus com Filipe e Natanael mudaram a vida deles (Ev.).

O Senhor, quando vem ao nosso encontro, pede igualmente pequenas mudanças de vida. Por exemplo, o amor ao próximo: «Nós sabemos também que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos» (Leit.). Se o relacionamento com os outros se torna mais difícil, lembremo-nos como Cristo os ama, oferecendo a sua vida por eles. E esse amor tem que traduzir-se necessariamente em obras: «não amemos por palavras e com a língua, mas por obras e de verdade».

 

Sábado, 6-I: A vida nova que o Filho nos traz.

1 Jo 5,5, 5-6. 8-13 / Mc 1, 6-11

O testemunho de Deus é superior, porque o testemunho de Deus é o que Ele deu acerca do seu Filho.

Este testemunho de Deus é João Baptista, que o recorda no momento do baptismo de Jesus: «Tu é o meu Filho muito amado: em ti pus o meu enlevo» (Ev.).

É no momento do nosso Baptismo que recebemos uma vida nova, a vida sobrenatural, semente da vida eterna. E esta vida está no Filho: «quem tem o Filho, tem a vida». Mantenhamos e aumentemos esta vida sobrenatural através da união com Cristo, pela recepção dos sacramentos e da vida de oração, da presença de Deus nas nossas ocupações diárias habituais.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:            Jorge Miguel S. Carvalho

Nota Exegética:          Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      José Carlos Azevedo

 


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