DO PAÍS

 

 

CULTURA- UCP -Papel dos católicos no derrube da ditadura

«Correntes Religiosas diante da descolonização», foi tema das jornadas de Estudo da Universidade Católica Portuguesa.

 

O Centro de Estudos da História Religiosa (CEHR) da Universidade Católica Portuguesa, promoveu em fevereiro passado, uma reflexão sobre a “complexidade” do processo, que mostrou “participantes da religião tanto na oposição, como no combate pelo regime”.

“Este aspeto não é demasiado conhecido, sobretudo do grande público. Temos um conjunto de estudos, muito interessantes sobre algumas pessoas da Igreja, tanto da hierarquia, como do laicado, que se envolveram em contestação contra o regime, em períodos anteriores – encontramos referências ao Bispo do Porto, mas a partir dos anos 60, a contestação da Igreja mudou por motivos vários e caraterísticas novas. Esta iniciativa permite percecionar o papel, o lugar e a importância dessa mobilização católica na preparação para o derrube da ditadura”, esclareceu Maria Inácia Razola, Comissária da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril, em declarações á Agência Ecclesia.

Diante de processos que são tomados mais nos aspetos políticos, é importante analisar e avaliar, sobretudo os participantes na área religiosa que participaram ativamente na dinamização desse processo, quer a favor de alguns deles, quer contra outros. Isto aconteceu no campo do catolicismo, mas também entre outras correntes cristãs e outros crentes como os islâmicos.

“O envolvimento dos mais jovens (nestes estudos), é um elemento central que se pretende com as comemorações. Elas têm de ter um âmbito nacional. Tem de dar voz e espaço a diferentes correntes para que se consiga construir um diálogo construtivo. E em todo este processo, os jovens podem e devem ser a peça central”, sublinhou Maria Inácia Razola.

As comemorações tiveram início em 2022, e vão estender-se até 2026, ano em que se vão assinalar os 50 anos das primeiras eleições autárquicas.

 

 

IGREJA – CEP nomeia assessora

Conferência Episcopal reforçou estrutura de comunicação

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), reforçou a sua estrutura de comunicação com a nomeação, a meio tempo, de uma assessora – Anabela Sousa, diretora da Comunicação da Diocese de Setúbal.

A nova assessora, disse que aceitou o convite “com grande sentido de missão e de responsabilidade”, continuando a desenvolver o seu trabalho de diretora do Departamento de Comunicação da Diocese de Setúbal, criado em 2017.

O padre Manuel Barbosa, em declarações aos jornalistas no fim da reunião do Conselho Permanente de janeiro, em Fátima, explicou que a CEP procura melhorar a sua comunicação, e nesse sentido foi feita esta contratação.

A Conferência Episcopal, indicou o sacerdote, conta com a colaboração, desde outubro de 2021, de um grupo de consultores de Comunicação, do qual faz parte Anabela Sousa, assim como Carmo Rodeia, diretora do Departamento de Comunicação do Santuário de Fátima, Isabel Figueiredo, diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, Paulo Rocha, diretor da Agência Ecclesia, e Pedro Gil, diretor do Departamento de Comunicação do Opus Dei.

O Grupo de consultores de Comunicação, integra também a Equipa Sinodal da CEP, da qual faz parte o padre Eduardo Duque, diretor Nacional do Ensino Superior, e o secretário da Conferência Episcopal, padre Manuel Barbosa, como coordenador.

 

 

Adultos preparam-se para o batismo cristão

No Algarve 90 adultos pediram para iniciar e completar a sua iniciação cristã.

 

A Diocese do Algarve informou, no início da Quaresma que 90 adultos se preparam para iniciar a sua vida cristã.

Destes, 54, que concluíram a formação, devem receber na Páscoa os três sacramentos.

“Para nós é muito bom poder acolher adultos que pedem para ser batizados”, disse o bispo do Algarve, segundo informação do “Jornal de Domingo”.

No sábado, dia 25 de fevereiro, trinta e seis adultos, manifestaram vontade de iniciar a sus preparação,

Os adultos que completaram o catecumenado e os seus garantes (catequistas), pediram e foram recebidos pelo seu Bispo, no Seminário de S. José e na Sé de Faro, no primeiro Domingo da Quaresma-

“Não devem pensar que, pelo fato de terem vindo aqui, encontrarem-se comigo, ficam obrigados a se batizarem. Não. Isso é uma decisão pessoal! É uma decisão que vocês têm de decidir”, acrescentou D. Manuel Quintas, assinalando que podem contar com a sua oração e de toda a Diocese, principalmente das suas comunidades.

 

 

GUARDA

Jornadas do conhecimento centradas na família e nos jovens

 

As XV jornadas do conhecimento que se realizam entre os dia 01 de Fevereiro e 28 de abril nos Arciprestados de Seia – Gouveia (Diocese da Guarda) Têm como tema «A Família e os jovens: da esperança à alegria»

“Pretende dar-se continuidade ao caminho começado nas jornadas anteriores e refletir sobre as novas realidades da Família, quer de fé, quer de vivência e convivência dos jovens, nesta caminhada sinodal e também a caminho da Jornada Mundial da Juventude”, refere nota enviada à Agência Ecclesia.

Associada a estas Jornadas do conhecimento vai estar a comemoração dos 15 anos da «Galeria Paz de Espírito», em Seia, que “foi a fundadora” e que ao longo destes anos “se pautou pela proximidade junto das pessoas e das causas sociais”.

As atividades vão desenrolar-se no Arciprestado de Seia – Gouveia. Fazem parte do programa, três conferências em várias paróquias, dois workshops nas escolas do Concelho de Seia, bem como um concerto de oração para os jovens que estão na caminhada que estão a fazer na preparação da JMJ.

Nas Jornadas também se realizará um retiro quaresmal e um curso bíblico.

O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, abriu as Jornadas no dia 01 de fevereiro com a conferência “Nova linguagem para a evangelização”. Também marcam presença os professores da Universidade Portuguesa Juan Ambrósio, e o padre Eduardo Duque o biblista Frei Herculano Alves e o reitor do Seminário9 da Guarda, padre Paulo Figueiró.

Estas jornadas tem sido preparadas pela “Galeria Paz de Espírito” e pelos professores de Educação Moral e Religião Católica.

 

 

UCP Jornadas de Teologia

A Universidade Católica Portuguesa promoveu Jornadas de Filosofia

 

Tiveram lugar no Porto as Jornadas de Filosofia, promovidas pela Universidade Católica Portuguesa.

Subordinada ao tema “A guerra está na Europa”, como historiador e também cristão, António Abel Canavarro, docente da UCP, dissertou sobre a “Teologia da Paz perante os fenómenos da violência e da guerra”.

“É fundamental fazer um exercício de memória para que nas gerações próximas não se caia no mesmo erro”, afirmou o coordenador da iniciativa.

A utopia da paz é “possível e desejável”, mas se a religião “não consegue trazer esse substrato de humanismo cristão e não consegue ultrapassar aquilo que nos divide, ela pode ser sempre uma utopia”, frisou Abel Canavarro.

Jorge Teixeira dá Cunha, professor de Teologia, apresentou uma reflexão sob o tema: “Novas armas para a paz”, na qual salientou: “é fundamental mudar a Teologia moral da guerra”.

“Este processo de mudança começou com o Papa Bento XV, na I Guerra Mundial, quando afirmou que não há maneira de admitir moralmente a guerra”, recordou.

.Para o docente da Universidade Católica, o caminho da “não – violência é “a única maneira de se pacificar a sociedade”.

Sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, Jorge Teixeira da Cunha apontou a necessidade de “com movimentos populares e de opinião de ambas as partes, possam contradizer a ideia de que é pela beligerância que se consegue melhorar a vida dos povos e alcançar a paz.”

“Em vez de se mandar armas para a Ucrânia, devia-se mandar boas razões para alcançar a paz”, salientou.

 

 

Liturgia

Ministério de catequista, reconhece papel fundamental da mulher na Igreja.

 

D. António Moiteiro. Presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã, e Doutrina da Fé, disse que a publicação do «Rito da Instituição de Catequistas», e o ministério são ”um reconhecimento do papel” dos catequistas

“Este sinal de valorização que a Igreja nos dá. deve ser entendido   por ter tantos leigos e tantas leigas que se dedicam à catequese, como uma responsabilidade e um apelo a formação mais intensa que permita formar pessoas idóneas, capazes de coordenar, ajudar na formação de outros, e servir no fundamental de cada comunidade cristã, assinalou D. António Moiteiro, em nota enviada à Agência Ecclesia.

 

 

Pobreza analisada

Trabalhadores e empresários pediram salários justos

 

Foi apresentado um manifesto na conferência anual da Comissão Nacional Justiça e Paz que juntou diversas organizações alertando para as mudanças e a fragilidades do mercado do trabalho.

No Manifesto, a Comissão Nacional Justiça e Paz, pede que todos os trabalhadores possam ter “salários que permitam superar a pobreza e promover a realização integral de cada pessoa e de cada família”.

A situação de pobreza enquanto privação de recursos necessários a uma vida condigna no contexto social atual, verifica-se em grande número de trabalhadores que auferem o salário mínimo, sendo que o salário médio também não se distancia muito deste. Mudar esta realidade o mais rapidamente possível deverá ser um objetivo prioritário que mobilize as empresas, a sociedade e as autoridades políticas, defendeu o comunicado que insistiu: «Salários justos, contra a pobreza».

Pedro Vaz Patto, na apresentação do documento, assinalou o manifesto como um “sinal de uma unidade” entre empregadores e trabalhadores, já iniciada na preparação da Conferência.

 

 

PORTALEGRE- CASTELO BRANCO

A Diocese de Portalegre – Castelo Branco vai criar uma Escola de Música Litúrgica

 

O Conselho Pastoral da Diocese de Portalegre – Castelo Branco, na primeira reunião ordinária deste ano, refletiu sobre a proposta apresentada relativa à criação de uma Escola de Música Litúrgica.

A “Schola Cantorum” vai ser dirigida pela musicóloga Cristina Lima, inspirada noutras escolas de ministérios litúrgicos, em Portugal. Vai entrar em funcionamento no início do próximo ano pastoral.

Esta reunião, presidida pelo bispo da Diocese, D. Antonino Dias, ao “Repensar a Vida da Diocese”, nomeadamente no “confronto à crise de vocações sacerdotais nesta Igreja que conta com ‘apenas’ 57 sacerdotes, e, destes só oito têm menos de 50 anos de idade”, foi um tema que ficou “pendente” da última reunião, para reflexão dos membros do conselho.

O vigário episcopal e Reitor do Seminário Diocesano, cónego Emanuel Silva, apresentou um relatório elaborado com seis leigos, onde indicaram algumas problemáticas e caminhos para uma solução. Foram debatidos pelo Conselho Pastoral Diocesano com a certeza de que o processo será longo e exigirá tomadas de decisão fortes, ponderadas, e que provoquem mudanças

Segundo o comunicado enviado à Agência Ecclesia, o relatório vai ser enviado ao Conselho Presbiteral e depois o bispo diocesano tomará decisões e iniciará os trabalhos sobre esta problemática.

 

 

JMJ em FAFE

Símbolos da Jornada Mundial da Juventude, desceram das serras à cidade, no Arciprestado de Fafe.

 

No dia 21 de fevereiro, os Símbolos da Jornada Mundial da Juventude foram entregues no Santuário de Nossa Senhora do Viso, ainda em território de Celorico de Basto, para, a partir da Eucaristia celebrada às 15 h, iniciarem a peregrinação pelo trilho do rally, entre a Lameira e o Santuário de Nossa Senhora das Neves passando pelo salto da Pedra Sentada.

No Santuário de Nossa Senhora das Neves, único santuário mariano do Arciprestado, foi rezada uma oração comunitária, pelas 18 h. Iniciou-se em seguida a procissão dos Símbolos “da serra até à cidade”, acompanhados por motards.

Pelas 21h, os jovens animaram o centro da cidade com uma festa, por eles preparada.

No dia seguinte, Quarta-feira de Cinzas, no recinto da feira semanal, reuniram-se os jovens já inscritos na JMJ 2023.

Estes jovens deram a conhecer esta grande iniciativa, apelando ao acolhimento dos jovens estrangeiros durante os “Dias das Dioceses”, de 26 a 31 de julho, antes do encontro em Lisboa.

No dia 22, depois de uma passagem por algumas instituições, os Símbolos foram acolhidos na Igreja de S. Gens, onde se realçou uma vigília arciprestal.

 

 

Viseu – Formadores de Acólitos

Serviço Nacional realizou Encontro de Formação de Formadores

 

Em Viseu, no final de janeiro, o Serviço Nacional de Acólitos (SNA) promoveu um Encontro de Formação de Formadores com o objetivo de preparar para “o serviço do altar”, tendo por tema: “Acólito, que pressa te move?”

“A partir da análise da vida de jovens do século XXI e que se tornaram modelo de santidade, e do Missal Romano, os formadores levaram para as suas comunidades, formas de trabalho e análise de como a santidade do cristão tem como meta e fonte, a Eucaristia”, disse à Agência Ecclesia o diretor do SNA.

De acordo com o padre Luís Leal, toda a formação teve por objetivo preparar os acólitos para o serviço do altar numa plena consciência da sua missão e vivência espiritual dessa mesma missão.

O Encontro reuniu acólitos formadores das dioceses de Braga, Porto, Coimbra, Viseu, Guarda, Lisboa, Lamego, Évora e Diocese das Forças Armadas e de Segurança.

Os acólitos participaram na celebração da Missa, presidida pelo bispo de Viseu, D. António Luciano que “destacou a importância do papel dos acólitos nas comunidades e da sua missão no altar e na vida quotidiana”.

 

 

CULTURA

Manuel Braga da Cruz:

Prémio Árvore da Vida é “prova de generosidade”

 

Manuel Braga da Cruz, antigo Reitor da Universidade Católica Portuguesa (UCP), foi galardoado com o Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes, referente a 2022, anunciou o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. O prémio será entregue dia 8 de março, pelas 18h00, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

“Recebi a notícia da concessão do Prémio P. Manuel Antunes com surpresa e alguma incredulidade. Não posso deixar de agradecer tamanha prova de generosidade. A decisão de premiar um cientista social representa, por certo, o reconhecimento da dimensão cultural do social, das Ciências Sociais como Ciências do Espírito ou Ciências da Cultura, em cuja investigação a fé tem uma função de iluminação da realidade,” referiu Manuel Braga da Cruz.

O Prémio destaca anualmente, desde 2005, "a excelência de personalidades, percursos e obras que refletem o humanismo e a experiência cristã no mundo contemporâneo", revela aquele Secretariado.

"Com pensamento estruturado desde a inicial formação em Filosofia, Manuel Braga da Cruz conjugou de forma exemplar a liberdade de espírito com a coerência de princípios na carreira universitária como brilhante investigador e professor (desde o Instituto de Ciências Sociais até à Universidade Católica Portuguesa, de que foi Reitor entre 2000 e 2012)", refere a justificação sumária dos jurados.

O júri teve presente "o excelente trabalho de pesquisa e reflexão realizado (...) nas áreas conexas da Sociologia e da Ciência Política, bem como nos estudos de História", em particular "sobre os antecedentes e o devir do Estado Novo e as relações entre Igreja e Estado nesse período".

 A declaração aponta as “altas qualidades” do “marcante trajeto intelectual” e do “testemunho convicto de humanismo cristão” de Manuel António Garcia Braga da Cruz, nascido no ano de 1946 em Tadim, Braga.

Qualidades que estão patentes quer “na constante intervenção no espaço público como conferencista e articulista de referência”, quer nas suas várias obras, como “Raízes do Presente e Retratos Contemporâneos”, “Teorias Sociológicas”, “Instituições Políticas e Processos Sociais”, “Política Comparada”, “Sistemas Eleitorais – o debate científico”, “Transições Históricas e Reformas Políticas em Portugal”, “A Globalização, Portugal e a Europa”, “O Sistema Político Português”, “Os Católicos, a Sociedade e o Estado, “Monárquicos e Republicanos no Estado Novo” e “O Estado Novo e a Igreja Católica”.

O júri, que deliberou por unanimidade a 4 de novembro, foi presidido por D. João Lavrador e constituído por Carlos Magno, Guilherme d’Oliveira Martins, José Carlos Seabra Pereira, P. José Frazão Correia, SJ e Maria Teresa Dias Furtado.

 


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