SÍNODO DOS BISPOS

 

SÍNODO

Vaticano II, é um processo contínuo, longe de ser cumprido

 

A secretaria geral do Sínodo dos Bispos escreveu uma mensagem por ocasião do 60º aniversário da abertura do II Concílio do Vaticano II (11 de outubro de 1962 – 11 de outubro de 2022) onde realça que o magistério conciliar está “longe” de ser cumprido, mas é um “processo contínuo”.

O 60º aniversário da abertura do II Concílio do Vaticano é um “momento de particular graça” também para o Sínodo, que representa um fruto daquela assembleia ecuménica, na verdade um dos “legados mais preciosos”, realça o documento.

O «Synodus Episcoporum», foi instituído por São Paulo VI, no início do quarto e último período do Concílio (15 de setembro de 1965), indo ao encontro “dos pedidos feitos pelos padres conciliares”.

O objetivo do sínodo, foi e continua a ser o de prolongar, na vida e missão da Igreja, o estilo do II Concílio Vaticano, bem como fomentar no Povo de Deus, a apropriação viva do seu ensino, na consciência de que esse concílio, representava a “grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX”.

A sinodalidade é um tema do Concílio, ainda que este termo, de “cunhagem recente” – não se encontre expressamente nos documentos da assembleia ecuménica.

Os conceitos «comunhão, participação e missão», termos que o Papa Francisco, quis incluir no próprio título do caminho sinodal, são palavras “eminentemente conciliares”.

Já Bento XVI, afirmava que “a dimensão sinodal é constitutiva da Igreja: ela consiste na reunião de todos os povos e culturas para se tornarem um só em Cristo e caminharem juntos no seguimento, daquele que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

 

 

SÍNODO

Igreja desafiada a promover «plena e igual participação das mulheres

 

Cidade do Vaticano, 27 de outubro. - O documento de trabalho para a fase continental do Sínodo 2021 – 2024 desafia a Igreja a “repensar a situação das mulheres”, nas suas práticas, estruturas e hábitos”.

Das conclusões apresentadas no final da primeira parte dos trabalhos, chegou de todos os continentes um apelo a fim de que as mulheres católicas, acima de tudo como batizadas e membros do Povo de Deus, mereçam igual dignidade. Os relatórios apresentados pelas dioceses, inspiraram o novo documento orientador para a Etapa Continental.

A Secretária Geral do Sínodo, responsável pela publicação, destaca a necessidade duma “conversão da cultura da Igreja”, que leve a uma “nova cultura”.

Isto diz respeito, antes de mais, ao papel das mulheres e à sua vocação, enraizada na sua dignidade batismal comum, para participar plenamente na vida da Igreja. Este é um ponto crítico, no qual existe uma consciência crescente em todas as partes do mundo.

A título de exemplo, foi apresentado o que consta na síntese enviada da Terra Santa, destacando que quem se comprometeu mais no processo sinodal, foram as mulheres, pelo facto de, tendo sido relegadas para uma margem profética na qual observam o que se passa na vida da Igreja, mais facilmente entendem as suas dificuldades.

Também os católicos da Coreia, reconhecendo a grande participação das mulheres em atividades eclesiais, apontaram a sua exclusão nos principais processos de decisão.

O novo texto admite que os contributos recebidos pelo Vaticano “não concordam quanto a uma resposta única e exaustiva à questão da vocação, da inclusão e da valorização das mulheres na Igreja e na sociedade”.

“Perante as dinâmicas sociais de empobrecimento, violência e humilhação que enfrentam em todo o mundo, as mulheres pedem uma Igreja que esteja ao seu lado, mais compreensiva e solidária no combate destas forças de destruição e exclusão, acrescenta o documento.

 

 

SÍNODO

Papa prolonga por mais um ano o processo de escuta e discernimento

 

«Com o objetivo de dispor de um tempo de discernimento mais prolongado, determinei que esta assembleia sinodal vai decorrer em duas sessões: a primeira de 9 a 24 de outubro de 2023, e a segunda em outubro de 2024», anunciou o Papa Francisco, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da Oração do Ângelus, no dia 16 de outubro.

Recordou que a 16ª assembleia geral do Sínodo dos Bispos, começou, nos últimos meses, com a “escuta e discernimento” – um processo inédito de consulta, de forma descentralizada, a nível de cada diocese, que preparou os encontros continentais, que vão decorrer nos próximos meses.

“Os frutos do processo sinodal em curso são muitos, mas para que cheguem ao seu pleno amadurecimento, é necessário não ter pressa”, assinalou o Papa.

O Papa deixou votos de que “esta decisão possa favorecer a compreensão da sinodalidade como dimensão constitutiva da Igreja, e ajudar todos a vivê-la num caminho de irmãos e irmãs, que testemunham a alegria do Evangelho”.

 

 

SÍNODO

Conclusões da 1ªfase

Transparência, como fator de uma Igreja sinodal

 

Na primeira fase sinodal que decorreu a nível diocesano desde outubro de 2021, a necessidade de grande transparência foi apontada como “um fator essencial para uma Igreja autenticamente sinodal”.

Após a primeira fase deste processo sinodal chegaram ao Vaticano 112 relatórios das 114 Conferências Episcopais e das Igrejas Católicas Orientais, de Institutos de Vida Consagrada, organismos da Santa Sé, movimentos, associações, pessoas singulares e grupos que inspiram o novo documento orientador para a Etapa Continental, até às Assembleias Sinodais marcadas entre janeiro e março de 2023.

O novo documento de trabalho assume “dificuldades” neste processo, do impacto da pandemia a “claras” expressões de rejeição da proposta lançada pelo Papa.

“Numerosas sínteses, mencionam os medos e as resistências da parte do clero, mas também a passividade dos leigos”, precisam os autores da síntese final.

As várias sínteses enviadas ao Vaticano apontam a importância de libertar a Igreja do clericalismo, de modo que todos os seus membros, tanto sacerdotes como leigos, possam realizar a missão comum.

Os participantes dos cinco continentes criticam “estruturas hierárquicas que favoreçam tendências autocráticas” e “uma cultura clerical individualista que isola as pessoas e fragmenta as relações entre sacerdotes e leigos”.

O texto publicado pela Secretaria Geral do Sínodo assinala que a Igreja tem “necessidade de dar uma forma e um modo de proceder sinodal, também às próprias instituições e estruturas, particularmente de governo”.

“Caberá ao direito canónico acompanhar este processo de renovação das estruturas, também através das necessárias modificações das ordens atualmente em vigor”, indica o organismo do Vaticano.

 


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