2º Domingo do Advento

4 de Dezembro de 2022

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada:  Povos que caminhais – J. Santos,  NRMS, 64

cf. Is 30, 19.30

Antífona de entrada: Povo de Sião: eis o Senhor que vem salvar os homens. O Senhor fará ouvir a sua voz majestosa na alegria dos vossos corações.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Enquanto o Natal chega às ruas, a Palavra de Deus desce ao deserto. Sem falas mansas, nem anúncios prometedores, João Baptista vem tirar as pedras do caminho, para Deus vir e chegar quando quiser, passar e ficar entre nós. É a Palavra de Deus que vem, pela boca do Baptista, abater os altos montes, as colinas seculares e preencher os vales. Por outras palavras, vem João Baptista ao deserto da nossa vida, para lançar as sementes do Reino para chegarmos à plenitude dos frutos de paz e justiça.

 

Kyrie

 

Senhor Jesus, Rebento Justo,

esperança de um tempo novo,

onde habita a paz e a justiça,

Senhor tende piedade de nós!

 

Cristo Jesus, Filho do Homem,

que um dia vireis com grande poder e glória,

Cristo, Cristo, tende piedade de nós.

 

Senhor Jesus,

fonte de esperança para o tempo presente

e esperança da glória para os tempos sem fim,

Senhor, tende piedade de nós.

 

Oração colecta: Concedei, Deus omnipotente e misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo, mas que a sabedoria do alto nos leve a participar no esplendor da sua glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Na primeira leitura, o profeta Isaías apresenta um enviado de Jahwéh, da descendência de David, sobre quem repousa a plenitude do Espírito de Deus; a sua missão será construir um reino de justiça e de paz sem fim, de onde estarão definitivamente banidas as divisões, as desarmonias, os conflitos.

 

Isaías 11, 1-10

Naquele dia, 1sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. 2Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus. 3Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer. 4Julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio. 5A justiça será a faixa dos seus rins e a lealdade a cintura dos seus flancos. 6O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir. 7A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi. 8A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora. 9Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar. 10Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa.

 

O texto da leitura é um dos mais belos poemas do messianismo davídico, e uma das mais notáveis profecias messiânicas de todo o A.T.; faz parte do chamado «Livro do Emanuel», sete capítulos de Isaías de singular densidade messiânica (Is 6 – 12).

1 «Jessé» (Yixái, na Bíblia hebraica) é o pai de David, o «tronco» que deu origem a um «rebento», um ramo, que é o Messias, Jesus Cristo.

2 «Sobre ele repousará o Espírito do Senhor» (cf. Mt 3, 16; Lc 4, 18). Neste texto fundamenta-se o número septenário da Teologia dos dons do Espírito Santo. Podia alguém estranhar que na tradução não se fale do «espírito de piedade», como na tradução dos LXX e na Vulgata. Mas a letra do original hebraico (sem variantes) não regista a «piedade», tendo sido seguido pela Neovulgata e pela nossa tradução litúrgica. No entanto o suposto acrescento (para se obter o número 7, número de plenitude) da tradução grega dos LXX e da latina de S. Jerónimo não é arbitrário; com efeito, há no original hebraico uma repetição do «temor de Deus», nos vv. 2 e 3, e o termo hebraico «yiráh» tanto pode significar «reverência» como «temor», e daí a tradução no v. 2 por «piedade» e no v. 3 por «temor». Como o espírito do temor de Yahwéh de que aqui se fala é sem dúvida o do temor filial, pode considerar-se legítimo o desdobramento ou explicitação feita pelo tradutor grego dos LXX (que alguns antigos e modernos consideram inspirado), no que foi seguido por S. Jerónimo, na Vulgata.

5 A figura da «faixa» e da «cintura» é um hebraísmo com que se designa a actividade, uma vez que estas se costumam usar para cingir a roupa a fim de se trabalhar mais expeditamente. A expressão corresponde pois a dizer que o Messias «actuará com justiça e lealdade».

6-9 A paz que trará o Messias é descrita deste modo paradisíaco e idílico tão belo, diríamos que ideal e utópico. No entanto, a paz que Cristo traz aos corações e à própria Humanidade supera o que as imagens fazem supor: é «um rio de paz» (cf. Is 66, 12).

10 «A raiz de Jessé», isto é, o Messias, descendente do rei David, filho de Jessé, unirá todos os povos sob um único estandarte, daí o chamar-lhe a «bandeira dos povos» (gentios), que serão atraídos («virão procurá-la») a Cristo na sua Igreja.

 

Salmo Responsorial    Salmo 71 (72), 2.7-8.12-13.17 (R. cf. 7)

 

Monição: Acolhendo a Palavra que o Senhor nos dirige, elevemos a nossa alma que faz nascer a justiça e a paz.

 

Refrão:        Nos dias do Senhor nascerá a justiça e a paz para sempre.

 

Ó Deus, dai ao rei o poder de julgar

e a vossa justiça ao filho do rei.

Ele governará o vosso povo com justiça

e os vossos pobres com equidade.

 

Florescerá a justiça nos seus dias

e uma grande paz até ao fim dos tempos.

Ele dominará de um ao outro mar,

do grande rio até aos confins da terra.

 

Socorrerá o pobre que pede auxílio

e o miserável que não tem amparo.

Terá compaixão dos fracos e dos pobres

e defenderá a vida dos oprimidos.

 

O seu nome será eternamente bendito

e durará tanto como a luz do sol;

nele serão abençoadas todas as nações,

todos os povos da terra o hão-de bendizer.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A segunda leitura dirige-se àqueles que receberam de Jesus a proposta do “Reino”: sendo o rosto visível de Cristo no meio dos homens, eles devem dar testemunho de união, de amor, de partilha, de harmonia entre si, acolhendo e ajudando os irmãos mais débeis, a exemplo de Jesus.

 

Romanos 15, 4-9

Irmãos: 4Tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nossa instrução, a fim de que, pela paciência e consolação que vêm das Escrituras, tenhamos esperança. 5O Deus da paciência e da consolação vos conceda que alimenteis os mesmos sentimentos uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, 6para que, numa só alma e com uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. 7Acolhei-vos, portanto, uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para glória de Deus. 8Pois Eu vos digo que Cristo Se fez servidor dos judeus, para mostrar a fidelidade de Deus e confirmar as promessas feitas aos nossos antepassados. 9Por sua vez, os gentios dão glória a Deus pela sua misericórdia, como está escrito: «Por isso eu Vos bendirei entre as nações e cantarei a glória do vosso nome».

 

A leitura é um pequeno trecho da 2ª parte, a parte moral, final da Epístola (Rom 12 – 16), que termina apresentando o exemplo de Cristo, feito «servidor» de todos, judeus e gentios; para com os judeus mostrando a fidelidade divina (v. 8) e para com os gentios mostrando a sua misericórdia (v. 9).

4 S. Paulo acentua o valor e utilidade da Sagrada Escritura, como em 2 Tim 3, 16. A sua leitura e meditação produz frutos muito concretos: «a paciência» e a «consolação», que levam a manter firme a «esperança» em Deus.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 3, 4.6

 

Monição: No Evangelho, João Baptista anuncia que a concretização desse “Reino” está próxima. Mas, para que o “Reino” se torne realidade viva no mundo, João convida os seus contemporâneos à conversão. “Aquele que vem” (Jesus) vai propor aos homens um batismo “no Espírito Santo e no fogo” que os tornará “filhos de Deus” e capazes de viver na dinâmica do “Reino”.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – Az. Oliveira, NRMS, 36

 

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas

e toda a criatura verá a salvação de Deus.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 3, 1-12

1Naqueles dias, apareceu João Baptista a pregar no deserto da Judeia, 2dizendo: «Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus». 3Foi dele que o profeta Isaías falou, ao dizer: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas’». 4João tinha uma veste tecida com pêlos de camelo e uma cintura de cabedal à volta dos rins. O seu alimento eram gafanhotos e mel silvestre. 5Acorria a ele gente de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a região do Jordão; 6e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 7Ao ver muitos fariseus e saduceus que vinham ao seu baptismo, disse-lhes: «Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? 8Praticai acções que se conformem ao arrependimento que manifestais. 9Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é o nosso pai’, porque eu vos digo: Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão. 10O machado já está posto à raiz das árvores. Por isso, toda a árvore que não dá fruto será cortada e lançada ao fogo. 11Eu baptizo-vos com água, para vos levar ao arrependimento. Mas Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu e não sou digno de levar as suas sandálias. Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo. 12Tem a pá na sua mão: há-de limpar a eira e recolher o trigo no celeiro. Mas a palha, queimá-la-á num fogo que não se apaga».

 

Os quatro Evangelhos coincidem em que a pregação de Jesus é precedida de uma preparação do povo com a pregação de João Baptista, como o último dos profetas que anuncia imediatamente a vinda de Jesus. A referência ao local onde pregava – «no deserto» – não parece ser uma simples indicação topográfica, mas parece ir mais longe, com a alusão ao lugar onde teve início o antigo povo de Deus, com a aliança do Sinai. De qualquer modo, o deserto da Judeia não significa uma zona literalmente desértica, mas uma região árida e de pouca vegetação. Não é descabido pensar que João, de família sacerdotal, tivesse aderido ao movimento renovador dos essénios.

2 «Arrependei-vos». O texto original também se podia traduzir por convertei-vos, isto é, mudai o coração, mudai o pensar (metanoeîte); não se trata de um mero mudar de rumo na vida, mas duma atitude interior de sincero arrependimento, a atitude de quem se reconhece pecador e humildemente vai rectificar, mesmo à custa de sacrifício (penitência); daí a tradução da Vulgata e da Neovulgata (poenitentiam agite).

«Reino dos Céus», expressão habitual em S. Mateus, equivalente a Reino de Deus, mas evitando pronunciar o nome inefável de Deus. «Está perto o reino…», isto é, uma especialíssima intervenção salvadora de Deus, para estabelecer o seu soberano domínio misericordioso, que libertará o homem da escravidão do pecado, do demónio e da morte. Este reino, ou reinado de Deus, manifesta-se na palavra, obra e sobretudo na própria Pessoa de Cristo, que é quem o vem realizar no grau mais elevado e mais puro, sem as excrescências materialistas do nacionalismo teocrático (como pensavam os judeus contemporâneos do Senhor). Mas o reino de Deus só terá a sua perfeita consumação quando Jesus Cristo vier pela segunda vez no fim dos tempos (cf. 1 Cor 15, 24). Neste tempo intermédio, entre as duas vindas do Senhor, a Igreja é já o reino de Deus, enquanto que é a comunidade salvífica, presença sacramental de Cristo a congregar e conduzir os homens à salvação eterna (cf. Vaticano II, LG 5).

3 «Uma voz daquele que clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor...’». Segundo o texto de Isaías, aquele que clama é o Profeta, um arauto de Deus (uma figura do Baptista), a incitar a abrir o caminho do regresso do exílio, um caminho de Deus, isto é, um caminho que Deus proporciona ao seu povo que Ele quer reconduzir e salvar. Este regresso é concebido como um novo Êxodo, daí a referência ao deserto, noção muito rica: lugar privilegiado de encontro com Deus, de aliança, de purificação, de desinstalação, de preparação para a entrada na terra prometida. Por isso era também no deserto que os essénios de Qumrã e de outros lugares se preparavam naqueles tempos para a vinda do Messias; no deserto pregava João e para o deserto se retirou Jesus no início da sua vida pública.

4-5 Nunca se diz que João vestia uma pele de camelo, como às vezes se pensa, mas que se vestia com «pêlos (ou lã) de camelo». O mel silvestre não parece ser mel de abelhas selvagens, mas algum insípido melaço segregado por plantas daquela zona, talvez da tamargueira, abundante junto a Jericó, nas margens do Jordão, onde João baptizava. A pregação de João, o seu estilo de vida e até a própria apresentação à maneira do profeta Elias (cf. 2 Reis 1, 8) eram de molde a produzir tal impacto que arrastava as multidões, como também atesta um autor judeu da época (Flávio José, Antiquitates, 18, 5,2).

11 O baptismo de João não tinha a força de produzir na alma a graça da justificação e só valia enquanto punha em evidência as boas disposições do sujeito e as confirmava, ajudando as pessoas a disporem-se para a iminente chegada do Messias. O Baptismo de Jesus é «no Espírito Santo e em fogo»: tem a virtude de produzir a graça pela acção de Cristo no sujeito e não pelos méritos de quem o recebe ou administra. O fogo parece ser antes uma imagem da eficácia purificadora e renovadora do Espírito Santo na alma do baptizado. Autores há que pensam que talvez o Baptista se movesse num plano veterotestamentário, não designando o Baptismo de água, mas uma grande efusão do Espírito Santo para os que se arrependessem e um fogo condenatório (v. 12) para os impenitentes. Isto não parece tão provável, nem é tão óbvio. Note-se que nem o baptismo de João, nem o de Jesus aparecem como algo estranho ou chocante: inseriam-se nos costumes diários dos Judeus que praticavam muitas abluções rituais, nomeadamente o baptismo dos prosélitos, que da gentilidade abraçavam o judaísmo.

 

Sugestões para a homilia

 

NÃO ESQUECER A CONVERSÃO

 

“Convertei-vos porque está próximo o reino de Deus” (Mt 3, 2). De acordo com o evangelista Mateus, estas são as primeiras palavras que João Batista pronuncia no deserto da Judeia. Serão também estas as primeiras palavras que Jesus pronuncia ao iniciar a Sua missão profética, junto ao mar da Galileia (cf. Mt 4,17).

Com a pregação de João começa já a escutar-se o apelo à conversão, apelo este que centrará toda a mensagem de Jesus. Ainda não fez a sua aparição e João está já a chamar para uma alteração radical, pois Deus quer reorientar a vida para a sua verdadeira meta.

Esta conversão não consiste em fazer penitência. Não basta pertencer ao povo eleito. Não é suficiente receber o batismo do Jordão. É preciso ir mais longe e uma mudança mais profunda. necessário dar o fruto que pede a conversão: uma vida nova, orientada para acolher o reino de Deus.

Esta chamada que começa a escutar-se já no deserto será o núcleo da mensagem de Jesus, a paixão que animará toda a Sua vida. Diz assim: “Começa um tempo novo. Aproxima-se Deus. Não quer deixar-vos sozinhos frente aos vossos problemas e conflitos. Quer ver-vos partilhando a vida como irmãos. Acolhei a Deus como Pai de todos. Não esqueçais que sois chamados a uma festa final à volta da Sua mesa”.

Não temos de nos resignar a viver numa Igreja sem conversão ao reino de Deus. Não nos está permitido seguir Jesus sem acolher o Seu projeto. O Concílio Vaticano II declarou-o de forma clara e firme: “Ao ajudar o mundo e recebendo dele ao mesmo tempo muitas coisas, o único fim da Igreja é o advento do reino de Deus e o estabelecimento da salvação de todo o género humano.” (Gaudium et Spes, 45).

Esta conversão não é só uma alteração individual de cada um, mas também o clima que temos de criar na Igreja, pois toda ela há de viver acolhendo o reino de Deus. Não consiste apenas em cumprir com mais fidelidade as práticas religiosas, mas em “procurar o reino de Deus e a Sua justiça” (Mt 6, 33) na sociedade.

Não é suficiente cuidar nas comunidades cristãs da celebração digna dos “sacramentos” da Igreja. É necessário, além disso, promover os “sinais” do reino que Jesus praticava: o acolhimento aos mais débeis; a compaixão para com os que sofrem; a criação de uma sociedade reconciliada; a oferta gratuita do perdão; a defesa de todas a pessoa.

Por isso, animado por um desejo profundo de conversão, o Vaticano II afirma: “A sagrada Liturgia não esgota toda a ação da Igreja, porque os homens, antes de poderem participar na Liturgia, precisam de ouvir o apelo à fé e à conversão” (Sacrosanctum Concilium, 9). Não o deveríamos esquecer!

 

 

Oração Universal

 

P. Irmãos e irmãs,

Deus sabe que somos obra imperfeita e inacabada,

mas quer levá-la a bom termo, até ao dia de Cristo Jesus.

Voltemos para Ele, dizendo cheios de confiança:

 

R. Senhor, eu confio em Vós.

 

1. Porque Vós, Deus nosso Pai, nos criastes com amor

e nos acompanhais com o vosso olhar misericordioso,

nós Vos dizemos e bendizemos:

 

2. Porque Vós, Senhor Jesus, vos lembrais de nós, quando pecámos,

e nos procurais até nos encontrardes,

nós Vos dizemos e bendizemos:

 

3. Porque Vós, Espírito Santo, nos conduzis na alegria,

à luz da vossa glória, com a justiça e a misericórdia,

nós Vos dizemos e bendizemos:

 

4. Porque temos plena confiança em Vós, Senhor, nosso Deus,

de que levareis a bom termo, até ao dia de Cristo Jesus, a boa obra da caridade,

que em nós começastes, nós Vos dizemos e bendizemos:

 

P- Concedei, Deus omnipotente e misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo, mas que a sabedoria do alto nos leve a participar no esplendor da sua glória. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Sobre ti, Jerusalém – M. Luís, CAC,  pg 62

 

Oração sobre as oblatas: Olhai benignamente, Senhor, para as nossas humildes ofertas e orações e, como diante de Vós não temos méritos, ajudai-nos com a vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 14

 

Monição da Comunhão

 

O Domingo é um tempo privilegiado para assumir a vida como uma realidade de comunhão. É o dia para, tal como Deus perante a obra criada, lançar um olhar repleto de jubilosa complacência sobre o amor, a vida, a relação e o trabalho realizado ao longo da semana.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, não tardeis em vir-nos salvar – M. Luís, CAC, pg 58

Bar 5, 5; 4, 36

Antífona da comunhão: Levanta-te, Jerusalém, sobe às alturas e vê a alegria que vem do teu Deus.

 

Cântico de acção de graças: O Anjo do Senhor, M. Simões, NRMS 31

 

Cântico de acção de graças: Desce o orvalho sobre a Terra – M. Simões, NRMS, 64

 

Oração depois da comunhão: Saciados com o alimento espiritual, humildemente Vos pedimos, Senhor, que, pela participação neste sacramento, nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra e a amar os bens do Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Sendo o dia da Igreja, o Domingo é, também, o dia da família, o dia da «Igreja doméstica», dia da alegria, da celebração de aniversários, do convívio, do diálogo entre os esposos e entre pais e filhos, da solidariedade (com os parentes doentes, com os mais idosos, com as famílias em dificuldades, com as famílias imigradas). Alimentados pela Palavra e pelo Pão da eucaristia, partimos saímos reforçados nesta uma fonte de permanente renovação do amor que impedirá o desgaste, o cansaço e o desencanto a que poderá estar sujeita a vida pessoal, conjugal e familiar.

 

Cântico final: Ave, Senhora do Advento – Az. Oliveira, NRMS, 95-96

 

 

Homilias Feriais

 

2ª SEMANA

 

2ª Feira, 5-XII: Cura das paralisias.

Is 35, 1-10 / Lc 5, 17-26

Então os olhos dos cegos hão-de abrir-se, e descerrar-se os ouvidos dos surdos. Então o coxo saltará de alegria.

De acordo com o anúncio profético, a vinda do Messias será acompanhada por acontecimentos extraordinários (LT). E, entre eles, destacam-se aqui o perdão dos pecados e a cura de um paralítico (EV). Deus virá para nos salvar (SR).

Deixemos que o Messias ajude a curar as nossas «paralisias» e a dos nossos amigos, tais como: o afastamento de Deus, dos sacramentos e da vida de oração, as poucas ajudas na vida familiar, a preguiça no trabalho, etc. E que Ele perdoe igualmente os nossos pecados, aproximando-nos do Sacramento da Penitência.

 

3ª Feira, 6-XII: O Bom Pastor.

Is 40, 1-11 / Mt 18, 12-14

Olhai que o Senhor vai chegar com poder. É como o Pastor que apascenta o seu rebanho.

A profecia anuncia que o Messias será o Bom Pastor, que cuida de todas as ovelhas do seu rebanho (LT). E Jesus diz que exercerá essa tarefa, procurando que todas as ovelhas se salvem (EV). O Senhor virá com poder (SR).

Preparemos a vinda do Senhor, através de pequenas conversões: aquilo em que falhámos, deve ser compensado; os altos e baixos devem transformar-se, de modo que o nosso dia seja mais equilibrado (LT). Renovemos igualmente os actos de contrição, sempre que alguma coisa não corra bem, pois é um sinal de conversão.

 

4ª Feira, 7-XII: Hora de recuperar forças.

Is 40, 25-31 / Mt 1, 28-30

Os que esperam no Senhor, recuperam as forças…, crescem sem se fatigarem, caminham sem se cansarem.

O Messias promete novas forças a quem anda exausto, e robustece aquele que fraqueja (LT). Por isso, Jesus convida-nos a ir ter com Ele: vinde a mim todos os que vos afadigais (EV). Aquilo que realmente pesa são os nossos pecados, são os nossos problemas, que queremos resolver sem a ajuda de Deus.

O Senhor quer tornar o homem mais leve: dá esperança aos desanimados, ajuda os que se queixam da dureza da vida (LT). O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade (SR).

 

 

 

 

 

 

Celebração, homilia:         Nuno Miguel Westwood

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Homilias Feriais:               Nuno Romão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo


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