31º Domingo Comum

30 de Outubro de 2022

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor Salvou-me – C. Silva, OC pg 189

Salmo 37, 22-23

Antífona de entrada: Não me abandoneis, Senhor; meu Deus, não Vos afasteis de mim. Senhor, socorrei-me e salvai-me.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Zaqueu recorda-nos a grande necessidade de queremos procurar a Deus, de nos fazermos visíveis e de nunca darmos por perdida a obra da nossa redenção porque esta não é nossa tarefa, mas sim do Senhor e Ele quer estar connosco para que não vivamos como filhos bastardos, mas como filhos muito amados.

 

Oração colecta: Deus omnipotente e misericordioso, de quem procede a graça de Vos servirmos fiel e dignamente, fazei-nos caminhar sem obstáculos para os bens por Vós prometidos. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus, como bom Pai, indica-nos sempre o caminho da verdade com paciência para os seus filhos e sem exasperar, para que saibamos sempre tornar à casa paterna e receber os seus sábios conselhos.

 

 

Sabedoria 11, 22 – 12, 2

22Diante de Vós, Senhor, o mundo inteiro é como um grão de areia na balança, como a gota de orvalho que de manhã cai sobre a terra. 23De todos Vos compadeceis, porque sois omnipotente, e não olhais para os seus pecados, para que se arrependam. 24Vós amais tudo o que existe e não odiais nada do que fizestes; porque, se odiásseis alguma coisa, não a teríeis criado. 25E como poderia subsistir, se Vós não a quisésseis? Como poderia durar, se não a tivésseis chamado à existência? 26Mas a todos perdoais, porque tudo é vosso, Senhor, que amais a vida. 1O vosso espírito incorruptível está em todas as coisas. 2Por isso castigais brandamente aqueles que caem e advertis os que pecam, recordando-lhes os seus pecados, para que se afastem do mal e acreditem em Vós, Senhor.

 

O autor do livro da Sabedoria, um sábio judeu helenista, já nos umbrais do Novo Testamento, quer confirmar na fé os seus compatriotas, que, deslumbrados com a cultura grega, corriam o perigo de subestimar a sabedoria que pertencia à revelação de Deus. O texto é tirado da 3ª parte da obra (capítulos 10 a 19), onde se exalta a sabedoria divina ao longo da história da salvação. O trecho da leitura é de notável riqueza doutrinal.

11,23 Exalta-se a omnipotência, grandeza e transcendência de Deus: todo o mundo, diante dele, não passa de «um grão de poeira», «uma gota de orvalho». Mas o poder de Deus mostra-se aos pagãos na sua misericórdia – «de todos vos compadeceis» –, de um modo inesperado e desconhecido.

24-25 Deus é Criador e ama irrevogavelmente a sua obra, ficando excluído tudo o que possa ser pessimismo dualista ou maniqueu, algo não só estranho, mas também contrário à Revelação divina.

12,1 «O vosso Espírito… está em tudo». Se, por um lado, está bem vincada a transcendência divina, conforme se acabou de dizer, por outro lado, não se pode deixar esquecido o reverso da medalha: a exacta imanência divina. A omnipresença divina não subordina o Criador à criatura, mas, ao contrário, torna a criatura essencialmente presente ao seu Criador, indissoluvelmente unida e intrinsecamente subordinada ao seu Senhor, que é um Pai providente. Este texto explicita e actualiza Gn 1,2 e Gn 2,7, onde se apresenta o Espírito de Deus a pairar sobre o caos das águas primordiais para dali tirar a maravilha da criação e a infundir no barro o sopro da vida.

2 «Corrigis brandamente… para que se afastem do mal». O Deus da Revelação não é cruel e vingativo, como os deuses da mitologia grega: Ele é o Pai que corrige, para o bem dos seus filhos, pois, mesmo quando irado, Ele «lembra-se da sua misericórdia» (cf. Habac 3,2).

 

Salmo Responsorial     Sl 144 (145), 1-2.8-9.10-11.13cd-14

 

Monição: Ao cantar as misericórdias de Deus, reconhecemos a sua graça e agradecemos a sua presença junto de nós.

 

Refrão:        Louvarei para sempre o vosso nome,

                     Senhor, meu Deus e meu Rei.

 

Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,

e bendizer o vosso nome para sempre.

Quero bendizer-Vos, dia após dia,

e louvar o vosso nome para sempre.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem a glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos.

 

O Senhor é fiel à sua palavra

e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor ampara os que vacilam

e levanta todos os oprimidos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo exorta-nos a permanecer na misericórdia de Deus e a viver como filhos que escutam os paternos conselhos.

 

2 Tessalonicenses 1, 11 – 2, 2

Irmãos: 11Oramos continuamente por vós, para que Deus vos considere dignos do seu chamamento e, pelo seu poder, se realizem todos os vossos bons propósitos e se confirme o trabalho da vossa fé. 12Assim o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado em vós, e vós n’Ele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. 2,1Nós vos pedimos, irmãos, a propósito da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo e do nosso encontro com Ele: 2Não vos deixeis abalar facilmente nem alarmar por qualquer manifestação profética, por palavras ou por cartas, que se digam vir de nós, pretendendo que o dia do Senhor está iminente.

 

Uns perturbadores dos cristãos daquela comunidade de Tessalónica tinham introduzido a desordem, propagando a ideia de que a segunda vinda de Cristo (parusia) estava iminente, o que andava a acarretar trágicas consequências para a vida dos fiéis, que começaram a levar «uma vida ociosa, em vez de trabalhar, dedicando-se apenas a vãs curiosidades» (3,11). É por isso que Paulo os previne – «não vos deixeis abalar… nem alarmar…» (2,1) – e, mais adiante, lhes diz seriamente que «trabalhem com paz» (3,12); e sai-se com aquela sentença plena de sensatez: «se alguém já não quer trabalhar, então que também deixe de comer» (3,10). Para tranquilizar os fiéis, mais adiante (vv. 3-4) diz que antes da parusia tem de vir a «apostasia» e o «homem da impiedade», com um recurso a imagens do Antigo Testamento, que para nós são muito obscuras, mas que bastariam para fazer calar os agitadores.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 3, 16

 

Monição: O Senhor Jesus convida-nos à conversão deixando os subterfúgios e a vergonha do pecado para deixarmos transparecer em nós a luz da Graça divina.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – C. Silva, OC (pg 534)

 

Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito;

quem acredita n’Ele tem a vida eterna.

 

 

Evangelho

 

Lucas 19, 1-10

Naquele tempo, 1Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade. 2Vivia ali um homem rico chamado Zaqueu, que era chefe de publicanos. 3Procurava ver quem era Jesus, mas, devido à multidão, não podia vê-l’O, porque era de pequena estatura. 4Então correu mais à frente e subiu a um sicómoro, para ver Jesus, que havia de passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao local, olhou para cima e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». 6Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria. 7Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa dum pecador». 8Entretanto, Zaqueu apresentou-se ao Senhor, dizendo: «Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». 9Disse-lhe Jesus: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido».

 

Este episódio da conversão de Zaqueu é contado apenas por Lucas; é mais um dado que o «secretário da misericórdia de Cristo» (assim Dante o chama) regista, a fim de pôr em evidência, por um lado, o amor de Cristo aos pecadores e, por outro, a universalidade da salvação que Ele traz à terra. É de notar como o Evangelista, que especialmente exalta a pobreza, deixa ver como também a salvação pode chegar a um homem rico. Há mesmo uma tradição que diz que Zaqueu veio a ser discípulo de Pedro e bispo de Cesareia.

2 «Chefe de publicanos», ou dos cobradores de impostos a favor dos romanos dominadores; seria um homem detestável, não só pelo seu ingrato trabalho, mas sobretudo pela colaboração com o opressor estrangeiro, além de que certamente abusaria da profissão para enriquecer à custa de exigir mais do que seria justo; e, para cúmulo, o seu nome – Zacai –, que em aramaico significa puro, era um verdadeiro sarcasmo. O negócio seria rendoso, pois Jericó era uma grande cidade de comércio, situada no fértil vale inferior da margem direita do rio Jordão, numa encruzilhada de vias que ligavam Jerusalém às cidades do Norte e da Transjordânia. A condição pecadora de Zaqueu fica bem clara nos vv. 7-10.

3 «Esforçava-se por ver quem era Jesus». Podemos pensar que não se tratava de uma mera curiosidade frívola, mas antes de uma insatisfação escondida dentro de quem não se satisfaz só com as coisas materiais, estando aberto ao divino e disposto a rectificar a sua vida. A vontade de seguir a voz interior da consciência leva-o a superar os respeitos humanos e a sujeitar-se ao ridículo de trepar a uma árvore. A narrativa põe em foco o flagrante contraste entre o poder de um homem «pessoalmente rico» e a fraqueza de quem era de «pequena estatura».

4 «Sicómoro»: a própria etimologia grega do nome da árvore deixa ver a sua natureza, uma árvore bastante frondosa, com folhas semelhantes às da amoreira e frutos parecidos com os da figueira.

8 «Zaqueu parou e disse ao Senhor». Fica patente como não foi preciso que Jesus lançasse em rosto os abusos e pecados daquele homem; a bondade e a condescendência de Jesus, que desassombradamente entra em casa de um pecador público, leva-o à conversão e a propósitos bem concretos. Por outro lado, a avareza do «chefe de publicanos» é agora compensada com larga generosidade: «vou dar a metade dos meus bens aos pobres»; e as injustiças são reparadas com uma repartição superabundante, superior ao que ordenava a própria Lei de Moisés (cf. Ex 21,37-38): «restituirei quatro vezes mais».

 

Sugestões para a homilia

 

Pecado: fuga de Deus

Deus que nos procura

Pecado: medo de Deus

Deus que nos conquista com a Cruz

Presença de Deus

 

Que grande coisa é a vinda do Senhor até nós. Já ficaríamos muito contentes se no meio dos nossos pecados conseguíssemos ver o Senhor, reconhecer quando Ele passa. No entanto, daí a que Ele nos reconheça e queira ficar em nossa casa, é algo porque nunca esperaríamos.

 

Pecado: fuga de Deus

 

Olhando a vida de Zaqueu encontramos a mais profunda das misérias humanas, a pior delas todas, a que mais ligações tem com o Demónio, que é a tentativa de uma vida sem Deus. Esta é tão miserável porque tenta construir uma vida que rivalize com Deus. Vemos tantas vezes como estes sinais de riqueza não conseguem apontar para mais nada do que para si próprio, como se o próprio fosse a fonte de todo o ser.

Este caminho tomará dois trágicos caminhos: estar com quem lhe diz que ele próprio é o único que se basta a si próprio; ou então ficará sozinho, desconfiando de tudo e de todos, com medo de perder tudo o que tem e tudo o que é.

 

Deus que nos procura

 

Diante desta sua miséria, que nos faz escravos do Demónio, Deus vem para nos libertar de tão pesado jugo. Vem nos mostrar que só Ele pode ser verdadeiro Rei, verdadeiro Pai, Aquele que pode castigar e perdoar.

Neste nosso tempo, esta é uma das maiores necessidades do nosso coração, porque só vivendo como filhos seremos libertados da escravidão do pecado para entrarmos na família de Deus. O Demónio tentará enganar-nos pela distração, pelas posses e finalmente acusando-nos dos maiores pecados, e das maiores perversões, que não são passíveis de perdão.

 

Pecado: medo de Deus

 

O pecado é uma coisa muito estranha porque se nos engrandece, também nos diminui, especialmente no amor, tornando-nos invisíveis a Deus e muito visíveis ao Demónio. É esta a pequena estatura de Zaqueu: ser pequeno no amor e portanto incapaz de compreender a Deus que se doa totalmente.

Para Zaqueu, vemos que tal como há uma fuga de Deus, há também uma fuga do Demónio, pois só por isso podemos ver Zaqueu que corre escondido para ver Jesus, que tem algo de tão diferente da banalidade do pecado. Esta correria de Zaqueu recorda-nos tantas vezes nós próprios, agitados como uma cana pelo vento, a fugir da escravidão pois estamos açoitados pelo pecado, mas de tão açoitados que estamos não nos comprometemos com nada e com ninguém não vamos trocar um senhor por outro pior.

 

Deus que nos conquista com a Cruz

 

Mas de onde vem este medo de Deus? O engano do Demónio que funcionou tão bem com os habitantes de Jericó e connosco também pode vir de um episódio histórico de Israel. Sabemos que Jericó é conquistada pela força de Deus, que de “braço estendido e mão poderosa” derrubou as muralhas da cidade e assim ela foi conquistada.

Aqui está a grande armadilha do Diabo, que diz que Deus vem nos massacrar, deixando convenientemente de lado como Deus poupou aqueles que ajudaram os espiões israelitas, Raab e a sua família, especialmente esta que era prostituta.

Hoje, Deus vem na mesma de “braço estendido e mão poderosa”, mas agora na Cruz, apresentando-se tal como é, sem qualquer muralha que O esconda. Zaqueu subindo ao Sicómoro prefigura a Cruz do Senhor, onde não tem qualquer muralha e se apresenta sem qualquer subterfúgio. É assim que o Senhor agora nos conquista. É assim que Ele nos arranca das garras do Demónio, cumprindo plenamente a história de Israel, sendo um verdadeiro Pai.

Aqui cumpre-se plenamente a Missão do Senhor quando diz que hoje deve ficar em casa de Zaqueu. A conquista já não se faz de trompetes e exército, mas com a gloriosa arma da Cruz, quando deixamos entrar o Senhor na nossa vida, quando aprendemos o amor e deixamos de tentar rivalizar com Deus para sermos da família de Deus.

 

Presença de Deus

 

Uma das normas de sempre da piedade da vida cristã é a da presença de Deus. Esta é uma das nossas grandes necessidades que nos permite viver como filhos e não sermos pequenos no amor.

Bem sabemos como são os pequenos gestos de piedade que nos permitem acalentar a presença de Deus porque nos levam sempre a Ele. Cuidemos muito bem este encontro com Deus nas jaculatórias, na oração, na leitura espiritual, no Santo Rosário, na Santa Missa, no Angelus, nas boas obras, no trabalho, porque assim não seremos escravos mas filhos muito amados.

 

 

Fala o Santo Padre

 

«Apesar do murmúrio do povo, Jesus escolheu ficar na casa daquele pecador público.

Também nós teríamos ficado escandalizados com este comportamento de Jesus.

Deus condena o pecado, mas procura salvar o pecador, vai procurá-lo para o reconduzir ao caminho reto.»

O Evangelho de hoje (cf. Lc 19, 1-10) coloca-nos na senda de Jesus que, a caminho de Jerusalém, parou em Jericó. Havia uma grande multidão a recebê-lo, incluindo um homem chamado Zaqueu, chefe dos “publicanos”, isto é, daqueles judeus que cobravam impostos em nome do Império Romano. Ele era rico não graças a ganhos honestos, mas porque pedia um “suborno”, e isso aumentava o seu desprezo por ele. Zaqueu «procurava ver quem era Jesus» (v. 3); não queria encontrá-lo, mas era curioso: queria ver aquele personagem de quem tinha ouvido dizer coisas extraordinárias. Era curioso! E dado que era de baixa estatura, «para o poder ver» (v. 4) sobe a uma árvore. Quando Jesus se aproxima, olha para cima e vê-o (cf. v. 5).

E isto é importante: o primeiro olhar não é de Zaqueu, mas de Jesus que, entre os numerosos rostos que o rodeavam – a multidão –  procura precisamente o dele. O olhar misericordioso do Senhor alcança-nos antes que nós mesmos percebamos que precisamos de ser salvos. E com esse olhar do Mestre divino começa o milagre da conversão do pecador. Com efeito, Jesus chama-o e chama-o pelo nome: «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa» (v. 5). Não o censura, não lhe faz um “sermão”; diz-lhe que tem de ficar com ele: “tem”, porque é a vontade do Pai. Apesar do murmúrio do povo, Jesus escolheu ficar na casa daquele pecador público.

Também nós teríamos ficado escandalizados com este comportamento de Jesus. Mas o desprezo e o fechamento em relação ao pecador apenas o isola e o endurece no mal que faz contra si mesmo e contra a comunidade. Ao contrário, Deus condena o pecado, mas procura salvar o pecador, vai procurá-lo para o reconduzir ao caminho reto. Quem nunca se sentiu procurado pela misericórdia de Deus tem dificuldade de compreender a extraordinária grandeza dos gestos e das palavras com que Jesus se aproxima de Zaqueu.

O acolhimento e a atenção de Jesus para com aquele homem levaram-no a uma clara mudança de mentalidade: num instante ele percebeu como é mesquinha uma vida tomada pelo dinheiro, à custa de roubar aos outros e receber o seu desprezo. Ter o Senhor ali, na sua casa, faz com que ele veja tudo com outros olhos, até com um pouco da ternura com que Jesus olhou para ele. E a sua maneira de ver e usar o dinheiro também muda: o gesto de se apoderar é substituído pelo de oferecer. Com efeito, ele decide dar metade do que possui aos pobres e devolver o quádruplo a quantos roubou (cf. v. 8). Zaqueu descobre de Jesus que é possível amar gratuitamente: era mesquinho, agora torna-se generoso; gostava de acumular, agora alegra-se em distribuir. Ao encontrar o Amor, descobrindo que é amado apesar dos seus pecados, torna-se capaz de amar os outros, fazendo do dinheiro um sinal de solidariedade e de comunhão.

Que a Virgem Maria nos obtenha a graça de sentir sempre o olhar misericordioso de Jesus sobre nós, para que possamos encontrar com misericórdia aqueles que cometeram um erro, para que também eles possam acolher Jesus, que «veio procurar e salvar o que estava perdido» (v. 10).

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 3 de novembro de 2019

 

Oração Universal

 

Caríssimos fiéis:

Oremos pela Igreja e por aqueles que mais precisam,

sabendo que o Pai conhece tudo,

mesmo o que ainda não saiu dos nossos lábios,

e digamos, humildemente:

 

R: Atendei, Senhor, a nossa prece.

Ou: Escutai, Senhor, a nossa oração.

Ou: Pela vossa misericórdia, salvai-nos, Senhor.

 

1. Para que a Igreja de Deus e os que a servem

estejam prontos a acolher os pecadores

e a ajudá-los a converter o coração,

oremos ao Senhor.

 

2. Para que os rejeitados e malvistos por alguém

encontrem sempre quem os acolha como irmãos

e os ajude a refazer as suas vidas,

oremos ao Senhor.

 

3. Para que todos os que se deixam perturbar

pelo pensamento do fim do mundo ou da morte

reencontrem a serenidade e a paz,

oremos ao Senhor.

 

4. Para que as famílias da nossa comunidade (paroquial)

saibam acolher com a alegria de Zaqueu

os estrangeiros, os que estão de passagem e os mais pobres,

oremos ao Senhor.

 

5. Para que todos os nossos defuntos,

a quem Deus concedeu o dom da fé,

recebam no Céu a eterna recompensa,

oremos ao Senhor.

 

Deus Pai,

que em vosso Filho procurastes hospedagem

em casa de um grande pecador,

fazei-Vos convidado de cada homem,

dai a todos a paz do coração

e a graça de Vos acolherem com alegria.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Aceitai, Senhor, a nossa humilde oferta – M. Faria, NRMS, 07

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, fazei que este sacrifício seja para Vós uma oblação pura e para nós o dom generoso da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Monição da Comunhão

 

Como Zaqueu, somos convidados a deixar o Senhor entrar na nossa casa para recebermos a vida nova na Eucaristia.

 

Cântico da Comunhão: Alegres comereis o pão da vida –F. Silva, NRMS, 6 (I)

Salmo 15, 11

Antífona da comunhão: O Senhor me ensinará o caminho da vida, a seu lado viverei na plenitude da alegria.

Ou:    Jo 6. 58

Assim como o Pai que Me enviou é o Deus vivo e Eu vivo pelo Pai, também o que Me come viverá por Mim, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear – F. Silva, NRMS, 17 

 

Oração depois da comunhão: Multiplicai em nós, Senhor, os frutos da vossa graça, para que os sacramentos celestes que nos alimentam na vida presente nos preparem para alcançarmos a herança prometida. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Tendo recebido o Senhor na nossa casa, como Zaqueu, recebemos a vida nova da Sua presença. Somos pois convidados a dar da abundância da graça que o Senhor nos concedeu com a sua visita.

 

Cântico final: Confiarei no meu Deus – F. Silva, NRMS, 106

 

 

 

Homilia FeriaL

 

31ª SEMANA

 

2ª Feira, 31-X: Amor ao próximo e vida eterna.

 Flp 2, 1-4 / Lc 14, 12-14

E serás feliz por eles não terem com que retribuir, pois serás retribuído na restauração dos justos.

Todos somos convidados a exercer a misericórdia divina para com o próximo, mas sem estar à espera de uma recompensa aqui na terra. Teremos um prémio maior: a vida eterna (EV). O importante é que nos esqueçamos de nós próprios e procuremos ajudar muito os outros.

S. Paulo recomenda que se viva a caridade e a unidade entre todos: ter alguns sentimentos de ternura e misericórdia, manter-se unidos nos mesmos sentimentos, conservar a mesma caridade, uma alma comum, um único e mesmo sentir (LT).

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Jorge Miguel dos Santos Carvalho

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 


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