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A TRANSFIGURAÇÃO

 

 

 

Hugo de Azevedo

 

 

 

 

Preso à cadeira de rodas, cabeça inclinada, tentava explicar como procurava meditar os «Mistérios luminosos», recém acrescentados por S. João Paulo II ao Santo Rosário

O seu problema maior era o da Transfiguração. Isto, porque a primeira inspiração fora a de relacionar cada um deles com os Sacramentos: o Batismo, o Matrimónio… E a Transfiguração? Passava adiante. O da chamada à conversão também era fácil: a Penitência, é claro. E o da Sagrada Eucaristia, ainda mais óbvio.

O da Transfiguração levara-lhe mais tempo… E, afinal, era tão simples! O Sacerdócio, sem dúvida!

O Espírito sopra onde quer. De facto, o que é o Sacerdócio, senão a nossa transfiguração, de simples fiéis, em Cristo Redentor?

Quem somos nós, com tais poderes divinos? Olha-te ao espelho e repara: não és tu! Se o Batismo nos eleva à condição de filhos queridíssimos, o Sacerdócio transfigura-nos: - «Já não sou eu; é Cristo que vive em mim!» (Gal 2,20)

Tenho de olhar para mim com um respeito extraordinário, apesar da minha fraqueza. Apesar dos meus pecados. 

Essa consciência da dignidade sacerdotal é mais uma graça de Deus, para nos empenharmos na nossa santificação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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