aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

Aveiro

Festa das Famílias

 

O Bispo de Aveiro, presidiu no dia 26 de Junho à Festa das Famílias, que encerrou o X Encontro Mundial das Famílias, no Santuário de Nossa Senhora de Vagos, destacando a importância de acompanhar os casais a viver o Matrimónio como “uma decisão para a vida”.

“É fundamental proporcionar respostas adequadas e percursos diferenciados, tendo em conta as circunstâncias concretas das pessoas e da família no seu todo”, destacou D. António Moiteiro, na homilia da celebração.

 Apelou ainda à implementação do documento diocesano: “Acompanhar, discernir, integrar”. Só conhecido por todos, será possível ajudar os casais a viver o amor.

 

 

Bragança

D. José Cordeiro pediu abertura de processo de canonização.

 

D. José Cordeiro regressou à diocese de Bragança – Miranda para a celebração da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor, na aldeia de Pereira que se preparou “dois anos depois”, num enlevo celebrativo, com passadeiras de flores.

Durante a celebração o Arcebispo de Braga, pediu “tanto quanto possível”, a abertura do processo de Alzira Sobrinho, fundadora da Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, assinalando os 40 anos da sua morte, ocorrido em 10 de junho de 1982.

“É um modelo daquelas que confiam plenamente em Deus e não se deixa vencer pelos temores humanos, pelas dificuldades da vida, pelas contrariedades, pelas perseguições e, de facto, Alzira é modelo de firmeza, uma mulher que sabe o que quer e que não desiste até ao fim do fim”, indicou D. José Cordeiro durante a homilia da celebração, enviada à Agência Ecclesia em 20 de junho de 2022.

O arcebispo de Braga, assinalou o testemunho de Alzira Sobrinho e também de Maria Augusta Martins, duas mulheres grandes de Pereira, sob cujo empenho se fundou a Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, convidando-as a ser “pão” para os outros.

O carisma da Congregação fundado em 1950 em Bragança, assume a “imitação da Santíssima Virgem, para que se faça a vontade do Senhor”, servindo os irmãos na inefável vontade salvadora do Pai, e como franciscanas, assumindo a pobreza, humildade e simplicidade.

“Queremos ser testemunhas da fraternidade verdadeira pela comunhão de vida, de sentimentos e de bens. Como reparadoras de Jesus sacramentado, queremos viver o espírito de adoração e reparação, mediante uma fé profunda na Presença Real, uma sólida devoção Eucarística e a oblação da nossa vida a Jesus Eucaristia”.

As religiosas promoveram a I Jornada de Espiritualidade Eucarística, como forma de assinalar os 40 anos do falecimento de Alzira da Conceição Sobrinho.

Apontou que a experiência dum casal que se ama, e ao qual este amor leva a partilhar a vida, e a fazer dela um compromisso de amor incondicional, é um sinal estimulante do que é o projeto de Deus para a humanidade. Esse amor, feito doação e entrega, será para o mundo um reflexo do amor de Deus.

No espaço dedicado à síntese sinodal diocesana, D. António destacou o “desejo e a necessidade de uma Igreja despojada, acolhedora, próxima, atenta, inclusiva, não autorreferencial, ao jeito de Jesus Cristo, uma Igreja com rosto e coração samaritano.”

 

 

Fátima

Ministério sinodal do presbítero

 

O Simpósio do Clero que se realiza em Fátima de 29 de agosto a 01 de setembro, tem como tema «A identidade relacional e ministério sinodal do presbítero».

Depois da saudação inicial de D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real e presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios (CEVM), segue-se uma conferência de D. Lazzaro You Heung-sik, prefeito da Congregação para o Clero, que falará sobre «O sacerdócio no pós-concílio: luzes e sombras», segundo o comunicado enviado à Agência Ecclesia.

Na tarde do mesmo dia, monsenhor Piero Coda, secretário-geral da Comissão Teológica Internacional, aborda o tema «Fundamento cristológico-trinitário do sacerdócio na Igreja sinodal: a perspetiva do Concílio Vaticano II».

No segundo dia Stefano Guarineli vai falar sobre «Identidade sacerdotal: a dimensão relacional com Deus» e «Identidade relacional: a dimensão interpessoal».

Margarida Cordo reflete sobre «Para uma vivência saudável do ministério sacerdotal».

No dia 31 de Agosto a Irmã Nathalie Becquart centra a sua reflexão no «Ministério sinodal do padre» e na «relação do ministério sacerdotal com outros estados de vida».

«Sacerdote, profecia de Deus ou dom profético ao serviço da humanidade», é o tema da conferencia do padre Tony Neves, assistente geral dos Missionários Espiritanos.

 

 

Funchal

D. Nuno Brás pediu que o caminho sinodal «não seja interrompido»

 

Na quinta-feira, dia 17 de junho, a diocese do Funchal apresentou a síntese feita a partir da reflexão para o Sínodo convocado pelo Papa Francisco para 2023, num trabalho que D. Nuno Brás, não quer ver interrompido.

 “Não deixemos este caminho que agora se iniciou, e que verdadeiramente, construamos comunidades, onde todos se preocupam com todos, a todos os níveis, sobretudo ao nível da fé”, afirmou o bispo do Funchal, na reunião de apresentação da síntese, citado pelo Jornal da Madeira.

O Cónego Manuel Gonçalves dos Ramos, coordenador da Comissão diocesana de acompanhamento dos trabalhos do Sínodo, afirmou a importância de “criar mais meios nas comunidades cristãs e na Igreja no seu todo”, indicando que se pede um modo de acolher diferente.

A reflexão acolheu 50 grupos, num total de 1500 pessoas, a maioria dos quais na faixa etária acima dos 50 anos.

Os participantes assinalaram que a maioria das reuniões realizadas nas comunidades são para programar alguma coisa e não para discernir, para refletir, mas nunca para escutar.

O responsável pela Comissão diocesana, assinalou ainda a importância de envolver as famílias na formação cristã, na Pastoral Juvenil e na Pastoral Vocacional, mas também na formação permanente do clero, não só em Teologia mas também nas outras vertentes Pastorais, bem como a comunhão e união do clero.

A religiosidade popular foi outro ponto referido, tendo-se reconhecido a necessidade de evangelização em vários aspetos a fim de ser melhorada a comunicação, dentro e fora da Igreja.

D. Nuno Brás recordou o enquadramento teológico doutrinal, teórico desta realidade da sinodalidade dado pelo Concílio Vaticano II, sugerindo estar em falta a sua prática.

Não se trata duma “assembleia parlamentar” mas de escutarmos todos o que é que o Espírito Santo quer de nós, o que quer para a Igreja, para as várias comunidades, e de o pôr em prática.

Disse ainda que não podemos olhar a Igreja como uma prestadora de serviços religiosos mas antes como uma realidade comunitária que as implica e onde elas são necessárias e tem lugar.

 

 

IGREJA

Filme partilha a história das Equipas de Nossa Senhora

 

As Equipas de Nossa Senhora – casais e jovens, partilham a história destes movimentos, através de testemunhos no filme/documentário “Leva-nos mais longe” que estreou no Auditório Senhora da Boa Hora, no Estoril, a 4 de junho.

“Quisemos em primeiro lugar que houvesse esta ligação entre dois movimentos, que sempre estiveram ligados. Um nasceu do outro. Em segundo lugar quisemos comemorar os 80 anos de história e 45 das equipas de jovens e criar um projeto que ficasse como um arquivo para que as pessoas pudessem conhecer melhor a história”, explicou à Agência Ecclesia, Inês Didier, das Equipas de Jovens e Nossa Senhora (EJNS).

Em 1938, durante a II Guerra Mundial, o padre Henri Caffarell recebeu o jovem casal Gerard e Madelaine que procurava aconselhamento espiritual. Desse encontro em Paris, nasceram as Equipas de Nossa Senhora (ENS). A 31 de Maio de 1976, surgiram as Equipas de Jovens de Nossa Senhora.

Inês Didier, que foi convidada a integrar a equipa deste projeto em 2019, explica que para criar esta história, fizeram várias “entrevistas” e quiseram que fossem de casais e jovens que vivem o ideal comum.

Ficaram todos os que integraram o projeto, a perceber que este é um movimento que muda verdadeiramente a vida das pessoas. A maneira de contar a história real e o testemunho das pessoas que cresceram com os dois movimentos e continuam a crescer dia após dia, provam-no.

São pessoas que “fazem caminho” num movimento da Igreja Católica. São pessoas normais que saem de casa todos os dias para ir trabalhar ou estudar. Não são perfeitas. São pessoas que encontraram as ferramentas certas para percorrer este caminho e chegar a Jesus.

Segundo Inês Didier, o Movimento Equipas de Nossa Senhora são da Igreja, para a Igreja e com a Igreja. Era também esse um dos objetivos do Filme: testemunhar esta realidade dos cristãos do século XXI e mostrar de que forma a vivem.

 

 

IGREJA

Irmãos gémeos, ordenados sacerdotes.

 

Afonso e Pedro Sousa eram ainda seminaristas quando, numa entrevista à Agência Ecclesia, falaram do percurso de crescimento e conhecimento, iniciada em família e com o apoio da família. Reconhecem-no fundamental, para o discernimento vocacional.

Pedro, o primeiro a entrar no Pré-seminário, com 14 anos, recordou a “muita conversa à mesa”, a reserva dos pais e das duas irmãs, aos quais lhes parecia que havia muito a viver.

Afonso recordou que também havia muito a convencer e a aprender. Entrara no Seminário um ano após o irmão, como resposta a um chamamento individual, como são todas as vocações.

Desde bem cedo, nas brincadeiras de crianças, a atração pelo sagrado, os foi modelando.

Levando a sério as brincadeiras, Pedro recomendava: “se é para fazer, façamos bem”.

Fazer arranjos de flores, armar andores ou improvisar um micro, eram algumas formas alegres de brincarem.

Seguros de que todas as vivências podem ajudar, desde que a prioridade e o centro da vida seja Jesus, sabem o que deixam mas, reconhecem que, quando formados com profundidade e a querer uma abertura, a vida transforma-os.

“ Hoje não somos o mesmo Afonso e Pedro”, reconhecem.

“O facto de os padres não poderem casar equivale à graça de poder viver como Jesus, com amor que é para todos… Renunciamos a uma relação conjugal para nos entregarmos com disponibilidade á Igreja. Esta renúncia não é só um não: eu renuncio. Digo um sim a outras coisas.” – disse Pedro.

 Estes dois irmãos de 24 anos, foram ordenados sacerdotes no dia 3 de julho na igreja dos Jerónimos.

 

 

Bragança

Miranda, com nova Basílica em Torre de Moncorvo.

 

A Diocese de Bragança – Miranda, celebrou a 18 de junho a promulgação do título de Basílica Menor, à igreja matriz de Torre de Moncorvo, na Unidade Pastoral de S. José, Arciprestado de Moncorvo.

Situada na zona histórica, esta igreja começou a ser edificada em 1544. Dedicada a Nossa Senhora da Assunção, é um exemplar monumento de estilo quinhentista, apresentando-nos uma fachada com possante torre sineira com relógio, rematada com uma balaustrada. No seu interior, podemos admirar retábulos dos séculos XVII e XVIII.

É monumento Nacional desde 1910 e sofreu recentemente obras de restauro.

A proposta de elevação a Basílica foi apresentada por D. José Cordeiro, enquanto bispo de Bragança – Miranda, tendo merecido o parecer favorável da CEP.

Por essa razão o arcebispo de Braga, D. José Cordeiro visitou novamente a sua antiga diocese transmontana para presidir à celebração deste ato histórico que dignificou ainda mais a história igreja matriz.

 

 

Braga

Dia de Portugal

 

Em encontros de preparação para a celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas o arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, sublinhou que, nesta região do País “o futuro já se sente”.

“Vejo com muita esperança estas comemorações, que não são apenas um mero elemento de calendário, mas tem um significado muito profundo da cultura, da espiritualidade, da economia, da política, da sociedade, para um desenvolvimento integral.”, disse D. José, em declarações à Agência Ecclesia, no dia 9 de junho.

“No contexto europeu e mundial que vivemos, é importante este sinal aqui, em Braga, para Portugal, e alargar os horizontes para o mundo em que vivemos, sob este olhar de paz e esperança”, desenvolveu.

D. José participou duma forma muito empenhada nas comemorações do Dia de Portugal, promovidas pelo Presidente da República.

“Braga é anterior à nacionalidade portuguesa, oferecendo esta memória alargada e profundamente agradecida do passado, para nos abrirmos ao futuro”.

D. José, reconhece Braga como uma região muito jovem, muito procurada, multicultural, na qual se projeta um olhar de esperança e com um bom conjunto de serviços que promovem o bem comum e a dignidade da pessoa humana.

D. José Cordeiro, que participou nas celebrações promovidas pelo Presidente da República, sublinhou a esperança de servirem, estas festas, para lançar “um olhar para todos”, mas com mais incidência para os mais velhos, na relação intergeracional.

 

 

Lisboa

Famílias – uma tradição profética para o mundo

 

O Cardeal Patriarca de Lisboa presidiu à Festa das Famílias da diocese, agradecendo o testemunho de todos os casais nos dão.

“Muito obrigada pela profecia que são, muito obrigada! Porque não desistem, muito obrigada; porque nos afirmam que com a liberdade de Cristo é possível. A vossa vida é uma afirmação da certeza de Deus.” – disse D. Manuel Clemente, na homilia da Celebração com transmissão online.

O responsável católico falava perante centenas de casais entre os quais, alguns a festejar as bodas de ouro matrimoniais, numa celebração que decorreu no Parque Urbano da Flamengo em Lisboa.

“O que é que nós aprendemos quando não desistimos uns dos outros? Oque é que nós aprendemos?

Aprendemos Deus, porque Deus é assim. É uma união indestrutível”. Sustentou.

O patriarca de Lisboa realçou que Deus “não desiste” evocando as famílias que por “acasos” que ninguém julga e só Deus sabe, às vezes se separaram.

D. Manuel Clemente afirmou que é necessário “aprender Deus” em todas as “circunstâncias sociais” da vida, desde a família à Igreja, “família alargada de Deus”.

“Cada casal cristão unido no Senhor Jesus é sinal de que isto é possível, de que a proposta, o projeto diferente, que ultrapassa o mero sentimento, só com a liberdade de Jesus Cristo, é possível.”

As circunstâncias em que vivemos, separam-nos mais uns dos outros, individualizam-nos, levam-nos a viver mais para nós, que para os outros. Vivendo mais unidos ultrapassamos melhor as dificuldades que se tornam pontos de discórdia.

O X Dia Encontro Mundial das Famílias, decorreu entre os dias 22 e 26 de junho, de uma forma “multicêntrica e generalizada”, em Roma e em várias dioceses dos cinco continentes.

 

 

Lamego

Tribunais Eclesiásticos debruçados sobre Direito Canónico e Sinodalidade.

 

Os Tribunais da Província Eclesiástica de Braga, refletiram sobre o Direito Canónico e Sinodalidade.

Teve lugar no dia 21 de junho, no Seminário Maior da Diocese de Lamego, o encontro anual dos Tribunais da Província Eclesiástica de Braga, que debateu o processo no Direito Canónico, enquanto expressão do processo sinodal.

“É preciso que na Igreja haja mais Palavra de Deus, mais rostos, mais olhos nos olhos, mais caravana, devemos, os Tribunais, ser, por isso, mais um posto de graça, mais um posto de abastecimento, do que um posto alfandegário”, disse o Bispo de Lamego na reflexão sobre o tema do encontro.

Tendo por tema “A justiça e o processo no Direito Canónico – Uma expressão da intervenção na Igreja sinodal junto do seu povo, à luz da Palavra de Deus”, foi apresentado por D. António Couto.

O bispo de Lamego afirmou que “toda a justiça deve tender para a justificação no sentido bíblico, ou seja, para a transformação do pecador em justo”, e salientou que na Igreja sinodal “o processo é o resultado” com afirmação do teólogo alemão Hermann Pesh o processo jurídico deve colocar as pessoas, mesmo as mais feridas por alguma situação, em processo, em caminho, “na mesma caravana”.

Este encontro reuniu quem trabalha habitualmente nos Tribunais Eclesiásticos de Braga, Viana do Castelo, Porto, Lamego, Vila Real, Bragança, Aveiro, Coimbra e Viseu, como vigários judiciais, juízes, auditores, notários, defensores do vínculo, promotores de justiça e patronos estáveis.

Na saudação inicial, o vigário judicial do Tribunal Eclesiástico Metropolitano de Braga, o cónego Mário Martins, explicou que o objetivo deste encontro era tomar consciência de que “justiça e processo constituem as “dobradiças/articulações do serviço dos Tribunais”. Se aquela consiste em relações concretas entre sujeitos, este é um instrumento muito oportuno para as restabelecer”.

“Quem trabalha neste âmbito, sabe quanto se mostra insuficiente a mera intervenção do mundo judiciário para restabelecer a justiça. Os sujeitos das relações humanas, são sujeitos falantes e se a finalidade natural de um processo é fazer calar um dos contendentes, significa que o seu objetivo acabaria por ser contrário à própria justiça. E é-o, mas apenas aparentemente, pois todos temos de nos calar diante da soberana misericórdia do Pai”, desenvolveu.

O cónego Mário Martins transmitiu também uma mensagem do arcebispo metropolita, D. José Cordeiro que assinalou, que no momento atual, ao assumirem e cumprirem o ofício judicial, encontram na dedicação, competência, investigação e, sobretudo na educação e formação da consciência, o caminho seguro que o mesmo magistério, recomenda a todos.

O encontro anual dos Tribunais da Província Eclesiástica de Braga, terminou com uma visita à Catedral e ao Museu Diocesano de Lamego.

 

 

Fátima

Peregrinação das Forças Armadas e de Segurança.

 

No dia 24 de junho, o bispo das Forças Armadas e de Segurança, presidiu ao encerramento da 39ª Peregrinação Militar ao Santuário de Fátima, na Basílica da Santíssima Trindade e afirmou que “sair, recordar, compadecer-se e confortar”, são quatro ações da vocação cristã.

“Neste dia o nosso coração exulta na contemplação do Sagrado Coração de Jesus, e eleva-se no amor infinito da Virgem Santa Maria. Vem-nos oferecendo um caminho donde emergem quatro ações que definem tanto o amor do Coração de Jesus, como a ternura de Maria, como a vocação cristã, na qual se insere a condição de Militar e de Elemento das Forças de Segurança. Essas ações são: sair, recordar, compadecer-se e confortar”, disse D. Rui Valério, na homilia enviada à Agência Ecclesia.

O bispo do Ordinariato Castrense salientou que também as Forças Armadas e Forças de Segurança de Portugal, tem de “sair”. É próprio da sua identidade e missão. E questionou sobre o que seria de Portugal e de tantos lugares críticos do mundo, onde tem atuado, se tivessem ficado dentro das suas Unidades ou nas suas zonas de conforto.

“Sair” é a encarnação da grandeza de coração, porque implica ir até aos outros, mergulhar nas suas condições reais de vida”, observou.

A segunda ação é “recordar”, e D. Rui Valério explicou que sem memória, perdem-se as raízes, e sem raízes, não se cresce. Por isso, na Peregrinação Militar Nacional a Fátima recordou quem, no doloroso período da pandemia, nunca deixou de colocar os irmãos, em primeiro lugar, nem deixou que lhes faltasse apoio à segurança.

“Queremos recordar e agradecer quem está a combater na linha da frente, seja nas adversidades, seja nas catástrofes, seja quando despontam conflitos que comprometem a integridade das pessoas”, acrescentou.

Na homilia da Missa presidida na Basílica da Santíssima Trindade, o presidente da celebração destacou também que serem solidários com os que sofrem é o modelo para todo o projeto de Defesa e de Segurança.

“A solidariedade não pode ser vista apenas como um remédio para resolver falhas ou aflições, mas, acima de tudo, consiste numa atitude de partilhar o mesmo destino histórico do próximo”, salientou.

“Confortar foi a quarta ação destacada e segundo D. Rui Valério indica uma força que não provem de cada um, mas de quem está com eles, referindo que atualmente há muitas incertezas que assustam.

“Para o mundo inteiro, mas particularmente para a sociedade portuguesa, este lugar representa um chamamento. Não podemos, por isso, não sentir uma grande alegria interior, por estar onde todos são desafiados e reencontrar a sua autêntica identidade, e a escutar a voz da mais sublime vocação à santidade”.

 

 

Lisboa

Governo pede colaboração da Igreja Católica na prevenção de incêndios.

 

O Governo português Solicitou a ajuda da Igreja Católica no programa «Portugal Chama», alertando para os incêndios rurais e comportamentos de risco da população.

Em carta enviada ao Presidente da CEP, os promotores da iniciativa pedem “a atenção e decisiva colaboração”, reconhecendo que as paróquias são os lugares privilegiados de contato com as populações do País, sobretudo nas zonas rurais, onde deflagram a maior parte dos incêndios – acrescentou a mensagem partilhada com os bispos católicos e partilhada e enviada à Agência Ecclesia em 7 de julho de 2022.

 

 

Açores – Angra:

Administrador Diocesano apela a um maior cuidado na celebração da Penitência.

 

Em carta enviada aos sacerdotes, no início de junho, o Administrador diocesano de Angra, cónego Hélder Fonseca Mendes, lembrou que a “absolvição geral, sem os requisitos de direito, é inválida” e “um engano para os fieis”.

Apresentada como “pedido fraterno de correção”, refere que é inválida a absolvição geral perpetrada sem os requisitos de direito, quer pela falta de faculdade, quer pela falta de propósito de confissão individual dos pecados graves.

O portal diocesano “Igreja Açores” contextualiza que a carta do administrador diocesano de Angra, foi enviada a todo o clero no âmbito da celebração do sacramento da Reconciliação, que em diversas paróquias, de várias ilhas, tem sido contrária ao que estabelece o código de Direito Canónico.

O cónego Hélder Fonseca fundamentou o pedido de atenção dirigido ao clero, no parecer de um ”perito”, professor no Seminário de Angra, sublinhando que a prática da autoridade da Igreja, e do Papa Francisco, em particular, não legitima a forma de celebração do Sacramento da Reconciliação como tem sido desenvolvida particularmente em S. Miguel e na Ilha Terceira.

“Sabemos da dificuldade por que passa atualmente o sacramento da Reconciliação e como é aconselhável uma boa celebração comunitária. A solução não será decerto a opinião individual de cada ministro.”, referiu o responsável católico.

Neste contexto alertou que a prática da absolvição geral cria confusão entre os fieis leigos, divisão entre os padres e desarmonia pastoral em geral.

O administrador diocesano de Angra reconheceu que não tem competência para alterar a disciplina sacramental da Igreja e o pároco também carece dessa capacidade.

Durante séculos a única forma de celebrar o sacramento da Reconciliação foi a confissão com absolvição individual O Concílio Vaticano II, introduziu a celebração comunitária mas com confissão e absolvição individual. A absolvição geral só pode ser concedida em casos de grave necessidade, regulado pelo Código de Direito Canónico.

 

 

Porto

«Mar de Luz» voltou às ruas do Porto

 

Uma solene procissão, percorreu ruas da cidade do Porto, numa manifestação pública do amor que os portucalenses dedicam à Virgem Maria, ao terminar o mês que Lhe é dedicado.

O bispo do Porto D. Manuel Linda que presidiu à celebração, convidou os participantes a “acolher os vizinhos, como acolhemos o turismo”.

Salientou a atitude do acolhimento, assinalando que o mês de Maio dedicado a Maria, se conclui no dia litúrgico da Visitação de Nossa Senhora, quando apressadamente acorreu a prestar ajuda a sua prima Santa Isabel, no sexto mês de gravidez.

D. Manuel Linda destacou a participação dos acólitos, escuteiros e dos grupos juvenis, em particular o Comité Organizador Diocesano (COD) para as Jornadas Mundiais da Juventude de 2023.

Ao COD, disse que contava com eles para que o acolhimento dos jovens que vêm à JMJ, seja mesmo um polo de evangelização.

 D. Manuel Linda apontou outra procissão a realizar na cidade do Porto, na Solenidade do Corpo de Deus.

 

 

FÁTIMA

Peregrinação de crianças e adolescentes

 

No dia 10 de Junho, realizou-se em Fátima a Primeira Peregrinação Nacional da Infância e Adolescência Missionária.

Nela participaram as crianças e adolescentes das paróquias que durante cinco anos, desenvolveram atividades propostas pela “Infância Missionária”.

Foi muito positiva, possibilitando uma abertura à universalidade e solidariedade com as crianças mais vulneráveis.

Para o padre José Rebelo, diretor das Obras Missionárias Pontifícias a Infância Missionária gera uma dinâmica interessante de envolvimento das famílias que resulta no crescimento de todos.

Os grupos participaram na oração do terço e na celebração da Eucaristia. Da parte de tarde, um alegre convívio com jogos e animação, aproximou famílias e os pequenos peregrinos.

 


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