aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

A IGREJA CINCO CONTINENTES

 

EUROPA

 

 

Itália

Comunidade de Taizé promoveu Encontro europeu em Turim.

 

De 7 a 10 de julho de 2022 teve lugar em Turim a segunda parte do Encontro Europeu de Jovens, organizado pela Comunidade de Taizé, após adiamento imposto pela pandemia.

Em comunicado difundido, “As Igrejas de Turim, convidaram os jovens à ‘Peregrinação de Confiança’.”

Acolhidos por famílias e paróquias da região, tiveram oportunidade de conviver, partilhar e refletir numa dinâmica que carateriza o trabalho desta Comunidade.

O programa incluiu uma noite de oração em diferentes igrejas da cidade e um momento de oração contemplativa pessoal, diante do Santo Sudário.

Foi a primeira vez que Turim acolheu um Encontro Europeu de Jovens de Taizé e foi a 7ª edição na Itália.

 O tradicional Encontro Europeu de Jovens, que anualmente se realiza no final do ano, terá lugar em 2022 na cidade de Rostock, no nordeste da Alemanha.

Esta Comunidade religiosa sediada a 360 quilómetros de Paris, congrega uma centena de monges, de várias Igrejas cristãs, de 30 países. Foi fundada a 20 de agosto de 1940 por Roger Schutz, pastor protestante suíço. Inicialmente para acolher perseguidos políticos, deu também abrigo a judeus, e mais tarde, a prisioneiros alemães.

 

Bruxelas

Episcopados Católicos lamentam adoção da resolução sobre o aborto.

 

A Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia COMECE, lamentou a adoção de uma resolução sobre o “direito ao aborto”, pelo Parlamento Europeu, falando em “agendas políticas”.

“Lamentamos a aprovação (ontem, 7 de julho) desta resolução.” Abre caminho a um desvio dos direitos humanos reconhecidos e deturpa a tragédia do aborto, para as mães em dificuldades”, indicou numa nota enviada à Agência Ecclesia, o secretário da COMECE, padre Manuel Barros Prieto.

O comunicado pede que as instituições comunitárias trabalhem para “pôr mais unidade entre os europeus”, evitando criar mais “barreiras ideológicas e polarização entre os europeus”.

A promoção de agendas políticas radicais, põe em risco os direitos fundamentais, incluindo a liberdade de pensamento, consciência e religião, direito de reunião e prejudica a coesão, - pode ler-se no comunicado com data de 8 de julho.

 

 

 

ÁFRICA

 

 

Nigéria

No funeral das vítimas de terrorismo na Nigéria.

 

Entre lágrimas e consternação, o Bispo de Ondo, D. Jude Arogundade, questionou durante a celebração do funeral das vítimas de terrorismo do dia 5 de junho: “porque precisam ainda os nigerianos de implorar por ajuda da polícia contra os incessantes ataques de que são vítimas?”

Com estas palavras o La Croix Internacional, noticiou a dor patente no rosto de quantos, na igreja de S. Francisco, onde foram mortas a tiro, 40 pessoas durante a Solenidade de Pentecostes, participaram no funeral.

Na presença de familiares e amigos das vítimas, o governador Akeredolu exigiu que algo seja feito urgentemente para salvar o país dos “homens do submundo” e recuperar a segurança do povo.

Segundo declarações do grupo nigeriano dos direitos civis, o Boko Haran tem multiplicando os ataques a cristão, mas também a muçulmanos e instalações do governo e estabelecimentos de segurança, como vingança de insucessos nas suas investidas terroristas.

O ambiente de insegurança mantem-se com a falta de identificação dos autores do atentado de 5 de junho. Os ataques manifestam-se também em atos de violência política e conflitos inesperados entre agricultores e pastores.

A Nigéria é considerado o sétimo país com o maior número de cristãos, mortos pela sua fé.

 

 

Sudão-Sul:

Bênção da 1ª pedra para a Nunciatura Apostólica.

 

“O papel das Nunciaturas Apostólicas é fortalecer a comunhão entre o Papa, os bispos e as Igrejas locais, promovendo assim as relações, fomentando o compromisso com a paz, o desenvolvimento e o bem-estar do povo, do país onde a Nunciatura está presente”, disse o secretário do Estado vaticano, cardeal Pietro Parolin, na cerimónia da bênção da primeira pedra do novo edifício onde funcionará a Nunciatura neste país africano, que ocorreu na tarde do dia 7 de Julho, em Juba. Estiveram presentes autoridades civis e religiosas.

A “Casa do Papa”, como lhe chamou o Cardeal Parolin, será uma “Casa de oração”.

 Não será só uma representação diplomática, mas também uma casa de Deus. Todos os que nela viverão, trabalharão, também rezarão de maneira especial, pedindo a assistência do Espírito Santo, disse o Núncio no Sudão, D. Hubertus Maria van Megen, acrescentando ainda que o papel dos membros é apoiar o Cabeça, que é Cristo, representado pelo Santo Padre, o Papa Francisco.

“Esta Nunciatura é assim uma expressão do amor da Igreja universal para a Igreja particular do Sudão do Sul”, concluiu o Núncio.

O Ministro de Assuntos Presidenciais, Barnabé Maria Benjamin, destacou que o executivo também aplaude a obra que reforça a cooperação entre a Igreja e aquele Estado, que espera a visita do Papa Francisco.

Após a leitura do Evangelho e dum cântico, o cardeal Parolim descobriu a teca de vidro, coberta com a bandeira do Vaticano, para abençoar a “pedra fundamental”. Trata-se de um tijolo que havia sido colocado na Porta Santa da Basílica de S. Pedro no final do Jubileu do ano 2000 pelo papa S. João Paulo II, e depois retirada pelo Papa Francisco, quando deu início ao Ano da Misericórdia.

 

Moçambique

Novos sinais de instabilidade

 

O bispo da diocese de Tete em Moçambique, alertou para a situação preocupante que se vive na parte norte do país lusófono, (Ecclesia - 15 de junho).

“Esperemos que não seja nada de grave para que o clima de medo não se instale novamente entre a população”, disse D. Diamantino Antunes ao Secretário português da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

O missionário português do Instituto dos Missionários da Consolata deu conta da ocorrência de novos ataques no norte de Moçambique, especialmente no distrito de Ancuabe com diversos mortos, inclusive pessoas decapitadas.

A 6 de junho, o presidente de Moçambique confirmou que homens armados tinham atacado a aldeia de Nanduli, no distrito de Ancuabe referindo que a situação estava “sob controlo” não obstante os atos de terrorismo que ainda prevaleciam. 

A fundação pontifícia AIS acrescenta que estes ataques geraram uma onda de deslocados, cerca de 2500 pessoas, segundo informação das autoridades moçambicanas.

Segundo a AIS, D. António Juliasse, bispo de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, recomendou a missionários nas localidades de Metoro, Mecufi e Mazeze, entre oito a dez missionários, que procurassem “lugares mais seguros”.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, tem apoiado Moçambique, através de projetos de assistência pastoral e apoio psicológico, materiais para construção de casas, centros comunitários e aquisição de veículos para missionários.

 

 

AMÉRICA

 

Brasil

Funeral de D. Cláudio Hummes.

 

No dia 6 de Julho, o corpo do Cardeal D. Cláudio Hummes foi a sepultar na Cripta da Sé Catedral de S. Paulo, após a Missa de corpo presente, presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil D. Giambattista Diquattro.

A homilia, proferida por D. Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo Metropolitano de S. Paulo, resumiu em traços gerais o percurso do Cardeal, que foi membro da Cúria Romana.

Como S. Paulo, D. Cláudio podia dizer: “Combati o bom combate, acabei minha carreira, guardei a fé” - citou D. Odílio, evocando o exemplo de vida que deixou.

“Queria ser missionário na Amazónia”, desde muito jovem, sonho que se concretizou na “terceira idade” ao ser convidado a presidir à Comissão Episcopal Especial para a Amazónia.

Referiu-se depois à “Missão na Arquidiocese de S. Paulo”, que então, que como seu bispo auxiliar, D. Odilo, conheceu bem.

Com o Papa, sonhou e lutou “Por uma Igreja toda missionária, avançando para águas mais profundas”, recordando que enquanto em Roma o Papa reforçava o “Duc in alto”, D. Cláudio repetia em S. Paulo que a “missão precisa ser retomada pois a Igreja é missionária por sua natureza.”

O Cardeal Arcebispo voltou a referir o “sonho missionário” de D. Cláudio porque se tornou efetivamente ”Missionário na Amazónia”.

Das reflexões com grupos de trabalho surgiu a Rede Eclesial para a Amazónia (REPAM) em 2014. Foi Relator do Sínodo para a Amazónia, a partir do qual nasceu a Conferência Eclesial para a Amazónia (CEAMA).

Foi neste período de dez anos que a Amazónia ganhou a atenção do mundo inteiro e a Igreja recebeu um novo impulso, afirmou D. Odilo.

 

MÉXICO

Setenta ordenações num único fim-de-semana

 

Em plena crise vocacional, realizaram-se durante as celebrações do Pentecostes, na cidade de Guadalajara no México, 70 ordenações.

Dado o grande número de fieis: familiares e amigos, que desejavam estar presentes, o cardeal arcebispo, D. José Francisco Robles Ortega, dividiu em dois grupos, os ordenandos.

Assim, durante a Vigília conferiu o diaconado a 33 candidatos e no Domingo de Pentecostes, foram ordenados 37 presbíteros.

Na homilia o Cardeal, destacou que os neo-sacerdotes não servem ao mundo, mas a Deus. Reafirmou que o Espírito Santo os chamou para apascentarem o rebanho de Cristo. Sem esquecerem que não são anjos, nem pertence a uma casta estrangeira.

O sacerdote é um homem escolhido por Deus, tomado por Deus dentre os seus irmãos, os homens. Quando esquece esta origem traça um distanciamento entre ele e a comunidade a quem deve servir, passando a imagem de que é superior e devia ser reconhecido e servido. Vê-se então envolvido no mal que afeta a Igreja e se chama clericalismo.

D. José Ortega, terminou reforçando o pedido de nunca se esquecerem que são de Deus.

 


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