aCONTECIMENTOS eclesiais

 

 

DA SANTA SÉ

 

 

PAPA

pede respeito pelos acordos internacionais

 

O Papa Francisco afirmou que a adesão e o respeito pelos acordos internacionais de desarmamento são “fonte de força e responsabilidade” pois aumentam a confiança e a estabilidade – divulgou o Papa na Mensagem divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Entre 21 e 23 de junho, as Nações Unidas promoveram em Viena, capital da Áustria, a Primeira Conferência dos Estados Partes no Tratado sobre Proibição de Armas Nucleares (TPAN).

«O mundo parece estar numa encruzilhada. A visão corajosa deste instrumento jurídico, fortemente inspirado em argumentos éticos e morais, aparece cada vez mais atual».

É imoral o uso, mas também a posse de armas nucleares.

É enganoso e muito destrutivo pensar que a segurança, mas também a paz de alguns, está desligada da paz e segurança de outros – assinalou do Vaticano, o Papa Francisco pelo secretário do Vaticano para as relações com os Estados, arcebispo D. Paul Richard Gallagher, na assembleia.

Segundo o Papa a posse de armas atómicas, leva facilmente à ameaça do seu uso, torna-se uma espécie de “chantagem” e “devia ser repugnante para a humanidade”.

Devia ser motivo de alerta para todos, a dificuldade de diálogo real quando se tenta defender e garantir a estabilidade e a paz através duma falsa sensação de segurança e “equilíbrio do terror”.

“A segurança do nosso futuro, depende de garantir a segurança pacífica dos outros, porque se a paz, a segurança e a estabilidade não forem estabelecidas globalmente, elas não serão desfrutadas de forma alguma. Individual ou coletivamente somos responsáveis pelo bem-estar presente e futuro dos nossos irmãos e irmãs” – defendeu D. Paul Gallagher.

Afirmou também que a Igreja Católica continua irrevogavelmente comprometida com a promoção da paz entre os povos e nações e em promover a educação para a paz em todas as suas instituições.

O Papa referiu que falar da paz no contexto atual e falar de desarmamento, pode parecer paradoxal, mas alerta para o perigo de abordagens míopes à segurança nacional e internacional e os riscos duma proliferação de violência.

A mensagem alerta também para a precaridade da manutenção destas armas e o risco de acidentes, involuntários ou não, que podem levar a cenários muito preocupantes. Por isso a energia nuclear pode classificar-se por um “multiplicador de risco”.

A Santa Sé ratificou o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares e, mais recentemente, o Tratado de Proibição de Armas Nucleares.

 

Domingo do Mar, celebrado mundialmente

O segundo domingo de Julho é celebrado em todo o mundo, como o Dia do Mar, impondo-nos um olhar atento aos problemas dos que vivem do trabalho marítimo, quer seja da pesca, como via de transporte de passageiros e mercadorias.

O Cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço de desenvolvimento Humano Integral, em mensagem para esse domingo, recordou as crises vividas pelo mundo marítimo, nestes últimos anos, com as restrições impostas, primeiro, pela pandemia, e depois, pelas dificuldades de embarque e desembarque condicionado por interesses políticos e económicos de países em litígio. 

A comemoração do Dia do Mar, partiu duma iniciativa da associação, “Apostolado do Mar” em Inglaterra, a que rapidamente se juntaram outos movimentos, numa dimensão internacional e ecuménica.

A Igreja Católica apoia, e está próxima da associação Stella Maris, prestando auxílio espiritual, a marítimos, capelães e voluntários.

Também o Papa, na oração do Angelus, do dia 10 de Julho, teve presente os que estão retidos em zonas de guerra, pedindo o regresso rápido a suas casas

 

VATICANO

D. Manuel Clemente e padres de Lisboa participaram em audiência.

 

No dia 22 de junho, o cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, acompanhado pelos padres ordenados nos últimos sete anos, foram recebidos em audiência, pelo Papa Francisco, na audiência geral de quarta-feira.

“Foi um encontro bonito, tivemos ocasião de estar com o Papa Francisco e de ouvir as palavras dele que são sempre muito sugestivas e muito importantes para a nossa vida sacerdotal e vamos daqui com a alma cheia. Com o Santo Padre, toda a gente está bem.”, disse D. Manuel no final da audiência, em declarações à agência Ecclesia.

O Cardeal Patriarca de Lisboa destacou que os momentos com o Papa ficaram inolvidáveis para os sacerdotes, mas também para ele. Marcaram um novo impulso para o serviço que os espera, nomeadamente o caminho para a Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023.

Este encontro em Roma foi uma iniciativa dos padres ordenados nos últimos sete anos, que se encontram umas três vezes em cada ano e estão ao serviço em Lisboa.

 

VATICANO

Apelo na Solenidade do Corpo de Deus

 

Na Solenidade do Corpo de Deus que na Itália foi celebrada no dia 19 de junho o Papa Francisco, no final da Oração do Ângelus, dirigindo-se aos inúmeros fieis presentes na Praça de S. Pedro, afirmou: «O que faço hoje pelo povo ucraniano?»

O Papa afirmou a necessidade de rezar, ajudar ou informar-se sobre o conflito da Ucrânia.

 Lembrou também o “grito de dor” de tantas pessoas birmanesas a necessitar de assistência humanitária essencial e pediu à comunidade internacional para ajudar a que a dignidade humana e o direito à vida sejam respeitados na Birmânia, assim como também os lugares de culto, os hospitais e as escolas.

No encontro com peregrinos na Praça de S. Pedro, O papa Francisco começou por recordar que a Solenidade do Corpo de Deus, que nesse dia celebravam, nos deve levar a refletir sobre o modo como vivemos a Eucaristia nos “caminhos da vida”.

Francisco lembrou ainda que a adoração eucarística tem a sua comprovação quando existe o cuidado do próximo como fez Jesus.

“ Ao nosso redor há fome de alimento, mas também de companhia, de consolação, de amizade, de bom humor, de atenção. Isso encontrámos no Pão eucarístico, a atenção de Cristo às nossas necessidades e deixou o convite a fazer o mesmo com todas as pessoas que estão ao nosso lado”, afirmou o Papa.

No final da Oração do Ângelus, o Papa referiu-se ainda ao Décimo Encontro Mundial das Famílias que ia realizar-se no dia 22 de junho em Roma e nas dioceses do mundo, e agradeceu o testemunho de amor familiar como vocação à santidade.

Na saudação aos peregrinos, recordou também a beatificação dos 27 mártires dominicanos que decorreu na véspera em Sevilha, vítimas da guerra civil em Espanha, onde se inclui o português Manuel Fernandes Pereira.

 


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