Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

29 de Setembro de 2022

 

Festividade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós somos as pedras vivas – A. F. Santos, CNPL, 653

Sl 102, 20

Antífona de entrada: Bendizei ao Senhor todos os seus Anjos, poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Proclamamos a nossa fé em Deus, “Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis”, ao celebrar a festa dos três Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael.

O Senhor confiou a cada um deles uma missão muito importante na história da Salvação. S. Miguel chefiou os anjos fiéis a Deus, na Luta contra os anjos maus ou demónios, chefiados por Lúcifer; S. Gabriel veio anunciara Zacarias que, a pesar da idade avançada da esposa, o Senhor ia conceder-lhes a graça do nascimento de João Batista; S. Rafael acompanhou, como bom guia, o jovem Tobias a Ecbátana, libertou a sus futura esposa de uma possessão do demónio que a atormentava e ensinou-o a preparar um remédio para que seu pai, Tobit, recuperasse a vista.

Alegremo-nos pois, na festa dos três Arcanjos que nos ajudam com grande generosidade no caminho da nossa salvação.

 

Acto penitencial

 

Peçamos humildemente perdão do alheamento em que vivemos, como se, para além da matéria não houvesse mais nada.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A do Ordinário da Missa)

 

Confessemos os nossos pecados...

Senhor, tende piedade de nós...

Glória a Deus nas alturas...

 

Oração colecta: Senhor Deus do universo, que estabeleceis com admirável providência as funções dos Anjos e dos homens, concedei, propício, que a nossa vida seja protegida na terra por aqueles que eternamente Vos assistem e servem no Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Apóstolo S. João descreve-nos, no Apocalipse, um combate no Céu que levou à derrota dos anjos infieis e à vitória de S. Miguel.

Este combate prolonga-se na vida que vivemos na terra e temos necessidade de estarmos do lado de S. Miguel, que é o de Deus Nosso Senhor.

 

Apocalipse 12,7-12a

7Travou-se um combate no Céu: Miguel e os seus Anjos lutaram contra o Dragão. O Dragão e os seus anjos lutaram também, 8mas foram derrotados e perderam o seu lugar no Céu para sempre. 9Foi expulso o enorme Dragão, a antiga serpente, aquele que chamam Diabo e Satanás, que seduz o universo inteiro foi precipitado sobre a terra e os seus anjos foram precipitados com ele. 10Depois ouvi no Céu uma voz poderosa que dizia: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e a autoridade do seu Ungido, porque foi precipitado o acusador dos nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante do nosso Deus. 11Eles venceram-no, graças ao sangue do Cordeiro e à palavra do testemunho que deram, desprezando a própria vida, até aceitarem a morte. 12Por isso, alegrai-vos, ó Céus, e vós que neles habitais».

 

7 Houve um combate. É difícil determinar a que combate concreto se refere o texto sagrado. Não parece tratar-se aqui da rebelião dos Anjos maus no momento da sua criação (cf. Mt 25,41; 2Pe 2,4), como alguns pensam, uma vez que o contexto nos situa nos tempos cristãos. Assim, prefere-se ver a luta tremenda desencadeada pelo demónio contra Cristo e os fiéis (os «nossos irmãos» - v. 10), a partir sobretudo da Morte, Ressurreição e Ascensão de Jesus (cf. v. 5b).

«Miguel» - em hebraico Mi-kha-el - quer dizer «quem como Deus?». Era o protetor do antigo povo de Deus (Dan 10,13.21), e que aparece agora como patrono e defensor da Igreja, o novo povo de Deus.

«O Dragão». É identificado no v. 9, com a «antiga serpente» que tentou os primeiros pais, por isso se chama antiga; é «aquele que chamam Diabo e Satanás». Diabo é um nome grego correspondente ao hebraico xatan (aramaico xataná), que significa caluniador, acusador, adversário.

 

Salmo Responsorial     Sl 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5 (R. 1c)

 

Monição: O Espírito Santo coloca em nossos lábios um hino de ação de graças ao Senhor pelas maravilhas que Ele criou.

Hoje agradecemos ao senhor de modo especial a criação das coisas invisíveis, os Anjos.

 

Refrão:         Na presença dos Anjos,

                      eu Vos louvarei, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar

e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor,

quando ouvirem as palavras da vossa boca.

Celebrarão os caminhos do Senhor,

porque é grande a glória do Senhor.

 

 

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 102 (103), 21

 

Monição: Unamo-nos ao cântico de louvor a Deus na corte celeste que todos os bem-aventurados entoam com júbilo.

Aclamemos o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo que nos ensina o caminho da salvação.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – M. Simões, NRMS, 9

 

Bendizei o Senhor todos os seus exércitos,

poderosos executores da sua vontade.

 

 

Evangelho

 

São João 1,47-51

Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: «Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento». 48Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?». Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira». 49-lhe Natanael: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel!». 50Jesus respondeu: «Porque te disse: ‘Eu vi-te debaixo da figueira’, acreditas. Verás coisas maiores do que estas». E acrescentou: 51«Em verdade, em verdade vos digo: Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem».

 

Filipe não tinha guardado para si a grande alegria de ter tido a dita de encontrar o Messias anunciado pelos Profetas, mas comunicara-a a seu amigo Natanael, que se mostrou incrédulo em face da procedência humilde de Jesus, filho dum carpinteiro de Nazaré, quando o Messias devia ser descendente de David e procedente de Belém. Filipe não se desmoraliza com as razoáveis objeções do amigo e também não confia nas explicações que o seu próprio engenho poderia excogitar; opta por convidar o amigo a aproximar-se pessoalmente de Jesus: «vem e verás» (v. 46).

47 «Natanael». Nome semítico que significa «dom de Deus». Deveu ser um dos Doze Apóstolos (cf. Jo 21,2); mas qual deles? Muito provavelmente era Bartolomeu, o qual teria dois nomes, sendo este último um nome patronímico (filho de Tolmay), como o patronímico de Simão Pedro, Baryona (filho de Jonas). Esta identificação é deduzida dos diversos catálogos dos Apóstolos que nos deixaram os Sinópticos, onde Bartolomeu sempre se segue a Filipe, aquele Apóstolo que levou Natanael a Jesus (cf. Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,14).

48 «Eu vi-te, debaixo da figueira». Natanael sentiu que o olhar de Jesus penetrava os mais profundos recônditos da sua alma, pois algo de significativo devia ter passado no seu coração naquela hora e naquele local exato a que Jesus se referia, e que só Deus podia conhecer.

49 «Tu é o Filho de Deus… Rei de Israel» - títulos messiânicos procedentes do Salmo 2. A intencionalidade do Evangelista (cf. 20,31) evidencia-se ao apresentar, desde a primeira hora, confissões explícitas de fé em Jesus (cf. Mt 14,33; 16,16).

51 «Os Anjos de Deus subindo e descendo…» Trata-se duma forma muito expressiva de Jesus aparecer como Mediador entre o Céu e a terra, ficando assim os Céus abertos para a humanidade (Is 63,19; Apoc 19,11; Mt 3,16 par.), numa clara alusão à escada de Jacob, pela qual subiam e desciam os Anjos na visão de Jacob (Gn 28,12). É por isso que adotámos, na Bíblia da Difusora Bíblica, a tradução «por meio do Filho do Homem», em vez da tradução corrente «sobre o Filho do Homem», tendo em conta que aqui aparece a mesma preposição (epí) que no texto grego do sonho de Jacob, com o sentido de subir por.

 

Sugestões para a homilia

 

• Com os Arcanjos

• Peçamos a sua ajuda

 

1. Com os Arcanjos

 

O Livro do Apocalipse dá-nos a chave de leitura de muitos acontecimentos deste mundo.

Quando ouvimos na comunicação social a história de assassinatos brutais, guerras e perseguições à Igreja, roubos de grandes quantidades de bens e mentiras que se apresentam como verdades, poderíamos ser levados a pensar que isto é apenas obra dos homens e se explica pela psicologia e outras ciências humanas. O Senhor, porém, ensina-nos neste texto qual é a raiz de todos estes males.

A vida é um combate. Tudo começou por uma revolta, por soberba, de Lusbel que a infidelidade transformou em Lúcifer. Ele arrastou consigo uma terça parte dos anjos do Céu.

Incapaz de se vingar em Deus, a Quem odeia, procura vingar-se nos Seus filhos que somos nós, procurando enganar-nos para nos tornar eternamente infelizes como ele e os seus companheiros ou, pelos menos, para nos amargurar a vida presente.

Ele seduziu os nossos primeiros pais, reduzindo-os à mais extrema indigência e tenta seduzir a cada um de nós.

Não temos razão para ficarmos dominados pelo medo. Por cada demónio há dois anjos bons, nossos amigos e muito mais poderosos que eles, porque o ódio nada pode contra o amor.

Além disso, o poder e a liberdade do demónio para fazer mal estão limitados por Deus. E quando Deus lhe permite atuar, é porque daí pode vir um grande bem para nós.

O importante é que não nos deixemos adormecer numa vida sem sentido, porque estamos no meio de um combate.

«Travou-se um combate no Céu: Miguel e os seus Anjos lutaram contra o Dragão. O Dragão e os seus anjos lutaram também, mas foram derrotados e perderam o seu lugar no Céu para sempre.»

Devemos estar vigilantes. S. Pedro avisa-nos, na sua primeira carta, que o demónio anda rugindo à nossa volta como um leão, à espera de um pequeno descuido para nos assaltar.

Esta nossa vigilância concretiza-se em evitar as ocasiões de pecado; e em nos fortalecermos com a oração constante e a frequência dos sacramentos, especialmente a confissão e a sagrada comunhão.

Parece que grande parte do esforço do demónio nestes dias é convencer-nos de que não existe. Negada esta verdade de fé, há muitas outras verdades que perdem o sentido.

Mas ele tem muita gente enganada a trabalhar para ele na imoralidade desenfreada, nas injustiças e opressões cruéis aos que não se podem defender e em mutas outras coisas que nos fazem sofrer.

É preciso ter presente que ele se apresenta inevitavelmente, ao causar estes males tremendos, com rosto humano. Mas há, de facto, coisas tão cruéis e com tanta maldade que denunciam a sua presença.

«Foi expulso o enorme Dragão, a antiga serpente, aquele que chamam Diabo e Satanás, que seduz o universo inteiro».

Expulso do Céu, continua as suas maldades na terra, tentando envenenar com a sua baba peçonhenta os filhos de Deus.

Deus vencerá. Sem querer, muitos cristãos prestam um serviço ingénuo ao Inimigo, difundindo o medo e o pessimismo, a falta de esperança e falam dele como se fosse invencível e, portanto, contra quem não vale a pena lutar.

Além disso, parece que há um prazer especial para alguns em divulgar escândalos e outras notícias negativas.

Deus quer vencer por meio de nós. É preciso sufocar o mal com a abundância de bem, em vez de lhe dar publicidade, a tristeza e com a alegria, o pessimismo com o otimismo, o ódio com o amor.

Não tenhamos medo do Inimigo, porque ele nada pode contra Deus. Com S. Miguel, exclamamos: “Quem como Deus?” Quem pode tanto como Ele?

 

2. Peçamos a sua ajuda

 

Segundo o texto do Apocalipse, S. Miguel chefiou os anjos fiéis a Deus no combate travado contra Lúcifer e seus seguidores. É invocado também como protetor do Povo de Deus.

S. Gabriel foi enviado a Zacarias, para lhe anunciar o nascimento de João Batista; e a uma humilde casa de Nazaré, para receber o consentimento de Nossa Senhora, eleita para ser a Mãe do Redentor, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

S. Rafael acompanhou o jovem Tobias numa viagem longa e difícil. Libertou a sua futura esposa da possessão diabólica e ensinou-o a curar o pai Tobit da cegueira que o afetara. Quanta alegria levou à casa dos seus pais!

Arcanjos com missão atual. A missão dos três Arcanjos não terminou com a diligência no desempenho da missão de que foram incumbidos. Antes de mais, são poderosos intercessores junto do Altíssimo.

S. Miguel era o Arcanjo protetor do Povo de Deus. O Povo de Deus da nova Aliança é a santa Igreja de Cristo à qual temos a felicidade de pertencer.

Invoquemos a sua ajuda para os muitos problemas que a afligem nestes tempos, desde a falta de fidelidade doutrinal, ao desprezo dos Mandamentos da lei de Deus em toda a sua pureza, à desobediência ao Papa e aos Bispos.

Atenção às famílias. Confiemos as famílias aos cuidados de S. Gabriel. Ele foi o Mensageiro de Deus incumbido de levar uma boa notícia a duas famílias: a Aim Karim e a Nazaré.

As famílias precisam de encontrar a sua identidade nos valores perenes: a fidelidade mútua, o dom da vida e a transmissão do tesouro da fé de pais a filhos.

Muitos pais sofrem hoje, porque não sabem como encaminhar bem os seus filhos. Além disso, estão desorientados, porque lhes parece um fracasso a boa educação que tentaram dar aos filhos.

A desorientação dos jovens leva muitos deles e viver em união de facto, rejeitando, pelo menos temporariamente a celebração do matrimónio. Como se não bastasse esta desorientação, aparece agora o demónio a querer convencer-nos de que é normal a união e coabitação de duas pessoas o mesmo sexo; e para culminar a loucura, aparece a “ideologia do género.”

Parece que o Inimigo se empenha hoje especialmente a abalar os fundamentos da família, desviando-a dos traços fundamentais que lhe imprimiu o Criador e nos são indicados no Génesis.

Os jovens e o Arcanjo S. Rafael. Invoquemos de modo especial S. Rafael, agora que em todo o mundo se preparam as Jornadas Mundiais da Juventude a realizar em Lisboa, em 2023. Ele, que acompanhou Tobias a cobrar uma dívida dos pais e a procurar noiva nos seus parentes e foi ensinado a curar a cegueira do pai, ajudá-los-á a descobrir caminhos seguros para as suas vidas.

Maria, Rainha da corte celeste, dos Anjos e dos Santos, interceda por nós neste combate

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Fortalecidos pela protecção valiosa e amiga

dos Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael,

e contando com a mediação de Nossa Senhora,

apresentemos, por Jesus, no Espírito Santo, ao Pai,

as necessidades da santa Igreja e de todos nós.

Oremos com amor e confiança:

 

     Por intercessão dos Arcanjos,

     atendei, Senhor, a nossa prece.

 

1.  Para que o Santo Padre, Bispos, Sacerdotes, Diáconos e demais fiéis

     guiem generosamente os fiéis os caminhos da fidelidade ao Senhor,

     oremos, irmãos.

 

     Por intercessão dos Arcanjos,

     atendei, Senhor, a nossa prece.

 

2.  Para que o Arcanjo S. Miguel protector da de santa Igreja de Cristo,

     conduza o Povo de Deus da Nova Aliança e o proteja do demónio,

     oremos, irmãos.

 

     Por intercessão dos Arcanjos,

     atendei, Senhor, a nossa prece.

 

3.  Para que as famílias provadas se mantenham fiéis aos planos de Deus

     e se acolham à proteção do Arcanjo S. Gabriel nas suas dificuldades,

     oremos, irmãos.

 

     Por intercessão dos Arcanjos,

     atendei, Senhor, a nossa prece.

 

4.  Para que os jovens encontrem nas famílias a ajuda de que precisam

     e se libertem das ciladas do Inimigo, por intercessão de S. Rafael,

     oremos, irmãos.

 

     Por intercessão dos Arcanjos,

     atendei, Senhor, a nossa prece.

 

5. Para que as almas dos fiéis defuntos que se purificam, no Purgatório

por mediação de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, entrem no Céu,

oremos, irmãos.

 

Por intercessão dos Arcanjos,

atendei, Senhor, a nossa prece.

 

Senhor, que, nos Arcanjos Santos Miguel, Gabriel e Rafael,

nos ofereceis uma ajuda e amparo nas dificuldades da vida,

concedei-nos, pela sua intercessão e nossa generosidade,

que alcancemos as promessas da felicidade eterna do Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Para que possamos ganhar este combate, o Senhor revestiu-nos força sobrenatural.

Mandou-nos a luz do Céu, na Palavra de Deus que foi proclamada e vai, dentro e momentos, alimentar-nos com o Corpo e Sangue do Senhor.

 

Cântico do ofertório: Eu quero viver na tua alegriaH. Faria, NRMS, 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, este sacrifício de louvor e fazei que, pelo ministério dos Anjos, seja levado à presença da Vossa divina majestade e se torne para nós fonte de salvação eterna Por Nosso Senhor.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Saudação da Paz

 

Os Arcanjos são artífices e mensageiros da verdadeira paz, também no mundo de hoje em que nos é dado viver.

S. Miguel opôs-se à guerra declarada pelo demónio; S. Gabriel veio anunciar o nascimento do Príncipe da Paz; e S Rafael livrou Tobias das armadilhas do Inimigo. Invoquemos a ajuda destes poderosos intercessores.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Alimentemo-nos com a Santíssima Eucaristia que é o Corpo e Sangue do Senhor, todas a vezes que nos for possível.

Precisamos da Comunhão frequente, feita com as disposições que o mesmo Senhor estabeleceu, para vencermos este combate.

 

Cântico da Comunhão: Ó Anjos, cantai comigo – Pop., CT, 481

Sl 137, 1

Antífona da comunhão: De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças. Na presença dos Anjos Vos louvarei, meu Deus.

 

Cântico de acção de graças: Louvado seja o meu Senhor – J. Santos, NRMS, 30

 

Oração depois da comunhão: Senhor, nosso Pai, que nos fortalecestes com o pão do Céu, fazei que, protegidos pelos santos Anjos, sigamos firmemente o caminho da salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Invoquemos muitas vezes os santos Arcanjos, para que nos ajudem nas dificuldades da vida.

 

Cântico final: Salve, salve S. Miguel – M. Faria, NRMS, 23

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 30-IX: O reconhecimento das nossa faltas.

Job 38, 1. 12-21; 40, 3-5 / Lc 10, 13-16

Disse Jesus: Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!

Lamenta-se o Senhor da falta de correspondência dos habitantes daquelas cidades. Receberam tantas graças e viram tantos milagres! Também nós recebemos muitas graças da parte do Senhor. Ele espera de nós novas conversões.

Não deixemos de manifestar a Deus a nossa pena por aquilo que fizemos mal. Job arrependeu-se de ter sido precipitado nas palavras que dirigiu a Deus, depois de ter sofrido tantas tragédias. Eu fui precipitado nas minhas palavras. Vou pôr a mão na minha boca. Falei uma vez, mas não hei-de repetir, não voltarei a fazê-lo (LT)

 

Sábado, 1-X: Um melhor conhecimento de Cristo.

Job 42, 1-3. 5-6. 12-17 / Lc 10, 17-24

Jesus exultou de alegria pela acção do Espírito Santo e disse: Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra.

Job dizia: Só vos conhecia por ouvir falar de vós. Mas agora os meus olhos já vos viram (LT). Mostrai-me, Senhor, a luz do vosso rosto (SR).

Agora temos oportunidade de conhecer melhor os sentimentos de Cristo. Numa ocasião, Jesus louva o Pai, reconhece-o e bendi-lo por ter escondido os mistérios do reino aos que se julgavam sábios e os ter revelado aos pequeninos (EV). O seu estremecimento revela o íntimo do seu coração, a sua adesão ao Pai. É uma reação parecida à de Nª Senhora: ‘faça-se em mim’, segundo a vossa palavra.

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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