25º Domingo Comum

18 de Setembro de 2022

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eu sou a salvação do meu povo – C. Silva, OC, pg 106

 

Antífona de entrada: Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor. Quando chamar por Mim nas suas tribulações, Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nos Domingos passados, São Lucas, o evangelista que mais se preocupa em mostrar o amor que Jesus sente pelos pobres, ofereceu-nos vários pontos de reflexão sobre os perigos de um apego excessivo ao dinheiro, aos bens materiais e a tudo o que impede de viver em plenitude a nossa vocação e amar a Deus e aos irmãos. Também neste Domingo, com uma parábola Jesus denuncia a administração desonesta, enaltecendo a astucia na administração e apresentando a oração como um bem espiritual para não cair na idolatria do dinheiro, prestando culto ao único Deus vivo.

 

Oração colecta: Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Amós critica com palavras fortes um estilo de vida típico de quem se deixa absorver pela busca egoísta do lucro de todas as maneiras possíveis e que se traduz na ganância, no desprezo dos pobres e na exploração da sua situação em benefício próprio.

 

Amós 8,4-7

 

4Escutai bem, vós que espezinhais o pobre e quereis eliminar os humildes da terra. 5Vós dizeis: «Quando passará a lua nova, para podermos vender o nosso grão? Quando chegará o fim de sábado, para podermos abrir os celeiros de trigo? Faremos a medida mais pequena, aumentaremos o preço, arranjaremos balanças falsas. 6Compraremos os necessitados por dinheiro e os indigentes por um par de sandálias. Venderemos até as cascas do nosso trigo». 7Mas o Senhor jurou pela glória de Jacob: «Nunca esquecerei nenhuma das suas obras».

 

O profeta Amós pregava no Reino do Norte nos tempos de Jerobão II, no séc. VIII a. C. Não cessava de fustigar todos os vícios dum povo esquecido de Deus, dado às vaidades e à exploração dos mais fracos, muitas vezes através da fraude e do abuso do poder.

5 «Quando passará a lua nova?». No calendário, a lua nova marcava o primeiro dia do mês que era dia de festa, um dia de descanso em que não se podiam, portanto, fazer negócios, como em dia de sábado. A avareza e a exploração do pobre está bem escalpelizada e continua a ter grande actualidade.

 

Salmo Responsorial     Sl 112 (113), 1-2.4-6.7-8 (R. cf. 1a.7b ou Aleluia)

 

Monição: O salmista ajuda-nos a configurarmo-nos mais a Deus ao referir o movimento de baixar-se para elevar: levanta o pó do indigente, para o fazer sentar com os grandes, como aconteceu na encarnação do Filho de Deus.

 

Refrão:         Louvai o Senhor, que levanta os fracos.

 

Ou:                Louvai o Senhor, que exalta os humildes.

 

Ou:                Aleluia.

 

Louvai, servos do Senhor,

louvai o nome do Senhor.

Bendito seja o nome do Senhor,

agora e para sempre.

 

O Senhor domina sobre todos os povos,

a sua glória está acima dos céus.

Quem se compara ao Senhor nosso Deus, que tem o seu trono nas alturas

e Se inclina lá do alto a olhar o céu e a terra.

 

Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,

para o fazer sentar com os grandes,

com os grandes do seu povo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A providência de Deus conta com a oração, ou seja, sem ela, Deus não concede os seus bens em virtude da liberdade que concede ao Homem. Esta última vai crescendo pela oração que transforma e sintoniza a nossa vontade com a vontade de Deus. Ajudemos os que governam o nosso país com a nossa oração pedindo para que a vontade de Deus seja também a deles.

 

1 Timóteo 2,1-8

 

Caríssimo: 1Recomendo, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e acções de graças por todos os homens, pelos reis 2e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. 3Isto é bom e agradável aos olhos de Deus, nosso Salvador; 4Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, 6que Se entregou à morte pela redenção de todos. 7Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo e do qual fui constituído arauto e apóstolo – digo a verdade, não minto – mestre dos gentios na fé e na verdade.8Quero, portanto, que os homens rezem em toda a parte, erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda.

 

Continuamos com a 1ª Carta a Timóteo; depois das advertências iniciais sobre a verdadeira doutrina (cap. 1º), detém-se a dar orientações sobre a oração, no capítulo 2º, de que hoje lemos o início.

1 «Que se façam preces». É uma verdade de fé que Deus «quer que todos os homens se salvem», mas, apesar de tudo, não se salvarão sem oração. Podemos ajudar os outros a salvarem-se com a nossa oração, com a qual já Deus conta nos planos da sua Providência. A oração obtém graças que ajudam a nossa liberdade a corresponder livremente aos desígnios divinos, pois ainda que Deus nos queira salvar a todos, não nos quer salvar sem a nossa livre colaboração. A oração de súplica não é para converter Deus, mas para nos convertermos a Ele (Santo Agostinho), para nos dispormos a receber os dons que tem para nos dar e para nos colocarmos no lugar que nos compete, o de criaturas, em absoluta dependência de Deus.

5 «Um só Mediador...» Deus, sendo único, é Deus para todos e não apenas para uma nação (como os falsos deuses). Ele salva-nos pela mediação de Jesus Cristo, o qual, por ser Deus e Homem, é Mediador apto e eficaz, podendo unir com Deus os homens inimigos pelo pecado, oferecendo a sua vida como redenção. Esta mediação exerce-se através da sua Humanidade, uma mediação que é única, embora participem misteriosamente dela, de modo subordinado, os Santos e especialmente a Virgem Maria.

 

Aclamação ao Evangelho        2 Cor 8, 9

 

Monição: Deus, em Jesus Cristo, quis identificar-se com a natureza humana para a elevar pela Sua graça.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – M. Simões, NRMS, 9

 

Jesus Cristo, sendo rico, fez-Se pobre,

para nos enriquecer na sua pobreza.

 

 

Evangelho

 

Forma longa: São Lucas 16,1-13;          forma breve: São Lucas 16,10-13

 

Naquele tempo, 1disse Jesus aos seus discípulos:

[«Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens. 2Mandou chamá-lo e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar’. 3O administrador disse consigo: ‘Que hei-de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho força, de mendigar tenho vergonha. 4Já sei o que hei-de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa’. 5Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’. 6Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’. O administrador disse-lhe: ‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’. 7A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes. Ora 9Eu digo-vos: Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas.»]

10«Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas, também é injusto nas grandes. 11Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? 13Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».

 

Esta é mais uma parábola que, para a nossa maneira de pensar, é desconcertante. Temos de ter em conta que se trata do género literário de parábola, em que os diversos elementos que nela entram não têm qualquer valor alegórico, mas são meros elementos de encenação dum ensinamento central, que se quer veicular. Está fora de dúvida que Jesus dá por sabido que a atitude do administrador é profundamente imoral, mas quer simplesmente que nos fixemos na habilidade e engenho que devemos pôr em chegar ao Reino dos Céus. O mesmo problema põe-se relativamente à parábola do próximo domingo, a do rico e do pobre Lázaro.

6 «Cem talhas». A medida de capacidade aqui referida é o bat, correspondente a 36,4 litros.

7 «Cem medidas». Trata-se da medida chamada Kor que equivalia a 10 bat.

8 «O senhor elogiou o administrador», não pela sua desonestidade, mas pela sua esperteza. A Nova Vulgata considera que aqui o senhor é o proprietário, (como o nosso texto, pois utilizam minúscula), mas há autores que pensam que é Jesus, um pormenor que em nada altera o ensinamento. Jesus quer que no que diz respeito ao Reino de Deus recorramos a todos os meios humanos honestos, mas não aprova os desonestos, pois um fim bom nunca justifica o recurso a meios maus, segundo o princípio da Ética: «o fim não justifica os meios» (cf. Rom 2,8); a Ética cristã não é a pragmática. 

«Os filhos deste mundo», um hebraísmo (o genitivo de qualidade) com que se designam os mundanos; os filhos da luz, isto é, os iluminados pela luz que vem de Deus, por Jesus Cristo (cf. Jo 1,9), isto é, os cristãos.

9 «Arranjai amigos... eles vos recebam nas moradas eternas». Usando bem as riquezas, concretamente para ajudar o próximo, conseguir-se-ão amigos que nos ajudarão a ser recebidos no Céu – «nas moradas eternas». «Amigos» também podia ser uma forma de designar a Deus, evitando pronunciar o seu nome inefável. «Com o vil dinheiro», à letra «com a mamona da injustiça»; mamona é um termo aramaico, que o Evangelista não traduziu para grego, e que significa: dinheiro, lucro, riquezas. As riquezas dizem-se injustas – «vil dinheiro» –, porque muitas vezes são adquiridas injustamente, degradando o homem. A nova tradução da CEP tem «com as riquezas injustas».

.10-12 Há um certo paralelismo nestas sentenças do Senhor, o que deixa ver que aqui «coisas pequenas» (v. 10) são as riquezas, o «vil dinheiro» (v. 11), o bem alheio (v. 12), que, por maiores que sejam, são perecíveis e quase nada, em comparação com os bens espirituais e eternos, que são «o verdadeiro bem» (v. 11) e «o que é vosso» (v. 12), isto é, o que autenticamente é nosso porque está de acordo com o nosso ser espiritual e nos acompanhará eternamente.

13 «Nenhum servo pode servir dois senhores». Um escravo ou criado não tinha horário de trabalho e tinha de estar totalmente dedicado a servir o seu senhor, sem lhe restar a mínima possibilidade de atender outro patrão. Deus também exige de nós que todos os nossos pensamentos, palavras e acções sejam todos e sempre orientados para O amarmos e servirmos. Não temos uma vida para servir a Deus e outra para cuidar das coisas materiais; de tudo havemos de fazer um serviço a Deus e ao próximo, por amor a Deus. Os bens e os cuidados deste mundo tendem a converter-se num fim último, em ídolos, escravizantes sucedâneos de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

Como ser administrador fiel do que Deus me confia?

O profeta Amós censura os que se enriquecem à custa dos pobres fazendo, entre outras coisas, subir os preços aproveitando-se das necessidades alheias. A utilização de meios injustos e iníquos para alcançar uma finalidade torna esta última aparentemente boa. Esta advertência é-nos hoje dirigida no sentido de também atendermos sempre à verdade e à justiça nas nossas palavras, pensamentos e obras. É provável que não andemos a roubar outros, mas também às vezes pelas nossas palavras e pensamentos matamos o outro julgando-o, o que também é enriquecer à custa dos pobres, ou seja, ficar por cima e com destaque à custa de rebaixar ou deixar o outro para segundo plano.

Jesus serve-se de uma parábola para falar das virtudes de um administrador, nomeadamente a sua boa astúcia. Jesus não louva a imoralidade do administrador, mas pelo contrário, a sua previdência em relação ao futuro, ajudando-nos a ser mais determinados. Assim, Jesus, apesar dos seus pecados, louva o seu empenho decidido e a capacidade de se sobrepor a uma situação difícil, sem se deixar levar pelo desânimo. Deste modo, Jesus convida-nos a ser administradores determinados no serviço a Ele multiplicando os meios honestos e pondo-os a render em favor dos mais necessitados. Que tenhamos para a vida eterna e na luta contra o que nos separa de Cristo a mesma audácia e desejo que outros têm no cumprimento de realidades meramente terrenas.

 

Quais os melhores meios para administrar a Vida que Deus nos oferece já hoje?

A graça aperfeiçoa a natureza humana, no entanto, esta última é necessária para que possa ser aperfeiçoada e, neste sentido, o Senhor quer que utilizemos meios humanos no nosso apostolado. Estaríamos a tentar a Deus se não fizéssemos o que devíamos, como diz São Josemaria: «Cumpre o pequeno dever de cada momento faz o que deves e está no que fazes» (São Josemaria, Caminho, 815). Aos meios sobrenaturais devem estar aliados as nossas boas características humanas que nos são dadas por Deus e, pelo nosso esforço, são exercitadas, como por exemplo, a simpatia e a comunicabilidade.

No entanto como a missão a que Deus nos chama é maior do que a nossa capacidade, nunca deixa de nos conceder meios sobrenaturais. Assim, coloquemos toda a nossa confiança em Deus seu poder divino: «Achei graça à tua veemência. Perante a falta de meios materiais e sem a ajuda dos outros, comentavas: - "Eu só tenho dois braços, mas às vezes sinto impaciência por não ser um monstro de cinquenta, para semear e fazer a colheita!". Pede ao Espírito Santo essa eficácia... Ele ta concederá!» (São Josemaria, Sulco 616)

 

Fala o Santo Padre

 

«Se formos capazes de transformar riquezas em instrumentos de fraternidade e solidariedade,

quem nos receberá no Paraíso não será apenas Deus, mas também aqueles com os quais partilhamos,

administrando-o bem, o que o Senhor colocou nas nossas mãos.»

A parábola contida no Evangelho deste domingo (cf. Lc 16, 1-13) tem como protagonista um administrador astuto e desonesto que, acusado de ter esbanjado os bens do patrão, está prestes a ser despedido. Nesta situação difícil, ele não recrimina, não procura justificações nem desanima, mas encontra uma saída para assegurar um futuro tranquilo. Primeiro reage com lucidez, reconhecendo os seus próprios limites: «Cultivar a terra, não posso; mendigar, tenho vergonha» (v. 3); depois age com astúcia, roubando o seu patrão pela última vez. Na verdade, ele chama os devedores e reduz as dívidas que eles têm para com o patrão, para fazer amizade com eles e, em seguida, ser recompensado por eles. Isto significa fazer amizade através da corrupção e obter gratidão com a corrupção, como infelizmente é habitual hoje em dia.

Jesus apresenta este exemplo não como uma exortação à desonestidade, mas como uma astúcia. Com efeito, salienta: «O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza» (v. 8), isto é, com aquela mistura de inteligência e astúcia, que te permite superar situações difíceis. A chave de leitura desta narração está no convite de Jesus, no final da parábola: «Arranjai amigos com a riqueza desonesta para que, quando este faltar, eles vos recebam nas moradas eternas» (v. 9). Isto parece um pouco confuso, mas não é assim: «riqueza desonesta» é o dinheiro — também chamado “esterco do diabo” — e em geral os bens materiais.

A riqueza pode levar a construir muros, criar divisões e discriminações. Jesus, ao contrário, convida os seus discípulos a inverter a rota: «Arranjai amigos com a riqueza». É um convite a saber transformar bens e riquezas em relacionamentos, porque as pessoas valem mais do que as coisas e contam mais do que as riquezas possuídas. Com efeito, na vida não são aqueles que têm muitas riquezas que dão frutos, mas aqueles que criam e mantêm vivos muitos vínculos, tantas relações, numerosas amizades através das diversas «riquezas», isto é, dos diversos dons que Deus lhes concedeu. Mas Jesus indica também a finalidade última da sua exortação: «Arranjai amigos com a riqueza para que eles vos recebam nas moradas eternas». Se formos capazes de transformar riquezas em instrumentos de fraternidade e solidariedade, quem nos receberá no Paraíso não será apenas Deus, mas também aqueles com os quais partilhamos, administrando-o bem, o que o Senhor colocou nas nossas mãos.

Irmãos e irmãs, esta página do Evangelho faz ressoar em nós a pergunta do administrador desonesto, despedido pelo patrão: «Que farei agora?» (v. 3). Perante as nossas faltas e fracassos, Jesus assegura-nos que há sempre tempo para curar com o bem o mal praticado. Quem provocou lágrimas faça alguém feliz; quem tirou indevidamente doe aos necessitados. Agindo assim, seremos louvados pelo Senhor «porque agimos com esperteza», isto é, com a sabedoria daqueles que se reconhecem como filhos de Deus e se põem em jogo pelo Reino dos céus.

Que a Santíssima Virgem nos ajude a ser astutos, garantindo-nos não o sucesso mundano, mas a vida eterna para que, no momento do juízo final, as pessoas necessitadas que ajudamos possam dar testemunho de que nelas vimos e servimos o Senhor.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 22 de setembro de 2019

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Ergamos o nosso espírito para o Céu

e façamos subir até Deus

as nossas preces e súplicas por todos os homens,

pedindo (ou: cantando), fervorosamente:

 

R. Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

Ou: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

Ou: Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

1. Para que o Papa Francisco e os bispos da Igreja

ensinem aos homens todo o Evangelho

e lhes mostrem o rosto de Jesus,

oremos.

 

2. Para que os chefes de estado e de governo

sejam bons administradores das coisas públicas

e sirvam honestamente os cidadãos,

oremos.

 

3. Para que os homens da riqueza e do poder

não comprem os necessitados por dinheiro

nem os indigentes por um par de sandálias,

oremos.

 

4. Para que, segundo a vontade de Deus,

todos os homens e mulheres possam salvar-se

e chegar ao conhecimento da verdade,

oremos.

 

5. Para que todos nós aqui reunidos na casa da Igreja,

tenhamos presente no nosso coração

que ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro,

oremos.

(Outras intenções: os que vão iniciar este novo ano escolar;

as iniciativas pastorais da nossa diocese ...).

 

Senhor, nosso Deus,

livrai-nos do desejo imoderado das riquezas,

e, com a ajuda da vossa misericórdia,

fazei que levantemos do pó o indigente

e tiremos o pobre da miséria.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Apresentamos Senhor – H. Faria, NRMS, 103-104

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja, para que receba nestes santos mistérios os bens em que pela fé acredita. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Monição da Comunhão

 

O nosso Deus despojou-se: «Jesus Cristo, sendo rico, fez-se pobre para nos enriquecer com sua pobreza.» (2 Cor 8, 9). É isto que continua a acontecer na Sagrada Comunhão ao fazer-Se realmente presente numa hóstia tão pequena para nos enriquecer com a Sua pequenez.

 

Cântico da Comunhão: Glória ao Pai que nos criou – C. Silva, OC, pg 128

Sl 118, 4-5

Antífona da comunhão: Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente. Fazei que meus passos sejam firmes na observância dos vossos mandamentos.

Ou.    Jo 10, 14

Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor – J. Santos, NRMS, 36

 

Oração depois da comunhão: Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça aqueles que alimentais nos sagrados mistérios, para que os frutos de salvação que recebemos neste sacramento se manifestem em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Não deixemos nunca de ter uma atenção privilegiada pelos que são material e espiritualmente mais pobres, incluindo os nossos governantes que, ao aprovar leis iníquas como o aborto se manifestam afastados de Deus ao estar contra os seres humanos mais indefesos.

 

Cântico final: Queremos ser construtores – A. Oliveira, NRMS, 35

 

 

Homilias Feriais

 

25ª SEMANA

 

2ª Feira, 19-IX: A actuação da graça de Deus.

Prov 3, 27-34 / Lc 8, 16-18

Pois àquele que tiver dar-se-á mais, mas àquele que não tiver, até o que julga ter lhe será tirado.

Assim actua a graça de Deus nas nossas almas (EV). Quando correspondemos à graça, recebemos novas graças; mas, quando não nos empenhamos em ser dóceis às ajudas do Espírito Santo, ficamos cada vez mais pobres. A vida espiritual pede uma nova correspondência, um novo empenho. Pelo contrário, quem não avança, retrocede. O justo repousará, Senhor, na vossa casa (SR).

Deus abençoa e concede novos favores, quando encontra boas disposições: Ele abençoa a resiliência dos justos, aos humildes concede o seu favor (LT).

 

3ª Feira, 20-IX: Quem pertence à família de Jesus.

Prov 21, 1-6. 10-13 / Lc 8, 19-21

Jesus respondeu-lhe: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

Quem pertence à família de Jesus? Os que ouvem a palavra de Jesus e a põem em prática (EV). Aquele que faz a vontade de Deus ganha novos modos de agir, e tem uma oração própria, o Pai nosso. Ele próprio é o nosso Pastor, que nos vem congregar à sua volta. Para isso, precisamos estar muito atentos aos seus ensinamentos.

Precisamos ter muito cuidado, pois aos olhos do homem todos os caminhos parecem rectos, mas o Senhor é quem pesa os corações (LT). Conduzi-me, Senhor, pelo caminho dos vossos mandamentos (SR).

 

4ª Feira, 21-IX: S. Mateus: Conhecer Jesus

Ef 4, 1-7. 11-13 / Mt 9, 9-13

Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: Segue-me.

Logo que foi chamado pelo Senhor, S. Mateus deixou imediatamente tudo para se dedicar ao serviço do Senhor (EV). A partir de então pode acompanhá-lo, ser testemunha da sua vida e ensinamentos, dos milagres, na Última Ceia, etc. Fruto dessa companhia é o seu Evangelho.

A todos nos é pedido este conhecimento do Senhor. No fim chegaremos ao estado de homem adulto, à medida da estatura de Cristo na sua plenitude (LT) E chegará até nós. O seu eco e a sua notícia chegará até aos confins do mundo (SR).

 

5ª Feira, 22-IX. Desejo forte de ver a Deus.

Co 1, 2-11 / Lc 9, 7-9

Herodes: Mas quem é este homem, de quem oiço dizer tais coisas? E procurava ver Jesus.

O desejo de ver o rosto de Cristo é de grande importância para a nossa vida (EV). Por um lado, sendo Deus, Ele faz resplandecer sobre nós a luz do seu rosto. Por outro lado, sendo homem, revela-nos como deve ser o próprio homem.

Quanto às outras coisas, senão as vermos como Deus as vê, acaba por ser uma verdadeira desilusão. Todas as coisas produzem cansaço. O que se deu acontecerá outra vez. Nada de novo debaixo do Sol (LT). Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade, para nos alegrarmos todos os dias (SR).

 

6ª Feira, 23-IX: Descobrir o momento oportuno.

Co 3, 1-11 / Lc 9, 18-22

Para tudo há um momento oportuno, para cada coisa há um tempo debaixo do Céu.

O momento mais oportuno para cada coisa (LT) pode ser aquele em que devemos levar a cabo a vontade de Deus para nós. O Senhor quer que vivamos e santifiquemos o momento presente, cumprindo com responsabilidade o dever correspondente a esse momento. Que é o homem para que cuideis dele? (SR)

Jesus ensina-nos que há-de haver também um momento para a oração. Estava Jesus a orar sozinho. E um momento para o sofrimento. O Filho do homem tem de sofrer muito, tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia (EV).

 

Sábado, 24-IX:  O valor da Cruz.

Co 11, 9-12, 8 / Lc 9, 43-45

O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Mas eles não entendiam aquela linguagem.

A pregação sobre a Cruz, a mortificação, o sofrimento, como bens, há-de ser sempre difícil de entender, quando se vêm apenas com os olhos humanos (EV). À primeira vista mais uma desilusão. Desilusões e mais desilusões. Tudo é desilusão (LT).

No entanto, a fé ajuda-nos a ver que, sem sacrifício, não há amor, não há verdadeira alegria, não há purificação dos pecados. O caminho de santificação passa necessariamente pela Cruz. Foi esse o caminho escolhido por Jesus. Ensinai-me, Senhor, a contar os meus dias, para alcançar a sabedoria do coração (SR).

 

 

 

Celebração e Homilia:         Tomás de A. E. Castel-Branco

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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