Nossa Senhora das Dores

15 de Setembro de 2022

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Salve, Virgem dolorosa – M. Faria, NRMS, 13

Lc 2, 34-35

Antífona de entrada: Simeão disse a Maria: Este Menino será sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel e uma espada trespassará a tua alma.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia de ontem, festa da Exaltação da Santa Cruz, recordou-nos que, por nosso amor, Jesus morreu na Cruz. Uma lança trespassou o seu Coração. Hoje, contemplamos a Virgem Maria, junto à Cruz: Simeão profetizou que a sorte do Filho abrangia sua Mãe. Jesus seria sinal de contradição e uma espada de dor trespassaria a alma da Virgem Maria. O desígnio salvífico de Deus associou à paixão do Filho as dores da Mãe e quis que junto à árvore da Cruz do novo Adão estivesse a nova Eva, companheira da sua paixão, participando dos seus sofrimentos.

 

Oração colecta: Senhor, que, na vossa admirável providência, quisestes que, junto do vosso Filho, elevado sobre a cruz, estivesse sua Mãe, participando nos seus sofrimentos, concedei à vossa Igreja que, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça ter parte na sua ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Nesta leitura, o autor da Carta aos Hebreus lembra-nos que «Jesus aprendeu a obediência no sofrimento e tornou-se causa de salvação eterna para todos nós.»

 

Hebreus 5,7-9

7Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. 8Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento 9e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.

 

Este texto pequeno, mas deveras impressionante – há mesmo estudiosos que o consideram um extrato de um antigo hino a Cristo –, é tirado da parte central do célebre discurso, que é esta epístola (Hebr 4,14 – 7,28), onde se desenvolve o tema do sacerdócio de Cristo, o Sumo Sacerdote perfeito, que supera completamente o sacerdócio levítico.

7 Este versículo parece evocar o relato da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (cf. Mt 26,36-44). «Preces e súplicas»: estas duas palavras sinónimas correspondem a uma expressão grega da época usada nos pedidos a uma alta autoridade; o uso do plural sugere a insistência na oração, segundo o «prolixius orabat» de Lc 22,43. «Com um grande clamor e lágrimas»: os ensinos rabínicos sobre a oração referem três graus ascendentes: a prece (em silêncio), os gritos, e as lágrimas (como a forma mais elevada da oração). Os Evangelhos só falam de um forte brado de Jesus, na Cruz (Lc 23,46), mas é de supor que se conhecessem pela tradição oral, pormenores da oração no Horto, que justificariam tão impressionante expressão.

«Foi atendido»: em quê? É difícil de dizer, a tal ponto que Harnack pensou numa corrupção do texto original: «não foi atendido»; limitamo-nos a referir as explicações mais viáveis. Jesus não obteve a libertação do cálice de amargura, mas alcançou a coragem para enfrentar a sua Paixão identificando-se plenamente com a vontade do Pai. Ou então, como pensam outros, Jesus foi atendido ao ser livre da morte pela sua Ressurreição, o que lhe permite exercer o seu sacerdócio eterno (cf. 7,24; 10,10); com efeito, «a sua morte era essencial para o seu sacerdócio, mas se Ele não fosse salvo da morte pela Ressurreição, não seria agora o sumo sacerdote do seu povo» (J. H. Neyrey).

8 «Aprendeu a obediência no sofrimento», ou, melhor, «por aquilo que sofreu», ou também, «aprendeu de quanto sofrera, o que é obedecer». A nova tradução da CEP tem: «Foi a partir daquilo que sofreu que aprendeu a obediência». Trata-se de uma aprendizagem não teórica, mas experimental, existencial. Aprender através do sofrimento era um lugar comum na literatura grega, e até havia esta máxima: «os sofrimentos são lições». O que aqui há de particular é a aplicação à aprendizagem da obediência. No entanto, a obediência de Jesus na sua Paixão só é referida em mais dois lugares do N. T.: Rom 5,19 e Filp 2,8. Não se pense que a Jesus, por ser Deus, Lhe custava menos o sofrimento, antes pelo contrário, pois o sofrimento é diretamente proporcional à dignidade da pessoa que sofre.

9 «Tendo atingido a sua plenitude». Esta tradução não deixa ver uma das ideias centrais da epístola, que é a de «perfeição»; é assim que a nova tradução da CEP tem: «levado à perfeição». Note-se que a perfeição de que aqui se fala não é a do amadurecimento na virtude, mas a que advém a Jesus pelo exercício do seu sumo sacerdócio com a consumação da obra salvadora pela oferta do sacrifício da nova aliança: «a obediência de Jesus leva-o à sua consagração sacerdotal, que, por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 929).

 

Salmo Responsorial      Sl 30 (31), 2-3ab.3cd-4.5-6.15-16ab.20 (R. 17b)

 

Monição: “Eu confio no Senhor.” 

O Salmo da missa de hoje revela a oração de alguém que sofre, mas espera confiadamente no auxílio da bondade divina: “Senhor, inclinai para mim os vossos ouvidos, apressai-vos em me libertar.” Esta oração deixa-nos a certeza de que o salmista já fez a experiência da bondade do Senhor, noutros momentos da sua vida. Por isso pode afirmar: “O Senhor é o meu refúgio, a minha fortaleza, a minha força e a minha salvação.”

Com humildade e confiança rezemos, cantemos:

 

Refrão:         Salvai-me, Senhor, pela vossa bondade.

 

Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,

pela vossa justiça, salvai-me.

Inclinai para mim os vossos ouvidos,

apressai-vos em me libertar.

 

Sede a rocha do meu refúgio

e a fortaleza da minha salvação

porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,

por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

 

Livrai-me da armadilha que me prepararam,

porque Vós sois o meu refúgio.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,

Senhor, Deus fiel, salvai-me.

 

Eu, porém, confio no Senhor:

Disse: «Vós sois o meu Deus,

nas vossas mãos está o meu destino».

Livrai-me das mãos dos meus inimigos.

 

Como é grande, Senhor, a vossa bondade

que tendes reservada para os que Vos temem:

à vista da vossa face, Vós a concedeis

àqueles que em Vós confiam.

 

 

Aclamação ao Evangelho

 

Monição: . João 19, 25-27 “Eis o teu filho. Eis a tua Mãe.”

A Virgem Maria, sem passar pela morte, mereceu a palma do martírio.

Uma espada de dor trespassou a alma da Virgem Maria.

Estava a Mãe dolorosa, junto da cruz lacrimosa, enquanto Jesus sofria.

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, (pg 114)

 

Bendita seja a Virgem Maria, que, sem passar pela morte,

mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São João 19,25-27

Naquele tempo, 25estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

25-27. Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…»). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2,4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3,15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão corredentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à mulher da profecia messiânica de Gn 3,15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12,1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no «discípulo que Ele amava», que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: “recebeu-a em sua casa”, mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A nova tradução da CEP propõe: «o discípulo recebeu-a entre os seus».

Jesus não fala às mulheres junto à Cruz que são 4, ou apenas 3, conforme se contar por 2 ou por 1 pessoa a irmã de sua Mãe, Maria, a mulher de Cléofas. S. Mateus fala de muitas mulheres no Calvário, a distância (Mt 27,35-36; cf. Mc 15,40-41; Lc 23,49).

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:

 

São Lucas 2,33-35

Naquele tempo, 33o pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição 35– e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

 

A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1,26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal. «A «espada» de dor pré-anunciada a Maria anuncia essa outra oblação, perfeita e única, da cruz, que trará a salvação que Deus “preparou diante de todos os povos” (v. 31)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 529).

«Simeão», de quem não temos mais notícias (em parte nenhuma se diz que era velho), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotes), mas o verdadeiro Salvador – «a consolação de Israel». Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27). Há quem o considere filho do grande rabino Hillel e pai do célebre Gamaliel I (Vacari; cf. Act 5,34; 22,3), mas sem provas convincentes.

«Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual», de que «se levantem»; ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem: de que «muitos caiam».

 

Sugestões para a homilia

 

Maria aos pés da cruz

A Palavra de Deus escolhida para a Missa da memória de Nossa Senhora das Dores associa a Virgem Maria à paixão salvífica de seu Filho e apresenta a Mãe de Jesus como a nova Eva, colaborando com o novo Adão. Assim como a desobediência da primeira mulher conduziu à morte, assim a admirável obediência da Virgem Maria, de pé, junto à cruz de Jesus, trouxe a vida para toda a humanidade. A festividade de hoje tem um eco muito profundo na piedade dos crentes, honrando as dores e lágrimas da Mãe do Redentor. São Pio X, em 1913, colocou esta celebração no calendário litúrgico a 15 de Setembro.

O martírio da Virgem Maria é citado na história da paixão do Senhor, escrita por São João: “Junto à Cruz de Jesus estava sua Mãe.” “(João 19, 25) E São Lucas escreve a profecia de Simeão, na qual o santo ancião diz acerca do Menino Jesus: “Este Menino foi estabelecido para ser sinal de contradição;” e referindo-se a Sua Mãe, acrescenta: “E uma espada trespassará a tua alma.” Lucas 2,34-35

Assim escreveu São Bernardo: “Ó santa Mãe, uma espada trespassou a vossa alma. Porque nunca ela podia atingir a carne do Filho sem atravessar a alma da Mãe. Depois que Jesus expirou, a cruel lança que Lhe abriu o lado, sem respeitar sequer um morto a quem já não podia causar dor alguma, não feriu a sua alma, mas atravessou a vossa. A alma de Jesus já não estava ali, mas a vossa não podia ser arrancada daquele lugar. Por isso a violência da dor trespassou a vossa alma, e assim, com razão Vos proclamamos mais que mártir, porque os vossos sentimentos de compaixão superaram os sofrimentos corporais do martírio.” Sequência da Missa de Nossa Senhora das Dores: “No Calvário, entre martírios, fostes o Lírio dos lírios, todo orvalhado de pranto.”

A Virgem Maria está intimamente associada à missão de Seu Filho, no sofrimento e na glorificação. A memória de Nossa Senhora das Dores ajuda-nos a dar sentido aos nossos sofrimentos, apontando-nos a esperança da ressurreição gloriosa. A nova maternidade de Maria assume, no Calvário, dimensões universais. O discípulo João representa todos os discípulos de Jesus, ao longo dos séculos. Quando, do alto da Cruz, Jesus disse: “Mãe, eis o teu filho! Filho, eis a tua Mãe” (João 19, 26-27), abriu de maneira nova o Coração de sua Mãe, revelou-lhe a nova dimensão do amor e o novo alcance do amor a que fora chamada, no Espírito Santo, em virtude do sacrifício da cruz. Temos Mãe, exclamou o Santo Padre, o Papa Francisco, em Fátima, no dia 13 de Maio de 2017.

O mistério pascal é uma mistura de dor e de alegria, de morte e de ressurreição. Através da Paixão, Jesus entrou na glória da Ressurreição. “Na sua dor os homens encontraram uma pura semente de alegria. O segredo da vida e da esperança: ressuscitou o Senhor.” Sabemos que é através de muitas tribulações que se entra no Reino dos Céus. Jesus disse-nos abertamente: “No mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo.” João 16,33 Sofrendo por nós, Jesus deu-nos o exemplo para que sigamos os Seus passos (1Pedro 2, 21). O sofrimento é a porta que conduz ao mistério pascal: “Se morremos com Cristo também com Ele viveremos.” (Rom 6, 6-8)

 

 O amor dá sentido ao sofrimento

São João Paulo II afirmou: “O sofrimento e o amor são caminhos obrigatórios para a nossa santificação. O amor que Cristo nos ensina é um amor que salva através do sofrimento. O amor dá sentido e torna aceitável o sofrimento. O sofrimento sem amor não tem sentido, mas, sofrendo em união com Jesus, tem um valor inestimável.” (São João Paulo II, Luxemburgo, 15-05-1985)

Transcrevo algumas frases extraídas do beato Domingos da Mãe de Deus, Meditações sobre as dores da Virgem Maria: “A intensidade do sofrimento da Virgem Maria é um abismo tão profundo, que jamais alguém poderá atingir. A dor é uma consequência do amor e é tanto mais intensa quanto maior for o amor e quanto mais pura é a pessoa que ama. Sendo Nossa Senhora Imaculada, o Seu sofrimento é inimaginável. Também se costuma dizer que a dor é a medida para se conhecer a grandeza do amor. Ora, para se conhecer a intensidade das dores da Virgem Maria, seria necessário conhecer a grandeza do Seu amor para com Jesus. Mas quem poderá medir a intensidade do amor para com Jesus, que é o Seu Filho e o Seu Deus? Se Maria estava tão unida a seu Filho, o sofrimento de Jesus atingia o coração de sua Mãe. Em proporção com o seu imenso amor, a dor que a Virgem Maria sofreu, foi extremamente viva e profunda. Quanto mais ternamente amava, tanto mais profundamente era trespassado o Seu Coração. Por isso, não é possível encontrar uma dor semelhante à da Virgem Maria. O autor sagrado, nas suas Lamentações, pergunta: ‘Ó vós que passais pelo caminho, olhai e vede se há dor semelhante à minha dor.’ (Lam I, 12) Esta passagem da Sagrada Escritura pode aplicar-se à dor de Nossa Senhora, pois, como afirma São Bernardo, “nunca houve uma dor tão profunda, porque nunca houve um Filho tão amado.” (Liturgia das Horas da Congregação da Paixão, 15 de Setembro)

 Com Santa Teresinha do Menino Jesus permaneçamos junto à Cruz, contemplando Jesus e sua Mãe, pedindo a coragem para aceitarmos a cruz da nossa vida quotidiana: “Virgem Maria, Rainha dos mártires, até ao fim da vida uma espada dolorosa trespassará o teu coração…Virgem Maria, apareces-me no cimo do Calvário, de pé junto da Cruz, como um sacerdote no altar, oferecendo, para desagravar a justiça do Pai, o teu Bem-amado Jesus, o doce Emanuel.”

(Poesia: Porque te amo, Maria)

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, elevemos as nossas súplicas ao Salvador

e digamos confiadamente:

Vossa Mãe, Senhor interceda por nós.

 

1.  Para que a Santa Igreja continue no mundo

a acção salvadora de Jesus Cristo, que nos amou

até ao ponto de morrer pregado na Cruz,

oremos, irmãos.

 

2.  Para que os doentes e todos os que sofrem não desanimem,

mas ofereçam a Jesus as suas dores

pela salvação da humanidade,

oremos, irmãos.

 

3.  Para que as famílias das nossas comunidades

 vivam unidas a Jesus,

e cumpram a Sua vontade,

oremos, irmãos.

 

4.  Senhor Jesus Cristo, que suspenso da cruz,

 deste a João, Maria por Mãe,

Fazei que vivamos também como seus filhos.

Oremos, irmãos.

 

5.  Rezemos ao Pai celeste pelos nossos familiares, amigos, benfeitores

e pelas almas do Purgatório, para que alcancem a felicidade eterna,

 pelo Sangue de Jesus e pelas dores e lágrimas de Nossa Senhora,

oremos, irmãos.

 

Oremos: Senhor, nosso Deus, pela Vossa misericórdia

e pela intercessão de Nossa Senhora das Dores, atendei as nossas preces.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amen.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Estava a Mãe dolorosa – A. Oliveira, NRMS, 53

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Deus de misericórdia, para glória do vosso nome, as nossas orações e as nossas ofertas, ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, que nos destes como Mãe bondosa, junto da cruz do vosso Filho, Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 [644-756], ou II, p. 487

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever dar-Vos graças, é nossa salvação glorificar-Vos. Nós Vos louvamos e bendizemos por Jesus Cristo vosso Filho, na memória de Nossa Senhora das Dores. Humilde serva acolheu a vossa Palavra e guardou-a no seu coração. Admiravelmente unida ao mistério da Redenção, perseverou com os Apóstolos em oração, esperando a vinda do Espírito Santo. Agora resplandece no caminho da nossa vida como sinal de consolação e de firme esperança

Por isso com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo...

 

Santo: C. Silva – COM, (pg 195)

 

Monição da Comunhão

 

“Estava a Mãe dolorosa, junto da cruz lacrimosa, enquanto Jesus sofria.

Uma longa e fria espada, nessa hora atribulada, o seu coração feria.”

Nesta Comunhão façamos os nossos pedidos, cheios de confiança, lembrando a Jesus as dores e lágrimas de sua Mãe:

“Jesus: eis as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.

Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas lágrimas da Vossa Mãe Santíssima.”

 

Cântico da Comunhão: Bendito seja o nome do Senhor – A. Oliveira, NRMS, 45

l Pedro 4,13

Antífona da comunhão: Alegrai-vos, se participardes nos sofrimentos de Cristo, porque será plena a vossa alegria, quando se manifestar a sua glória.

 

Cântico de acção de graças: O Senhor alimenta – J. F. Silva, NRMS, 23

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o sacramento da redenção eterna, ao celebrarmos as dores da Virgem Santa Maria, ajudai-nos a completar em nós, em benefício da Igreja, o que falta à paixão de Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

No Gólgota, mediante a fé, A Virgem Maria está perfeitamente unida a Cristo no seu despojamento. «Cristo Jesus, que era de condição divina, não se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si a si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de Cruz.» (Filipenses 2, 5-8). A descrição de São João é concisa: «Estavam junto à Cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas e Maria Madalena. (João 19, 25) Aos pés da Cruz, Maria participa, mediante a fé, no mistério desconcertante desse despojamento, a mais profunda «kénose» da fé, na história da humanidade. Mediante a fé, a Mãe participa na morte redentora do Filho. No Calvário, Jesus confirmou por meio da Cruz, ser «o sinal de contradição» predito pelo profeta Simeão. Ao mesmo tempo, cumpriram-se as palavras dirigidas à Virgem Maria: «Uma espada de dor trespassará a tua alma.» Lucas 2, 34-35

 (São João Paulo II, Mãe do Redentor nº 18)

 

Cântico final: Virgem dolorosa – M. faria, NRMS, 13

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 16-IX: O contributo específico da mulher.

1 Cor 15, 12-20 / Lc 8, 1-3

Andavam com Ele os doze bem como algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades.

Como estas mulheres, todos temos que pôr os nossos talentos ao serviço do Senhor (EV). Mas elas tiveram sempre um lugar de relevo no testemunho do Evangelho. É um contributo específico para servir o Senhor, mediante a sua maternidade física e espiritual, a acção educativa, a catequese e as grandes obras de caridade.

Também contribuíram para dar a conhecer a Ressurreição de Cristo, tão importante para a nossa fé. Assim o diz S. Paulo: Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação não tem sentido (LT). Escutai, ó Deus, a minha súplica (SR).

 

Sábado, 17-IX: As provações e o crescimento das virtudes.

1 Cor 1, 35-37. 42-49 / Lc 8, 4-15

E a semente que ficou na boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração recto e bom, a conservaram e, com perseverança, dão fruto.

Ambas as Leituras referem as sementeiras. S. Paulo recorda: O que tu semeias não volta à vida sem morrer (LT). Isto significa que, sem o sacrifício, não pode haver frutos de vida cristã.

E Jesus fala dos terrenos que recebem a sementeira da palavra de Deus. Num dos terrenos, o demónio tenta arrancar a palavra do coração. Mas o Espírito Santo permite-nos discernir entre a provação necessária ao crescimento interior (EV), em vista de uma virtude comprovada. No Senhor confio, nada temerei (SR).

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial