22º Domingo Comum

28 de Agosto de 2022

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai-me, Senhor, e respondei-me – F. Silva, NRMS, 94

Sl 85, 3.5

Antífona de entrada: Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo o dia inteiro. Vós, Senhor, sois bom e indulgente, cheio de misericórdia para aqueles que Vos invocam.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus está no meio de nós, manifesta-nos o Seu amor. E ensina-nos a imitá-Lo a Ele que é manso e humilde de coração.

 

Vamos ouvi-Lo com atenção e fé.

 

Oração colecta: Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união conVosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O livro de Ben Sirá louva a humildade que nos torna agradáveis a Deus.

 

Ben-Sirá  3,19-21.30-31 (gr.17-18.20.28-29)

 

19Filho, em todas as tuas obras procede com humildade e serás mais estimado do que o homem generoso. 20Quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te e encontrarás graça diante do Senhor. 21Porque é grande o poder do Senhor e os humildes cantam a sua glória. 30A desgraça do soberbo não tem cura, porque a árvore da maldade criou nele raízes. 31O coração do sábio compreende as máximas do sábio e o ouvido atento alegra-se com a sabedoria.

 

A leitura contém versículos respigados do capítulo 3 do Sirácida, ou Eclesiástico (na designação cristã), que são uma apologia da virtude da humildade. O texto litúrgico passa à frente aquelas passagens que poderiam ser hoje mal entendidos, como o desejo de querer sempre saber mais, que é apresentado isto como um «perigo», e mesmo aquele célebre adágio: «quem ama o perigo nele perecerá» (v. 25).

 

Salmo Responsorial     Sl 67 (68), 4-7ab.10-11 (R. cf. 11b)

 

Monição: O salmo canta a bondade de Deus que cuida de todos os homens.

 

Refrão:         Na vossa bondade, Senhor,

                      preparastes uma casa para o pobre.

 

Os justos alegram-se na presença de Deus,

exultam e transbordam de alegria.

Cantai a Deus, entoai um cântico ao seu nome;

o seu nome é Senhor: exultai na sua presença.

 

Pai dos órfãos e defensor das viúvas,

é Deus na sua morada santa.

Aos abandonados Deus prepara uma casa,

conduz os cativos à liberdade.

 

Derramastes, ó Deus, uma chuva de bênçãos,

restaurastes a vossa herança enfraquecida.

A vossa grei estabeleceu-se numa terra

que a vossa bondade, ó Deus, preparara ao oprimido.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A Carta aos Hebreus lembra-nos as maravilhas da nossa fé cristã que nos introduz numa realidade maravilhosa, tornando-nos filhos de Deus.

 

Hebreus 12,18-19.22-24a

 

Irmãos: 18Vós não vos aproximastes de uma realidade sensível, como os israelitas no monte Sinai: o fogo ardente, a nuvem escura, as trevas densas ou a tempestade, 19o som da trombeta e aquela voz tão retumbante que os ouvintes suplicaram que não lhes falasse mais. 22Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva, 23de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu, de Deus, juiz do universo, dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição 24ae de Jesus, mediador da nova aliança.

 

Nesta impressionante passagem da epístola, o hagiógrafo põe em vivo contraste a Antiga e a Nova Aliança, simbolizada nos dois montes em que foram seladas: «o Monte Sinai» e o «Monte Sião»; este era o monte onde assentava o templo de Jerusalém, monte que se tornou o símbolo do novo e definitivo lugar de encontro com Deus, ao mesmo tempo firme e glorioso: a «Jerusalém celeste», que é a Igreja (cf. Gal 4,25-26; Apoc 21,2), a qual aqui engloba tanto os que já triunfam no Céu, como os que ainda militam na terra, considerados como um todo, por assim dizer. A Antiga Aliança é marcada pelo temor e pela majestade esmagadora de Deus (vv. 18-19); a Nova Aliança pela proximidade de Deus e intimidade com Ele, com os «Anjos» (v. 22), com os Santos do Céu («os justos que atingiram a perfeição» - v. 23) e sobretudo com o próprio «Jesus, mediador da Nova Aliança», juntamente com os restantes cristãos que ainda militam na terra, provavelmente aqui designados por «uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu» (v. 23). Assim poderia traduzir-se à letra, «uma Igreja - ekklesía - de primogénitos» como está na nova tradução da CEP. A designação de «primogénitos» correspondia à situação privilegiada dos cristãos, pois então os primogénitos gozavam de direitos especiais, sobretudo relativamente à herança.

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 11, 29ab

 

Monição: Jesus anima-nos a viver a humildade na vida de cada dia, sendo generosos com todos sobretudo com os pobres. Aclamemos a Sua Palavra.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (II)

 

Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,

e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 14,1.7-14

 

Naquele tempo, 1Jesus entrou, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. 7Todos O observavam. Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: 8«Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; 9então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. 10Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo, sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. 11Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 12Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. 13Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; 14e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.

 

Com esta parábola, contada por ocasião duma refeição, Jesus não se limita a encarecer simplesmente uma atitude a ter no momento de escolher o lugar à mesa de um banquete, mas, acima de tudo, o que pretende com este exemplo é dar uma lição de humildade, válida para sempre, pois «quem se humilha será exaltado» (v. 11), entenda-se, por Deus, de acordo com o costume judaico seguido por Jesus, que evitava deliberadamente pronunciar o nome de Deus, recorrendo a uma forma passiva impessoal, que os gramáticos chamam o passivum divinum.

10 «Aquele que te convidou dirá». Tradução muito livre do original, com o fim de tornar menos chocante a leitura: «para que te diga». De facto, se o convidado escolhesse o último lugar com a secreta intenção de vir a ser «honrado aos olhos dos outros convidados», não estaria a viver a humildade, mas sim um refinado orgulho. Ora sucede que aqui a intenção expressa no texto não é a do convidado, mas sim a de Jesus que dá o conselho. Sendo assim, a tradução litúrgica facilita uma correcta interpretação. Um belo comentário a este ensinamento de Jesus podem ser as palavras da Imitação de Cristo: «Deseja que não te conheçam e te reputem por nada... Não perdes nada, se te consideras inferior a todos, mas prejudicas-te muito se te considerares superior a um só que seja» (I,2.7).

12-14 Jesus não quer dizer que se podem convidar só aqueles que não nos possam retribuir. Esta maneira taxativa de falar, tão característica de Jesus, à maneira semítica, visa produzir impacto e chamar a atenção; o Senhor quer ensinar-nos que não devemos andar atrás de compensações humanas, mas daquilo que merece a aprovação e recompensa de Deus no Céu, aqui designado por «ressurreição dos justos» (que os maus também ressuscitam consta doutras passagens, como Jo 5,29; Act 24,15…).

 

Sugestões para a homilia

 

Vós aproximastes-vos da cidade do Deus vivo

Quem se humilha será exaltado

Convida os pobres

 

Vós aproximastes-vos da cidade do Deus vivo

 

A segunda leitura fala-nos da nossa grandeza de cristãos. Pelo baptismo fomos chamados a fazer parte duma assembleia de primogénitos, tornámo-nos filhos de Deus e membros da Sua Igreja.

Temos de sentir a alegria desta dignidade. E viver de acordo com ela. S. Leão Magno dizia: “Reconhece, ó cristão, a tua dignidade. Uma vez constituído participante da natureza divina, não penses em voltar às antigas misérias com um comportamento indigno da tua geração. Lembra-te de que cabeça e de que corpo és membro” (S.LEÃO MAGNO, Sermo I in nativitate Domini)

Trazemos em nosso coração um tesouro maravilhoso que não podemos deixar roubar.

A nossa riqueza não são os tesouros materiais. As riquezas enchem de orgulho os ricos deste mundo que nelas põem a sua alegria e a sua segurança. Nós temos uma riqueza mais valiosa.

Todos podemos sentir a tentação de nos julgarmos mais que os outros, de procurarmos os primeiros lugares não só nos jantares mas em todas as situações da vida. Temos de ser humildes, saber que não somos nada: Tudo o que temos de bom vem de Deus e é a Ele que o temos de agradecer “Que tens que não tenhas recebido? (1 Cor,4,7) - lembra S.Paulo. S.ta Teresa de Ávila dizia que a humildade é a verdade.

Quando Santa Isabel elogia Nossa Senhora e Lhe diz: “bendita ´és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”, a Virgem exclama: “a minha alma enaltece ao Senhor porque fez em Mim grandes coisas aquele que é todo poderoso” (Lc 1,42-50 )

Reconhece as maravilhas que Deus operou nEla mas encaminha para Ele os louvores. Essa é a verdadeira humildade

 

Quem se humilha será exaltado

 

Temos de viver a humildade e combater pela vida fora a tentação da soberba que é o primeiro dos vícios capitais que está metido no coração de todos os homens e que só desaparece quando morrermos. E alguns dizem que só com a missa do 7º dia, pois até no funeral está ainda metida a vaidade: “que lindo funeral” - exclama a família.

Para viver a humildade temos de fomentar o legítimo orgulho de sermos filhos de Deus e membros da Sua Igreja. Temos de agradecer ao Senhor todas as coisas boas que nos vai dando.

Havemos de esvaziar-nos de nós mesmos, evitando de só falar de nós ou só pensar em nós havemos de encher de Deus o nosso coração, pensando Nele e avivando o desejo de O contemplar um dia no céu.

Temos de preocupar-nos com os que vivem a nosso lado, para os ajudar a ser felizes. Jesus ensinou que a maneira de sermos grandes é fazer-nos servos de todos. Aí está a verdadeira grandeza.

Quem se humilha será exaltado – diz Jesus. Deus glorifica já na terra os humildes.

 

Convida os pobres

 

O Senhor anima-nos não só a ser humildes mas também a amar os mais humildes e os pobres.

O Papa Francisco nos lembra isso muitas vezes e nos dá o exemplo. Vale a pena imitá-lo.

Procuremos ver a Jesus nos que nos rodeiam. “Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber” (Mt 25, 35) dirá aos da Sua direita no juízo final.

S.João de Deus, que dedicou a sua vida aos doentes abandonados, encontrou um dia nas ruas de Granada um doente caído. Pegou nele aos ombros e levou-o para o seu hospital. Colocou-o numa cama de lavado. Passado um bocado ao passar por ali o doente tinha desaparecido e a cama estava limpa sem sinais de ter sido usada. O santo pensou que tinha sido Jesus que tinha trazido aos ombros para sua casa.

A caridade bem vivida torna-nos felizes já neste mundo vale a pena ser generosos e imitar aquela que é a bendita entre as mulheres e a escrava do Senhor.

 

Fala o Santo Padre

 

«Geralmente, procuramos o primeiro lugar para afirmar uma suposta superioridade sobre os outros.

Jesus mostra-nos sempre o caminho da humildade — devemos aprender o caminho da humildade! —

porque é o mais autêntico, e permite também ter relações autênticas.»

O Evangelho deste domingo (cf. Lc 14, 1.7-14) mostra-nos Jesus a participar numa festa na casa de um líder fariseu. Jesus olha e observa como os convidados correm, como se apressam para conseguir os primeiros lugares. É uma atitude bastante difundida, mesmo nos nossos dias, e não apenas quando somos convidados para um almoço: geralmente, procuramos o primeiro lugar para afirmar uma suposta superioridade sobre os outros. Na realidade, esta corrida aos primeiros lugares prejudica a comunidade, tanto civil como eclesial, porque arruína a fraternidade. Todos nós conhecemos estas pessoas: escaladores, que sempre escalam para subir, subir... Danificam a fraternidade, deterioram a fraternidade. Diante desta cena, Jesus conta duas pequenas parábolas.

A primeira é dirigida a quem é convidado para um banquete, e exorta-o a não se pôr em primeiro lugar, “para que” — diz ele — não haja outro hóspede mais digno de ti, e aquele que convidou a ti e a ele venha dizer: “Por favor, um passo atrás, dá-lhe esse lugar!”». Uma vergonha! «Então ocuparás vergonhosamente o último lugar» (ver vv. 8-9). Jesus, por outro lado, ensina-nos a ter a atitude oposta: «Quando fores convidado, vai e coloca-te em último lugar, para que, quando vier aquele que te convidou, te diga: “Amigo, anda mais para a frente!”». (v. 10). Portanto, não devemos tomar a iniciativa de procurar a atenção e a consideração dos outros, mas sim deixar que outros no-la dêem. Jesus mostra-nos sempre o caminho da humildade — devemos aprender o caminho da humildade! — porque é o mais autêntico, e permite também ter relações autênticas. Verdadeira humildade, não falsa humildade, o que no Piemonte é chamado de mugna quacia, não, essa não. A verdadeira humildade.

Na segunda parábola, Jesus dirige-se a quem convida e, referindo-se ao modo de selecionar os convidados, diz-lhe: «Quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos; e serás abençoado porque eles não têm possibilidade de retribuir» (vv. 13-14). Também aqui, Jesus vai completamente contra a maré, manifestando como sempre a lógica de Deus Pai. E também acrescenta a chave para interpretar este seu discurso. E qual é a chave? Uma promessa: se fizeres assim, «receberás a tua recompensa com a ressurreição dos justos» (v. 14). Isto significa que aqueles que se comportarem desta maneira terão a recompensa divina, muito mais superior do que a recompensa humana: faço-te este favor esperando que tu me faças outro. Não, este não é um cristão. A generosidade humilde é cristã. O intercâmbio humano, de facto, falsifica as relações, torna-as “comerciais”, introduzindo o interesse pessoal numa relação que deve ser generosa e gratuita. Pelo contrário, Jesus convida-nos à generosidade abnegada, a abrir o caminho para uma alegria muito maior: alegria de fazer parte do próprio amor de Deus que nos espera, a todos nós, no banquete celestial.

Que a Virgem Maria, «humilde e elevada mais que uma criatura» (Dante, Paraíso, XXXIII, 2), nos ajude a reconhecer-nos como somos, isto é, pequenos; e a alegrar-nos em dar sem nada esperar em troca.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 1 de setembro de 2019

 

Oração Universal

 

Jesus ensina-nos a orar e reza connosco.

Unidos a Ele e a toda a Igreja apresentemos ao Pai as nossas intenções

e as intenções de todos os irmãos, dizendo: Ouvi, Senhor, a nossa oração

 

 

1-Pela Santa Igreja Católica,

para que viva com entusiasmo a fé e o amor ao Senhor, oremos ao Senhor.

 Ouvi, Senhor, a nossa oração

 

2-Pelo Santo Padre,

para que o Senhor o encha de sabedoria

e graça e todos obedeçam docilmente ao que nos indica, oremos ao Senhor.

 Ouvi, Senhor, a nossa oração

 

3-Pelos bispos e sacerdotes,

para que o Senhor os encha do espírito de fortaleza,

para darem testemunho de Cristo, oremos ao Senhor.

 Ouvi, Senhor, a nossa oração

 

4-Por todos os cristãos,

para que empreguem os meios abundantes que o Senhor nos oferece

para crescer na fé e numa terna devoção à Virgem Maria, oremos ao Senhor.

 Ouvi, Senhor, a nossa oração

 

5-Para que todos nos entusiasmemos em transformar com Cristo a sociedade,

espalhando no mundo a fraternidade cristã, oremos ao Senhor.

 Ouvi, Senhor, a nossa oração

 

6- Para que aumente em todos nós o gosto pela oração, oremos ao Senhor.

 Ouvi, Senhor, a nossa oração

 

7-Por todos os que se encontram no Purgatório,

para que o Senhor os purifique

e lhes conceda a bem-aventurança do Céu, oremos ao Senhor.

 Ouvi, Senhor, a nossa oração

 

Senhor, que nos chamastes à vida em Cristo,

aumentai em nós a fé e o amor à oração e o ardor no apostolado.

Por N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Deus e Senhor – Perruchot, CT, 63

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos e realizai em nós, com o poder da vossa graça, a redenção que celebramos nestes mistérios. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Monição da Comunhão

 

Temos a Jesus escondido na Eucaristia. Imitemos a fé e humildade do centurião dizendo-Lhe: Senhor, eu não digno de que entres em minha morada.

 

Cântico da Comunhão:  Comemos, ó Senhor, do mesmo pão – M. F. Borda, NRMS, 43

Sl 30, 20

Antífona da comunhão: Como é grande, Senhor, a vossa bondade para aqueles que Vos servem!

Ou:    Mt 5, 9- 1 0

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.

 

Cântico de acção de graças:  – Cantai ao Senhor – J. Santos, NRMS, 36

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste, fazei que esta fonte de caridade fortaleça os nossos corações e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Fortalecidos pela Eucaristia vamos, lá fora, trabalhar para servir a todos sobretudo os mais pobres.

 

Cântico final: Senhor, fazei de mim um instrumento… – J. F. Silva, NRMS, 6

 

 

Homilias Feriais

 

22ª SEMANA

 

2ª Feira, 29-VIII: Martírio de S. João Baptista.

Jer 1, 17-19 / Mc 6, 17-29

O guarda foi decapitá-lo na cadeia, e trouxe num prato a cabeça de João Baptista e entregou-o à jovem.

João Baptista, precedendo Jesus, com o espírito e o poder de Elias, dá testemunho dEle na sua pregação, pelo seu baptismo de conversão e, finalmente pelo seu martírio (EV). Não me tenho afastado dos vossos juízos. Sois vós quem me ensina (SR)

Na sua pregação nunca temeu ninguém, nem o poderoso Herodes. Assim o preparou o Senhor: Não temas diante daqueles a quem te envio (LT). Orientou a pregação para a conversão, que continua a ser muito actual. Ao recordar o seu martírio, aproveitemos os nossos ‘martírios diários’ para nos santificarmos.

 

3ª Feira, 30-VIII: O homem natural e o homem espiritual.

1 Cor 2, 10-18 / Lc 4, 31-37

Encontrava-se sinagoga um homem que tinha um demónio impuro.

Nas Leituras de hoje encontramos pessoas com tipos de espírito diferentes.

O primeiro é o que tem o espírito de um demónio (EV), e que representa o pecador que se quer converter a Deus e tem que se libertar de Satanás e do pecado. O segundo é o homem actual (LT), que não aceita que vem de Deus, o que para ele é uma loucura e, portanto, não pode entendê-lo. O terceiro é o homem espiritual (LT), que se deixa guiar pelo pensamento de Cristo e, a essa luz, julga todos os acontecimentos e pessoas. O Senhor é justo em todos os seus caminhos (SR).

 

4ª Feira, 31-VIII: Ver as coisas como Deus as vê.

1 Cor 3, 1-9 / Lc 4, 38-44

Não pude falara-vos como a homens que têm o espírito de Deus, mas como a homens puramente naturais.

S. Paulo queixa-se da falta da dimensão sobrenatural dos Coríntios, pois têm uma visão demasiadamente humana (LT).

O comportamento de Jesus indica-nos os meios para adquirirmos essa dimensão. Em primeiro lugar, a oração: ao romper do dia, Jesus dirigia-se a um lugar ermo (EV), depois, o conhecimento do Evangelho: Tenho que ir às outras cidades anunciar a Boa Nova do reino de Deus (EV). Pela oração e pelo Evangelho aprendemos a ver as coisas como Jesus as vê. Ele é o nosso amparo e protector (SR).

 

5ª Feira, 1-IX: A sabedoria humana e a sabedoria divina.

1 Cor 3, 18-23 / Lc 5, 1-11

Simão: Mestre andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, largarei as redes

Diz S. Paulo que a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus (LT). Assim aconteceu com os pescadores no lago de Genezaré (EV). Passaram uma noite inteira sem nada apanhar (eles eram os especialistas humanos) mas, com a sabedoria de Deus apanharam uma grande quantidade de peixes. Esses terão a bênção do Senhor (SR). Na nossa vida cristã de pouco serve o nosso esforço, o emprego exclusivo dos meios humanos. Precisamos contar sempre com a ajuda do Senhor, com a sua sabedoria, com os seus ensinamentos, com o seu exemplo.

 

6ª Feira, 2-IX: As graças e os ensinamentos do Senhor

1 Cor 4, 1-5 / Lc 5, 33-39

Ninguém recorta um remendo de um vestido novo, para o deitar em vestido velho. E ninguém deita vinho novo em odres velhos.

Com estas comparações, Jesus recorda-nos que a nossa alma deve estar bem preparada para receber as graças de Deus e os ensinamentos dos Evangelhos. Mas as nossas faltas de correspondência ao Espírito Santo, contribuem para o ‘envelhecimento’ da alma. A salvação do justo vem do Senhor (SR),

O mesmo se poderia dizer dos ’hábitos velhos’ de criticar frequentemente os outros.  Essa tarefa compete a Deus, como diz S. Paulo: Em tudo Ele tem o primeiro lugar (LT). Não façamos juízos antes de pensarmos os assuntos com Deus.

 

Sábado, 3-IX: A caridade e o perdão

1 Cor 4, 6-15 / Lc 6, 1-5

Insultados, bendizemos; perseguidos, aguentamos; difamados, dizemos palavras de consolação.

S. Paulo recorda o modo como os primeiros cristãos viviam a caridade, quando suportavam calúnias e difamações (LT). Assim, imitavam o Senhor, que perdoa todos os nossos pecados.

Devemos amar, em Deus e com Deus, as pessoas que não nos agradam, ver os outros com um olhar de amor. Jesus compreendeu a atitude de David e seus companheiros, porque tiveram fome e comeram dos pães do Santuário (EV). O Senhor é justo nos seus desígnios, bondoso em todas as suas obras.

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino Correia

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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