Assunção da Virgem Santa Maria

Missa do Dia

15 de Agosto de 2022

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nos Braços de Deus Forte – J. F. Silva, NRMS, 45

Ap 12, 1

Antífona de entrada: Um sinal grandioso apareceu no céu: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de estrelas na cabeça.

 

Ou

 

Exultemos de alegria no Senhor, ao celebrar este dia de festa em honra da Virgem Maria. Na sua Assunção alegram-se os Anjos e cantam louvores ao Filho de Deus.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja canta, neste dia de festa: “Um grande sinal apareceu no Céu: uma mulher que tem o sol por manto, a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.”. (Apoc 12,21).

Com toda a alegria, celebremos este mistério da Assunção gloriosa de Maria ao Céu e avivemos a esperança de que um dia, pela misericórdia de Deus, iremos ao seu encontro.

 

Acto penitencial

 

Peçamos humildemente perdão ao Senhor pelos desvios do caminho do Céu que se dão quando nos deixamos cair em pecado.

Façamos o propósito firme de emenda de fidelidade à nossa vocação de filhos de Deus a caminho do Céu, contando com a Sua ajuda.

 

Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A do Ordinário da Missa)

 

Confessemos os nossos pecados...

Senhor, tende piedade de nós...

Glória a Deus nas alturas...

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que elevastes à glória do Céu em corpo e alma a Imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, concedei-nos a graça de aspirarmos sempre às coisas do alto, para merecermos participar da sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Por meio de uma visão profética, o Livro do Apocalipse apresenta-nos no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.

A Liturgia vê neste sinal grandioso o triunfo de Maria na sua Assunção gloriosa e uma promessa de irmos um dia ao seu encontro.

 

Apocalipse 11,19a; 12,1-6a.10ab

19aO templo de Deus abriu-se no Céu e a arca da aliança foi vista no seu templo. 12, 1Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade. 3E apareceu no Céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres e nas cabeças sete diademas. 4A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para ser mãe, para lhe devorar o filho, logo que nascesse. 5Ela teve um filho varão, que há-de reger todas as nações com cetro de ferro. O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono 6ae a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. 10abE ouvi uma voz poderosa que clamava no Céu: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e o domínio do seu Ungido».

 

Sob a imagem da Arca (v. 19) e da mulher (vv. 1-17) é-nos apresentada, na intenção da Liturgia, a Virgem Maria. Entretanto os exegetas continuam a discutir, sem chegar a acordo, se estas imagens se referem à Igreja ou a Maria. Sem nos metermos numa questão tão discutida, podemos pensar com alguns estudiosos que a Mulher simboliza, num primeiro plano, a Igreja, mas, tendo em conta as relações tão estreitas entre a Igreja e Maria - «membro eminente e único da Igreja, seu tipo e exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade... sua Mãe amorosíssima» (Vaticano II, LG 53) – podemos englobar a Virgem Maria nesta imagem da mulher do Apocalipse. Tendo isto em conta, citamos o comentário de Santo Agostinho ao Apocalipse (Homilia IX):

4-5 «O Dragão colocou-se diante da mulher...»: «A Igreja dá à luz sempre no meio de sofrimentos, e o Dragão está sempre de vigia a ver se devora Cristo, quando nascem os seus membros. Disse-se que deu à luz um filho varão, vencedor do diabo».

6 «E a mulher fugiu para o deserto»: «O mundo é um deserto, onde Cristo governa e alimenta a Igreja até ao fim, e nele a Igreja calca e esmaga, com o auxílio de Cristo, os soberbos e os ímpios, como escorpiões e víboras, e todo o poder de Satanás».

 

Salmo Responsorial      Sl 44 (45), 10.11.12.16 (R. cf. 10b)

 

Monição: O Espírito Santo convida-nos a entoar um salmo de louvor em honra de Maria elevada gloriosamente ao Céu de corpo e alma transfigurados.

Comunguemos nós também na terra esta alegria do Céu, cantando este salmo de louvor em honra da Virgem Santa Maria elevada ao Céu.

 

Refrão:         À vossa direita, Senhor, a Rainha do Céu,

                      ornada do ouro mais fino.

Ou:                À vossa direita, Senhor, está a Rainha do Céu.

 

Ao vosso encontro vêm filhas de reis,

à vossa direita está a rainha, ornada com ouro de Ofir.

 

Ouve, minha filha, vê e presta atenção,

esquece o teu povo e a casa de teu pai.

 

Da tua beleza se enamora o Rei

Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

 

Cheias de entusiasmo e alegria,

entram no palácio do Rei.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo ensina-nos, na Primeira Carta aos fiéis de Corinto, que a Ressurreição de Cristo é garantia da nossa, uma vez que estamos unidos a Ele pelo Batismo.

Na verdade, do mesmo modo que em Adão todos morreram, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida.

 

1 Coríntios 15,20-27

Irmãos: 20Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. 21Uma vez que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos 22porque, do mesmo modo que em Adão todos morreram, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida. 23Cada qual, porém, na sua ordem: primeiro, Cristo, como primícias a seguir, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24Depois será o fim, quando Cristo entregar o reino a Deus seu Pai depois de ter aniquilado toda a soberania, autoridade e poder. 25É necessário que Ele reine, até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. 26E o último inimigo a ser aniquilado é a morte, porque Deus tudo colocou debaixo dos seus pés. 27Mas quando se diz que tudo Lhe está submetido é claro que se exceptua Aquele que Lhe submeteu todas as coisas.

 

É a partir deste texto e do de Romanos 5 que os Padres da Igreja estabelecem a tipologia baseada num paralelismo antiético, entre Eva e Maria: Eva, associada a Adão no pecado e na morte; Maria, associada a Cristo na obra de reparação do pecado e na ressurreição.

20-23 S. Paulo, começando por se apoiar no facto real da Ressurreição de Cristo, procura demonstrar a verdade da ressurreição dos já falecidos (vv. 1-19). Nestes versículos, diz que «Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (v. 20). As primícias eram os primeiros frutos do campo que se deviam oferecer a Deus e só depois se podia comer deles (cf. Ex 28; Lv 23,10-14; Nm 15,20-21). De igual modo, Cristo nos precede na ressurreição. Nós (excetuando pelo menos a Virgem Maria) havemos de ressuscitar «por ocasião da sua vinda» (v. 23). Não se pode confundir esta ressurreição sobrenatural e misteriosa de que aqui se fala com a imortalidade da alma. O Credo do Povo de Deus de Paulo VI, no nº 28, diz: «Cremos que as almas de todos aqueles que morrem na graça de Cristo - tanto as que ainda devem ser purificadas com o fogo do Purgatório, como as que são recebidas por Jesus no Paraíso logo que se separem do corpo, como o Bom Ladrão - constituem o Povo de Deus depois da morte, a qual será destruída por completo no dia da Ressurreição, em que as almas se unirão com os seus corpos». Por seu turno, a S. Congregação para a Doutrina da Fé, na carta de 17-5-79, declara: «A Igreja, ao expor a sua doutrina sobre a sorte do homem depois da morte, exclui qualquer explicação com que se tirasse o seu sentido à Assunção de Nossa Senhora, naquilo que esta tem de único, ou seja, o facto de ser a glorificação que está destinada a todos os outros eleitos».

A ideia que se vulgaizou entre vários teólogos de que a ressurreição se dá no momento da morte, e que o jovem Ratzinger também partrilhou, acabou por ser desmantelada pela investigação que ele próprio levou a cabo (vejam-se os artigos que publicou Elílio Matos Júnior: Ente a morte e a ressureição, em especial o que tem por subtítulo Tempo e eternidade).

 

Aclamação ao Evangelho

 

Monição: A certeza que nos dá a fé de que Maria foi elevada ao Céu em corpo e alma glorificados enche-nos de alegria.

Junto de Deus, a interceder por nós, vivendo uma felicidade perfeita e sem fim, está Maria, a nossa Mãe, a interceder por nós.

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, (pg 114)

 

Maria foi elevada ao Céu:

alegra-se a multidão dos Anjos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1,39-56

39Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 46Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. 50A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.

 

Os estudiosos descobrem neste relato uma série de ressonâncias vétero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1,43 com 2Sam 6,9 e Lc 1,56 com 2Sam 6,11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1,42 com Jdt 13,18-19) e qual nova Ester (Lc 1,52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição documentada a partir do séc. IV diz que é Ain Karem (fonte da vinha), uma povoação a uns 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de caminho em caravana desde Nazaré (130 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses» (v. 56).

42 «Bendita és Tu entre as mulheres». Superlativo hebraico: a mais bendita de todas as mulheres.

43-44 «A Mãe do meu Senhor». As palavras de Isabel são proféticas: o mexer-se do menino no seu seio (v. 41) não era casual, mas «exultou de alegria» para também ele saudar o Messias e sua Mãe, assumindo ainda no ventre materno a sua missão de Percursor.

46-55 O cântico de Nossa Senhora, o Magnificat, é um poema de extraordinária beleza poética e elevação religiosa. Dificilmente poderiam ficar melhor expressos os sentimentos do coração da Virgem Maria – «a mais humilde e a mais sublime das criaturas» (Dante, Paraíso, 33, 2) –, em resposta à saudação mais elogiosa (vv. 42-45) que jamais se viu em toda a Escritura. É como se Maria dissesse que não havia motivo para uma tal felicitação; tudo se deve à benevolência, à misericórdia e à omnipotência de Deus. Sem qualquer referência ao Messias, refulge aqui a alegria messiânica da sua Mãe e a sua humildade num extraordinário hino de louvor e de agradecimento. O cântico está todo entretecido de reminiscências bíblicas, sobretudo do cântico de Ana (1Sam 2,1-10) e dos Salmos (35,9; 31,8; 111,9; 103,17; 118,15; 89,11; 107,9; 98,3); cf. também Hab 3,18; Gn 29,32; 30,13; Ez 21,31; Si 10,14; Mi 7,20. Ao longo dos tempos, muitos e belos comentários se fizeram ao Magnificat; mas também é conhecida a abordagem libertacionista, abundando leituras materialistas utópicas, falsificadoras do genuíno sentido bíblico, com base no princípio marxista da luta de classes. Com efeito, a transformação social que é urgente realizar, não se consegue com o inverter a ordem social, o «derrubar os poderosos dos seus tronos» e o «despedir os ricos de mãos vazias». Eis o comentário da Encíclica de S. João Paulo II, Redemptoris Mater, nº 36: «Nestas sublimes palavras… vislumbra-se a experiência pessoal de Maria, o êxtase do seu coração; nelas resplandece um raio do mistério de Deus, a glória da sua santidade inefável, o amor eterno que, como um dom irrevogável, entra na história do homem».

 

Sugestões para a homilia

 

• Maria, Arca da Nova Aliança

• O caminho do triunfo de Maria

 

1. Maria, Arca da Nova Aliança

 

Deus antecipou para Ela o que, pela Sua misericórdia, vai acontecer connosco no fim do mundo. Depois da morte, a alma vai ao encontro de Deus e o corpo repousa na terra. No fim do mundo ressuscitará, com os dotes do corpo glorioso, para se unir à alma na glória do Paraíso.

Jesus preservou Maria da corrução da terra, em atenção a ter sido eleita para Mãe de Deus, como aconteceu com Ele, ressuscitando ao terceiro dia.

Esta é uma verdade de fé católica, fundada na Revelação divina e definida solenemente por Pio XII, em 1 de novembro de 1950.

Um sinal grandioso. O templo de Deus abriu-se no Céu e a arca da aliança foi vista no seu templo. Apareceu no Céu um sinal grandioso.

É uma visão de esplendor e de glória aquela que o Apocalipse nos apresenta.

O seu corpo foi intrinsecamente transformado, revestido da imortalidade e outros dotes do corpo glorioso e, resplandecente de glória, foi conduzida pelos anjos à glória do Céu.

Enche-nos de alegria a certeza de que temos no Céu em corpo e alma glorificados a Mãe de Jesus e nossa Mãe. Ela vê-nos, ouve-nos, conhece a nossa situação e as nossas dificuldades; olha-nos, carinhosa e comovida, com o seu olhar materno; ouve e atende as nossas súplicas; como Mãe. Quando A chamamos por Ela, pedindo ajuda nas dificuldades, o seu Coração materno bate mais apressado e apressa-se a ajudar-nos. Qual coração de mãe que não estremece, quando o filho pequenino e indefeso chama por ela?

Foi assim que A viram os três Pastorinhos em Fátima, de Maio a outubro e a viu muitas vezes a Jacinta em casa dos pais, em Aljustrel, e no Hospital de D. Estefânia.

Maria no esplendor da glória. «Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça

Contemplemos, por momentos, Maria na sua Assunção gloriosa, no esplendor da glória. Tudo nesta visão é simbólico:

A “Mulher vestida de sol” é a cheia de graça, a Imaculada Conceição;

Na lua que tem sob os seus pés está representada a criação. Ela é a Rainha do Universo;

A coroa de doze estrelas, alusiva às doze tribos de Israel, está aludida a Igreja, novo Povo de Deus.

Maria, sinal da nossa esperança. «Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade.»

Ela foi anunciada profeticamente no Génesis, depois da queda dos nossos primeiros pais, como a vencedora do Dragão infernal.

Meditar na glorificação de Maria pela sua Assunção gloriosa leva-nos a vislumbrar a felicidade que nos espera, feitos os descontos da nossa distância que se mede de nós até à sua santidade eminente.

O corpo de Maria foi intrínseca e sobrenaturalmente transformado para uma vida nova que não tem fim. A mesma promessa, salvas as distâncias está feita pelo Senhor a cada um de nós.

Ressuscitou em plena juventude. As aparições em Lourdes e Fátima falam-nos de uma jovem de quinze ou dezasseis anos. Esta juventude fica para sempre. Não evolui, como na vida mortal da terra.

Foi enriquecida com os dotes do corpo glorioso à semelhança de Jesus Cristo como Ele Se manifestou depois de ressuscitado.

A impassibilidade e imortalidade. Nesta vida, o corpo desgasta-se, adoece e envelhece, caminhando para a morte. Maria vive em eterna juventude. Não precisa de se alimentar, porque as células corporais não envelhecem; não sofre dores, nem doenças; nem o seu espírito é atormentado pela tristeza. “Deus enxugará todas as lágrimas dos olhos dos seus eleitos.”

A claridade. Cristo deslumbrou e fez cair por terra, com o resplendor da sua luz, os guardas do sepulcro. Os Pastorinhos de Fátima falavam de Nossa Senhora como “uma Senhora toda vestida de luz”.

Também nós, pela misericórdia de Deus, resplandeceremos de glória, depois de ressuscitados.

A subtilidade. Cristo entrou nas portas do Cenáculo trancadas por dentro, com medo dos judeus. Nossa Senhora visitou a Jacinta na sua casa em Aljustrel e no Hospital de S. Estefânia, sem que fosse preciso abrir-lhe a porta.

A agilidade. Os corpos gloriosos movem-se com grande facilidade. Jesus ressuscitado aparece à Madalena, de manhã, junto ao sepulcro, acompanha os discípulos de Emaús naquela tarde; visita os Apóstolos no Cenáculo ao cair da noite, encontra-se com alguns deles nas margens do Mar da Galileia, sem fadiga...

Na plenitude da felicidade. Deus é a nossa felicidade única e n’Ele amamos todas as pessoas com a maior alegria e felicidade.

Será para nós um deslumbramento. Diz a Sagrada Escritura: «Nem os olhos viram, nem os ouvidos ouviram nem o homem suspeita de longe o que Deus preparou para aqueles que O amam.»  (I Coríntios, 2, 9).

Por mais que imaginemos, a realidade que nos espera fica sempre muito além do que a nossa imaginação possa vislumbrar de melhor.

Vivemos um momento decisivo. «E apareceu no Céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo [...]. A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra

Não tenhamos medo das dificuldades e perseguições que a Igreja enfrenta nas diversas partes do mundo e as leis contra a moral cristã que, mesmo em países tradicionalmente cristãos, se vão promulgando.

Tudo é obra do Dragão infernal. Não podemos cruzar os braços e deixarmo-nos adormecer.

Temos Nossa Senhora a lutar contra o dragão, mas Deus não dispensa o que podemos fazer para alcançar a vitória.

Precisamos sufocar o mal com a abundância de boas obras; a mentira, com a verdade do Evangelho; o pessimismo e a tristeza com a alegria e a esperança dos filhos de Deus. Não deixemos que o pessimismo estéril domine as nossas conversas, nem propaguemos notícias negativas.

 

2. O caminho do triunfo de Maria

 

O Arcanjo anunciou a Maria que o grande sinal oferecido por deus, como garantia de autenticidade do que estava a acontecer era a maternidade de Isabel, fora de todas as possibilidades humanas, devido à sua idade avançada.

Maria viu nesta revelação o convite do Senhor para que fosse ao encontro da sua parente.

Vida de amor. «Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá

A Mãe de Jesus tinha muitas razões para não ir a Aim Karim: a sua idade juvenil e o enfrentar uma longa cansativa viagem pela montanha, com todos os riscos que envolvia.

Precisava de se concentrar no novo plano que Deus lhe propusera, abraçando a missão da maternidade divina.

Maria não perde tempo a pensar nestes senões e meteu-se ao caminho movida pelo amor.

O primeiro erro que nos ocorre com frequência é confundir amor com gostar, sentir prazer no que fazemos.

Amar é dar-se, entregar-se e servir. Pode o Senhor pedir-nos que o façamos com enorme repugnância. Quanto maior é a dificuldade, maior deve ser o amor.

As mães sabem, por experiência, que o amor aos filhos as leva a fazer muitas coisas que lhes custam e até lhes repugnam.

Tratar com carinho uma pessoa antipática, curar um leproso, fazer bem a uma pessoa que não agradece, exige uma grande força de amor.

Maria não se detém perante as dificuldades que se levantam: uma viagem longa, cansativa e arriscada; muitas coisas que ficam por fazer e parecem inadiáveis, etc. A urgência que impõe o amor vence tudo isto.

Mensageiros da paz e da alegria. «Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio

Maria vai felicitar a sua parente e oferecer-lhe os seus préstimos com toda a simplicidade. Não pensa que desce, a tomar nas mãos a vassoura, Ele que é a Mãe do Salvador do mundo. Quantas vezes nos agarramos a falsas grandezas para nos esquivarmos a servir!

O amor está em pequenas coisas, não feitos heroicos que enchem as paginas dos jornais: felicitar uma pessoa que faz anos; perguntar pela saúde de alguém que tinha adoecido; arranjar um pretexto para telefonar a alguém que está a sofrer com a solidão; ouvir com paciência alguém que precisa de falar...

Sobretudo, procuremos fomentar o bom ambiente onde estivermos. Hoje está de moda a visão pessimista da vida e do mundo. Não podemos embarcar nisto. A fé dá-nos sobejas razões para olharmos a vida com otimismo.

Neste dia de festa, havemos de perguntar a nós mesmos qual o ambiente fomentado por nós onde estamos.

Levemos Deus ao nosso meio. «Isabel ficou cheia do Espirito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor

A saudação festiva de Maria àquelas pessoas idosas causou maravilhas. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e João Batista foi libertado do pecado original e cheio de graça, ainda no ventre materno.

A alegria encheu todo o ambiente, como um ar perfumado. Maria esqueceu a fadiga da viagem e Zacarias e Isabel puseram de lado todo o protocolo devido à visita.

Quando vivemos na presença de Deus, os nossos encontros com as pessoas sofrem esta mesma transformação.

Havemos de ter a preocupação de levar a alegria e o otimismo ao ambiente de família, de trabalho e de convívio humano.

Vida de fé. «Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».

Isabel elogia a grandeza da fé de Nossa Senhora. Foi movida pela fé que Ela veio de Nazaré a Aim Karim, sem hesitar diante de tantas dificuldades.

A Mãe de Deus e nossa Mãe pode ajudar-nos a crescer na fé, pelo seu exemplo durante a vida inteira.

Embala nos seus braços uma criança débil que precisa de todas as ajudas e acredita que é o Deus do Céu e da terra e o Senhor Omnipotente.  Sente a necessidade de Lhe ensinar a comer, a falar, a andar e a integrar-se na comunidade humana e, contudo acredita que Ele é a Sabedoria infinita.

Temos necessidade de pedir sem cessar o amento da nossa fé. Vemos o que nos parece um bocado de pão e acreditamos que ali está presente Jesus Cristo, Rei do Universo. Vivemos a fé comportando-nos diante da Santíssima Eucaristia como quem acredita.

Vida de humildade. «Maria disse então: “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espirito se alegra em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.”»

Maria manifesta a humildade, mais do que palavras, pela sua conduta no canto do Magnificat.

Não tem receio em ver-se e aceitar-se como a serva do Senhor. Agradece, porque só os humildes sentem a necessidade de agradecer. A sua alegria contagiosa é um resplendor da sua humildade e simplicidade.

Mas isto mesmo não A impede de vislumbrar a glorificação que vai receber de todos, através dos tempos. Todas as gerações hão-de aclamá-l’A bem-aventurada. E atribui ao Senhor tudo o que de maravilhoso há na sua vida.

Para que a nossa alegria seja sem limites, S. Paulo recorda-nos, na Primeira Carta aos fiéis de Corinto que a Ressurreição de Cristo é a garantia da nossa Ressurreição gloriosa.

Depois deste cântico imortal, Maria entra generosamente na vida doméstica limpando a casa, preparando as refeições e cuidando dos animais e das plantas.

Com Ela queremos aprender a verdadeira alegria e fomentá-la na família, no ambiente de trabalho e no convívio amigo de todos os dias.

 

Fala o Santo Padre

 

«Maria é assumida no céu: pequena e humilde, é a primeira que recebe a glória mais excelsa.

Ela, que é uma criatura humana, uma de nós, alcança a eternidade de alma e corpo.

E ali espera por nós, tal como uma mãe aguarda que os filhos voltem para casa.»

No Evangelho de hoje, solenidade da Assunção de Maria Santíssima, a Virgem Santa reza assim: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito alegra-se em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 46-47). Vejamos os verbos desta oração: glorifica alegra-se. Dois verbos: “glorifica” “alegra-se”. Alegramo-nos quando acontece algo tão bonito que não é suficiente rejubilar-nos dentro, na alma, mas queremos expressar a felicidade com todo o corpo: então alegramo-nos. Maria alegra-se por causa de Deus. Quem sabe se também nós nos alegramos pelo Senhor: alegramo-nos por um resultado alcançado, por uma boa notícia, mas hoje Maria ensina-nos a exultar em Deus. Porquê? Porque Ele — Deus — faz «maravilhas» (cf. v. 49).

As maravilhas são evocadas pelo outro verbo: glorificar. «A minha alma glorifica». Glorificar. Com efeito, glorificar significa exaltar uma realidade pela sua grandeza, pela sua beleza... Maria exalta a grandeza do Senhor, louva-o dizendo que Ele é verdadeiramente grande. Na vida é importante procurar grandes coisas, caso contrário perdemo-nos atrás de tantas pequenas coisas. Maria mostra-nos que, se quisermos que a nossa vida seja feliz, temos que colocar Deus em primeiro lugar, porque só Ele é grande. Quantas vezes, ao contrário, vivemos no encalço de coisas de pouca importância: preconceitos, rancores, rivalidades, invejas, ilusões, bens materiais supérfluos... Como sabemos, há muita mesquinhez na vida! Hoje Maria convida-nos a elevar o olhar para as «maravilhas» que o Senhor realizou nela. Também em nós, em cada um de nós, o Senhor realiza muitas maravilhas. Devemos reconhecê-las e alegrar-nos, glorificar a Deus por estas grandes coisas.

São as «maravilhas» que celebramos hoje. Maria é assumida no céu: pequena e humilde, é a primeira que recebe a glória mais excelsa. Ela, que é uma criatura humana, uma de nós, alcança a eternidade de alma e corpo. E ali espera por nós, tal como uma mãe aguarda que os filhos voltem para casa. Com efeito, o povo de Deus invoca-a como a «porta do Céu». Estamos a caminho, peregrinos rumo à casa celestial. Hoje olhamos para Maria e vemos a meta. Vemos que uma criatura foi assumida na glória de Jesus Cristo ressuscitado, e que a criatura só podia ser Ela, a Mãe do Redentor. Vemos que no Paraíso, juntamente com Cristo, o Novo Adão, está também Ela, Maria, a nova Eva, e isto dá-nos conforto e esperança na nossa peregrinação terrena.

A festividade da Assunção de Maria é uma exortação a todos nós, especialmente àqueles que estão aflitos por dúvidas e tristezas, e vivem cabisbaixos, não conseguem erguer os olhos. Olhemos para cima, o céu está aberto; não incute medo, já não está distante, porque no limiar do céu há uma mãe à nossa espera, é a nossa mãe. Ela ama-nos, sorri para nós e socorre-nos com esmero. Como todas as mães, Ela quer o melhor para os seus filhos e diz-nos: «Vós sois preciosos aos olhos de Deus; não sois feitos para as pequenas satisfações do mundo, mas para as grandes alegrias do céu». Sim, porque Deus é alegria, não tédio. Deus é alegria! Deixemo-nos levar pela mão de Nossa Senhora. Cada vez que pegamos no Rosário e rezamos a Ela, damos um passo em frente rumo à grande meta da vida.

Deixemo-nos atrair pela verdadeira beleza, não nos deixemos absorver pelas pequenas coisas da vida, mas escolhamos a grandeza do céu. A Santíssima Virgem, Porta do Céu, nos ajude a olhar com confiança e alegria todos os dias para lá, onde se encontra a nossa verdadeira casa, onde Ela, como mãe, está à nossa espera.

   Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 15 de agosto de 2019

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos caríssimos:

Neste dia em que toda a Igreja se alegra

com o triunfo da Virgem Santa Maria,

chegue até Deus, pela sua materna intercessão,

a nossa oração unânime e cheia de confiança.

Oremos (cantando), com alegria:

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

1. Pela Santa Igreja Católica e Apostólica que nos fez renascer em Cristo,

para que tenha a alegria de os novos filhos alcançarem o reino eterno,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

2. Pelos discípulos de Jesus Cristo que vivem nos vários países do mundo,

para que sejam fiéis à palavra do Evangelho e desejem alcançar o Céu,

     oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

3. Pelos chefes de Estado e governos, e por todos os seus colaboradores,

     para que usam o poder como um serviço e o desânimo não os vença,

     oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

4. Pelos que sofrem humilhações e passam fome e perseguição pela fé,

     para que o Senhor os encha de bens, e lhes dê o desejo da santidade,

     oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

5. Por todos pais e mães, pelos doentes incuráveis e pelos sem abrigo,

para que encontrem em Cristo a esperança e em Maria a advogada,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

6. Por todos nós aqui presentes na celebração da Santíssima Eucaristia,

     para que Deus nos dê a graça da humildade, imitando a vida da Mãe,

     oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai,

dai à Igreja a graça de imitar a Rainha do Céu,

que deu ao mundo o vosso Filho,

e de entrar um dia na glória

onde Ela já se encontra,

ornada do ouro mais fino.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

É longo caminho que temos de percorrer da terra ao Céu, mas o Senhor vem em nossa ajuda em cada Eucaristia.

Enche de luz a nossa alma, na Mesa da Palavra, e prepara para nós um manjar divino que nos robustece para percorrer o caminho.

 

Cântico do ofertório: Louvada seja na terra a Virgem Santa Maria – A. F. Santos, NRMS, 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Suba até Vós, Senhor, a nossa humilde oferta e, pela intercessão da Santíssima Virgem Maria, elevada ao Céu, fazei que os nossos corações, inflamados na caridade, se dirijam continuamente para Vós. Por Nosso Senhor.

 

 

Prefácio

 

A glória da Assunção de Maria

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e louvar-Vos, bendizer-Vos e glorificar-Vos na Assunção da Virgem Santa Maria.

Hoje a Virgem Mãe de Deus foi elevada à glória do Céu. Ela é a aurora e a imagem da Igreja triunfante, ela é sinal de consolação e esperança para o vosso povo peregrino. Vós não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo aquela que gerou e deu à luz o Autor da vida, vosso Filho feito homem.

Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando com alegria:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: C. Silva – COM, (pg 195)

 

Saudação da Paz

 

A humildade de Maria manifestada no seu cântico do Magnificat é o caminho seguro para a verdadeira paz.

Quando cada um de nós reconhecer como é, viverá em paz com Deus, consigo mesmo e com os outros.

 

Monição da Comunhão

 

Quando Nossa Senhora entoou o cântico do Magnificat, em casa de Zacarias e Isabel, trazia em seu seio virginal o Verbo de Deus feito Homem.

A Comunhão Sacramental vai realizar em nós uma maravilha semelhante: Teremos em nós Jesus Cristo, Filho de Deus e Filho de Maria.

 

Cântico da Comunhão: É celebrada a Vossa glória – A. F. Santos, BML, 33 

 

Antífona da comunhão: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque o Senhor fez em mim maravilhas.

 

Cântico de acção de graças: O meu espírito exulta – C. Silva, NRMS, 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da vida eterna, concedei-nos, por intercessão da Virgem Santa Maria, elevada ao Céu, a graça de chegarmos à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Saudemos muitas vezes ao dia Nossa Senhora, lembrando a sua Assunção gloriosa ao Céu. Ela ouve-nos e sorri-nos.

 

Cântico final: Quem vos escolheu, Rainha dos Céus – M. Valença, NRMS, 37

 

Homilias Feriais

 

20ª SEMANA

 

3ª Feira, 16- VIII: As riquezas de Deus e as humanas.

Ez 28, 1-10 / Mt 19, 23-30

Pedro: Nós deixámos tudo para te seguir. Que recompensa teremos?

A fé em Deus leva-nos a usar tudo o que nos possa ajudar a aproximar-nos dEle, e a desprender-nos de tudo, na medida em que dEle nos afastar. A referência está sempre em Deus (EV).

Para quem conhece as riquezas de Cristo, nada se lhe pode comparar. No entanto, por questões de orgulho, queremos ser senhores do mundo: O teu coração encheu-se de orgulho, e tu disseste: Sou um Deus. Mas tu não passas de um homem, não és deus (LT). Triunfou o nosso poder, à nossa força não resiste o seu Deus (SR).

 

4ª Feira, 17-VIII: O trabalho na vinha do Senhor.

 Ez 34, 1-11 / Mt 20, 1-16

O reino dos Céus é semelhante a um proprietário que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha.

O Senhor chama-nos para trabalharmos na sua vinha (EV) e para cuidarmos do seu rebanho (LT).

Trabalhar na vinha significa, em primeiro lugar, cuidar das coisas que se referem a Deus: melhorar as nossas virtudes, aproveitar bem o tempo, trabalhar em obras de apostolado, etc. Mas significa também participar na construção do reino de Deus na terra, melhorar as condições do ambiente em que vivemos: no local de trabalho, na vida familiar, no ambiente cultural e social, etc. Habitarei sempre na casa do Senhor (SR).

 

5ª Feira, 18-VIII: O banquete da vida eterna.

Ez 36, 23-28 / Mt 22, 1-14

O reino dos Céus é comparável a um rei que preparou o banquete nupcial para o seu filho.

A imagem do banquete (EV) é considerada como símbolo do desejo de salvação e da intimidade divina. Deus há-de manifestar a sua santidade (LT) e deseja que todos os seus filhos participem dela. Convida-nos para o banquete do reino (EV), mas exige uma opção radical, na qual não cabem as desculpas, por muito razoáveis que sejam.

Para isso, o Senhor purificar-nos-á e dar-nos-á um coração renovado, infundirá em nós o seu Espirito (LT).  Criai em mim, ó Deus, um coração puro (SR). Aproveitemos muito bem todos estes dons.

 

6ª Feira, 19-VIII: Avaliação do nosso amor a Deus.

Ez 37, 1-14 / Mt 22, 34-40

Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente.

Deus ama-nos com um amor eterno, amou-nos primeiro, enviou o seu Filho Unigénito como vítima de expiação pelos nossos pecados. Como corresponder-lhe? (EV). Diz S. João da Cruz: este é o índice para a alma conhecer se ama a Deus ou não. Se O ama, o seu coração não se centrará em si próprio, nem estará atento a seguir os seus gostos e conveniências.

Deus infunde em nós graças abundantes. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis (LT) Agradecei ao Senhor os seus prodígios em favor dos homens (SR)

 

Sábado, 20-VIII: Importância da virtude da humildade.

Ez 43, 1-7 / Mt 23, 1-12

Aquele que for o maior entre vós será vosso servo. Quem se elevar será humilhado e quem se humilhar será elevado.

Os escribas e os fariseus procuravam a sua glória. Mas Jesus dizia: Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado (EV). Deste modo, toda a glória há-de ser para Deus (LT e SR).

É por isso que Jesus chama a atenção para a virtude da humildade. Assim nos redimiu, pois ocupou o último lugar, que é a Cruz. É uma humildade que ajuda sem cessar. E é igualmente uma virtude indispensável para quem quiser servir o próximo. Fará tudo o que lhe for possível realizar e confiará humildemente o resto ao Senhor.

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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