Transfiguração do Senhor

6 de Agosto de 2022

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Jesus tomou consigo – C. Silva, OC, pg 145

cf. Mt 17, 5

Antífona de entrada: O Espírito Santo apareceu numa nuvem luminosa e ouviu-se a voz do Pai: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Mestre, como é bom estarmos aqui!”, foram as palavras encontradas por Pedro para, de uma forma convicta, exprimir algo das doçuras do Céu, pressentidas naquele inesquecível momento. Elas eram reflexo das mesmas alegrias que, para todos os bem-aventurados, estão reservadas por Deus, no reino do Céu.

Estamos aqui para, refletindo neste passo tão importante da vida dos Apóstolos, fazermos tudo quanto está ao nosso alcance, para um dia as podermos também pronunciar, na felicidade eterna.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito confirmastes os mistérios da fé com o testemunho da Lei e dos Profetas e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita, fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho, mereçamos participar na sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A glória que com Jesus Cristo foi revelada no Monte Tabor, já tinha sido profetizada por Daniel quando disse: “Foi-lhe entregue a majestade e a realeza e todos os povos O serviram”. É este texto profético que vamos escutar.

 

 

Daniel 7,9-10.13-14

9Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 10Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 13Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. 14Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.

 

A leitura é tirada da 2ª parte do livro de Daniel, a parte profética (7 – 12). Temos aqui a descrição, em estilo apocalíptico, do julgamento divino, com três quadros: a apresentação do Juiz, Deus, (vv. 9-10); a destruição do reino inimigo (vv. 11-12, omitidos nesta leitura); e o estabelecimento do reino de Deus (vv. 13-14).

9-10 «Um Ancião» (à letra, «o Antigo em dias») é uma forma antropomórfica de falar de Deus eterno (cf. 36,26; Salm 101[102],25-26; Is 41,4). A alvura dos cabelos não significa velhice, mas glória e luminosidade. As torrentes de fogo que saem do trono podem simbolizar o poder divino para destruir os seus inimigos (v. 11; cf. Is 26,11). Dado o estilo apocalíptico desta passagem, não se pode partir deste texto para fazer um cálculo, ainda que meramente aproximado, do número dos Anjos: «miríades de miríades» (=10.000 vezes 10.000) é um superlativo hebraico para indicar um número incontável (nós diríamos, «aos milhões», mas este numeral não existe em hebraico nem em grego).

13 Alguém semelhante a um filho de homem. Os exegetas, partindo da análise do contexto (vv. 18.22-27), dizem que o sentido literal direto desta expressão visa não um indivíduo singular, mas o povo dos «santos do Altíssimo» (v. 18). Contudo, como sucede frequentemente, o que é dito em geral acerca de todo o povo entende-se, de um modo eminente (sentido eminente), como referido a uma personagem singular, nomeadamente o chefe do povo, neste caso o próprio Messias. O judaísmo assim o entendeu, e o próprio Jesus (cf. Mt 24,30; 26,64); discute-se, porém, se «Filho do Homem» é um verdadeiro título cristológico (assim parece em Lc 1,32-33; Mt 8,20; 24,30; 26,64; Apoc 1,7; 14,14) ou uma maneira discreta de Jesus se referir a si mesmo (uma figura chamada asteísmo: o filho do homem equivalendo a este homem, Eu). Uma coisa, porém, é certa: este não era um título com que Jesus fosse tratado nem pelo povo da Palestina, nem pela Igreja primitiva. Os que o entendem como um título cristológico sublinham o seu carácter simultaneamente humilde e glorioso, humano e divino (a propósito, veja-se o belo e profundo comentário teológico de Bento XVI, em Jesus de Nazaré, capítulo X).

 

Salmo Responsorial      Sl 96(97),1-2.5-6.9 e 12

 

Monição: Porque o domínio de Jesus Cristo é eterno e a Sua realeza jamais será destruída, rezemos (cantemos) com o salmista:

 

Refrão:         O Senhor é rei,

                      o Altíssimo sobre toda a terra.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas.

Ao seu redor, nuvens e trevas;

a justiça e o direito são a base do seu trono.

 

Derretem-se os montes como cera

diante do senhor de toda a terra.

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória.

 

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,

estais acima de todos os deuses.

Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome santo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Pedro cumpriu o pedido de Jesus “Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do Homem ressuscitar dos mortos”. Pedro recorda maravilhado esse dia único da sua vida. Vamos escutar o que a propósito ele deixou escrito.

 

2 São Pedro 1,16-19

Caríssimos: 16Não foi seguindo fábulas ilusórias que vos fizemos conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17Porque Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da sublime glória de Deus veio esta voz: «Este é o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha complacência». 18Nós ouvimos esta voz vinda do céu, quando estávamos com Ele no monte santo. 19Assim temos bem confirmada a palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e nasça em vossos corações a estrela da manhã.

 

Neste trecho é aduzido como argumento de credibilidade a favor do anúncio da «vinda» gloriosa (parusia) de Jesus o facto de Pedro ter sido testemunha (com outros dois Apóstolos: cf. Mt 17,1-18 par) da sua glória divina, que brilhou sobrenaturalmente quando os três estavam com Ele «no monte santo». A parusia era negada pelos trocistas visados na carta, mais adiante (cf. 3,3-4). O texto não perde a sua força, mesmo que ele tenha sido redigido, depois da morte do Príncipe dos Apóstolos, por algum seu discípulo e continuador, como hoje pensam muitos estudiosos.

Com a Transfiguração, «ficou bem confirmada a palavra dos Profetas», que anunciaram a vinda gloriosa do Messias no fim dos tempos, pois a Transfiguração foi uma visão antecipada da glória da parusia. Essa palavra da Sagrada Escritura, a que devemos prestar atenção, funciona como uma luz que «brilha como uma lâmpada em lugar escuro» (v. 19), «para aqueles que esperam a luz final, a “estrela da manhã” (cf. Apoc 2,28) a surgir com a parusia de Cristo (cf. 1Tes 5,4)» (The New Jerome Biblical Commentary, p. 1019). Em Apoc 22,16, Jesus é «a brilhante estrela da manhã», pela qual a comunidade orante dos fiéis clama com insistência: «vem!» (Apoc 22,17.20).

 

Aclamação ao Evangelho           Mt 17, 5c

 

Monição: A voz de Deus-Pai, que se faz ouvir no monte Tabor, revela que Jesus é a única autoridade. Todos os que ouvirem o Seu convite e O seguirem até ao fim, começam desde já, a participar na Sua vitória final.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – Az. Oliveira, NRMS, 36

 

Este é o meu Filho muito amado,

no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 9,28b-36

 

Naquele tempo, 28bJesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. 29Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. 30Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, 31que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. 33Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Não sabia o que estava a dizer. 34Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. 35Da nuvem saiu uma voz, que dizia: “Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O”. 36Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

 

Antes de mais, convém notar, na narrativa lucana da Transfiguração, um pormenor cronológico omitido na leitura litúrgica, mas nada despiciendo: “cerca de oito dias depois”, em vez do habitual “naquele tempo”, que preferiram adoptar. Com efeito, em todos os três Sinópticos, não é sem razão que se estabelece uma das raras ligações cronológicas entre este relato e o relato da confissão de fé de Pedro e do 1º anúncio da Paixão e Morte de Jesus. É uma ligação de grande alcance teológico: por um lado, a fé de Pedro é confirmada e ilustrada de forma singular com a glória divina que Jesus manifesta na sua Transfiguração; por outro, indica-se que a Cruz é o caminho da glória, como para Jesus, assim como para os seus discípulos, segundo o célebre aforismo: per crucem ad lucem.

28 “Subiu ao monte para orar”. O monte Tabor (562 m), na Galileia, uns 10 Km a Leste de Nazaré, segundo a tradição, ou, segundo muitos hoje pensam baseados em Mt 17,1 e Mc 9,2 que falam de “um monte elevado”, seria o monte Hermon, sobranceiro a Cesareia de Filipe, no maciço central da Síria (o Anti-líbano) com 2.759 metros, a região por onde Jesus então andava (cf. Mc 8,27; 9,1). Mas, acima das considerações topográficas, o mais interessante é fixarmo-nos com J. Ratzinger/Bento XVI no “simbolismo geral do monte: o monte como lugar da subida, não apenas da subida exterior, mas também da ascese interior; o monte como um libertar-se do peso da vida diária, como um respirar no ar puro da criação; o monte que oferece o panorama da criação em toda a sua vastidão e beleza; o monte que me dá elevação interior e me permite intuir o Criador. A estas considerações, a história acrescenta a experiência de Deus que fala e a experiência da paixão como seu ponto culminante no sacrifício de Isaac, no sacrifício do Cordeiro definitivo sacrificado no monte Calvário” (Jesus de Nazaré, p. 383-4)

S. Lucas é o único a notar que Jesus subiu ali para fazer oração; também não diz que se transfigurou, mas que “se alterou o aspecto do seu rosto…”, certamente com a preocupação de que os seus primeiros leitores de ambientes greco-romanos não pensassem que se tratava de alguma metamorfose própria das religiões mistéricas. E a Transfiguração de Jesus não deixa de apontar para a nossa própria transfiguração pela graça do Espírito do Senhor, como diz S. Paulo em 2Cor 3,18: “todos nós…, que reflectimos como num espelho a glória do Senhor, vamos sendo transformados na sua própria imagem, cada vez mais gloriosa…”.

31 “Falavam da morte d’Ele”. Também só o 3.° Evangelho diz o assunto da conversa de Jesus com Moisés e Elias. Falavam da “saída” de Jesus, como se expressa o original grego, que a nossa tradução interpretou como “a morte”, mas que também se poderia referir à Ascensão (menos provável); de qualquer modo, o uso do termo grego êxodo – mantido assim na nova tradução da CEP – pode aludir ao carácter libertador da morte de Jesus, numa alusão à libertação da escravidão do Egipto.

32-33 “Estavam a cair de sono; mas, despertando...” Este pormenor exclusivo de Lucas pressupõe que a Transfiguração se deu de noite, enquanto Jesus fazia oração, pois gostava de orar de noite (cf. Lc 6,12; Mc 6,46). A proposta de Pedro de construir “três tendas” (de ramos), tem na devida conta a diferente dignidade de cada um e pretende prolongar aquele êxtase feliz.

35 “Este é o meu Filho, o meu Eleito”. A Transfiguração é um confirmar da fé daquele núcleo duro dos Doze, as “colunas” do Colégio Apostólico; o próprio Pai apresenta Jesus como o seu Filho. S. Lucas, em vez de “o Amado” (cf. Mt 17,5; Mc 9,7), diz: “o meu Eleito”«o_meu_Eleito», que é mais uma forma (e mais clara) de O designar como o Messias (cf. Lc 23,35; Is 42,1). Comenta S. Tomás de Aquino: “Apareceu toda a Trindade, o Pai na voz, o Filho no homem, o Espírito na nuvem luminosa” (Sum. Th. 3, 45, 4, ad 2).

36 “Guardaram silêncio”, por ordem de Jesus (Mc 9,9-10) que pretende, a todo o custo, evitar a agitação popular à sua volta.

 

Sugestões para a homilia

 

1.     “Mestre, como é bom estarmos aqui”.

2.     “Este é o Meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O”.

3.     Como conseguir o prémio que o Senhor nos tem preparado.

 

 

1. Mestre, como é bom estarmos aqui.

 

“Mestre, como é bom estarmos aqui” foram as palavas encontradas por Pedro, quando com Tiago e João fizeram a experiência de Deus, no alto do monte. As alegrias então sentidas, como que os levou a esquecer tudo o mais. Eles queriam mesmo ficar ali para sempre.

Estes três Apóstolos iriam ser testemunhas particulares do sofrimento do Senhor, concretamente iam vê-lO a suar sangue de aflição, no Horto das Oliveiras. A sua fé seria por isso posta à prova. Para que não sucumbissem ao verem Jesus a sofrer tanto, ali estava o mesmo Jesus a manifestar-lhes, desde já, um pouco das alegrias de Sua divindade.

 

2. “Este é o Meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O”.

 

 “Este é o Meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O”. Foi o apelo feito pelo Pai do Céu, neste momento tão solene da vida de Jesus. O mesmo também hoje nos recomenda o eterno Pai. Como é importante escutar o Seu divino Filho! E Jesus falou-nos não só com o que disse, mas mais ainda com o que fez por nós, desde o Seu Nascimento pobre e humilde em Belém até à morte na cruz, no Calvário.

Os sofrimentos de Jesus, que estes três Apóstolos iriam especialmente testemunhar, dizem-nos claramente que foi muito a sério como Jesus nos salvou. Foi com muitíssimo sofrimento e tremenda humilhação.

Não podemos ficar indiferentes perante tantos excessos do Seu Amor. Esta “linguagem” de Deus diz-nos claramente que a nossa correspondência também deve ser levada muito a sério. Está em jogo a nossa felicidade terrena e eterna.

S. Pedro, na Segunda Leitura da Missa de hoje, salienta que “não foi seguindo fábulas ilusórias que vos fizemos conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos sido testemunhas oculares da Sua majestade”. Eles que o tinham visto suar Sangue, no horto das oliveiras, tinham também vislumbrado a Sua divindade no monte da transfiguração: Ele era e é verdadeiramente Deus.

 

3. “Como conseguir o prémio que o Senhor nos tem preparado.

 

As alegrias vividas pelos três Apóstolos revelam-nos as próprias alegrias do céu, que Deus nosso Criador e Pai, para cada um tem preparado. Para as conseguir, importa levar muito a sério o problema verdadeiramente digno deste nome, que cada um tem a resolver - o problema da sua própria salvação. O prémio é grande e eterno, mas o caminho a seguir, diz Jesus, é estreito. É preciso levá-lo muito a sério, com muita coragem e persistência. O Senhor nunca falta com a Sua graça e a todos quer salvar. Só correspondendo com amor e generosidade aos mandamentos e planos que Deus nos tem reservado, poderemos um dia dizer também, como Pedro no alto do monte da transfiguração: “Mestre como é bom estarmos aqui!”. Esta tão consoladora realidade vale bem todos os sacrifícios que tenhamos a fazer.  Tudo está ao nosso alcance. Para não ficarmos com dúvidas, escutemos os apelos amorosos de Jesus, como o Pai do Céu nos recomenda: Escutai-O.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Na festa da Transfiguração do Senhor, invoquemos a Deus, nosso Pai,

que nos revelou a divindade de Seu Filho muito amado

 e nos mandou escutá-lO e rezemos com confiança e alegria.

 

R. Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

 

1.     Para que Deus transfigure a santa Igreja,

peregrina nos quatro cantos da terra

e a faça brilhar pela santidade de vida,

oremos, irmãos.

 

R. Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

2.     Para que Deus transfigure os homens públicos,

os ensine a trabalhar para o bem comum

e a promover a paz e a justiça,

 oremos, irmãos.

 

R. Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

3.     Para que Deus transfigure aqueles que sofrem,

os ajude a levar a sua cruz

e a seguir os passos do Seu Filho,

 oremos, irmãos.

 

R. Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

4.     Para que Deus transfigure o nosso olhar

e nos ensine a descobrir, em cada dia

a sua presença nas pessoas que sofrem

oremos, irmãos.

 

R. Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

5.     Para que Deus nos transfigure inteiramente

e imprima no nosso coração

a imagem do rosto de Jesus,

oremos, irmãos.

 

R. Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

6.     Por todos os nossos familiares e amigos

que já partiram para a eternidade,

para que possam quanto antes

contemplar as alegrias do Céu,

oremos, irmãos.

 

R. Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

 

Ouvi Senhor as nossas súplicas e envolvei-nos com a luz santíssima que os Apóstolos viram no monte santo, para escutarmos a voz do Vosso Filho, imagem e esplendor da Vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho que é Deus convosco, vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Na glória do teu rosto – C. Silva, OC, pg 320

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, estes dons pelo mistério da transfiguração do vosso Filho e com o esplendor da sua glória purificai-nos das manchas do pecado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

O mistério da Transfiguração

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

v. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

v. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Na presença de testemunhas escolhidas, Ele manifestou a sua glória e na sua humanidade, em tudo semelhante à nossa, fez resplandecer a luz da sua divindade para tirar do coração dos discípulos o escândalo da cruz e mostrar que devia realizar-se no corpo da Igreja o que de modo admirável resplandecia na sua cabeça.

Por isso exulta a Igreja em toda a terra e com os Anjos e os Santos proclama a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 14

 

Monição da Comunhão

 

Jesus que enche de encanto os bem-aventurados do céu, vai entrar dentro de nós pela Sagrada Comunhão. Vamos recebê-lO com muita fé, amor e gratidão.

 

Cântico da Comunhão: Senhor Tu és a luz – A. Oliveira, NRMS, 6

 

Antífona da comunhão: Quando Cristo Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Louvai, louvai o Senhor – J. F. Silva, NRMS, 85

 

Oração depois da comunhão: O alimento celeste que recebemos, Senhor, nos transforme em imagem de Cristo, que no mistério da transfiguração manifestastes cheio de esplendor e de glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Estamos nesta vida para, seguindo pelos caminhos de Deus, um dia estarmos para sempre com a Santíssima Trindade, Nossa Senhora e demais Santos e Anjos, felicíssimos, no reino dos céus. Com o propósito de sempre seguirmos por esses caminhos abençoados, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Povos batei palmas – CS, NRMS, 48

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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