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MARIA E A REDENÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

Hugo de Azevedo

 

 

 

 

Nestes dois meses, abrangidos pela nossa «Celebração», festejaremos a Nossa Mãe Santíssima quatro vezes: na sua gloriosa Assunção, na sua Realeza espiritual, no seu Aniversário bendito e nas Dores atrozes da Paixão. E todos os dias a Ela recorremos, pelo menos, cinquenta vezes, no Terço, como Ela própria nos pediu em Fátima e especialmente ao Sábado, segundo a nossa piedosa tradição mariana.

Que se espante quem quiser com tanto amor. Coitado de quem não tem Mãe! Melhor dito, de quem não sabe que é seu filho! Sem Ela, inclusive, o próprio amor a Deus que houver nas almas se torna frio, distante.

Amamo-La por quem é – Mãe de Deus! – e pela sua íntima união com o Verbo incarnado, nosso Redentor.

Redentor há só Um, Nosso Senhor Jesus Cristo. Não pode a criatura redimir-se a si mesma; só Deus nos pode perdoar. Por isso, o título de Corredentora aplicado a Nossa Senhora tem de ser entendido «secundum quid». Mas não em igualdade com a nossa união, posterior ao Sacrifício da Cruz, a que Ela se uniu, consciente e voluntariamente, na própria hora em que o seu Filho se oferecia por nós ao Pai.  

Não é isso, porém, o que distingue a sua adesão ao Sacrifício de Jesus por todos nós, acompanhada como foi por João e pelas santas mulheres. O que a distingue é o facto de ser Imaculada.

«Tota pulcra», sem pecado original, a Imaculada Mãe do Redentor, não necessitava de salvação nem merecia sofrimento. Tudo o que sofreu – o indizível! – foi unicamente por nossa causa, e em perfeita união com Cristo.

E, por outro lado, as suas dores fizeram parte principal dos sofrimentos redentores do seu Filho: como não haveria Jesus de padecer especialmente pelas imerecidas dores da Sua Mãe? A quanto a «obrigou»! E com que perfeita adesão Ela o aceitou, pela glória de Deus e por amor aos seus outros filhos, que somos todos nós!

Se nós próprios podemos e devemos unir-nos à Redenção, quanto mais elevada foi a sua união com o Filho para nos salvar, Ela, sem mancha original nem pecado algum!

Bendita seja!

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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