aCONTECIMENTOS eclesiais

 

DO PAÍS

 

 

Fátima:

Caminhada pela paz lembrou crianças

vítimas da guerra na Ucrânia

 

Uma caminhada pela paz, realizada em Fátima, começou com uma homenagem às crianças mortas na guerra na Ucrânia, “condenadas à morte por tantos pilatos”, no Santuário da Nossa Senhora da Urtiga.

“Queridas crianças da Ucrânia em conflito e do mundo em guerra, ficai sabendo que morais no melhor lugar do nosso coração e que todos os que aqui estamos sofremos quando vemos que o nosso nada, até o desta caminhada da paz, é o tudo que temos para vos dar e para atirar à cara, porca e desavergonhada, dos senhores, feios e polutos, que fazem a guerra. Só merecem um nome: Herodes!”, lê-se na homenagem às crianças mortas na guerra, enviado à Agência Ecclesia pelo padre Almiro Mendes.

No início da caminhada pela paz, o texto alertou que as “enormidades” que a guerra produz nas “inocentes criancinhas” que deviam mobilizar que desatassem “aos berros que abalassem o céu e estremecessem a terra”.

“Persegue-me e atormenta-me a imagem daquela criança ferida e jazida no chão funesto que a bomba fratricida beijou. As bombas beijam como judas e matam sempre inocentes, como Cristo o foi”, explica.

O texto assinala que as meninas merecem “bonecas com cabelos grandes, do tamanho do amor”, e os meninos “logram carrinhos da marca Porsche, rápidos como o vento da ternura”, mas são-lhes oferecidos granadas e mísseis.

“Não lhes devíamos fazer mal”, realça.

A Caminhada pela Paz, realizada esta sexta-feira, foi uma iniciativa de leigos coordenados e animados pelo padre Almiro Mendes, da Diocese do Porto.

“Todos se abraçaram nesta causa que é a mais nobre de todas, a paz, a paz no mundo e particularmente na Ucrânia; A guerra é sempre uma indignidade humana, a guerra tira e rouba a dignidade”, disse o sacerdote à Agência Ecclesia.

Esta iniciativa, de sete quilómetros, começou às 09h30 no Santuário de Nossa Senhora da Urtiga, situado nas imediações da igreja matriz de Fátima, passando pelos Valinhos, até ao Santuário de Fátima; Ao longo do itinerário foram feitas curtas pausas, pontuadas por cânticos e pela leitura performativa de textos poéticos.

Na homilia, na Capelinha das Aparições, o padre Almiro Mendes explicou que o sofrimento dos inocentes “é uma voz abafada que deveria ter eco, ao longe e ao perto”, mas que vai morrendo, estrangulada, “nos braços da indiferença” de tantos que tornam surdos os ouvidos, insensíveis os corações e “bloqueada a consciência, não se preocupando com o mar de desespero em que tantos naufragam”.

O sacerdote da Diocese do Porto disse aos presentes que lhes era pedido “apenas” nunca descerem “ao chão ruim e funesto da indiferença”, e a caminhada pela paz já era “um grito contra a indiferença”.

Segundo o padre Almiro Mendes, “a indiferença tem uma irmã gémea que é a hipocrisia”, e ser indiferente aos problemas do mundo e concretamente da guerra, na Ucrânia ou noutras latitudes, “é alienar-se e deixar à deriva o curso da história”, quando devem “delinear-lhe os contornos e a dar-lhe consistência”.

“Por isso aqui estamos todos. Não para sermos indiferentes, mas para sermos diferentes, no sentido da nossa compaixão”, acrescentou na homilia proclamada no Santuário de Fátima.

A Caminhada pela Paz apresentou-se como “transversal” a toda a sociedade, querendo unir pessoas crentes e não-crentes, crianças, jovens e adultos, cidadãos da Ucrânia e portugueses, provenientes de diversas áreas.

 

Lisboa:

Alenquer promove as

Festas do Império do Divino Espírito Santo

 

A localidade de Alenquer (Patriarcado de Lisboa) está a celebrar as Festas do Império do Divino Espírito Santo que encerram dia 05 de junho.

A celebração da Eucaristia, a procissão e o bodo do Espírito Santo, a partir das 15h00 daquele dia, no Convento de São Francisco são os momentos finais daquela festa, lê-se no programa enviado à Agência Ecclesia.

As festividades decorrem naquele concelho durante as sete semanas compreendidas entre o Domingo de Páscoa, 17 de abril, e o Domingo de Pentecostes, 05 de junho, e têm a sua expressão máxima entre 01 e 05 de junho, na vila de Alenquer.

Durante aqueles dias haverá exposições, concertos e conferências, refere o programa.

 

Bragança:

Colocação da primeira pedra da Igreja

do Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja

 

A colocação e bênção da primeira pedra da Igreja do Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, Diocese de Bragança – Miranda decorreu no dia 24 de maio.

O evento, decorreu às 14h30 do dia 17 de maio junto ao estaleiro da propriedade das religiosas, é presidido pelo Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro.

A iniciativa conta também com a presença dos bispos da Província Eclesiástica de Braga.

 

Coimbra:

«Igreja precisa de todos», diz D. Virgílio Antunes

 

O bispo de Coimbra encerrou a assembleia sinodal diocesana, com uma Missa na Sé Nova, sublinhando que a Igreja “precisa de todos”, como pede o Papa.

“A Igreja precisa de todos como nos recorda o caminho sinodal que estamos a realizar, e precisa de cada um, de acordo com a graça que recebeu. Os tempos são difíceis como o eram os tempos apostólicos, mas o amor de Deus mantém-se de geração em geração”, referiu D. Virgílio Antunes, na homilia da celebração.

A Missa de nomeação e renovação dos ministérios laicais deixou votos de que “ninguém desanime diante das dificuldades sentidas nas comunidades paroquiais ou na Igreja diocesana”.

A Diocese de Coimbra informou que a fase inicial do Sínodo 2021-2023, convocado pelo Papa Francisco, envolveu cerca de 200 grupos e quase 3000 diocesanos, que responderam ao questionário proposto.

O resultado desse contributo foi apresentado na assembleia sinodal diocesana, que decorreu no Seminário Maior de Coimbra.

“É preciso dar continuidade à obra de Deus iniciada em nós, caminhar sem desânimo, pois Ele permanece sempre ao nosso lado, Ele vai á nossa frente a indicar o caminho, partilha connosco a sua Palavra e o Pão da Vida, revela-nos o seu amor que salva”, indicou D. Virgílio Antunes, na celebração conclusiva.

 

Portugal:

Dehonianos realizaram encontro de Pastoral Social,

atentos a «novas pobrezas»

 

A Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) em Portugal realizou um encontro dedicado à Pastoral Social, que desenvolvem através dos centros sociais e paroquiais, apontando às “novas pobrezas”.

“Há situações de pobreza que vão surgindo, novas pobrezas. Inspirando-nos no padre Dehon, também sentimos esse desafio de não parar no que já fazemos, mas ter o olhar no futuro, ver as novas formas de pobreza e tentar responder a essa pobreza”, disse hoje à Agência Ecclesia o superior provincial dos Dehonianos em Portugal.

O II encontro da Pastoral Social Dehoniana, o primeiro realizado de forma presencial, teve como tema ‘Testemunhas do Amor do Deus – Respostas e Desafios’.

 “É bom encontrarmo-nos, saber o que estamos a fazer e conhecermos um pouco melhor. Depois também percebermos que existem estruturas sociais que, se calhar, às vezes nem percebemos que nos podem ajudar a fazer muito melhor”, apontou o padre João Nélio Pereira.

O padre José Agostinho Sousa, religioso dehoniano, apresentou a reflexão ‘para um compromisso social autêntico: exemplo e testemunho do Padre Leão Dehon’, que fundou esta congregação religiosa, em 1878, na França.

“O fundador para todos os efeitos tem de continuar a ser o nosso inspirador: Procurou descobrir os grandes desafios que se colocavam na sociedade e naquela ocasião era sobretudo a situação da classe operária na industrialização desenfreada na cidade de Saint-Quentin. Procurou respostas e fundou um patronato, um colégio, criou um jornal católico”, explicou, em declarações à Agência Ecclesia.

 

Évora:

Museu da Misericórdia apresenta exposição de paramentaria

 

O Museu da Misericórdia de Évora assinala hoje o Dia Internacional dos Museus com a apresentação de uma exposição temporária de Paramentaria, desde o século XVII, que pode ser visitada gratuitamente neste dia 18 de maio.

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a Santa Casa da Misericórdia de Évora informa que a exposição apresenta paramentos dos séculos XVII, XVIII e XIX.

Neste contexto, explica que às vestes próprias do clero “atribui-se o nome genérico de ‘paramentos’”, e que têm características diferentes, consoante a “posição hierárquica que o ministro desempenha na estrutura eclesial”, ou pela solenidade da ação litúrgica.

A exposição temporária de Paramentaria pode ser visitada gratuitamente esta quarta-feira, no âmbito do Dia Internacional dos Museus, e fica patente ao público até 8 de julho de 2022.

museu da Santa Casa da Misericórdia de Évora foi inaugurado oficialmente no dia 16 de março.

 

Portugal:

Igreja Católica publica mensagem para o «Dia dos Irmãos»,

pedindo alargamento da fraternidade a todos

 

A Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), da Igreja Católica em Portugal, destaca na sua mensagem para o próximo Dia dos Irmãos (31 de maio) a importância de alargar a fraternidade, dos lares para o mundo.

“Viver e aprender com os irmãos transforma cada um de nós e, cada um de nós, transforma o mundo. Quando aceitarmos de Deus o dom, não só de ter irmãos, mas de amar os irmãos, não mais haverá guerra, nem destruição. Porque todos nos sentiremos chamados a cuidar, amar e proteger-nos uns aos outros”, indica o texto, enviado hoje à Agência Ecclesia.

A mensagem sublinha a importância de tudo o que se aprende na própria casa, falando do amor que se vive entre irmãos como “um belíssimo testemunho da Verdade”.

O documento tem como título ‘Da fraternidade na família para a fraternidade no mundo’.

“Sabermo-nos todos filhos do mesmo Pai tira-nos as paredes de casa e os genes do sangue, alarga a nossa família a cada pessoa com quem nos cruzamos, e até a todas as outras que não passam – nem passarão – na nossa vida”, pode ler-se.

Dia 31 de Maio é o Dia dos Irmãos. Podemos ignorar e pensar que é só mais um entre tantos dias internacionais, ou podemos aproveitar para lhe dar o sentido que tem. Para agradecer e valorizar aquilo que nos foi dado sem termos pedido e que tanto trouxe à nossa vida: os nossos irmãos”.

A CELF apresenta a experiência de fraternidade como uma “escola”, que ensina “a acolher as qualidades e, principalmente, os defeitos de cada um, corrigindo fraternalmente e acolhendo as correções”.

“É tanto o que aprendemos! A dar, a abdicar, a partilhar, a cuidar, a ser cuidado, a respeitar. Num mundo que se constrói à volta do que ‘eu quero!’, quanto aprendemos com os irmãos a pôr à nossa frente o que querem os outros”, refere a mensagem.

Segundo os responsáveis católicos, ter irmãos ensina a “viver a caridade” e a “viver o amor como um serviço”.

O ‘Dia dos irmãos’ é uma iniciativa da Confederação das Famílias Numerosas e celebra-se no encerramento do mês da família

 

 

Ecumenismo:

Igrejas cristãs juntam-se para refletir sobre «guerra,

pandemia e crise ecológica e de valores»

 

O XII encontro cristão, organizado por cristãos de várias denominações religiosas, decorreu no dia 21 de maio, e quer propor o tema «A caminho» a partir do contexto que o mundo atravessa.

“No contexto atual, em que a guerra, a pandemia, a crise ecológica e de valores condicionam a vivência entre todos e ameaçam a construção sustentável do futuro, torna-se urgente reforçar a unidade, a esperança e a alegria, sentinelas da presença divina entre os povos”, assinala um comunicado da organização enviado hoje à Agência ECCLESIA.

“Tendo como proposta um percurso comum, várias igrejas põem-se «A Caminho» – tema que sustenta este Encontro –, para encontrarem em Jesus a resposta profunda às inquietações que nos interpelam em todas as dimensões da nossa humanidade. Nestes tempos tão desafiantes, este Encontro tem também como propósito orar pelos povos ucraniano e russo, pondo em evidência a generosidade e a amizade fraterna que estão na base do acolhimento do outro e do seu sofrimento, reforçando a paz como valor basilar na relação entre povos”, acrescenta.

Entre os participantes, representando várias comunidades cristãs, vão estar o presidente da Aliança Evangélica Portuguesa, António Calaim, o Bispo Sifredo Teixeira, da Igreja Evangélica Metodista de Portugal, D. Pina Cabral, da Igreja Lusitana – Comunhão Anglicana e o padre Peter Stilwell, diretor do Departamento das Relações Ecuménicas e do Diálogo Inter-Religioso do Patriarcado de Lisboa, num “sinal claro do diálogo que tem sido reforçado ao longo desta caminhada”.

O fórum contou com a participação do professor Luiz Filipe Thomaz, historiador da Igreja Ortodoxa, do professor João Luís Fontes, historiador da Igreja católica, e também com o padre Peter Stilwell, da Igreja católica, do pastor Jorge Humberto, das Assembleias de Deus, de Pedro Vaz Patto, presidente da Comissão Nacional justiça e Paz e de Diogo valente, da Igreja presbiteriana.

A moderação do fórum esteve a cargo da jornalista Sara Narciso, da Comunidade Evangélica e de Lígia Silveira, jornalista da Agência Ecclesia, da Igreja católica.

A organização solicita que os participantes possam entregar “uma lata de salsichas” para doar, numa “contribuição para quem sofre diretamente com esta guerra”.

 

Leiria – Fátima:

D. José Ornelas pediu padres alegres, humildes e gratos

para concretizar «missão credível no mundo»

 

O bispo de Leiria Fátima disse aos padres da diocese de Leiria – Fátima que o seu ministério deve ser vivido com “alegria, humildade e gratidão” para missão “credível no mundo”.

“Havemos de entender a nossa vida e mistério com um sentimento de humilde gratidão, alegria e constante busca de configuração com o modo de viver do próprio Senhor que nos chama, nos dá o seu espírito e nos envia em seu nome e segundo o modelo do seu coração para servir o seu povo”, afirmou D. José Ornelas, a presidir pela primeira vez à na Missa Crismal na Sé de Leiria.

D. José indicou que a humildade implica “reconhecer que o mérito desta escolha e desta predileção” para o ministério do sacerdócio não cabe a cada um, mas reside “naquele que chamou e mantém ao seu serviço, apesar das debilidades e falhas” humanas.

Na homilia, D. José Ornelas a partir do Evangelho, quis “aplicar, de modo particular” o desejo de Jesus de “celebrar a Páscoa” aos discípulos que chama para continuar a Igreja.

“Se é verdade que é um convite que é dirigido a todos os cristãos, permitam-me que o aplique de modo particular àqueles que Ele continua a chamar para o serviço da sua Igreja”, afirmou.

D. José Ornelas pediu “atitudes de reconciliação, de unidade, de desprendida partilha e de amor” e indicou que dessas atitudes “depende a credibilidade missionária do ministério” do padre.

O bispo de Leiria – Fátima reconheceu que o mundo precisa da capacidade de os padres serem “gente consagrada à reconciliação, à fraternidade e à paz” e indicou o óleo, benzido na celebração, como o instrumento capaz de suscitar nos padres, “a sensibilidade e a compaixão por todo o sofrimento e doença, a morte, através da atenção e da solidariedade”.

“Não somos donos do óleo que vamos abençoar, mas é importante que as nossas mãos, isto é, as nossas atitudes e os nossos gestos, tenham o odor dos óleos que dispensamos como expressão do carinho e misericórdia de Deus”, pediu.

D. José Ornelas disse ainda que a Igreja não é uma “agência de serviços religiosos” e indicou que “cada comunidade e movimento há-de ser lugar de preparação do anúncio do evangelho a quem ainda não o conhece”.

“A vós todos, comunidade desta diocese, peço que acompanheis com afeto, gratidão, a renovação do compromisso de quem vos serve, para que se assemelhem mais a Cristo bom pastor para a missão da Igreja e credibilidade no mundo”, finalizou.

 

Leiria:

Dia da criação da diocese é oportunidade para assembleia sinodal

 

A Diocese de Leiria-Fátima vai realizou, nos dias 21 e 22 de maio, a assembleia sinodal e no domingo toda a diocese é convidada a estar presente, às 17h00, na Sé daquela cidade.

No sábado, a reunião começa no Seminário diocesano às 09h30 e estende-se até às 18h30 e os trabalhos, segundo palavras de D. José Ornelas, Bispo de Leiria-Fátima, a experiência da “comunhão, participação e missão eclesial”, recolhendo os contributos dos grupos, vão ser debatidos, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

Para os trabalhos desse sábado estão especificamente convocados os delegados sinodais, acompanhados de mais um elemento da realidade diocesana.

Este ano, a Diocese de Leiria-Fátima comemora o dia da sua criação de modo “mais solene”.

A Assembleia Diocesana Sinodal marca o fim da fase preparatória do Sínodo dos Bispos para o qual o Papa Francisco quis envolver todos os membros da Igreja, independentemente da sua condição.

Pela primeira vez na sua história, os cristãos foram chamados a participar ativamente neste processo. “Este sínodo – afirma o prelado na sua convocatória – não é apenas um evento extraordinário, não tem como objetivo chegar a belas conclusões, nem termina aqui; é um processo de conversão que há-de transformar a nossa forma de ser e agir como Igreja”.

Nos últimos anos, o 22 de maio, dia da cidade de Leiria e feriado municipal, “raramente tem sido marcado por festejos ao nível da sua circunscrição religiosa, apesar de ser a data que, em 1545, marca a sua criação”.

Essa terá sido a razão mais forte para que o bispo D. José Ornelas tivesse marcado para esse dia e o anterior a realização da Assembleia Sinodal Diocesana.

Numa convocatória enviada muito recentemente, o prelado informa os destinatários do programa geral dos dias 21 e 22 de maio, sábado e domingo, respetivamente.

 

Lisboa:

15 mi pessoas participaram no caminho sinodal

proposto pelo

 

A equipa diocesana de Lisboa do Sínodo 2021-23, convocado pelo Papa Francisco, anunciou hoje que 15 mil pessoas participaram na “caminhada sinodal”, com respostas de 64% das 285 paróquias locais.

Os dados foram avançados esta manhã, na Assembleia Diocesana Pré-Sinodal que decorreu no Centro de Espiritualidade do Turcifal.

A comissão que acompanhou o processo, no Patriarcado de Lisboa, destacou o “entusiasmo dos participantes” e “o desejo de continuidade do processo sinodal”, bem como “o compromisso com a reflexão da comunidade” e “a importância de caminhar em conjunto”.

“Mais preocupante, franco ou nulo, a adesão da sociedade civil”, indicam os responsáveis, numa nota divulgada online.

No total, foram “recebidas e validadas 191 respostas ou sínteses paroquiais e de outras realidades eclesiais”, incluindo, além das paróquias, movimentos, reitorias e capelanias, colégios e “outras realidades”, envolvendo “mais de 1700 grupos sinodais”.

 

Lisboa:

JMJ 2023 é «grande oportunidade»,

diz cardeal-patriarca de Lisboa

 

O cardeal-patriarca de Lisboa afirmou que a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai decorre na capital portuguesa em 2023, é “um desafio enorme” e uma oportunidade de recomeço, no pós-pandemia.

“É uma grande oportunidade para a sociedade, para a juventude mundial”, referiu D. Manuel Clemente, em entrevista conjunta à Ecclesia e Renascença, publicada e emitida este domingo, 85.º aniversário da emissora católica.

D. Manuel espera que a JMJ Lisboa 2023 decorra “já numa altura pós-pandémica”, permitindo que “a juventude mundial, em torno daquilo que a mensagem cristã lhe ofereça, rejuvenesça, e com ela rejuvenesça também a sociedade”.

D. Manuel Clemente fala numa ideia amadurecida há décadas e impulsionada pela “movimentação juvenil” da Igreja Católica em Portugal, dando como exemplo iniciativas como a Missão País, os Núcleos de Estudantes Católicos ou as várias atividades de voluntariado.

“Há aqui uma dinâmica juvenil, alguns deles agregados em movimentos ligados a institutos religiosos ou espiritualidades, como as Equipas Jovens de Nossa Senhora, e foi desta gente, em grandíssima parte, que veio o impulso de irmos para a frente”, precisou.

O patriarca de Lisboa assinalou que o programa da JMJ 2023, de 1 a 6 de agosto, vai seguir o das edições anteriores: “o grande encontro numa quinta-feira; depois, o grande momento coletivo, na sexta-feira, é a Via-Sacra pública; no sábado é a vigília que dura toda a noite, porque as pessoas ficam no local, até à Missa de encerramento e envio no domingo de manhã”.

“O Papa gosta sempre de complementar a sua presença, sabemos que aqui irá a Fátima, já manifestou essa vontade e todos nós temos todo o gosto que o faça, e às vezes ele ainda junta mais outras coisas, uma visita a um ou outro local que ele ache mais importante ir, como sinal da presença da Igreja”, acrescentou o cardeal português.

Para D. Manuel Clemente, todo o tecido que se montou na preparação do evento, “com os Comités Paroquiais, Vicariais e Diocesanas, até ao central, o Comité Local”, levou a uma “organização e movimentação juvenil que vai ficar e criar uma rede de Pastoral Juvenil renovada em Portugal”.

Questionado sobre o impacto da pandemia na vida das comunidades católicas, o responsável sublinhou a necessidade de retomar “ritmos de convivência”, como vai acontecer na Semana Santa, que hoje se inicia.

“Ainda é cedo para fazermos essa avaliação. Porque há aqui muita coisa que é natural, ou seja, as pessoas se foram tão restringidas nos seus ritmos habituais, também não passam imediatamente para uma conduta diferente, e estamos a falar não numa realidade de semanas, mas de dois anos, com interrupções e voltas atrás”, indicou.

O cardeal-patriarca acrescentou, a este respeito, que a atitude da Igreja Católica, no contexto da pandemia, foi “muito importante” para a sociedade portuguesa.

O entrevistado aborda ainda a questão dos abusos sexuais de menores, elogiando o caminho seguido pela Conferência Episcopal Portuguesa, com a criação de comissões diocesanas e uma comissão independente de estudo.

“Nem vejo outro. Quando temos pela frente um problema, a primeira coisa que temos de fazer é enfrentá-lo”, sustentou.

Manuel Clemente diz que este é um problema da sociedade, no seu todo, destacando que as vítimas “querem ser ouvidas, não querem ser expostas, já sofreram que chegue”.

“É uma questão que estava muito presente, sobretudo, até aos anos 90 e que a partir daí – até por uma outra consciência que a sociedade, no seu conjunto, foi tomando em relação a esta problemática e que não tinha, até aí – foi diminuindo”, assinalou, a respeito dos dados que vêm a ser divulgados nos últimos meses.

 

Liturgia:

D. José Cordeiro lembra importância do altar

no serviço à comunidade

 

D. José Cordeiro disse aos acólitos reunidos na Peregrinação anual ao Santuário de Fátima que “Jesus continua a chamar” e convidou os participantes a prosseguir “caminhos da comunhão e da missão do Evangelho”.

“Jesus ressuscitado continua a chamar e hoje diz a cada um de nós: levanta-te e testemunha, ou melhor, levanta-te e segue-Me”, exortou o arcebispo de Braga na homilia da Peregrinação Nacional dos Acólitos, ao Santuário de Fátima, enviada à Agência ECCLESIA.

O arcebispo metropolita de Braga e presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade presidiu à celebração que levou hoje ao santuário acólitos das dioceses em Portugal, congregados a partir do tema «Levanta-te».

O responsável afirmou que o serviço ao altar, na celebração da Eucaristia, é “tão importante como o encontro com Jesus na comunidade”.

 “O altar é o sinal da presença viva de Jesus ressuscitado”, explicou D. José Cordeiro.

O presidente da CEL lembrou ainda as palavras do Papa Francisco, que em 2021 enviou uma mensagem aos participantes da peregrinação, relembrando a importância de “não cair na mediocridade, que rebaixa” e de que a vida “deve apostar em grandes ideais”.

“Não sigas pessoas negativas, mas continua a irradiar à tua volta a luz e a esperança que vem de Deus, esperança que não desilude”, relembrou.

Após a eucaristia, na Basílica da Santíssima Trindade, D. José Cordeiro preside à procissão e bênção do Santíssimo Sacramento no recinto do Santuário de Fátima.

 

Coimbra:

Museu Nunes Pereira acolhe exposição «A História da Salvação»

 

O Museu Nunes Pereira, localizado no Seminário Maior de Coimbra, vai acolher, de 17 de maio a 15 de janeiro de 2023, uma exposição temporária intitulada «A História da Salvação».

A iniciativa cultural evoca “de uma forma extraordinária”, os vitrais da Igreja Matriz de Cardigos, em Mação (Diocese de Portalegre-Castelo Branco), feitos por monsenhor Nunes Pereira, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

“É uma belíssima oportunidade para admirar a obra do grande padre e artista de Coimbra, monsenhor Nunes Pereira, em mais uma exposição”, lê-se.

Cinquenta anos volvidos após a sua inauguração, em 1972, esta memória tem como objetivo dar a conhecer “os vitrais portentosos do grande artista da diocese de Coimbra, Monsenhor Nunes Pereira, que se encontram espalhados pelo País”.

Para além, do desenho, da arte do vitral e da luz, a própria iconografia, simbólica e mensagem inscritas, constituem “um percurso onde a fruição entre a arte e a fé andam de ‘mãos dadas’”, conclui.

 

Lamego:

Diocese venceu o Festival Nacional da Canção Mensagem

 

O Grupo de Jovens da Sé da Diocese de Lamego venceu a 13ª edição do Festival Nacional da Canção Mensagem, promovido pela Igreja Católica em Portugal, que se realizou em 9 de abril, no Colégio de Nossa Senhora da Apresentação (Calvão).

“É um prémio muito importante para nós. Mais do que ganhar, o mais importante foi mesmo termos conseguido juntar jovens e fazer alguma coisa. Claro, ganhar sabe ainda melhor, e conseguimos mostrar a nossa fé e cantar a fé que temos, e partilhar com outros jovens”, disse Denise Pinto, do Grupo de Jovens da Sé, em declarações à Agência Ecclesia.

A jovem da Diocese de Lamego, autora da letra da canção vencedora do Festival Nacional da Canção Mensagem, destaca que esta vitória também dá outra energia na preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Lisboa, em agosto de 2023.

“A nossa intenção é sempre termos o máximo de gente possível, vivermos isto em grupo porque é muito mais intenso e faz muito mais sentido”, acrescentou Denise Pinto

João Pedro, também do Grupo de Jovens da Sé, é o autor da música e partilhou a “emoção muito grande” de vencer este evento, adiantando que independentemente do resultado o “objetivo principal” era “partilhar partituras com outros grupos”, os acordes, para que esta música fosse “tocada em outras paróquias, dioceses”.

“Lamego vive a fé muito intensamente e a música”, destacou.

O Festival Nacional da Canção Mensagem 2022 teve como tema ‘Levanta-te’, e o pódio ficou completo com as Dioceses de Lisboa e Aveiro, respetivamente no segundo e terceiro lugar; O ‘Prémio Ser’ foi atribuído ao grupo da Diocese de Coimbra.

 “As dioceses vão procurando aproveitar essas músicas, não só as que vêm representar a diocese mas também as suas músicas que viveram nos festivais diocesanos, essa letra para depois quase formarem o seu caderno de músicas e a partir dai transmitir e evangelizar. Muitos dos contextos que temos aqui vêm dos contextos paroquiais, de um trabalho dos seus grupos de jovens e é uma boa representação dar sentido a todo este caminho”, explicou o padre Filipe Diniz.

D. António Moiteiro, o bispo de Aveiro, realçou que o dia era de festa mas destacou o trabalho que foi feito com os vários grupos das dioceses participantes, no sábado, “com as reflexões que ajudaram a aprofundar a fé”.

“Embora sendo uma atividade muito própria do departamento da pastoral juvenil do país, não podemos dissociar a pastoral juvenil da caminhada para a Jornada Mundial da Juventude: É necessário toda a sensibilização, toda a movimentação, para que os jovens sintam que a fé, que é o encontro com Jesus Cristo, continua a ser válido esse encontro nos dias de hoje. Este é, a meu ver, o núcleo fundamental”, acrescentou, destacando a “participação muito significativa de jovens no festival”.

Os ‘Católicos Anónimos’, Grupo de Jovens de Vendas Novas, surgiu no âmbito da JMJ e foi com “muito entusiasmo” que representaram não só a Arquidiocese de Évora mas como caminho de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023.

“Estamos a tentar fazer uma preparação espiritual mas também uma preparação física, isto é, conseguir o melhor cenário para recebermos as pessoas: Não só recebermos Deus, e o Papa, e toda esta inspiração divina, mas também as pessoas e podermos proporcionar uma boa pré-jornada”, explicou Artur Papança.

O padre Leonel Abrantes, diretor do Departamento da Pastoral Juvenil da Diocese de Aveiro, manifestou a “enorme alegria” de serem parceiros deste encontro e explicou que querem “aproveitar uma linguagem que os jovens amam, que é do seu quotidiano, que é a música”.

“Sabemos que a música transmite mensagem e sentimento. Enquanto católicos achamos que podemos aproveitar esse dom dos jovens, que lhes é natural, para passarmos a mensagem cristã, de Jesus Cristo, àqueles que estão à nossa volta. A música pode ser um primeiro veículo de anúncio, de primeiro anuncio inclusivamente”, desenvolveu o sacerdote.

 “A música acaba por ser um elo que temos e nos fortifica. Ajuda a caminhar enquanto grupo e a crescer na fé” – Lês-a-lês, Paróquia de Fernão Ferro, Diocese de Setúbal.

Participaram no 13º Festival Nacional Jovem da Canção Mensagem 13 dioceses de Portugal continental; Esta iniciativa realiza-se habitualmente de dois em dois anos, a última edição foi em 2019, em Fátima, sendo suspensa devido à pandemia, em 2021.

 

Pastoral da Saúde:

«A Igreja precisa de uma revolução para

formar leigos para a assistência espiritual» – Padre Fernando Sampaio

 

A Igreja católica precisa fazer uma “revolução” na assistência espiritual aos pacientes em ambiente hospitalar, prestando “qualidade” e o acompanhamento necessário que os pacientes, em qualquer serviço, necessitam.

“Não é um capelão num enorme hospital que consegue dar uma resposta adequada às pessoas. O trabalho do capelão não é centrado na santa unção, mas deve ser centrado no acompanhamento do doente, mesmo aos que não têm religião, porque podem fazer um processo espiritual. A escuta empática pode ser feita por um leigo que se prepara e é formado para o efeito”, afirmou hoje à Agência o padre Fernando Sampaio, Coordenador Nacional das Capelanias Hospitalares.

O responsável indicou a necessidade de “tempo, condições, disponibilidade mental e emocional” para o poder fazer e indicou o escasso clero que a Igreja tem”.

“É importante que a Igreja faça esta revolução. A Igreja não tem padres, tem pouco clero e necessita deles noutras funções: é preciso fazer esta revolução com os leigos para uma assistência de qualidade nos hospitais. E esta revolução dará um salto qualitativo e relevante na assistência espiritual”, sublinhou.

O Serviço Religioso e Espiritual do CHULN (Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte) em colaboração com o Centro de Medicina Paliativa da FMUL (Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa) e da Unidade de Cuidados Paliativos do CHULN, organizaram uma conferência sobre «Saúde e sofrimento espiritual refratário em fim de vida».

O padre Fernando Sampaio deu conta da “oportunidade” de os profissionais de saúde escutarem Angeles Lopez Torrida, médica especialista em Medicina Familiar e comunitária com 20 anos de experiência e que trabalha há 12 anos em Cuidados Paliativos.

“A Dra Angelies quis enfatizar a importância da espiritualidade no bem-estar dos doentes. Se olhamos a saúde na sua dimensão física, psicológica, social e espiritual, vemos que a saúde vista apenas na dimensão física deixa de parte uma dimensão importante das pessoas, e essa dimensão revela-se fonte de muito sofrimento, em especial de sofrimento terminal”, destacou.

O responsável lamenta ainda que apesar de “muita literatura” sobre a importância do acompanhamento no tratamento holístico dos pacientes, Portugal “pense na saúde apenas como saúde física e segundo um modelo bio mecanicista”.

“Fala-se na saúde no sentido global, mas na realidade não é de grande aplicabilidade”, lamenta.

O padre Fernando Sampaio reconhece que a assistência espiritual é valorizada “nos cuidados paliativos”, mas afirma ser algo marginal em outros campos do cuidado terapêutico, e exemplifica que seria benéfico ter esse tratamento também no serviço de urgência.

O Coordenador Nacional das Capelanias Hospitalares indica que a Igreja deve querer fazer “uma revolução” para que o trabalho de assistência espiritual chegue a todos e com qualidade, de forma a tornar a “assistência relevante nos cuidados que se prestam no hospital”.

 

Porto:

«Esta Igreja que somos é missionária,

porque é uma Comunidade de Esperança»

 

D. Manuel Linda, bispo do Porto, presidiu este domingo à Festa das Missões, na vigararia de Baião, e enviou Jovens e Famílias para um tempo de Missão Ad Gentes, além de vinte representantes de todas as Paróquias de Baião.

“Esta Igreja que somos é assim missionária, porque é uma Comunidade de Esperança, mas com os pés bem assentes na terra. Mesmo vendo e sofrendo o que se passa hoje no mundo, a Igreja acredita em novos Céus e nova Terra”, disse D. Manuel Linda na sua homilia.

Comentando a Liturgia da Palavra do domingo, o bispo do Porto afirmou que o mandamento expresso na frase da Bíblia “amar como eu vos amei” traz “muitas exigências”, uma vez que ninguém, “por muito que ame”, “atinge este cerne, como Jesus, mas pode ser imitado”.

D. Manuel Linda enviou três Jovens dos Voluntários Passionistas, que “vão neste Verão para a Diocese de Viana – Angola por um mês”; e seis leigos da Associação Leigos Voluntários Dehonianos que vão “no seu mês de férias para a Diocese de Gurué – Moçambique”.

Na diocese há outros leigos e jovens que vão também servir em voluntariado missionário neste verão, como “por exemplo, doze Jovens de Espinho e três leigos de Carregosa, que vão em missão de um mês na Guiné Bissau e S. Tomé e Príncipe”.

 

Proteção de Menores:

Conferência Episcopal reúne com estruturas do Vaticano

sobre a «luta contra os abusos sexuais»

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai realizar uma “reunião conjunta de trabalho” com “alguns Dicastérios da Santa Sé” no contexto da “colaboração entre as Igrejas locais e as estruturas da Igreja universal” sobre os abusos sexuais por membros da Igreja.

Numa nota de imprensa enviada à Agência Ecclesia, o secretário da CEP lembra que “a luta contra os abusos sexuais por parte de membros da Igreja ou no âmbito das suas atividades é uma prioridade para a Igreja” e que “a Conferência Episcopal Portuguesa tomou a iniciativa de criar uma Comissão independente para estudar este tema”.

“Sendo esta uma prioridade que interessa a toda a Igreja, torna-se oportuna e necessária a colaboração entre as Igrejas locais e as estruturas da Igreja universal que se ocupam deste tema a nível global”, acrescenta a nota de imprensa.

“Nesse sentido, terá lugar em Roma uma reunião conjunta de trabalho entre alguns membros do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa e alguns Dicastérios da Santa Sé”, acrescenta o comunicado.

No Comunicado Final da última Assembleia Plenária da CEP, os bispos portugueses reafirmaram “um sentido pedido de perdão, em nome da Igreja Católica” às “pessoas que passaram pela dramática situação do abuso no âmbito eclesial” e “o empenho em ajudar a curar as feridas”.

O documento refere também que “estiveram presentes na Assembleia todos os membros da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais Contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa”.

Designado pela CEP, o coordenador da Comissão, Pedro Strecht, “constituiu autonomamente esta Comissão e uma Equipa de Historiadores e Arquivistas, liderada pelo Prof. Dr. Francisco Azevedo Mendes (Universidade do Minho) para estudar este drama na vida da Igreja, com o objetivo de chegar, de forma inequívoca e eficaz, ao esclarecimento e à verdade dos factos através do estudo dos Arquivos Históricos existentes em cada Diocese, num trabalho de colaboração e confiança mútua com cada Bispo Diocesano”.

“A Assembleia agradeceu o trabalho já realizado, desejando que a Comissão continue a desenvolvê-lo de forma autónoma, com dedicação e competência. Quanto ao estudo dos arquivos históricos, a Conferência Episcopal Portuguesa e a Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal reiteram todo o interesse em colaborar com a Comissão Independente e a Equipa por esta designada, respeitando a Lei Civil, a Lei Canónica e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados”, indica o Comunicado Final da CEP.

No dia 10 de maio, a Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais Contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa promoveu o Colóquio sobre ‘Abuso sexual de crianças: Conhecer o passado, cuidar do futuro’, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

 

Sé do Funchal:

«Em 500 anos nunca se viu o teto como agora se pode ver»

 

A Sé do Funchal foi alvo de uma intervenção profunda no telhado exterior, na capela-mor, teto e iluminação, permitindo hoje oferecer aos madeirenses e aos turistas uma “belíssima obra”, num “monumento e igreja” com “grande impacto” no centro da cidade.

“Esta obra foi um grande esforço quer da comunidade, do Governo Regional da Madeira e da União Europeia – mais de um milhão de euros. Em 500 anos nunca se viu o teto como agora se pode ver”, regista à Agência ECCLESIA o pároco da Sé, o cónego Marcos Goncalves.

Durante três anos, 36 restauradores num trabalho “de bisturi e cotonete”, revelador de grande cuidado e minúcia, dividiram o espaço com os habituais fiéis da paróquia, mais pequena da Madeira, com as celebrações e ultrapassando as contingências de um trabalho feito “durante a pandemia”.

“Temos uma comunidade muito particular porque acolhe os paroquianos da Sé, é a paróquia mais pequena da Madeira com três mil habitantes, mas estando no centro do Funchal, a população desce à cidade para fazer a sua vida e vem à missa antes de ir trabalhar. Às 8h da manhã temos a primeira celebração e participam mais de 200 pessoas. Há muita prática religiosa, e percebemos que é uma igreja de todos, é a mãe de todas as paróquias”, indica o responsável.

Localizada no centro da cidade do Funchal, a Sé foi mandada construir por D. Manuel no ano de 1493 e apresenta influências das viagens que o rei fizera, e exibe “1500 metros quadrados de teto mudéjar, de influência islâmica”, feito em madeira de cedro, que guarda ainda o “cheiro original” da madeira

Com o investimento na iluminação da Sé, é agora possível “contemplar” o desenho do teto, feito “de madeira muito dura, pertencente à floresta Laurissilva, muito perfumada”, e que, pelas suas características, permitiu a sua durabilidade.

“Agora apresenta desafios, porque durante a celebração as pessoas olham mais para o teto e menos para o celebrante”, brinca o cónego Marcos Gonçalves.

A Sé ilumina-se durante uma hora, na parte da manhã, durante o mesmo período da parte da tarde, e em todas as celebrações eucarísticas, explica o pároco.

A comunidade, dada a localização da Sé e o acolhimento constante de turistas, procura que as celebrações possam ter “partes em inglês”, procurando “acolher melhor quem visita”; os altares apresentam também explicações em inglês “com o código QR para que possam ler mais informação”.

 “A catedral, no centro do Funchal, ocupa o coração da baixa da cidade e, como monumento e como igreja, tem muito impacto na vida das pessoas e dos turistas que nos visitam. As pessoas gostam de entrar, tirar fotografias, comentar e seguir em frente para as restantes visitas”, enuncia.

O cónego Marcos Gonçalves destaca ainda o investimento de D. Manuel na construção desta igreja, usando o “seu dinheiro” para oferecer o retábulo e o sacrário de prata, “peças únicas em Portugal, que ficaram e foram preservadas no lugar para onde foram criadas”.

Está também prevista uma “verba de um fundo comunitário” para recuperar “o retábulo maneirista, do tempo dos Filipes, que necessita de uma intervenção porque os altares voltados para norte, para a montanha, sofrem mais humidade e estão mais estragados” do que os restantes.

Durante a obra foi descoberto “folha de ouro” por detrás das “paredes grossas de um marmoreado fingido” nos arcos, mas, indica o responsável, esta intervenção terá de ficar para outra altura, “pois demora muito tempo e é necessária verba para esse trabalho”.

“Foi descoberto acidentalmente a folha de ouro por detrás das paredes grossas dos arcos e foi possível fazer intervenção em alguns arcos como a capela-mor e a capela do Santíssimo, para podemos contemplar a beleza de ouro nos arcos. O restante ficará para o futuro”, adianta.

O responsável fala ainda na intenção de “abrir a torre sineira a visitas”.

“Estamos a fazer o projeto e será uma obra de recuperação grande, tornando-se posteriormente uma atração grande para o turismo e para os madeirenses”, valoriza.

A obra, cujos resultados “ultrapassaram as expetativas”, mostra agora “uma nova igreja” aberta à comunidade e a todos quantos visitam a cidade do Funchal.

 

 Fátima:

Secretariado Nacional de Liturgia publica homilias de D. Augusto César

 

 O Secretariado Nacional de Liturgia (SNL), da Igreja Católica em Portugal, informa que publicou um livro com as homilias de D. Augusto César, bispo emérito de Portalegre-Castelo Branco que está a celebrar 50 anos de ordenação episcopal.

“Estas homilias aqui reunidas tiveram um contexto celebrativo concreto, uma Palavra de Deus concreta, mas continuam vivas e a falar a quem as tomar como leitura e reflexão”, escreve D. Antonino Dias, no prefácio da nova publicação.

Na informação enviada à Agência Ecclesia, pelo SNL, o bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco assinala que D. Augusto César, “ao seu jeito, na sua linguagem e estilo, na sua alegria humilde e entusiasmo contagiante”, deixa transparecer que a Palavra de Deus que é escutada e celebrada, “é, antes de mais, por ele refletida, vivida e transmitida com saber e experiência religiosa e missionária”, sem esquecer o contexto concreto de cada assembleia celebrante.

“Ele anuncia, exorta, provoca o interesse, desperta, atualiza, faz captar a força da Palavra, hoje, nas situações concretas de cada um e pelo caminho que cada um, em Cristo e com Cristo, discerniu ser o seu em direção à santidade”, acrescenta.

O livro ‘Caritas urget – À luz da palavra de Deus’ reúne homilias do bispo emérito de Portalegre-Castelo Branco proferidas entre 2013 e 2021, em “diferentes tempos litúrgicos e circunstâncias”.

D. Augusto César começou a sua missão episcopal em Tete, Moçambique, e resignou a 9 de julho de 1976, por considerar que a nomeação de um bispo moçambicano se ajustaria melhor às circunstâncias; Em setembro de 1978, o Papa João Paulo I nomeou-o como bispo de Portalegre-Castelo Branco, onde permaneceu 26 anos, e tomou posse no dia da Solenidade de Cristo-Rei (26.11.1978).

 

Viana do Castelo:

D. João Lavrador pede valorização do dia de domingo

e «vivência comunitária»

 

D. João Lavrador pediu hoje na celebração da Ceia do Senhor a valorização do dia de domingo e a vivência “cristã em comunidade”, capaz de gerar “missão evangélica no mundo”.

“Ao longo do tempo e sobretudo nos últimos séculos foi-se separando a condição de ser cristão da sua integração numa comunidade e da consciência de participar na Eucaristia.

Podemos afirmar que é hoje um dos grandes obstáculos a vencer para uma vivência séria da fé cristã. Não se pode fazer uma verdadeira experiência cristã sem participação consciente e ativa na Eucaristia, uma autêntica família que estabelece laços de comunhão, de partilha e serviço que se distinguem no meio do mundo pelo testemunho da sua fé alicerçada no amor em Deus e aos irmãos”, afirmou o bispo de Viana do Castelo na homilia da celebração Ceia do Senhor, a que presidiu na Sé de Viana do Castelo, e enviada à Agência ECCLESIA.

O responsável lamentou a “desvalorização do domingo pela pouca formação cristã e pela deficiente evangelização”.

“Todos sabemos que as condições de vida da sociedade de hoje se alteraram de tal modo que o tempo já não é tão distinto e valorizado como em tempos antigos. Se antes o domingo era valorizado e distinto dos outros dias pela própria cultura envolvente, hoje, reclama-se de cada pessoa e de cada comunidade o aprofundamento do significado do dia de domingo, tão importante e tão humanizador”, sublinhou.

O bispo de Viana do Castelo indicou que a “Ceia Pascal” se manifesta “na revelação de Jesus Cristo” mas também “no compromisso de serviço humilde, simples e desprendido para todo aquele que se aproxime da Sua celebração”.

“Renovação e conversão” é pedida a quem é chamado a celebrar e a viver a Ceia Pascal, indicou.

De forma consciente os cristãos “colocam-se no mundo em atitude de missão evangélica em postura de serviço sobretudo aos mais pobres e excluídos”, pediu D. João Lavrador, lembrando o apelo do Papa Francisco para que se percorram caminhos “de edificação de comunidades cristãs de rosto sinodal, na comunhão, na participação e na missão”.

“O convite é dirigido a todos os batizados para que alimentados na Eucaristia, vivam de tal modo o amor fraterno que a sua comunhão eclesial seja nítida, atraente e contagiante; que o estimulo interior para uma participação ativa e consciente na comunidade se expresse na corresponsabilidade na missão evangelizadora da Igreja ao serviço da pessoa e da sociedade”, indicou.

 

Vila Real:

Padre Jorge Fernandes recorda centenário da diocese

desde a fundação, através dos seus sete

 

A Diocese de Vila Real celebrou os 100 anos da sua criação, a 20 de abril de 1922, um percurso que contou com sete bispos, como recorda à Agência ECCLESIA o padre Jorge Fernandes.

O Papa Pio XI criou a Diocese de Vila Real há 100 anos com a bula ‘Apostolicae Praedecessorum Nostrorum’, a 20 de abril de 1922, e o seu primeiro bispo, D. João Evangelista Lima Vidal, num dos “primeiros encontros, chamou a D. Manuel Vieira de Matos pai da diocese”.

O padre Jorge Fernandes escreveu, por isso, o livro ‘D. Manuel Vieira de Matos, Pai da Diocese de Vila Real’.

“Ao longo dos séculos, mas sobretudo no século XIX, houve uma reconstituição das dioceses portuguesa, já com o Papa Leão XIII. Em 1917, D. Manuel Vieira de Matos já como arcebispo de Braga, ele que era natural da nossa diocese – de Poiares da Régua – pede formalmente, em janeiro, a criação da nova diocese de Vila Real”, desenvolveu.

Segundo o autor, “o grande argumento” de D. Manuel Vieira de Matos para pedir a criação desta diocese foi o “cuidado pastoral deste território”: “O dever absoluto e divino da visita pastoral nos prazos previstos”.

O primeiro bispo de Vila Real, D. João Evangelista Lima Vidal, “foi o grande organizador”, “o instalador da diocese”, entre 1923 e 1933, criou os arciprestados, as zonas pastorais, o seminário, a cúria e a Sé, um “trabalho incansável”.

D. António Valente da Fonseca, o segundo bispo da diocese transmontana, teve o “pontificado mais longo”, entre 1933 e 1967, e deixou uma “Igreja na idade adulta”, com mais de 40 anos.

“Foi o que consolidou. Mesmo na memória das pessoas é a grande referência ainda, no sentido da presença, das visitas pastorais, as pessoas naturalmente com mais idade. Foi ele que consolidou todo esse primeiro trabalho de instalação das estruturas diocesanas”, desenvolveu o padre Jorge Fernandes.

Seguiu-se D. António Cardoso Cunha, que “participou em todas as sessões” do Concílio Vaticano II e teve como missão concretizar as suas determinações, e depois, o terceiro bispo diocesano, D. Joaquim Gonçalves, “iniciou os secretariados, estruturas pastorais”, de 1991 a 2011, deu “um grande impulso à liturgia”, às visitas pastorais, “ao mundo da cultura e da comunicação social”.

D. Amândio Tomás, bispo emérito, foi “o primeiro bispo de Vila Real natural do território da diocese”, assinala o padre Jorge Fernandes, destacando das suas intervenções “o órgão de Tubos Sinfónico da Sé”.

O atual bispo de Vila Real, D. António Augusto Azevedo, entrou solenemente no dia 30 de junho de 2019, e o seu episcopado que “está marcado pela pandemia”, uma limitação de onde também podem “tirar algumas lições”.

Segundo o padre Jorge Fernandes, o “próprio bispo está presente e tenta mobilizar as pessoas” para o centenário, com um “impulso grande e preocupação”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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