aCONTECIMENTOS eclesiais

 

 

DO MUNDO

 

A IGREJA CINCO CONTINENTES

 

 

EUROPA

 

Ucrânia:

Comissões Justiça e Paz Europa

defendem investigação a «todos os crimes de guerra

e violações do direito humanitário internacional»

 

  Os secretários-gerais das Comissões Justiça e Paz Europa apelaram, em comunicado conjunto, a uma investigação de “todos os crimes de guerra e violações do direito humanitário internacional” na guerra da Ucrânia.

“Uma paz justa não pode ser estabelecida privando a vítima dos seus direitos e recompensando o agressor por violar os princípios fundamentais do direito internacional”, refere o texto, enviado hoje â Agência Ecclesia pela Comissão Nacional Justiça e Paz de Portugal.

A nota, intitulada “A Paz é o fruto da Justiça”, surge após o encontro dos responsáveis católicos que decorreu em Szombathely (Hungria)

“Reafirmamos, no contexto dos nossos valores e convicções cristãs, que alguns princípios não são negociáveis, em particular o respeito pela dignidade de cada ser humano, os direitos humanos universais e indivisíveis e o imperativo da não agressão, que é a base da coexistência pacífica”, pode ler-se.

A guerra diz que a guerra iniciada pela Rússia a 24 de fevereiro constitui uma “invasão, brutal e não declarada”.

O texto aborda o direito individual e coletivo à “autodefesa”, considerando que o mesmo inclui a possibilidade de “solicitar o apoio de terceiros para assegurar a sua defesa”.

Da nossa perspetiva, portanto, o direito da Ucrânia a defender-se é indiscutível e todas os fornecimentos de armas que permitam a sua defesa no quadro dos imperativos da proporcionalidade e do direito humanitário internacional são legítimos”.

A Comissão Executiva e os secretários-gerais nacionais da Justiça e Paz Europa advertem, contudo que “os meios militares, por si só, não podem trazer uma paz duradoura” e “acarretam grandes riscos de escalada”.

“É, portanto, essencial evitar a retórica da guerra e manter os esforços diplomáticos através de vários canais e multilaterais. Além disso, as decisões sobre fornecimento de armas devem ser, estritamente, um último recurso e baseadas nos direitos humanos e princípios humanitários”, indicam.

Os secretários-gerais dos organismos católicos lamentam que a Europa tenha “ignorado” os avisos de vários países vizinhos da Rússia sobre a “ameaça de agressão” e falhado na implementação de “mecanismos conjuntos e eficazes de desarmamento e controlo global do armamento”.

A nota lamenta ainda a “dependência de combustíveis fósseis, incluindo os russos”.

“Por estas falhas, pedimos expressamente desculpa aos nossos irmãos e irmãs da Ucrânia, e não só. É nossa responsabilidade individual e coletiva mudar esta linha de ação tão rápida e consistentemente quanto possível”, sustenta o documento.

A posição conjunta conclui-se com uma reflexão em 11 pontos, que aponta ao pós-guerra e a uma “Ucrânia livre, segura e independente nas suas fronteiras internacionalmente reconhecidas”, evocando ainda as “pessoas e regiões do mundo mais afetadas pelo acentuar da crise alimentar mundial”.

 

 

Alemanha:

Encontro anual do Comité Católico Internacional

para os Ciganos centrado na «hospitalidade mútua»

 

A Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC), organismo da Conferência Episcopal Portuguesa, participou no encontro anual do Comité Católico Internacional para os Ciganos (CCIT), na Baviera (Alemanha), e que teve como tema ‘a hospitalidade mútua’.

“O CCIT vive a dimensão da espiritualidade do acolhimento, que permite construir uma relação de amizade baseada num verdadeiro intercâmbio, em pé de igualdade entre Ciganos e Gadgé.  Esforça-se por manifestar e por viver a mensagem do Evangelho que encoraja a acolher os outros, sobretudo aqueles que são os mais frágeis na sociedade, como ‘encarnações vivas de Cristo’”, assinalou o cardeal Michael Czerny, presidente interino do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé), numa mensagem ao encontro, divulgou hoje a ONPC, no jornal ‘Caravana’.

Na informação enviada à Agência Ecclesia, o diretor-executivo da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, Francisco Monteiro, recorda que aquele responsável assinalou que os membros do Comité Católico Internacional para os Ciganos “esforçam-se por construir pontes entre dois mundos culturais diferentes”, na tentativa de construir uma comunidade em que “a hospitalidade e a fraternidade cristãs universais que são proclamadas se tornem verdadeiramente realidade”.

 ‘Somos Ciganos e estamos sedentos de hospitalidade’ foi o tema da conferência principal do encontro, apresentada pelo anterior secretário-geral do Dicastério para o Desenvolvimento Integral, monsenhor Bruno Marie Duffé, especialista em Doutrina Social da Igreja, que recordou os quatro verbos do Papa Francisco: “Acolher, proteger, promover, integrar”.

No editorial de ‘Lições, reconhecimento’, o diretor-executivo da Obra da Pastoral dos Ciganos, setor da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, também alerta para a realidade do acolhimento, através da tentativa do desalojamento de uma família cigana do “acampamento em que sobrevivia”.

 

Ucrânia:

Seminário de Vorzel foi «danificado e saqueado»

e vai reabrir com o apoio da Fundação AIS

 

O seminário ucraniano de Vorzel, a 30 quilómetros de Kiev, vai reabrir, em setembro, com o apoio da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), depois de ter sido “danificado pelas tropas russas”, e saqueado, no início da guerra.

“Levaram tudo o que podiam. Utensílios de cozinha, máquinas de lavar roupa, computadores e aparelhos de ar condicionado. Os quartos dos seminários foram saqueados e levaram artigos litúrgicos, incluindo um cálice doado por São João Paulo II, quando visitou a Ucrânia em 2001”, disse o reitor do seminário, o padre Ruslan Mykhalkiv.

Segundo o sacerdote, citado pela AIS, depois dos militares russos, os habitantes locais também entraram no recinto do seminário e “levaram o resto, o que é compreensível” porque “não tinham nada para comer”.

Na informação enviada hoje à Agência ECCLESIA, o secretariado português da AIS explica que a fundação pontifícia “assumiu a cobertura dos custos para a reabilitação do edifício” do Seminário do Sagrado Coração de Vorzel, “que foi atingido por dois mísseis”, e para comprar os móveis e de equipamentos que “foram roubados”, após a visita de uma equipa da organização e de uma reunião com o reitor do seminário.

Os 25 estudantes, professores e funcionários saíram da instituição a 25 de fevereiro, um dia depois de começar a invasão dos militares russos, e com o reitor procuraram refúgio numa aldeia próxima; Depois foram acolhidos noutro seminário no centro da Ucrânia.

A responsável de projetos da AIS na Ucrânia recordou que, desde o início da guerra, têm “dado todo o apoio à Igreja local de ambos os ritos – latino e greco-católico”.

“Primeiro, com apoio de emergência nas zonas de guerra, e para refugiados no oeste do país. Graças aos nossos benfeitores, temos vindo a financiar os custos de transporte, veículos e as atividades extraordinárias de padres e religiosos nos territórios afetados”, explicou.

Segundo Magda Kaczmarek, numa segunda fase, têm ajudado as paróquias e mosteiros na Ucrânia que “abriram as portas aos refugiados, dando-lhes apoio material e espiritual”, e, depois, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre quer “ajudar a reparar os danos”, numa terceira fase.

No seminário de Vorzel já começaram os trabalhos para a recuperação do abastecimento de água, gás e eletricidade que foram também danificados.

 

 

ÁSIA

 

Líbano:

Há famílias que já “não conseguem dar de comer” aos filhos,

afirma diretora da Fundação AIS

 

A diretora da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS) em Portugal visitou Beirute (Líbano) e ficou impressionada ao ver “tantas famílias que já não conseguem dar de comer aos filhos”.

“O que mais me chocou foi o desespero das pessoas e ver tantas famílias que caíram na pobreza, tantas famílias que já não conseguem dar de comer aos seus filhos, sem a ajuda da Igreja ou de instituições de solidariedade”, disse Catarina Martins de Bettencourt num comunicado enviado à Agência Ecclesia.

Numa visita de quatro dias, a responsável do secretariado português da FAIS acentuou que “o país está como que completamente destruído, em colapso, é o falhanço do Estado nos seus pilares essenciais”.

As pessoas “não conseguem pagar as suas despesas”, diz Catarina Martins de Bettencourt, procurando fazer um retrato do Líbano, que atravessa, desde há dois anos, uma das “mais profundas crises da sua história com o colapso do sistema bancário, com uma inflação elevadíssima que reduziu quase a cinzas as poupanças das famílias”, lê-se.

O resultado, diz a responsável do secretariado português da Ajuda à Igreja que Sofre, “é brutal” e “as pessoas estão desesperadas, estão sem esperança”, acrescenta.

Durante a viagem, que levou a equipa da Fundação AIS não só à capital libanesa mas também ao Vale Sagrado, na zona noroeste do país, e a Deir Al-Qhmar, junto à fronteira com a Síria, “foi possível escutar os lamentos dos que passaram a precisar de ajuda para sobreviver no dia-a-dia”, refere a nota.

“Todas as pessoas com quem nos encontrámos deram-nos a visão de um país que colapsou”.

Uma das consequências “mais dramáticas da crise é a fuga das populações” porque “todos os dias saem pessoas do Líbano”, explica a diretora da Fundação AIS.

Em resultado desta visita, em que Catarina Martins de Bettencourt esteve acompanhada por diretores de outros secretariados nacionais, foi decidido reforçar o compromisso da Fundação AIS para com a igreja local no apoio às comunidades cristãs, nomeadamente nas áreas da saúde e educação mas também no apoio social para a distribuição de cabazes alimentares, medicamentos e outros bens de primeira necessidade que se tornaram proibitivos para a maioria da população.

“O Líbano vai precisar muito da nossa ajuda”, completa em Catarina Bettencourt.

 

Paquistão:

D. Sebastian Francis Shaw dá testemunho

sobre a situação dos Direitos Humanos dos cristãos

 

O Arcebispo de Lahore (Paquistão), D. Sebastian Francis Shaw, deu testemunho, no Santuário de Cristo Rei (Almada – Setúbal) sobre a situação dos cristãos naquele país.

A conferência deste membro do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso, organismo da Santa Sé, surge no contexto do relatório da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS) «Oiçam os gritos delas», refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

Este documento revela uma realidade “escondida da opinião pública mundial: a dos raptos e conversões forçadas, perseguição e violações de raparigas cristãs no Paquistão, Nigéria, Egipto, Iraque, Síria, Moçambique”.

Os cristãos paquistaneses “são pouco mais de dois milhões” numa população de 175 milhões de habitantes, “na sua esmagadora maioria muçulmanos”.

Apesar das dificuldades que enfrentam, o Arcebispo de Lahore sublinha que “os católicos do seu país servem o progresso do Paquistão”, trabalhando para todas as pessoas com escolas e hospitais, por exemplo.

E relembra também as “boas relações entre paquistaneses e portugueses, testemunhando um legado também de fé, visível na devoção a Santo António de Lisboa, a Nossa Senhora de Fátima ou na forte presença de uma comunidade católica vinda de Goa, na vizinha Índia”.

 

China:

Vaticano manifesta preocupação após detenção de cardeal em Hong Kong

 

O secretário de Estado do Vaticano lamentou em 13 de maio a detenção do cardeal Joseph Zen Ze-kiun, em Hong Kong, que seria libertado após algumas horas de detenção, sob a acusação de colaborar com forças estrangeiras.

“Lamento muito esta questão e desejo manifestar a minha proximidade ao cardeal Zen que foi libertado e bem tratado”, referiu o cardeal Pietro Parolin, em Roma, falando aos jornalistas à margem de um evento dedicado ao Papa João Paulo I.

O colaborador mais direto do Papa disse esperar que estes acontecimentos “não venham a complicar o já complexo e longe de ser um caminho fácil de diálogo entre a Santa Sé e a Igreja na China”.

A polícia de Hong Kong deteve o cardeal Zen esta semana, sob a acusação de “conluio com forças estrangeiras”, como administrador de um fundo para apoiar manifestantes pró-democracia em custos legais e de saúde.

O cardeal salesiano foi um dos administradores da organização, fundada em 2019 e dissolvida em outubro de 2021.

A Igreja Católica local manifestou-se “extremamente preocupada com as condições e segurança” do cardeal, de 90 anos, que foi libertado sob fiança.

A detenção do responsável, que de 2002 a 2009 foi bispo católico de Hong Kong, foi alvo de reparos do Vaticano.

“A Santa Sé tomou conhecimento, com preocupação, da notícia da prisão do cardeal Zen e está acompanhando a evolução da situação com extrema atenção”, referiu na tarde desta quarta-feira o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, em resposta às perguntas dos jornalistas.

Em outubro de 2020, a Santa Sé e a República Popular da China anunciaram a renovação do acordo assinado em outubro de 2018 sobre a nomeação de bispos católicos no país asiático.

 

Índia:

Mais de 100 episódios de violência contra os cristãos

 

A Índia tem visto aumentar os episódios de violência contra cristãos no país, tendo já sido registados pelo menos 127 episódios de violência só este ano. Os dados foram revelados num relatório do United Christian Forum (UCF), uma organização com sede em Nova Deli. No documento, refere-se que “os seguidores de Jesus ainda são perseguidos hoje em algumas partes do mundo, incluindo a Índia, onde grupos de pessoas espalham ódio contra as minorias procurando obter benefícios políticos”. Os dados obtidos são indicativos até ao da 15 de Abril e referem-se às queixas registadas numa linha telefónica criada precisamente para a monitorização de situações de perseguição aos cristãos na Índia.

Segundo A.C. Michael, coordenador nacional do UCF, citado pela agência de notícias Fides, “a perseguição aos cristãos na Índia está a intensificar-se, levando a uma violência sistemática e cuidadosamente orquestrada contra os cristãos, também com o recurso às redes sociais, que são usadas para espalhar a desinformação e fomentar o ódio”.

Esta onda de violência tem vindo a ganhar uma expressão cada vez mais preocupante desde 2014, quando o partido nacionalista hindu Bharatiya Janata chegou a poder.

Em Janeiro deste ano, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) dava conta da detenção, pela polícia de Jhabua, no estado de Madhya Pradesh, do Pe. Jam Singh Dindore sob a acusação de que estaria a promover a conversão de populações locais ao cristianismo. Segundo as autoridades, o sacerdote, juntamente com mais algumas pessoas, estaria a oferecer tratamento médico gratuito em hospitais da Igreja assim como ensino escolar aos habitantes locais, na sua maioria pertencentes às chamadas comunidades tribais.

A pandemia veio piorar a situação junto das comunidades mais pobres, e, em virtude disso, a Fundação AIS anunciou um novo pacote de ajudas de cinco milhões de euros para “auxiliar a Igreja no apoio aos cristãos face à dimensão por vezes brutal deste problema”. Esta ajuda, afirma a fundação, permitiu “ajudar à subsistência de sacerdotes e religiosas, assim como catequistas e suas famílias, em mais de 140 dioceses da Índia que estavam numa situação de particular dificuldade por causa das consequências da crise pandémica”. Em 2022

Índia: Mais de 100 episódios de violência contra os cristãos

 

 

 

ÁFRICA

 

Nigéria:

Ajuda à Igreja que Sofre condenou ataque «bárbaro»

que vitimou estudante cristã Deborah Yakubu

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) condenou o ataque “bárbaro” à estudante cristã Deborah Yakubu, que foi apedrejada e queimada até à morte por colegas no Colégio Shehu Shagari, em Sokoto, na Nigéria, acusada de blasfémia.

Uma jovem estudante cristã, foi apedrejada e queimada até à morte, por colegas no Colégio Shehu Shagari, em Sokoto (Nigéria), a dia 12 de maio, por alegadamente ter enviado mensagens com carácter blasfemo durante o Ramadão, através do WhatsApp,

Thomas Heine-Geldern afirmou que este ataque “bárbaro” revela que se atingiu um “nível de extremismo e violência absolutamente aterradores” na Nigéria, e lembrou que “quase todas as semanas” têm notícias de raptos e dezenas de mortos, mas “este ato bárbaro deixa-nos sem palavras”.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre adianta que a escola onde estudava Deborah Yakubu foi mandada encerrar pelas autoridades do estado de Sokoto, e recorda que, desde 1999, doze estados do norte da Nigéria adotaram códigos legais baseados na ‘Sharia’ (a lei islâmica) que “funcionam em paralelo com os tribunais seculares” e muitas leis incluem “pesadas penas por blasfémia, incluindo a morte”.

“O extremismo religioso que conhecemos tão bem do Boko Haram, e que tem causado tantas vítimas inocentes, parece estar a espalhar-se e a polarizar uma parte cada vez maior da sociedade. Existe uma grave crise de liberdade religiosa, que não é apenas causada por terroristas”, desenvolveu o presidente executivo internacional da fundação pontifícia AIS.

Thomas Heine-Geldern considera que o governo nigeriano “deve refletir profundamente” para onde esta violência está a arrastar o país, “e como pode defender os direitos de todos os seus cidadãos”.

O bispo católico de Sokoto, D. Matthew Hassan Kukah, incentivou o governo local a investigar este caso e a levar os responsáveis à justiça, e a Associação Cristã da Nigéria convocou um protesto pacífico, para pedir o fim da violência, para a tarde do próximo domingo, dia 22 de maio.

No dia 14 de maio, as autoridades de Sokoto decretaram um recolher obrigatório de 24 horas por causa da violência de grupos de jovens muçulmanos e, segundo a diocese católica registaram-se ataques a igrejas, como a Catedral da Sagrada Família, em Bello Way.

A Fundação AIS recorda que diversos sacerdotes e religiosas também têm sido atacados e raptados na Nigéria: No mesmo dia 12 de maio denunciou o assassinato do padre Joseph Aketeh Bako, de 48 anos, depois de ter sido raptado na residência paroquial na igreja de São João, em Kudena; em março os padres Felix Zakari Fidson e Leo Ozigi foram raptados e libertados, bem como quatro freiras num mosteiro beneditino atacado por homens armados.

 

 

Líbia:

Hospital pediátrico pronto para receber 25 crianças da Líbia

 

O hospital pediátrico Bambino Gesù, em Roma, está preparado para receber 25 crianças da Líbia, com doenças onco-hematológicas, fruto de uma parceria com a Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS).

“Os pequenos pacientes vão juntar-se a outros 12, do mesmo país, com doenças onco-hematológicas que já estavam no Hospital, conhecido como Hospital do Papa”, informou a Santa Sé.

A iniciativa faz parte de um projeto de cooperação italiana que envolve o Ministério das Relações Exteriores através da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS) e as crianças podem ser “acompanhadas por um dos pais ou pelo tutor legal”.

“Os pequenos pacientes vão receber cuidados médicos, assistência social e psicológica, e poderão seguir cursos educacionais adaptados às suas necessidades. A presença de mediadores culturais de língua árabe irá facilitar a comunicação entre eles, suas famílias e os agentes de saúde”, pode ler-se.

Mariella Enoc, presidente do Hospital Infantil Bambino Gesù, declarou que, “embora conflitos sem sentido e sangrentos, desastres climáticos e aumento da pobreza estejam a ter seus efeitos sobre os menores e mais indefesos, sentimos um renovado senso de urgência e a responsabilidade de oferecer disponibilidade aos ‘filhos do mundo’ que precisam de nossa capacidade de cuidado e acolhimento”.

 

 

AMÉRICA

 

Honduras:

Documentário apresenta percurso de semana religiosa

que ajudou cerca de 90 mil crianças

na causa de Beatificação de uma religiosa

 

D. Óscar Maradiaga, cardeal hondurenho, está a recolher testemunhos para a causa de beatificação da irmã Maria Rosa Leggol

O Vaticano recebeu a apresentação do documentário ‘With This Light’ (Com Esta Luz), sobre o trabalho da irmã Maria Rosa Leggol, que ajudou quase 90 mil crianças nas Honduras, e criou lares, escolas e empregos.

“Ela realizou tantos projetos em 70 anos de serviço que tentamos fazer uma lista completa e não conseguimos”, disse a codiretora do filme, Nicole Bernardi-Reis, divulga o portal ‘Vatican News’.

A irmã Maria Rosa Leggol fundou o primeiro orfanato em 1964, dois anos depois foi lançada a organização sem fins lucrativos ‘Sociedad Amigos de los Niños’ (SAN), e a partir destas primeiras experiências surgiram mais de 500 casas na América Latina.

A religiosa franciscana, apelidada de “Madre Teresa” das Honduras, ajudou quase 90 mil crianças deste país a fugir da pobreza e do abuso, criou empregos para os seus parentes e comunidades, com uma variedade de programas empresariais e educacionais que “eram visionários na época”.

Os projetos da irmã Maria Rosa Leggol também promoveram o cuidado da saúde para essas pessoas vulneráveis.

A codiretora do documentário salientou que a religiosa sentia que as pessoas “precisavam não só ser cuidadas, mas também ter dignidade”.

Nicole Bernardi-Reis exemplifica que a “Madre Teresa” das Honduras fundou um abrigo para crianças doentes de sida, em 2001, criou uma escola feminina inovadora para “algumas das mulheres mais pobres de Honduras, ensinando o princípio da igualdade de oportunidades para as mulheres”.

“Em 2019, aos 91 anos de idade, ainda estava a criar empregos. Pensava constantemente quais eram as necessidades das pessoas e providenciava-as”, acrescentou, realçando que muitas pessoas das Honduras envolveram-se neste projeto, o que “foi fundamental para fazer o filme-documentário”.

 

 

Colômbia:

Colombianos marcham em mais de 70 cidades

para defender a vida e repudiar o aborto

 

Em 30 de abril centenas de milhares de pessoas vestidas de azul celeste e com cartazes e bandeiras marcharam em mais de 70 cidades da Colômbia para defender a vida da criança por nascer, dizendo não ao aborto.

Jesús Magaña, presidente dos Unidos pela Vida, plataforma que organizou o evento, indicou a ACI Prensa que assistiram umas 200 mil pessoas às marchas em 78 cidades.

Em Bogotá, a marcha começou às 10:00 da manhã no Parque Nacional e acabou com uma grande concentração na Plaza de Bolívar. Outras importantes cidades que participaram foram Cali, Medellín, Barranquilla, Cartagena, Bucaramanga, Pereira e Manizales.

 

 

OCEÂNIA

 

Filipinas:

Papa envia mensagem a vítimas da tempestade Megi

 

O Papa enviou uma mensagem às vítimas da tempestade Megi, que atingiu o país asiático, causando pelo menos 80 mortes, manifestando o seu pesar e “solidariedade”.

O texto, enviado através do secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, assegura as orações de Francisco pelos mortos, feridos e desalojados, e por todos os envolvidos nos esforços de socorro.

Filipinas lideram lista de países com mais batismos católicos.

As Filipinas lideram a lista dos países com mais batismos católicos no mundo, pelo segundo ano consecutivo. A nação asiática é seguida pelo México, em segundo lugar, e pelo Brasil, em terceiro.

Dom Charles John Brown, núncio apostólico nas Filipinas, confirmou que o país permanece na liderança em batismos católicos com base na última atualização das estatísticas da Igreja. Os números foram divulgados em 2022, mas se referem a 2020, porque aquele é o ano mais recente com todos os dados já consolidados. A informação detalhada está disponível no Annuarium Statisticum Ecclesiae (Anuário Estatístico da Igreja).

 

 

Timor-Leste:

«O futuro do povo timorense começa a 20 de maio,

20 anos depois» – Irmã Cristina Macrino

 

A irmã Cristina Macrino, Religiosa Reparadora de Nossa Senhora de Fátima, em missão em Timor-Leste há 10 anos, disse à Agência Ecclesia que o “futuro do povo timorense começa a partir de 20 de maio, 20 anos depois”.

 “O futuro do povo timorense começa a partir de 20 de maio, 20 anos depois, e desejo que seja um futuro mais promissor. Tem grande impacto a mudança de presidente aqui na vida quotidiana porque é algo que influencia as nossas vidas: o governo timorense, por exemplo, tem esta grande graça de ajudar as instituições de solidariedade social, como o nosso projeto das crianças”, explica a religiosa.

Enfermeira de formação, a irmã Cristina Macrino aponta que na área da saúde há “um longo caminho a fazer”.

“Nas regiões mais remotas, há falta de muitas coisas, seja água potável, nutrição e, com a situação da Covid-19, ainda foi pior, e a falta de medicamentos aumentou a gravidade da tuberculose, uma das maiores causas de morte em Timor”.

A religiosa partilhou ainda que a congregação tem uma clínica a três horas e meia da capital e, “ao acompanhar e encaminhar as pessoas para o hospital”, deparam-se com “a escassez de entrada de medicamentos no país”.

“Se escasseia a medicação também escasseia a possibilidade de ajuda às pessoas e aqui a área da saúde precisa de um futuro mais promissor”, aponta.

Outra das áreas que a irmã Cristina Macrino denota uma evolução é a formação na Língua Portuguesa, “que nestes 10 anos passou de 12% para 35% de falantes”.

Para a religiosa, responsável pelas três comunidades da congregação em Díli, “há uma grande esperança de uma reforma na educação”.

“Sinto que há uma grande esperança ao nível da educação para que haja uma grande reforma. Os jovens acabam o 12º ano e sabem muito pouco”, partilha em declarações com a Agência Ecclesia.

Também ao nível da saúde a religiosa aponta que gostava de ver mais humanização.

“Sinto que houve progresso nesta área, mas são precisas novas infraestruturas e é necessário a formação, nomeadamente a humanização nos cuidados, porque muitas das pessoas não vão ao médico porque têm medo”.

A congregação, que tem dois infantários e apoio de ATL, lida “diretamente com a vida das famílias” e a irmã Teresa Costa aponta “que há muito a fazer”.

“Na área social há muito a fazer! Aponto novamente o humanismo, ao nível social é preciso interesse, é necessário investir muito para que se faça alguma coisa, seja na área de pobreza ou maus tratos. É preciso interessar-se pelas causas… Mas há outro grande problema: são as pessoas com doença mental que não têm acompanhamento, porque não há conhecimento nem cuidados, e essas pessoas às vezes nem estão medicadas”, reconhece a religiosa de 43 anos.

No entanto a irmã Teresa Costa sente o povo timorense como “muito alegre e de grande acolhimento”, com grande resiliência perante o que já passaram, e há a “esperança nos mais jovens”.

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial