aCONTECIMENTOS eclesiais

 

DA SANTA SÉ

 

 

Papa:

Referindo-se ao Ensino Superior,

 afirma que uma formação universitária humana e universal

«é, na prática, o horizonte da paz»

 

O Papa disse no Vaticano que uma formação universitária humana e universal é “o horizonte da paz”, falando aos reitores de treze universidades públicas e privadas da região italiana do Lácio.

Francisco alertou para “o legado universitário do Iluminismo”, que algumas universidades carregam, “que é encher a cabeça de ideias”, e afirmou que se deve “educar com a linguagem da cabeça, do coração e das mãos, e assim se cresce na sociedade”.

“Este, na prática, é o horizonte da paz que hoje justamente reivindicamos e pela qual rezamos intensamente e, portanto, de um desenvolvimento verdadeiro e integral, que não pode ser construído senão com sentido crítico, liberdade, confronto saudável e diálogo. E essas quatro coisas não podem ser feitas sem liberdade”, desenvolveu, assinalando que é a base da própria ideia de Universidade e do papel que a instituição “não pode deixar de ter, para além das barreiras e fronteiras”.

Francisco alertou que estas situações podem levar as gerações mais jovens a um “clima de desânimo e desorientação, perda de confiança” e de “indiferença”, o que é “pior”.

“Os jovens não aceitam isso, e chamam-nos às nossas responsabilidades”, afirmou.

A intervenção destacou a importância de “escutar” os alunos e os colegas, por parte dos professores nas universidades, desejando que “nunca lhes falte a vontade”.

“Para escutar as realidades sociais e institucionais, as próximas e as globais, porque a universidade não tem fronteiras: o saber, a pesquisa, o diálogo e o confronto não podem deixar de superar todas as barreiras e em todos os setores”, desenvolveu Francisco.

O Papa desejou também que exista “a coragem da imaginação e do investimento, para um desenvolvimento humano da pesquisa”, para formar jovens capazes de trazer algo novo ao mundo do trabalho e da sociedade, e “treiná-los no respeito”, por eles, pelos outros e pela criação e pelo criador.

Neste encontro, Francisco destacou também o Pacto Educativo Global, “projeto de trabalho conjunto global”, e o Documento sobre a Fraternidade Humana, “assinando neste espírito”, a 4 de fevereiro de 2019, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

 

 

Papa:

aos sacerdotes: sejam misericordiosos, grandes perdoadores

 

Quinhentos anos após a eleição do Papa Adriano VI, Francisco recordou seu exemplo de vida, falando à comunidade do Pontifício Instituto Teutônico de Nossa Senhora da Alma, em Roma. Recordando o trabalho de seu predecessor exortou: o sacerdote deve ser misericordioso e homem de paz.

O Papa Francisco recebeu em audiência, no Vaticano, nesta quinta-feira (07/04), a comunidade do Pontifício Instituto Teutônico de Nossa Senhora da Alma, em Roma, por ocasião dos 500 anos da eleição de Adriano VI, penúltimo Papa proveniente do mundo germânico, sepultado na igreja do Pontifício Instituto Teutônico de Nossa Senhora da Alma.

Adriano Florensz nasceu em Utrecht, Países Baixos, que fazia parte do Sacro Império da Nação Alemã. Recebeu uma excelente educação na Universidade de Leuven. Foi tutor do futuro Imperador Carlos V e depois de realizar importantes tarefas eclesiásticas e políticas, foi elevado aos mais altos cargos e criado cardeal em 1517. Quando a notícia de sua eleição como Bispo de Roma chegou até ele, primeiramente hesitou, mas por um senso de dever por fim aceitou.

Segundo o Papa Francisco, "em seu breve pontificado, que durou pouco mais de um ano", Adriano VI "procurou sobretudo a reconciliação na Igreja e no mundo, pondo em prática as palavras de São Paulo segundo as quais Deus confiou aos Apóstolos o ministério da reconciliação". O Papa Adriano "enviou o Núncio Chieregati à Dieta de Nuremberg para reconciliar Lutero e seus seguidores com a Igreja, pedindo expressamente perdão pelos pecados dos prelados da Cúria Romana".

Crescer na vocação de servos de Cristo

Francisco disse ainda em seu discurso que "na esfera política, superando muita resistência, ele se esforçou para chegar a um entendimento entre as duas potências vizinhas, o rei Francisco I da França e o imperador Carlos V de Habsburgo, também para que juntos pudessem deter os projetos cada vez mais ameaçadores de conquista pelo exército otomano. Infelizmente, o Papa Adriano, devido à sua morte prematura, não conseguiu concluir nenhum desses projetos. No entanto, seu testemunho de trabalhador destemido e incansável pela fé, justiça e paz permanece vivo na memória da Igreja".

Queridos irmãos e irmãs, que o exemplo da vida e do trabalho do Papa Adriano os estimule a crescer em sua vocação de servos de Cristo. Que o Senhor os sustente em seu ministério e os leve a uma fé cada vez mais enraizada em seu amor, vivida com alegria e dedicação.

O trabalho do confessor é perdoar, não torturar

Pensando na preocupação do Papa Adriano VI com a promoção da concórdia e da reconciliação, Francisco exortou os membros do Pontifício Instituto Teutônico de Nossa Senhora da Alma a seguirem seus passos, especialmente no serem ministros do Sacramento da Penitência.

Isto é importante: o trabalho do confessor é perdoar, não torturar. Sejam misericordiosos, grandes perdoadores, a Igreja quer vocês assim. Isto significa dedicar tempo para ouvir as confissões, e fazê-lo bem, com amor, com sabedoria, com muita misericórdia. Mas não apenas isso. Este ministério também envolve pregação, catequese, acompanhamento espiritual; e requer, antes de tudo - como sempre - testemunho. Para ser um bom servo do perdão de Cristo, um sacerdote deve saber perdoar os outros, deve ser misericordioso em seus relacionamentos, ser um homem de paz, de comunhão. Que Nossa Senhora os ajude nisso.

 

Vaticano:

Secretário particular diz que Bento XVI

«está fisicamente fraco e frágil, mas bastante lúcido»

 

Bento XVI assinala hoje o seu 95.º aniversário, e o seu secretário particular, o arcebispo Georg Gänswein, explica que o Papa emérito “está fisicamente fraco e frágil, mas bastante lúcido”.

“O Papa Emérito está de bom humor, é claro fisicamente está relativamente fraco e frágil, mas bastante lúcido”, disse o secretário pessoal de Bento XVI, à Rádio Horeb de Munique, divulga o portal ‘Vatican News’.

D. Georg Gänswein adiantou que 95 anos é uma idade importante, mas não há uma festa porque o Sábado Santo “é o dia que expressa o descanso sepulcral de Cristo”, e descanso para o domingo de Páscoa, mas “haverá uma celebração litúrgica”.

Segundo o arcebispo alemão, o Papa emérito também “não celebra a Páscoa como celebrante principal”, porque “não tem força para se levantar” constantemente “e não tem força na sua voz”, mas “segue a liturgia, concelebra, com grande ênfase interior”.

“Ele tira também novas forças dela, dia após dia, para sua vida”, salientou.

O secretário pessoal de Bento XVI adiantou que durante a semana da Páscoa “delegações menores e algumas pessoas” vão apresentar as “suas felicitações”, lembrando que o Papa Francisco já visitou o Papa emérito, no Mosteiro Mater Ecclesiae, na quarta-feira, no dia 13 de abril.

“Depois de uma conversa curta e afetuosa, e depois de terem rezado juntos, o Papa Francisco voltou à Casa de Santa Marta”, informou a Sala de Imprensa da Santa Sé, numa nota enviada aos jornalistas; O portal ‘Vatican News’ refere que o atual Papa visita Bento XVI por altura da Páscoa e do Natal, desde o início do pontificado, em 2013.

O ‘Mater Ecclesiae’ é um mosteiro nos jardins do Vaticano, onde o Papa emérito vive desde maio de 2013, três meses depois da sua renúncia ao pontificado, assistido pelo seu secretário particular e um grupo de leigas da associação ‘Memores Domini’.

D. Georg Gänswein assinala que, em geral, a rotina diária de Bento XVI, no mosteiro “não mudou desde que o Papa se tornou Emérito”: “Começa sempre com a parte mais importante do dia, de manhã cedo, ou seja, a Santa Missa e as orações do Breviário. Depois é hora do café da manhã e de uma pausa”.

Depois, Bento XVI dedica-se à correspondência e às leituras da manhã, pode haver espaço para a música, até a hora do almoço”, e de tarde, um breve descanso, pode receber a visita de pessoas; Não falta uma “pequena caminhada nos Jardins do Vaticano, com a recitação do Terço, mas sentados”, e o dia termina depois do jantar, com o telejornal em italiano e a “oração da noite”.

Joseph Ratzinger nasceu em Marktl am Inn (Alemanha), no dia 16 de abril de 1927, um Sábado Santo, tal como acontece em 2022, e passou a sua infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da Áustria.

Juntamente com o seu irmão Georg, foi ordenado padre a 29 de junho de 1951; dois anos depois, doutorou-se em teologia com a tese ‘Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho’.

No dia 19 de abril de 2005 foi eleito como o 265.º Papa, sucedendo a João Paulo II; a 11 de fevereiro de 2013, Dia Mundial do Doente e memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, anunciou a renúncia ao pontificado, com efeitos a partir do dia 28 do mesmo mês, uma decisão inédita em quase 600 anos de história na Igreja Católica.

 

Vaticano:

Papa denuncia trabalho e prostituição infantil

 

O Papa denunciou hoje a exploração de menores, numa mensagem dirigida aos participantes na 5ª Conferência Global sobre a Erradicação do Trabalho Infantil, que decorre em Durban, África do Sul.

“A pobreza é a mãe de toda a exploração. A miséria que acompanha a ausência de proteção dos direitos elementares é o abismo em que caem milhões de pessoas todos os anos, começando por aqueles que não se sabem defender”, escreve Francisco, numa intervenção divulgada pelo portal de notícias do Vaticano.

O texto evoca as crianças que se encontram a “lavrar os campos, trabalhar nas minas, percorrendo grandes distâncias para tirar água e realizando trabalhos que os impedem de frequentar a escola, sem falar do crime da prostituição infantil”.

O Papa pede que os responsáveis internacionais lutem contra estes fenómenos “de forma resoluta, conjunta e decidida”.

Dirigindo-se à Organização Internacional do Trabalho (OIT), Francisco intercede pelos “milhões de meninas e meninos” condenados “a uma vida de empobrecimento económico e cultural”.

A mensagem fala numa “tragédia” agravada nos últimos anos, “pelo impacto da crise global da saúde e pela difusão da pobreza extrema em muitas partes do mundo”.

Evocando as “mãos muito pequenas” obrigadas a fazer o que nenhuma criança deveria, o Papa pede um “compromisso maior” para combater “as causas estruturais da pobreza global e a desigualdade escandalosa que continua a existir entre os membros da família humana”.

As últimas estimativas globais divulgadas pela OIT e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em junho de 2021, indicam que 160 milhões de crianças no mundo ainda trabalham e, entre estas, 79 milhões foram encontrados a desenvolver trabalhos perigosos.

 

Papa:

determina que um religioso que não é padre pode ser superior de um instituto

 

O Papa Francisco estabeleceu que um religioso, mesmo sem ser sacerdote, pode ser nomeado superior-geral ou local de um instituto religioso, após avaliação do Dicastério para a Vida Consagrada, num reescrito publicado esta quarta-feira, dia 18 de maio.

O Papa indica que o “não clérigo de um instituto de vida consagrada ou de uma sociedade de vida apostólica clerical de direito pontifício é nomeado superior local pelo moderador supremo com o consentimento do seu conselho”, no rescrito sobre a derrogação do cânone 588 §2 do Catecismo da Igreja Católica, publicado hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

No documento, com quatro artigos, Francisco explica que o não clérigo de um instituto de vida consagrada ou de uma sociedade clerical de vida apostólica de direito pontifício é nomeado superior maior, “depois de ter obtido licença escrita da Congregação para os Institutos de vida consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, “a pedido do moderador supremo, com o consentimento do conselho”.

O breve ‘Rescriptum ex audientia’ foi publicado no contexto da audiência que o Papa concedeu ao cardeal João Braz de Aviz e a D. José Rodríguez Carballo, respetivamente prefeito e secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, no dia 11 de fevereiro.

Francisco concedeu à congregação da Santa Sé “a faculdade de autorizar, a seu critério e em casos particulares, aos associados não clericais a atribuição do ofício de Superior Maior em institutos religiosos de direito pontifício e nas sociedades clericais de vida apostólica de direito pontifício da Igreja latina e dela dependentes”, sem prejuízo do cânone 588 §2 do Catecismo da Igreja Católica  (CIC) e o direito próprio do Instituto de Vida Consagrada ou da Sociedade de Vida Apostólica, salvo o cânone 134 §1.

“Reserva-se o direito de avaliar o caso individualmente e as razões alegadas pelo moderador supremo ou pelo capítulo geral”, especifica o número 4 do rescrito que o Papa ordenou que seja publicado no L’Osservatore Romano e, posteriormente, no comentário oficial da Acta Apostolicae Sedis, e que entra em vigor hoje.

 

 


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