Bem-Aventurada Virgem Santa Maria, Mãe da Igreja

6 de Junho de 2022

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Alegres, jubilosos – J. F. Silva, NRMS, 10

 

Antífona de entrada: Os discípulos perseveravam unidos na oração com Maria, Mãe de Jesus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Mãe do Céu é invocada diariamente pelos Seus filhos que assim se sentem muito felizes.

A Igreja honra-A com várias festas. Hoje celebramos a Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja.

Que continue connosco para nos ajudar a sermos bons cristãos!

 

Oração colecta: Deus, Pai de misericórdia, cujo Filho Unigénito, pregado na cruz, nos deu sua própria Mãe, a Virgem Santa Maria, como nossa Mãe, fazei que a Igreja, assistida pelo seu amor materno, exulte com o número e a santidade dos seus filhos e reúna numa só família todos os povos da terra. Por Nosso Senhor...

 

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O demónio tentou Adão e Eva. Também nos tenta a nós. Mas com Maria manter-nos-emos sempre fiéis ao Senhor.

 

Génesis 3,9-15.20

9Depois de Adão ter comido da árvore, o Senhor Deus chamou-o e disse-lhe: «Onde estás?». 10Ele respondeu: «Ouvi o rumor dos vossos passos no jardim e, como estava nu, tive medo e escondi-me». 11Disse Deus: «Quem te deu a conhecer que estavas nu? Terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira comer?». 12Adão respondeu: «A mulher que me destes por companheira deu-me do fruto da árvore e eu comi». O Senhor 13Deus perguntou à mulher: «Que fizeste?» E a mulher respondeu: «A serpente enganou-me e eu comi». 14Disse então o Senhor Deus à serpente: «Por teres feito semelhante coisa, maldita sejas entre todos os animais domésticos e entre todos os animais selvagens. Hás-de rastejar e comer do pó da terra todos os dias da tua vida. 15Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Esta te esmagará a cabeça e tu a atingirás no calcanhar». 20O homem deu à mulher o nome de «Eva», porque ela foi a mãe de todos os viventes.

 

A leitura é extraída do segundo bloco do livro do Génesis, que vai do v. 4b do capítulo 2 até ao fim do capítulo 4, que os estudiosos atribuem à chamada «tradição javista», onde se encontra a narrativa da criação do homem e da mulher, do pecado dos primeiros pais com as suas consequências e da continuidade da vida humana marcada pelo pecado. É evidente que esta narrativa não é um relato jornalístico, pois tudo é descrito numa linguagem simbólica, muito expressiva e densa; a narrativa coloca o leitor perante realidades transcendentes que dizem respeito ao «ser humano» – o adam –, o homem de todos os tempos. O autor sagrado, que deu forma definitiva e inspirada ao Pentateuco, quis dar-nos um panorama coerente da história da salvação – que arranca da eleição divina e se concretiza na aliança e nas promessas de salvação – desenvolvendo-se por etapas correspondentes a um maravilhoso projecto divino, a que não escapa o enigma das origens.

Se perdêssemos de vista este plano divino, que conhecemos pela Revelação, a curiosidade científica poderia levar-nos a ficar atolados nos aspectos arqueológicos e episódicos, como poderia suceder a alguém que, para estudar um monumento antigo, se ficasse no estudo das pedras e na análise dos materiais de construção; por mais científica que fosse a sua análise, ficaria sem se aperceber da harmonia do conjunto, do significado histórico desse monumento e da sua verdade mais profunda. A doutrina da Igreja sobre o pecado original, de que Maria foi isenta por singular privilégio, não se fundamenta na narrativa do Génesis; muito menos se pode partir do estudo das fontes do Génesis para negar a existência desse pecado (uma ridícula ingenuidade, além do mais); a doutrina da fé encontra a sua sólida base na obra redentora de Cristo e nos ensinamentos do Novo Testamento, nomeadamente de S. Paulo; no entanto, a fé projecta grande luz sobre esta narrativa simbólica das origens.

10 «Tive medo porque estava nu; e então escondi-me». Deste modo se descreve, com fina psicologia, o sentimento de culpabilidade e de vergonha que não podia deixar de ser estranho ao primeiro pecado e igualmente ao pecado de todo aquele que não empederniu a sua consciência; esta, que antes de pecar era o aviso de Deus, toma-se depois uma premente censura. Este dar conta da própria nudez parece também indicar, por um lado, a enorme frustração de quem, ao pecar, em vão tinha tentado «ser igual a Deus» e, por outro lado, sugere o descontrolo das tendências instintivas (a concupiscência): depois do primeiro pecado, sentem-se dominados por movimentos e apetites contrários à razão, que tentam esconder (v. 7).

14 «Hás-de rastejar e comer do pó da terra». Na narrativa, a sentença é dada primeiro contra a serpente, a primeira a fazer mal. Ninguém pense que o autor quer insinuar que dantes as cobras tinham patas: a sentença é proferida contra o demónio tentador; a expressão designa uma profunda humilhação (cf. Salm 71(72),9; Is 49,23; Miq 7,17), infligida contra o demónio, que é o sentenciado, não as serpentes (cf. Apoc 12, em especial os vv. 9 e 17).

15 «Esta te esmagará a cabeça». Todo o versículo constitui o chamado Proto-Evangelho, o primeiro anúncio da boa nova da salvação que se lê na Bíblia. Não se limita esta passagem a anunciar o estado de guerra permanente entre as potências diabólicas – «a tua descendência» – e toda a Humanidade – «a descendência dela». É sobretudo uma vitória que se anuncia. Note-se que essa vitória é expressada não tanto pelo verbo, que no original hebraico é o mesmo para as duas partes em luta (xuf – na Nova Vulgata conterere), mas sim pela parte do corpo atingida nessa luta: a serpente será atingida na cabeça (ferida mortal, daí a tradução «esmagará»), ao passo que a descendência será apenas atingida no calcanhar (ferida leve, daí a tradução «atingirás»).

Mas, pergunta-se, a quem é que designa o pronome «esta» (v. 15)? Segundo o original hebraico, podia ser a descendência da mulher. A verdade, porém, é que esta descendência pecadora fica incapacitada para, por si, vencer o demónio e o pecado em que se precipitara. Assim, o tradutor grego da Septuaginta (inspirado?) referiu o dito pronome ao Messias (traduzindo-o na forma masculina, designando um indivíduo, autós, em vez da forma neutra (designando uma colectividade), autó, referindo este pronome a descendência, (que em grego se diz com a palavra neutra, sperma); esta tradução visava pôr em evidência que quem vence o pecado e o demónio é Ele, o Messias. A tradição cristã, e com ela a tradução da Vetus Latina seguida pela Vulgata, ao traduzir o pronome pelo feminino ipsa, aplicou este texto à Virgem Maria, explicitando um sentido (chamado eminente), que entreviu nesta passagem (se tivesse querido designar a descendência – semen – teria empregado o neutro ipsum, e não ipsa).

Eis como se costuma explicar o sentido mariano da passagem: a vitória é prometida à descendência de Eva, mas quem faz possível essa vitória é Jesus Cristo, com a sua obra redentora. Assim, unidos a Cristo, todos somos vencedores, mas Maria é a vencedora de um modo eminente, porque Mãe do Redentor e Mãe de toda a comunidade dos redimidos, a Igreja. O próprio contexto facilita esta referência a Maria: é que, contra tudo o que era de esperar, a profecia aparece dita a Eva, e não a Adão. Segundo o ensino da Igreja (cf. Bula «Ineffablis Deus» do Beato Pio IX), esta vitória de Maria sobre o demónio, inclui a perfeita isenção de toda a espécie de mancha do pecado, incluindo o original.

 

Salmo Responsorial     Sl 86(87),1-2. 3 e 5. 6-7

 

Monição: O salmista louva a cidade santa. Cantemos à Virgem Santa Maria com o fervor dos nossos antepassados e de todos os que A invocam hoje e sempre.

 

Refrão:         Grandes coisas se dizem de ti,

ó cidade de Deus. O Senhor ama a cidade,

 

por Ele fundada sobre os montes santos;

ama as portas de Sião

mais que todas as moradas de Jacob.

 

Grandes coisas se dizem de ti,

ó cidade de Deus.

Dir-se-á em Sião: «Todos lá nasceram,

o próprio Altíssimo a consolidou».

 

O Senhor escreverá no registo dos povos:

«Este nasceu em Sião».

E irão dançando e cantando:

«Todas as minhas fontes estão em ti».

 

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Aceitemos como dirigido a cada um de nós o que Jesus disse a São João no alto da Cruz: Filho, eis a Tua Mãe. Amemo-l’A como Mãe carinhosa.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. F. Silva, NRMS,46

 

Bendita seja a Virgem Maria, que, sem passar pela morte,

mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz do Senhor

 

 

Evangelho

 

São João 19,25-27

25Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

25-27. Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação (“ao ver… disse… eis…” ). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo – note-se que Jesus começa por Lhe entregar o discípulo! –; o Evangelista atribui-lhe um significado simbólico profundo. Com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2,4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3,15) na obra redentora. A designação de “Mulher” assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à “mulher” da profecia messiânica de Gn 3,15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12,1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no discípulo amado, que “a acolheu como coisa própria”. A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: “recebeu-a em sua casa”, mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega “élabon eis tà idía”, uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – “as coisas próprias” – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A nova Tradução da CEP  propõe: «recebeu-a entre os seus».

Jesus não aparece a falar às mulheres junto à Cruz que são 4 ou apenas 3 conforme se contam por 2 ou por 1 pessoa a irmã de sua Mãe, Maria, a mulher de Cléofas. S. Mateus fala de muitas mulheres no Calvário, a distância (Mt 27,35-36; cf. Mc 15,40-41; Lc 23,49).

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

 

 

Sugestões para a homilia

 

Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo

Nós somos a Igreja de Jesus

A Virgem Santa Maria é Mãe da Igreja

 

Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo

Jesus Cristo veio ao mundo para nos salvar.

Ensinou a Lei de Deus para ser observada por todos.

Fundou a Igreja para continuar a Sua obra de salvação no mundo.

Fez muitos milagres para que acreditassem n’Ele.

Pediu ao Pai para os cristãos viverem unidos na mesma Fé e para evitarem divisões e cismas.

Prometeu estar presente na Igreja até ao fim dos séculos.

Mostrou o Seu amor infinito, dando a vida por nós, pregado na Cruz.

Ressuscitou glorioso, como tinha anunciado.

Antes de se despedir dos Apóstolos ordenou-lhes: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado» (Mc, 15-16).

E eles foram… E os Seus sucessores, também…A Igreja está presente, hoje, em todo o mundo.

 

Nós somos a Igreja de Jesus

Nós somos a Igreja de Jesus Cristo que é una, santa e católica.

Procuremos cumprir a vontade de Jesus amando-O e amando-nos como Ele nos ama.

Ele está connosco dando-nos força e coragem para nos mantermos firmes na Fé.

Na Santa Missa oferece-se de novo pela salvação da humanidade.

Na Sagrada Comunhão oferece-se a nós como alimento divino.

No sacrário das igrejas continua vivo, como outrora, para nos acolher, para esperar a nossa gratidão, para O adorarmos e louvarmos, para atender os nossos pedidos…

No mundo há tantas pessoas que não sentem esta alegria dos filhos de Deus porque não acreditam n’Ele! Peçamos ao Senhor que os atraia a Si, dando-lhes o dom da Fé para receberem, como nós, o Batismo e ficarem a pertencer à Igreja.

 

Virgem Santa Maria é Mãe da Igreja

Maria Santíssima, Mãe de Jesus, é Mãe da Igreja.

O Papa Francisco, em 3 de março de 2018, determinou que fosse celebrada anualmente, na segunda-feira depois de Pentecostes, a Virgem Santa Maria Mãe da Igreja.

É a constatação do amor filial do povo cristão a Nossa Senhora ao longo dos séculos. É o agradecimento por tantas e tantas graças que a Mãe de Jesus e nossa Mãe tem alcançado em favor dos Seus filhos.

Recordemos a Sua aparição no ano de 1858 em Lurdes a Bernardete, dizendo-lhe: «Eu sou a Imaculada Conceição». Que Bernardete, no Céu, nos contagie com o seu amor a Nossa Senhora!

Recordemos a Sua aparição no ano de 1917 em Fátima aos Pastorinhos, transmitindo uma mensagem de salvação para o mundo. Que Jacinta, Francisco e Lúcia, no Céu, nos animem a amarmos para sempre a Senhora mais brilhante que o sol!

Quantas capelas e santuários no mundo inteiro são consagrados a Nossa Senhora!

Em todas as igrejas, em lugar destacado, está a imagem da Virgem Maria, a única mulher escolhida por Deus, desde toda a eternidade, para ser Mãe de Jesus.

Nas horas de angústia, sofrimento e desânimo fixemos o nosso olhar na querida Mãe do Céu. E de novo viveremos felizes e em paz.

Quando recebermos bênçãos e graças, em que experimentamos antecipadamente o Céu na Terra, fixemos o nosso olhar na Mãe da Igreja e, profundamente agradecidos, digamos-Lhe:

 Obrigado por tudo, querida Mãe!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Para que a Santa Igreja, presente no mundo,

dê testemunho do amor de Jesus

que a todos quer chamar e salvar,

por intercessão de Maria,

oremos.

 

2.     Para que acabem os conflitos, a violência, a guerra

e a perseguição aos cristãos em vários países

e assim possamos viver em amor e paz,

por intercessão de Maria,

oremos.

 

3.     Para que os pecadores se convertam

e os cristãos separados se voltem para Jesus Cristo

a fim de que haja um só rebanho e um só pastor,

por intercessão de Maria,

oremos.

 

4.     Para que as crianças maltratadas

que pedem proteção e carinho

recebam a dedicação de todos nós,

por intercessão de Maria,

oremos.

 

5.     Para que os doentes e todos os que sofrem

encontrem na cruz de Cristo

alívio para as suas dores,

por intercessão de Maria,

oremos.

 

6.     Para que os que viveram antes de nós e já morreram,

familiares, amigos e os que necessitam dos nossos sufrágios,

alcancem o Céu, pedindo pela nossa salvação,

por intercessão de Maria,

oremos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por Cristo Nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Ó Maria, sois a Mãe de Jesus – J. Santos, NRMS, 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor as nossas oferendas e transformai-as em sacramento de salvação, pelo qual nos confiemos mais fervorosamente ao amor da Virgem Maria, Mãe da Igreja, e colaboremos com maior diligência na obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,

É verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação

Dar-vos graças sempre e em toda a parte,

e exaltar a vossa infinita bondade

ao celebrarmos a memória da Virgem Maria.

 

Recebendo o vosso Verbo em seu Coração Imaculado,

Ela concebeu-O em seu seio virginal

E, dando á luz o Criador do universo,

preparou o nascimento da Igreja.

 

Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina

E recebeu todos os homens como seus filhos,

Pela morte de Cristo gerados para a vida eterna.

 

Enquanto esperava, com os Apóstolos,

A vinda do Espírito Santo,

Associando-se às preces dos discípulos,

tornou-se modelo admirável da Igreja em oração.

 

Elevada à glória do Céu,

Assiste com amor materno a Igreja ainda peregrina sobre a terra,

Protegendo misericordiosamente os seus passos

A caminho da pátria celeste,

Enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor.

 

Por isso, com os Anjos e os Santos,

Proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, santo, santo...

 

Santo: C. Silva - OC (pg 537)

 

Monição da Comunhão

 

Que Nossa Senhora nos ensine a viver como Ela para Jesus! Com fé e amor recebamos Jesus na Sagrada Comunhão e seremos cumulados de bênçãos e graças.

 

Cântico da Comunhão: É celebrada a vossa glória – A. F. Santos, BML, 33

 

Antífona da comunhão: Suspenso na cruz, Jesus disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe».

 

Ou

 

Bendita sejais, Maria, Mãe e Virgem, cheia de graça,

Que resplandeceis na Igreja como exemplo de fé, esperança e caridade.

 

 

Cântico de acção de graças: Feliz és Tu porque acreditaste – C. Silva, OC

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que neste admirável sacramento, Nos destes o penhor da redenção e da vida, Fazei que a vossa Igreja, com o auxílio materno da Virgem Santa Maria, leve a todos os povos o anúncio do Evangelho e renove a face da terra com os dons do vosso Espírito. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Foi por amor que viemos participar na Missa em honra da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja. Agora Ela vai connosco para nos abençoar e ajudar a tornarmos o mundo melhor.

 

Cântico final: Caminhos de bênção – M. Faria, NRMS, 10

 

 

HomiliaS FeriaIS

 

TEMPO COMUM

 

10ª SEMANA

 

3ª Feira, 7-VI: A vivência da fé.

1 Reis 17, 7-16 / Mt 5, 13-16

Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras.

Jesus refere-se à luz da fé (EV), que deve estar bem viva em cada um de nós, para podermos dar testemunho dela aos outros e, assim, possam glorificar a Deus.

O profeta Elias ensinou a viúva de Sarepta a viver de fé em Deus. Neste caso, que não mais lhe faltaria o alimento em sua casa e que, nem ela nem o filho, morreriam de fome (LT). Com a fé, também podemos acreditar no valor do sofrimento. Fazei brilhar sobre nós a luz do vosso rosto (SR). Deste modo, ao verem as vossas boas obras, glorificarão o vosso Pai que está nos Céus (EV).

 

4ª Feira, 8-VI: A força da oração.

1 Reis 18, 20-39 / Mt 5, 17-19

 Respondei-me Senhor, respondei-me! Que este povo o saiba. Vós, Senhor, é que sois Deus. Vós é que lhes converteis os corações.

 Elias realizou um grande prodígio no Monte Carmelo, graças à sua oração. Como consequência, o povo converteu-se: O Senhor é que é Deus (LT). É indispensável que não nos falte a oração diária, que é como a respiração do cristão (S. João Paulo II), para nos convertermos e pedirmos a conversão dos outros.

 A oração, além disso, aproxima-nos do Senhor e obteremos mais forças para cumprir tudo o que nos pede. Aquele que praticar e ensinar os mandamentos será tido como grande no reino dos céus (EV). Guardai-me, Senhor. Em vós procuro abrigo (SR).

 

5ª Feira, 9-VI: O amor fraterno.

1 Reis, 18, 41-46 / Mt 5, 20-26

 Deixa aí a tua oferta, diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem então apresentar a tua oferta.

 Jesus apresenta novos modos de viver a caridade fraterna, estreitamente ligada ao amor de Deus (EV). Vivendo a comunhão com os nossos irmãos, entramos em comunhão com Cristo. Graças à oração, Elias acabou uma seca de muitos anos (LT). Visitaste, Senhor, a terra e as águas encheram os rios (SR).

 Isto só é possível se descobrirmos a imagem de Deus nos outros, restaurada por Cristo, pois todos somos imagem e semelhança de Deus. Com a Redenção, a imagem foi restaurada na sua beleza original.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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