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ROGAR A PAZ

 

 

 

 

 

 

Hugo de Azevedo

 

 

 

 

 

Envolvidos na dor e na aflição de milhões de almas, sem esperança à vista, e que se convertem em irmãos necessitados urgentemente de ajuda material, de consolação, de oração, a guerra tomou conta do nosso coração e do pensamento diário.

Como se explica tanta violência? Porque não surgem soluções políticas? Como é possível que se enverede por caminhos tão perigosos, que podem redundar num cataclismo mundial? Estamos cegos? Enlouquecemos?

Não serve de consolação pensar que esta guerra é apenas mais uma das 70 em curso no mundo! Nem olhar para o passado e verificar que a História Universal é praticamente uma história de guerras sobre guerras, e que os períodos de paz não dispensam a cautela militar…

Estamos loucos? Não, mas a verdade é que não sabemos resolver definitivamente nenhum dos nossos problemas sociais. Não somos loucos, mas menos inteligentes do que seria preciso para uma vida comum sem violências tais.

«Ignorar que o homem tem uma natureza ferida, inclinada ao mal, dá lugar a graves erros no domínio da educação, da política, da ação social e da ética», avisa-nos o Catecismo da Igreja Católica. (407)

Não somos loucos, em geral, mas - podemos dizer de modo prosaico - pouco inteligentes para vivermos em paz. Temos de o reconhecer. Precisamos de mais esforço mental, de mais humildade e paciência, de mais compreensão mútua, e de mais graça divina para superar a complexidade da nossa existência comum.

Não esqueçamos, porém, de que a nossa fraqueza intelectual foi precisamente a nossa salvação: - «Pai, perdoa-lhes! Porque não sabem o que fazem!» Sabemos o suficiente para sermos responsáveis pelo que fazemos, mas não para nos capacitarmos da gravidade do que fazemos. Assim como não podemos medir a grandeza do bem que fazemos quando acudimos aos nossos irmãos necessitados. E todos o são. E todos o somos.

As celebrações do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, do Seu Sagrado Coração e do Imaculado Coração de Maria serão ocasiões bem propícias para rogarmos a paz.

 

 

 

 

 

 

 

 


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