aCONTECIMENTOS eclesiais

 

DO PAÍS

 

 

Lisboa:

«Caminho» de São Josemaria Escrivá, um livro

que continua a falar aos leitores, 80 anos depois

 

O cardeal português D. José Tolentino de Mendonça disse esta quinta-feira que o ‘Caminho’, de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, é um livro que continua a falar aos leitores, quase 80 anos depois de ter sido escrito.

Em declarações aos jornalistas, na sessão de apresentação da 24ª edição da obra, em Portugal, o arquivista e bibliotecário da Santa Sé afirmou que esta publicação é um livro “clássico” da espiritualidade cristã moderna, mantendo atualidade para os leitores contemporâneos, “cristãos ou não”, em diversos âmbitos.

“Clássico é aquele livro que ainda não nos disse tudo o que tem para dizer”, precisou.

O cardeal madeirense elogiou o carisma próprio do Opus Dei, com “uma espiritualidade muito viva, muito marcante”, destacando o “grande testemunho” que homens e mulheres de vários países dão ao “encontrar Cristo na vida profissional, com uma espiritualidade ligada à vida dos leigos, do mundo”

A nova edição foi apresentada na Universidade Católica Portuguesa (UCP) por D. José Tolentino Mendonça e pela atriz Sofia Alves, a qual disse à Agência ECCLESIA que encontro no livro de São Josemaria Escrivá ensinamentos e reflexões que fazem parte do seu quotidiano e ajudam a criar “um caminho muito mais seguro”.

“É um caminho que me leva à verdade, à vida, que me leva a Jesus, com estes 999 pontos de introspeção”, indicou.

“Quando encontramos a resposta aos nossos anseios, sentimos que comunicamos com Deus. E Josemaria Escrivá, quando escreveu o Caminho, teve em conta a magnitude de escrever para o mundo, de deixar uma obra, com o seu amor universal”, acrescentou Sofia Alves.

O livro, informa o Opus Dei, aparece pela primeira vez em 1934 (em Cuenca, Espanha) com o título de ‘Consideraciones Espirituales’; na edição seguinte – realizada em Valência em1939 –, recebe já o seu título definitivo, ‘Caminho’, contando desde então com cerca de 4,5 milhões de exemplares publicados, em 43 idiomas.

Na sessão que decorreu na sede da UCP, em Lisboa, a atriz reconheceu publicamente a importância da fé, na sua vida, falando ainda da visita do Papa Bento XVI a Portugal em 2010.

“A minha fé é algo que me acompanha sempre”, disse aos presentes, relatando que o seu primeiro contacto com o livro “Caminho”, a partir do prólogo, lhe provocou um “choque”.

O vigário regional de Portugal do Opus Dei, monsenhor José Rafael Espírito Santo, falou à Agência Ecclesia sobre “um livro que interpela todas as pessoas, porque é fruto de uma vida experimentada, vida de fé”.

Mons. Dr. José Rafael destaca a proposta espiritual de “santificação na vida corrente”, para todas as pessoas, desafiadas a fazer “todo o bem que puderem, contando sempre com Deus”. “O Caminho é um livro que espelha essa mensagem, interpelando ao diálogo com Deus”, sublinhou.

O sacerdote relatou que recebeu a obra há 50 anos, como oferta dos seus pais, com uma dedicatória: “Para que o Caminho te ajude a encontrar o teu caminho”. “E ajudou mesmo”, concluiu.

Maria Cardoso, numerária auxiliar do Opus Dei, de 24 anos, destacou, por sua vez, a proposta de santificação “no quotidiano”. “É muito inspirador para qualquer jovem”, com reflexões que “ajudam a estar em ligação com Deus” e a refletir sobre a missão de cada um, acrescentou.

O escritor e argumentista Manuel Arouca, presente na sessão de lançamento, afirmou que “a santidade acontece às pessoas mais normais da vida”, sublinhando a importância de apresentar “histórias verdadeiras” que podem “encher o coração”.

“Há histórias de santos que são grandes volte-face” e é importante “contá-las”, sustentou.

Khalid Sacoor Jamal, dirigente da Comunidade Islâmica de Lisboa, realçou a importância, para os crentes das várias religiões, de temas como a santidade e a oração.

“Através de pequenas atitudes, conseguimos uma pequena porção de santidade na terra, por assim dizer”, declarou.

A 24.ª Edição de ‘Caminho’ é publicada pela Editorial Lucerna; 50% das receitas da venda no lançamento da obra revertem para a campanha da Cáritas Portuguesa em favor da população ucraniana, vítima da guerra.

 

Coimbra:

«Correio de Coimbra» está a celebrar o seu centenário

 

O jornal diocesano «Correio de Coimbra» está a celebrar o seu centenário e promoveu uma sessão evocativa.

A iniciativa realizou-se na Biblioteca Nova do Seminário Maior de Coimbra, conta com intervenções do diretor do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa (CEHR), Paulo Fontes, e do diretor do «Correio de Coimbra», padre António Jesus Ramos, refere uma nota enviada à Agência Ecclesia.

«A imprensa católica e a presença da Igreja no espaço público na época contemporânea» e «Cem anos do Correio de Coimbra» são os temas das conferências que são moderadas pelo docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Fernando Taveira.

“Cem anos de serviço ao jornalismo, à informação, à Igreja local, passados entre convulsões sociais, políticas e eclesiais” e “Cem anos que justificam o interesse duma publicação semanal ininterrupta, assumida claramente como presença de inspiração cristã no espaço público”, lê-se.

 

Lisboa:

«Famílias Novas».

Movimento promove encontro sobre o tema

«Prevenir e ultrapassar as crises»

 

O Movimento “Famílias Novas” do Movimento dos Focolares realizou em 20 de fevereiro um encontro sobre o tema “A reciprocidade do amor na vida do casal: prevenir e ultrapassar as crises”.

O encontro dirigiu-se “a todas as famílias” e decorreu através a plataforma zoom, e “pretende ser um momento de reflexão, partilha e diálogo sobre a vida da família tendo em conta os desafios da sociedade atual”.

“Puderam participar no referido encontro todas os casais que pretendam conhecer e aprofundar o carisma da unidade, aplicado à vida  da família, sendo necessária uma inscrição prévia, em formulário disponível na página web dos Focolares”.

 

Braga: 

Arcebispo quer uma «Igreja

de portas escancaradas» e em caminho sinodal

 

O arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, falou aos jornalistas depois da cerimónia da tomada de posse, pediu ajuda à comunicação social para ser “fiel ao Evangelho”, já “tocou a fragilidade” nestes dias e quer uma “Igreja de portas escancaradas”.

“Nestes dias em Braga já toquei a fragilidade, estive no centro de saúde e hoje na casa sacerdotal, antes numas irmãs com o carisma de cuidar dos doentes para aliviar os cuidadores informais, surpreendeu-me esta atitude da igreja samaritana que é para desenvolver e há tantas boas práticas nesta arquidiocese”, sublinhou na conferência de imprensa.

D. José Cordeiro referiu o Santuário do São Bento da Porta Aberta, existente na arquidiocese de Braga, que “tem de ser iluminador para o trabalho pastoral” e defende uma “Igreja de portas escancaradas”.

“Houve um jovem que me escreveu e me disse: não se esqueça dos pobres e dos jovens, a palavra marcou-me profundamente, a caridade faz parte da íntima natureza da Igreja, a arquidiocese tem como plano pastoral, do caminho sinodal à luz do bom samaritano, e para continuar, a Igreja é chamada a fazer o bem sempre e sobretudo a quem precisa dela”.

“Consciente da complexidade da sua missão”, D. José Cordeiro assegura que uma “visita pastoral vai ser uma das primeiras tarefas”, depois de proceder ao roteiro conjuntamente, “escutando as pessoas que estão nas realidades”.

Assumindo a “predileção especial” pelos pobres, doentes, reclusos, pelas periferias existenciais, sociais e geográficas, o arcebispo de Braga recordou a Bula Papal da sua nomeação com o lema “apascenta as minhas ovelhas”.

Com a diocese de Bragança-Miranda para trás, de onde as “saudades são muitas”, o prelado conta com a ajuda do arcebispo emérito, D. Jorge Ortiga, que “mostrou disponibilidade e quer continuar a servir a arquidiocese”.

“A arquidiocese tem na sua tradição dois bispos auxiliares e esperemos o mais breve possível o segundo bispo auxiliar”.

D. José Cordeiro ficou “surpreendido” com a presença de tantos “cidadãos brasileiros e de outras nacionalidades” o que assinalou ser “um desafio para todos”, porque onde estão as pessoas é onde são “chamados a acompanhar, aproximar e caminhar conjuntamente”.

Questionado para um olhar sobre a precariedade do trabalho, desemprego e juventude, o arcebispo mostrou intenção de se reunir com a comissão diocesana Justiça e Paz para “promover um trabalho de reflexão e presença concreta” e uma “enorme vontade do caminho da sinodalidade” para “escutar mais do que ouvir”.

A arquidiocese de Braga é composta por 552 paróquias, sendo uma em Ocua, Moçambique, “uma boa prática que honra e responsabiliza a arquidiocese” como considera o arcebispo.

“Dizer 552 paróquias é com a de Ocua, gostava de visitar tão brevemente quanto possível, uma boa prática da arquidiocese de Braga que nos honra e responsabiliza, que seja mais e melhor esta relação de construção do bem comum e da paz; já contactei com alguns padres e leigos que ali fizeram missão e tudo isto nos impele ainda mais à missão e é para isso que a Igreja existe, para evangelizar”, apontou.

 

Aveiro:

Diocese propõe itinerário «Quaresma-Caminho Sinodal»

 

 A Diocese de Aveiro publicou o seu itinerário quaresmal, intitulado ‘Em direção à Páscoa… sonhemos juntos, o Caminho!’, sublinhando a dimensão “eclesial comunitária”, no contexto do final da primeira fase sinodal.

“O contexto eclesial desta Quaresma coincide com a chamada ‘fase diocesana’ de consulta ao povo de Deus na qual estamos envolvidos todos, paróquias, comunidades, movimentos, diocese”, explica a Diocese de Aveiro, no contexto do Sínodo 2021-2023 que a Igreja Católica está a viver.

No itinerário ‘Em direção à Páscoa… sonhemos juntos, o Caminho!’ a proposta para a comunidade em geral “é simples” e pretende que façam o percurso “Quaresma-Caminho Sinodal” em paralelo, para que possam “ajudar as pessoas e as comunidades a fazer caminho de conversão sinodal”.

“Como um êxodo desde o deserto das nossas vidas (tempo das antigas escravidões da pré pandemia) para um tempo, uma nova terra, de superação de todas as tentações como Igreja ou como pessoas”, acrescenta.

A Diocese de Aveiro assinala que as propostas para a caminhada até à Páscoa têm que ser trabalhadas e adaptadas em cada comunidade, que é o “espírito sinodal”, “um mesmo propósito, um mesmo caminho, mas cada um com as suas especificidades”.

Na proposta diocesana para “ajudar” a celebrar o tempo da Quaresma à luz da caminhada sinodal é sugerida uma intenção para incluir na Oração Universal em cada domingo, que tem também um subtema e uma pequena reflexão.

A Diocese de Aveiro publicou também uma proposta para as crianças da catequese que assenta num princípio sinodal: “No caminho acompanhamos Jesus e Jesus acompanha-nos, sempre”.

“A Quaresma não é um caminho em solitário, meramente individual: é sempre com Jesus e sempre em comunidade. E quem caminha com Jesus é constantemente desafiado. É este desafio, pessoal e comunitário, que o processo sinodal nos propõe, também com as crianças e a catequese”, desenvolve.

A Catequese da Infância tem desafios semanais, como “participar na Celebração de Cinzas”, “praticar uma boa ação diária, registá-la e guardá-la numa “caixinha’”, “oferecer uma flor”, preparar o ramo e colocá-lo em “lugar visível do exterior”.

‘Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão’ é o tema da assembleia sinodal convocada pelo Papa Francisco, e o percurso para a celebração do Sínodo está dividido em três fases – outubro de 2021 a outubro de 2023.

Neste momento encontra-se na fase diocesana, até 15 de agosto, depois realiza-se a continental, antes da fase definitiva, a nível mundial.

 

Santarém:

Bispo desafia Cáritas a ser «rosto credível da Igreja

na resposta às emergências e situações de pobreza»

 

D. José Traquina, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, desafiou a organização católica a ser “o rosto credível” da Igreja na resposta solidária.

“A Cáritas, em toda a sua rede, tem a missão de ser o rosto credível da Igreja na resposta às emergências e situações de pobreza e, também, com a sua observação social, ajudar a encontrar as melhores respostas para o equilíbrio social da sociedade portuguesa”, disse o bispo de Santarém, na homilia da Missa a que presidiu na catedral diocesana.

 “A Europa uniu-se na defesa do respeito pelos povos e nações reconhecidas, surgiram de imediato diversas iniciativas de solidariedade para com o povo ucraniano, milhares de ucranianos procuram sair do seu país e, entretanto, já estamos a sofrer os efeitos da guerra com inflações e, portanto, com quebra de capacidade económica para gerir a vida das empresas, das instituições e das famílias”, afirmou.

“Cáritas ajuda Ucrânia” é a campanha de apoio a decorrer este mês a que D. José Traquina fez referência no seu discurso bem como aos contactos da Cáritas Portuguesa com a Cáritas Ucraniana (da Igreja de rito greco-católico) e a Cáritas Spes (da Igreja católica ucraniana de rito latino) e ainda com as Cáritas da Polónia, da Moldávia e da Roménia.

“Com todas as pessoas pobres que já descobriram o Amor de Deus como a glória das suas vidas, podemos acrescentar: o que os pobres pedem aos presidentes e governantes do mundo inteiro, é que sejam humanos, rejeitem ser lobos ferozes uns para os outros e não caiam na tentação dos abusos de poder porque isso lhes faz perder, moralmente, toda a autoridade”, apontou, numa intervenção enviada à Agência Ecclesia.

 

Braga:

«Confronto com o Evangelho» e «atitude de escuta»

vão indicar o que é para continuar ou para repensar

 

O arcebispo de Braga afirmou que a Igreja “acordou muito tarde” para o problema dos abusos sexuais, deseja que os jovens participem no processo sinodal e quer continuar ou repensar a pastoral na região no “confronto com o Evangelho”.

Em entrevista à Agência Ecclesia por ocasião do início do ministério em Braga, D. José Cordeiro sublinhou que a “atitude de escuta” vai marcar os primeiros tempos, para conhecer o “mais profundamente possível” a realidade da arquidiocese, onde se apresenta como “peregrino do Evangelho da Esperança”, e encontrar “os melhores dinamismos pastorais para responder ao hoje da história”.

Tudo o que existe é para ser continuado e o que tiver de ser repensado, sempre no confronto como o Evangelho, tem de ser”, afirmou.

O arcebispo de Braga referiu que, diante das várias opções e projetos, é necessário fazer a pergunta fundamental “o que é que isto tem a ver com o Evangelho?”, uma vez que “a Igreja existe para evangelizar, a sua identidade é evangelizar”.

 “A Igreja não tem a vocação de ser organismo político ou plataforma empresarial”, sublinhou.

D. José Cordeiro admitiu que iniciar o ministério na Arquidiocese de Braga quando está em curso o sínodo em toda a Igreja é um “enorme desafio” e afirmou que “o processo sinodal é irreversível”.

“É para continuar, mais e melhor, com coragem, com confiança e com a maior esperança. A Igreja existe para isto, para Evangelizar, em todas as suas dimensões, por maiores que sejam os dossiers e a complexidade dos mesmos”, indicou

O arcebispo de Braga agradeceu “todo o trabalho realizado” por D. Jorge Ortiga nos últimos 22 anos, a “renovação que foi feita” e disse que os planos futuros vão passar primeiro por conhecer as várias geografias da arquidiocese, nomeadamente os 14 arciprestados, que deseja visitar nas duas primeiras semanas, e os diferentes organismos e estruturas, assim como promover a auscultação “fora da Igreja”.

Questionado sobre a oportunidade da Jornada Mundial da Juventude, em 2023, D. José Cordeiro disse que os jovens devem participar no “processo da renovação da Igreja”, valorizou a presença da comunidade académica na região, e os “dinamismos já implementados” na pastoral juvenil.

D. José Cordeiro referiu-se aos abusos de menores e adultos vulneráveis nos ambientes da Igreja Católica como uma realidade que é necessário “reconhecer com humildade e até na humilhação”, considerando tratar-se de a uma “vergonha” e uma “praga na Igreja”.

É um momento muito delicado, muito duro na vida da Igreja. A sociedade acordou muito tarde e a Igreja também. Da nossa parte somos chamados a fazer tudo o que está ao nosso alcance com os procedimentos que já estão em curso e as práticas de acompanhamento, da prevenção”, afirmou.

O arcebispo de Braga mostrou-se confiante nas iniciativas da Conferência Episcopal Portuguesa para “enfrentar e ultrapassar” o problema dos abusos e disse que “a Igreja é chamada a ser um lugar acolhedor, seguro e de confiança”.

Nesta entrevista, D. José Cordeiro referiu-se também à entrada em vigor da terceira edição do Missal Romano como uma ocasião de “consolidação da reforma litúrgica” e da “urgente necessidade da formação litúrgica”, disse que nunca teve por horizonte “um trabalho na Santa Sé”, onde colabora com a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, e que Bragança “está e estar é sempre” no seu coração, onde voltará sempre que for possível.

 

Portalegre-Castelo Branco:

Bispo recorda «feridas» da humanidade

 

D. Antonino, bispo de Portalegre-Castelo Branco recorda, na sua mensagem para a Quaresma de 2022, as “feridas” da humanidade, evocando as consequências da pandemia.

“A pandemia feriu o tecido social e afetou pessoas e instituições. A mesma pandemia alterou o acesso aos cuidados de saúde de tantos pacientes, desvaneceu projetos económicos familiares, empobreceu agregados familiares, deixou muitos no desemprego, levou à rutura de imensas possibilidades”, indicou D. Antonino Dias, num texto publicado online.

O Bispo de Portalegre apontou a “uma humanidade dilacerada por solidões, incompreensões, invejas, divisões e discórdias, feridas diversas”, mas aponta também aos “sinais da graça e da misericórdia de Deus”.

“A ferida tornou-se a lente que permitiu ver a vida com maior verdade. A ferida revelou a sua autêntica dimensão e dispensou vaidades. A ferida, mais do que apenas uma cicatrização indolor e estética, esperou e ansiou a cura. E isso é caminho”, escreveu.

A mensagem refere-se ainda aos desafios que a Igreja Católica enfrente, com o Sínodo 2021-2023, a Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, em 2023, e situações que questionam “a sua credibilidade pastoral e evangélica”.

A Quaresma é um tempo de 40 dias, que se iniciou com a celebração das Cinzas, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão, este ano a 17 de abril.

D. Antonino Dias indicou o destino do contributo penitencial das comunidades católicas.

“Olhando para as feridas existentes à nossa volta, a Renúncia Quaresmal deste ano voltará a ser partilhada com a Arquidiocese de Kananga, República Democrática do Congo, nos derradeiros esforços para a conclusão da construção do Centro de Acolhimento e Saúde, já conhecido da nossa diocese”, referiu.

 

Braga:

Novo arcebispo recebe pálio a 10 de julho

 

O novo arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, vai receber o pálio, insígnia litúrgica de honra e jurisdição da Igreja Católica, a 10 de julho, anunciou o núncio apostólico (embaixador da Santa Sé), D. Ivo Scapolo, no ato de tomado de posse da Diocese.

A faixa de lã branca, com seis cruzes negras de seda, é abençoada anualmente pelo Papa Francisco no Vaticano, a 29 de junho, no dia dos padroeiros de Roma, São Pedro e São Paulo. Em 2015, Francisco decidiu modificar a celebração de entrega dos pálios aos novos arcebispos metropolitas, deixando de impor esta insígnia no Vaticano, uma tarefa agora confiada aos núncios apostólicos.

A entrada solene de D. José Cordeiro na Arquidiocese de Braga aconteceu no dia 12 de fevereiro, tendo, no dia 13, presidido à Eucaristia que marca o início do seu ministério pastoral, na Catedral local.

Estiveram presentes o Núncio Apostólico em Portugal, praticamente todos os bispos do nosso país, centenas de sacerdotes e uma multidão de fiéis, embora com uma contenção a que obrigavam as normas de saúde, por causa da pandemia.

O dia 13 de fevereiro foi realmente um dia histórico para a diocese de Braga que soube receber com as melhores galas o seu novo Arcebispo.

D. Ivo Scapolo falou no início da Eucaristia deste domingo, saudando D. Jorge Ortiga, arcebispo emérito, pelo seu “intenso, rico e generoso serviço na condução desta histórica Sé primacial de Braga”.

“Dirijo-lhe, em nome do Papa Francisco, um especial agradecimento pela sua longa e intensa missão pastoral. Formulo também o desejo de que possa continuar a servir a Igreja da forma que o Senhor lhe indicar, especialmente mediante a oração”, acrescentou.

O representante diplomático da Santa Sé deixou um “especial agradecimento” a D. José Cordeiro, referindo que este “aceitou com disponibilidade e generosidade a nomeação de Pastor desta antiga e grande Arquidiocese, sabendo os múltiplos e importantes desafios que deverá enfrentar”.

D. Ivo Scapolo refletiu sobre o facto de o novo arcebispo ser também o metropolita da Província Eclesiástica de Braga.

“Faço, portanto, votos que seja, como os seus predecessores, um eficaz instrumento de comunhão afetiva e efetiva entre os bispos das oito dioceses sufragâneas, bem como com as dioceses espanholas da província eclesiástica de Santiago de Compostela, aqui dignamente.

 

Évora:

Instituto da Padroeira de Portugal

quer construir monumento nacional

em louvor de Nossa Senhora da Conceição

 

O presidente do Instituto da Padroeira de Portugal para os Estudos de Mariologia disse hoje que vão começar uma campanha para construir um monumento nacional em louvor da padroeira, no congresso internacional ‘Mulher, Mãe e Rainha’, em Fátima.

“Não existe, e desta forma vamos dar os primeiros passos para que isso seja possível dentro de três anos”, revelou Carlos Filipe, divulga o Santuário de Fátima, em nota enviada à Agência Ecclesia.

Segundo o seu presidente, o Instituto da Padroeira de Portugal para os Estudos de Mariologia (IPPEM) vai iniciar uma campanha para a construção do monumento nacional em louvor da padroeira, a Nossa Senhora da Conceição.

O Santuário de Fátima acolhe o congresso internacional ‘Mulher, Mãe e Rainha’, que começou hoje com a participação de duas centenas de pessoas, até este sábado, dia 26 de março.

O evento é organizado com o IPPEM, e Carlos Filipe explica que foi uma “experiência inovadora, num processo desafiante e possível”, envolvendo a sociedade civil, a Igreja e a academia em conjunto com outras identidades.

Este responsável assinala que Portugal é um país com “profundas raízes partilhadas na Igreja, com a proteção da Virgem Maria”, e este congresso dinamiza-se nessa “dinâmica de partilha”.

Na sessão de abertura, o reitor Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, explicou que se associaram a esta iniciativa “não por motivos circunstanciais, mas por um motivo bem mais significativo”, e destacou que os santuários marianos “marcam a paisagem portuguesa”.

 

Leiria-Fátima:

D. José Ornelas tomou posse como bispo

sem agenda, mas com «um sonho»

 

D. José Ornelas tomou posse, em 13 de abril, como bispo de Leiria-Fátima e afirmou, na homilia da Missa, que chega à diocese sem “agenda nem programa”, mas com o “sonho” do “processo sinodal” em curso.

“É aquele para o qual o Papa Francisco convocou toda a Igreja em processo sinodal: a reunião de irmãos e irmãs, que se colocam à escuta da Palavra de Deus e do seu Espírito, para formarem uma Igreja em comunhão apesar da diversidade dos que a compõem”, disse o novo bispo da Diocese de Leiria-Fátima.

D. José Ornelas desejou para a Leiria-Fátima “uma Igreja de participação ativa de todos”, em “saída missionária, próxima dos mais fragilizados e excluídos da terra, acolhedora do estrangeiro e do que é diferente, como sinal e laboratório de um mundo melhor”.

“Este caminho já está a ser trilhado pela Igreja diocesana e é a ele que eu me junto agora, contando com o vosso acolhimento e a vossa participação. Juntos podemos fazer com que esse sonho se torne realidade”, afirmou

O novo bispo de Leiria-Fátima disse que chega à diocese sem “agenda nem programa feitos” e pede que o aceitem.

“Eu também começarei por aceitar e inserir-me na vida que está em curso nesta Igreja”, acrescentou.

Convosco, aprenderei a ser desta Igreja e destas terras, cidades e gentes de Leiria, sob o exemplo e inspiração de Maria, Mãe da Igreja que, em Fátima, nos veio mostrar o carinho de Deus, em tempos de guerra, de pandemia e aflição, como hoje, num diálogo simples e materno com três crianças”.

O Papa Francisco nomeou a 28 de janeiro D. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), como bispo de Leiria-Fátima, sucedendo no cargo ao cardeal D. António Marto, que apresentou a sua renúncia.

Na homilia a Missa de tomada de posse, D. José Ornelas recordou o trabalho na Diocese de Setúbal com uma “sentida saudade que ficará para a vida e disse que assume a nova missão, em Leiria-Fátima “com muita liberdade, disponibilidade e esperança, para continuar aqui o ministério episcopal”.

“O amor não se divide quando se alarga a outras pessoas, mas cresce com aqueles que vamos conhecendo e amando”, afirmou.

Na homilia da Missa, D. José Ornelas referiu que se vive um “tempo novo e com antigos e novos desafios”, rejeitou a ideia de que “a Igreja envelheceu” ou “não tem futuro”, afirmando a “possibilidade de transformação do hoje e do futuro”.

“Essa é a atitude que nos é pedida: a de alguém que tem lucidamente sede e vontade de futuro e que adere ao sonho de Deus, tornando-o realidade no coração, na mente e nas atitudes, para que possa acontecer quando Deus quiser”, sublinhou.

D. José Ornelas agradeceu a D. António Marto, referindo que espera ser “digno de continuar a ação iluminada, cordial e próxima com que serviu esta Diocese”, dirigiu-se aos sacerdotes da diocese afirmando que na união do presbitério e do bispo “realiza-se o primeiro círculo da sinodalidade diocesana”, seminaristas, religiosos e religiosas anotando a “interculturalidade” da maioria das comunidades, todos os diocesanos e especialmente os jovens.

 

Braga:

D. José Cordeiro tomou posse como arcebispo

 

D. José Cordeiro tomou posse como arcebispo de Braga, numa cerimónia marcada pelas mudanças e por palavras de “caminho conjunto”.

O núncio apostólico, D. Ivo Scapolo, que presidiu à celebração, afirmou que a “Arquidiocese deve profunda gratidão a D. Jorge Ortiga” e que deve acolher D. José Cordeiro.

O cónego Paulo Abreu, deão da Sé (o cónego que preside ao Cabido Metropolitano de Braga), proferiu as palavras aquando da mudança do brasão de D. Jorge Ortiga para o brasão de D. José Cordeiro, em cima da cátedra, afirmando que será “o mesmo Deus quem fala” e só se altera a “mediação”.

“Esta mudança de brasão a que vamos proceder é um renovar da nossa esperança, um sinal de acolhimento à doutrina que nos será comunicada, um gesto de abertura ao Deus que fala pelos profetas de todos os tempos, os de ontem, os de hoje, os de amanhã”, referiu.

D. Jorge Ortiga, arcebispo emérito, referiu que a “cátedra passava para D. José Cordeiro que será o intérprete da Palavra de Jesus com a sua Igreja” e que quer caminhar com o novo arcebispo.

 “Caminhamos todos juntos, gostava de lhe dizer que quero caminhar com ele, para que a Palavra de Deus ecoe nas 552 paróquias da Arquidiocese e pode estar tranquilo que o peso desta catedral não lhe pode meter medo mas, pelo contrário, o caminho será duro e difícil mas não estará sozinho, caminhamos todos juntos”, indicou, dirigindo-se a D. José Cordeiro.

Depois de tomar posse, o novo arcebispo – nomeado pelo Papa a 3 de dezembro de 2021 – vai iniciar o seu Ministério Pastoral na Arquidiocese de Braga este domingo, na Sé de Braga, às 16h00.

D. José Cordeiro tem 54 anos de idade e era bispo da Diocese de Bragança-Miranda desde 2011; nasceu a 29 de maio de 1967 em Angola, tendo vindo para Portugal em 1975 com a família.

O responsável foi ordenado padre a 16 de junho de 1991; até 1999 foi pároco, formador no seminário da diocese transmontana e capelão do Instituto Politécnico de Bragança, e de 1999 a 2001 frequentou o Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, em Roma, obtendo a licenciatura em Liturgia, disciplina em que se doutorou no ano de 2004, no mesmo instituto.

O novo arcebispo foi vice-reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, entre 2001 e 2005, ano em que foi nomeado reitor da instituição, onde se manteve até à sua nomeação para a Diocese de Bragança-Miranda, a 18 de julho 2011, pelo Papa Bento XVI; foi ordenado bispo a 2 de outubro do mesmo ano.

Em 2004 iniciou a carreira docente no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo.

Em maio de 2012, foi empossado como académico correspondente da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, na qual discursou sobre o tema ‘Do Movimento Litúrgico à Reforma Litúrgica em Portugal’.

O responsável preside à Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP); desde 2016, é membro da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, da Santa Sé.

Ainda na CEP, desde 2017 é vogal do Conselho Permanente; desde 2018 é delegado aos Congressos Eucarísticos Internacionais.

 

Guarda:

Tradição de sextas-feiras da Quaresma

recorda os que já partiram

 

Honorato Esteves, do Centro Cultural de Famalicão da Serra, na diocese da Guarda, disse à Agência Ecclesia que a “encomendação das almas”, que acontece a cada sexta-feira da Quaresma, alerta os viventes para “rezarem pelos que já partiram”.

“As pessoas juntam-se à noite para a encomendação das almas, para recitar/cantar quadras em que se alerta os viventes para o facto de todos nós estarmos destinados a partir, como aqueles que foram nossos familiares e já não estão cá”, explica o entrevistado.

Uma tradição de Quaresma, de “iniciativa coral”, que acontece em várias localidades da diocese e que em Famalicão da Serra “tem vindo a persistir” com a ajuda do grupo de cantares do Centro Cultural.

As quadras são cantadas e depois interrompidas com oração, reza-se o Pai Nosso e a Avé Maria, o apelo diz mesmo para rezarmos e lembrar aos vivos que rezem pelas almas dos que já partiram, para não se esquecerem o que eles fizeram por cada um antes de partir, e que um dia vão querer que alguém se lembre deles”.

Honorato Esteves recorda que a Encomendação das Almas é “muito antiga”, foi “interrompida durante muitos anos” e que as novas gerações deixaram de cantar.

“As gerações mais novas deixaram de cantar, não é uma tradição atrativa, a sonoridade não entra no ouvido e até alguns dizem ser assustadora”, indica.

Na localidade o centro cultural de Famalicão da Serra tem tido um papel importante na “preservação desta tradição, com índole religiosa e etnográfica” e vai sendo mais conhecida, fruto da visibilidade que vai sendo dada pela Câmara da Guarda.

“Depende da vivência que cada um dá à sua própria fé, sempre que posso vou acompanhar o grupo, sou instrumentista, toco acordeão e concertina, e o grupo faz o percurso que se fazia antigamente, nos vários pontos em que se cantava, o caminho era iluminado com velas e candeeiros de petróleo, mas o percurso é o mesmo”, recorda.

Todas as sextas-feiras da Quaresma, depois da 10 da noite, o grupo faz um percurso “com simbolismo, parando em locais específicos, como as encruzilhadas”.

Alinhada a esta tradição, “mas que não sofreu interregno é a tradição das Alvíssaras”, que acontece a cada sábado santo, véspera do Domingo de Páscoa, e que este ano vai acontecer.

“Um grupo que se reúne à meia noite de sábado santo, junto à capela para cantar, dando a boa nova a Nossa Senhora porque Cristo ressuscitou, vai acontecer este ano e são cânticos mais alegres, de felicitações de dar a boa nova”, conta.

 

Funchal:

Beato Carlos da Áustria é «exemplo e intercessor» de paz,

num tempo «de guerra na Europa»

 

O bispo do Funchal apresentou o Beato Carlos da Áustria como um “exemplo e intercessor”, evidenciando os seus esforços de paz, “num tempo em que a guerra invade a Europa”.

“Um historiador contemporâneo diz que, depois de ter assumido a chefia do Império, Carlos estava “obcecado” por fazer a paz. “O Imperador da paz” — assim era conhecido. Um Imperador que procurava fazer a paz; mas também um Imperador que “respirava” uma paz interior que apenas podia surgir de Deus”, explicou D. Nuno Brás na eucaristia que assinalou hoje, na Sé, os 100 anos da morte do antigo imperador.

Carlos I da Áustria foi beatificado pela Igreja católica em 2004, por São João Paulo II.

Os restos mortais do Beato Carlos da Áustria, falecido na ilha da Madeira, estão na igreja de Nossa Senhora do Monte, local que até 21 de outubro de 2023, será “local de misericórdia”.

D. Nuno Brás falou num exemplo de quem procurou “a fidelidade a Deus e aos compromissos que Deus lhe confiara”.

“(O Beato Carlos) mostra-nos como ser cristãos, católicos no nosso mundo: inspira-nos devoção, fidelidade a Cristo, obediência à Igreja nossa Mãe; mostra-nos como nos alimentarmos da Eucaristia; como devemos rezar e ter devoção à Virgem Maria; como cuidar da família no meio de tantas ocupações; como amar o próximo e cuidar dos mais fracos; como sermos construtores da paz nos nossos dias”, indicou.

O responsável admitiu que “aos olhos de muitos”, Carlos da Áustria, pode ter sido um “perdedor”, uma vez que os seus “esforços pela paz não foram bem-sucedidos”, mas a sua procura da “forma de Cristo” na sua vida, focada “na Eucaristia e na oração”, fê-lo descobrir “a armadura de Deus”.

“Revestiu-se a si mesmo com ela. Foi a Eucaristia que lhe deu forças na luta pela paz — uma luta, realmente travada contra os «dominadores das trevas». Seja o Beato Carlos, neste nosso tempo e cem anos depois da sua morte, um exemplo de existência construída sobre a Palavra de Deus, e um intercessor na procura e na construção da paz”, sublinhou.

D. Nuno Brás quis ainda lembrar a “que a Serva de Deus Zita”, “guardiã do corpo do Bem-aventurado Carlos”, cuja vida foi conduzida sob a certeza “ «Sem a fé, teria sido impossível» ”.

O livro «Carlos e Zita de Habsburgo: Itinerário espiritual de um casal» foi também apresentado na igreja do Colégio, onde esteve presente a autora Elizabeth Montfort, D. Nuno Brás e Henrique Mota, da editora Lucerna.

A apresentação da obra, indica o Jornal da Madeira, foi feita pelo arquiduque Miguel de Habsburgo, familiar do imperador Carlos, que frisou o desejo de “alcançar a paz”.

A exposição temporária «Carlos de Áustria – Centenário do falecimento do imperador» está disponível no Museu de Fotografia da Madeira- Atelier Vicente’s até ao dia 22 de abril, reunindo “imagens captadas pelos Perestrellos Photographos entre 1921 e 1922, por ocasião da estada de Carlos de Habsburgo (1887-1922) e família” na nossa ilha da Madeira.

 

Coimbra:

Cidade assinala aniversário

do nascimento da rainha Santa Isabel

 

A cidade de Coimbra assinalou, em 11 de fevereiro, o aniversário de nascimento da Rainha Santa Isabel, Princesa de Aragão, Rainha de Portugal e Padroeira da cidade de Coimbra.

No seu programa de chamamento de todos ao Santuário de Santa Isabel de Portugal, em Coimbra, a Confraria da Rainha Santa Isabel evocou este aniversário natalício terreno de Santa Isabel de Portugal, tendo celebrado às 18h00 desse dia na Igreja da Rainha Santa Isabel, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, Missa de ação de graças pela exemplar vida acontecida da Padroeira da cidade de Coimbra, presidida pelo capelão da Confraria e animada pelo coro litúrgico de Santa Isabel.

 

Bragança-Miranda:

Eremitérios de Vida Consagrada renascem na Diocese

 

A Diocese de Bragança-Miranda conta com três mulheres eremitas, duas portuguesas e uma espanhola, forma de Vida Consagrada que volta ao seu território e que a Igreja local acolhe “com surpresa e alegria”.

“Este renascer da vida eremítica entre nós, aqui na diocese – ela também já existiu e temos muitos exemplares, muitos testemunhos históricos e arqueológicos, até -, hoje, tem o significado de uma redescoberta desta espiritualidade do silêncio, da solidão, do encontro numa vida mais profunda com Deus”, referiu D. José Cordeiro, ainda administrador diocesano, em declarações enviadas à Agência Ecclesia pelo Secretariado das Comunicações Sociais da Diocese de Bragança-Miranda.

O organismo informa que, além dos Institutos de Vida Consagrada e das Congregações, femininas (6) e masculinas (2), bem como a recente fundação do Mosteiro Trapista de Santa Maria Mãe da Igreja, com 10 monjas, em Palaçoulo (Miranda do Douro), a diocese transmontana passa agora a contar com a presença de três eremitas.

“São três mulheres (de nacionalidades portuguesa e espanhola) que ao abraçarem o silêncio e a solidão, encarnam na vida quotidiana o chamamento pessoal que cada uma recebeu dentro do estilo de vida eremítico e que as distingue entre si”, assinala a nota de imprensa.

Este é assumido como compromisso na Regra de Vida que cada uma concebe em resposta a esse chamamento e que assina no dia em que é instituído o Eremitério que vai habitar, durante a Eucaristia celebrada no mesmo”.

As eremitas vivem em espaços próprios (com capela e a presença do Santíssimo Sacramento), onde se entregam à oração, à adoração, ao louvor e à intercessão por toda a Igreja e pelo mundo.

Um dos eremitérios (Eremitério Diocesano Nossa Senhora da Esperança) está localizado em Freixiel, no Concelho de Vila Flor; os outros dois (Eremitério Sagrado Coração de Jesus e Eremitério Diocesano Nossa Senhora do Rosário que começou em S. Pedro da Silva), estão localizados na freguesia de Palaçoulo, Concelho de Miranda do Douro.

O Catecismo da Igreja Católica dedica dois números à vida eremítica (920-921), sublinhando a manifestação do “aspeto interior do mistério da Igreja que é a intimidade pessoal com Cristo”.

D. José Cordeiro, presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade, destaca que esta “é uma vocação, é um dom de Deus, uma graça”.

“Hoje há cada vez mais pessoas a buscar a vida eremítica. Para se ter uma ideia, em Itália são mais de 300 eremitas diocesanos, e em França são mais de 500. Até já há uma tese que estuda a vida eremítica no mundo e creio que neste momento são já mais de 20 mil os eremitas em todo o mundo”, acrescenta.

O responsável católico destaca que “ser eremita diocesano é ter esta perspetiva alargada da eclesialidade, da eclesiologia de comunhão, de missão”.

O ainda administrador diocesano de Bragança-Miranda presidiu aos votos perpétuos da primeira eremita diocesana a 13 de maio de 2021 e aos da segunda eremita no dia 15 de janeiro de 2022, celebrações que tiveram lugar nas respetivas igrejas paroquiais, perante a presença de fiéis e sacerdotes.

A Direção de Cultura do Norte está a recuperar, desde 2019, o Eremitério ‘Os Santos’, em Miranda do Douro.

 

Portugal:

Escolas Católicas vão publicar obra

sobre a «defesa da liberdade da educação»

 

A Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC) vai publicar a obra ‘Sousa Franco e a liberdade de educação’, numa parceria com a Universidade Católica Portuguesa (UCP) e o Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC).

“Esta obra enquadra-se nas principais linhas de ação que visam a promoção da identidade da escola católica, a sua divulgação e a cooperação com diferentes entidades em torno deste propósito e da defesa da liberdade da educação”, informa uma nota da associação divulgada pelo EDUCRIS, portal online do SNEC.

A direção da Associação Portuguesa de Escolas Católicas foi recentemente reeleita, para um novo mandato até 2025, pela “totalidade das escolas” que participaram na Assembleia Eleitoral de 11 de fevereiro, que decorreu de forma presencial, em Fátima, e online.

A presidência da APEC é da responsabilidade do Externato Frei Luís de Sousa (Almada), representado pelo diácono Fernando Magalhães; a direção integra o Instituto Nun’Alvares – Caldinhas (Santo Tirso), o Colégio de Nossa Senhora da Graça (Vila Nova de Milfontes), o Colégio de São Miguel (Fátima), e o Colégio Marista de Carcavelos; o secretário-geral é Jorge Cotovio.

Na Assembleia Geral Ordinária da Associação Portuguesa de Escolas Católicas foram também aprovados os relatórios de atividades e de contas do último ano, e apresentado “o recém-instituído Fundo D. António Marcelino”.

Este fundo, em parceria com o SNEC da Conferência Episcopal Portuguesa, tem atribuído bolsas financeiras a percursos de doutoramento, mestrado e pós-graduação de elementos das escolas católicas, “contribuindo para a sua valorização pessoal e para o incremento de qualidade dos projetos educativos que integram”.

O EDUCRIS informa que foi também aprovado um “voto de homenagem” à irmã Maria da Glória, que serviu a escola católica durante 33 anos na direção do Colégio Rainha Santa Isabel, em Coimbra, como diretora pedagógica e como diretora geral.

A Associação Portuguesa de Escolas Católicas foi fundada em 1998, por iniciativa da CEP; Em Portugal existem 144 escolas católicas, que são frequentadas por mais de 73000 alunos, desde a creche até ao final do ensino secundário.

 

Funchal:

Lançamento da obra «Carlos e Zita de Habsburgo

– Itinerário espiritual de um casal»

 

A obra «Carlos e Zita de Habsburgo – Itinerário espiritual de um casal» de Elizabeth Montfort é lançada em 30 de março, na igreja do Colégio, no Funchal (Ilha da Madeira).

Por ocasião do centenário da morte do beato Carlos d’Áustria, a Lucerna Editora lança a obra que vai ser apresentada pelo Arquiduque Miguel de Habsburgo, lê-se numa nota enviada à Agência Ecclesia.

Esta sessão de lançamento conta com a presença do bispo do Funchal, D. Nuno Brás, e da autora está incluída no Programa do Centenário da Morte do Beato Carlos d’Áustria.

O Beato Carlos de Habsburgo foi o último imperador da Áustria. Uma vez destronado, foi metido num barco com a família e andou de porto em porto, sem que qualquer nação deixasse atracar o barco.

Finalmente entrou no porto do Funchal e estabeleceu morada nessa ilha até aos últimos dias na terra.

Foi beatificado e a casa de beatificação e canonização da sua esposa, Serva de Deus Dona Zita, foi introduzida.

Uma biografia mais detalhada encontra-se em Fernando Silva, Caminhos de amor, Paulinas Editora,

 

Lisboa:

Universidade Católica apresenta Cátedra de Estudos Bíblicos

Judaicos e Cristãos

 

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) apresentou a «Cátedra de Estudos Bíblicos e Cristãos, Isaac Abravanel – Damião de Góis», com direção de Luísa Almendra, professora da UCP na área de estudos bíblicos, às 17h30, em Lisboa.

“Esta cátedra demarca-se pelo seu carácter absolutamente inovador ao privilegiar um diálogo científico e inter-religioso entre as duas tradições – Judaica e Cristã – ainda insuficientemente praticado em Portugal e em muitos sectores de nível internacional”, assinala a sua diretora, numa nota enviada à Agência Ecclesia.

A sessão pública de apresentação da nova cátedra do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião (CITER-UCP) é presidida pelo magno chanceler da UCP, D. Manuel Clemente, e pela reitora, Isabel Capeloa Gil.

A sessão vai ser introduzida por uma mensagem do cardeal D. José Tolentino Mendonça (Arquivista do Arquivo Apostólico do Vaticano e Bibliotecário da Biblioteca Apostólica do Vaticano), que “sempre assegurou a este projeto o seu apoio e reconhecimento”.

A professora Luísa Almendra está convicta que “a proposta de uma leitura académica conjunta dos textos bíblicos comuns ao cristianismo e judaísmo estimulará um pensamento inovador e uma investigação de vanguarda, que enriquecerá a academia e a sociedade”

A cátedra responde “ao anseio de aproximação e de diálogo entre as duas religiões” que “têm orientado o pensamento e a vida do Ocidente durante mais de dois milénios, tal como aparece luminosamente expresso, desde o Vaticano II, nos documentos emitidos por ambos, Judaísmo e Cristianismo”.

 

Leiria:

12 Catecúmenos adultos preparam-se para o batismo

 

O Bispo de Leiria-Fátima, D. José Ornelas, presidiu, no dia 20 de março, na Sé daquela cidade, à celebração onde foram ungidos 12 adultos que se apresentam para o batismo, provenientes de várias paróquias da Diocese de Leiria-Fátima

Os adultos foram ungidos com o óleo dos catecúmenos e fizeram a inscrição do seu nome no livro dos catecúmenos, o que ocorre habitualmente na Vigília Pascal, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

Este Rito acontece habitualmente no primeiro domingo da Quaresma e com ele se dá início ao tempo da purificação e da iluminação.

Este ano, tendo em conta que, nesse primeiro domingo ocorreu a celebração de despedida de D. António Marto e, no domingo seguinte, a entrada de D. José Ornelas, foi adiado para o terceiro domingo da Quaresma.

Antes da celebração, houve um encontro para estes adultos, às 18h00, no centro pastoral da Sé, para o seu acolhimento e preparação da celebração.

A celebração foi preparada pelo Serviço de Apoio ao Catecumenado da Diocese de Leiria-Fátima que reúne o Serviço da Catequese e o Departamento da Liturgia.

 

Lisboa:

«Há futuro para a Ucrânia», a

firmou o cardeal-patriarca na vigília «Jovens pela paz»

 

O cardeal-patriarca de Lisboa disse numa vigília pela paz que os problemas entre a Rússia e a Ucrânia devem ser resolvidos “humanamente e com respeito mútuo”, afirmando-se convicto no futuro do país vítima do ataque militar russo.

“Há futuro para a Ucrânia”, afirmou D. Manuel Clemente durante a vigília “Jovens pela Paz”, promovida esta noite na igreja de São Domingos, em Lisboa.

“Temos a certeza de que estamos agora ainda mais profundamente com os nossos irmãos que são assolados pela guerra e por tudo aquilo que infelizmente está a acontecer no Leste da Europa. Estamos com eles porque estamos com Deus e Deus está lá”, afirmou o cardeal-patriarca de Lisboa.

Aa vigília “Jovens pela Paz” foi promovida pelo Comité Organizador Diocesano de Lisboa da Jornada Mundial da Juventude, o Serviço Diocesano da Juventude e a Pastoral Universitária diocesana.

Em declarações aos jornalistas no início da vigília, D. Manuel Clemente disse que há uma “força anímica” que pode ajudar ao fim do conflito e apelou à resolução dos problemas na região do Leste da Europa “humanamente e com respeito mútuo”.

“Acreditamos que com a população da Ucrânia, com pessoas que, mesmo dentro da Rússia, se manifestam contra esta invasão, quer com gente de todo o mundo, tudo isto é uma carga anímica forte que pode ajudar para que o conflito cesse o mais depressa possível e para que a paz volte a existir. E se houver problemas a resolver que se resolvam como seres humanos e não desta maneira tão brutal”, afirmou.

O cardeal-patriarca expressou a sua proximidade aos “amigos da Ucrânia”, tanto os que vivem em Portugal como “aqueles que neste momento mais sofrem com a invasão russa”, afirmando a necessidade de acolher e participar em “tudo o que for preciso para a ajuda material” aos povos vítimas da guerra.

“Reforçamos os laços que são de solidariedade humana e de companhia espiritual”, lembrou, referindo que o futuro na região “infelizmente é bastante imprevisível”.

D. Manuel Clemente valorizou o trabalho da Cáritas na região e das congéneres que “mobilizam todos os esforços” para “ajudar lá” e para receber os refugiados ajudando os ucranianos que procuram acolhimento fora do país “a ter uma vida condigna nestes tempos difíceis”.

 “Também na Rússia há muita gente que está contra esta invasão. Se há problemas para resolver, que se resolvam da melhor maneira: humanamente e com respeito mútuo”, insistiu D. Manuel Clemente.

João Clemente, responsável do Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa, que promoveu a vigília “Jovens peça Paz”, disse que a oração foi uma “proposta aberta a todos”, que contou com a participação de outras confissões religiosas para juntos rezarem pela paz e manifestarem a solidariedade com a juventude ucraniana e russa.

“Estamos completamente solidário com o sofrimento do povo solidário e com os jovens que são obrigados a lutar sem o quererem. Quisemos não rezar só pelo povo ucraniano, mas rezar também por todos os jovens russos que estão numa guerra que não queriam, que não desejam. Os jovens não querem a guerra, querem a paz”, afirmou.

 

Liturgia:

Conferência Episcopal apresentou ao Papa

nova tradução do Missal Romano em português

 

A Conferência Episcopal ofereceu ao Papa, no dia 1 de abril, quinta-feira um exemplar da nova tradução do Missal Romano em português, num encontro entre Francisco e D. José Cordeiro, arcebispo de Braga e presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade.

A nova edição vai entrar em vigor a partir de 14 de abril, quinta-feira da Semana Santa.

Em nota enviada à Agência Ecclesia, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) refere que o Papa recebeu o exemplar “com muito apreço”.

Os bispos falam num “encontro extraordinário que durou meia hora e onde foram abordados assuntos como o Missal Romano, a Igreja em Portugal e a sinodalidade na Igreja”.

Na quarta-feira, responsáveis da CEP estiveram na Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Santa Sé), onde entregaram dois exemplares da terceira edição do Missal Romano em português.

Os bispos católicos em Portugal aprovaram, em fevereiro, a Nota Pastoral ‘Celebrar e viver melhor a Eucaristia’, destacando que “esta edição para as celebrações da Missa em língua portuguesa deve ser considerada ‘típica’ para a Igreja peregrina em Portugal, oficial para o uso litúrgico, e poderá usar-se após a sua publicação”.

O Conselho Permanente da CEP destaca que a nova edição do Missal Romano integra o “nobre serviço das artes numa superior arte de celebração”, que é urgente cultivar e incentivar, e exemplificam com as novas gravuras, de um artista contemporâneo, que pretendem “abrir a oração da Igreja à beleza da contemplação”.

“Também por isso se inclui a música nos lugares próprios, onde o canto a reclama, para que na celebração – que deve ser modelar no dia do Senhor e nas festas da comunidade cristã – o canto seja mais a regra do que a exceção”, acrescenta o texto.

A CEP realça que o Missal “não é só um livro”, mas uma ‘coleção’ de livros que inclui, além do Antifonário, o Sacramentário, o Ordinário da Missa e os Lecionários, que na edição em língua portuguesa são oito livros.

Segundo a nota ‘Celebrar e viver melhor a Eucaristia’, a nova edição do Missal Romano, a terceira, introduz uma “mudança pequena”, mas muito significativa no “coração palpitante da Oração Eucarística”, a narração da instituição, onde o verbo ‘benedicere’ passa a ser traduzido por ‘bendizer’ em vez de ‘abençoar’.

A Conferência Episcopal Portuguesa assinala também o “retomar” da tradicional conclusão plena da Oração Coleta – ‘Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos’ – e para as restantes orações introduz-se a “cláusula mais breve, tornando-as mais fluentes”: ‘Por Cristo, nosso Senhor’.

De destacar também que a nova edição típica, de São João Paulo II, oferece “novos formulários” no Próprio do Tempo (vigílias da Epifania e da Ascensão), no Santoral (celebrações entretanto introduzidas no Calendário) e nas Missas para diversas necessidades e votivas, já no tempo da Quaresma, cada dia passa a dispor de uma “específica Oração sobre o Povo”, enquanto os formulários do Tempo Pascal “ganham variedade com novas orações tomadas dos antigos Sacramentários”.

Um novo prefácio dos santos mártires vai “enriquecer a ação de graças da Igreja”, no Ordinário da Missa dispõe de maior variedade nas saudações, no ato penitencial, no convite à oração sobre as oblatas, na introdução ao Pai nosso, nas fórmulas de despedida da assembleia no final da celebração.

Esta é a terceira edição do Missal Romano em língua portuguesa para Portugal, após 29 anos da segunda edição de 1992, e vai ser também oficial para Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste, depois dos procedimentos junto de cada Conferência Episcopal e dos organismos competentes da Sé Apostólica.

 

Igreja:

Opus Dei encerra celebrações dos 75 anos de presença em Portugal

 

O Opus Dei encerrou as comemorações dos 75 anos de presença em Portugal, a que se associou o seu prelado, mons. Fernando Ocáriz, elogiando o “fruto abundante” do trabalho no país.

“A semente plantada há 75 anos deu fruto abundante, que se insere numa história muito fecunda, a dos cristãos portugueses que difundiram a fé pelos cinco continentes. Também no Opus Dei se semeou em Portugal e a partir de Portugal”, escreve o responsável mundial, numa mensagem divulgada online pela prelatura.

O texto evoca “desafios especiais” de saúde, sociais e laborais, no contexto da pandemia de Covid-19, que representam para a Igreja Católica “um imenso panorama apostólico”.

“Por vezes, pode parecer-nos que a nossa ação apostólica é estéril. No entanto, a fé assegura-nos que Deus torna sempre fecundas as nossas fadigas. E hoje podemos comprovar isso visivelmente”, acrescenta o prelado do Opus Dei.

Mons. Fernando Ocáriz destaca que a celebração coincide com o Ano da Família convocado pelo Papa.

“É uma coincidência feliz, pois a Obra é uma família sobrenatural onde procuramos amar e compreender toda a gente”, escreve.

O Prelado do Opus Dei realça que as celebrações deste 75.º aniversário começaram e vão concluir-se em Fátima.

A Obra é uma pequena parte da Igreja, e damos graças por este aniversário ter sido vivido em conjunto com toda a Igreja em Portugal, com os seus bispos e comunidades. Unimo-nos às suas intenções diante de Nossa Senhora de Fátima, especialmente na preparação da Jornada Mundial da Juventude em 2023”.

As comemorações iniciaram-se na Cova da Iria, a 5 de fevereiro de 2021, incluindo uma exposição itinerante, testemunhos de cardeais e bispos e de alguns fiéis e cooperadores, uma festa e iniciativas sociais em Braga, Porto e Lisboa.

O programa do encerramento incluiu a Missa presidida em Fátima, na Capelinha das Aparições, pelo vigário regional do Opus Dei em Portugal, padre José Rafael Espírito Santo, e outras atividades promovidas por fiéis, cooperadores e amigos do Opus Dei.

Em Portugal desde 5 de fevereiro de 1946, a instituição católica foi criada 18 anos antes em Espanha, em 1928, por São Josemaría Escrivá de Balaguer, canonizado em 2002, com a finalidade de colaborar na missão evangelizadora da Igreja e na difusão da visão cristã no mundo.

Do trabalho apostólico em Portugal destacam-se iniciativas de caráter social, de educação e pastoral, com casas de retiros, centros de formação sacerdotal, a escola de formação no âmbito empresarial AESE Business School, clubes de formação de adolescentes, colégios e residências universitárias.

Opus Dei é uma prelatura pessoal da Igreja Católica – figura pastoral prevista no Concílio Vaticano II – que “sensibiliza” os cristãos para a importância religiosa da “vida corrente do dia-a-dia, na família e no trabalho”, e oferece uma proposta formativa, teológica, espiritual e apostólica, que passa por retiros, aulas de formação, círculos sobre temas de vida cristã, e acompanhamento espiritual pessoal.

 

Lisboa:

Os Estudantes Católicos da Pastoral Universitária

promovem Via Sacra das Universidades pelas ruas de Lisboa

 Os Núcleos de Estudantes Católicos da Pastoral Universitária de Lisboa promovem esta quinta-feira, dia 07 de abril, pelas 19h30, a meditação da Via Sacra pelas ruas de Lisboa.

“Vem rezar pela paz” é o convite que se lê no cartaz, enviado à Agência ECCLESIA, e que serve para convocar os jovens universitários à oração, que tem início no Jardim do Campo Grande (junto à rotunda de Entrecampos).

“Os Núcleos de Estudantes Católicos (NEC’s) organizam a ‘Via Sacra das Universidades’, um convite a todos os estudantes, docentes, investigadores e funcionários do Ensino Superior de Lisboa e a todos os que se queiram juntar em oração pela Paz no Coração da Cidade”, informam.

 

Liturgia:

Peregrinação nacional dos acólitos ao Santuário de Fátima

 

Os acólitos portugueses realizam a sua peregrinação nacional ao Santuário de Fátima a 30 de abril que tem como tema «Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste».

O encontro começa às 10h00 no Centro Pastoral Paulo VI e de tarde, às 15h15, celebra-se a Eucaristia na Basílica da Santíssima Trindade, refere uma nota enviada à Agência Ecclesia.

 

 

Porto:

Diocese incentiva grupos e comunidades a «fazer encontros sinodais»

 

A Comissão Sinodal Diocesana do Porto publicou um novo vídeo sobre o ‘Sínodo dos Bispos 2021-2023’, com o objetivo de inspirar grupos e comunidades a realizar “encontros sinodais”.

No quarto e último vídeo, com “conteúdos informativos e motivacionais” sobre o sínodo que a Igreja Católica está a viver, a Comissão destacou passagens da homilia do Papa Francisco na Eucaristia de abertura do Sínodo, no último mês de outubro.

“O Papa Francisco e a Igreja querem ouvir a sua voz e testemunho”, explica a comissão.

No conteúdo, produzido pelo Gabinete da Comunicação da Diocese do Porto, são partilhadas também duas perguntas, a partir da interpelação “anunciando o Evangelho, uma Igreja sinodal ‘caminha em conjunto’”: Como é que este “caminhar juntos” se realiza hoje na nossa Igreja (paróquia/diocese)? Que passos o Espírito nos convida a dar para crescermos no nosso “caminhar juntos?”

A Comissão Sinodal do Porto publicou três vídeos que procuram explicar o percurso de reflexão que a Igreja Católica está a dinamizar a nível mundial, até 2023, por decisão do Papa Francisco.

Nos vídeos, que também estão disponíveis online, o padre Sérgio Leal, especialista em sinodalidade, respondeu a três perguntas: “O que é o sínodo, o que é a sinodalidade, qual é o tema deste sínodo”.

‘Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão’ é o tema da 16ª assembleia geral do Sínodo dos Bispos, que se vai realizar em três fases, e encontra-se numa fase de reflexão nas dioceses de todo o mundo, até ao próximo mês de agosto, depois realizam-se assembleias continentais e a reunião final, em outubro de 2023.

 

Santarém:

Bispo orienta retiro para famílias

 

D. José Traquina, bispo de Santarém, orientou um retiro para família no dia 12 de fevereiro, na Casa de S. José Cluny em Torres Novas.

“Dando continuidade à sua missão de servir a igreja através da proximidade com as famílias, o Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar de Santarém desafia as famílias a participar num dia de retiro em família”, pode ler-se em nota de imprensa enviada hoje à Agência Ecclesia.

A orientação espiritual do retiro esteve a cargo de D. José Traquina e o “programa contemplou tempos de catequese e reflexão divididas por faixas etárias e momentos em família”.

“Ao longo do dia, estiveram disponíveis sacerdotes para celebrar o sacramento da reconciliação e estava previsto um gabinete de escuta para acompanhamento individual ou conjugal”, refere a nota.

 

Bragança-Miranda:

Grupo de «libertos» ajuda na integração de reclusos

e sonha com espaço de acolhimento

 

O padre Fernando Calado Rodrigues, assistente espiritual e religioso do Estabelecimento Prisional de Bragança, contou à Agência Ecclesia que o “grupo de libertos acompanha e ajuda quem sai da prisão” mas sonha com um “espaço de acolhimento”.

“Há muitos deles que saem, perderam a família, o emprego e não têm qualquer apoio cá fora e este grupo promove esta integração mas o grande sonho é criar um espaço com sete a nove quartos em que possamos receber quem não tem para onde ir numa primeira fase”, explica o sacerdote da diocese de Bragança-Miranda.

O assistente espiritual e religioso do Estabelecimento Prisional de Bragança faz visitas semanais e celebra eucaristia com os reclusos e foi “detetando algumas necessidades”.

O grupo de libertos, que se “reúne mensalmente”, são pessoas que passaram pelo estabelecimento prisional e alcançaram a sua liberdade, o sacerdote designa-os por “libertos”.

Gosto de os chamar de libertos porque ex-reclusos é colocar-lhes um rótulo; quando estive no hospital e tenho alta ninguém me trata por ex-doente”.

As reuniões mensais servem para convocar aqueles que foram saindo da prisão e que os libertos vão tendo conhecimento que precisam de ajuda.

“Sabemos dessa informação de forma informal, do que precisam, vamos falando dessas questões e delineando medidas do que fazer, onde encontrar emprego dos que ainda não estão integrados”, descreve.

Do grupo pertencem “libertos alguns já integrados na sua profissão, estáveis ao nível familiar, de diversos estratos sociais, com diversas formações académicas e outros com mais dificuldades a lutar para serem reintegrados e outros ainda muito necessitados”, indica.

O padre Fernando Calado Rodrigues, de 53 anos, recorda as muitas visitas que faz ao Estabelecimento Prisional de Bragança, “agora limitadas ainda pela pandemia” e considera que tem sido uma “conversão na sua vida”.

“Quando procuro conhecer a história, a família de onde vem, o ambiente de onde vem, eu interrogo-me: se tivesse nascido naquele contexto se seria ou não como um deles. E isso leva-me a repensar a minha relação com os reclusos, é uma caminhada que fiz aos longos dos anos, para mim uma conversão todos os dias”, refere.

 

Porto:

Secretariado Diocesano das Migrações

promove aulas de português para refugiados ucranianos

 

O Secretariado Diocesano das Migrações e a Faculdade de Letras da Universidade do Porto alargaram a sua parceria, oferecendo um curso de português aos refugiados ucranianos.

“Os cursos de Português para Estrangeiros (Nível A1 – Iniciação), são gratuitos e poderão decorrer em diferentes horários, sendo as aulas online ou em regime presencial, de acordo com o local de residência dos alunos”, refere uma nota divulgada pelo jornal diocesano, ‘Voz Portucalense’.

A inscrição para este curso deve ser feita no site do Secretariado Diocesano das Migrações, www.migracoesporto.pt

Tendo em vista o acolhimento de refugiados ucranianos no Seminário do Bom Pastor, a Diocese do Porto, através da sua Obra Diocesana de Promoção Social, assinou um protocolo de colaboração com as Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros para prestação de cuidados de saúde.

“Isto denota responsabilidade social”, escreve D. Manuel Linda, bispo do Porto.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da secção regional do Norte da Ordem dos Médicos (OM), António Araújo, explicou que as entrevistas e as avaliações físicas já tiveram início na segunda-feira e que este apoio é prestado gratuitamente e por voluntários.

Em causa estão os ucranianos que venham a ser acolhidos pela Diocese do Porto, que disponibilizou 70 camas no Seminário do Bom Pastor, em Ermesinde.

 

Coimbra ·

Carmelo de Santa Teresa lança Memoriae

Publicação periódica do Memorial e Arquivo Irmã Lúcia

 

A Comunidade do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra anunciou o lançamento de uma publicação periódica intitulada Memoriae, de âmbito espiritual e cultural, que terá como finalidade a promoção e divulgação do conhecimento multi-disciplinar da vida e obra da Irmã Lúcia (1907-2005).

Memoriae marca também a constituição oficial do Arquivo Irmã Lúcia e do seu Grupo de Trabalho, bem como a construção das suas instalações, anexas ao Memorial já existente. Edição do Carmelo de Coimbra, herdeiro da memória e do espólio documental da Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, a nova publicação propõe o estudo em torno da sua figura, do seu percurso individual, das relações que estabeleceu durante a sua vida, bem como da ampla dimensão que atingiu no mundo católico e para além dele.

 

Viana do Castelo:

Encontro sobre «Liturgia exequial – sinal de esperança»

 

A Diocese de Viana do Castelo promoveu o encontro ‘Liturgia exequial – sinal de esperança’.

O padre Nuno Ventura falou sobre ‘Purgar o Purgatório, aproximação teológica-espiritual ao amor purificador de Deus’ e a psicóloga Liliana Trigueiros abordou o tema ‘Abordagem da morte junto de crianças e adolescentes’, refere o programa enviado à Agência Ecclesia.

O encontro formativo foi direcionado, de forma particular, para ministros extraordinários da comunhão; acólitos; leitores; coralistas; músicos; catequistas; escuteiros e sacerdotes..

 

Viseu:

Bispo aponta a Quaresma marcada pela «intensidade» do processo sinodal

 

O bispo de Viseu disse esperar que a próxima Quaresma, que se inicia a 2 de março, seja marcada pela “intensidade sinodal”, em resposta ao desafio do Papa, salientando que se vivem “momentos difíceis para a Igreja e para a sociedade”.

“Eu espero que este tempo quaresmal seja um tempo de muito trabalho com intensidade sinodal para podermos depois dar as respostas que nos são pedidas e assim ajudarmos também a Igreja Universal a se reencontrar no seu caminho de amor a Deus e de serviço aos homens”, referiu D. António Luciano à Agência Ecclesia.

O bispo de Viseu assinalou que, na diocese, estão num momento importante no caminho do Sínodo 2021-2023, as questões estão a ser refletidas pelos grupos, e “é importante que haja um trabalho de base”.

O responsável católico pediu que “ninguém fique de fora da auscultação desse sentir do que é a Igreja e também daquilo que a Igreja tem que dar ao mundo de hoje”.

D. António Luciano acrescentou que “é um trabalho do povo de Deus todo”, onde os sacerdotes têm um “papel muito importante” porque são os “dinamizadores nas comunidades”, como responsáveis e assistentes e agentes da pastoral porque “só assim a Igreja pode realmente encontrar-se, olhar para dentro de si e depois responder também aos problemas de hoje”.

“De modo particular, em momentos difíceis para a Igreja e para a sociedade, queremos ser uma resposta”, afirmou.

A Igreja Católica vai começar a viver um novo tempo litúrgico, a Quaresma, e o bispo de Viseu gostaria que a preparação anual para a Páscoa “marcasse profundamente as vidas, que libertasse o coração dos medos”, das pandemias que são “a indiferença, o individualismo”.

Nós queremos ser uma família em caminho sinodal e levar esta mensagem que tem que começar pela realidade concreta da vida, pelas pequenas comunidades às grandes comunidades, que ninguém fique indiferente e todos nos sintamos comprometidos neste desafio que a Igreja nos vai fazer que é a Quaresma e que a vivamos intensamente centrada no essencial que é o mistério de Cristo”.

Em 2023, para além do Sínodo dos Bispos, vai ser também o ano da edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Lisboa, de 1 a 6 de agosto; a Diocese de Viseu vai receber os dois símbolos deste encontro – a cruz e o ícone mariano – que estão em peregrinação por todo o país, a partir do próximo dia 5 de abril.

 

Santarém:

D. José Traquina alerta para casos

em que paróquias estão a «pagar imposto para fazer caridade»

 

O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Solidariedade Humana afirmou que há casos em que as paróquias católicas estão a “pagar imposto para fazer caridade”.

“Uma casa que a Igreja tenha ao serviço dos pobres, se não houver um entendimento com os serviços estatais, tem de pagar imposto, assinalou D. José Traquina, convidado da entrevista semanal Ecclesia/Renascença, emitida e publicada aos domingos.

O bispo de Santarém aludiu, em particular ao chamado “património dos pobres”, que está em nome de muitas paróquias.

“Tem sido difícil convencer as autoridades de que estas devem ser isentas de imposto, porque estão cedidas a famílias pobres. Pagar imposto para se fazer caridade não soa bem”, lamentou.

O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana defende a abertura de corredores humanitários, para que se “possa chegar às pessoas onde elas se encontram”, com os apoios de que precisam.

“A coordenação que estamos a fazer, em termos de Cáritas Portuguesa, é com as duas Cáritas ucranianas – a de rito latino e a de rito greco-católico – e também com a da Moldávia, Roménia, Polónia, para que o nosso apoio lhes possa chegar”, acrescentou.

O responsável sublinhou que a Igreja Católica está preocupada com os que passam dificuldades, em Portugal.

“Por muito que se faça na ajuda aos pobres, a sociedade portuguesa não consegue resolver o problema da carência de muitas pessoas”, advertiu.

D. José Traquina lamentou os baixos salários e pede que o Estado reforce a comparticipação das Instituições Sociais.

“As pessoas ganham pouco e as instituições e as empresas não podem pagar mais. Portanto, este equilíbrio tem de ser estudado”, prosseguiu.

 

 

Algarve:

Diocese promove formação inicial para catequistas e retiro

 

A Diocese do Algarve, através do Setor da Catequese da Infância e da Adolescência (SDCIA), realizou uma formação inicial para catequistas, nos dias 19 e 20 de fevereiro e 5 e 6 de março.

“No atual plano de formação de catequistas, o ‘Ser Catequista’ corresponde ao primeiro passo de um percurso formativo que pretende potenciar a identidade de discípulo missionário e que há de crescer sempre mais nas etapas seguintes”, explica o SDCIA, no âmbito da próxima formação inicial de catequistas.

A Diocese do Algarve promoveu também um dia de retiro e formação espiritual para professores católicos, em 20 de fevereiro, na Casa de Retiros de São Lourenço do Palmeiral.

A organização informa que este dia de retiro se destinou a qualquer professor católico em qualquer nível de ensino, e “não só para professores de religião e moral”, e do programa constavam tempos para reflexão individual, para troca de experiências, para formação e para convívio.

“Um dia de carregar baterias para quem tem a exigente missão de ser professor”, lê-se no sítio online da Casa de Retiros de São Lourenço do Palmeiral.

O dia de retiro e formação espiritual para professores católicos da Diocese do Algarve vai ser orientado pelo padre Rui Fernandes, sacerdote jesuíta.

 

 

«Voz da Fátima»:

Centenário do jornal chega ao NewsMuseum, em Sintra

         

        O Santuário de Fátima e o NewsMuseum, em Sintra, inauguraram em 10 de fevereiro a exposição ‘Voz da Fátima: 100 anos a contar a história de uma mensagem em Portugal e no mundo’, dedicada ao centenário do órgão oficial do santuário português.

“Celebrar um centenário de existência de uma publicação periódica, de um jornal, hoje todos reconhecemos é obra”, disse o reitor do Santuário Fátima, na sessão de abertura da exposição, em formato audiovisual.

“Não diria que é um milagre, mas é obra”, acrescentou o padre Carlos Cabecinhas, respondendo a uma interpelação dos presentes.

O também diretor do jornal ‘Voz da Fátima’ sublinhou que “não é muito habitual” uma publicação periódica conseguir “tal longevidade”, o que responsabiliza o Santuário nacional, no sentido de cuidar desta publicação, “da sua apresentação, dos seus conteúdos”, para que continue a ser “significativa”.

O padre Carlos Cabecinhas destacou que o título do jornal oficial do santuário mariano da Cova da Iria “é sugestivo”, apresentando-se como a voz não apenas de um lugar, de uma instituição, mas de “um acontecimento”.

Este jornal foi sempre a voz de um acontecimento, acontecimento maior do que aquele lugar e que foi marcante e é marcante ainda hoje. A longevidade deste órgão de comunicação tem que ver com a importância do fenómeno Fátima e com a atualidade quer continua a ter hoje”.

O sacerdote explicou que este jornal nasceu para “levar Fátima para mais longe”, a quem não podia estar na Cova da Iria, e que, “por toda a parte”, queria conhecer o que aconteceu ali, “conhecer um pouco melhor os protagonistas, aprofundar a mensagem daquele lugar”.

Segundo o reitor do Santuário Fátima, o seu jornal foi também um “instrumento privilegiado” para ler a realidade portuguesa e realidade da Igreja em Portugal, mas também o mundo.

“Não podemos fazer a história de Fátima – mensagem, protagonistas, e acontecimentos – sem passarmos pelas páginas da ‘Voz da Fátima’. Podemos, mas será sempre uma leitura parcial”, desenvolveu.

 

 

Fátima:

Encontro/Peregrinação dos CPMs

celebram os 5 anos da «Amoris Laetitia»

 

O encontro/peregrinação dos Centros de Preparação para o Matrimónio (CPMs) que se realizou nos dias 05 e 06 de março, em Fátima, celebrou os cinco anos do documento «Amoris Laetitia» do Papa Francisco.

O encontro presencial, mas cumprindo as normas sanitárias relativas ao COVID-19, foi presidido por D. Joaquim Mendes (presidente da Comissão Episcopal para o Laicado e Família) e contou com uma intervenção, no sábado, do padre Alexandre Mello (secretário do Dicastério para os Leigos, Família e Vida).

Na noite de sábado (05 de março) houve também um programa cultural com a atuação de Claudine Pinheiro.

No domingo, D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real, e vários casais falaram sobre os cinco anos deste documento.

 

 

Coimbra:

Carmelo de Santa Teresa lança publicação «MEMORIAE»

 

A Comunidade do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra anuncia o lançamento de uma publicação periódica intitulada «MEMORIAE», que tem como finalidade a promoção e divulgação do conhecimento multidisciplinar da vida e obra da Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado (1907-2005).

O Memorial Irmã Lúcia, depois de dois anos encerrado devido à pandemia de Covid-19, reabriu as suas portas dia 13 de fevereiro, quando se celebrava 17º aniversário da morte da Irmã Lúcia.

“Para assinalar este dia, o Carmelo de Santa Teresa, lança uma publicação em torno da vida e obra da mesma Carmelita que aí viveu por mais de 50 anos, lê-se numa nota enviada à Agência Ecclesia.

«MEMORIAE» vai ser uma publicação de espiritualidade e cultura da responsabilidade editorial do “Memorial e Arquivo Irmã Lúcia”, propriedade do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra (Portugal).

Esta publicação marca também a constituição oficial do Arquivo Irmã Lúcia e do seu Grupo de Trabalho, e a construção das suas instalações, anexas ao Memorial já existente o qual denominar-se-á a partir deste momento por “Memorial e Arquivo Irmã Lúcia”.

 

 

Leiria-Fátima:

Coordenador diocesano do Sínodo 2023

destaca trabalho a «bom ritmo»

 e «centenas de grupos organizados»

 

O coordenador da Equipa Sinodal de Leiria-Fátima disse que o processo na diocese “está a bom ritmo”, com as pessoas a aderiram às propostas e com “centenas de grupos organizados”, salientando a importância de “continuar o caminho de discernimento”.

“Como aspeto mais positivo deste processo destaco que a diocese está envolvida no Sínodo. Como maior desafio ainda a superar, identifico o de chegarmos aos que não fazem parte das comunidades cristãs e estão de fora, disse o padre José Augusto Rodrigues, informa a Diocese de Leiria-Fátima.

O padre José Augusto Rodrigues adiantou que nas respostas ao primeiro inquérito encontrou “traços fortes” que todos se apercebem, “com potencialidade geográfica e recursos humanos, sejam sacerdotais sejam laicais, ainda por potenciar”.

Na última sessão de formação do curso da Escola Diocesana Razões da Esperança, relacionado com o Sínodo dos Bispos 2021-2023, o sacerdote contextualizou que equipa diocesana sinodal é constituída por oito elementos, existem 77 delegados sinodais e centenas de grupos organizados.

Foram requisitados 3241 livretes com os questionários, para além dos que foram descarregados online, e já começaram a receber respostas em número significativo aos inquéritos promovidos pelo Serviço Diocesano de Catequese e aos questionários 1 e 2.

Na sessão ‘Sinodalidade na Diocese de Leiria-Fátima: passado, presente e futuro’, o padre José Augusto Rodrigues também apresentou alguns dados sobre esta Igreja, “uma radiografa incompleta e parcial”.

A Diocese de Leiria-Fátima tem 73 paróquias, divididas por nove vigararias: “Paróquias vivas que envolvem e atraem, que têm dinâmica em si próprias, paróquias que, por diversas razões, estão envelhecidas e despovoadas”.

Os “jovens estão longe da comunidade” e explicou que considera que o serviço mais estruturado a nível diocesano e paroquial é o da catequese, em comparação, com outros sectores e serviços que “são muito frágeis em algumas paróquias”, predominando “a carolice e a boa vontade”.

“Ao contrário dos Conselhos Económicos Paroquiais que existem e funcionam, algumas paróquias não têm Conselhos Pastorais, ou, se os têm, não conseguem tirar proveito deles. Este dado é particularmente significativo uma vez que os Conselhos Pastorais são uma das estruturas mais caraterísticas desta Igreja sinodal a que somos chamados”, desenvolveu.

O sacerdote, que também é o reitor do Seminário Diocesano de Leiria, referiu que as vocações presbiterais são “um problema grave”, contabilizando que têm dois seminaristas, em 88 sacerdotes são 63 os que estão no ativo, e ainda não têm diaconado permanente.

Para o padre José Augusto Rodrigues, a vocação matrimonial também apresenta valores preocupantes, “em 2010, deram entrada 804 matrimónios, e em 2021, apenas 468 matrimónios”, “uma diminuição de mais de 40%” desde 2010, informa a Diocese de Leiria-Fátima.

 

Lisboa:

Jovens de várias confissões cristãs

promovem uma vigília ecuménica

 

Jovens de várias confissões cristãs da região de Lisboa promovem na Igreja do Colégio de São João de Brito, na capital portuguesa, uma vigília ecuménica jovem.

Este ano, o tema do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos (18 a 25 deste mês) anda à volta do simbolismo da «Estrela de Belém», apontando para um futuro de “esperança”.

João Luís Fontes, representante da Igreja Católica no Fórum Ecuménico Jovem (FEJ), salientou que a estrela “aponta um caminho para Cristo” e, ao mesmo tempo, representa uma capacidade de “ler a realidade à luz da esperança”, e Jesus abre um caminho de luz “no meio das trevas, no meio das dificuldades”.

“Para o diálogo ecuménico é perceber que este não é um caminho fácil muitas vezes, mas que, e isto já se diz de há muitos anos, quanto mais nos aproximamos de Cristo, mais nos aproximamos uns dos outros”, assinala o convidado do Programa ECCLESIA (RTP2), nesta segunda-feira.

 

 

Portalegre-Castelo Branco:

Clero da diocese viveu jornada de estudo sobre sinodalidade

 

Os padres e diáconos da Diocese de Portalegre-Castelo Branco estiveram numa jornada de formação, realizada em formato online, a aprofundar o tema “Sinodalidade da Igreja”.

A jornada, que contou também com a presença do bispo diocesano, D. Antonino Dias, teve como orientador o padre João Eleutério, sacerdote do Patriarcado de Lisboa e professor de Teologia na Universidade Católica Portuguesa.

“A urgência de uma Igreja cada vez mais sinodal não é apenas uma questão pontual, um episódio de uma epopeia ou um conjunto de conclusões teóricas a escrever” porque “a sinodalidade é existência e experiência e, por isso, um dinamismo permanente da vida da Igreja”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA

O padre João Eleutério sublinhou a natureza de “uma Igreja fiel à sua identidade; uma Igreja consciente do imperativo do anúncio da fé pascal; uma Igreja sujeito onde todos, pelo batismo, são sujeitos; uma Igreja estruturada pela ministerialidade onde um ou alguns são constituídos para o serviço de todos; uma Igreja que celebra e encontra na estrutura dialógica da liturgia o paradigma da estrutura comunitária; uma Igreja que se realiza também através de estruturas, processos e eventos onde o Ministério de Pedro é testemunha da fé de todos os cristãos; uma Igreja em permanente conversão pastoral já que o diálogo pressupõe a escuta e ajuda a ultrapassar divergências que não construam comunhão”.

No segundo tema, o orador refletiu sobre a “Sinodalidade e Catolicidade: dez tarefas para fazer uma Igreja diferente”.

 

Santarém:

Via-Sacra regressa a Dornes,

com «participação especial» dos jovens envolvidos na JMJ

 A Via-Sacra ‘Uma vela a Jesus’ vai voltar a realizar-se este ano, no Domingo de Ramos (10 de abril), a partir das 17h00, entre o cruzeiro de Paio Mendes até ao Santuário de Nossa Senhora do Pranto, em Dornes.

“É uma Via-Sacra única no país porque tem 3km com ambiente puro e único que convida à contemplação e oração, em plena zona florestal em direção ao Zêzere e ao Santuário de Nossa Senhora do Pranto”, explica a Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense, num comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

Esta celebração conta com a “participação especial” dos jovens envolvidos nas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ Lisboa 2023), os jovens de Ferreira do Zêzere são responsáveis pelos grupos de leitores nas estações da Via-Sacra, e vai ser presidida pelo vigário-geral da Diocese de Coimbra, o padre Manuel Ferrão.

A Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense organiza a Via-Sacra com o Santuário de Nossa Senhora do Pranto de Dornes, no Concelho de Ferreira do Zêzere.

“Envolve todas as paróquias, grupos de catequese, grupos corais e grupos de leitores de todo o concelho”, destaca a nota de imprensa.

A organização informa que os peregrinos que levem carro devem deixar os passageiros no início da Via-Sacra, no primeiro cruzeiro de Paio Mendes, depois os condutores vão para Dornes onde têm transporte de regresso, a partir das 15h00.

Na véspera da Via-Sacra, dia 9 de abril, realizam o concerto de Páscoa, com o Coro Misto ‘Canto Firme’ de Tomar, às 21h00, também no santuário de Dornes.

A Via-Sacra, o ciclo tradicional de 14 estações relativas aos momentos da prisão, julgamento e condenação à morte de Jesus Cristo, vai ser realizada neste tempo litúrgico da Quaresma, um período de 40 dias que começou com a celebração das Cinzas, é marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, e prepara a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

 

Setúbal:

Festival Diocesano da Canção Mensagem

solidário com refugiados da Ucrânia

 

O Departamento Diocesano da Juventude de Setúbal dinamiza o Festival da Canção Mensagem, com o tema ‘Levanta-te’, e que tem um fim solidário para o apoio humanitário à população ucraniana, a partir das 21h15, na Academia Almadense.

Na informação enviada à Agência Ecclesia, a organização explica que “metade do valor das entradas” vão reverter para a Cáritas de Setúbal, para apoiar os refugiados da Ucrânia que estão a chegar ao território da diocese sadina.

A entrada no evento, que também é solidário, tem um valor simbólico de 2,5€, adianta o Departamento da Juventude.

As bandas que concorrem ao festival diocesano são os grupos de jovens ‘Lés a Lés’, os ‘Fénix’, e da Arrentela, e a canção vencedora vai representar a Diocese de Setúbal no XIII Festival Nacional Jovem da Canção Mensagem, em Aveiro.

Para além do prémio “Canção Vencedora”, vai ser distinguida também a melhor música e a melhor letra, na Academia Almadense.

O Departamento da Juventude de Setúbal assinala que “apesar de algumas condicionantes que se impõem” por causa do estado pandémico, estão a preparar uma noite de celebração da juventude e da música, “em união com Jesus e toda a diocese”.

 

Vila Real:

A caminhada sinodal da igreja é tema do encontro nacional de catequese

 

O encontro nacional de catequese realizou-se em Vila Real, de 05 a 08 de abril, e teve como tema «Igreja em Sínodo: Catequese COM itinerário(s)»

«A Igreja abre-se ao “Agora de Deus” – Sinodalidade e desafios pastorais», pelo padre Sérgio Leal, pároco in solidum na Diocese do Porto, prefeito do Seminário Maior do Porto, é o tema da primeira conferência desta iniciativa promovida pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã, lê-se no programa enviado à Agência ECCLESIA.

O padre Ricardo Conceição, pároco na Diocese de Santarém e diretor diocesano da pastoral juvenil e ensino superior, vai falar sobre «Adolescências e juventudes: o anúncio para (e com) todos numa perspetiva catequética» e o padre jesuíta Carlos Carneiro aborda a temática «Vocação no Tempo de Deus e do Humano”: (re)leitura do Itinerário Catequético», refere.

No encontro nacional de catequese realizaram-se também trabalhos de grupo entre os participantes.

 


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