2º Domingo da Páscoa

D. M. de O. Vocações

24 de Abril de 2022

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada:  Anunciai com voz de júbilo. – Az. Oliveira, NRMS, 32

1 Pedro 2, 2

Antífona de entrada: Como crianças recém-nascidas, desejai o leite espiritual, que vos fará crescer e progredir no caminho da salvação. Aleluia.

 

Ou

4 Esd 2, 36-37

Exultai de alegria, cantai hinos de glória. Dai graças a Deus, que vos chamou ao reino eterno. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Oito dias depois”, “no primeiro dia da semana” voltamos a encontrar-nos na alegria pascal, como os apóstolos do Evangelho. E como fez com eles, o Senhor também vem até nós para descobrirmos algo muito importante e manter viva a nossa fé na ressurreição: a comunidade. Cristo deseja formar uma comunidade com todos os que crêem na sua vida. Uma comunidade de crentes que vivem no amor.

Neste domingo da Oitava da Páscoa, que o Papa São João Paulo II, a 30 de abril do ano 2000, consagrou como “Domingo da Divina Misericórdia”, como família reunida em nome do Senhor, deixemo-nos inundar pela alegria que o Ressuscitado nos traz.

 

 

Ato Penitencial / Rito de Aspersão

Com profunda gratidão, iniciemos esta Eucaristia recordando o dia do nosso Batismo. Recebamos com fé a água que nos renova para viver segundo o Espírito de Deus. Que Deus, nosso Pai, nos purifique do pecado e nos faça participar no banquete do seu Reino.

 

Oração colecta: Deus de eterna misericórdia, que reanimais a fé do vosso povo na celebração anual das festas pascais, aumentai em nós os dons da vossa graça, para compreendermos melhor as riquezas inesgotáveis do Baptismo com que fomos purificados, do Espírito em que fomos renovados e do Sangue com que fomos redimidos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A comunidade dos Apóstolos dá testemunho da Ressurreição do Senhor não só com a palavra, mas também com o exemplo de vida.

Nesta comunidade, animada pela acção do Espírito Santo, a comunhão entre os crentes era perfeita: interior – pensavam e sentiam o mesmo..., e exterior – punham tudo em comum e ninguém passa necessidades.

 

 

Actos dos Apóstolos 5,12-16

12Pelas mãos dos Apóstolos realizavam-se muitos milagres e prodígios entre o povo. Unidos pelos mesmos sentimentos, reuniam-se todos no Pórtico de Salomão; 13nenhum dos outros se atrevia a juntar-se a eles, mas o povo enaltecia-os. 14Cada vez mais gente aderia ao Senhor pela fé, uma multidão de homens e mulheres, 15de tal maneira que traziam os doentes para as ruas e colocavam-nos em enxergas e em catres, para que, à passagem de Pedro, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles. 16Das cidades vizinhas de Jerusalém, a multidão também acorria, trazendo enfermos e atormentados por espíritos impuros e todos eram curados.

 

Como em todos os anos, vamos ter como 1ª leitura de todos os Domingos Pascais trechos dos Actos dos Apóstolos. A leitura de hoje é um dos chamados «relatos sumários» de Actos. No ano A, leu-se o de Act 2,42-47 e no ano B o de Act 4,23-35. Estes são breves resumos daquilo que caracterizava a vida da primitiva Igreja de Jerusalém. Numa espécie de visão idílica, focam o que sobressaía de positivo na novidade da fé cristã nascente, a desenvolver-se pela acção do Espírito Santo: a sua vida religiosa, a união fraterna, o cuidado dos pobres, bem como os milagres realizados pelos Apóstolos. S. Lucas não deixa de sublinhar, o prestígio de que gozavam os primeiros cristãos: «o povo enaltecia-os» (v. 13; cf. Act 2,43; 4,33).

12 «No pórtico de Salomão», no adro do Templo, o chamado átrio dos gentios, tinha a limitá-lo externamente não uma simples muralha de suporte e protecção, que ainda hoje em parte se conserva, mas esplêndidos pórticos, ao Sul, o pórtico real, com três fiadas de colunas, e o pórtico de Salomão a Nascente, com duas fiadas de colunas.

13 «Nenhum se atrevia a juntar-se a eles», provavelmente dominados pelo temor dos chefes do povo, que tinham condenado Jesus à morte.

14 «Cada vez mais gente aderia...» S. Lucas tem como um constante leitmotiv, ou ideia mestra da sua composição, o crescimento progressivo da Igreja, como quem quer documentar com a vida dos primeiros cristãos as parábolas do grão de mostarda e do fermento, de acordo com as palavras programáticas de Jesus, antes da Ascensão: «sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da Terra» (Act 1,8).

 

Salmo Responsorial     Sl 117 (118), 2-4.22-24.25-27a (R. 1)

 

Monição: Exultemos e cantemos de alegria por todas as maravilhas que o Senhor tem realizado em favor do seu povo, e porque o seu amor é para sempre.

 

Refrão:         Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

                      porque é eterna a sua misericórdia.

 

Ou:                Aclamai o Senhor, porque Ele é bom:

                      o seu amor é para sempre.

 

Ou:                Aleluia.

 

Diga a casa de Israel:

é eterna a sua misericórdia.

Diga a casa de Aarão:

é eterna a sua misericórdia.

 

Digam os que temem o Senhor:

é eterna a sua misericórdia.

A pedra que os construtores rejeitaram

tornou-se pedra angular.

 

Tudo isto veio do Senhor:

é admirável aos nossos olhos.

Este é o dia que o Senhor fez:

exultemos e cantemos de alegria.

 

Senhor, salvai os vossos servos, Senhor, dai-nos a vitória.

Bendito o que vem em nome do Senhor,

da casa do Senhor nós vos bendizemos.

O Senhor é Deus e fez brilhar sobre nós a sua luz.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A fé dos cristãos da Ásia Menor estava exposta a sérios perigos. Ao golpe da perseguição vinha juntar-se a ameaça de erros doutrinais. A palavra de Deus, por intermédio do Apóstolo João, vem garantir-lhes que Cristo ressuscitado está presente nas comunidades.

 

Apocalipse 1,9-11a.12-13.17-19

9Eu, João, vosso irmão e companheiro nas tribulações, na realeza e na perseverança em Jesus, estava na ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. 10No dia do Senhor fui movido pelo Espírito e ouvi atrás de mim uma voz forte, semelhante à da trombeta, que dizia: 11b«Escreve num livro o que vês e envia-o às sete Igrejas». 12Voltei-me para ver de quem era a voz que me falava; ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro 13e, no meio dos candelabros, alguém semelhante a um filho do homem, vestido com uma longa túnica e cingido no peito com um cinto de ouro. 17Quando o vi, caí a seus pés como morto. Mas ele poisou a mão direita sobre mim e disse-me: «Não temas. Eu sou o Primeiro e o Último, 18o que vive. Estive morto, mas eis-Me vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e da morada dos mortos. 19Escreve, pois, as coisas que viste, tanto as presentes como as que hão-de acontecer depois destas».

 

Vamos ter, como 2ª leitura, em todos os Domingos Pascais do ciclo C, um trecho do Apocalipse, uma obra repleta de ressonâncias litúrgicas, onde a assembleia dos fiéis na terra se faz eco das aclamações da Jerusalém celeste tributadas ao Cordeiro imolado e vencedor da morte, Cristo ressuscitado (no ano A, a 2ª leitura foi da 1ª Carta de S. Pedro; no ano B, da 1ª Carta de S. João).

9 «Eu, João». De acordo com a tradição geral, seria o «discípulo amado», que esteve exilado, na perseguição do imperador Domiciano, na ilha de Patmos, hoje Patino, no arquipélago das Espórades, no Mar Egeu oriental. Esta ilha, de uns 15 km de comprimento (40km2), rochosa e árida, era uma espécie de Tarrafal da época, lugar de desterro para crimes políticos e religiosos. A pouca correcção gramatical do grego do Apocalipse (de longe o mais fraco de todo o N. T.) até se coaduna melhor com a personalidade do pescador da Galileia do que a relativa perfeição do IV Evangelho e das epístolas joaninas, mas as diferenças podem explicar-se pela diversidade dos colaboradores do Apóstolo. Se no Evangelho nunca se revela o seu nome, é porque pretende, na sua humildade, adoptar a discrição dos restantes evangelistas, a fim de ressaltar que o importante é que o leitor se fixe na pessoa de Jesus e na importância da sua mensagem. O facto de aparecer aqui quatro vezes o nome de João corresponde ao género profético desta obra; os profetas começavam por indicar o seu nome; João, porém, não apela para a sua qualidade de Apóstolo, preferindo modestamente referir a sua condição de «irmão e companheiro». De qualquer modo, a questão do autor da obra é uma questão aberta, havendo exegetas católicos que preferem pensar noutro João, como o problemático «João, o presbítero» de que fala Papias.

10 «No dia do Senhor». Como facilmente se depreende, temos aqui documentado o uso cristão, que remonta à época apostólica, de celebrar o primeiro dia da semana dominicum (diem), em atenção a ser o dia da Ressurreição do Senhor (cf. Mt 28,18), dia este em que já os primeiros cristãos se reuniam (cf. 1Cor 16,2) e celebravam a Eucaristia, «a Fracção do Pão», como então se chamava (cf. Act 20,7; 2,42).

11-13 «Sete igrejas, sete candelabros; longa túnica, cinto de ouro». A visão é relatada com um notável colorido litúrgico, tão característico do Apocalipse, pondo em evidência como a liturgia terrestre (a celebração do Dia do Senhor) está em consonância com a liturgia celeste; os sete (número de plenitude) candelabros são o símbolo de toda a Igreja em oração, numa alusão ao candelabro de sete braços, a menoráh do Templo; o sacerdócio e a realeza de Cristo são simbolizados pela longa túnica e pelo cinto de ouro. Eis o comentário espiritual de Santo Agostinho: «As sete Igrejas, às quais S. João escreve, são a Igreja Católica e Una. O número sete relaciona-se com a graça septiforme. (...) Representam também a Igreja os sete candelabros. O (indivíduo) «semelhante a um filho de homem», no meio dos candelabros, é Cristo no centro da Igreja. O cinto, que envolve os seios, são os dois Testamentos; eles recebem do peito de Cristo o leite espiritual, alimento do povo de Deus para a vida eterna».

17 «Eu sou o Primeiro e o Último»: é uma expressão isaiana (cf. Is 44,2.6; 48,12) para designar Yahwéh, como Senhor do Universo, no seu ser eterno, que existe antes de todas as coisas e subsiste após o fim das criaturas. Esta expressão, aqui aplicada a Jesus, deixa ver a sua divindade.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 20, 29

 

Monição: O Evangelista coloca Tomé como símbolo da dificuldade que cada discípulo encontra para chegar e acreditar na Ressurreição de Jesus. Pois a identidade do Senhor ressuscitado está para além do rosto. Ele possui uma vida que escapa aos nossos sentidos, uma vida que não pode ser tocada com as mãos nem vista com os olhos. Só pode ser alcançada mediante a fé. Como Tomé, somos chamados a fazer a nossa profissão de Fé no Ressuscitado: “Meu Senhor e meu Deus”.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – M. Faria, NRMS, 16

 

Disse o Senhor a Tomé: «Porque Me viste, acreditaste;

felizes os que acreditam sem terem visto.

 

 

Evangelho

 

São João 20,19-31

19Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». 20Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. 21Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». 22Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: 23àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». 24Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». 26Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». 27Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». 28Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» 29Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». 30Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.

 

Neste breve relato pode ver-se como Jesus cumpriu a suas promessas que constam dos discursos de despedida: voltarei a vós (14,18) – pôs-se no meio deles (v. 19); um pouco mais e ver-Me-eis (16,16) – encheram-se de alegria por verem o Senhor (v. 20); Eu vos enviarei o Paráclito (16,7) – recebei o Espírito Santo (v. 22); ver também Jo 14,12 e 20,17.

19 «A paz esteja convosco!» Não se trata duma mera saudação, a mais corrente entre os judeus, mesmo ainda hoje. Esta insistência joanina na sudação do Senhor ressuscitado (vv. 19.21.26) é muito expressiva; com efeito nunca os Evangelhos registam tal saudação, mas só agora, quando Jesus, com a sua Morte e Ressurreição, acabava de nos garantir a paz, a paz com Deus, origem e alicerce de toda a verdadeira paz (cf. Jo 14,27; Rom 5,1; Ef 2,14; Col 1,20).

20 O mostrar das mãos e do peito acentua a continuidade entre o Jesus crucificado e o Senhor glorioso (cf. Hebr 2,18); a sua presença, que transcende a dimensão espácio-temporal (cf. vv. 19.26), é uma realidade que os enche de paz (vv. 19.21.26; cf. Jo 14,27; 16,33; Rom 5,1; Col 1,20) e de alegria (v. 20; cf. Jo 15,11; 16,20-24; 17,13), conforme Jesus prometera.

«Ficaram cheios de alegria» é uma observação que confere ao relato uma grande credibilidade; com efeito, naqueles discípulos espavoridos (v. 19), desiludidos e estonteados, surge uma vivíssima reacção de alegria, ao verem o Senhor. Ao contrário do que era de esperar, não se verifica aqui o esquema habitual das visões divinas, as teofanias do A. T., em que sempre há uma reacção de temor e de perturbação. A grande alegria dos Apóstolos procede da certeza da vitória de Jesus sobre a morte e também de verem como Jesus reatava com eles a intimidade anterior, sem recriminar a fraqueza da sua fé e a vergonha da sua deslealdade.

22 «Soprou sobre eles… Recebei o Espírito Santo». Este soprar de Jesus não é ainda «o vento impetuoso» do dia de Pentecostes; é um sinal visível do dom invisível do Espírito (em grego é a mesma palavra que também significa «sopro»). Aqui, tem por efeito conferir-lhes o poder de perdoar os pecados, poder dado só aos Apóstolos (e seus sucessores no sacerdócio da Nova Aliança), ao passo que no dia do Pentecostes é dado o Espírito Santo também a outros discípulos reunidos com Maria no Cenáculo (cf. Act 1,14; 2,1), iluminando-os e fortalecendo-os com carismas extraordinários em ordem ao cumprimento da missão de que estavam incumbidos.

23 «A quem perdoardes…» A Igreja viu nestas palavras a instituição do Sacramento da Reconciliação, que é fonte de paz e alegria, e definiu mesmo o seu sentido literal; de facto Jesus diz: «a quem perdoardes os pecados», e não: «a quem pregardes o perdão dos pecados» (segundo entendeu a reforma protestante). A expressão é muito forte, pois deve-se ter em conta o uso judaico da voz passiva para evitar pronunciar o nome inefável de Deus (passivum divinum); sendo assim, dizer ficarão perdoados corresponde a «Deus perdoará» e «ficarão retidos» equivale a «Deus reterá», isto é, não perdoará (cf. Mt 16,19; 18,18; 2Cor 5,18-19). Aqui se funda o ensino do Concílio de Trento ao falar da necessidade de confessar todos os pecados graves cometidos depois do Baptismo, uma doutrina que, já depois do Vaticano II, o magistério de Paulo VI reafirma: «a doutrina do Concílio de Trento deve ser firmemente mantida e aplicada fielmente na prática»; por isso, os fiéis que, em perigo de morte ou em caso de grave necessidade, tenham recebido legitimamente a absolvição comunitária ou colectiva de pecados graves ficam com a grave obrigação de os confessar dentro de um ano (Normas Pastorais da Congregação para a Doutrina da Fé, 16-VI-1972); também o Catecismo da Igreja Católica, nº 1497, afirma: «a confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua a ser o único meio ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja»; cf. tb. o Motu proprio de João Paulo II, Misericordia Dei (7.4.2002) e Código de Direito Canónico (nº 960.).

24 «Tomé», nome aramaico Tomá, que significa «gémeo»; em grego, dídymos.

28 «Meu Senhor e meu Deus!» É da boca do discípulo incrédulo que sai a mais elevada profissão de fé explícita na divindade de Cristo, a qual engloba todo o Evangelho numa unidade coerente, bem assente em três pilares (1,1-3; 10,30; 20,28).

29 «Felizes os que acreditam sem terem visto». Para a generalidade dos fiéis, a fé (dom de Deus) não tem mais apoio humano verificável do que o testemunho grandemente crível da pregação apostólica e da Igreja através dos séculos (cf. Jo 17,20). Para crer não precisamos de milagres, basta a graça, que Deus nunca nega a quem busca a verdade com humildade e sinceridade de coração. O facto de as coisas da fé não serem evidentes, nem uma mera descoberta da razão, só confere mérito à atitude do crente, que crê confiando em Deus, que na sua Revelação não se engana nem pode enganar-nos. Por isso, Jesus proclama-nos «felizes», ao submetermos o nosso pensamento e a nossa vontade a Deus na entrega que o acto de fé implica. Como Tomé, também nós temos garantias de credibilidade suficientes para aceitar a Boa Nova de Jesus: as nossas escusas para não crer são escusas culpáveis, escusas de mau pagador. Também as estrelas não deixam de existir pelo facto de os cegos não as verem, ou de o céu estar nublado.

30-31 Temos aqui a primeira conclusão do Evangelho de S. João, que nos deixa ver o objectivo que o Evangelista se propôs: fazer progredir na fé e na vida cristã os fiéis, sem que se possa excluir também uma intenção de trazer à fé os não crentes. Este Evangelho foi escrito para crermos que «Jesus é o Messias, o Filho de Deus». Note-se que a fé não é uma mera disposição interior de busca, aposta, ou caminhada, sem uma base doutrinal, implica um conteúdo de ensino (cf. Rom 6,17), pois exige que se aceitem «verdades» como esta, a saber, que Jesus é o Filho de Deus, e Filho, não num sentido genérico, humano ou messiânico, pois é o «Filho Unigénito que está no seio do Pai» (Jo 1,18), verdadeiro Deus, segundo a confissão de S. Tomé: «Meu Senhor e meu Deus» (v. 28; cf. Jo 1,1; Rom 9,5). Note-se que há quem veja o Evangelho segundo S. João contido dentro de uma grande inclusão, que põe em evidência a divindade de Cristo: Jo 1,1 (O Verbo era Deus) e Jo 20,28 (meu Senhor e meu Deus), tendo como centro e clímax a afirmação de Jesus: Eu e o Pai somos Um (10,30).

 

Sugestões para a homilia

 

Estamos, de novo no primeiro dia da Semana, pois este é o ritmo da assembleia cristã, dessa família unida pelos mesmos sentimentos, solidária e capaz de partilhar... dessa família que, Domingo após Domingo, se reúne, à volta da mesa do altar, escutando a Palavra do Senhor e partilhando o Seu Pão, renova a certeza desse amor maior que se faz entrega total e celebra a sua fé proclamando a certeza de que o Ressuscitado acompanha a sua Igreja, oferecendo-lhe a Sua paz e concedendo-lhe o dom do Espírito.

Sim, como lemos na 2ª leitura, Cristo morto e ressuscitado, é o Eterno Vivente: “Eu sou o Primeiro e o Último, Aquele-que-vive. Estive morto, mas eis-Me vivo pelos séculos dos séculos” (Ap 1,18). Ele não é um retornado, uma réplica ou uma relíquia do passado! Ele é o eterno Vivente. Ele está vivo e vive para sempre. Ele está contigo e nunca Se vai embora. Mas não podemos esquecer: Ele identifica-se com todos os feridos e com todas as feridas da humanidade. E a Sua misericórdia “não se mantém à distância: quer vir ao encontro de todas as pobrezas e libertar de tantas formas de escravidão que afligem o nosso mundo. Quer alcançar as feridas de cada um para medicá-las... O Evangelho da misericórdia, onde nem tudo foi escrito, mas deve anunciar-se e escrever-se na vida, através de gestos simples e vigorosos, mesmo se por vezes invisíveis, procura pessoas com o coração paciente e aberto, «bons samaritanos» que conhecem a compaixão e o silêncio perante o mistério do irmão e da irmã; pede servos generosos e alegres, que amam gratuitamente sem nada pretender em troca.” (Papa Francisco, Homilia, 3 de Abril de 2016).

 

Este Domingo segundo da Páscoa tem, desde São João Paulo II, e a partir dos textos bíblicos proclamados, uma marca muito própria: é o Domingo da Divina Misericórdia. É o Domingo em que Jesus Cristo se deixa ver aos seus discípulos, os enche de alegria e lhes faz acreditar na sua capacidade de transformar a sua e a nossa vida, a partir do amor com que plenifica o nosso coração... O domingo em que o Ressuscitado, na sua infinita misericórdia, vence as barreiras das portas fechadas e do medo... para nos trazer a paz, nos conceder o seu Espírito para que possamos respirar do mesmo sopro divino... para nos enviar a espalhar o sopro da misericórdia de Deus a todos os povos.

 

Na narrativa de São João aparece um contraste evidente: por um lado, temos o medo dos discípulos, que fecham as portas da casa... Mas, nesta sala onde se respira o medo, o abandonado regressa para aqueles que abandonam trazendo consigo os sinais do seu amor e da Sua entrega, como que a indicar que Ele será sempre o Messias que ama e do qual brotam, sem cessar, as fontes da salvação... Ele tem as suas delícias em estar no meio de nós, dentro de nós... E, colocado no meio deles e no nosso meio, Jesus saúda-os e saúda-nos com a Sua Paz...; a paz que brota do coração do ressuscitado, a paz que venceu o pecado, a morte e o medo; a paz que não divide, mas une; a paz que não deixa sozinhos, mas faz-nos sentir acolhidos e amados; a paz que sobrevive no sofrimento e faz florescer a esperança... E que logo em seguida envia em Missão para levar a todos o perdão do Pai, a sua infinita misericórdia; o anúncio para o qual o Pai enviara o Filho: a Vida vence a morte pelo Amor!

 

Tamanha era a dor e a angústia que a crucifixão cravara no pobre coração de Tomé, que para ele não lhe bastava o testemunho dos outros discípulos! Ele quis ver Jesus, com os seus próprios olhos! E viu e tocou, mas não como pensava ver e tocar. Ele viu-se ser visto pelo Ressuscitado, que lhe tocou o seu coração sincero com a Luz da Fé, para logo proclamar: “Meu Senhor e meu Deus!”

Assim é connosco: uma luta interior entre o fechamento do coração e a chamada do amor para abrir as portas fechadas e sair de nós mesmos. Cristo convida-nos hoje, como a Tomé, a tocar e a contemplar as chagas de Ressuscitado, porque são as chagas da Sua misericórdia, pelas quais fomos curados... Elas são como que fendas abertas pelas quais podemos entrar no seu coração, que é o único lugar seguro em que estamos definitivamente a salvo...

 

Tomé foi feliz porque teve uma comunidade de discípulos que o fez desejar ver Jesus Glorioso! Nada devia unir tanto nem com tanta intensidade os homens como o facto de partilhar a mesma fé. Felizes somos nós que temos uma Comunidade que nos desperta e estimula o desejo de receber e acolher o dom da Fé pura que nos dá a posse das coisas que se esperam e a certeza daquelas que não se vêem com os olhos da carne.

 

Fala o Santo Padre

 

«Aproximemo-nos de Jesus e toquemos as suas chagas nos nossos irmãos que sofrem.

As chagas de Jesus são um tesouro: delas jorra a misericórdia.»

O Evangelho de hoje (cf. Jo 20, 19-31) narra que no dia de Páscoa Jesus aparece aos seus discípulos no Cenáculo, à noite, trazendo três dons: a paz, a alegria, a missão apostólica.

As primeiras palavras que Ele profere são: «A paz esteja convosco!» (v. 21). O Ressuscitado traz a paz autêntica, pois mediante o seu sacrifício na cruz realizou a reconciliação entre Deus e a humanidade e venceu o pecado e a morte. Esta é a paz. Os seus discípulos eram os primeiros a ter necessidade desta paz, porque, depois da captura e da condenação à morte do Mestre, tinham caído na desorientação e no medo. Jesus apresenta-se vivo no meio deles e, mostrando as suas chagas — Jesus quis conservar as suas chagas — no corpo glorioso, concede a paz como fruto da sua vitória. Mas naquela noite não estava presente o apóstolo Tomé. Informado deste acontecimento extraordinário, ele, incrédulo diante do testemunho dos outros Apóstolos, pretende verificar pessoalmente a verdade de quanto eles afirmam. Oito dias mais tarde, ou seja, precisamente como hoje, repete-se a aparição: Jesus vem ao encontro da incredulidade de Tomé, convidando-o a tocar as suas chagas. Elas constituem a fonte da paz, pois são o sinal do amor imenso de Jesus que derrotou as forças hostis ao homem, o pecado e a morte. Convida-o a tocar as chagas. Para nós é um ensinamento, como se Jesus dissesse a todos: “Se não estiveres em paz, toca as minhas chagas”.

Tocar as chagas de Jesus, que são os muitos problemas, dificuldades, perseguições, doenças de tantas pessoas que sofrem. Tu não estás em paz? Vai visitar alguém que seja o símbolo da chaga de Jesus. Toca a chaga de Jesus. Daquelas chagas brota a misericórdia. É por isso que hoje é o domingo da misericórdia. Um santo dizia que o corpo de Jesus crucificado é como um saco de misericórdia, que através das chagas alcança todos nós. Todos precisamos da misericórdia, sabemo-lo. Aproximemo-nos de Jesus e toquemos as suas chagas nos nossos irmãos que sofrem. As chagas de Jesus são um tesouro: delas jorra a misericórdia. Sejamos corajosos e toquemos as chagas de Jesus. Com estas chagas Ele está diante do Pai, mostra-as ao Pai, como para dizer: “Pai, é este o preço, estas chagas são o preço que eu paguei pelos meus irmãos”. Com as suas chagas Jesus intercede diante do Pai. Se nos aproximarmos, ele concede-nos a misericórdia e intercede por nós. Não esqueçamos as chagas de Jesus.

O segundo dom que Jesus ressuscitado traz aos discípulos é a alegria. O evangelista refere que os «discípulos se encheram de alegria por verem o Senhor» (v. 20). E há também um versículo, no Evangelho de Lucas, que diz que não conseguiam acreditar, pois era tanta a alegria. Também a nós, quando porventura acontece alguma coisa incrível, bonita, dizemos: “Não acredito, não pode ser verdade!”. Sentiam-se assim os discípulos, não conseguiam acreditar devido à alegria. Esta é a alegria que Jesus nos traz. Se estiveres triste, se não estiveres em paz, olha para Jesus crucificado, olha para Jesus ressuscitado, olha para as suas chagas e enche-te com aquela alegria.

E depois, além da paz e da alegria, Jesus traz aos discípulos também o dom da missão. Diz-lhes: «Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós» (v. 21). A ressurreição de Jesus é o início de um dinamismo novo de amor, capaz de transformar o mundo com a presença do Espírito Santo.

Neste segundo domingo de Páscoa, somos convidados a aproximarmo-nos de Cristo com fé, abrindo o nosso coração à paz, à alegria e à missão. Mas não esqueçamos as chagas de Jesus, pois delas vem a paz, a alegria e a força para a missão. Confiemos este pedido à materna intercessão da Virgem Maria, Rainha do céu e da terra.

Papa Francisco, Regina Coeli, Praça de São Pedro, 28 de abril de 2019

 

Oração Universal

 

Irmãs e Irmãos

Nestes dias santíssimos da Páscoa,

elevemos a nossa oração ao Pai celeste

pela Igreja e pelo mundo,

dizendo (ou: cantando), com toda a confiança:

 

R. Pela ressurreição do vosso Filho, ouvi-nos, Senhor.

Ou: Abençoai, Senhor, o vosso povo.

Ou: Ouvi-nos, Senhor.

 

1.     Para que os bispos, os presbíteros e os diáconos da Igreja

sirvam os crentes e os que procuram a Cristo,

ensinando, perdoando e dando a paz, oremos.

 

2.     Para que os responsáveis no governo das nações trabalhem,

sem perderem a coragem, pelos mais pobres e por maior justiça, oremos.

 

3.     Para que os idosos e os doentes sem esperança

encontrem a seu lado quem os ame

e lhes dá a conhecer o Evangelho, oremos.

 

4.     Para que Jesus, que esteve morto, mas está vivo,

e tem as chaves da morte e do abismo, ilumine os corações dos que não crêem, oremos.

 

5.     Para que a nossa comunidade aqui reunida acolha a salvação que Deus lhe dá

e se deixe renovar por Jesus Cristo, oremos.

 

(Outras intenções: adultos e crianças baptizados nesta Páscoa ...).

 

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai, fazei que o Espírito de Cristo ressuscitado

nos revele a plenitude da sua Páscoa e inspire os nossos gestos e palavras,

para sermos suas testemunhas. Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

 

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Dai-nos a Vossa misericórdia – M. Simões, NRMS, 17

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, as ofertas do vosso povo [e dos vossos novos filhos], de modo que, renovados pela profissão da fé e pelo Baptismo, mereçamos alcançar a bem-aventurança eterna. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]

 

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

 

Santo: F. Silva, NRMS, 14

 

Monição da Comunhão

 

Cristo ressuscitado nos reúne em comunidade de fé, faz-Se comunhão connosco e nos une em comunhão com os outros.

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.

 

Cântico da Comunhão: Aproxima a tua mão – F. Santos, BML, 66

cf. Jo 20, 27

Antífona da comunhão: Disse Jesus a Tomé: Com a tua mão reconhece o lugar dos cravos. Não sejas incrédulo, mas fiel. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei eternamente – M. Luís, NRMS, 6 (I)

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Deus todo-poderoso, que a força do sacramento pascal que recebemos permaneça sempre em nossas almas. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Bênção final (Missal, pág. 557: Vigília Pascal e Dia de Páscoa)

 

Cântico final: Cantai a Cristo Senhor, Az. Oliveira, NRMS 97

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO PASCAL

 

2ª SEMANA

 

2ª Feira, 25-IV: S. Marcos: Levar à prática a palavra de Deus.

1 Ped 5, 5-14 / Mc 16, 15-20

Jesus apareceu aos onze Apóstolos e disse-lhes: Ide por todo o mundo e proclamai a Boa Nova.

S. Marcos acompanhou S. Paulo na sua 1ª viagem apostólica e esteve junto dele em Roma. Foi também discípulo de S. Pedro. Saúda-vos Marcos, meu Filho (LT). O seu Evangelho foi escrito com base nos ensinamentos deste Apóstolo.

O Senhor confiou-lhe a ele, e aos outros Apóstolos, a proclamação da Boa Nova (EV). Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor (SR). Escutemos pois a palavra de Deus e procuremos levá-la à prática, com a ajuda do Espírito Santo. Finalmente, comuniquemo-la fielmente aos outros. Para sempre proclamarei a sua fidelidade (SR).

 

3ª Feira, 26-IV: Tempo de renovação e de partilha de bens.

Act 4, 32-37 / Jo 3, 7-15

A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma.

Aproveitemos o Tempo Pascal, apoiados nas palavras de Jesus a Nicodemos, para um novo nascimento: Vós tendes que nascer de novo (EV). Um dos aspectos pode ser o modo como viviam os primeiros cristãos (LT). O seu testemunho é digno de fé (SR).

Em cada missa temos o ideal de comunhão que os Actos dos Apóstolos nos apresentam como modelo, que servirá para a Igreja de sempre. Aprenderemos a partilhar não só os bens espirituais, mas também os materiais. É o caso de Barnabé, que vendeu um terreno, que lhe pertencia, e entregou o dinheiro aos Apóstolos (LT).

 

4ª Feira, 27-IV: A Palavra da vida.

Act 5, 17-26 / Jo 3, 16-21

Deus amou de tal modo o mundo que entregou o seu Filho único para que todo o homem que acredite nEle não se perca.

Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que seja salvo por Ele (EV). E assim nos podemos lembrar do amor de Deus por cada um de nós.

Deus não quer que se perca um só dos seus ensinamentos. Para isso, é preciso anunciar a todos as palavras de vida, ensinadas por Cristo, como disse o Anjo aos Apóstolos, que estavam na prisão. Ide apresentar-vos no templo, a anunciar ao povo todas estas palavras de vida (LT). Os últimos papas têm recordado que a Bíblia é um tesouro para a Igreja e para todo o cristão. Procurei o Senhor e Ele atendeu-me (SR).

 

5ª Feira, 28-V: A secularização da cultura actual.

Act 5, 27-33 / Jo 3, 31-36

O sumo sacerdote: Já vos demos a ordem formal de não ensinar em nome de Jesus.

Hoje em dia é a cultura secularizada que nos pretende impor o mesmo silêncio. Quer construir uma ordem temporal sem Deus, que é o único fundamento dela. E cai nos maiores ataques à dignidade humana: o aborto, a eutanásia, a igualdade de género, etc. No entanto, quem se recusa a crer no Filho de Deus, não terá a vida (EV)

A nossa reacção há-de ser como a dos Apóstolos: deve obedecer-se antes a Deus do que aos homens (LT). Em todas as situações, Ele está perto de nós (SR). Não podemos prescindir da nossa fé no mundo do trabalho, da família, da vida, da educação, etc

 

6ª Feira, 29-IV: Santa Catarina de Sena.

1 Jo 1, 5- 2, 2 / Mt 11, 25-30

Se dissermos que estamos em comunhão com Ele e andarmos nas trevas, mentimos e não procedemos segundo a verdade.

Santa Catarina (século XIV), Doutora da Igreja, teve uma grande influência na unidade da Igreja e na paz e concórdia entre países e cidades da Europa. Por isso, foi nomeada Padroeira da Europa.

A cultura europeia anda realmente nas trevas (LT), e precisa da luz de Cristo e dos cristãos. Santa Catarina, apesar da sua pouca instrução, escreveu muitas cartas às autoridades, para voltarem ao bom caminho. Verificaram-se as palavras de Cristo: escondestes estas verdades aos sábios e as revelastes aos pequeninos (EV).

 

Sábado, 30-IV: As tempestades na Igreja e em nós.

Act 6, 1-7 / Jo 6, 16-21

Como soprava intensa ventania, o mar ia-se encrespando. E tiveram medo. Mas Jesus disse-lhes: Sou eu, não temais.

A Tradição viu neste barco, assolado por grande tempestade (EV), a imagem da Igreja, sujeita às perseguições e heresias. Os ataques apareceram com o martírio dos crentes e os ataques aos ensinamentos da Igreja. Não temamos, pois Cristo estará presente na Igreja até ao fim dos tempos. Aumentemos o nosso amor à Igreja e ao Papa.

A ajuda apareceu também em pequenos problemas, como no caso da ordenação dos primeiros diáconos (LT). Contamos também com a ajuda do Senhor para os nossos problemas: os olhos do Senhor voltam-se para os que confiam na sua bondade (SR).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Avelino dos Santos Mendes

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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