8º Domingo Comum

26 de Fevereiro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai, Senhor, a prece, M. Carneiro, NRMS 90-91

Salmo 17, 19-20

Antífona de entrada: O Senhor veio em meu auxílio, livrou-me da angústia e pôs-me em liberdade. Levou-me para lugar seguro, salvou-me pelo seu amor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A nossa religião é uma festa ou um jejum? Se uma pessoa não crente entrasse numa das nossas celebrações, ou contactasse connosco, ficaria impressionado e contagiado pela nossa alegria ou sentiria desânimo e tristeza? De que modo somos fiéis ao nosso baptismo e a Deus? Quais as nossa «credenciais» para anunciar o Evangelho de Jesus?

A estas perguntas procura dar resposta a liturgia da Palavra deste domingo que iremos analisar, a fim de podermos confrontar com o nosso estilo de vida.

 

Oração colecta: Fazei, Senhor, que os acontecimentos do mundo decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A imagem da aliança matrimonial traduzida em ternura e amor, termos característicos do profeta Oseias cujo trecho vamos escutar, exprimem a fidelidade de Deus à Sua aliança, bem como a generosidade e carinho que põe no convívio com o Seu povo. Deste modo prepara a nova e definitiva aliança concretizada com a vinda de Jesus Cristo.

 

Oseias 2, 16b.17b.21-22

(na Vulgata: 14b-15b.19-20)

16bEis o que diz o Senhor: «Hei-de conduzir Israel ao deserto e falar-lhe ao coração. 17bAli corresponderá como nos dias da sua juventude, quando saiu da terra do Egipto. 21Farei de ti minha esposa para sempre, desposar-te-ei segundo a justiça e o direito, com amor e misericórdia. 22Desposar-te-ei com fidelidade e tu conhecerás o Senhor».

 

O texto da leitura é um pequeno trecho respigado de um poema central da obra deste profeta (2, 4-25), onde se esclarece o simbolismo do matrimónio de Oseias com uma mulher que lhe é infiel: o Deus da Aliança – o Esposo – mantém-se fiel, mesmo quando o seu povo – a esposa – O abandona, entregando-se ao culto de deuses estranhos (os baalim cananeus). Se o Senhor castiga Israel, a esposa infiel («as suas vinhas serão mudadas em silvados»: v. 16a), não é para se vingar, é para que volte ao primeiro amor: «é assim que a vou seduzir: hei-de conduzir Israel ao deserto e falar-lhe ao coração» (v. 16b). «Aí me responderá»: ainda hoje os judeus denominam a conversão desta maneira, «voltar à resposta» (hazar betexuvá); as consequências desta resposta ao amor de Deus é de dimensões incalculáveis, como poeticamente se diz nos vv. 23-24; e a conversão a Deus fará reviver a experiência única da intimidade e das maravilhas do deserto; o v. 17 (suprimido na leitura) evoca o vale de Acor, terra de desgraça (cf. Jos 7, 24-26), que, por ser a porta de entrada na Terra prometida, se converte em «porta de esperança».

18 «Meu marido… não mais meu baal». Deus exige um amor exclusivo, alheio a qualquer espécie de sincretismo religioso (baal – senhor – era um nome genérico dado a grande variedade de divindades locais); esta nova aliança de amor será garantia de paz (cf. v. 20).

 

Salmo Responsorial    Salmo 102 (103), 1-2.3-4.8.10.12-13 (R. 8a)

 

Monição: O salmo que vamos recitar é um hino de louvor, celebrando o amor de Deus. A experiência fundamental desse amor vem através do perdão, que liberta do mal e refaz a vida. Tal amor passa pela garantia da justiça feita aos indefesos que se comprometem com o Seu projecto, comparável ao amor dos pais pelos seus filhos.

 

Refrão:         O Senhor é clemente e cheio de compaixão.

Ou:                Senhor, sois um Deus clemente e compassivo.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

 

Ele perdoa todos os teus pecados

e cura as tuas enfermidades.

Salva da morte a tua vida

e coroa-te de graça e misericórdia.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

Não nos tratou segundo os nossos pecados,

nem nos castigou segundo as nossas culpas.

 

Como o Oriente dista do Ocidente,

assim Ele afasta de nós os nossos pecados.

Como um pai se compadece dos seus filhos,

assim o Senhor Se compadece dos que O temem.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O que confirma a autenticidade da missão de um Apóstolo não é uma simples carta de recomendação dada por autoridades externas, mas o testemunho vivo da comunidade, que foi reunida e evangelizada. É assim que se constitui a nova aliança anunciada pelos profetas e escrita pelo Espírito na vida dos homens e dos povos.

 

2 Coríntios 3, 1b-6

Irmãos: 1bPorventura necessitamos nós, como certas pessoas, de cartas de recomendação para vós ou da vossa parte? 2A nossa carta sois vós mesmos, carta escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. 3É manifesto que vós sois uma carta de Cristo, confiada ao nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações. 4É por Cristo que temos esta certeza diante de Deus. 5Não é que por nós próprios possamos atribuir-nos seja o que for, como se viesse de nós. Essa capacidade vem de Deus. 6Foi Ele que nos tornou capazes de sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito dá vida.

 

Nesta carta conciliatória, escrita da Macedónia após as boas notícias trazidas por Tito acerca da pacificação da comunidade de Corinto (cf. 7, 6-7), perturbada pelos detractores de S. Paulo, que ali se teriam apresentado com «cartas de recomendação» (v. 1) de algum notável, ele não deixa de refutar as acusações que lhe eram feitas, aqui, de soberba e arrogância na sua pregação, como quem anda atrás de protagonismo. «A nossa carta sois vós… conhecida e lida por todos os homens» (v. 2 ), pois os frutos da pregação de Paulo numa cidade tão corrompida eram então já bem notórios e eram uma verdadeira obra de Deus, não humana – «escrita não com tinta» –; e também «não em placas de pedra» (v. 3), adiantando a ideia a desenvolver no v. 6. De facto os judaizantes, seus opositores, estavam agarrados à «letra» da Lei de Moisés, gravada em pedra; mas esse regime da Lei, entendido por eles como definitivo, tornava-se «letra que mata» (cf. v. 6), pois se limitava a apontar deveres e punições, levando a multiplicar as transgressões sem dar a graça para as evitar e para delas se redimir. Cristo instituiu uma «nova aliança», que é «espírito que dá vida», pois Ele concede o Espírito Santo a todos os que crêem. A consciência que Paulo tem de ser «ministro da nova aliança» nada tem de arrogância nem de protagonismo, pois ele bem sabe que «a nossa capacidade vem de Deus», ao saber que «não somos capazes de conceber alguma coisa como de nós mesmos» (v. 5). Preferimos esta tradução da recente Bíblia da Difusora Bíblica, por condizer mais com o original grego, com efeito, o sintagma «logísasthaí ti» (conceber alguma coisa) é entendido por muitos como «lançar alguma coisa na própria conta», um sentido bem contextualizado e aberto à utilização desta célebre passagem pelo II Concílio de Orange, can. 7 (cf. Jo 15, 5), que condenou as tendências do pelagianismo que julgavam que o homem era capaz de, só por si e por toda a vida, cumprir toda a Lei de Deus, sem necessidade do auxílio da graça de Deus.

 

Aclamação ao Evangelho        Tg 1, 18

 

Monição: O supremo bem realizado por Deus é gerar os homens para a vida nova, comunicada pelo Evangelho, que é Palavra de verdade, é o que aclamaremos de seguida.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Deus Pai nos gerou pela palavra da verdade,

para sermos as primícias das suas criaturas.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 2, 18-22

Naquele tempo, 18os discípulos de João e os fariseus guardavam o jejum. Vieram perguntar a Jesus: «Por que motivo jejuam os discípulos de João e os fariseus e os teus discípulos não jejuam?» 19Respondeu-lhes Jesus: «Podem os companheiros do noivo jejuar, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está consigo, não podem jejuar. 20Dias virão em que o noivo lhes será tirado; e então, nesses dias jejuarão. 21põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo novo arranca parte do velho e o rasgão fica maior. 22E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho acaba por romper os odres e perdem-se o vinho e os odres. Para vinho novo, odres novos».

 

Não se diz a que propósito os fariseus «estavam a jejuar», mas sabemos que, além do jejum obrigatório do Dia da Expiação (Yom Kipur), os judeus piedosos praticavam com frequência o jejum, chegando os fariseus a jejuar duas vezes por semana (cf. Lc 18, 12), às segundas e quintas. A resposta de Jesus não é uma mera defesa dos seus discípulos; sem condenar o jejum, afirma frontalmente o princípio da liberdade cristã em face das práticas da lei antiga e da cultura judaica. Ele inaugura uma nova ordem de coisas que não pode ficar encerrada em moldes antigos e caducos: «vinho novo, em odres novos!» (v. 22).

Mais ainda, Jesus com a comparação do «noivo» (vv. 19-20), insinua que, mais do que um simples Mestre, Ele é o Messias anunciado como «o Esposo» (cf. 1ª leitura: Os 2, 21-22; Is 54, 5-6). É por isso que o jejum não é compatível com a alegria messiânica!

 

Sugestões para a homilia

 

Fidelidade e infidelidade

Acolhimento que transfigura através do amor

Uma resposta generosa

Fidelidade e infidelidade

O profeta Oseias, de quem ouvimos o trecho da primeira leitura, teve uma vida conjugal particularmente agitada. Apaixonou-se por uma prostituta e casou com ela. Bem depressa esta o atraiçoa e voltou à sua antiga vida, enganando o marido com os antigos amantes. O profeta, inicialmente deixou-se arrastar pela ira e expulsou-a de casa, a fim de ver se a conseguia esquecer. Tal não aconteceu. Ao fim de algum tempo foi à sua procura, dialogou com ela fazendo-a compreender que longe de si não alcançaria a felicidade e conseguiu persuadi-la a voltar para casa.

Reflectindo neste comportamento da esposa, compara a sua atitude com a história vivida por Israel e no procedimento de Deus para com o seu povo. (Em hebraico «Israel» é uma palavra do género feminino e, por esse motivo, presta-se a ser imaginado como uma esposa infiel, pervertida e depravada). Israel afastou-se de Deus, foi escravizado no Egipto, de lá foi chamado pelo Senhor que o acolheu e ajudou na travessia do deserto. No Sinai, Deus e Israel entenderam-se como «esposos» e firmaram uma aliança, partilhando projectos e segredos. Instalado em Canã, a «esposa-Israel» bem depressa se esqueceu do contrato firmado e deixou-se seduzir por outros deuses, afastando-se do Senhor. Deus, porém, deixa-Se guiar pelos seus sentimentos de ternura de esposo fiel e volta a aproximar-se e a acolher o seu povo.

 

Acolhimento que transfigura através do amor

 

Promete «um novo acolhimento» e uma «transfiguração» manifestada através: da justiça, dum recto comportamento, do amor que leva a realizar obras de misericórdia e, finalmente, da fidelidade da Sua afeição de «esposo».

Ora, a comunidade cristã é essa «esposa» que nem sempre é fiel, nem sempre se encontra unida a Cristo e o trai seguindo outros deuses: o dinheiro, as honras, os compromissos bajuladores para com os mais poderosos. Todavia, através de Jesus, Deus continua a apresentar-Se como esposo fiel pronto a acolher a humanidade tal como é, transfigurando-a com o seu amor e fazendo dela uma esposa verdadeira e admirável.

É neste contexto nupcial que Jesus se apresenta na narração do Evangelho e a prática do jejum a que se refere adquire um novo teor.

Em todos os tempos os povos se serviam do jejum e de penitências para tentar comover a divindade em ocasiões de calamidade, peste ou secas, pensando que deste modo conseguiriam trazer a bonança ao seu desespero. De idêntico modo em Israel se seguiam tais práticas, a que se associava a esmola e a oração. Mais tarde, o jejum indicava igualmente a angústia do povo que aguardava a vinda do Messias. Ora, os fariseus e os discípulos de João continuavam a jejuar porque viviam ainda nessa expectativa, pois não tinham dado conta que o reino de Deus já começara com a vinda de seu Filho. Jesus, recupera então a imagem do esposo. Por isso, diz Jesus, durante a festa do noivado ninguém jejua, pelo contrário, está alegre e bem disposto. Somente jejua quando o noivo lhes for tirado. Refere-se à tristeza experimentada pelos discípulos quando se virem privados da sua presença visível. A dor da separação será o seu jejum.

As primitivas comunidades, ainda em vida de alguns apóstolos, adoptaram a prática do jejum para poupar alguma coisa, a fim de poderem socorrer os mais necessitados, fazendo festa com eles. É este, ainda hoje, o real significado do nosso jejum que, para além disso, fortalece a nossa vontade, habitua-nos a purificar os nossos caprichos e a treinar a nossa ambição que nos pode conduzir ao mal.

As duas parábolas, com que termina a narração, estão de algum modo ligadas às núpcias, pois o vinho é indispensável em qualquer festa, e o vestido é apropriado à situação. Qual o seu significado? Pretendem transmitir esta mensagem: o novo tem uma força irresistível e incontrolável e não é compatível com o antigo. Nós gostamos das coisas a que estamos habituados e a novidade causa-nos receio. Ora, o cristão deve saber que escolhe algo de completamente novo que o leva a mudar inteiramente de estilo de vida, confiando totalmente em Cristo e dando-lhe uma resposta generosa.

 

Uma resposta generosa

 

Essa resposta encontrámo-la na segunda leitura de hoje, que nos convida a assumir a atitude de Paulo. Às críticas, às calúnias, às hostilidades movidas pelos adversários ou até pelos irmãos da comunidade perante o trabalho incansável e generoso de quem se põe à disposição de Deus e dos irmãos, não devemos responder com fraseado, com injúrias, com retaliações, mas com uma vida coerente e irrepreensível.

Será esta a melhor «carta de recomendação» para o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos,

depois de termos ouvido atentamente

a interpelação do Espírito,

rezemos a Deus nosso Pai,

por intermédio de Seu Filho Jesus,

dizendo:

 

Ouvi-nos, Pai de infinito amor.

 

1.  Pelo Santo Padre, pelos Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que demonstrem com o seu estilo de vida,

a fidelidade ao amor de Deus,

oremos, irmãos.

 

2.  Por todos os cristãos,

para que sejam fiéis ao seu baptismo,

a fim de melhor poderem anunciar o Evangelho,

oremos, irmãos.

 

3.  Por toda a humanidade,

para que nas suas infidelidades

reconheça o acolhimento de Deus,

oremos, irmãos.

 

4.  Por todos os homens que se sentem desesperados,

para que sintam o amor do Senhor

e não percam a esperança,

oremos, irmãos.

 

5.  Por todos aqueles que se sentem traídos,

hostilizados ou caluniados,

para que se sintam aliviados das suas feridas,

oremos, irmãos.

 

6.  Por todos nós,

para que saibamos conter injúrias,

retaliações ou palavras inadequadas

às ofensas recebidas,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

ajudai-nos a sermos fiéis ao nosso baptismo

acolhendo o vosso amor gratuito

com generosidade operativa.

Isto vos pedimos por intermédio

de vosso Filho Jesus Cristo,

que é Deus convosco,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Que bom, Senhor, estar ao pé de Ti, M. Carneiro, NRMS 36

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que nos concedeis estes dons que Vos oferecemos e nos atribuís o mérito do oferecimento, nós Vos suplicamos: o que nos dais como fonte de mérito nos obtenha o prémio da felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: J. Santos, NRMS 6 (II)

 

Monição da Comunhão

 

Que o pão e o vinho que acabamos de receber em comunhão eucarística nos sirvam de alento para fidelização da nossa vida ao acolhimento do amor de Deus nosso Pai, fortalecimento da nossa vontade, purificação dos nossos caprichos e treino para conter as nossas ambições desmedidas.

 

Cântico da Comunhão: O Pão de Deus, J. Santos, NRMS 62

Salmo 12, 6

Antífona da comunhão: Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez, exaltarei o nome do Senhor, cantarei hinos ao Altíssimo.

 

Ou

Mt 28, 20

Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: A toda a hora bendirei o Senhor, M. Valença, NRMS 60

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos saciais com os vossos dons sagrados, concedei-nos, por este sacramento com que nos alimentais na vida presente, a comunhão convosco na vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que a novidade hoje anunciada na mensagem de Cristo não nos amedronte, mas seja estímulo para um renovado contentamento que modifique o nosso estilo de vida. Deste modo poderemos dar uma resposta generosa e sincera à fidelidade do amor de Deus para connosco e testemunhar, perante os nossos irmãos, a alegria da festa que celebramos.

 

Cântico final: Somos testemunhas, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

feira, 27-II: Fé mais valiosa que o ouro.

1 Ped. 1, 3-9 / Mc. 10, 17-27

... pois a fé tem muito mais valor do que o oiro, que desaparece, embora seja experimentado pelo fogo.

«A fé tem muito mais valor do que o oiro» (Leit.). Foi esta luz da fé que faltou ao homem rico, quando o Senhor lhe pediu para deixar tudo e segui-lo (cf. Ev.).

Todos precisamos ter presente esta avaliação das coisas, acontecimentos e pessoas, feita pelo próprio Senhor. Podemos deixar por momentos uma tarefa para estar com Deus (perdemos ou ganhamos tempo?); podemos abandonar um negócio rendoso para sermos honestos (perdemos ou ganhamos dinheiro?); podemos dizer a verdade embora nos custe (ficamos bem ou mal aos olhos de Deus?)...

 

feira, 28-II: Conselhos para alcançar a glória.

1 Ped. 1, 10-16 / Mc. 10, 28-31

Não há ninguém que tenha deixado casa, irmãos... que não receba agora, no tempo actual, cem vezes mais... e, no tempo que há-de vir, a vida eterna.

Um dos caminhos para a vida eterna é a generosidade no desprendimento: fazer com que Cristo seja o centro de toda a vida cristã. A união com Ele há-de prevalecer sobre todas as outras coisas, quer se trate de laços familiares, sociais, etc. (cf. Ev.).

Outro caminho é a aceitação dos sofrimentos: «pois o Espírito predisse-lhes os sofrimentos reservados a Cristo e as glórias que haviam de seguir-se a esses sofrimentos» (Leit.). Cultivemos, pois, o desprendimento e aceitemos com amor os sofrimentos.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:  António Elísio Portela

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:    Duarte Nuno Rocha


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