aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

Braga:

O Santo Padre nomeou o novo Arcebispo

D. José Manuel Garcia Cordeiro

 

O Santo Padre nomeou Arcebispo Primaz de Braga, em substituição de D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga, D. José Manuel García Cordeiro que, até esse momento, era Bispo de Bragança-Miranda. O anúncio foi feito em comunicado, divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, em 3 de dezembro do ano findo.

D. José Cordeiro nasceu a 29 de maio de 1967, em Vila Nova de Seles, em Angola. Regressado a Portugal com a família em 1975, foi viver para Parada, Alfândega da Fé, e frequentou o Seminário Menor de Vinhais, daquela Diocese, e o Curso teológico no Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa.

 Foi ordenado presbítero a 16 de junho de 1991, sendo incardinado na diocese de Bragança-Miranda. De 1991 a 1999 foi pároco, formador no Seminário Diocesano e Capelão do Instituto Politécnico de Bragança.

D. José Cordeiro, em 1999 iniciou o seu percurso em Roma, frequentando o Pontifício Ateneu de Santo Anselmo no qual obteve, em 2001, a licenciatura em Liturgia e em 2004 o doutoramento.

De 2001 a 2005 foi vice-reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, tendo sido reitor 2005 a 2011. De 2004 a 2011 foi professor no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo.

Em novembro de 2010 o Papa Bento XVI nomeou-o consultor da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

No dia 18 de julho de 2011, com 44 anos de idade, foi nomeado, pelo Papa Bento XVI, Bispo de Bragança-Miranda, recebendo a Ordenação Episcopal a 2 de outubro de 2011. Esta nomeação fez dele, nessa altura, o mais jovem Bispo de Portugal.

Quando assumiu a função de bispo, propôs-se ser "um colaborador dos jovens" e "servidor de esperança", em plena crise financeira a que se seguiram os anos da Troika.

Desde 2016 é membro da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Em maio de 2012, foi empossado como académico correspondente da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, na qual discursou sobre o tema ‘Do Movimento Litúrgico à Reforma Litúrgica em Portugal’.

No âmbito da Conferência Episcopal Portuguesa é desde 2014 Presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade.

Ainda na CEP, desde 2017 é vogal do Conselho Permanente; desde 2018 é delegado aos Congressos Eucarísticos Internacionais.

Durante quase uma década, reestruturou a diocese, nomeadamente ao nível do funcionamento das paróquias e do funcionamento das instituições sociais da Igreja.

Visitou todas as paróquias da diocese e foi, sobretudo nos primeiros anos nas funções, uma voz ativa no alerta para problema sociais como o abandono e isolamento dos idosos e o despovoamento do Nordeste Transmontano. A boa disposição é uma característica de José Cordeiro, que apostou sempre na mobilização dos jovens, com os quais já lidado de perto, nomeadamente durante os anos em que foi pároco.

Fica também conhecido como "o bispo da Internet" pelo uso que tem feito das novas tecnologias para divulgação e aproximação à população.

Como bispo foi ordenado na única catedral construída no século XX e que herdou inacabada e com uma fatura de cinco milhões de euros que conseguiu liquidar.

Entretanto, tem publicado diversas obras, sobretudo no âmbito da Liturgia, ciência em que é reconhecido mestre eminente.

Em outubro, D. José Cordeiro lançou o livro intitulado ‘Caroço de Cereja’, que reúne as homilias da Missa Crismal proferidas na Catedral de Bragança-Miranda, assinalando os seus dez anos de episcopado.

“Sempre que comia as poucas cerejas que sobravam ou não serviam para o procedimento dos frascos em calda, costumava deixar o caroço na boca para prolongar o aprazível sabor da cereja branca”, refere, no texto de abertura da publicação.

Esta nomeação acontece, depois de D. Jorge Ortiga ter apresentado a sua renúncia ao Papa, após completar 75 anos de idade, em março de 2019, seguindo as determinações do Direito Canónico.

Tomará posse canónica da Antiga Arquidiocese de Braga no dia 13 de fevereiro, 6.º Domingo do tempo Comum, numa solene concelebração que terá lugar na Sé de Braga, às 16 horas.

Braga, como diocese, data do século III, e é uma das três arquidioceses metropolitas de Portugal sendo elas Braga, Évora e Lisboa. O arcebispo de Braga usa o título de ‘Primaz das Espanhas’ e a Diocese possui um rito litúrgico próprio (Rito bracarense). 

O atual território diocesano tem 2857 quilómetros quadrados, cujos limites não coincidem com os limites civis do Distrito de Braga.

A arquidiocese de Braga é constituída por 551 paróquias que servem aproximadamente 850 mil habitantes.

A Conferência Episcopal Portuguesa congratulou-se com a nomeação e desejou a D. José Cordeiro “um fecundo e frutuoso ministério pastoral ao serviço de do Povo de deus que está em Braga e que lhe é confiado nesta nova missão.”

D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz emérito, saudou o seu sucessor, considerando que a sua experiência pastoral e qualidades vão enriquecer a Igreja local que está "motivada e empenhada". “Pode contar com todos e cada um: sacerdotes, leigos, religiosos, religiosas, comunidades paroquiais, confrarias, movimentos. Queremos que sinta o nosso afeto, na certeza de que encontrará uma diocese motivada e empenhada para uma consciente sinodalidade", escreve Jorge Ortiga, numa missiva de saudação ao futuro Arcebispo de Braga.

 

Celebração Litúrgica, nascida e radicada na Diocese que D. José Manuel é agora chamado pelo Santo Padre a pastorear, dá boas-vindas calorosas ao seu novo Arcebispo e augura-lhe um Pontificado com as bênçãos do Bom Pastor.

 

Évora:

Arcebispo destacou ligação histórica de Portugal

à Imaculada Conceição de Vila Viçosa

 

O arcebispo de Évora presidiu à solenidade da Imaculada Conceição no santuário nacional de Vila Viçosa, destacando a ligação desta data à história portuguesa.

“Portugal antecipou-se profeticamente à Igreja Universal quando há 375 anos o nosso Rei Dom João IV proclamou Nossa Senhora da Conceição, venerada aqui, em Vila Viçosa, Padroeira de Portugal, nas Cortes, a 25 de março de 1646. Já depois da morte do Monarca, o Papa Clemente X confirmou a 8 de maio de 1671 Nossa Senhora da Conceição como Padroeira e Rainha de Portugal, pela Bula Eximia Dilectissimi”, recordou, na sua homilia.

 “Quem quiser encontrar um modelo para a sua vivência eclesial tem em Maria a referência maior e o auxílio supremo. É que Maria pertence à Igreja, verdade que nem sempre parece ser valorizada. Ela faz parte do mesmo povo que nós. É o membro mais eminente da Igreja, mas não está fora dela”, assinalou D. Francisco Senra Coelho.

D. Francisco sublinhou: “A diluição espiritual e cultural de um povo significará inevitavelmente a perda da sua identidade e a sua fusão num hoje sem futuro”, advertiu.

A homilia aludiu a dois “momentos altos” ligados à recuperação da independência de Portugal, a revolução de 1383-1385 e a restauração de 1640, e às figuras de D. Nuno Alvares Pereira e D. João IV.

“A Solenidade da Imaculada Conceição liga estes dois acontecimentos decisivos na História da independência de Portugal e no contexto das nações europeias. Segundo secular tradição foi o condestável D. Nuno Alvares Pereira quem restaurou o templo em louvor de Nossa Senhora do Castelo em Vila Viçosa e quem ofereceu a imagem da Virgem Padroeira, adquirida na Inglaterra”, explicou.

“A espiritualidade que brotava da devoção a Nossa Senhora da Conceição foi novamente sublinhada no gesto que D. João IV assumiu como já dissemos ao coroar a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha de Portugal nas cortes de 1646, há 375 anos”, acrescentou.

No final da Missa, o arcebispo de Évora foi condecorado pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, almirante António Silva Ribeiro.

 

Vila Real:

Diocese vive ano jubilar para potenciar o crescimento

sem perder as raízes

 

A Diocese de Vila Real comemora, de 08 dezembro de 2021 a 08 do mesmo mês de 2022, o centenário da sua criação e pretende que seja “um ano para potenciar o crescimento sem perder as raízes”.

A data de abertura e encerramento deste ano jubilar foi escolhida por ser o dia da sua padroeira, a Imaculada Conceição, mas a celebração principal é “no dia 20 de abril de 2022, dia dos 100 anos da criação da diocese”, lê-se.

Além da celebração litúrgica na Sé, haverá também “um concerto e a abertura de uma exposição documental no Museu do Som e da Imagem”.

Ao longo do ano realizam-se também peregrinações jubilares dos Arciprestados à Sé, tendo cada um deles o mês próprio.

O coordenador da Comissão do Centenário, padre Manuel Queirós, apresentou também outro tipo de realizações como o colóquio agendado para dia 23 de abril de 2022, as tertúlias mensais em vários pontos da diocese evocando figuras e obras que se destacaram ao longo destes 100 anos e os concertos mensais do órgão sinfónico da Sé e outros.

Um programa que tem na base “muito diálogo, cumprindo já de certo modo o caminho sinodal, e também muito diálogo com a sociedade civil”, acrescentou.

O Bispo de Vila Real, D. António Augusto Azevedo, considera que os 100 anos de história da diocese são uma etapa marcante apesar de ser uma diocese “jovem”, até porque estes 100 anos “foram de profunda mudança na vida da Igreja, particularmente desde os anos 60”.

Com estas comemorações pretende-se edificar uma Igreja “capaz de responder aos desafios do século XXI”, disse o Bispo de Vila Real.  Por isso, D. António Augusto Azevedo apelou à participação de todos pois o centenário é “de todos e para todos”.

A Diocese de Vila Real foi criada pelo Papa Pio XI pela Bula ‘Apostolicae Praedecessorum Nostrorum, de 20 de abril de 1922, com paróquias da Arquidiocese de Braga (166) e das Dioceses de Lamego (71) e de Bragança (19), ficando com os limites do distrito de Vila Real.

 

Viana do Castelo:

«Estamos aqui para construir uma humanidade nova»

 

O novo bispo da Diocese de Viana do Castelo partilhou sonhos, preocupações e prioridades e disse que a Igreja tem que “se empenhar decididamente” na construção de uma “humanidade nova”, antes da cerimónia de tomada de posse.

No encontro, organizado pela Diocese de Viana do Castelo, o seu novo bispo afirmou que “há uma humanidade nova, há uma sociedade nova, há uma civilização nova a construir”, e é aqui que atuar e são “todos necessários”, por isso, considera que é algo onde “a Igreja tem que se empenhar decididamente”.

Escutar, dialogar e discernir são verbos e ações para D. João Lavrador iniciar este serviço no Alto Minho, e explicou que na escuta está o “desejo de querer conhecer até ao limite”, do que for possível, a realidade do “mais intimo e da riqueza” que este povo tem para oferecer.

Sobre dialogar recordou que o Concílio Vaticano II (CVII) diz que a Igreja “está no mundo para dialogar com este mundo”, e salientou a importância de discernir “num tempo com alguma perplexidade, às vezes, muito baralhado”, mas com “desejo de valores”.

“E é preciso discernir o que é bom, o que interessa, aquilo que pode defender a dignidade humana, o que temos de valorizar como verdadeiro valor no meio do mundo”, acrescentou o até agora bispo de Angra (Açores).

O novo bispo de Viana do Castelo disse que levou a “ânsia de aprender”, de se oferecer, “o sonho de trazer tudo o que a Igreja hoje é”, e como bispo do CVII “não pode ser teórico”, mas “real, muito prático, e muito atento às pessoas”.

“Gostaria de estar muito atento e procurar fazer sobressair na minha existência e atuação aquilo que é a alma deste povo do Alto Minho”, completou o novo responsável que tem o sonho de ter “comunidades vivas e atuantes”.

 

Santarém:

Jornada Diocesana da Juventude

marcada pela «riqueza de movimento e realidades paroquiais»

           

          A Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) juntou cerca de duas centenas de jovens, n em Santarém, numa “riqueza de movimentos e realidades paroquiais”.

“Como disse o Papa Francisco, “a diversidade é riqueza” e esta JDJ foi prova disso mesmo. Nesta riqueza de Movimentos e de diferentes realidades paroquiais, pudemos ver uma Igreja una que quer caminhar em conjunto”, lembrou José Elísio, membro do Comité Organizador Local para a JMJ2023 (COL) que faz a ligação com a diocese de Santarém, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

A mensagem do Papa – “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” -, numa alusão à conversão de S. Paulo, marcou a ordem de “um dia onde foi possível encontrar Deus, partilhar experiências e fazer novos amigos”, descreve Bruno Santos, jovem da paróquia de Rio Maior que participou nas atividades

O diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, padre Filipe Diniz, também marcou presença e entregou aos responsáveis dos comités organizadores vicariais para a JMJ2023 uma réplica da cruz das jornadas.

Depois de um jantar convívio, numa oração ao estilo de Taizé, “os jovens manifestaram o seu amor à cruz do Rei” e agradeceram o dia, explicou o coordenador da Pastoral Juvenil de Santarém, padre Ricardo Conceição.

“Foi muito interessante ver como jovens de idades tão dispersas se juntam para conhecer novas formas de ver a fé e acabam por nos dar a conhecer perspetivas que nunca tínhamos pensado. Estas experiências acabam por nos ajudar a crescer como comunidade pela partilha que acaba por surgir tanto dentro das pessoas que organizam as atividades como nos grupos de participantes”, partilhou Raquel Santiago do movimento dos Convívios Fraternos.

 

Porto:

Diocese viveu festa com os jovens católicos,

apontando à JMJ 2023

 

A Diocese do Porto celebrou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), este ano assinalada a nível local, com desafios à participação das novas gerações na transformação da Igreja e da sociedade.

D. Manuel Linda encontrou-se com 3 mil jovens, no Santuário do Monte da Virgem, desafiando os participantes na celebração de sábado a falar aos seus colegas sobre a próxima edição internacional da JMJ, que vai decorrer em Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023. “Falai aos jovens sobre a JMJ e dizei que o bispo conta a presença de todos”, referiu.

Os jovens fizeram a pé o percurso desde o Terreiro da Sé no Porto até ao Monte da Virgem em Gaia, numa iniciativa organizada pelo Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude (SDPJ).

Na conclusão da sua homilia, o bispo do Porto manifestou o desejo de que o Santuário Diocesano do Monte da Virgem seja “o maior pulmão espiritual da Diocese do Porto”.

Após o almoço partilhado decorreu um concerto musical com o grupo brasileiro ‘Missão Caris’.

Já no domingo, solenidade de Cristo-Rei, o bispo do Porto presidiu à Missa na Catedral, exortando os jovens: Os cristãos não hipotecam o Reino de Deus às razões da cultura massificada e dominante, por mais sedutora que se apresente. Pelo contrário, intentam a sua mudança pela educação e timbre de vida, pela contestação do mal reinante, pelo eventual recurso à objeção de consciência para que o mal não se banalize, pelo empenho nas causas dos descartados da sociedade do consumo e bem-estar e pelo pedido orante, tantas vezes formulado por vozes humildes”.

 

Portalegre-Castelo Branco:

Bispo destaca «oportunidade única»

de receberem os símbolos da JMJ

 

O bispo de Portalegre-Castelo Branco afirma que a passagem da Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude e do ícone mariano pela diocese, a partir de 30 de janeiro, “é uma oportunidade única” e incentiva os jovens a estarem atentos.

“Não vivas distraído, num desses lugares por onde vão passar a provocar momentos de oração, procura estar, é uma oportunidade única”, assinala D. Antonino Dias, numa reflexão partilhada na rede social Facebook.

D. Antonino explica: “A todos os jovens e adultos com espírito jovem, o Senhor lhes diz pela boca da juventude jovem da nossa Diocese: se queres vir, ver, rezar e animar, pega na tua cruz e vem, é uma oportunidade única de, num desses lugares por onde vão passar, estares junto destes símbolos mundiais tão amados pelo que significam e interpelam”, desenvolve.

Segundo o bispo de Portalegre-Castelo Branco, a passagem desta cruz pelas dioceses “significa também um “caloroso convite dos jovens a todos os jovens e pessoas de boa vontade” para que se unam em verdadeira comunhão “nesta causa de viver e dar a conhecer o amor de Cristo por toda a humanidade”.

 

Beja:

Os cânticos do Natal Alentejano

 

Como é sabido, o cante tem duas vertentes: a profana e a religiosa. Uma e outra se completam, porque são duas dimensões da mesma alma do povo alentejano.

Os alentejanos sempre usaram o seu cante para se relacionarem com Deus, para rezar. Provam-no os numerosos cânticos populares religiosos recolhidos por todo o Baixo Alentejo, de que se destacam os cânticos do ciclo do Natal e da Quaresma/Paixão, os cânticos aos Santos Populares e a Nossa Senhora e também as preces para pedir a Deus a graça da chuva.

Há cânticos do Deus Menino, das Janeiras e dos Reis Magos. Este repertório é certamente o mais rico de toda a tradição da música popular religiosa do Baixo Alentejo. São muitas as localidades onde, nas recolhas feitas por mim próprio e pelo P. Aparício entre 1978 e 1982, e não só, encontrámos este tríptico completo, verificando também que são esses os cânticos que mais resistiram à erosão do tempo. Essa constatação era já assinalada em finais do séc. XIX: “O que ainda subsiste apesar da sua origem secular – tão secular como a do Presépio – é o costume dos descantes ao Deus Menino, às Janeiras e aos Reis” (Dias Nunes, in A Tradição de Serpa, Janº de 1899).

São, em geral, cânticos muito melismáticos, isto é, muito mais ornamentados em relação à generalidade dos restantes e, por isso, de difícil execução, cantados em família, à volta do madeiro, ou na Igreja, com letra diversificada e variada. O texto é sempre repassado de emoção, assombro, ternura, admiração e fé. Ainda no domingo passado fiz um concerto de Natal com o Coro do Carmo de Beja na Salvada, aqui bem perto de Beja. Preparámos de propósito um canto dos Reis que outrora se cantou naquela localidade e também noutras terras do concelho de Beja. Ao fim perguntei: – Alguém reconheceu este cântico? Alguém se lembra dele? Uma jovem senhora respondeu: – Eu estou toda emocionada e já chorei. Este cântico cantava-o sempre a minha avó na noite de Natal! Aprendi-o com ela…

 

Igreja:

Missal Romano com nova tradução para Portugal

e cinco países lusófonos

 

O presidente da Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade (CELE) disse que a nova edição portuguesa do Missal Romano traz alterações para as conclusões das orações, o ato penitencial (confissão), o nome de Maria, após um trabalho realizado com a Santa Sé.

“A nova tradução recebeu do Missal a tradução dos textos já aprovados pela Congregação na segunda edição de alguns livros litúrgicos: Os textos (sobretudo as rubricas) que constam na Instrução Geral do Missal Romano; os textos bíblicos das antífonas, as citações ou alusões à Sagrada Escritura constantes nas orações”, explicou D. José Cordeiro à Agência Ecclesia.

A nova edição portuguesa do Missal Romano vai ter a data da solenidade de Cristo-Rei, entrando em vigor a partir do dia 14 de abril de 2022, Quinta-feira Santa.

O presidente da CELE adianta que, entre as novidades, está a nova fórmula do Ato Penitencial (confissão) – ‘por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa’.

“Voltar ao ritmo ternário do reconhecimento da culpa e do bater com a mão no peito não será problemático”, e o esforço de atenção pode ajudar “a quebrar a rotina”, assinala o bispo de Bragança-Miranda.

Segundo D. José Cordeiro, existem alterações na narração da instituição da Ceia, com opção de tradução por ‘abençoar’ a ser substituída pelo verbo ‘bendizer’, uma mudança que se poderá estranhar, “mas faz todo o sentido”.

Nos Ritos de Conclusão, o Missal introduz novas fórmulas para a despedida: o nome de Maria, “no seguimento do diálogo ecuménico”, passa a ser com o tratamento de ‘Virgem Santa Maria’.

D. José Cordeiro, especialista em Liturgia, adianta também que algumas novidades de conteúdo são, por exemplo, as conclusões das orações, e a adoção de duas formas – longa e breve – “traz maior riqueza e variedade à oração da Igreja”.

Já o diretor do Secretariado Nacional da Liturgia, da CELE, salienta que “as grandes diferenças não estão nas respostas dos fiéis”, mas sublinha que para os padres mudam algumas coisas.

Em declarações à Agência Ecclesia, o padre Pedro Ferreira assegurou que “não é preciso fazer nenhum caderno para os fiéis participarem” nas celebrações, como na Itália, onde “mudaram muitas coisas”.

“Gostaríamos que o aparecimento do novo Missal fosse recebido com espírito novo”, acrescentou o responsável sobre os sacerdotes, observando que a questão “é rezar como lá está, que é bastante diferente”.

O novo Missal mostra também que o canto “não é um mero elemento ornamental”, mas parte necessária e integrante da Liturgia solene, por isso, a música e o texto vão estar juntos.

“Vai ser uma novidade que o missal português explora muito bem, normalmente põem as músicas arrumadas numa secção e os textos correm pela outra”, realçou o padre Pedro Ferreira, observando que estar a presidir à celebração e a procurar a página com a música “é complicado”.

“É uma questão de oração, não é a solenidade só, não é o adorno externo, o ser bonito, é a oração. A música está ao serviço da oração, é uma forma mais perfeita de oração, é rezar duas vezes, como diziam os antigos”, acrescentou o diretor do Secretariado Nacional da Liturgia da CELE.

 

Médicos Católicos:

pediram aos partidos políticos para que, nas Legislativas,

que tivessem «posição definida» sobre a eutanásia

 

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) defendeu que a eutanásia é um assunto “demasiado grave” para que os partidos políticos candidatos às eleições legislativas de 30 de janeiro “não tenham uma posição definida”, pedindo clareza neste tema.

“Diminuir a abstenção também passa por explicar aos portugueses que o seu voto poderá apoiar a vida, ou legitimar a morte induzida. Os portugueses não quererão passar um cheque em branco aos deputados, sem saber a sua opinião sobre assuntos de vida e de morte”, assinala a AMCP, num comunicado enviado hoje à Agência Ecclesia.

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses pede aos partidos políticos que concorrem às próximas eleições legislativas que divulguem publicamente “a posição sobre a eutanásia”, e no caso da liberdade de voto, que publiquem “o sentido de voto na despenalização da eutanásia de todos os elementos da lista de candidatos”.

Neste contexto, pretendem também saber se as forças políticas admitem a realização de um referendo, se for “legalmente solicitado pelos cidadãos”, e que clarifiquem também a posição política sobre a “objeção de consciência” ou iniciativas legislativas sobre esta matéria.

Os Médicos Católicos Portugueses assinalam que a legitimidade e representatividade dos deputados eleitos “decorrem da transparência das suas propostas” e da clareza da sua visão da sociedade, pelo que entendem que os partidos políticos devem informar os cidadãos das suas posições, “sob pena de serem corresponsáveis de um elevado índice de abstenção”.

A associação lembra, que nas duas legislaturas anteriores, os deputados na Assembleia da República discutiram assuntos para os quais “não tinham sido mandatados pelos portugueses”, muito para além do que estava explicitado nos programas eleitorais, nomeadamente “a eutanásia, a ideologia de género ou a inseminação pós-mortem”.

O presidente da República Portuguesa vetou o decreto do Parlamento sobre a legalização da eutanásia e o suicídio medicamente assistido, a 29 de novembro de 2021, pedindo à Assembleia algumas clarificações.

No último dia 5 de novembro, o Parlamento português reapreciou e aprovou o decreto sobre a legalização da eutanásia, na sequência do veto por inconstitucionalidade de Marcelo Rebelo de Sousa, em março, da primeira versão do diploma, aprovada no final de janeiro de 2021.

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses foi fundada em 1915, tem estatutos aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e associados em todo o país.

 

Braga:

Presidente da República distinguiu

cónego João Aguiar Campos

 

O presidente da República condecorou em 19 de janeiro, em cerimónia restrita no Palácio de Belém, o cónego João Aguiar Campos, antigo presidente da Rádio Renascença, com o grau de Comendador da Ordem do Mérito.

O sacerdote da Arquidiocese de Braga disse à Agência Ecclesia que recebeu a distinção com surpresa, explicando que a mesma foi “generosamente” explicada por Marcelo Rebelo de Sousa com o seu papel na Comunicação Social, como professor e como escritor.

O cónego João Aguiar Campos desenvolveu a sua ação em várias regiões do país, com um “sentido de intervenção cívica” e eclesial destacado pelo chefe de Estado.

“Do meu lado, assumo esta honra com muita distinção, porque qualquer cidadão se sente honrado quando o chefe de Estado chama a atenção para os seus eventuais méritos”, acrescentou.

O distinguido gracejou com o “professor” Marcelo Rebelo de Sousa, assumindo que “copiou” as respostas certas do Evangelho.

A cerimónia contou com a presença de D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, e de D. Américo Aguiar, bispo auxiliar do Patriarcado e atual presidente do Conselho de Gerência do Grupo r/com, Renascença, Comunicação Multimédia.

A Ordem do Mérito destina-se a galardoar atos ou serviços meritórios praticados no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas, que revelem abnegação em favor da coletividade.

João Aguiar Campos nasceu no ano 1949 em S. João do Campo, Terras de Bouro (Braga); foi ordenado padre no dia 25 de março de 1973 e, entre 1974 e 1976 frequentou Ciências da Informação na Universidade de Navarra, Espanha.

Em 1976 começou a trabalhar no ‘Diário do Minho’, da Arquidiocese de Braga, onde foi diretor entre 1997 e 2005; em 1981 iniciou funções na Rádio Renascença, tendo ocupado a presidência do Conselho de Gerência da emissora católica portuguesa entre 2005 e 2016

Em 2011 foi nomeado diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, cargo que ocupou até abril de 2016.

O cónego João Aguiar Campos tem como obras publicadas “Circunstâncias” (2016), “Rio abaixo” (2017), “Descalço também se caminha” (2019), “Morri ontem” (2019), “Fragmentos” (2029), “InTemporal” (2021), “Flores de Feno” (2021).

A 5 de maio de 2016, o SNCS entregou-lhe de forma honorífica o prémio de jornalismo ‘D. Manuel Falcão’, juntamente com o cónego António Rego.

O Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, organismo ligado à Conferência Episcopal Portuguesa, é proprietário da Ecclesia, marca institucional da presença da Igreja na área dos media; produz e distribui informação em diferentes plataformas: internet (portal de informação agencia.ecclesia.pt), rádio (programa ECCLESIA na Antena 1) e televisão (programa Ecclesia e programa ‘70×7’, na RTP2).

Celebração Litúrgica, que se honra por contar entre os seus colaboradores com o Cónego João Aguiar Campos, felicita-o vivamente pela bem merecida distinção.

 

Lisboa:

Procissão de Nossa Senhora da Quietação

regressa às ruas, mais de século e meio depois

 

A procissão de Nossa Senhora da Quietação regressou às ruas, mais de um século e meio depois.

Após a Missa celebrada pelo padre António Borges, capelão da Irmandade, a procissão sai da igreja do Convento de Nossa Senhora da Quietação, popularmente conhecida por igreja das Flamengas na Rua 1.º de Maio, ao Calvário, seguindo pelas ruas Luís de Camões, dos Lusíadas, Leão de Oliveira, Calçada da Tapada, Rua de Alcântara e Largo do Calvário.

A Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação é uma associação pública de fiéis católicos, canonicamente estabelecida na igreja do Convento, na freguesia de Alcântara, em Lisboa.

A irmandade tem, entre outras atribuições, a missão “de promover o culto público e, de modo particular, o culto público e solene da sua padroeira”.

Em 2020, o Conselho Pontifício para a Cultura, da Santa Sé, concedeu o seu alto patrocínio para o programa de conservação e restauro dos bens culturais custodiados pela Irmandade.

 

Portugal:

D. Américo Aguiar presidiu à bênção da sede da Rádio Maria

 

D. Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa e presidente do Conselho de Gerência do Grupo Renascença, presidiu à bênção da nova sede da Rádio Maria em Portugal.

O presidente da Associação ‘Rádio Maria Portugal’ afirmou que a inauguração das instalações deste projeto representa “um passo muito importante”, que vai dar “ânimo à equipa” e permitir “melhorar a qualidade do serviço”.

“Temos muito que agradecer aos nossos ouvintes, pelas suas orações, a todos os nossos benfeitores que nos ajudam e ao fundador, Emanuel Ferrario, que tanto quis esta rádio em Portugal. E por último a Nossa Senhora, Rainha da Rádio Maria”, refere João Osório Castro, citado em nota enviada hoje à Agência Ecclesia.

O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o padre Manuel Barbosa, também esteve presente na cerimónia da bênção e partilhou “uma palavra de congratulação” por esta presença no país.

A celebração de bênção da sede da Rádio Maria Portugal contou com a presença do presidente da rádio em Espanha, José Manuel Quintanilla; do presidente da Família Mundial Rádio Maria, Vitorio Viccardi; e de José Luís Ramos Pinheiro, administrador do Grupo Rádio Renascença.

Fundada em 1987, a Rádio Maria chegou a Portugal no ano findo, e João Osório Castro fez um “balanço positivo” dos primeiros seis meses de emissões.

“Já se conseguiu um número muito grande de programas em emissão e também um grande número de voluntários. Além disso, temos uma equipa que apesar de ser muito pequena, que chamo de ‘Dream Team’ é muito dedicada, acredita muito e vive o projeto e tem feito um trabalho excelente, o que permite fazer este balanço positivo”, desenvolveu.

A rádio de “total inspiração cristã” tem três pilares base na sua missão: a oração, a evangelização e a promoção humana.

 

Setúbal:

O encontro «Sentido 23» daa JMJ2023 deste mês

é sobre a justiça social

 

O «Sentido 23» é uma forma de preparar os jovens daquela diocese à Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que se realiza em Lisboa, entre 1 a 6 de agosto de 2023.

O tema escolhido para este encontro tem por base um dos convites que o Papa Francisco dirigiu aos jovens na sua mensagem para a 36º Dia Mundial da Juventude (21 de novembro de 2021): “Levanta-te e defende a justiça social, a verdade e a retidão, os direitos humanos, os perseguidos, os pobres e vulneráveis, aqueles que não têm voz na sociedade, os imigrantes.”

 

Funchal:

Dehonianos lançam obra para evocar 75 anos da presença em Portugal

 

O Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo e Globalização e a província portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus lançam esta quinta-feira, a obra “Dehonianos, a força da disponibilidade – História de uma Congregação Empreendedora em Portugal”, no Funchal.

“D. Nuno Brás, bispo do Funchal, Alberto João Jardim, antigo presidente da Região Autónoma, e o professor José Eduardo Franco apresentam a obra “Dehonianos, a força da disponibilidade – História de uma Congregação Empreendedora em Portugal” editada pela Theya Editores”, conforme comunicado enviado à Agência Ecclesia.

A apresentação aconteceu em 9 de dezembro, no salão nobre da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, com a reserva de bilhetes.

O momento, integrado nas comemorações dos 75 anos da presença dos dehonianos em Portugal, vai terminar com um tempo de música com Vânia Fernandes e será servido um madeira de honra.

 

Guarda:

Faleceu o padre Manuel da Silva Ferreira

antigo colaborador de CL

 

O padre Manuel da Silva Ferreira faleceu aos 97 anos de idade, a 4 de janeiro, no Hospital da Guarda, e as exéquias foram presididas pelo bispo da Guarda, no dia seguinte em Vide Entre Vinhas.

Numa nota enviada à Agência Ecclesia, a Diocese da Guarda informa que D. Manuel Felício destacou “um mestre” que “serviu a Igreja com amor e com imensa dedicação”, na homilia da Missa.

Nas cerimónias fúnebres também concelebraram o bispo de Viseu, D. António Luciano, e mais de duas dezenas de sacerdotes. O padre Manuel da Silva Ferreira, que faleceu aos 97 anos de idade, esta terça-feira, nasceu a 23 de junho de 1924.

Foi ordenado sacerdote a 22 de fevereiro de 1947, por D. José Alves Matoso, na Capela do Paço Episcopal da Guarda, depois de ter frequentado os seminários diocesanos, de 1935 a 1945, e, depois, estudou na Universidade Gregoriana, de 1962 a 1965.

O padre Manuel da Silva Ferreira foi pároco de várias comunidades na Guarda, Pinhel, Almeida, e colaborou com a equipa pastoral de São Miguel da Guarda.

Na Diocese da Guarda foi também prefeito e professor no seminário maior, assistente diocesano da Ação Católica, diretor espiritual e subdiretor do Colégio de São José, responsável do Secretariado de Ação Social e Caritativa, e prefeito no Lar Académico e professor da Escola de Enfermagem da Guarda.

Celebração Litúrgica apresenta condolências à sua família e à Diocese que serviu e exprime a sua gratidão ao Dr. P. Manuel da Silva Ferreira.

 

Fátima:

Santuário inaugura exposição comemorativa

dos 100 anos do jornal «Voz da Fátima»

 

O jornal «Voz de Fátima», jornal oficial daquele santuário mariano, está a celebrar o seu centenário, até 13 de outubro de 2022, e foi inaugurada uma exposição mural, nas alamedas que ladeiam o Recinto de Oração.

O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinha, divulgou o programa comemorativo da celebração do centenário do Jornal «Voz da Fátima», que se publica ininterruptamente desde 13 de outubro de 1922, foi inaugurada uma exposição mural com as primeiras páginas das edições do primeiro ano do jornal.

Esta exposição, nas alamedas que ladeiam o Recinto de Oração, procura também “trazer algumas das páginas que contém temas marcantes da vida deste Santuário ao longo dos cem anos do jornal”, referiu.

O jornal passa de 12 para 16 páginas com o selo comemorativo do centenário, que acompanhará todas as edições até outubro de 2022 e vai ter com mais opinião dos leitores, do Movimento da Mensagem de Fátima e dos jovens através de uma colaboração mensal de escolas.

Em abril de 2022, o encontro “O Mundo visto de Fátima – Jornadas de Comunicação no contexto do centenário do Jornal Voz da Fátima”, reunirá especialistas da academia e responsáveis da imprensa de inspiração cristã, que refletirão sobre o papel do jornalismo católico na construção do Portugal moderno.

Em junho, a edição será inteiramente dedicada aos mais novos, que sempre tiveram uma presença efetiva no jornal com a rubrica “Fátima dos pequeninos”, esta edição terá a particularidade de ser escrita, editada e publicada por crianças.

Finalmente, para encerrar o centenário, será dada à estampa uma publicação científica sobre o jornal, com o contributo de investigadores de diferentes universidades portuguesas, que terá a coordenação do Diretor do Departamento de Estudos do Santuário, serviço que contribuirá também com alguns textos produzidos pelos seus investigadores.

O primeiro número da ‘Voz da Fátima’ foi dado à estampa a 13 de outubro de 1922 e até hoje o jornal nunca sofreu qualquer interrupção na sua publicação mensal.

Atualmente, tem uma tiragem de 62 mil exemplares e, desde 2005, a Voz da Fátima está disponível na página on-line do Santuário em www.fatima.pt.

 

Fátima:

Santuário e CNE desenvolvem projeto comum

com itinerário na Cova da Iria

 

O Santuário de Fátima e o Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português (CNE) lançaram a iniciativa `Escutar Fátima´, desafiando os escuteiros a reconhecer a importância da fé, num itinerário centrado na Cova da Iria.

“Trata-se do encontro de dois sonhos: do lado do Santuário um sonho que foi crescendo com a presença habitual dos escuteiros ao longo da sua história de lhes proporcionar momentos de espiritualidade, que depois percebemos que também era um sonho dos Escuteiros. Daqui resulta um encontro de vontades que se materializa neste projeto conjunto”, referiu o Reitor do Santuário, padre Carlos Cabecinhas.

A sessão de apresentação da iniciativa, no Centro Pastoral de Paulo VI, juntou cerca de 70 escuteiros e teve transmissão online.

Numa intervenção citada pelo Santuário de Fátima, o reitor destacou a cooperação “frutuosa” que a instituição e o CNE têm desenvolvido ao longo da sua história, recordando que os escuteiros “marcam presença em Fátima desde sempre”, seja no apoio às peregrinações, seja no acolhimento aos peregrinos seja como peregrinos, embora nem sempre “tenhamos perceção disso”.

Ivo Faria, dirigente nacional do CNE, destacou por sua vez que esta proposta vem complementar a dimensão do serviço de acolhimento que os escuteiros prestam em Fátima.

“Queremos acolher bem, mas temos de multiplicar este sentimento de quem fez a experiência a outros” referiu o dirigente nacional, anunciando que em 2022, no ano que precede o centenário do CNE, a ‘Luz da Paz de Belém’ será partilhada a partir de Fátima.

Já o assistente nacional do CNE, padre Luís Marinho, afirmou que “Fátima é lugar de serviço mas também de experiência escutista”. “É o projeto escutista que queremos desenvolver à escuta do acontecimento, da sua história, da sua mensagem e de todas as dinâmicas de Fátima e, deste modo haveremos de envolver os escuteiros numa verdadeira peregrinação a Fátima”, precisou.

O objetivo do projeto comum é levar os escuteiros a “fazer um itinerário de espiritualidade, seguindo o método escutista, que permita experienciar e reconhecer a importância da vivência da fé no movimento escutista, a partir da reflexão sobre o lugar de Maria na fé cristã e do Santuário enquanto lugar de peregrinação”, informa o Santuário de Fátima.

 

Leiria-Fátima:

D. António Marto pede «milagre da amabilidade» para 2022

 

O cardeal D. António Marto disse que o ano de 2022 precisa do “milagre da amabilidade”, como resposta à crise, falando na Missa a que presidiu, no Santuário de Fátima.

““Hoje, raramente se encontram tempo e energias disponíveis para se demorar a tratar bem os outros, para dizer «com licença», «desculpe», «obrigado». Contudo, de vez em quando verifica-se o milagre duma pessoa amável, que deixa de lado as suas preocupações e urgências para prestar atenção, oferecer um sorriso, dizer uma palavra de estímulo, possibilitar um espaço de escuta no meio de tanta indiferença”, referiu o bispo de Leiria-Fátima, numa intervenção citada pelo site do santuário mariano.

D. António Marto presidiu à Missa do último dia de 2021, na Basílica da Santíssima Trindade, convidando os participantes a viver este tempo de celebração como uma “peregrinação interior” e uma oportunidade a “reavaliar o que é verdadeiramente importante na vida”, assente na solidariedade, na proximidade e compaixão para com o próximo.

O cardeal português alertou para a “crueldade que às vezes penetra nas relações humanas” e a “urgência distraída que ignora que os outros também têm direito de ser felizes”.

Quanto à vida da Igreja Católica, D. António Marto definiu o Sínodo 2021-2023 como “um sinal de esperança” e um “modo audacioso de pôr a Igreja em diálogo”.

A homilia evocou a mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz, que se celebra hoje, com o tema ‘Diálogo entre gerações, educação e trabalho: instrumentos para construir uma paz duradoura’.

“Tudo isto não pode existir sem a cultura do cuidado, que será o grande desafio da sustentabilidade humana e espiritual da nossa qualidade de vida. Se deixarmos tudo à lei do mercado, os pobres e excluídos aumentarão”, declarou.

“2022 será bom ano novo se cuidarmos uns dos outros como faz Nossa Senhora connosco”, concluiu.

 

Évora:

Arcebispo destaca a «sinodalidade»

vivida no Movimento Fé e Luz 

 

O arcebispo de Évora saudou o Movimento Fé e Luz, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, e agradece a aprendizagem da “exemplar seriedade sinodal”.

“Em tempo de reflexão sobre a sinodalidade da Igreja, agradeço o quanto aprendi com a exemplar seriedade sinodal que desde sempre o carisma fundacional Fé e Luz assumiu em cada um dos seus vastos momentos de discernimento e decisão”, escreveu D. Francisco Senra Coelho, numa nota enviada à Agência Ecclesia.

O Arcebispo saúda “fraternalmente o Movimento Fé e Luz em cada uma das suas comunidades, com seus Amigos Especiais, suas famílias e todos os seus membros”.

No Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, D. Francisco refere a sinodalidade vivida no movimento, prova que “este é o caminho das comunidades cristãs”.

“Tudo se decide, após discernida sinodalidade, onde todos participam e assumem conscientemente a sua liberdade e corresponsabilidade, sempre no respeito pela diversidade de possibilidades e capacidade de cada um”, escreve o bispo de referência da Comunidade Fé e Luz em Portugal.

D. Francisco Senra Coelho destaca ainda a “riqueza da genuína e espontânea alegria” que faz com os que andam “afogados em problemas” se abram à festa da luz que a fé traz.

 

Portugal:

Dominicanos celebram encerramento do jubileu dos 800 anos

 

A província portuguesa da Ordem dos Pregadores (Dominicanos) celebrou em 9 de janeiro o enceramento do Ano Jubilar da Morte de São Domingos, o seu fundador, no Convento de São Domingos, em Lisboa.

“Foi um ano em que olhamos mais para São Domingos, para a sua obra e para a sua espiritualidade: Um ano inteiro dedicado a uma maior reflexão, aprofundamento da figura do fundador, com muitas celebrações pelo mundo inteiro”, assinalou frei José Nunes, em declarações à Agência Ecclesia.

O prior provincial dos Dominicanos em Portugal explicou que o ano jubilar já “clausurou” no dia 6 de janeiro, mas vão reunir a Família Dominicana, “sobretudo da zona sul”, no Convento de Lisboa, por isso atrasaram “três dias a celebração”.

A ordem religiosa em Portugal tem dois noviços, que na Eucaristia vão ter também a abertura do noviciado, um período de formação em vários temas da consagração religiosa, a liturgia e a oração, o silêncio, o estudo e o ministério da palavra.

Frei José Nunes destaca que uma das obras foi publicada há poucos dias e é a história dos Dominicanos em território nacional, “desde o século XIII até hoje, 800 anos em Portugal”.

O Corona virus Covid-19 “Acabou por ser muito proveitoso, interessante e positivo. Acabamos por configurar a pregação de maneira um bocado diferente, sobretudo de meios telemáticos, ou as celebrações comunitárias dos conventos transmitidas online e as reuniões”, exemplificou.

Frei José Nunes recordou que este jubileu foi celebrado pelos 800 anos do ‘dies natalis’ de São Domingos de Gusmão (1170-1221), o fundador da Ordem dos Pregadores, que viveu no século XIII. “Morreu no dia 6 de agosto de 1221 e este ano fez 800 anos da morte do fundador e a morte é conhecida como o nascimento, por isso se chama ‘dies natalis’, o dia do nascimento. Uma pessoa quando parte é que nasce para a vida eterna”, contextualizou.

Os dominicanos são cerca de cinco mil, espalhados por 80 países.

 

Dehonianos:

Congregação com 75 anos em Portugal

pensa em presenças mais pequenas,

«mas atenta à realidade»

 

O superior provincial da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) em Portugal salientou que os 75 anos de presença são uma oportunidade de “agradecer o passado e olhar para a frente”, definindo alguns passos para o futuro.

“Queremos começar uma nova presença, diferente, antigamente mais virados para grandes estruturas, grandes seminários, hoje mais pequenina mas atenta à realidade”, disse o padre João Nélio Pereira à Agência Ecclesia.

E explica que nestas presenças “há sempre a preocupação” de não ter um programa definido “antes de chegar ao contexto social, real e eclesial”, mas só depois de conhecerem a realidade é que vão estruturando e “respondendo a esses desafios”.

“A própria Igreja também nos vai apontando alguns caminhos e esta proximidade com a Igreja local é uma mais-valia nossa”, acrescenta.

O padre João Nélio Pereira assinala que a congregação religiosa “não foi criada para uma resposta específica e demasiado concreta” dentro da Igreja mas existem para as “necessidades de cada lugar e de cada tempo”.

Para assinalar os 75 anos dos Sacerdotes do Coração de Jesus em Portugal foi lançado o livro ‘Dehonianos. A força da disponibilidade. História de uma congregação empreendedora’.

 “Tentando também integrá-la no contexto do nosso país e isso é uma forma de percebermos como somos vistos, no contexto da Igreja, do nosso país, e é uma visão que se calhar nos faltava e esta obra vai ajudar a ver melhor”, acrescentou.

Nestes 75 anos, a província portuguesa celebrou também 40 anos do envio de três missionários para Madagáscar, e o padre João Nélio Pereira afirma que continuam “empenhados na missão de Angola e abertos à missão da congregação, em terras longínquas como na Europa.

 

Braga:

Igreja Católica distingue o Prof. João Manuel Duque

com o «Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes»

 

A Igreja Católica distinguiu o teólogo João Manuel Duque com o Prémio ‘Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes’, na sua edição de 2021, apresentando-o como “figura marcante da cultura portuguesa”.

João Manuel Duque, professor catedrático da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP), é considerado pelo júri do prémio como “um cruzador de fronteiras” entre a teologia e a filosofia, os saberes e a arte, especialmente a música, destacando ainda a sua “reiterada reflexão no campo”, traduzida em diversas publicações e no ensino na Escola de Artes da UCP, no Porto.

O Prémio, instituído em 2005 pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura para destacar um percurso ou obra que refletem o humanismo e a experiência cristã, é composto pela escultura ‘Árvore da Vida’, de Alberto Carneiro, e 2500 euros, contando a partir deste ano com o patrocínio da Fundação Ilídio Pinho.

O júri foi presidido por D. João Lavrador, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais; e constituído por Guilherme d’Oliveira Martins, José Carlos Seabra Pereira, padre Júlio Trigueiros e Maria Teresa Dias Furtado.

João Manuel Duque é pró-reitor da UCP, presidente do Centro Regional de Braga e diretor-adjunto da Faculdade de Teologia.

O premiado é doutor em Teologia Fundamental, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, na Faculdade Jesuíta de Sankt Georgen, em Frankfurt, Alemanha, com uma tese sobre a filosofia da arte de Hans-Georg Gadamer (1996).

Teologia, cultura, religião, antropologia, ecumenismo, estética, fé, filosofia, identidade e música são temas refletidos nos livros e artigos que assinou.

Em declarações à Agência Ecclesia, João Manuel Duque afirmou que faz uma “Teologia do quotidiano, das experiências, muito em diálogo com a filosofia”, que considera a leitura “argumentada, racionalizada da vida”.

“É a vida que eu vivo, como vive qualquer outra pessoa, e é essa, precisamente, que deve ser acolhida na reflexão teológica”, acrescenta.

Celebração Litúrgica une-se ao justo reconhecimento da merecida distinção do Prof. João Duque e felicita-o.

 

Portugal:

Corpo Nacional de Escutas assume presidência

do Conselho Nacional da Juventude

 

Rui Oliveira, escuteiro do agrupamento 455 Vermil (Guimarães), foi eleito presidente do Conselho Nacional de Juventude em representação do Corpo Nacional de Escutas – CNE, informou esta instituição.

Em comunicado enviado à Agência Ecclesia, o CNE, Escutismo Católico Português, refere que esta é a segunda vez que assume a presidência CNJ.

Rui Oliveira, de 25 anos, é natural de Guimarães e estuda Engenharia Mecânica na Universidade do Minho.

O novo presidente do CNJ iniciou o seu percurso no escutismo aos seis anos de idade; em paralelo, assumiu funções na Associação Académica da Universidade do Minho.

“É com muito agrado que recebo este voto de confiança para a presidência do Conselho Nacional da Juventude. Este é um voto de confiança que acarreta muita responsabilidade ao CNE”, assinala o responsável.

Rui Oliveira: “Juntamente com a direção eleita vamos dedicar os próximos dois anos a promover o melhor para a juventude nos órgãos de decisão e em proximidade com os jovens”, acrescenta.

Ivo Faria, chefe nacional do CNE, assume que esta eleição “representa uma responsabilidade e o compromisso de contribuir para uma nova dinâmica de envolvimento das associações de juventude em Portugal”.

“Esta nova etapa na presidência do CNJ marca também uma intenção clara de apostar, cada vez mais, numa participação reforçada dos jovens na definição das políticas que moldam o futuro deles próprios, mas mais do que isso, da nossa sociedade portuguesa.

O Conselho Nacional de Juventude (CNJ), criado em 1985, é a Plataforma representativa das organizações de juventude de âmbito nacional, abrangendo as mais diversas expressões do associativismo juvenil (culturais, ambientais, escutistas, partidárias, estudantis, sindicalistas e confessionais).

 

Coimbra:

Jornadas de formação dedicadas à «Igreja sinodal»

 

A Diocese de Coimbra promoveu as suas Jornadas de Formação Permanente 2022, com o tema ‘Sonho uma Igreja Sinodal’, nos dias 18 e 19 de janeiro, no Salão de São Tomás, no Seminário Maior.

A Diocese de Coimbra começou as jornadas de formação a refletir sobre as ‘Raízes bíblicas do dinamismo sinodal’, com o professor e sacerdote Franciscano João Lourenço, que apresentou o tema em duas intervenções ‘Jesus caminha com os Apóstolos’ e ‘A Igreja nascente’.

‘A sinodalidade na vida da Igreja’ foi o tema geral para as reflexões da tarde do dia 18 de janeiro, com a professora Isabel Varanda sobre ‘Re-imaginar a comunhão, a participação e a missão na Igreja de Jesus Cristo, hoje’ e ‘A ecologia integral profunda como coração sinodal da Igreja’.

No segundo e último dia de Jornadas de Formação Permanente 2022, a organização refletiu sobre a ‘Igreja sinodal – sintonias e confrontos’, com o padre Nuno Santos da Diocese de Coimbra, que fez uma ‘leitura do mundo atual como desafio à sinodalidade’ e apresentou a ‘sinodalidade na reflexão eclesiológica pós-conciliar’.

Na tarde do dia 19 de janeiro, D. Armando Domingues, bispo auxiliar do Porto, apresentou o tema geral da jornada ‘Sonho uma Igreja sinodal’, refletindo sobre ‘o dinamismo do Reino de Deus’ e ‘desafios e propostas pastorais’.

 

CEP:

D. José Cordeiro foi reconduzido

como delegado nacional

aos Congressos Eucarísticos Internacionais

 

A Conferência Episcopal Portuguesa reconduziu D. José Cordeiro, presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade, como delegado nacional aos Congressos Eucarísticos Internacionais (CEI), cuja próxima edição se vai realizar na Arquidiocese de Quito (Equador), em 2024.

“O serviço do delegado nacional consiste em animar e preparar o Congresso Eucarístico Internacional no seu país, de acordo com os bispos e as várias Comissões da Conferência Episcopal”, explica o Secretariado Nacional de Liturgia (SNL), em comunicado enviado à Agência Ecclesia.

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa informou sobre esta recondução, em comunicado após a sua reunião mensal, realizada esta terça-feira.

O SNL acrescenta que o delegado ao CEI também tem como função manter contacto com a Comissão Pontifícia para as comunicações sobre estes encontros internacionais e outras experiências eucarísticas locais.

D. José Cordeiro também deverá participar da assembleia plenária da referida comissão da Santa Sé que se vai realizar em Quito, em 2023.

 

Igreja:

Conferência Episcopal Portuguesa

declarou São Bartolomeu dos Mártires

como «padroeiro dos catequistas»

 

A Conferência Episcopal Portuguesa aprovou na sua última Assembleia Plenária a proposta de proclamar São Bartolomeu dos Mártires (1514-1590) como “padroeiro dos Catequistas”.

A proposta foi apresentada pela Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) à Assembleia, que a votou favoravelmente “por unanimidade.”

D. António Moiteiro, presidente da Comissão Episcopal, referiu que a figura de São Bartolomeu dos Mártires e a sua importância histórica “encontram paralelo na atualidade”.

“No tempo de Frei Bartolomeu existia uma grande ignorância religiosa, até em muitos pastores. São Bartolomeu é grande exemplo de evangelizador”, considerou o bispo de Aveiro.

O Bispo de Aveiro recordou o santo português e destacou o seu papel na “formação, na catequese na pregação”.

“A catequese, como a temos nos últimos cinco séculos, é resultado de um trabalho fundamental do Concílio de Trento que reagiu, com formação do clero, a criação de seminários e a renovação da catequese, à ignorância da época e à reforma protestante”.

O bispo português, que se afirmou como uma das vozes de referência no Concílio de Trento (1543 – 1563), um momento decisivo na história da Igreja Católica na altura confrontada com a Reforma Protestante; destacou-se também pela sua missão pastoral à frente das comunidades católicas do Minho e de Trás-os-Montes, com especial relevo para o seu gosto pelas visitas pastorais às populações, a que dedicava grande parte do seu tempo.

Depois de resignar em 1582, por motivos de idade, São Bartolomeu dos Mártires viria a falecer em 1590, no Convento de Santa Cruz, em Viana do Castelo.

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, destacou ao Educris o papel de Frei Bartolomeu dos Mártires na “renovação da evangelização em Portugal” e a sua “atualidade”.

“Foi um catequista nato que fazia visitas pastorais a todos os lugares, da sua grande diocese, e chegou mesmo a elaborar um catecismo que se antecipa ao próprio Concilio de Trento”, assinalou.

 “Temos muito a ganhar aprendendo do seu exemplo, da sua dinâmica de modo que crianças e adultos possamos aprender com ele a trabalhar, de maneira mais consistente e responsável na tarefa da catequese”, concluiu

 

Bragança-Miranda:

Estrutura de Acolhimento e Exposição

da antiga Sé Catedral de Miranda do Douro vai ser inaugurada

 

O Antigo Paço Episcopal de Miranda do Douro, agora convertido em Estrutura de Acolhimento e Exposição da antiga Sé Catedral de Miranda do Douro, foi inaugurado em 10 de dezembro.

“Esta iniciativa está incluída na Operação Rota das Catedrais no Norte de Portugal, a qual visa promover e consolidar o projeto nacional, iniciado em 2009, através de um Acordo de Cooperação celebrado entre o Ministério da Cultura e a Conferência Episcopal Portuguesa”, pode ler-se em comunicado enviado hoje à Agência Ecclesia.

A intervenção “implicou não só a recuperação do edifício pré-existente, mas também a construção de um novo edifício”, que “foi financiado a 85% por fundos comunitários, através do Programa Norte 2020, e a comparticipação nacional assumida pela Câmara Municipal de Miranda do Douro”.

Na mesma ocasião foi inaugurada a Exposição «Termus – Territórios Musicais», desenvolvida pelo Museu da Terra de Miranda e pelo Museo Etnográfico de Castilla y León, e apresentada a reedição do Cancioneiro Tradicional Mirandês, no âmbito do «Termus» projeto europeu de cooperação transfronteiriça.

 

Braga:

Edição 2021 do Presépio de Priscos

é dedicada às crianças desaparecidas

 

O padre João Torres, pároco de Priscos, na Arquidiocese de Braga, considera que o Natal é uma “forma de ajudar” aqueles que “tentam encontrar o ausente”, por isso a edição deste ano do Presépio de Priscos foi dedicada às crianças desaparecidas.

“Veio-me à memória o rosto sofrido da mãe do Rui Pedro, criança desaparecida há 23 anos, que procura o seu filho. Por isso o Natal é uma forma de ajudar aqueles que não têm o mesmo que eu tenho”, disse à Agência Ecclesia o padre João Torres.

Na inauguração do Presépio de Priscos, a 12 de dezembro, os pais deste jovem desaparecido há 23 anos foram homenageados e, ao mesmo tempo, pretendeu-se “levantar também nos meios de comunicação social, na comunidade e na própria Igreja uma reflexão sobre esta ausência do ainda não te encontrar”, sublinhou o sacerdote.

“Uma Igreja que não caminha com os pobres não serve para nada”, acentuou.

Para D. Jorge Ortiga, “Importa tomar consciência que continuam a desaparecer crianças e a sociedade tem de estar aberta para que isso não aconteça”.

O presépio fala da família e é no seio desta que a “criança deve crescer, daí a importância deste presépio”, afirmou o administrador diocesano de Braga.

Mais uma vez, a montagem do Presépio de Priscos pôde contar com o trabalho remunerado dos reclusos.

O padre João Torres, assistente espiritual dos Estabelecimentos Prisionais de Braga e Guimarães, descreveu assim a noite de Consoada nas prisões:

 “Não existe o barulho do costume: em vez de termos homens grandes, de cabelo e barba grande, olho para eles e parecem-me crianças pequenas, com o rosto envergonhado. Apresentam um tabuleiro, é-lhes colocado no prato algumas batatas, bacalhau e noto que alguns se sentam na mesa e não olham para ninguém. Alguns regam as batatas e o bacalhau com as lágrimas deles. Imagino que muitos voltam à sua casa, ao rosto da sua mãe, irmãos, e aqueles homens que para tanta gente parecem monstros, voltam a ser crianças”, conta à Agência Ecclesia.

O sacerdote conta que em 18 anos procurou passar sempre uma parte da noite de Natal com os reclusos, “a minha família do coração”, seguindo depois para jantar com a sua família e celebrando a missa dessa noite na comunidade a que preside.

“A minha família sabe que se eu chego mais tarde é porque estive com os reclusos. E se por acaso não posso estar com eles, a minha família sabe que o meu Natal não é a mesma coisa. A missa da meia-noite é celebrada na minha comunidade e eles sabem que eu estive na prisão”, acrescenta.

O presépio ao vivo de Priscos tem cerca de 800 participantes que dão vida a uma história “sempre antiga e sempre nova”, num espaço com cerca de 30.000 m2 de ocupação e com mais de 90 cenários, com referência às culturas egípcia, judaica, romana, assíria, grega e babilónica.

Não faltam muitos dos ofícios que existiam no tempo de Jesus: os ferreiros a forjarem e a temperar o ferro, o sapateiro a concertar sandálias rompidas, serradores que cortam lenha, camponeses a organizarem as ferramentas de trabalho, a tecedeira no tear a jogar fios de lã, o oleiro a moldar o barro, a padeira a amassar a farinha, entre tantos outros cenários da época, e, claro, a família de Nazaré a ser família diante das sombras do seu tempo.

 

Bragança-Miranda:

Bênção marca nova etapa na construção

do Mosteiro Trapista de Santa Maria da Igreja, em Palaçoulo

 

O Mosteiro Trapista de Santa Maria da Igreja, em Palaçoulo, conheceu ultimamente uma nova etapa no projeto de construção, com a bênção do começo da obra do Mosteiro, onde estiveram presentes trabalhadores, população e entidades civis.

“Vir ao mosteiro é encontrar a alegria contagiante das irmãs trapistas, que são pessoas extraordinárias, pois vivem os valores da humildade, da fraternidade, da fé e da esperança num futuro melhor”, disse Helena Barril, presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, citada pelo jornal «Terra de Miranda».

A celebração da Eucaristia foi presidida pelo pároco de Palaçoulo, o padre António Pires, contou ainda com a presença de outros sacerdotes, também engenheiros e trabalhadores da obra e da população local que reconhece que a presença da comunidade na região ajuda a atrair mais pessoas para a localidade.

A irmã Giusy, madre superior deste mosteiro, afirmou o desejo de que as obras possam estar concluídas a tempo da Jornada Mundial da Juventude, em 2023.

“Esperamos que as obras estejam concluídas a tempo da Jornada Mundial da Juventude. Pretendemos que a conclusão da construção do mosteiro aconteça em agosto de 2023”.

A comunidade de 10 religiosas está no mosteiro transmontano desde novembro de 2020, que habita atualmente a Casa do Acolhimento e que ficará disponível totalmente para acolher peregrinos após a conclusão da obra.

A Ordem Cisterciense da Estrita Observância, também conhecida como Trapista devido à sua origem estar na região francesa de La Trappe, é uma ordem religiosa católica contemplativa composta por mosteiros de monges e mosteiros de monjas.

 

Portugal:

Bispos preparam documento sobre ministério de catequista

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) está a preparar um “documento base” sobre o ministério de catequista, cujo rito de instituição foi divulgado em dezembro pelo Vaticano. Um grupo de trabalho vai preparar o texto, a partir do que foi apresentado pela Santa Sé, para aprovação na assembleia plenária de abril de 2022.

Este ministério instituído “tem uma abrangência muito maior, no sentido da catequese e da evangelização”, explicou o Secretário da CEP.

O novo documento da CEP vai apresentar “percursos formativos”, que incluem a dimensão “humana, religiosa, psicológica”.

Para o padre Manuel Barbosa, a abordagem do Papa Francisco a este ministério, bem como ao de leitor e acólito, representa uma “mudança de paradigma, de mentalidade”, com maior abertura aos leigos e leigas.

 

Porto:

Bispo esteve com sem-abrigo na noite de Natal

 

O Bispo do Porto, D. Manuel Linda, participou, na tarde da véspera de Natal, na distribuição de refeições a pessoas sem-abrigo promovida pelo projeto «Porta Solidária» na cidade do Porto

Na iniciativa, juntando-se aos voluntários daquele serviço solidário sediado na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, junto à Praça do Marquês do Pombal (Porto), o contactou “diretamente com as pessoas necessitadas que habitualmente recorrem ao projeto «Porta Solidária»”, lê-se no site do Jornal «Voz Portucalense»

Este serviço, que existe desde 2009 e funciona de segunda-feira a domingo das 18h00 às 20h00, serve jantar em regime de take-away.

“As pessoas levam normalmente duas embalagens com uma refeição quente e meio de litro de sopa, além de um kit com três sandes, dois iogurtes, três peças de fruta e um bolo”, refere.

O projeto «Porta Solidária» é liderado pelo padre Rubens Marques, pároco de Nossa Senhora da Conceição e conta com voluntários que fazem dois turnos por dia, o primeiro com 8 pessoas das 15h00 às 16h30, e o segundo com cerca de 25 pessoas, entre as 17h00 e as 20h30.

 

Algarve:

Bispo apela ao «acolhimento de quem é diferente, no Natal»

 

O bispo do Algarve afirmou na mensagem para o Natal que todos são chamados a “ser pontes no acolhimento de quem é diferente” e alerta para muros que impedem migrantes e refugiados de uma vida melhor.

“Celebrar o Natal deve constituir para todos uma oportunidade para assumir a decisão de abater toda a espécie de muros, unir margens, comunicar, construir pontes, estabelecer uma relação com quem é diferente de nós, pela língua, cultura, religião… acolher e partilhar realidades novas, construir a fraternidade em todas as direções”, escreve D. Manuel Quintas.

D. Manuel Quintas dirige-se aos diocesanos e a todas as pessoas que, em tempo de Natal, sentem “um apelo mais forte à construção da verdadeira fraternidade humana”, lembrando que famílias inteiras – homens e mulheres, crianças, jovens e idosos – procuram “um lugar onde viver em paz”, muitos decididos a arriscar a vida, numa viagem que se revela longa e perigosa, e alerta para a construção de muros – betão, ou arame farpado -, em diversos países.

O bispo do Algarve pede que, com espírito de misericórdia, se abracem todos os que “fogem da guerra e da fome” ou têm de deixar a sua própria terra “por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental”.

“Esta fraternidade é consequência da conversão do coração, não se baseando unicamente numa igualdade de direitos. Dela nasce a amizade social, que se traduz no compromisso pessoal em construir um mundo mais fraterno. Importa, como tal, assumirmo-nos como protagonistas empenhados na transformação da realidade que nos circunda”, desenvolve D. Manuel Quintas.

 

Viseu:

Bispo lembra que cuidado com o próximo

«é um desafio pastoral, neste Natal»

 

O bispo de Viseu afirmou na mensagem de Natal que o compromisso cristão deve levar “a um serviço de caridade junto dos pobres, dos doentes e dos mais vulneráveis da sociedade”, assinalando a importância do cuidado com o outro.

O bispo de Viseu refere que “Deus nunca se cansa de vir ao encontro”, não julga com superficialidade, mas “comunica-Se a cada um” e chama pelo nome, por isso, para que o Natal seja verdadeiro, convida “a cuidar dos pobres, abandonados, marginalizados, refugiados e migrantes da sociedade”.

“Ensinando-nos a lutar contra a indiferença religiosa, o individualismo egoísta, o hedonismo mundano, o materialismo consumista, o ateísmo prático e o agnosticismo sem valores. Convida-nos a tomar consciência do aumento da pobreza no mundo, a lutar pelo desagravamento da pandemia e a ajudar a resolver os problemas sociais das famílias e dos povos”, desenvolveu.

Para o bispo de Viseu são três os “grandes desafios da vivência cristã do Natal”, o “acolhimento de Deus”, a escuta da Palavra e um caminho juntos. “No acolhimento de Deus, que vem ao nosso encontro para habitar connosco; Na escuta da Palavra de Deus como aconteceu na vida de Maria, para viver a dimensão evangelizadora como discípulos missionários; A fazer um caminho juntos na alegria e na esperança imitando as virtudes da Sagrada Família”, explica.

D. António Luciano deseja que a boa notícia chegue “ao coração de todos”, e que a sua mensagem de Natal, “cheia de sentimentos de fé, de esperança e de amor”, seja para todos, crentes e pessoas de boa vontade, e “ajude a centrar a vida na pessoa de Jesus Cristo”.

 

Vila Real:

Bispo destaca «tempo especial

de celebração da vida e da humanidade»

 

O bispo de Vila Real afirmou que o Natal “é um tempo especial de celebração da vida e da humanidade”, para os cristãos e para as pessoas de boa vontade.

“Colocar o rosto e o nome de Jesus no centro do Natal permite-nos contemplar o rosto surpreendentemente humano de Deus e inspira-nos a olhar de outra forma para o rosto do cada ser humano”, escreve D. António Augusto Azevedo, na mensagem para o Natal de 2021, enviada à Agência Ecclesia.

O bispo de Vila Real indica que o Natal “Conta-nos a história de uma vida que veio do céu para habitar nesta terra, a aventura de uma família que teve de superar dificuldades para acolher o seu filho e relata-nos a festa que inundou os corações dos que ouviram o anúncio daquele nascimento. A história do nascimento de Jesus é um grande hino à vida e à humanidade”, acrescenta.

O bispo de Vila Real lembra também os migrantes – que partiram desta diocese e vivem agora noutras zonas do país, da Europa ou do mundo, e os que vieram de outros países – e destaca a “esperança trazida por Deus” para as pessoas que “interiormente se sentem injustiçadas, incompreendidas ou marginalizadas”, quem está desanimado ou zangado com a vida e os que estão “desencantados com a humanidade”.

 

Coimbra:

Bispo pediu aos jovens, no Natal,

para ensaiar «novos modos de ser, de estar e de viver»

 

O bispo de Coimbra disse na Mensagem de Natal que as dificuldades da pandemia e os problemas sociais marcam esta quadra e desafiou os jovens a ensaiar “novos modos de ser” que sejam “verdadeiramente transformadores”.

“Caríssimos jovens, este é o tempo de Graça, esta é a oportunidade que todos nós temos para irmos ao presépio, para nos encontrarmos com Cristo, para pensarmos nos outros, para ensaiarmos novos modos de ser, de estar e de viver, que sejam verdadeiramente transformadores”, afirmou D. Virgílio Antunes.

Num ano Pastoral centrado nos jovens, o bispo de Coimbra disse que este Natal assume também essa “marca muito específica”.

“A Igreja que nós somos volta-se para os jovens, com um carinho, com um abraço muito grande, no qual quer envolver a todos, procurando ser espelho desse abraço de Deus que, por meio de Jesus, quer envolver todas as pessoas”, acrescenta.

 “Inclusivamente na nossa Igreja estamos a viver um tempo em que precisamos de retomar, renascer, reiniciar uma prática de vida cristã que porventura fomos perdendo ao longo dos tempos passados”, acrescentou.

Este tempo do Natal do Senhor é o tempo mais apto para que possamos efetivamente renascer dentro de nós próprios, fazer renascer a nossa Igreja e a sociedade humana de que todos somos membros.

“Que seja um Natal renovado, na esperança e no desejo que temos de comunicar uns com os outros, o grande dom que recebemos”, concluiu o bispo de Coimbra.

 

Beja:

Bispo de convida a acolher Jesus

«naqueles que a sociedade despreza»

 O bispo de Beja afirma que sem Jesus “não há Natal”, “o amor não tem lugar” e convida a acolhê-lo “nos pobres, nos estrangeiros” e “naqueles que a sociedade despreza”, na mensagem de Natal.

“Escutemo-l’O na Palavra do Evangelho que a Igreja nos prega. Acolhamo-l’O nos pobres que vivem ao nosso lado, nos estrangeiros que vieram trabalhar para o meio de nós. Vejamo-l’O naqueles que a sociedade despreza”, escreve D. João Marcos.

 “Na manjedoura encontrareis o Menino recém-nascido, tendo envolvida em panos a sua débil carne, porque o Verbo, a Palavra, se fez carne para habitar no meio de nós. Para vermos a Sua glória, precisamos de ir a Belém, precisamos de entrar na Igreja, precisamos de ser Igreja”, explica.

D. João Marcos assinala que Deus fez-se Homem para que os homens se tornem “participantes da sua natureza divina”, uma divina riqueza que é oferecida na gruta de Belém, “na pobreza do presépio, nas tábuas daquela manjedoura”.

 

Guarda:

Bispo da destaca «importância decisiva»

do pastor José Manuel Leite no diálogo ecuménico

 

D. Manuel Felício, bispo da Guarda e vogal da Comissão Missão e Nova Evangelização, recordou o testemunho e “esforço notável” do pastor José Manuel Leite, da Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal (IEPP), na promoção do ecumenismo.

“O testamento que nos deixa é muito forte para motivar que o diálogo ecuménico progrida e continue a fortalecer-se cada vez mais entre nós em Portugal”, disse hoje à Agência Ecclesia.

O pastor José Manuel Leite, da Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal, faleceu aos 81 anos de idade, em Coimbra. O funeral realizou-se na igreja Presbiteriana da Figueira da Foz.

O bispo da Guarda salienta que José Manuel Leite “teve uma importância decisiva” no diálogo ecuménico em Portugal, lembrando a sua experiência de trabalho na Conferência das Igrejas Europeias (CEC), na Suíça, e a ligação ao Centro Ecuménico de Reconciliação da Figueira da Foz, do qual foi o primeiro diretor, de 1969 a 1988.

“O esforço que fez para se aproximar das outras comunidades cristãs foi notável. Temos que sublinhar a importância deste trabalho que ele desenvolveu durante muitos anos e que muita hora me dá a colaboração que tive com bastante proximidade”, desenvolveu D. Manuel Felício.

D. Manuel Felício recordou também o “empenho muito grande” do pastor presbiteriano no percurso em direção ao “acordo sobre o batismo entre as várias confissões cristãs”, que terminou numa assinatura, no dia 25 de janeiro de 2014, em Lisboa, e que “há de orientar a vida das comunidades cristãs em muitos aspetos”.

O pastor José Manuel Bravo Teixeira Leite foi um dos fundadores da ‘Oikos – Cooperação e Desenvolvimento’, com os padres católicos romanos Agostinho Jardim Gonçalves e Luís de França, e Jeremias Carvalho, Guilherme Pereira e David Valente, em 1988.

 

Aveiro:

Diocese promove «Mosteiro Invisível Vocacional»

 

A Diocese de Aveiro promove o projeto ‘Mosteiro Invisível Vocacional’, que visa proporcionar aos jovens “momentos de oração e propostas de discernimento”, explica o bispo local. “Só pode responder ao chamamento de Jesus quem aprendeu a estar com Ele, a partilhar a vida com os outros, e a sentir a paixão pelo reino de Deus, isto é, anunciá-lo com a sua vida e com as suas palavras”, refere D. António Moiteiro.

O Bispo de Aveiro pede aos católicos que se inscrevam no ‘Mosteiro Invisível’, do Serviço Diocesano de Vocações, Acolhimento e Formação Espiritual, nascido no ano dedicado a São José, patrono dos seminários.

O segundo boletim do ‘Mosteiro Invisível Vocacional’, para o primeiro trimestre de 2022, apresenta também o testemunho ‘Viver o amor de Deus – Porque não eu?’ de Rafael Oliveira, seminarista que está no 4.° ano.

O boletim do Serviço de Vocações, Acolhimento e Formação Espiritual inclui também orações pelas vocações – laical, vida consagrada, matrimonial, missionária e pelos sacerdotes.

No 2º boletim do ‘Mosteiro Invisível Vocacional’ foram também divulgas as datas de várias iniciativas que se vão realizar na Diocese de Aveiro, entre janeiro e março, como os encontros do pré-seminário nos arciprestados, os encontros presenciais no seminário ou os Exercícios Espirituais no Centro de Espiritualidade Jean Gailhac, na Costa Nova.

O Serviço de Vocações, Acolhimento e Formação Espiritual da Diocese de Aveiro foi nomeado por D. António Moiteiro a 19 de setembro de 2016.

 

Lisboa, 2022:

Ano Europeu da Juventude

é uma possibilidade para «universalizar o convite»

para a JMJ Lisboa 2023

 

D. Américo Aguiar disse que o Papa Francisco vai ser “o primeiro peregrino” a inscrever-se na próxima Jornada Mundial da Juventude e considera o Ano Europeu da Juventude é uma ocasião para “universalizar o convite” para a JMJ Lisboa 2023.

“O Ano Europeu é uma oportunidade de fazermos este convite, mais operacionalmente, à juventude europeia”, afirmou o presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 em entrevista à Agência Ecclesia.

O bispo auxiliar de Lisboa referiu que Peregrinação Europeia de Jovens (PEJ) a Santiago de Compostela, entre os dias 1 e 6 de agosto de 2022, que vai contar com uma participação de jovens portugueses, é uma “etapa importante” para fazer chegar o convite aos jovens europeus, referindo que a PEJ 2022 é “uma etapa” para a JMJ Lisboa 2023.

“A Europa tem milhões de jovens que estão à espera de um desafio, de um convite, estão à espera de ser surpreendidos pelo convite para a Jornada Mundial da Juventude. E o Ano Europeu da Juventude pode ser uma ferramenta para fazermos chegar o convite a todos os jovens do continente europeu”, afirmou.

O bispo auxiliar de Lisboa acrescentou que o ano 2022 é o ano da “implementação”, da “concretização” e da abertura das inscrições.

O Papa será primeiro peregrino a inscrever-se… Há coisas muito materiais, dos terrenos, das infraestruturas que vão ser concretizadas, e há a programação do Festival da Juventude, da Feira das Vocações… Há muita coisa que se vai concretizar durante o ano 2022 e, por isso, será o ano de muita curiosidade e expectativa”.

 

Viana do Castelo:

D. João Lavrador esteve presente no «Natal dos Sós»

 O Bispo de Viana do Castelo, D. João Lavrador, esteve presente, no fim e tarde de 24 de dezembro, na iniciativa «Natal dos Sós» promovida pela Paróquia de Nossa Senhora de Fátima daquela cidade.

Este ano, a ceia do «Natal dos Sós», que já é uma tradição naquela cidade do alto Minho, foi “servida em Take-Way”, devido à crise pandémica, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

“Para minorar os que não têm casa e comem na rua, ou outros, houve a modalidade de cearem em sala para quem tiver o Certificado atualizado da vacinação do Covid e um teste negativo certificado feito até 24 horas antes”, lê-se.

 

Braga:

«Diário do Minho» inaugurou projeto televisivo

para chegar «mais longe»

 

O Grupo Diário do Minho inaugurou em 8e Dezembro a DM TV, um novo projeto audiovisual do jornal da Arquidiocese de Braga que quer levar o trabalho da redação jornalística “mais longe”, acrescentando valor à informação produzida.

“Pensamos que podemos ir mais longe, não nos ficando apenas pelo jornal, enriquecendo as reportagens com o vídeo. No futuro, será o dia a dia do Diário do Minho”, disse à Agência Ecclesia Damião Pereira, diretor do jornal. Assume que este é um trabalho que “vai demorar”, assumindo o projeto “com muita coragem e determinação”. “Mantivemos a redação como está, mas acrescentamos valor, com este espaço”, acrescenta.

O diretor do Diário do Minho aponta, desde já, à intenção de apresentar “coisas novas”, todos os dias, sem uma grelha ainda definida.

“É deste conjunto da promoção do Diário do Minho, da Revista Minha, da própria Gráfica, que nasce a DM TV, que serve para promover e divulgar toda a empresa”, conclui Damião Pereira.

D. Jorge Ortiga, inaugurou esta terça-feira o novo estúdio, intitulado ‘Cónego Fernando Monteiro’. “Queremos que a verdade da nossa informação circule no meio de tantas outras. Que a formação faça acreditar na novidade de um projeto para a sociedade do presente e do futuro. E que a evangelização demonstre a serenidade de uma doutrina que é Boa Nova para todos os tempos”, afirmou, numa intervenção citada pelo site arquidiocesano.

O padre Paulo Terroso, administrador do Diário do Minho (DM), sublinhou, por sua vez, que o arranque do projeto acontece num momento de dificuldade, face ao impacto da pandemia.

“Mais uma vez o DM demonstra que é mais do que uma instituição resiliente e que é, sobretudo, um exemplo de gestão, visão estratégica que desafia a crise. Somos uma marca de confiança e de orgulho dos bracarenses, da Igreja em Braga e diria mesmo em Portugal”, referiu.

A DM TV já inaugurou dois programas: o ‘Minuto Minho’, sobre a atualidade informativa, e ‘Singular’, um programa mensal dedicado à Cultura e do Património de Braga.

 

Publicações:

«Dom António Ribeiro», uma «biografia pastoral»

do patriarca de Lisboa

 

A investigadora Paula Borges Santos escreveu uma “biografia pastoral” de D. António Ribeiro, patriarca de Lisboa de 1971 a 1998, publicada pela editora da Universidade Católica Portuguesa. “O livro mostra como D. António Ribeiro foi o patriarca de Lisboa mais comprometido com a democracia e reativo contra as ditaduras, conseguindo fazer com que o Patriarcado e a Igreja portuguesa em geral retomassem um papel influente, com uma força que os partidos políticos depois do 25 de abril não subestimaram”, explica a autora, numa nota enviada hoje à Agência Ecclesia.

Segundo a autora, a biografia sugere um “novo modelo para compreender D. António Ribeiro”, revelando a sua adaptação à estratégia religiosa e política do Papa João Paulo II, e “fornece uma lente através da qual a história de Portugal, entre finais dos anos de 1950 e 1998, pode ser conhecida”.

“Uma biografia pastoral que avalia a sua identidade religiosa e atividade eclesial no quadro do catolicismo nacional e internacional, a ativa intervenção no espaço público sobre uma diversidade de matérias, relacionadas com os acontecimentos político-sociais mais importantes do último quartel do século XX português”, desenvolve.

Paula Borges Santos assinala que na biografia ‘Dom António Ribeiro’, publicada pela Universidade Católica Editora, apresenta “documentação inédita e diversificada”, recolhida em arquivos nacionais e internacionais, “incluindo o arquivo pessoal de D. António Ribeiro”.

D. António Ribeiro faleceu no dia 24 de março de 1998, na capital portuguesa; nasceu em S. Clemente de Basto, na Arquidiocese de Braga, a 21 de maio de 1928.

Frequentou os seminários de Braga, foi ordenado a 5 de julho de 1953, e enviada para Roma, onde se doutorou, com a tese ‘A Doutrina do Evo em S. Tomás de Aquino. Ensaio sobre a duração da alma separa’, na Universidade Pontifícia Gregoriana; Foi eleito bispo auxiliar de Braga, a 3 de julho de 1967, aos 39 anos de idade, e ordenado em setembro do mesmo ano.

O Patriarcado de Lisboa assinalou o 50.º aniversário da entrada solene de D. António Ribeiro na Sé, como 15.º patriarca (1971 a 1998), no dia 21 de novembro de 2021.

 

Fátima:

«Escutismo sem religião não existe»,

diz presidente da Conferência Internacional Católica

 

Georges Ghorayeb, presidente da Conferência Internacional Católica do Escutismo – CICE, disse: “O escutismo sem religião não existe, o escutismo deve caminhar com a religião. A Promessa, a Lei e os Valores do escuteiro partem da religião”.

O evento trouxe a Portugal 60 associações católicas de escuteiros espalhadas pelos cinco continentes. “Seguimos a encíclica ‘Fratelli Tutti’, estamos abertos a todos, e o Evangelho diz que devemos estar abertos a todos, somos irmãos de todos os outros escuteiros, somos irmão de todos e a humanidade são todos os que caminham na terra”, assinala Georges Ghorayeb.

O responsável destaca o trabalho que é feito na relação entre judeus, muçulmanos e cristãos para “gerar um mundo melhor”, no Movimento Escutista.

D. Joaquim Mendes, presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, marcou presença no evento e destacou: “A casa do Escutismo é a comunidade cristã, tem esta ligação às comunidades. Neste caminho sinodal, tem um contributo a dar”, acrescenta.

Ivo Faria, chefe nacional do CNE, destaca a necessidade de viver um “movimento evangelizador”. “O nosso objetivo fundamental é que as nossas crianças e os nossos jovens não sejam apenas agentes ativos nas suas comunidades num futuro longínquo, mas que o sejam já hoje. Faz parte do desenvolvimento e da aprendizagem estar na comunidade”, precisa.

As associações do escutismo católico aprofundam também o diálogo e a construção de um escutismo assente no diálogo inter-religioso, contando com a presença do presidente do Fórum Internacional do Escutismo Judaico.

O congresso debateu sobre um documento atualmente em preparação, para abordar a ‘Visão Católica da religião e das religiões no Escutismo’, que visa clarificar a dimensão religiosa no movimento escutista mundial.

 “A dimensão religiosa é uma dimensão constitutiva da pessoa humana. A verdade é que nós hoje assistimos, no mundo, a alguns equívocos e confusões sobre o que é religião, espiritualidade, interioridade”, aponta.

O Congresso Mundial do Escutismo Católico acolheu também novos membros, como a Guiné-Bissau, onde 90% dos escuteiros são católicos.

 “O Escutismo ergueu-se no sentido de ajudar os jovens a professar a sua fé, a ter oportunidades, a criar inovação, a permitir a inclusão social de todos”, indica.

 

Açores:

Comunidade contemplativa das Irmãs do Bom Pastor

vai zelar pelo culto do Senhor Santo Cristo dos Milagres

 

O Convento da Esperança, em Ponta Delgada, na Diocese de Angra, vai receber esta quarta-feira, uma comunidade contemplativa das Irmãs do Bom Pastor, as novas guardiãs do Senhor Santo Cristo dos Milagres.

“É com extrema alegria que vamos receber esta comunidade contemplativa das Irmãs do Bom Pastor, menos de um ano depois da anterior congregação ter saído da região. Ficamos felizes pelo convento voltar a ter vida, uma vida que é quase um regresso às origens pois voltamos a ter uma comunidade contemplativa como aconteceu com a primeira comunidade que habitou o convento”, disse o reitor do Santuário açoriano.

Em declarações ao portal diocesano, ‘Igreja Açores’, o cónego Adriano Borges explicou que o santuário cristológico, em Ponta Delgada, é o lugar “onde chega o maior número de pedidos de oração” nos Açores, por isso, é “muito gratificante” que as religiosas contemplativas possam “cuidar da oração dos que pedem a intercessão do Senhor Santo Cristo”.

Para além da oração, vão ser guardiãs da imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres e zelar pelo aprofundamento deste culto, impulsionado por a madre Teresa da Anunciada, religiosa contemplativa de clausura.

O ramo ativo da Congregação das Irmãs do Bom Pastor já está presente na diocese açoriana, nomeadamente no apoio a população excluída e a vítimas de violência doméstica, com uma casa-abrigo, em Ponta Delgada, em São Miguel.

A congregação foi fundada por Maria Eufrásia Pelletier, no século XIX, com o intuito de cuidar da educação de crianças, jovens e mulheres que eram excluídas da sociedade.

 


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